larissa lobo | portfolio arquitetura

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este portfólio reúne alguns dos trabalhos desenvolvidos durante a graduação de arquitetura e urbanismo.

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larissa lobo | portfolio arquitetura

  1. 1. larissa lobo PORTFOLIO
  2. 2. larissa lobo formação acadêmica atributos práticos experiência atividades acadêmicas nasc. 30.01.1991 larissa.lobo@yahoo.com.br Graduada em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário SENAC - SP [2010 - 2014] Graduação Sanduiche, bolsa de estudos programa Ciência sem Fronteiras Università di Bologna Laurea Magistrale, Ingegneria edile - Architettura [2013 - 2014] 2012 - 2013 | Estágio - Carolina Penna Arquitetura e Urbanismo 2011 - 2012 | Estágio - Teresa Simões Arquitetura Pesquisa (bolsa de iniciação científica SENAC) “Avenida Paulista: eixos de expansão e desenvolvimento da cidade” Agosto 2012 - Julho 2013. Concluído Mesa São Paulo - evento gastronômico realizado pelo SENAC - SP desenvolvimento do projeto arquitetônico e comunicação visual das instalações do evento. Março 2012 - Outubro 2012. Brindes Senac (concurso interno) Premiação máxima com o projeto “Revisteiro” Maio 2012. Jardim Sensorial - projeto para o jardim do centro universitário Março 2012 - Agosto 2012 Premio Ex Aequo Voto Popular - 9º Bienal de Arquitetura de São Paulo Concurso internacional de ideias para estudantes de arquitetura Projeto Luz Dezembro 2011. Autocad; Sketchup; Photoshop; InDesign; maquetes em madeira e papel.
  3. 3. projetos desenvolvidos durante a graduação
  4. 4. projeto de uma residência APRESENTAÇÃO E FINALIZAÇÃO [2012] larissa lobo orientação prof. Valeria Fialho O objetivo dessa disciplina partiu do desenvolvimento da apresenta- ção de um projeto de arquitetura, portanto, o exercício constitui-se na elaboração de desenhos técnicos, detalhamentos e perspectivas. a casa A estrutura compacta transmite rusticidade, por apresentar o tijolo em seu estado bruto, sem revestimento, marcando as faces frontal e posterior da residência, porém logo essa perspectiva se atenua pela grandiosa presença de uma árvore em meio à dureza do concreto. Para essa residência, destinada a um jovem casal, adotei o conceito japonês de abrigo, onde o homem, a natureza e o construído estão conectados pela arquitetura, relacionando a elementos tradicionais da construção brasileira, como o tijolo de concreto e o vidro. A inspiração para desenhar este abrigo partiu da necessidade de se priorizar as áreas sociais e por isso elas acontecem no pavimento que está no nível da rua.Ao chegar, os moradores são recebidos por um hall a céu aberto, cujo centro abriga uma árvore que sombreia o local e que tem também o dever de separar os ambientes de es- tar e de trabalho do casal. De um lado as dependências da sala e cozinha, do outro, o studio de 22m² destinado as práticas artísticas do casal. O fato mais interessante deste pavimento se dá no uso de portas pivotantes nos dois ambientes, que, quando totalmente abertas, criam um grande e único espaço, transformando seu uso cotidiano para receber festas e animadas reuniões. Na cota inferior estão as duas suítes e a área de serviço, aberta para o exterior. Os quartos, por estarem a 2m abaixo do nível da rua, configuram-se como ambientes tranquilos, longe dos ruídos da rua.
  5. 5. PAVIMENTO TÉRREO PAVIMENTO INFERIOR
  6. 6. ELEVAÇÃO FRONTAL ELEVAÇÃO POSTERIOR CORTE CC
  7. 7. ELEVAÇÃO LATERAL ESQUERDA CORTE BB
  8. 8. bom retiro DESENHO URBANO: ESTATUTO DA CIDADE/ PLANO DIRETOR [2012] bruno ribeiro hugo martins larissa lobo orientação prof. Marcelo Ursini prof Monica Leme
  9. 9. A partir de uma análise abrangente da região, considerando suas potencialida- des e problemas, desenvolvemos um projeto que possui 5 elementos constituin- tes e dissociáveis: A CALÇADA Considerando a situação precária das calçadas de grande parte da cidade, não só da área de intervenção e do entorno imediato, percebe-se a necessidade de uma padronização e legislação que assegure qualidade do passeio para os transeuntes. Questões como acessibilidade, durabilidade, permeabilidade e dre- nagem de águas fluviais também precisam ser consideradas. Um padrão de cal- çada pode ser estabelecido, sua primeira aplicação seria na área de intervenção já delimitada, funcionando como um laboratório para o desenvolvimento de tec- nologia e experimentação de um tipo de calçada que considere todos aspectos citados anteriormente para que depois se aplique a cidade toda. Reconhecemos a calçada como um elemento de transição importante, por isso ela será a força motriz do projeto. É através da calçada que novas relações urba- nísticas vão se desenvolver, seja com pequenas intervenções ou com a abertura de áreas significativas para a criação, não só de edifícios habitacionais, mas de serviços e comércio de modo a fortalecer a dinâmica da região, independente de horários e dias da semana.
  10. 10. TRECHOS PRIORIZADOS A PASSAGEM DE PEDESTRES EQUIPAMENTOS DE USO COMUNITÁRIO ÁREA COM PROVISÃO DE NO- VAS UNIDADES HABITACIONAIS PARQUE LINEAR LINHA DO TREM PARQUE LINEAR A linha férrea representa uma descontinuidade no sentido trans- versal em relação à mesma, uma ruptura, uma cicatriz, uma contra- dição. Próximo à linha férrea se desenvolverá um parque linear para evidencia-la e fazer com que a população a aceite e transcen- da essa barreira. A linha férrea faz parte da cidade, é necessária, constante.
  11. 11. planta tipo HIS planta tipo HMP BRUNO - HUGO - LARISSA 1 2 3Desenho Urbano 28/11/12 Professor Marcelo Ursini Professora Mônica Leme a e Urbanismo e Projeto BOM RETIRO Planta pavimento lamina 2 Esc.:1:250 Planta pavimento torre Esc.:1:250 Planta HIS Esc.:1:100 Planta HMP Esc.:1:100 OS EDIFÍCIOS Os principais edifícios propostos são de uso predominantemente residencial, concentram HIS e HMP sem separação, sabemos que esse tipo de disposição pode gerar dificuldade para administração e manutenção dos espaços comuns. Em contrapartida, a não setorização visa tratar os indivíduos igualitariamente, o sujeito com menos capital irá encontrar outro mais abastado e vice-versa, terão que aprender a conviver com isso como acontece no ambiente urbano. Torre e Lâmina foram adotas como tipologias. Propusemos ainda edifícios de serviços e institucionais: biblioteca, teatro, centro esportivo, garagem, unidade básica de saú- de e creche. DESENHANDO VAZIOS A disposição dos edifícios propostos foi pensada de modo que a população en- contre surpresa e variedade, praças internas, “enclaves” como gentilezas urbanas, a calçada recortando as quadras, tudo isso é gerado a partir do posicionamento de lâminas e torres e estas, por sua vez com gabarito variável de modo que não destoe muito da paisagem existente. A LOGGIA Precisamos mais do que pilotis no térreo para fazermos da cidade um ambiente mais diversificado e atrativo, em razão disso, o térreo será caracterizado como uma loggia nos edifícios lâminas já que com esse tipologia é possível criar uma marquise linear que serve de anteparo entre a cidade e os ambientes comerciais, que por sua vez, ficam dispostos longitudinalmente em relação à marquise.
  12. 12. Corte longitudinal lamina 1 Esc.:1:250 Planta pavimento lamina 1 Esc.:1:250 Corte longitudinal lamina 2 Esc.:1:250 Planta pavimento lamina 2 Esc.:1:250 Corte torre Esc.:1:250 Planta pavimento torre Esc.:1:250 corte longitudinal - lamina 1 pavimento tipo - lamina 1 corte torre pavimento tipo - lamina 2 pavimento tipo - torre corte longitudinal - lamina 2
  13. 13. fórum da cidade PROJETO DE ARQUITETURA VI: EQUIPAMENTO CULTURAL [2012] larissa lobo orientação prof. Daniel Corsi prof. Paulo Dizioli
  14. 14. São Paulo constitui-se de uma permanente mutação que pode chegar estabelecer uma anomalia, como foi notado pelo arquiteto Leonardo Benevolo em sua visita à São Paulo, em 1980: “As cidades brasileiras cres- cem muito rapidamente e, entre elas, São Paulo mais que qualquer outra. A velocidade é tão grande a ponto de apagar, no espaço de uma vida humana, o ambiente de uma geração anterior: os jovens não conhecem a cidade onde, jovens como eles, viveram os adultos.Assim, as lembranças são mais duradouras que o cenário construído, e não encontram nele um apoio e um reforço.” No entanto, encontramos em projetos como este, ainda que em menor escala, a oportunidade de se desenhar espaços onde ainda é possível preservar a memória da cidade, não somente através de lembranças, mas também com algo que podemos chamar de lugar, criando atmosferas distintas, tornando o passado presente e estabelecendo uma identidade arquitetônica na paisagem urbana. A partir de uma interpretação plural, surgiu a forma que defendo e acredito de como venha a ser um fórum da cidade, sobretudo no centro de São Paulo. Descartando a habitual ideia de desenhar um edifício onde tudo se organiza, decidi que o partido se tornaria muito mais coerente se esse programa se articulasse em uma escala voltada ao pedestre, onde o visitante fosse trazido para este espaço de uma maneira natural. O fato de permanecerem no local, heranças arquitetônicas que transmitem uma parte da história da cons- trução de São Paulo, fortalece a intenção de se valorizar essa composição, consolidando o desejo de frag- mentar o programa e incorporá-lo ao proposto. Então, depois de ter encontrado e destinado uso para esses objetos, determinei que preservaria a fachada do antigo galpão, fazendo dela uma das entradas para o teatro/ cinema do conjunto. A praça cívica, ao norte do terreno, é desenhada por escadarias que adquirem uma característica especta- dora, de onde é possível observar a composição arquitetônica do espaço, que acontece a um metro abaixo do nível da rua, começando pela sala magna em sua notável forma piramidal e terminando na biblioteca cuja fachada fora desenhada pensando na mistura de elementos como a pedra e o vidro. A vista da Rua Afonso Pena, que é hoje, marcada pela presença do que restou das antigas fachadas e muros dos galpões, é substituída simbolicamente através da colocação de muros posicionados em diferentes angu- lações, podendo também receber painéis para exposições externas. A face voltada para o Parque da Luz se destaca pelo amplo espaço desenhado, configurando uma grande recepção, convidando a quem passar por ali conhecer o seu interior.
  15. 15. 1º PAVIMENTO
  16. 16. 2º PAVIMENTO
  17. 17. 3‘ PAVIMENTO
  18. 18. 4‘ PAVIMENTO
  19. 19. CORTE AA CORTE BB
  20. 20. projeto arquitetônico e comunicação MESA SÃO PAULO [2012] equipe de alunos do Centro Universitário SENAC orientação prof. Marcio Novaes Coelho Jr. prof. Silvio Sguizzardi foto de Marcio Novaes Coelho Jr.
  21. 21. Organizada pela revista Prazeres da Mesa em parceria com o Senac São Paulo, a Semana Mesa SP é composta por diferentes atividades com chefes renomados, sendo as duas principais concentradas no Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro: Mesa ao Vivo, evento em que os participan- tes têm a sua disposição palestras, de- gustações e exposição de produtos da alta gastronomia; e Congresso Mesa Tendências, que oferece aos partici- pantes a possibilidade de tomar parte em discussões diversas, além de trocar experiências e conhecimentos. No ano de 2012, para celebrar os 10 anos do evento, alunos do centro uni- versitário foram convidados a desen- volver o projeto arquitetônico e comu- nicação visual do evento. Após diversas reuniões entre os alunos e professores envolvidos, discussões sobre formas e materialidades, chega- mos ao desenho de um módulo de pa- pelão de 1x1m, pensando na forma de produção e execução da peça que, na verdade, tornou-se a identidade visual do evento, sendo utilizado como cober- tura das áreas onde se desenvolviam as atividade externas, bem como divi- sória de ambientes das áreas internas.
  22. 22. fotos de Marcio Novaes Coelho Jr.
  23. 23. augusta182 PROJETO DE ARQUITETURA VII: EDIFÍCIO MULTIFUNÇÃO [2013] bruno ribeiro carolina markowski larissa lobo orientação prof. Arthur Katchborian prof. Carlos Ferrata
  24. 24. A Rua Augusta, reconhecida pela sua personalidade cultural e bastante presente na vida dos paulistanos que procuram sair para se divertir a noite, possui também grande valor histórico para a cidade de São Paulo. Atualmente, a região que teve seu momento de rejeição e decadência, vivencia uma nova fase de valorização onde há grande procura por serviços e moradia por parte da população, que a cada dia cresce mais e exige demanda destes serviços. O projeto AUGUSTA182, resgata a ideia de edifício multifunção, modelo consagra- do por edifícios como Copan, Nações Unidas e Conjunto Nacional, unindo as três esferas do cotidiano da metrópole: habitação, comércio e serviços. Pensado em uma escala que se articula à escala do pedestre, o conjunto se insere em uma quadra que desenha a cidade, e que, ao mesmo tempo, foi desenhada por ela, seguindo alinhamentos de seu entorno e estabelecendo relação com o ga- barito, respeitando eixos de circulação já existentes e potencializando a transição entre espaços internos e externos. O partido arquitetônico adotado retoma, em princípio, a ideia básica de Niemeyer ao se imaginar uma grande laje, que assume a função de praça elevada, sob a qual se organizam os diferentes usos, emergindo à sua superfície externa somente formas isoladas, contidas numa volumetria capaz de caracterizar e identificar as funções que abrigam, isto é, a torre prismática de sete pavimentos que abriga as dependências do corporativo; o edifício de habitações, caracterizado pelo dina- mismo da fachada composta por painéis móveis, e os volumes horizontais que acomodam as atividades culturais e serviços. Além da praça elevada, compondo os espaços externos do conjunto, foi preser- vado o jardim que já existia no terreno, conferindo o aspecto de parque ao lugar. Outra reminiscência do projeto foi a escolha por manter a seringueira centenária, adequando o desenho do conjunto à sua existência. Os acessos são distintos de acordo com o uso. O público que demanda ao edifício corporativo tem acesso apenas pela praça elevada e o ingresso às habitações se faz tanto pela Caio Prado como pela praça. As entradas para as dependências das galerias e cinemas, que estão sob a laje, se dão pela Rua Augusta e pela Rua Caio Prado. Foi criada uma via interna para distribuir o acesso de automóveis, separan- do em níveis subterrâneos o estacionamento de cada edifício.
  25. 25. PLANTA TERREO NÍVEL PRAÇA
  26. 26. PLANTA TERREO NÍVEL GALERIAS
  27. 27. CORTE AA CORTE BB
  28. 28. CORTE CC ELEVAÇÃO CAIO PRADO
  29. 29. ARCHITETTURA E COMPOSIZIONE ARCHITETTONICA III [2014] larissa lobo bruno ribeiro orientação prof. Alessio Erioli prof. Nada Balestri prof. Andrea Luccaroni progetto a faenza - monumento invertito
  30. 30. A proposta dessa displina foi a de desenvolver um projeto cujo tema seria um monu- mento invertido, tivemos três opções de escolha para terreno (sendo dois deles em países diferentes, o que é fantástico). Como não estávamos tão familiarizados com a rotina das aulas, escolhemos a cidade de Faenza, por ser muito próxima a Bologna. Tivemos tempo suficiente para realizar uma pesquisa abrangente sobre a cidade, suas potencialidades e deficiências e elaborar um programa que correspondesse as neces- sidades e expectativas de um equipamento cultural para a cidade. Houveram diversas discussões acerca deste tema até chegarmos a decisão final, o que foi muito interes- sante como experiência de intercâmbio. O projeto: Primeiramente realizamos um estudo voltado à escala urbana da cidade, o que nos orientou no desenvolvimento do projeto e entre algumas observações, destacamos algumas: o terreno é localizado dentro do perímetro central da cidade, próximo à con- centração de comercio e serviços que a cidade oferece; em relação às áreas verdes, sentimos a falta desses espaços na cidade, o que nos direcionou a escolha de fazer um parque; verificamos também onde existe locais destinados a prática de esportes, mais precisamente quadras e não há nenhuma quadra dentro do perímetro central. Associando à ideia e incentivo ao uso de bicicletas pela prefeitura, identificamos alguns pontos de bike sharing e decidimos então, atribuir um caráter esportivo a este parque. O fato de permanecerem no local heranças arquitetônicas, consolida a intenção de valorizar a composição e incorporar o proposto ao existente, estabelecendo assim, uma intervenção espacial. No conjunto, identificamos o campo de futebol (existente) como o vetor do espaço e, portanto o elegemos como o monumento invertido. Em outras proporções e mesmo que seja menor que o seu atual tamanho, a intenção é a de criar um espaço novo, que se integre a praça e ofereça uma nova experiência para o visitante. Para potencializar esta ideia, foi concebido um espaço multifuncional, no qual justamente o conceito de inversão se apresenta: uma bolha, no centro da praça que é, ao mesmo tempo, super- fície de lazer contemplativo e cobertura para uma quadra que se configura abaixo do solo. E ao contemplar essa superfície, o indivíduo precisa ingressar para descobrir o que de fato é esse espaço. As atividades propostas se estendem por todo o perímetro do terreno e para substituir o oratório, propomos um novo edifício que abriga salas multiuso, ateliê e sala de música e também um amplo espaço para uso da população e um café. Foi proposto também um espaço destinado a exposições que compreende a área de foyer do atual teatro do conjunto. Por isso também decidimos abrir mais um ingresso e junto a área arborizada, compor um espaço de estar, com mesas de picnic.
  31. 31. PERSPECTIVA INTERNA QUADRA
  32. 32. IMPLANTAÇÃO E CORTE AA
  33. 33. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO [2014] larissa lobo orientação prof. Ricardo Luis Silva lugares invisíveis sobre o espaço público em são bernardo do campo
  34. 34. Através deste trabalho procurei exteriorizar e discutir as ques- tões que me rodeiam e que fazem parte do meu processo de projetar e pensar arquitetura. A essência deste diálogo partiu da ideia de se trabalhar com intervenções urbanas. Os fenômenos que acontecem na cidade já não se adequam mais aos princípios formais de zoneamento e gestão. As ativi- dades humanas acontecem no espaço de acordo com as neces- sidades contemporâneas, e não é mais um desenho arquitetô- nico que determina como cada espaço será utilizado, sobretudo quando estamos falando de espaços públicos. Estamos em tempo de recriar identidades, de reestabelecer o contato entre sociedades individualizadas, valorizando os espaços públicos e os indivíduos. Nesse aspecto as intervenções urbanas, tanto as temporárias quanto permanentes, atuam como alternativa ao processo de desenvolvimento das cidades. São atitudes fundamentais ao re- conhecimento das atuais necessidades, pois, muitas vezes, co- locam em questão a percepção de áreas esquecidas na cidade, espaços que se desprenderam da memória dos seus habitantes e dos princípios estabelecidos pelo desenho urbano, e passam a valorizar os aspectos físicos de um lugar, permitindo que seus habitantes descubram novos lugares, novas espacialidades e novas identidades. Em São Bernardo do Campo, cidade que sempre foi palco das minhas experiências, se mostrou como o lugar mais propício para que eu pudesse desenvolver essa proposta, considerando sempre a ideia de se descobrir lugares esquecidos na cidade e oferecer um novo olhar a estes espaços. A versão online do volume estará disponível online em breve. LARISSA LOBO LUGARES INVISÍVEIS sobre o espaço público em são bernardo do campo 11/11/2014 23:29:55

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