Química ensino médio - volume único - joão usberco e edgard salvador

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Apostila que o Renatão usa nas aulas

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  • Eu tenho o meu cartão de ATM já programado e em branco para Retirar o máximo de US $ 50.000 por dia para um máximo de 20 dias. Estou tão feliz por isso porque eu tenho o meu na semana passada E eu tenho usado para obter US $ 100.000. Georg Bednorz Hackers está dando O cartão apenas para ajudar os pobres e necessitados, embora seja ilegal, mas É algo legal e ele não é como outro fraude fingindo Para ter os cartões de ATM em branco. E ninguém fica preso quando Usando o cartão. Obter o seu de Georg Bednorz Hackers. Basta enviar um e-mail Para georgbednorzhackers@gmail.com
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  • Eu tenho o meu cartão de ATM já programado e em branco para Retirar o máximo de US $ 50.000 por dia por um máximo de 20 dias. Estou tão feliz por isso porque eu tenho o meu na semana passada E eu tenho usado para obter US $ 100.000. Georg Bednorz Hackers está dando O cartão apenas para ajudar os pobres e necessitados, embora seja ilegal, mas É algo legal e ele não é como outro fraude fingindo Para ter os cartões de ATM em branco. E ninguém fica preso quando Usando o cartão. Obter o seu de Georg Bednorz Hackers. Basta enviar um e-mail Para georgbednorzhackers@gmail.com
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Química ensino médio - volume único - joão usberco e edgard salvador

  1. 1. João Usberco Licenciado em Ciências Farmacêuticas pela USPProfessor de Química do Anglo Vestibulares (São Paulo, SP) Edgard Salvador Licenciado em Química pela USPProfessor de Química do Anglo Vestibulares (São Paulo, SP) 5ª edição reformulada — 2002 1ª tiragem — 2002
  2. 2. ISBN 85-02-04027-8ISBN 85-02-04028-6 (Livro do Professor) Supervisão editorial: José Lino Fruet Editora: Ebe Christina Spadaccini Assistente editorial: Sérgio Paulo N. T. Braga Revisão: Fernanda Almeida Umile (supervisão) Ivana A. Costa, Aurea M. dos Santos, Débora de Andrade Silva Resolução dos exercícios: Sônia Vaz Vasques Gerência de arte e capa: Nair de Medeiros Barbosa Produção gráfica: Christof Gunkel, Mariano Maudet Bergel, Enrique Pablo Grande Ilustrações: Caio Ferrari, Eduardo Borges, Christof Gunkel, Selma Caparróz Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Usberco, João Química — volume único / João Usberco, Edgard Salvador. — 5. ed. reform. — São Paulo : Saraiva, 2002. Suplementado por manual do professor. ISBN 85-02-04027-8 (livro do aluno) ISBN 85-02-04028-6 (livro do professor) 1. Química (Ensino médio) 2. Química — Problemas, exercícios etc. (Ensino médio) I. Salvador, Edgard. II. Título. 02-2938 CDD-540.7 Índice para catálogo sistemático: 1. Química : Ensino médio 540.7 O material de publicidade e propaganda reproduzido nesta obra está sendo utilizado apenas para fins didáticos, não representando qualquer tipo de recomendação de produtos ou empresas por parte do(s) autor(es) e da editora. Av. Marquês de São Vicente,1697 – CEP 01139-904 – Barra Funda – São Paulo-SP Tel.: PABX (0**11) 3613-3000 – Fax: (0**11) 3611-3308 – Televendas: (0**11) 3613-3344 Fax Vendas: (0**11) 3611-3268 – Atendimento ao Professor: (0**11) 3613-3030 Endereço Internet: www.editorasaraiva.com.br – E-mail: atendprof.didatico@editorasaraiva.com.br
  3. 3. Ao estudante O ser humano tem buscado, há séculos, compreender os fenômenos que regem a vida, valen-do-se da observação simples e direta, da simulação e representação desses fenômenos, da inter-pretação lógica e criativa dos resultados de experimentações. O conhecimento científico danatureza e de suas leis tem sido um dos pilares do desenvolvimento humano. A Química, assim como outras Ciências, tem papel de destaque no desenvolvimento dassociedades, alcançado ao longo de tantos anos. No entanto, ela não se limita às pesquisas de labo-ratório e à produção industrial. Ao contrário, embora às vezes você não perceba, a Química estápresente em nosso dia-a-dia e é parte importante dele. A aplicação dos conhecimentos químicostem reflexos diretos sobre a qualidade de vida das populações e sobre o equilíbrio dos ambientesna Terra. Por isso, consideramos essencial que o conhecimento científico faça parte da vida coti-diana das pessoas, a fim de que elas possam, criticamente, contribuir para a preservação e a con-servação de todas as formas de vida, inclusive da espécie humana. A obra Química – volume único, agora reformulada, foi elaborada para ajudar você a com-preender como é freqüente, intensa e contínua a aplicação do conhecimento químico na sociedadeatual e como esse conhecimento foi construído e tem sido constantemente reformulado ao longoda história da humanidade. Para alcançar esse objetivo, contamos com a colaboração, por meio de sugestões e comen-tários, de vários professores que analisaram a obra e sua funcionalidade em sala de aula. Em todaa obra, procuramos utilizar uma linguagem clara e direta, mas cientificamente rigorosa, demons-trando a relação dos conteúdos teóricos da Química com a vivência prática e cotidiana.Introduzimos duas novas seções de atividades diversificadas — Exercícios de contexto eExercícios globalizantes — para incentivar você a aprimorar sua capacidade de inter-relacionarconteúdos, analisando-os criticamente, a partir do tema específico de cada capítulo ou, de formamais ampla, das Unidades. Outras seções de atividades — Exercícios resolvidos, Exercícios declasse e Exercícios propostos — foram revistas e ampliadas, o que lhe possibilitará melhor com-preensão, assimilação e fixação dos conteúdos estudados. Diversas Leituras, intercaladas ao texto,relacionam o conteúdo apresentado com o cotidiano e com outras matérias, contribuindo, assim,para a ampliação do conhecimento. Os experimentos da seção Faça você mesmo permanecemcom o mesmo enfoque: você mesmo pode realizá-los, utilizando substâncias de uso comum e apare-lhagens muito simples, e, a partir deles, desenvolver sua capacidade de observação, investigação,representação e comunicação. Com esta obra, queremos ajudá-lo a assumir uma postura cada vez mais crítica quanto à uti-lização dos conhecimentos científicos e tecnológicos. Por isso, procuramos apresentar os princí-pios teóricos de modo que possam ser um esboço capaz de dar suporte para o entendimento daQuímica, associando-os a exemplos significativos para sua vida. Esperamos que, assim, você possatomar decisões e assumir atitudes que contribuam para melhorar nossa saúde, nossa qualidadede vida, o planeta em que vivemos e a nós mesmos como seres humanos. Os autores
  4. 4. SUMÁRIO AGB Photo Library PARTE 1 QUÍMICA GERALUNIDADE 1 — Introdução ao estudo da Análise cromatográfica ou cromatografia, 46Química, 12 Exercício resolvido, 47 Exercícios de classe, 47Química, 12 Exercícios propostos, 48Química: uma ciência experimental, 15 Faça você mesmo: Separação do sal da areia, 49 O processo da descoberta, 15 Para obter água de uma solução, 49 O método científico, 16 O local de trabalho do químico, 17 Transformações da matéria, 50Exercícios de classe, 19 Fenômenos físicos e químicos, 50Exercícios propostos, 19 Equações químicas, 51 Exercícios de classe, 51Conceitos fundamentais, 20 Exercícios propostos, 52 Matéria, 20 Exercícios globalizantes, 52 Energia, 20 Unidades de medida, 21Exercícios resolvidos, 24 UNIDADE 3 — A estrutura do átomo, 54Exercícios de classe, 25 A descoberta do átomo, 54Exercícios propostos, 25 A descoberta das partículas subatômicas, 54Exercícios de contexto, 26 Principais características do átomo, 57Faça você mesmo: Determinação do volume de um sólido, 27 Número atômico (Z), 57 Número de massa (A), 57UNIDADE 2 — A matéria, 28 Elemento químico, 58Constituição da matéria, 28 Íons, 58 Teoria atômica de Dalton, 28 Semelhanças atômicas, 59 Exercícios de classe, 61Classificação da matéria, 30 Exercícios propostos, 62 Substâncias, 30 Misturas, 30 Os novos modelos atômicos, 64 Sistemas, 32 O modelo atômico de Böhr, 64Exercícios de classe, 34 Os subníveis, 65Exercícios propostos, 35 Distribuição eletrônica por subnível, 66 Exercício resolvido, 67Exercícios de contexto, 36 Exercícios de classe, 68Estados físicos da matéria, 37 Exercícios propostos, 69 Mudanças de estado físico, 37 Faça você mesmo: Teste da chama, 70 Diagramas de mudança de estado físico, 38Exercício resolvido, 39 Complemento: Modelo quântico, 71 Exercícios, 73Exercícios de classe, 40Exercícios propostos, 41Exercícios de contexto, 42 UNIDADE 4 — Tabela periódica, 75Processos de separação de misturas, 43 Introdução: Bases da organização dos elementos, 75 Análise imediata, 43 Organização da tabela periódica, 77Leitura: Obtenção dos principais componentes do ar, 46 Famílias ou grupos, 77
  5. 5. SUMÁRIO 5 Períodos, 80 Tipos de forças intermoleculares, 120 Localização na tabela periódica, 80 Leitura: Tensão superficial, 122 Classificação dos elementos, 81 Forças intermoleculares e temperaturas de fusão e Ocorrência dos elementos, 82 ebulição, 122Exercício resolvido, 82 Polaridades, forças intermoleculares eExercícios de classe, 82 solubilidade, 123Exercícios propostos, 83 Leitura: Por que o gelo flutua?, 124Propriedades periódicas e aperiódicas, 84 Exercício resolvido, 125 Propriedades periódicas, 84 Exercícios de classe, 125 Propriedades aperiódicas, 88 Exercícios propostos, 126Exercício resolvido, 88 Faça você mesmo: O cinema e as forças intermoleculares, 128Exercícios de classe, 89 Ligação metálica, 129Exercícios propostos, 90 Formação de ligas metálicas, 129Exercícios globalizantes, 92 Leitura: O ouro, 130 Exercícios de classe, 131UNIDADE 5 — Ligações químicas, 94 Exercícios propostos, 132Introdução, 94 Sinopse das ligações químicas, 133Ligação iônica ou eletrovalente, 95 Exercícios globalizantes, 134 Determinação das fórmulas dos compostos iôni- cos, 97 UNIDADE 6 — Funções inorgânicas, 136Leitura: Dieta com baixo teor de sódio, 97 Dissociação e ionização, 136Exercício resolvido, 98 Conceito de ácido, base e sal pela teoria deExercícios de classe, 98 Arrhenius, 138Exercícios propostos, 98 Exercícios de classe, 139Exercícios de contexto, 99 Exercícios propostos, 139Ligação covalente, 101 Ácidos, 140 Características, 101 Nomenclatura dos ácidos, 140 A ligação covalente e a tabela periódica, 102 Classificação dos ácidos, 142 Fórmulas químicas, 102 Exercícios de classe, 144Ligação covalente dativa ou coordenada, 104 Algumas propriedades dos ácidos, 144 Características, 104 Principais ácidos e suas aplicações, 146Exercício resolvido, 105 Exercícios de classe, 149Exercícios de classe, 105 Exercícios propostos, 150 A ligação covalente e as propriedades de seus Bases ou hidróxidos, 152 compostos, 106 Nomenclatura das bases, 153 Alotropia, 106 Classificação das bases, 153Leitura: A camada de ozônio, 107 Algumas propriedades das bases, 154Exercícios de classe, 109 Exercícios de classe, 155Exercícios propostos, 110 Principais bases e suas aplicações, 156Faça você mesmo: Diferenciação, pelo aquecimento, entre um Exercícios de classe, 158 composto iônico e um molecular, 111 Exercícios propostos, 158Geometria molecular, 111 Faça você mesmo: “Sangue de diabo”, 160Exercício resolvido, 113 Sais, 160Exercícios de classe, 113 Nomenclatura dos sais, 161Exercícios propostos, 114 Classificação dos sais, 162Faça você mesmo: Repulsão de pares eletrônicos, 114 Exercício resolvido, 163Polaridade, 115 Exercícios de classe, 163 Polaridade das ligações, 115 Aplicações de alguns sais, 164 Polaridade de moléculas, 116 Exercícios de classe, 168Exercício resolvido, 118 Obtenção de sais, 169Exercícios de classe, 118 Exercícios de classe, 171Exercícios propostos, 119 Exercícios propostos, 172As forças intermoleculares e os estados físicos, 120 Exercícios de contexto, 174
  6. 6. 6 SUMÁRIO Faça você mesmo: Estalactites e estalagmites, 176 Volume molar, 224 Óxidos, 176 Lei de Avogadro, 225 Nomenclatura dos óxidos, 177 Equação de estado dos gases perfeitos, 225 Classificação dos óxidos, 177 Exercícios resolvidos, 226 Exercícios de classe, 180 Exercícios de classe, 226 Propriedades e aplicações de alguns óxidos, 181 Exercícios propostos, 227 Os óxidos e o ambiente, 182 Misturas de gases, 230 Exercícios de classe, 186 Pressão parcial (Lei de Dalton), 230 Exercícios propostos, 188 Volume parcial (Lei de Amagat), 231 Faça você mesmo: Chuva ácida, 190 Exercícios resolvidos, 232 Reações químicas, 191 Exercícios de classe, 232 Exercícios de classe, 193 Exercícios propostos, 233 Exercícios propostos, 193 Complemento: Densidade dos gases/Difusão e efusão Classificação das reações, 194 de gases, 234 Exercícios de classe, 195 Leitura: Dirigíveis, 235 Condições para a ocorrência de reações Exercícios, 237 químicas, 195 Exercícios de classe, 200 UNIDADE 9 — Estequiometria, 239 Exercícios propostos, 202 Introdução, 239 Faça você mesmo: Prata preta, 204 Tipos de fórmulas, 239 Exercícios globalizantes, 205 Fórmula percentual, 239 Fórmula mínima ou empírica, 240 UNIDADE 7 — Relações de massa, 207 Fórmula molecular, 241 Massas dos átomos, 207 Exercício resolvido, 243 Unidade de massa atômica (u), 207 Exercícios de classe, 243 Constante de Avogadro ou número de Estequiometria das reações químicas, 244 Avogadro, 208 Leis ponderais, 244 Mol: a unidade de quantidade de substâncias, 209 Exercícios de classe, 247 Massa molar (M), 210 Relacionando quantidades, 247 Determinação da quantidade de substância = Exercícios de classe, 249 número de mol, 211 Os coeficientes e a quantidade de substância Exercício resolvido, 211 (mol), 249 Exercícios de classe, 212 Exercícios de classe, 251 Exercícios propostos, 214 Exercícios propostos, 253 Reações no laboratório e na indústria, 258 UNIDADE 8 — Estudo dos gases, 217 Reagente em excesso e reagente limitante, 258 Introdução, 217 Exercícios de classe, 260 Características gerais dos gases, 217 Reações químicas com substâncias impuras, 261 Leitura: Medindo a pressão, 218 Exercícios de classe, 262 Leitura: Temperatura corporal, 219 Rendimento de uma reação química, 263 Transformações gasosas, 220 Exercícios de classe, 264 Exercícios resolvidos, 222 Exercícios propostos, 264 Exercícios de classe, 223 Exercícios globalizantes, 267
  7. 7. SUMÁRIO 7 Stock Photos PARTE 2 FÍSICO-QUÍMICAUNIDADE 10 — Soluções. 270 UNIDADE 12 — Termoquímica, 318Introdução, 270 Introdução, 318Solubilidade e curvas de solubilidade, 271 Poder calórico dos alimentos, 318Exercício resolvido, 273 Exercício resolvido, 319Exercícios de classe, 274 Exercícios de classe, 320Exercícios propostos, 275 Exercícios de contexto, 321Aspectos quantitativos das soluções, 277 Processos exotérmicos e endotérmicos, 322 Concentrações das soluções, 277 Entalpia, 323 Relações entre C, τ, d e !, 280 ∆H em reações exotérmicas, 323Exercício resolvido, 281 ∆H em reações endotérmicas, 323Exercícios de classe, 281 ∆H nas mudanças de estado físico, 324Exercícios propostos, 283 Exercícios de classe, 325 Diluição de soluções, 286 Equações termoquímicas, 326 Mistura de soluções, 287 Entalpia padrão, 326Exercícios resolvidos, 290 Equação termoquímica, 326Exercícios de classe, 291 Exercícios de classe, 327Exercícios propostos, 292 Calor ou entalpia das reações químicas, 328Complemento: Colóides, 294 Exercício resolvido, 331Exercícios, 297 Exercícios de classe, 332Faça você mesmo: Preparando colóides, 297 Exercício resolvido, 334 Exercícios de classe, 335UNIDADE 11 — Propriedades Lei de Hess, 335coligativas, 299 Exercício resolvido, 337Pressão máxima de vapor, 299 Exercícios de classe, 338 Pressão máxima de vapor e a temperatura de ebu- Exercícios propostos, 339 lição,300 Faça você mesmo: Medindo variações de energia, 343Diagrama de fases, 301Exercício resolvido, 302Exercícios de classe, 302Tonoscopia, ebulioscopia, crioscopia e osmose, 304 UNIDADE 13 — Óxido-redução, 344 Tonoscopia ou tonometria, 304 Introdução, 344Exercício resolvido, 305 Número de oxidação (Nox), 345Exercícios de classe, 306 Regras para a determinação do Nox, 345 Ebulioscopia e crioscopia, 307 Variação do Nox nas reações deExercício resolvido, 307 óxido-redução, 347Exercícios de classe, 308 Exercícios de classe, 348 Osmose e pressão osmótica, 309 Balanceamento das equações das reações deExercício resolvido, 310 óxido-redução, 349Exercícios de classe, 310 Leitura: Metais, 350Exercícios propostos, 311 Exercício resolvido, 352Complemento: Aspectos quantitativos, 315 Exercícios de classe, 353Exercícios, 316 Exercícios propostos, 353Faça você mesmo: Estudando a temperatura de ebulição, 317 Exercícios de contexto, 355
  8. 8. 8 SUMÁRIO UNIDADE 14 — Eletroquímica, 356 Exercício resolvido, 410 Exercícios de classe, 410 Pilhas, 356 Exercícios propostos, 412 Exercícios de classe, 358 Potencial das pilhas, 358 Exercício resolvido, 363 UNIDADE 17 — Equilíbrio em meio Exercícios de classe, 363 aquoso, 414 Leitura: Uso e descarte de pilhas comerciais e bateriais, 364 Constante de ionização, 414 Corrosão e proteção de metais, 367 Lei da Diluição de Ostwald, 416 Corrosão do ferro, 367 Exercício resolvido, 417 Proteção com eletrodo ou com metal de Exercícios de classe, 417 sacrifício, 367 Exercícios propostos, 418 Revestimento do ferro, 368 Produto iônico da água e pH, 418 Exercícios de classe, 368 Equilíbrio iônico da água, 418 Exercícios propostos, 369 Produto iônico da água (KW), 419 Faça você mesmo: Uma pilha incomum, 372 Escala de pH, 419 Eletrólise, 373 Indicadores e pH, 421 Eletrólise ígnea, 373 Determinação da [H+] e da [OH–] nas soluções, 422 Eletrólise em meio aquoso, 374 Exercício resolvido, 423 Exercício resolvido, 376 Exercícios de classe, 423 Exercícios de classe, 376 Exercícios propostos, 425 Aspectos quantitativos da eletrólise, 377 Hidrólise salina, 427 Exercícios de classe, 378 Acidez e basicidade das soluções aquosas dos Exercícios propostos, 379 sais, 427 Faça você mesmo: Cobreação, 381 Exercícios de classe, 429 Exercícios propostos, 429 UNIDADE 15 — Cinética química, 382 Exercícios de contexto, 429 Introdução, 382 Constante de produto de solubilidade (Ks), 431 Velocidade média de uma reação, 383 Produto de solubilidade, 432 Exercícios de classe, 384 Efeito do íon comum e solubilidade, 433 Exercícios resolvidos, 433 Condições para ocorrência de reações, 385 Exercícios de classe, 434 Teoria da colisão, 385 Exercícios propostos, 434 Fatores que influenciam a velocidade de uma Exercícios globalizantes, 435 reação, 387 Lei da velocidade, 389 Exercício resolvido, 390 UNIDADE 18 — Radioatividade, 437 Exercícios de classe, 391 A descoberta dos raios X, 437 Exercícios propostos, 393 Radiações do urânio,437 Faça você mesmo: Imaginando explicações (hipóteses), 396 Leis da radioatividade, 438 1ª lei: a emissão de partículas α, 438 UNIDADE 16 — Equilíbrios químicos, 397 2ª lei: a emissão de partículas β, 438 Introdução, 397 Transmutações, 439 Constante de equilíbrio em termos de Exercício resolvido, 439 concentração, 398 Exercícios de classe, 440 Interpretação do valor de KC e extensão da Leitura: Pequena loja do rádio, 441 reação, 400 Cinética das desintegrações radioativas, 441 Quociente de equilíbrio (QC), 401 Leitura: Efeitos da precipitação radioativa e a meia-vida, 442 Constante de equilíbrio em termos de pressão, 401 Exercício resolvido, 443 Exercício resolvido, 402 Exercícios de classe, 444 Exercícios de classe, 403 Exercícios propostos, 444 Exercícios propostos, 404 Complemento: Fenômenos radioativos e suas Deslocamento de equilíbrio, 405 utilizações, 447 Princípio de Le Chatelier, 405 Exercícios, 451
  9. 9. SUMÁRIO 9 Super Stock PARTE 3 QUÍMICA ORGÂNICAIntrodução à química orgânica, 454 Radicais ou grupos orgânicos, 487Os primórdios da Química Orgânica, 454 Exercício resolvido, 488Química Orgânica hoje, 454 Exercícios de classe, 489 Nomenclatura de hidrocarbonetos ramificados, 489UNIDADE 19 — Compostos orgânicos, 456 Alcanos, 489Composição, 456 Alquenos, alquinos e dienos, 490Características gerais, 456 Cicloalcanos e aromáticos, 491 Temperatura de fusão e temperatura de ebulição, 457 Exercício resolvido, 493 Solubilidade, 457 Exercícios de classe, 494 Combustibilidade, 457 Exercícios propostos, 495Capacidade de formar cadeias, 458 Hidrocarbonetos: fontes e principal uso, 497 Classificação do carbono, 458 Petróleo, 497Exercícios de classe, 459 Exercícios de classe, 499Classificação das cadeias carbônicas, 460 Combustão, 500 Disposição dos átomos de carbono, 460 Exercícios de classe, 501 Tipo de ligação entre os átomos de carbono, 462 Exercícios propostos, 502 Natureza dos átomos que compõem a cadeia, 462Exercício resolvido, 463Exercícios de classe, 463 UNIDADE 21 — Funções orgânicasExercícios propostos, 464 contendo oxigênio, 505Complemento: Modelo dos orbitais e a ligação Álcoois, 505 covalente, 466 Nomenclatura oficial dos álcoois, 506Exercícios, 471 Nomenclatura usual para monoálcoois, 507 Principais álcoois, 507Introdução às funções orgânicas, 473 Leitura: Bebidas alcoólicas, 509Nomenclatura IUPAC, 473 Exercícios de classe, 510 Fenóis, 510UNIDADE 20 — Hidrocarbonetos: Principal fenol, 511características e nomenclatura, 475 Exercícios de classe, 512Características e nomenclatura de hidrocarbonetos Aldeídos, 512alifáticos, 475 Um aldeído importante, 513 Alcanos ou parafinas, 475 Exercícios de classe, 513 Alquenos, alcenos ou olefinas, 476 Cetonas, 514 Alquinos ou alcinos, 478 Principal cetona, 515 Alcadienos ou dienos, 479 Exercícios de classe, 515Exercícios de classe, 479 Ácidos carboxílicos, 516Características e nomenclatura de hidrocarbonetos Principais ácidos carboxílicos, 516cíclicos, 480 Derivados diretos de ácidos carboxílicos, 517 Cicloalcanos, ciclanos ou cicloparafinas, 480 Exercícios de classe, 518 Cicloalquenos, cicloalcenos ou ciclenos, 481 Ésteres orgânicos, 519 Aromáticos, 481 Exercícios de classe, 519Exercícios de classe, 482 Éteres, 520Exercícios propostos, 483 O principal éter, 521Exercícios de contexto, 485 Exercícios de classe, 521Radicais, 486 Exercícios propostos, 522 Cisão de ligações, 486 Exercícios de contexto, 525
  10. 10. 10 SUMÁRIO UNIDADE 22 — Funções orgânicas Halogenação, 579 contendo nitrogênio e haletos, 527 Adição de HX, 579 Aminas, 527 Reações de hidratação de alquenos e alquinos, 580 Leitura: Aminas: Medicina e sociedade, 528 Adição em aromáticos, 580 Exercícios de classe, 530 Exercícios de classe, 581 Amidas, 530 Reações de oxidação de alquenos, 581 A principal amida: uréia, 530 Oxidação branda, 581 Exercícios de classe, 531 Ozonólise, 582 Haletos, 532 Oxidação enérgica, 583 Haletos orgânicos, 532 Exercício resolvido, 583 Haletos de ácido ou haletos de acila , 532 Exercícios de classe, 584 Alguns haletos, 533 Exercícios propostos, 585 Exercícios de classe, 534 Exercícios globalizantes, 589 Exercícios propostos, 535 Complemento: Outras funções orgânicas, 537 UNIDADE 26 — Reações orgânicas de Exercícios, 539 outras funções, 591 Álcoois, 591 UNIDADE 23 — Sinopse das principais Reações com álcoois, 591 funções e algumas propriedades físicas, 541 Alguns métodos de obtenção de álcoois, 594 Exercícios de classe, 595 Reconhecimento de funções, 541 Exercícios de contexto, 597 Exercícios de classe, 542 Aldeídos e cetonas, 598 Algumas propriedades físicas dos compostos Reações de aldeídos e cetonas, 598 orgânicos, 543 Métodos de obtenção de aldeídos e cetonas, 599 Temperatura de ebulição, 543 Exercícios de classe, 600 Solubilidade, 544 Ácidos carboxílicos, 600 Exercício resolvido, 545 Propriedades químicas dos ácidos carboxílicos, 601 Exercícios de classe, 546 Reações dos ácidos carboxílicos, 603 Exercícios propostos, 547 Métodos de obtenção de ácidos carboxílicos, 603 Faça você mesmo: Polaridade e ligações intermoleculares, 550 Exercícios de classe, 603 Ésteres, 605 UNIDADE 24 — Isomeria, 551 Classificação dos ésteres, 605 O que é isomeria?, 551 Reações dos ésteres, 607 Isomeria plana, 552 Exercícios de classe, 610 Exercícios de classe, 554 Aminas, 611 Isomeria espacial, 555 Propriedades químicas de aminas e aminoácidos, 611 Isomeria geométrica, 555 Métodos de obtenção de aminas, 612 Exercícios de classe, 557 Exercícios de classe, 612 Isomeria óptica, 558 Exercícios propostos, 613 Leitura: Isomeria óptica — Prêmio Nobel, 563 Exercícios de classe, 564 UNIDADE 27 — Polímeros, 619 Exercícios de contexto, 565 Polímeros sintéticos, 619 Exercícios propostos, 567 Polímeros de adição, 619 Polímeros de condensação, 621 UNIDADE 25 — Reações de Exercícios de classe, 623 hidrocarbonetos, 571 Polímeros naturais, 624 Tipos de reações orgânicas, 571 Borracha, 625 Reações de substituição, 572 Polissacarídeos, 625 Halogenação, 572 Proteínas ou polipeptídeos, 626 Nitração, 574 Exercícios de classe, 627 Sulfonação, 574 Exercícios propostos, 628 Reações características de aromáticos, 575 Exercícios globalizantes, 631 Exercícios de classe, 577 Reações de adição, 578 Respostas, 633 Hidrogenação catalítica, 578 Siglas dos vestibulares, 667
  11. 11. AGB Photo Library
  12. 12. QUÍMICA A produção de diversos materiais que utilizamos em nosso dia-a-dia, como, porexemplo, a borracha, o náilon e o metal, é resultado de conhecimentos de Química e desua aplicação industrial. Observe o exemplo a seguir: Christof Gunkel Tênis: composto de bor- racha, náilon e metal. Borracha Tecido Metal natural natural naturalBilly Hustage / Tony Stone Keydisc Maurício Simonetti/Pulsar Seringueira. Algodoeiro. sintética sintético Kinofotoarquivo Tony Stone Torre de petróleo. Náilon. Extração de minério de ferro. O tênis é um bom exemplo de produto final formado por um conjunto de materiais encontra- dos na natureza ou sintetizados pelo ser humano.
  13. 13. Unidade 1 — Introdução ao estudo da Química 13 Assim, podemos perceber que a Química estuda a matéria, as substâncias que aconstituem e as suas transformações. Tecnologia O desenvolvimento da tecnolo- Descoberta Aplicação gia é responsável pela mudança Fotografia 1782 1838 de muitos hábitos, e, geralmente, proporciona melhoria da qualidade DDT 1873 1939 de vida. O conhecimento científico Raios X (em Medicina) 1895 (dezembro) 1896 (janeiro) normalmente precede seu uso, ou Antibióticos 1910 1940 seja, existe sempre um intervalo Náilon 1927 1939 de tempo entre a descoberta cien- tífica e sua aplicação. Na tabela ao Fotocópia 1935 1950 lado, podemos ver alguns exem- Videocassete 1950 1956 plos: O mesmo acontece com as descobertas no campo da Química: muitas vezes seu aproveita- mento prático não é imediato, ou seja, é necessário o uso e o desenvolvimento de tecnologia para que determinada descoberta gere benefícios para a sociedade. Hoje, seria impossível viver sem os conhecimentos e a aplicação da Química. Se, de um lado, a aplicação de produtos químicos propiciou o aumento na produçãode alimentos, por outro lado, o uso indevido de tais produtos tem causado alterações tãoperigosas no meio ambiente a ponto de colocar em risco a manutenção da vida na Terra. Por isso, é importante conhecermos a Química para podermos utilizar os avançostecnológicos de uma maneira racional, definir critérios para o aproveitamento dos recur-sos naturais e estudar formas de reaproveitar e diminuir a quantidade dos dejetos pro-duzidos pela nossa sociedade. Atualmente, cada brasileiro produz em média 0,6 kg diários de lixo. No total, o lixo do-miciliar chega a 96 mil toneladas/dia. Embora, no Brasil, em muitos municípios a composição do lixo apresente características bem diferentes, sua composição média pode ser representada pelo esquema a seguir, em porcentagem de massa: orgânicos* borracha 69,8 0,4 madeira, couro, louça 0,9 papel, papelão trapos 13,6 1,5 vidro plásticos 2,2 6,5 outros metais 2,4 2,7 * Restos de alimentos, folhas e talos de hortaliças e árvores, cascas de frutas, legumes, ovos, papel higiêni- co e guardanapos usados. Fonte: CEMPRE — Compromisso empresarial para a reciclagem.
  14. 14. 14 PARTE 1 — QUÍMICA GERAL Para diminuir a quantidade do lixo produzido e incentivar sua coleta seletiva, insti- tuiu-se um conjunto de procedimentos conhecido por “política dos 3 erres”: Redução do lixo produzido Para isso, recomenda-se a escolha de embalagens que produzam a menor quanti- dade possível de lixo. Reutilização de tudo o que for possível Reutilizar embalagens plásticas e de vidro, evitando o seu descarte e a compra de recipientes específicos, que também acabarão por virar lixo. Fotos: Christof Gunkel Os sacos plásticos usados As embalagens vazias de produtos como margarina, nos supermercados para acon- palmito ou azeitonas servem para acondicionar alimentos dicionar as compras podem ser e guardá-los na geladeira. Garrafas vazias de refrigerantes empregados para descarte do podem ser usadas para acondicionar água ou sucos. lixo doméstico. Nesses casos as embalagens reutilizadas devem ter seu conteúdo indicado por etiquetas. Reciclagem A reciclagem permite a transformação de materiais como papel, vidro, latas, plásti- cos e embalagens diversas em novos objetos. Esse procedimento, além de diminuir o acúmulo de lixo e ajudar na preservação das fontes naturais, é extremamente vantajoso em termos econômicos, já que em vários casos é mais barato reciclar do que produzir utilizando matérias-primas novas. papel o vidro é aço reciclável reciclável al alumínio papel o plástico é reciclável reciclado reciclável Alguns símbolos universais relacionados à reciclagem, utilizados em diversas embalagens. Para indicar dife- rentes tipos de plásticos, usam-se números que variam de 1 a 7.
  15. 15. Unidade 1 — Introdução ao estudo da Química 15 Esse processo é limitado Em algumaspor dois fatores: a separação cidades do Bra-dos materiais e a forma de sil há recipientescoleta. apropriados para A reciclagem deve ser a coleta de mate-facilitada pelo uso de latas de riais recicláveis.lixo diferentes para dife- Nessa situação, Thales Trigorentes materiais recicláveis, é fundamental aevitando-se que eles fiquem participação dossujos ou contaminados. cidadãos.QUÍMICA: UMA CIÊNCIA EXPERIMENTALO PROCESSO DE DESCOBERTA Philadelphia Museum of art/Corbis A maioria das culturas antigas se preocupouem entender a relação existente entre o ser humanoe o mundo da natureza e seus fenômenos. Para isso,esses povos criaram mitos e lendas em que atuavamdeuses e outras figuras dotadas de poderes sobre-naturais. Através dessas narrativas, explicavam acriação do mundo, a origem do fogo, a descobertade ferramentas, o cultivo de alimentos etc. De acordo com um mito surgido entre os gregos, Prometeu teria roubado o fogo dos deuses, dando-o aos homens. Como castigo, foi condenado a ter o fígado comi- do por um abutre por toda a eternidade. As primeiras tentativas de entender os fenômenos naturais, desvinculadas da religiãoou de forças sobrenaturais, surgiram no século V a.C., na Grécia. Foi Empédocles, um filósofo grego, quem lançou a idéia para explicar a constituição damatéria. Para ele, ela seria formada por quatro elementos primários — o fogo, o ar, a água e aterra. Esses elementos seriam indestrutíveis, mas estariam sofrendo constantes transfor-mações. Mais tarde, Aristóteles introduziu a idéia de que esses quatro elementos podiam serdiferenciados por suas propriedades:— O fogo v seria quente e seco.— O ar v seria quente e úmido. e úm nt ar id ue o— A água w seria fria e úmida. q— A terra w seria fria e seca. fogo água Dessa maneira, seria possível transformar uma subs- se terra ca atância em outra, desde que se alterasse uma de suas pro- fripriedades. Por exemplo, se o ar — quente e úmido — fosse res-friado, poderia ser transformado em chuva.
  16. 16. 16 PARTE 1 — QUÍMICA GERAL CEDOC Nem todos os filósofos gregos da Antigüidade tinham a mesma concepção a respeito da natureza da matéria. Por volta de 400 a.C., os filósofos Leucipo e Demócrito formularam outra idéia, segundo a qual a matéria seria constituída de pequenas partículas que sempre existiram e que seriam indivisíveis: os átomos. Selo em homenagem a Demócrito. O conceito de Empédocles e Aristóteles foi aceito por mais de dois mil anos. Foi a mola propulsora dos alquimistas, os quais, até o século XV, tentavam transformar metais baratos, como o chumbo, em ouro. Os alquimistas foram muito importantes para a CEDOC Química. Tentando encontrar a pedra filosofal, que teria o poder de transformar qualquer metal em ouro, e o elixir da longa vida, que tornaria o ser humano imortal, criaram um grande número de aparelhos de laboratório e desenvolveram proces- sos importantes para a produção de metais, de papiros, de sabões e de muitas substâncias, como o ácido nítrico, o ácido sulfúrico, o hidróxido de sódio e o hidróxido de potássio. Laboratório de alquimista (século XVI). O MÉTODO CIENTÍFICO A concepção de Aristóteles só foi abandonada quando Robert Boyle, em seu livro The sceptical chemist (O químico cético), publicado em 1661, mostrou ser impossí- vel extrair os quatro elementos a partir de uma substância. Boyle propôs uma definição para elemento químico diferente da formulada pelos antigos gregos. Para Boyle, ele- mento químico era toda substância que não podia ser decomposta em substâncias mais simples. Boyle fundamentou sua teoria na realização de experimentos e na interpretação dos resultados obtidos, processo que hoje se denomina método científico. As principais características do método científico são: • realizar experimentos apropriados para responder a questões; • a partir da observação, estabelecer relações: Princípios: proposições ou generalizações de regularidades, semelhanças ou coin- cidências verificadas nos experimentos.
  17. 17. Unidade 1 — Introdução ao estudo da Química 17 Leis: relações matemáticas entre as grandezas envolvidas nos experimentos.• elaborar hipóteses; Hipóteses: suposições feitas para tentar explicar os fatos observados.• fazer previsões sobre novos experimentos e testá-los. Nem sempre os experimentos confirmam as previsões, caso em que o processo éreiniciado. Assim, o cientista está sempre construindo o conhecimento a partir de umprocesso contínuo de acertos e erros.Com base nos meus Humm,conhecimentos de Vou derramar nenhuma mudança. Química, suponho uma sobre a Logo, nestas que a mistura outra e agitar a condições, asdessas duas mistura... duas não substâncias reagem. seja muito reativa. Fazendo uma previsão. Experimentando. Tirando conclusões. ...então Talvez seja estas outras melhor mudar duas também minhas não devem roupas e reagir. minha teoria. Prognosticando (hipótese). Modificando idéias. David A. Ucko. O processo da Ciência (adaptado de quadro autorizado pelo Museum of Science and Industry, Chicago). Os experimentos que nos ajudam a ter uma idéia a respeito da matéria e suas transfor-mações são normalmente realizados em laboratórios, com o uso de aparelhagem apropriada.O LOCAL DE TRABALHO DO QUÍMICO A maior parte das atividades de um químico se desenvolve no laboratório. Por esse moti-vo, é necessário ter uma noção de sua aparelhagem básica e de como trabalhar nele. Um laboratório pode tornar-se um lugar muito perigoso, devido ao uso inadequadodos materiais e equipamentos nele existentes. Por isso, é importante conhecermos algu-
  18. 18. 18 PARTE 1 — QUÍMICA GERAL mas normas de segurança. A maior parte dos acidentes que podem ocorrer em um la- boratório é provocada pelo desconhecimento das seguintes regras básicas de segurança: a) não correr; b) manter os acessos desimpedidos; c) não colocar livros, sacolas, ferramentas etc. sobre as bancadas ou bancos; d) não comer, beber ou fumar; e) manter os extintores de incêndio em condições de uso; f) manter o local sempre limpo e organizado; g) fechar gavetas e armários logo após o uso. Proteção pessoal Para proteger pele e roupas, deve-se usar sempre um avental de mangas longas, feito de algodão, pois fibras sintéticas são altamente inflamáveis. Quando for necessário proteger os olhos, é conveniente usar óculos de segurança. Para proteção das mãos, ao trabalhar com produtos corrosivos, devem-se usar luvas de borracha. Nos laboratórios e nos rótulos das embalagens de reagentes são utilizados símbolos de segurança, que têm a finalidade de informar e alertar sobre a existência de perigo. Veja alguns deles: Avental de algodão com man- Possibilidade de ocorrência de gas longas. Indica que deve- explosão. mos proteger a pele e a roupa. Óculos de segurança. Devem Símbolo de substâncias vene- ser usados na proteção de res- nosas, que não devem entrar pingos e estilhaços. em contato com a pele nem ter seus vapores inalados. O uso de luvas evita o contato Possibilidade de choque elé- das mãos com substâncias trico. corrosivas, vidros quebrados e objetos quentes. Usar pinça de madeira para o Indica materiais radioativos. aquecimento do tubo de en- saio. Identifica substâncias infla- O descarte de determinado máveis. material deve ser feito de ma- neira específica (conforme indicação do professor). Identifica substâncias cáusti- Símbolo de alerta para a necessi- cas ou corrosivas. dade de lavar as mãos após cada experimento (evitar tocar o rosto e os olhos durante o experimento). Indica produção de vapores no- Caixa de primeiros socorros. civos ou venenosos, que não (Seu uso deve ser orientado devem ser inalados. pelo professor.)
  19. 19. Unidade 1 — Introdução ao estudo da Química 19 Exercícios de classeAo longo da sua vida, você acumula uma série de co- 3. Os alimentos podem apresentar, em sua com-nhecimentos químicos, mesmo sem perceber. Use- posição, proteínas, gorduras, fibras etc. Den-os para responder às seguintes questões: tre os alimentos a seguir, indique pelo menos1. Cite pelo menos um metal encontrado em um componente presente: cada um dos objetos a seguir: a) na carne bovina; d) no leite e no queijo; a) panela; b) no peixe; e) nos ovos; b) fio condutor de eletricidade; c) nas verduras; f ) nas frutas. c) jóia; d) trilho de trem; 4. O fumo — matéria-prima do cigarro — contém e) lata de bebida; mais de 4 mil compostos, dos quais cerca de f ) faca; 400 são venenosos, e 40 substâncias can- g) filamento de lâmpada. cerígenas. Cite o nome da substância mais2. Qual substância encontrada no vinho e na conhecida presente no fumo. pinga pode ser utilizada como combustível para mover veículos? Qual matéria-prima é uti- 5. Quais procedimentos você adotaria para lizada no Brasil para produzi-la? diminuir a quantidade de lixo? Exercícios propostos1. Qual substância, que pode ser extraída da des volumes de capitais por parte das empre- água do mar, é usada como tempero de ali- sas e dos governos? mentos e, quando adicionada à carne crua, favorece a sua conservação? Cite outra fonte 5. Leia atentamente os itens a seguir e indique de obtenção dessa substância. quais geram benefícios, problemas ou ambos. Justifique a sua resposta.2. Procure, em sua casa, embalagens que apre- sentem os símbolos a seguir e indique de que a) utilização de derivados de petróleo: gasoli- material elas são constituídas. na, óleo diesel etc.; b) utilização de inseticidas domésticos; a) c) e) c) conservantes de alimentos; al d) consumo de refrigerantes; e) consumo de adoçantes artificiais. b) d) f) 6. Um estudante preparou pipocas no laboratório usando alguns grãos de milho, um béquer grande e uma lâmi- na de plástico, na qual fez um furo PET3. No lixo doméstico, existem vários materiais com alfinete antes de cobrir o béquer. recicláveis. Cite alguns deles. Após aquecer o sistema durante certo tempo, ele observou que os grãos4. Em 1984, numa indústria da Union Carbide, na “explodiam”, transformando-se em cidade de Bhopal, na Índia, ocorreu um vazamento pipoca, e que havia algumas gotas de da substância isocianato de metila, a matéria-pri- água na face interna da lâmina plástica. ma que compõe inseticidas extremamente pode- rosos. Mais de 3 mil pessoas morreram, e outras Com base nessas informações, responda: 14 mil apresentaram seqüelas, como cegueira, a) Qual a origem da água presente na lâmina de esterilidade, distúrbios neurológicos, alterações plástico? no funcionamento do fígado, rins etc. b) O que deve ter ocorrido no interior do grão de Na sua opinião, os governos deveriam ou não milho para causar a “explosão”? proibir a fabricação desses inseticidas, os quais, c) Essa transformação ocorreria sem aqueci- apesar de extremamente tóxicos, permitem o mento? aumento da produtividade agrícola, amenizando d) Se usássemos uma balança de grande pre- problemas gerados pela fome? Quais sugestões cisão para medir a massa do grão de milho você apresentaria para resolver esse problema? antes e após a “explosão”, a massa seria a Algumas delas envolveriam aplicação de gran- mesma?
  20. 20. 20 PARTE 1 — QUÍMICA GERAL CONCEITOS FUNDAMENTAIS MATÉRIA Matéria: tudo o que ocupa lugar no espaço e tem massa. A matéria nem sempre é visível. O ar é um exemplo disso. Podemos, através de ex- perimentos simples, constatar que o ar ocupa lugar no espaço. Observe um deles: Usamos massa de modelar para prender um funil em um frasco de vidro e, ao mesmo tempo, vedar o frasco, impedindo a saída de ar por pequenos orifícios. Assim, o ar só entra ou sai através do funil. Se tentarmos colocar um líquido colorido no frasco (água com groselha, por exemplo), verificaremos que o líquido não consegue entrar, impe- dido pelo ar contido no frasco. Podemos também determinar a massa de uma certa quantidade de ar mediante a utilização de balanças. Um litro de ar apresenta massa aproximada de 1,3 gramas. ENERGIA Na verdade, não existe uma definição satisfatória para energia. Porém, pode-se afir- mar que o conceito de energia está diretamente relacionado à realização de trabalho, ao fato de provocar modificações na matéria e de ser interconversível em suas várias formas. Uma das formas de energia mais utilizadas é a elétrica, que pode ser obtida de várias maneiras. Vejamos algumas delas: Stock Photos Christof Gunkel Nas usinas hidrelétricas, quando a água represada cai através de tubulações, faz girar turbinas acopladas a um gerador, o qual produz energia elétrica. Essa é uma fonte de energia praticamente inesgotá- vel; contudo, seu funcionamento depende de um volume mínimo de água represada. A construção de grandes usinas gera pro- blemas sociais e ambientais. Existem vários proces- Imagebank sos químicos (reações químicas), que serão estu- dados em eletroquímica, os quais podem originar energia elétrica. As células fotoelétricas dos painéis solares transfor- mam a energia luminosa pro- A energia eólica (ar em movimen- veniente do Sol em energia Martin Bond/SPL to), que já foi usada para produzir elétrica, sendo considerada energia mecânica nos moinhos, atual- uma fonte de energia ines- mente é usada com auxílio de tur- gotável e que não produz da- binas, para produzir energia elétrica. nos ao meio ambiente.
  21. 21. Delfim Martins/Pulsar Unidade 1 — Introdução ao estudo da Química 21 Christof Gunkel Nas usinas nucleares, como nas termoelétricas, A distribuição da energia elétrica através de processos físico-químicos, produz-se energia para as diferentes regiões de um país térmica, que é transformada em energia elétrica. é feita por redes de transmissão. Christof Gunkel Christof Gunkel Christof Gunkel Stock Photos Ao chegar em sua casa ou em instalações industriais, a energia elétrica é transformada em outros tipos de energia. UNIDADES DE MEDIDA Em Química, para realizar qualquer experimento, além dos conceitos básicos de matéria e energia, também é necessário conhecer algumas unidades de medida. A medida de uma grandeza é um número que expressa uma quantidade, compara- da com um padrão previamente estabelecido. Os múltiplos e submúltiplos do padrão são indicados por prefixos. Massa Massa (m): a quantidade de matéria que existe num corpo. Observação: Essa definição é simplificada, pois o conceito de massa não é absoluto. De acordo com 2ª Lei de Newton, a massa de um corpo está relacionada com a medida da sua inércia, ou seja, medida da dificuldade que um corpo tem para variar a sua velocidade (massa inercial). Há também outra definição — a de massa gravitacional, cuja medida depende da existência de força gravitacional. Neste caso, a massa de um corpo pode ser medida, por exemplo, mediante o uso de balanças. A determinação da massa de um corpo é feita pela comparação da massa desconhe- cida desse corpo com outra massa conhecida, um padrão. Para esta determinação usa- se um aparelho chamado balança.
  22. 22. 22 PARTE 1 — QUÍMICA GERAL No Sistema Internacional (SI), a uni- dade-padrão de massa é o quilograma (kg). quilograma (kg) 1 000 g ou 103 g grama (g) 1 g ou 100 g Fotos: Thaís Falcão miligrama (mg) 0,001 g ou 10–3 g À esquerda: balança de pratos. À direita: balança moderna. Volume Volume (V): é a extensão de espaço ocupado por um corpo. vol. = 10 cm · 10 cm · 10 cm vol. = 1 cm · 1 cm · 1 cm O volume de um corpo com a forma = 1 000 cm3 = 1 cm3 de um cubo é determinado multiplican- = 1 000 mL = 1 mL do-se seu comprimento por sua altura e = 1L por sua largura. V = comprimento · altura · largura 1 cm No SI, a unidade-padrão de volume é o metro cúbico (m3). No entanto, a uni- dade mais usada em Química é o litro (L). 10 cm m3 1 000 dm3 ou 1 000 L 10 cm dm3 ou L 1 dm3 ou 1 L 0,001 dm3 ou 0,001 L cm3 ou mL 10 cm = 1 dm 10–3 dm3 ou 10–3 L Num laboratório, os volumes dos líquidos podem ser obtidos de várias maneiras, usando-se diferentes aparelhos, em função do volume de líquido a ser determinado. Observe: Fotos:Thales Trigo Béquer. Erlenmayer. Balões volumétricos. Pipetas. Bureta. Proveta. Esses equipamentos são utilizados na obtenção de medidas volumétricas de líquidos.
  23. 23. Unidade 1 — Introdução ao estudo da Química 23Observação: provetaQuando usamos aparelhagem de medida de volume, devemos manteros olhos no mesmo nível da superfície do líquido, conforme mostra afigura ao lado.Temperatura Temperatura (T): relaciona-se com o estado de agitação das partículas que formam um corpo e com a capacidade desse corpo de transmitir ou receber calor. Os valores de temperatura são determinados por um aparelho chamado ter-mômetro, que consiste de um fino tubo de vidro graduado e parcialmente cheio de mer-cúrio ou álcool colorido. À medida que a temperatura aumenta, o líquido se expande ese move ao longo do tubo. A graduação do tubo indica a variação de escala escalatemperatura do líquido. Essa graduação é a ponto de Kelvin Celsiusescala termométrica do aparelho (existem ebulição 373,15 K 100,00 ºCvárias escalas em uso, atualmente). da água A escala de graduação mais comumente usada ponto de solidificação 273,15 K 0,00 ºCnos trabalhos científicos é a escala Celsius. Ela da águapossui dois pontos de referência: o congelamentoe a ebulição da água ao nível do mar, que corres- TK = TºC + 273pondem, respectivamente, a 0 ºC e 100 ºC. Existem outras escalas centígradas, como a zero 0,00 K –273,15 ºCKelvin, recomendada pelo SI e conhecida como absolutoescala absoluta.Pressão Pressão (P): a relação entre a força exercida na direção perpendicular, sobre uma dada superfície, e a área dessa superfície. A Terra está envolvida por uma camada de ar que tem espessura aproximada de 800km. Essa camada de ar exerce pressão sobre os corpos: a pressão atmosférica. Variação da pressão na superfície A pressão atmosféri- ca varia de acordo com unidade de volume = P > P’ > P’’ > ... 1 L = poucas partículas a altitude. Em regiões de grande altitude, há P’’ unidade de volume = menor quantidade de 1 L = mais partículas partículas do ar por uni- P’ dade de volume, portan- unidade de volume = to a pressão também é 1 L = muito mais partículas menor. P = 1 atm mar A diminuição do número de partículas do ar em grandes altitudes pode ser a causade problemas para pessoas desacostumadas a essa condição.
  24. 24. 24 PARTE 1 — QUÍMICA GERAL Pelo Sistema Internacional (SI), a unidade-padrão é o pascal (Pa), que se relaciona com a unidade atmosfera na seguinte proporção: 1 atm = 101 325 Pa ou, aproximadamente, 1 atm ഡ 100 kPa Unidades de pressão atm cm Hg mm Hg torr kPa 1 76 760 760 100 Densidade Densidade (d): é a relação (razão) entre a massa de um material e o volume por ele ocupado. A expressão que permite calcular a densidade é dada por: massa m kg d= ⇒ d= ⇒ d= Volume V m3 Para sólidos e líquidos, a densidade Stock Photos geralmente é expressa em gramas/cen- tímetros cúbicos (g/cm3); para gases, costuma ser expressa em gramas/litro (g/L). Nas regiões polares, é comum a presença de grandes blocos de gelo (água pura), os ice- bergs, flutuando na água do mar (água e ou- tros materiais). Isso ocorre porque a densi- dade do gelo (0,92 g/cm3) é menor que a den- sidade da água do mar (1,03 g/cm3). ✔ EXERCÍCIO RESOLVIDO (Unicamp-SP) Três frascos de vidro transparente, fechados, de formas e dimensões iguais, con- têm cada um a mesma massa de líquidos diferentes. Um contém água, o outro, clorofórmio e o terceiro, etanol. Os três líquidos são incolores e não preenchem totalmente os frascos, os quais não têm nenhuma identificação. Sem abrir os frascos, como você faria para identificar as substâncias? A densidade (d) de cada um dos líquidos, à temperatura ambiente, é: d(água) = 1,0 g/cm3 d(clorofórmio) = 1,4 g/cm3 d(etanol) = 0,8 g/cm3 SOLUÇÃO m A partir da expressão que permite calcular densidades d = V , temos que m = d · V mágua = dágua · Vágua 123 como a massa é a mesma, o líquido de maior mclorofórmio = dclorofórmio · Vclorofórmio densidade deverá apresentar o menor volume ! ! metanol = detanol · Vetanol m=d V
  25. 25. Unidade 1 — Introdução ao estudo da Química 25A ilustração ao lado nos fornece uma representaçãodos três frascos. clorofórmio água etanolObservação:Em laboratório, os reagentes líquidos comumente são armazenados em plásticos ou frascos de vidro de rolhaesmerilhada, como os da ilustração. Exercícios de classe1. Transforme as massas em gramas (g): 5. Observe a tabela: a) 0,20 kg Substância Densidade b) 200 mg água 1,0 g/cm32. Transforme os volumes em litros (L): benzeno 0,90 g/cm3 a) 1 dm3 clorofórmio 1,53 g/cm3 b) 100 mL c) 200 cm3 Esses três materiais 50 d) 3,0 m3 foram colocados numa proveta, originando um 40 A3. Transforme as temperaturas: sistema com o seguinte 30 a) 27 ºC em Kelvin (K) aspecto: b) 500 K em ºC (Celsius) 20 B Relacione as substân-4. Transforme as pressões: cias A, B, C com aquelas 10 a) 1 520 mm Hg em atm mencionadas na tabela. C b) 0,5 atm em mm Hg Justifique. Exercícios propostos1. Quantos sacos de cimento com 50 kg de massa 4. Um mergulhador, quando atinge a profundi- podem ser transportados por um caminhão com dade de 32 m, está sujeito a uma pressão capacidade máxima de carga igual a 10 t? total de 5 atm, que corresponde à soma da Dado: 1 tonelada = 103 kg pressão exercida pela atmosfera e da coluna de água sobre ele. Determine a pressão total,2. Considere as informações: em mm Hg, que agirá sobre esse mergulhador • 1 microlitro (µL) = 10–6 L quando ele atingir uma profundidade de 64 m. • volume de 1 gota = 5µL = 50 · 10–6 L 5. (UFPI) Em uma cena de um filme, um indivíduo Determine o número de gotas necessário para corre carregando uma maleta tipo 007 (volume encher um recipiente de 0,20 L. de 20 dm3) cheia de barras de um certo metal.3. A febre é o aumento da temperatura corporal, Considerando que um adulto de peso médio que raramente excede a 41 ºC nos seres hu- (70 kg) pode deslocar com uma certa veloci- manos, e faz parte do mecanismo de defesa dade, no máximo, o equivalente ao seu próprio do corpo, pois é normalmente provocada por peso, indique qual o Densidade em g/cm3 processos inflamatórios, infecciosos e de metal contido na Alumínio 2,7 intoxicação. Por outro lado, temperaturas maleta, observando Zinco 7,1 abaixo de 36,1 ºC, provocadas pela exposição os dados da tabela Prata 10,5 prolongada a ambientes muito frios, também ao lado. 3 = 1 L Chumbo 11,4 podem ser letais: o organismo, na tentativa de (Dado: 1 dm = 1 000 cm3) Ouro 19,3 manter sua temperatura normal, acelera inten- samente o metabolismo, acarretando infartos. a) Alumínio. d) Chumbo. Quais os valores, em Kelvin (K), para as tem- b) Zinco. e) Ouro. peraturas mencionadas no texto? c) Prata.
  26. 26. 26 PARTE 1 — QUÍMICA GERAL 6. (ENEM) Pelas normas vigentes, o litro do Posto Densidade do combustível (g/L) álcool hidratado que abastece os veículos I 822 deve ser constituído de 96% de álcool puro e II 820 4% de água (em volume). As densidades des- III 815 ses componentes são dadas na tabela. IV 808 Substância Densidade (g/L) V 805 água 1 000 A partir desses dados, o técnico pôde concluir álcool 800 que estavam com o combustível adequado Um técnico de um órgão de defesa do con- somente os postos: sumidor inspecionou cinco postos suspeitos a) I e II. de venderem álcool hidratado fora das nor- b) I e III. mas. Colheu uma amostra do produto em c) II e IV. cada posto, mediu a densidade de cada uma, d) III e V. obtendo: e) IV e V. Exercícios de contexto 1. b) Quantos frascos desse medicamento você deve comprar para seguir a prescrição médica? c) Ocorrerá sobra de medicamento? Leia o texto a seguir para resolver as questões 3 e 4. Um dos combustíveis mais utilizados no mundo atual é a gasolina, que é uma mistura de hidrocarbonetos e apresenta densidade aproxi- mada de 0,8 g/cm3. Seu preço varia de país para país, de acordo com vários fatores, tais Neste restaurante do tipo self-service, os como: quantidade do petróleo extraído de fontes clientes são “pesados” na entrada e na saída, nacionais, quantidade do petróleo importado, e a cobrança é feita em função da diferença custo do transporte do petróleo e seus deriva- de massa. Suponha que você fosse a esse dos, valor da moeda nacional etc. Nos Estados restaurante e na entrada a balança indicasse Unidos, a gasolina é comercializada usando-se 40 quilogramas. Se na saída a balança indi- como unidade de medida de volume o galão (cor- casse 40,6 quilogramas, respondente a aproximadamente 3,8 L), cujo a) o seu aumento de massa corresponderia a preço médio é de US$ 2,00. quantos gramas? Num teste para medição de consumo de com- b) quanto você pagaria pela refeição? bustível, um automóvel vazio, contendo 57 L de 2. Em vários medicamentos, gasolina no tanque, teve a sua massa medida como, por exemplo, xaro- antes e depois de percorrer uma distância de pes, encontramos um pe- 150 quilômetros, sendo encontrados os queno frasco medidor, como seguintes valores: mostra a figura ao lado: • massa inicial = 1 025,6 quilogramas Suponha que seu médico tenha lhe receitado • massa final = 1 013,6 quilogramas tomar 5 mL de um determinado xarope 4 vezes ao dia, durante 10 dias, e que o frasco 3. Determine a massa da gasolina contida em continha 0,15 L do medicamento. um galão e o preço, em reais, de 1 L dessa a) Qual volume total, em litros (L), você deve gasolina, comprada nos Estados Unidos ingerir diariamente? (1 US$ = R$ 2,70).
  27. 27. Unidade 1 — Introdução ao estudo da Química 274. Considerando que a variação de massa seja II — o vapor gira as hélices de uma turbina devida unicamente à gasolina consumida, III — o movimento no interior de um gerador determine o volume de gasolina consumido e produz energia elétrica o consumo médio, em quilômetros por litro, a) Indique os itens que podem corresponder no teste. ao meio utilizado no processo:5. Observe o esquema: I — usina eólica II — usina termoelétrica I – água em III — células fotoelétricas ebulição III – gerador IV — usina hidrelétrica V — usina nuclear b) Quais fontes de energia indicadas no exer- energia cício anterior podem produzir energia II – turbina elétrica “limpa” e considerada inesgotável? c) Numa usina termoelétrica, uma das subs- tâncias queimadas é o carvão. Durante essa queima (combustão), são lançados na atmosfera gases nocivos ao meio ambiente e ao ser humano. Como é denominada essa situação? Sabendo que: d) Em qual dos processos citados uma estia- I — a água passa do estado líquido para o gem prolongada pode afetar a produção de de vapor energia elétrica? F a ç a v o c ê m e s m o Determinação do volume de um sólido Se o sólido apresentar forma geométrica bem definida, você pode determinar seu volume,medindo suas dimensões e multiplicando-as. Porém, se precisar determinar o volume de um sóli-do com formato irregular, conhecendo somente a sua massa, sem conhecer a sua densidade, vocêpode proceder da seguinte forma:a) Coloque água em um recipiente graduado, como uma proveta, até um determinado volume.b) Mergulhe o sólido de formato irregular no recipiente contendo água e verifique o novo volume de água.c) A diferença entre o volume final e o volume inicial é o volume deste sólido. A partir deste m procedimento podemos determinar a densidade do sólido utilizando a expressão d = . V volume final = Vf Observação: volume inicial = Vi volume inicial = Vi Este procedimento é apropriado para sólidos mais densos que o líquido. água água Sugestão: sólido com Determine o volume e a densidade de uma formato irregular bolinha de gude e de uma colher de chá.

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