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QUEIMADURA
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Profa. Marion Vecina A. Vecina
QUEIMADURA
Queimadura é toda lesão...
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TIPOS DE QUEIMADURA
• Quanto à profundidade, as queimaduras
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Queimadura de quarto grau no braço, acometendo não apenas a pele, mas também o
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TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR
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• Contração dos músculos ligados à
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DESIDRATAÇÃO
DESIDRATAÇÃO
• O corpo humano adulto tem 60% de seu peso em
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0430 queimaduras desidratação choque elétrico - Marion

  1. 1. 28/04/2014 1 QUEIMADURA - CHOQUE ELÉTRICO - DESIDRATAÇÃO Profa. Marion Vecina A. Vecina QUEIMADURA Queimadura é toda lesão provocada pelo contato direto com alguma fonte de calor ou frio, produtos químicos, corrente elétrica, radiação, ou mesmo alguns animais e plantas (como larvas, água-viva, urtiga), entre outros. INTRODUÇÃO • A pele é capaz de tolerar temperaturas de 40 graus Celsius (104 graus Fahrenheit) por breves períodos de tempo. • Contudo, uma vez que as temperaturas excedem este ponto, há um aumento logarítmico na magnitude da destruição tecidual. TIPOS DE QUEIMADURAS: - Queimaduras térmicas: são provocadas por fontes de calor como o fogo, líquidos ferventes, vapores, objetos quentes e excesso de exposição ao sol; - Queimaduras químicas: são provocadas por substância química em contato com a pele ou mesmo através das roupas; - Queimaduras por eletricidade: são provocadas por descargas elétricas. LESÕES QUE NECESSITAM ATENDIMENTO EM UNIDADES DE QUEIMADOS QUEIMADURAS QUEIMADURAS
  2. 2. 28/04/2014 2 TIPOS DE QUEIMADURA • Quanto à profundidade, as queimaduras podem ser classificadas como: • 1º GRAU • 2º GRAU • 3º GRAU * 4º GRAU PELE • A pele é composta por três camadas teciduais – epiderme, derme e camada subcutânea – e musculatura associada. • Algumas camadas contêm estruturas como glândulas, folículos pilosos, vasos sanguíneos e nervos. • Todas estas estruturas são inter-relacionadas à manutenção, perda e ganho de temperatura corpórea. CAMADAS DA PELE QUEIMADURAS 1º GRAU • Local afetado - Epiderme. • Agente mais comum: sol. • Pele avermelhada e seca com dor leve e moderada. *Queimaduras de primeiro grau envolvem somente a epiderme e são caracterizadas por serem vermelhas e dolorosas. Estas queimaduras resolvem-se em cerca de uma semana, e o doente não apresenta cicatrizes. 2º GRAU • Local afetado - Derme (camada média). • Agente mais comum: líquidos aquecidos. • Bolhas e dor moderada a severa. As queimaduras de segundo grau, também denominadas queimaduras de espessura parcial, são aquelas que envolvem a epiderme e porções variadas da derme subjacente. 3º GRAU • Local afetado - Hipoderme (camada profunda). • Agente mais comum: Contato direto com eletricidade ou chama. • Pele esbranquiçada ou carbonizada e ausência de dor. As queimaduras de terceiro grau podem apresentar diversas aparências. Com maior frequência, estes ferimentos são espessos, secos, esbranquiçados, com aparência semelhante a couro, independentemente da raça ou da cor da pele do indivíduo. 4O GRAU • As queimaduras de quarto grau são aquelas que acometem não somente todas as camadas da pele, mas também o tecido adi- poso subjacente, os músculos, os ossos ou os órgãos internos.
  3. 3. 28/04/2014 3 Queimadura de quarto grau no braço, acometendo não apenas a pele, mas também o tecido adiposo subcutâneo, músculos e ossos. SUPERFÍCIE CORPORAL QUEIMADA – GRAU DE GRAVIDADE AVALIAÇÃO PRIMÁRIA E REPOSIÇÃO DE FLUIDOS • O objetivo da avaliação primária é a análise e o tratamento sistemático das alterações possivelmente fatais, em ordem de importância, para preservação da vida. • O método de atendimento de trauma ABCDE é aplicado ao tratamento do doente vítima de queimadura, embora seu cuidado possa trazer desafios únicos em cada uma de suas etapas. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA E REPOSIÇÃO DE FLUIDOS • Via Aérea • Manter a desobstrução da via aérea é a maior prioridade no atendimento de uma vítima de queimaduras. O calor de um incêndio pode causar edema da via aérea, acima do nível das cordas vocais, ocluindo-a. É necessário, portanto, que a avaliação seja cuidadosa e contínua. TRATAMENTO RESIDENCIAL • Mantenha o local sempre limpo, lavando 2 vezes ao dia com água e sabão. • Não rompa propositadamente as bolhas. • O uso de pomadas deve ficar restrito aos casos de infecção, já que a sua retirada na limpeza diária é dolorosa, facilitando a própria infecção. PRIMEIRO ATENDIMENTO A QUEIMADOS • A etapa inicial do atendimento de um doente vítima de queimadura é a interrupção do processo de lesão. • O método mais eficaz e adequado de interrupção da queimadura é a irrigação com grandes volumes de água à temperatura ambiente. • O uso de água fria ou gelo é contraindicado • Remova todas as roupas e joias; estes itens mantêm calor residual e continuam a ferir o doente. Além disso, as joias podem contrair os dedos ou os membros quando os tecidos começam a apresentar aumento de volume.
  4. 4. 28/04/2014 4 TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR • Apague o fogo com água, abafando com cobertor ou rolando com a vítima no chão. • Em caso de queimaduras elétricas, desligue a fonte de energia antes de tocar na vítima. • Exame primário - ABCDE da vida. • Lave copiosamente com água corrente lesões por produtos químicos, observando cuidados de auto-proteção. • Resfrie a lesão, irrigando-a com água na temperatura ambiente. Esta conduta é válida até 60 minutos após a lesão, pois a energia térmica demora a se dissipar. • Em caso de hipotermia envolva a vítima em lençóis limpos para reduzir a perda de calor e a contaminação bacteriana. • Não rompa bolhas íntegras e não use gelo no local. NUNCA - Nunca toque a queimadura com as mãos; - Nunca fure bolhas; - Nunca tente descolar tecidos grudados na pele queimada; - Nunca retire corpos estranhos ou graxa do local queimado; - Nunca coloque manteiga, pó de café, creme dental ou qualquer outra substância sobre a queimadura ! CHOQUE ELÉTRICO CHOQUE ELÉTRICO • Choque elétrico é a perturbação que ocorre no organismo humano quando percorrido por uma corrente elétrica. • ELA DEPENDE: • Da intensidade da corrente elétrica e da duração do choque. • Do percurso e da forma como a corrente elétrica se espalha no corpo humano. • Da frequência de oscilação da corrente elétrica. • Da tensão (voltagem) • Das condições da pele humana e da saúde da pessoa. CHOQUE ELÉTRICO • EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA • TETANIZAÇÃO • PARADA RESPIRATÓRIA • QUEIMADURAS • FIBRILAÇÃO VENTRICULAR TETANIZAÇÃO • Contração muscular produzida pelo impulso elétrico; • Perigo: o indivíduo ficar “agarrado” durante o tempo em que perdurar a corrente elétrica; • Valores elevados de corrente provocam a repulsão;
  5. 5. 28/04/2014 5 PARADA RESPIRATÓRIA • Contração dos músculos ligados à respiração; • A permanência da corrente leva o indivíduo a perda de consciência e morte por sufocamento; • A intervenção deve ser rápida (3 a 4 min), com respiração artificial para evitar lesões irreversíveis. QUEIMADURA • Calor produzido pela corrente por efeito Joule; • Mais intensos nos pontos de entrada e saída; • Mais graves quanto maior a corrente e o tempo de permanência; • As queimaduras internas podem romper as artérias; FIBRILAÇÃO VENTRICULAR • O CORAÇÃO: músculo cardíaco (miocardio) que contrai-se por impulsos elétricos provenientes do nódulo sino-atrial; • Fibrilação: contração desordenada das fibras devido a interferência de corrente externa. Este fenômeno geralmente é fatal. • Intervenção: desfibrilador; PROCEDIMENTO PARA AFASTAR A VÍTIMA DA CORRENTE ELÉTRICA PRIMEIROS SOCORROS • 1 - Corte a energia retirando o plug da tomada. Se não puder alcançar a tomada, desligue o quadro. 2- NÃO UTILIZE O INTERRUPTOR DO ELETRODOMÉSTICO. 3 - Na impossibilidade de cortar a energia, coloque debaixo dos seus pés material isolante - por exemplo, uma espessa camada de jornais - e afaste da fonte de energia os membros da vítima com um cabo de vassoura ou uma cadeira de madeira. 4 - NÃO UTILIZE OBJETOS METÁLICOS OU ÚMIDOS. 5 - Em alternativa, passe uma corda ou qualquer pano seco em volta dos pés ou por debaixo dos braços da vítima e puxe-a. 6 - NÃO TOQUE NA VITIMA COM AS MÃOS. 7 - NÃO UTILIZE NADA MOLHADO, COMO, POR EXEMPLO, UMA TOALHA ÚMIDA. 8 – Se a vítima perdeu a consciência, sofreu queimaduras ou se sente mal, telefone para providenciar uma ambulância ou transporte a vítima ao serviço de urgência do hospital. Informe o hospital sobre o período de tempo que vítima esteve em contato com a fonte de energia elétrica
  6. 6. 28/04/2014 6 DESIDRATAÇÃO DESIDRATAÇÃO • O corpo humano adulto tem 60% de seu peso em água. O mecanismo da sede é o principal mecanismo do balanço de água no organismo. • Causada por perdas líquidas de qualquer natureza. • Sede com boca e língua secas, e pouca urina de cor amarelo forte são os primeiros sinais. •Tonteiras, fraqueza muscular, apatia e sonolência. • Hipotensão arterial e taquicardia. DESIDRATAÇÃO O déficit de água pode ser dividido quantitativamente 1 - Desidratação leve (perdas líquidas até 5% do peso corporal) - Nestes casos a história e as queixas predominam sobre o exame físico. 2 - Desidratação moderada (perdas líquidas de 5 a 12%) - Apresentam a história, as queixas e o exame físico alterado com tonteiras ao se levantar e taquicardia. 3 - Desidratação grave (perdas líquidas maiores que 12%) Paciente com grandes queixas sintomáticas e hipotensão arterial, taquicardia, podendo apresentar sinais de choque, e/ou coma. Conduta pré-hospitalar • Desidratação leve = Reposição via oral de 5% do peso corporal/24hrs (2.5 a 5 litros), com soluções hidratantes. Só forneça água se a vítima estiver consciente. • Desidratação moderada e grave = Reposição via oral de 5 a 8% do peso corporal (2.5 a 5 litros) + reposição venosa no hospital. • Como solução oral, podemos utilizar – PEDIALITE 90 (recomendado pela OMS), REHIDRATE, ou utilizar um solução caseira, com a seguinte composição: ⇒ Água - 1 litro. ⇒ Sal - 1/2 colher de chá. ⇒ Açúcar - 1 colher de sopa. # Em crianças ofereça pequenos volumes em seringas ou “chucas” a cada 5 – 10 min, e aumente gradativamente o volume. REFERÊNCIAS • PHTLS – Prehospital Trauma Life Support, 7th edition, by NAEMT (National Association of Emergency Medical Technicians) is published by arrangement with Elsevier Inc. • Atendimento pré-hospitalar ao traumatizado, PHTLS / NAEMT - 7.ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2011.

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