Minhas férias

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Minhas férias

  1. 1. Christiane Gribel / _y1¡, ›,, .z_«, :; féng _ J lag/ f:: ;xxx/ sz Ifk/ _f/ á., , a f'. pa. rsfgra ~ff›; ilustrações de Orlando r « ; mnNIsTÉRI ' *DAEDUCAÇRO ; FME , à Richrnond z f 1 l Obra atualizada c forme o
  2. 2. @já z C) prirheiro dia de aula e o dia que Ãe: : g eu nnais gosfo erh segundo lugar. O W ' K *e que eu rnais gosto ern prirheiro e o úl- <-” 3 Tirno. porque no dia seguinte chegarh ' P ' ^ as ferias. Os dois são os Pnelhores dias na escola porque a gente nern ferh aula. No prirneiro dia nao dó para Ter aula porque o nosso corpo esta na escola, rnas a nossa cabeça ainda esfa nas ferias. E no úlfirno, 'rarhbérh nao da para Ter aula porque o nosso corpo esta na escola, ÍTKJS a nossa cabeça ja esTó nas ferias. Era o prirwweiro dia e era para ser a aula de por- Tuguês, rnas não era porque Todo rnundo estava COFITCIFICIIC) das férias. E corno Todo rnundo queria conTar rhais do que ouvir, o baru| ho na classe esfa- 7
  3. 3. va rnesrno ensurdecedor. O que ex- plica o fato de ninguérn ter escutado a professora gritando para a gente parar de gritar. Todo FTILJPKÍO estava bern surdo rhes- PPM). lVlas quando ela bateu corn os livros ern cirna da rnesa a nossa surdez passou e todo rnundo olhou para ela. Ela estava ern pe, na frente do quadro e ficou ern silêncio, corn urna cara bens¡ bra- va, olhando para a gente. Quando urn professor esta ern silêncio con": urna cara bern brava olhando para você, e rnelhor tarnbern ficar ern silêncio corn unña cara de sern graça olhando para urn ponto qualquer que não seja a cara brava do professor. A professora puxou a cadeira dela e se sentou. Atrás dela, no quadro-negro, eu vi decretado o fir*n das nossas ferias e o firn do nosso prirneiro dia de aula sern aula. Estava escrito: Redação. - &yoreuar 30 &in/ La; sobre Eu sabia que as férias de nlnguern iarn ser rnais as rnesrnas na hora que virassern redação. É sirn- ples: férias é legal, redação é chato. Quando a gente transforrna as nossas férias nunña redação, elas nõlo sõlo rhais as nossas ferias, sao a nossa redação. Per- dern toda a graça.
  4. 4. Todo rhundo tirou o caderno de dentro da rho- chila. l/ lenos eu. Eu fiquei olhando para aquela frase no quadro enquanto os zíperes e velcros das rhochilas erarn os únicos barulhos na sala. De repente as nossas ferias ficararn silenciosos. Onde ja se viu ferias sern barulho? E alerh do nnais, eu tenho certeza que a profes- sora nerh quer saber de verdade corno forarn as nossas ferias. Ela quer só saber corno e a nossa letra e se a gente tern jeito para escrever redação. Aque- les dois rneses inteirinhos de despreocupações esta- varn prestes a virar 30 linhas de preocupações corn acentos, vírgulas, parágrafos e ainda por CÍFYWCJ corn a letra legível depois de tanto ternpo serh treino.
  5. 5. 139a A turrna inteira ja estava escrevendo , quando eu percebi que a professora estava só olhando para rnirn. t, Quando urn professor fica para- do só olhando para você e porque você tinha que estar fazendo outra coisa que nõo era o que você esta fazendo. l A outra coisa que eu tinha que estar fazendo era a rhinha redação. Entõo eu puxei a nñinha rtnochila e peguei o caderno. É claro que a rn¡- nha nñochila tern o fecho de velcro e que todo rnundo olhou para nñirh quando eu abri. Só a pro- fessora e que nõo olhou de novo porque ela já estava olhando antes rnesrno. @à
  6. 6. Peguei a caneta. Eu nern sabia rnais segurar direito a caneta. Escrevi: Mir¡ has F ér ias lVlas a letra ficou pessirna e eu resolvi arrancar a folha para corneçar berh o rneu caderno. E todo rnundo olhou de novo para rhirn, até a professora, que ja tinha parado de rne olhar. Troquei a caneta por urn lápis, assirh se a letra ficasse horrível era só apagar ern vez de ter que arrancar outra folha. Coloquei as rninhas férias la no alto e bern no rneio da página. Pulei urna linha. Parágrafo.
  7. 7. Min has F ér ias Outro problerna de transforrnar as nossas ferias @VTN redação é fazer os dois rneses caberern nas tais 30 linhas. Porque, se a gente fosse contar rnes- r°no tudo o que aconteceu, as 30 linhas iarn servir só para urn dia de ferias e olhe la. E aí você olha para o seu relógio e descobre que as 30 linhas, que pareciarn poucas para contar todas as suas ferias, virarn rhuitas porque você só tern rnais 1 5 rninutos de aula para fazer a redação. Conñeçar as férias e a coisa rnais facil do rnun- do. Ern cornpensaçõo, Corheçar urna redação sobre as ferias e tao difícil quanto conñeçar as aulas. Fiquei rne lerhbrando corno e' que eu tinha co- rneçado as rninhas férias de verdade. Assirn eu podia corneçar a redação do nñesrno jeito. Nlas eu cornecei as rninhas ferias de verdade arrurnan- do a rnala para ir para a casa ao rneu avô. E ago- ra só faltavanñ 1 2 rninutos para terrnínar a aula. E ern 1 2 rninutos eu nao ia conseguir arrurnar a rnala. Pelo nñenos nao do jeito que a rninha rnõe gosta que eu arrurne. Entao decidi corneçar as férias da FTIÍPIhG redação direto da casa do rneu avô.
  8. 8. Minhas Férias Eu sernpre adoro as rninhas férias na casa do rneu avô. Principalrnente porque não tem aula. Nao. Talvez esse seja urn corneço de reda- çao rnuito pesado para o condeço das aulas. Apague¡ a 2° frase. ll-l
  9. 9. Minhas Férias Eu sernpre adoro as rninhas férias na casa do rneu avô. La ter-n urn carnpinho de futebol bet-n legal e urna turrna de arnigos bern grande. Isso é perfeito porque urn carnpinho sern urna tum-na grande nao serve para nada. E urna turn-aa grande sern carnpinho nao cabe ern lugar nenhurn que nao seja urn carnpinho. A gente passa o dia todo _jogando futebol e só para de _jogar quando _já esta escuro e nao da rnais para ver a bola. Entao _ja e hora de jantar. Depois do _jantar os rneus melhores arnigos da, turrna vao para a casa do rneu avô e a gente pode continuar jogando, só que futebol de botao que não da indigestao. Aí, a gente pode _jogar ate tarde por- que no dia seguinte nao ter-n aula. E por isso que ferias é born. Achei que desse jeito a rninha observaçao a res- peito das aulas ficava ndais sutil. Continuei. Teve urn dia que eu fiz urn golaço. Nao no fute- bol de botao, no de verdade_ O gol veio de urn pase de craque do Paulinho que é o rneu rnelhor arnigo entre os rneus rnelhores
  10. 10. amigos da turma. Você sabe que para jogar futebol nao adianta só ser born de bola. 'Fern que ter tatica. O Paulinho driblou um, dois e eu v¡ que ele ia passar pelo terceiro. Ele também rne viu. A¡ eu rne enfiei pela esquerda e recebi a bola. Chute¡ direto. Eu fiz um golaço tao grande que ate furou a rede e estilhacou ern rnil pedaços a janela do vizinho. Deu a rnaior confusão porque enquanto a turn-oa pulava o vizinho apareceu bravo corn abola ern baixo do braco e a rnulher dele veio atras. Eu tive até que parar corn a rninha cornernorassao. Mas a mulher do vizinho que veio atras dele falou para ele que criança e assirn rnesrno e que a gente estava só se divertindo e que ninguém fez aquilo de propósito. E era verdade mesmo porque a culpa nao foi nossa da rede ter furado- E a¡ acabou ficando tudo bern. O rneu vizinho de volveu a bola, verificou a rede e disse que o rneu gol foi rnesrno urn golaço rnas que era para a gente tornar rnais cuidado corn as janelas das casas ao lado. IA
  11. 11. O sinal tocou bend nessa hora. Eu nern contei quantas linhas eu tinha escrito porque nao ia dar ternpo de rnudar nada ndesndo. Arranque¡ a folha e de¡ as ndinhas ferias para a professora. g à_ ê_ e_â 993g 9 se a e : gar _ê e o o
  12. 12. êFÍÊ” / d Aí; (PC) i à? , Depois da aula de portugués vinha aula @É dupla de educaçao física. A rnaior sor- te que se pode ter nund prindeiro dia É * de aula é ter aula dupla de educaçao física. Da' até para ficar contente de ter voltado para a escola. E da até para acreditar quando a nossa ndae fala que essa é a ndelhor épocada nossa vida, quando ela faz aquele discurso que toda ndae faz. Discurso: "Apiai/ gafe, mew E5542/ é a, »cel/ Lar época 4a/ n44/ Video. Zrpwra/ a/&scola/ éwwca/ doéécéaz você/ crescer &acer/ zu; :e Ãeoxxcârxrda/ orcola/ o uzzàrerctór oowcazraudowúo . ”
  13. 13. l/ linha rnae diz que e para aproveitar a escola porque depois que a gente cresce a gente fica cheio de problendas para resolver. Aí é que esta. Eu ainda nerh cresci e ja estou cheio de problemas. Só no ano passado eu tive que resolver 1 87. E nao foi nend para ndirn. Foi para o professor de rnaternótica. : m
  14. 14. A sendana passou ben": rapido e quan- do a gente viu ja era sexta-feira. Ter chegado a sexta-feira era óti- rno. Agora só ÍQITGVCJTT¡ rnais 1 9 senda- nas para as próxirnas ferias. A única coisa ruind e que na sexta eu tinha aula dupla de português e a professora ia trazer as nossas reda- ções de volta. Quando a professora entrou na sala eu tinha acabado de puxar o elastica do sutia da Mariana Guedes. Agora a rdnoda das ndeninas era usar sutia por baixo da candiseta. E a nossa ndoda era puxar o elastica para o sutia estalar bend nas costas de- las. Eu corri e a Mariana Guedes nde jogou urna borracha bend na cara. lVlas a professora foi olhar
  15. 15. para a gente só na hora que eu joguei a borracha de volta. E aquela Mariana Guedes ainda abai- xou e a borracha passou bend perto dos óculos da professora. A professora ficou só rne olhando de novo, igual no dia da redaçao, e entao eu nde sentei esperan- do urna daquelas brancas hundilhantes no rneio da classe. lVlas a professora nao falou nada.
  16. 16. ,_, .;s«. l Í Quando você apronta unda dessas e o profes- sor nao fala nada, nao é porque o professor e' und cara bend legal. É que o que vend pela frente é pior do que o pior que você irnaginava. O pior foi colocado bern end cinda da rninha ndesa. As rninhas ferias, que tinham sido perfeitas para rnirn, nao chegarand nern perto de terern sido boas para a professora. Elas voltarand cheias de defeitos. Faltou urn esse no passe de craque do Paulinho, urn acento na ndinha tatica e a rninha condendoraçao eu escrevi cond tanta endpolgaçao que acabou saindo cond dois esses ern vez de cê-cedilha. E o pior do que eu imaginava foi o que ela fez corn o ndeu golaço que estilhaçou ern ndil pedaços a janela do vizinho. Ela disse que "ern rnil pedaços" e' urn adjunto adverbial e que tinha que ficar entre vírgulas. Eu olhei na Grandatica e Ia estava explicado que urn adjunto adverbial e und terndo acessório e a gente pode elindinar aquela parte da frase que ela conti- nua a fazer sentido. Eu queria ver a professora dizen- do para o rneu vizinho que aqueles ndil pedacinhos da janela dele erand só urn adjunto adverbial. E terh rnais urna coisa: eu estava de ferias. Era nduito rnais imponente rnarcar o gol do que as vír- gulas, concorda? E as ndinhas férias ficarand assind: '32
  17. 17. Minhas Férias Eu sempre adoro as minhas ferias na casa do meu avô. Muda/ Fo La tem um campinho de futebol legal e uma turma de amigos grande. Por quenão substitua# 14444/ @gt/ Lv form/ po Mundi-o. ? Isso e perfeito porque um campinho sern uma turma grande nao serve para nada- E uma turma grande sem campinho nao cabe em lugar ne- nhum que nao seja um campinho. A gente passa o dia todo jogando futebol e só para de jogar quando ja esta escuro e nao da mais para ver a bola. Entao ja e hora de jan “anca” Depois do jantar os meus melhores amigos da turma vao para a casa do meu avô e a gen- te pode continuar jogando, só que futebol de botao que nao da indigestao. Ai, a gente pode jogar ate tarde porque no dia seguinte nao tem aula. Ê por isso que férias é born. . são boa/ r. TeNe Mm dia @Us eu fiz um golaço. Nao no futebol de botao, no de verdade. O gol veio de um pcfse de craque do Pau- linho. que e o meu melhor amigo (entre os meus melhores amigos) da turma. Você sabe que para jogar futebol nao adianta só ser born de bola- Tem que ter tática.
  18. 18. O Paulinho driblou um, dois e eu vi que ele ia passar pelo terceiro. Ele também me viu. Àiêu rne enfiei pela esquerda e recebi a bola. Chute¡ direto. Eu fiz um golaço tao grande que até fu- rou a rede e estilhaçOuQern mil pedaçose a ja- adjoutto adueráéaÁ nela do vizinho.
  19. 19. Deu a rnaior confusão porque enquanfo a Turn-za pulava o vizinho apareceu bravo corn aitbola ern_ba¡xo do braço e a mulher dele veio afras- Eu fíçve aTe que parar corn a rnínha Çornernora§õo. Mas a rnulher do vizinho que veio aTras dele falou (para ele 2 que criança é assirn rnesrno@)que a genTe esTava só se diverfindo e ? 5o à¡ que ninguém fez aquilo de propósifo-©era ver- dade rnest-rso porque a culpa não fo¡ nossa da rede Ter furado. ®aí acabou ficando Tudo bet-n. O rneu vizinho devolveu a bola, verificou a rede e disse que o rneu gol fo¡ rnesrno urn golaço rnas que era para a genTe Tornar rnais cuidado corn as janelas das casas ao lado. A professora não fez nenhurn ouTro conñenTório sobre o que eu Tinha escrito. Para ela TanTo fazia se o rneu goi Tinha sido urn golaço ou um frango do goleiro. Eu fiquei bern ohaTeado. Ela _Tinha acabado conñ as FTWÍHHCIS férias. Isso significava que era a Ter- ceira vez que as rninhas férias acabavam nurha senñana só. Não podia exisfir nada pior do que isso na vida de urn garoTo de 1 1 anos. lVlas exisTia.
  20. 20. ÇÊWCG Q ? É _ÀR No final da aula a professora rne cha- *5_Í_, I 7 ” _ __ rnou na nñesa dela. Eu Tinha que fazer x de liçóo para segunda-feira a analise "q. sinTaTica da frase: “Eu fiz urn golaço Tõo grande que aTé furou a rede e esTilhaçou, ern Phil pedaços, a janela do vizinho. " Era o firn. As rninhas ferias ja Tinharn virado re- daçao e agora acabavarn de virar liçõo de casa. E urna Iiçõo dificílirna. Fazer analise sinfófica! Eu nern rhe lernbrava rnais o que era isso. Do jeiTo que as coisas vôo, quando chegarern as rninhas próxirnas férias, eu nao vou saber se é para ficar feliz ou TrisTe. Eu vou falar “ah, não, férias rne lernbrarn redação e liçõo de casa" e ninguérn vai enTender nada.
  21. 21. EnTóo eu pensei que ainda bern que arnanhõ era sabado. Eu ja cornecei a rne lerhbrar que a Turrna do prédio Tinha rnarcado polo aauóTico na piscina. Peguei a rninha mochila e saí correndo para nõo perder o ônibus para casa. Nao nde lernbro se a professora conTinuou na sala ou nao. Eu só rne lernbro que eu fui o úlTirno a sair.
  22. 22. ,f O firn de semana rne fez esquecer ; zcw/ da escola e da primeira sernana de aula. o que foi born. O único defa- Ihe foi que eu Tarnbern acabei esquecendo da liçao de portugués. E na segunda de rnanha eu Tive que fazer Tudo correndo quando chegue¡ na escola, anTes de Tocar o sinal. Analise sinfaTica ja e urna coisa bern cornpli- cada quando você Tern que fazer o exercício logo depois que a professora acabou de explicar corno se faz. lrnagina fazer depois das férias de verao quando você mudou da quinTa para a sexTa serie rnas nern se lembra como é que passou de ano.
  23. 23. Eu peguei o rneu caderno e escrevi a rninha frase. Eu fiz urn golaço Tao grande que afé furou a rede e esfilhaçou, em rnil pedaços, a Janela do vizinho. Depois eu fui escrevendo o que eu rne lernbra- va que Tinha que Ter nurna analise sinfaTica. sujeito: predicado: objefo direfo: objefo indireTo: partícula üpassivadora: Isso era Tudo o que eu nde lernbrava. EnTao eu cornecei a escrever do lado de cada coisa dessas UITÍQ analise sinfafica. Pus ló: suieifo: O rneu vizinho. Que. é realrnenfe urn sujeito de rneTer medo apesar de eu achar que ele deve ser legal porque esTa casado ha urn Ternpao corn a rnulher dele que é bet-n legal. predicado: O rneu vizinho de novo- Isso, se a genle colocar no rneio dessa palavra a sílaba JU e enfao a palavra vira predudícado porque ele foi rnesrno o grande prejudicado dessa história.
  24. 24. objeTo direTo: A bola. Nern precisa explicar porquê. objeTo indireTo: Eu. Porque a Janela quebrou ern rnil pedaços por causa do rneu chuTe rnas na verdade fo¡ culpa da rede que furou. partícula apassivadora: Essa era a rnulher do rneu vi- zinho que apassivou a briga e se você reparar corno ela é pequena eu acho que parhbula é o que ela é. PronTo. Acabei a liçao e o sinal nern Tinha Toca- do ainda. Feche¡ o rneu caderno. Depois eu abri de novo. Lernbrei de TTICIÍS urna coisa que Tinha na ana- Iise sinfafica e escrevi: adjunfo adverbial: ern rnil pedaços. No final da aula de português eu deixei a rninha liçao na rnesa da professora e fui para a rninha aula dupla de educaçao física. 33
  25. 25. Na rninha aula dupla de português da sexTa-feira, a professora nde enTregou ç a analise sinTafica. Eu Tire¡ zero e Tive ” -' *r que escrever Toda essa hisTória con- ' Tando Tudo isso que aconTeceu para você. Ela rne disse que você é que ia decidir o que fazer cornigo, porque você e quee o DireTor dessa escola e ela nao sabia que aTiTude Tornar. Foi isso. Assinado: Guilherme Ponfes Pereira 69 série B- Manhã 35
  26. 26. No dia seguinte o Diretor rne charnou na saia dele. Ele ja Tinha lido toda a história que eu escrevi e eu ja estava pensando no que eu ia dizer para os FTIGLJS pais quando ele nde expulsasse da escola. Eu ia dizer: - l/ lae, pai, fui expulso da escola. Eu entrei na sala do Diretor e nde sentei na ca- deira bem na fronto dolo. Quer dizor, na frente YTKJÍS ou nñenos, porque era urna daquelas cadeironas que a gente afunda dentro, entao o porta-lapis, que ficava na rnesa do diretor, Tapava a cara dele ate o nariz. lVlas ele chegou o porta›lapis para o lado e eu consegui olhar para ele bern de frente. E ele disse: ~ Guilherme, eu fiquei nduito inñpressionado corn a história que você escreveu. você precisa fazer rnais redações. ^ Entao ele rne rnandou de volTa para a sala de aula. Eu fiquei pensando rnuiTo nisso Tudo porque no corneço eu nao estava entendendo nada. lVlas depois eu descobri por que escolherarn aquele cara
  27. 27. para ser o Diretor. Ele é bern inteligente. Fazer rnais redações era rnesnrio urn castigo rnuiTo pior do que ser expulso da escola. 37

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