A professora encantadora

4.980 visualizações

Publicada em

.

Publicada em: Educação
0 comentários
11 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
4.980
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
535
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
280
Comentários
0
Gostaram
11
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

A professora encantadora

  1. 1. aísa era uma professora que olhava para tudo com olho de assombro e estranheza. Ela dizia que assombra é um susto cheio de beleza o que estranheza é o casamento do estranho com a surpresa. As aulas da Maísa eram mesmo assombrosas. , estranhas e surpreendentes. Na escola, ela se, derretia de amor pelas palavras, pelas frases. pelos livros.
  2. 2. .. x _n_ 1.. .» "a X w . u
  3. 3. um: -. .aí-ahh : ip imersa? , pano: ;sax-nun «bush turns: - nu'. _naun ÍKIIUE. DHIHJU. 1,: gl, wo), rw~›csl)_n unnnulíldrn -. garage, unu nulo alguma njL--ayrzvilnlun-Ilua, D ¡Mrn ullh ol-. -t. x:1í'rv-xl› : iuqgnru In v iu): fs-virtmilow. uh: egurvuolhuuun 1 arranha-n' 'In D -: «ul-aka tilltigllmrh» _lunu wuu -. .gana-n sun¡ anual: :un e*L~u. h: 'uva-nc Iumuh. ao: 59mm amena;
  4. 4. V . _ -, , , " t , . . ~ : n: ; nxnex : :m _J--uynl : m N' V ; ilyfllfnilci una;
  5. 5. . No começo, os alunos que ainda não conheciam bem a Maísa achavam que um dia ela daria uma prova para ver quem unha aprendido a sus pirar corto. Mas a professora logo explicava que não existia suspiro certo nem suspiro errado e que susplrar de verda- de, para ela, era puxar do peito uma quentura Infinita e urar lá de dentro uns aperlos ruins de largura descablda. n LL. : 1-41 A! 1.'. Li
  6. 6. sc-¡npn- que podia. v. a Maísa podia quase sempre, ela também m» ensinava a catar perguntas novas dentro das histórias. dos versos. das (renas. das ideias. das pessoas. Ela dizia que pergun- ta nova é uma que desdobra a gente por dentro. E a Maísa gostava um bocado de (iesdobrar gente por dentro. ! h "s, 1 N 1 x
  7. 7. r I" 25h11min Assim, a protbssora também nos ensinava a diminuir medos no coração, dividir silêncio na frente de uma beleza e multipli~ car poesia no pensamento. t. l;: l:lmi. ix; i.i1.i. l. 1
  8. 8. v* IV' v' I" v' Illllllllll '#323 335 E ela nos Inostrava (Iue estranho pode ser só o ([116 a gente ainda não conhece; (rue urn dia cinzento pode ser bonito. , por fora e por dentro; que urna vlda sen¡ perturbações é (¡ue norn urn rnar sen) onda; que alguérn só sabe ensinar quando não consegue parar de aprender; que errar também pode ser urna forma de vatnlnhar; que ninguém escolhe o rnornento 6111 ([110 escolher quando é que ela acaba; que nada é : nais urna raiva começa. , : nas (que todo rnundo pode Importante do ([ue entender os próprios sentimen- tos. , para não deixar ("fue (eles mandem nas nossas razõus; que nada é mais lrnportante do (tua enten- der as próprias razões, para não deixar que elas Inandern nos nossos sentimentos.
  9. 9. Ah, tinha vezes que a lvlaísa confundia a gente. , tinha vezes que a gente confundia a lvlaísa. JVlas a maior confusão de todas era rnesrno quando tanta gente na sala tinha vontade de abraçar a professo- ra ao Inesrno ternpo. E a lvlaísa abraçava as pessoas (rue sentavarn na frente. , abraçava as pessoas (1ue sentavarn atrás, abraçava as pessoas (1110 sentavarn no Ineio, e inventava tnotivos para todo Inundo se abraçar também.
  10. 10. Aliás. na (tscola toda. quem aceitasse ganhar um abraço da Maísa ganhava também um poema.
  11. 11. Ela semprv tinha um poema para dar asa nos outros. A Maísa dizia quo dar asa nas pc-, ssoas é net-. onluvccr o que uma uma (it-las tem de mais bonito o mágico. L; ai. 1.-. .. l. . 1.1.. LL. 1-. ..
  12. 12. m ã . ,., ., _ a ; j v. 'í vL-¡Lnrcíixzxoixs 1: ! Jus meiu] "u-viii 7: . Á l"lã« 11:70 (mim. 1¡ Í, E l ~ ¡r-. rzuugnt ¡Klbtií 'ju-um - 7g r: I; u a 11,14. di” . z 0.1- ¡Hljí ? así-it ; guiam (ou: ai: : *mp ' ira; n; :ma: a 013161¡- 5- 3:15._ "siri": 'f'r'('-ur: .l, ¡1ib= ,(ik's. .,_ 1': ajax u ; sn _inifã- 'Ap):1)_r-. ›.~›: «o): r«= ,¡, _ _prq -”Í. '*'5., l"', -'.1 u. : 13.! ! (n: _! )§, l,x“= . _I A', ;vhs s. ; NLlãlÍñfãi : tr ! Inmvhz _g- _Ayb vn: :jgggqlcluljauí 'Shu atrito” a an; W ins; ¡jüêijríig-mx i1; já) . agnsmu 'gzãlfix nz : (Pa), .ÍÚ, PL_(I. A'
  13. 13. V* I" V' I** I' f** I' I'° I°vr rey No relógio da Maísa, o futuro chegava sempre em um minu- to para daqui a pouco. E antes de daqui a pouco, sem pressa nenhuma, ela também dava para a gente aula de despreparo. Afinal, a professora nos explicava que ninguém pode ter surpresas deliciosas com as coisas mais simples da vida se estiver preparado para elas. Só que ninguém quase nunca estava preparado para a Maísa. 'É > » . ,,_p 777v 7 LJMM~MIÀJAAMLM 14g; 151g¡ _¡: ¡
  14. 14. iliyJí -IlÍÍXÍL. -11 ¡Ilíl . l A l nal¡ l ^-I F3 assim, ela me ensinou a suspirar, me en- sinou a não ter Inedo de errar, me ensinou a reparar, me ensinou a escutar. , me ensinou a esperar, me ensinou a parar, me ensinou a flutuar. Não que eu tenha aprendido tudo tanto as- sini, mas a Maísa me ensinou mais do que urn bocado do coisas. Ela só não rue ensinou a ficar tão longe dela, aquela professora- E puder n10 encontrar com a Maísa de novo, um dia, V011 confessar, heIn no ouvido dela, por (fue eu escolhi ser escritor. _ E711 escrevo, 1125115 do que tudo, épara fÍc-ar perto de Você, znizzlza profêssorzz en cal) ta dara-

×