SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 18
Baixar para ler offline
Redação Jornalística I
Prof. Ms. Laércio Torres de Góes
Entrevista


Os sentidos da palavra entrevista



a) Qualquer procedimento de apuração junto a uma fonte
capaz de diálogo;



b) Uma conversa de duração variável com personagem
notável ou portador de conhecimento ou informação de
interesse para o público;



c) A matéria
Tipos de entrevistas


Segundo os objetivos:



Ritual – É geralmente breve. Sua importância é menos o conteúdo e mais
aspectos formais. Jogadores ou técnicos após o jogo. Chegada de visitantes
ilustres (ilustrativa).



Temática – Aborda um tema sobre o qual o entrevistado é uma
autoridade (exposição de versões ou interpretações dos fatos), podendo
contribuir para elucidar um problema , expor um ponto de vista (voz de
autoridade).



Testemunhal – Aborda algo que o entrevistado testemunhou (fatos
vividos ou impressões subjetivas).



Em profundidade – O foco é o entrevistado como personagem. Suas
características, sua obra, seu jeito (pessoal).
Tipos de entrevistas


Quanto às circunstâncias da realização:



Ocasional – Não programada antecipadamente. Sem a preparação,
o entrevistado tende a dar respostas espontâneas, sinceras.



Confronto – É quando o repórter assume o papel de inquisidor,
contra-argumentando com veemência, com base em dossiês ou
documentos. Comum no jornalismo panfletário – pretende-se ouvir
o outro lado mas, na verdade, não lhe é dada chance de reação. Este
efeito fica mais claro em TV e rádio ao vivo.



Coletiva – Quando o entrevistado é submetido a perguntas de
vários repórteres. O comando fica normalmente com o assessor ou
o entrevistado (eventos/autoridades).
Tipos de entrevistas


Quanto às circunstâncias da realização:



Individual – Entrevista entre um entrevistado e um
entrevistador.



Dialogal – É a entrevista por excelência. Marcada com
antecedência, reúne entrevistador e entrevistado num
ambiente controlado. Permite-se o aprofundamento das ideias.



Exclusiva – Quando o entrevistado concede a um único
veículo entrevistas numa abordagem exclusiva para um único
veículo (Mensalão/Roberto Jefferson/Lula em Paris).
Métodos de entrevista


Na entrevista por telefone ou internet suprime-se o
controle e a presença.



Por e-mails ou chat, depende da destreza do entrevistado.
Se for ágil, a conversa flui, se não fica arrastada. Há,
frequentemente, perda de espontaneidade quando se
escreve.



Mesmo em conversas com webcâmera, há perda de
espontaneidade.
A qualidade da entrevista depende...


Da forma como um dos pontos reage a
pergunta/resposta do outro;



A proximidade física permite a aferição da resposta
(feedback/empatia).



O ambiente partilhado facilita a comunicação.
Do ponto de vista de apresentação


No jornalismo impresso:



Seleção das proposições mais importantes do
entrevistado – aspas para o que é transcrição integral e
flexibilidade com as palavras para o que não é transcrição;



Exposição em texto corrido do perfil de uma pessoa;



Apresentação em perguntas e respostas (ping-pongue).
Do ponto de vista de apresentação


No jornalismo radiofônico e televisivo:



É preciso se preparar com antecedência, mas sem se esquecer
de deixar margem para a naturalidade.



Entrevistas ao vivo demandam destreza do entrevistador e
entrevistado.



Entrevistas temáticas e rituais funcionam bem por telefone.
Do ponto de vista de apresentação


No jornalismo radiofônico ou televisivo:



Entrevistas testemunhais não. Já em entrevistas dialogais e em
profundidade não se deve fazê-las por telefone.



Podem ser editadas e utilizados trechos como depoimentos
em textos lidos.



Há ainda os talk-shows.



Na televisão, a entrevista devassa o entrevistado fornecendo
mais detalhes sobre seus gestos, hábitos e gestos.
Cuidados importantes


Cuidado com gravadores. Anote palavras-chave que lhes
permita a reconstituição das falas.



Preparação prévia não é algema. É preciso aprender a
perguntar sobre respostas (pesquisa).



Saber ler sinais corporais, silêncios, relutâncias é fundamental.



Saber a hora de retomar o tema, quando o entrevistado foge
do assunto, formulando uma pergunta nova sobre o aspecto
“negligenciado” (condução).



Não insistir em linhas que se mostrem improdutivas.
Cuidados importantes


O entrevistador é coadjuvante. O entrevistado é que é a
estrela.



Ser respeitoso e compreensivo. Demonstre interesse pelo
que está sendo dito.



Não apresentar impaciência, discordância ou simpatia
entusiasmada.



Há sempre um momento certo para encerrar a
entrevista.
Notas gerais sobre entrevistas












Pergunte primeiro se pode
Gravar ou fotografar.
Respeito à imagem e privacidade
Questão do off
Esteja informado sobre o entrevistado
Informações da pauta
Pesquisa: internet/arquivo
Faça um roteiro de perguntas
Deixe espaço para criar perguntas no momento
Notas gerais sobre entrevistas


Testar e checar equipamentos eletrônicos de
gravação



Na dúvida, usar o tratamento formal
Senhor ou senhora
Sinal de respeito
Manter distanciamento









Ouça de verdade
Demonstrar atenção
Feed-back: outras perguntas poderão surgir
Notas gerais sobre entrevistas












Não dispute com o entrevistado
Discrição
Se colocar no lugar do público
Perguntar o que o público quer saber
Não roube a ideia de ninguém
Referência no uso de citação de terceiros.
Reconheça o limite
Voltar a uma questão que o entrevistado se recusa a responder.
Mas há um limite. Não podemos ser inconvenientes e mal-educados.
Não tentar manipular. Ser esperto. Buscar a transparência.
Notas gerais sobre entrevistas












Desconfie da memória
Utilizar gravação e anotação
Provar que as informações são verdadeiras
Não invente entrevistado
Ética/verdade
Tenha paixão
Amar conversar, ouvir e pesquisar
Notas gerais sobre entrevistas












Pergunte por último
“Tem alguma coisas que gostaria de acrescentar?”
Entrevistado também se prepara
Não é só o entrevistador que decide quando acaba
Escolha os temas e edite
Edição
Organizar os eixos
Escolher o título: citação do entrevistado/frase que resuma o
espírito da entrevista
Olho: destaques/recurso gráfico
Revisão e publicação
Bibliografia


CAPUTO, Stela Guedes. Sobre entrevistas – Teoria,
prática e experiências. Petrópolis:Vozes, 2006.



LAGE, Nilson. A Reportagem: teoria e técnica de
entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro: Record,
2006.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Técnicas de jornalismo resumão
Técnicas de jornalismo   resumãoTécnicas de jornalismo   resumão
Técnicas de jornalismo resumão
Ana Dall'Agnol
 
O que é notícia
O que é notíciaO que é notícia
O que é notícia
Cláudia
 

Mais procurados (20)

Gêneros jornalísticos
Gêneros jornalísticosGêneros jornalísticos
Gêneros jornalísticos
 
Reportagem ( Gênero textual - conceitos)
Reportagem ( Gênero textual - conceitos)Reportagem ( Gênero textual - conceitos)
Reportagem ( Gênero textual - conceitos)
 
A Reportagem
A ReportagemA Reportagem
A Reportagem
 
Técnicas de jornalismo resumão
Técnicas de jornalismo   resumãoTécnicas de jornalismo   resumão
Técnicas de jornalismo resumão
 
Telejornalismo Guia Rápido
Telejornalismo  Guia RápidoTelejornalismo  Guia Rápido
Telejornalismo Guia Rápido
 
Tipos de texto
Tipos de textoTipos de texto
Tipos de texto
 
A reportagem
A reportagemA reportagem
A reportagem
 
A pauta
A pautaA pauta
A pauta
 
Reportagem
ReportagemReportagem
Reportagem
 
Reportagem Assistida por Computador
Reportagem Assistida por ComputadorReportagem Assistida por Computador
Reportagem Assistida por Computador
 
Redação para rádio
Redação para rádio Redação para rádio
Redação para rádio
 
Guiao: Como fazer uma entrevista
Guiao: Como fazer uma entrevistaGuiao: Como fazer uma entrevista
Guiao: Como fazer uma entrevista
 
Técnicas de Redação Jornalística
Técnicas de Redação JornalísticaTécnicas de Redação Jornalística
Técnicas de Redação Jornalística
 
Oficina de texto jornalístico
Oficina de texto jornalísticoOficina de texto jornalístico
Oficina de texto jornalístico
 
O gênero textual entrevista
O gênero textual   entrevistaO gênero textual   entrevista
O gênero textual entrevista
 
Entrevista
EntrevistaEntrevista
Entrevista
 
O que é notícia
O que é notíciaO que é notícia
O que é notícia
 
Jornalismo político
Jornalismo políticoJornalismo político
Jornalismo político
 
A reportagem
A reportagemA reportagem
A reportagem
 
Aula 1 - Técnica de Redação de Documentos
Aula 1 - Técnica de Redação de DocumentosAula 1 - Técnica de Redação de Documentos
Aula 1 - Técnica de Redação de Documentos
 

Semelhante a Entrevistas

Entrevista_Ficha_Informativa 2023.doc
Entrevista_Ficha_Informativa 2023.docEntrevista_Ficha_Informativa 2023.doc
Entrevista_Ficha_Informativa 2023.doc
WilsonPires8
 
Tipos de entrevista
Tipos de entrevistaTipos de entrevista
Tipos de entrevista
Fran Maciel
 

Semelhante a Entrevistas (20)

Entrevista
EntrevistaEntrevista
Entrevista
 
Entrevista_Ficha_Informativa 2023.doc
Entrevista_Ficha_Informativa 2023.docEntrevista_Ficha_Informativa 2023.doc
Entrevista_Ficha_Informativa 2023.doc
 
Catia
CatiaCatia
Catia
 
Entrevista
EntrevistaEntrevista
Entrevista
 
Tipos de entrevista
Tipos de entrevistaTipos de entrevista
Tipos de entrevista
 
Entrevista
EntrevistaEntrevista
Entrevista
 
Radio
RadioRadio
Radio
 
Ferramentas de coleta de dados - Entrevistas
Ferramentas de coleta de dados - EntrevistasFerramentas de coleta de dados - Entrevistas
Ferramentas de coleta de dados - Entrevistas
 
Oficina entrevista NPC
Oficina entrevista NPCOficina entrevista NPC
Oficina entrevista NPC
 
Tecnicas entrevista
Tecnicas entrevistaTecnicas entrevista
Tecnicas entrevista
 
Grupo Focal Avaliação de Projetos Cristiane Locatelli
Grupo Focal  Avaliação de Projetos   Cristiane LocatelliGrupo Focal  Avaliação de Projetos   Cristiane Locatelli
Grupo Focal Avaliação de Projetos Cristiane Locatelli
 
Tipos de Textos dos Media
Tipos de Textos dos Media Tipos de Textos dos Media
Tipos de Textos dos Media
 
Pós Branded Content (1c)
Pós Branded Content (1c)Pós Branded Content (1c)
Pós Branded Content (1c)
 
Entrevista
EntrevistaEntrevista
Entrevista
 
A Entrevista
A EntrevistaA Entrevista
A Entrevista
 
A Entrevista quês e porquês
A Entrevista quês e porquêsA Entrevista quês e porquês
A Entrevista quês e porquês
 
Apostila de oratória
Apostila de oratóriaApostila de oratória
Apostila de oratória
 
Aula 5 ENTREVISTA
Aula 5   ENTREVISTAAula 5   ENTREVISTA
Aula 5 ENTREVISTA
 
A entrevista.ppt
A entrevista.pptA entrevista.ppt
A entrevista.ppt
 
Entrevista - Elciene, Andréa e outros
Entrevista - Elciene, Andréa e outrosEntrevista - Elciene, Andréa e outros
Entrevista - Elciene, Andréa e outros
 

Mais de Laércio Góes

Mais de Laércio Góes (20)

Ecologia da comunicação e iconofagia
Ecologia da comunicação e iconofagiaEcologia da comunicação e iconofagia
Ecologia da comunicação e iconofagia
 
Semiótica
SemióticaSemiótica
Semiótica
 
Ferramentas para reportagem multimídia
Ferramentas para reportagem multimídiaFerramentas para reportagem multimídia
Ferramentas para reportagem multimídia
 
Modelos de negócio no jornalismo digital
Modelos de negócio no jornalismo digitalModelos de negócio no jornalismo digital
Modelos de negócio no jornalismo digital
 
Paradigma midiológico
Paradigma midiológicoParadigma midiológico
Paradigma midiológico
 
Comunicação e linguagem
Comunicação e linguagemComunicação e linguagem
Comunicação e linguagem
 
Infográfico Multimídia
Infográfico MultimídiaInfográfico Multimídia
Infográfico Multimídia
 
Jornalismo e fake news
Jornalismo e fake newsJornalismo e fake news
Jornalismo e fake news
 
Jornalismo e aplicativos móveis
Jornalismo e aplicativos móveisJornalismo e aplicativos móveis
Jornalismo e aplicativos móveis
 
Pesquisa norte-americana - Teorias da comunicação
Pesquisa norte-americana - Teorias da comunicaçãoPesquisa norte-americana - Teorias da comunicação
Pesquisa norte-americana - Teorias da comunicação
 
Características do jornalismo digital
Características do jornalismo digitalCaracterísticas do jornalismo digital
Características do jornalismo digital
 
Reportagem multimídia
Reportagem multimídiaReportagem multimídia
Reportagem multimídia
 
Jornalismo e redes sociais
Jornalismo e redes sociaisJornalismo e redes sociais
Jornalismo e redes sociais
 
Teoria Crítica - Escola Frankfurt
Teoria Crítica - Escola FrankfurtTeoria Crítica - Escola Frankfurt
Teoria Crítica - Escola Frankfurt
 
Multimidialidade no jornalismo
Multimidialidade no jornalismoMultimidialidade no jornalismo
Multimidialidade no jornalismo
 
Aula - Movimentos sociais em rede
Aula - Movimentos sociais em redeAula - Movimentos sociais em rede
Aula - Movimentos sociais em rede
 
Aula - Jornalismo sindical
Aula - Jornalismo sindicalAula - Jornalismo sindical
Aula - Jornalismo sindical
 
Aula - Comunicação popular, alternativa e comunitária
Aula - Comunicação popular, alternativa e comunitáriaAula - Comunicação popular, alternativa e comunitária
Aula - Comunicação popular, alternativa e comunitária
 
Aula - Jornalismo ambiental
Aula - Jornalismo ambientalAula - Jornalismo ambiental
Aula - Jornalismo ambiental
 
Aula - Perfil
Aula - PerfilAula - Perfil
Aula - Perfil
 

Último

ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
azulassessoria9
 
História concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdf
História concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdfHistória concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdf
História concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdf
GisellySobral
 
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
aulasgege
 
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
LindinhaSilva1
 
Aspectos históricos da educação dos surdos.pptx
Aspectos históricos da educação dos surdos.pptxAspectos históricos da educação dos surdos.pptx
Aspectos históricos da educação dos surdos.pptx
profbrunogeo95
 

Último (20)

ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdfROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
ROTINA DE ESTUDO-APOSTILA ESTUDO ORIENTADO.pdf
 
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
ATIVIDADE 1 - ENF - ENFERMAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS - 52_2024
 
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdfAparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
Aparatologia na estética - Cavitação, radiofrequência e lipolaser.pdf
 
662938.pdf aula digital de educação básica
662938.pdf aula digital de educação básica662938.pdf aula digital de educação básica
662938.pdf aula digital de educação básica
 
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande""Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
"Nós Propomos! Escola Secundária em Pedrógão Grande"
 
História concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdf
História concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdfHistória concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdf
História concisa da literatura brasileira- Alfredo Bosi..pdf
 
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantilPower Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
 
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptxSlides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
 
Sequência didática Carona 1º Encontro.pptx
Sequência didática Carona 1º Encontro.pptxSequência didática Carona 1º Encontro.pptx
Sequência didática Carona 1º Encontro.pptx
 
Proposta de redação Soneto de texto do gênero poema para a,usos do 9 ano do e...
Proposta de redação Soneto de texto do gênero poema para a,usos do 9 ano do e...Proposta de redação Soneto de texto do gênero poema para a,usos do 9 ano do e...
Proposta de redação Soneto de texto do gênero poema para a,usos do 9 ano do e...
 
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
 
UFCD_8291_Preparação e confeção de peixes e mariscos_índice.pdf
UFCD_8291_Preparação e confeção de peixes e mariscos_índice.pdfUFCD_8291_Preparação e confeção de peixes e mariscos_índice.pdf
UFCD_8291_Preparação e confeção de peixes e mariscos_índice.pdf
 
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptxQuímica-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
 
Acróstico - Maio Laranja
Acróstico  - Maio Laranja Acróstico  - Maio Laranja
Acróstico - Maio Laranja
 
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoNós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
 
Poema - Maio Laranja
Poema - Maio Laranja Poema - Maio Laranja
Poema - Maio Laranja
 
Periodo da escravidAo O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na África
Periodo da escravidAo O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na ÁfricaPeriodo da escravidAo O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na África
Periodo da escravidAo O Brasil tem seu corpo na América e sua alma na África
 
Poema - Aedes Aegypt.
Poema - Aedes Aegypt.Poema - Aedes Aegypt.
Poema - Aedes Aegypt.
 
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
4 ano atividade fonema e letra 08.03-1.pdf
 
Aspectos históricos da educação dos surdos.pptx
Aspectos históricos da educação dos surdos.pptxAspectos históricos da educação dos surdos.pptx
Aspectos históricos da educação dos surdos.pptx
 

Entrevistas

  • 1. Redação Jornalística I Prof. Ms. Laércio Torres de Góes
  • 2. Entrevista  Os sentidos da palavra entrevista  a) Qualquer procedimento de apuração junto a uma fonte capaz de diálogo;  b) Uma conversa de duração variável com personagem notável ou portador de conhecimento ou informação de interesse para o público;  c) A matéria
  • 3. Tipos de entrevistas  Segundo os objetivos:  Ritual – É geralmente breve. Sua importância é menos o conteúdo e mais aspectos formais. Jogadores ou técnicos após o jogo. Chegada de visitantes ilustres (ilustrativa).  Temática – Aborda um tema sobre o qual o entrevistado é uma autoridade (exposição de versões ou interpretações dos fatos), podendo contribuir para elucidar um problema , expor um ponto de vista (voz de autoridade).  Testemunhal – Aborda algo que o entrevistado testemunhou (fatos vividos ou impressões subjetivas).  Em profundidade – O foco é o entrevistado como personagem. Suas características, sua obra, seu jeito (pessoal).
  • 4. Tipos de entrevistas  Quanto às circunstâncias da realização:  Ocasional – Não programada antecipadamente. Sem a preparação, o entrevistado tende a dar respostas espontâneas, sinceras.  Confronto – É quando o repórter assume o papel de inquisidor, contra-argumentando com veemência, com base em dossiês ou documentos. Comum no jornalismo panfletário – pretende-se ouvir o outro lado mas, na verdade, não lhe é dada chance de reação. Este efeito fica mais claro em TV e rádio ao vivo.  Coletiva – Quando o entrevistado é submetido a perguntas de vários repórteres. O comando fica normalmente com o assessor ou o entrevistado (eventos/autoridades).
  • 5. Tipos de entrevistas  Quanto às circunstâncias da realização:  Individual – Entrevista entre um entrevistado e um entrevistador.  Dialogal – É a entrevista por excelência. Marcada com antecedência, reúne entrevistador e entrevistado num ambiente controlado. Permite-se o aprofundamento das ideias.  Exclusiva – Quando o entrevistado concede a um único veículo entrevistas numa abordagem exclusiva para um único veículo (Mensalão/Roberto Jefferson/Lula em Paris).
  • 6. Métodos de entrevista  Na entrevista por telefone ou internet suprime-se o controle e a presença.  Por e-mails ou chat, depende da destreza do entrevistado. Se for ágil, a conversa flui, se não fica arrastada. Há, frequentemente, perda de espontaneidade quando se escreve.  Mesmo em conversas com webcâmera, há perda de espontaneidade.
  • 7. A qualidade da entrevista depende...  Da forma como um dos pontos reage a pergunta/resposta do outro;  A proximidade física permite a aferição da resposta (feedback/empatia).  O ambiente partilhado facilita a comunicação.
  • 8. Do ponto de vista de apresentação  No jornalismo impresso:  Seleção das proposições mais importantes do entrevistado – aspas para o que é transcrição integral e flexibilidade com as palavras para o que não é transcrição;  Exposição em texto corrido do perfil de uma pessoa;  Apresentação em perguntas e respostas (ping-pongue).
  • 9. Do ponto de vista de apresentação  No jornalismo radiofônico e televisivo:  É preciso se preparar com antecedência, mas sem se esquecer de deixar margem para a naturalidade.  Entrevistas ao vivo demandam destreza do entrevistador e entrevistado.  Entrevistas temáticas e rituais funcionam bem por telefone.
  • 10. Do ponto de vista de apresentação  No jornalismo radiofônico ou televisivo:  Entrevistas testemunhais não. Já em entrevistas dialogais e em profundidade não se deve fazê-las por telefone.  Podem ser editadas e utilizados trechos como depoimentos em textos lidos.  Há ainda os talk-shows.  Na televisão, a entrevista devassa o entrevistado fornecendo mais detalhes sobre seus gestos, hábitos e gestos.
  • 11. Cuidados importantes  Cuidado com gravadores. Anote palavras-chave que lhes permita a reconstituição das falas.  Preparação prévia não é algema. É preciso aprender a perguntar sobre respostas (pesquisa).  Saber ler sinais corporais, silêncios, relutâncias é fundamental.  Saber a hora de retomar o tema, quando o entrevistado foge do assunto, formulando uma pergunta nova sobre o aspecto “negligenciado” (condução).  Não insistir em linhas que se mostrem improdutivas.
  • 12. Cuidados importantes  O entrevistador é coadjuvante. O entrevistado é que é a estrela.  Ser respeitoso e compreensivo. Demonstre interesse pelo que está sendo dito.  Não apresentar impaciência, discordância ou simpatia entusiasmada.  Há sempre um momento certo para encerrar a entrevista.
  • 13. Notas gerais sobre entrevistas          Pergunte primeiro se pode Gravar ou fotografar. Respeito à imagem e privacidade Questão do off Esteja informado sobre o entrevistado Informações da pauta Pesquisa: internet/arquivo Faça um roteiro de perguntas Deixe espaço para criar perguntas no momento
  • 14. Notas gerais sobre entrevistas  Testar e checar equipamentos eletrônicos de gravação  Na dúvida, usar o tratamento formal Senhor ou senhora Sinal de respeito Manter distanciamento       Ouça de verdade Demonstrar atenção Feed-back: outras perguntas poderão surgir
  • 15. Notas gerais sobre entrevistas           Não dispute com o entrevistado Discrição Se colocar no lugar do público Perguntar o que o público quer saber Não roube a ideia de ninguém Referência no uso de citação de terceiros. Reconheça o limite Voltar a uma questão que o entrevistado se recusa a responder. Mas há um limite. Não podemos ser inconvenientes e mal-educados. Não tentar manipular. Ser esperto. Buscar a transparência.
  • 16. Notas gerais sobre entrevistas        Desconfie da memória Utilizar gravação e anotação Provar que as informações são verdadeiras Não invente entrevistado Ética/verdade Tenha paixão Amar conversar, ouvir e pesquisar
  • 17. Notas gerais sobre entrevistas           Pergunte por último “Tem alguma coisas que gostaria de acrescentar?” Entrevistado também se prepara Não é só o entrevistador que decide quando acaba Escolha os temas e edite Edição Organizar os eixos Escolher o título: citação do entrevistado/frase que resuma o espírito da entrevista Olho: destaques/recurso gráfico Revisão e publicação
  • 18. Bibliografia  CAPUTO, Stela Guedes. Sobre entrevistas – Teoria, prática e experiências. Petrópolis:Vozes, 2006.  LAGE, Nilson. A Reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro: Record, 2006.