Hérnia de Disco
Thaís Ribeiro
O QUE É A HÉRNIA DE DISCO?
• Consiste no deslocamento do conteúdo do disco
intervertebral, no caso o núcleo pulposo, atrav...
HÉRNIA DE DISCO
• Caracteristicamente, este processo ocorre no homem ou na
mulher - sem diferenças entre sexos - em torno ...
HÉRNIA DE DISCO
• Sua sintomatologia se estende de acordo com a situação das
estruturas comprometidas que varia de sintomá...
RELEMBRANDO ANATOMIA...
RELEMBRANDO ANATOMIA...
FISIOPATOLOGIA
DISCOPATIA DEGENERATIVA
• À medida que nós envelhecemos o conteúdo de água dos
discos intervertebrais vai diminuindo. A pe...
DISCOPATIA DEGENERATIVA
• Afeta ligamentos e vértebras da coluna vertebral, e pode ser
considerada como uma adaptação anat...
ETIOLOGIA
• Estão na origem da hérnia discal:
excesso de peso corporal/obesidade;
manutenção de uma má postura quando se e...
ETAPAS DE FORMAÇÃO DA
HÉRNIA DE DISCO
• ➀ Laceração do ânulo fibroso
• Quando a pessoa faz um esforço exagerado que causa
...
ETAPAS DE FORMAÇÃO DA
HÉRNIA DE DISCO
• ➂ Instalação da hérnia de disco
• O núcleo pulposo é comprimido em direção à parte...
QUADRO CLÍNICO
• Os sintomas vão variar de acordo com o local da coluna onde a hérnia
de disco está localizada. A compress...
QUADRO CLÍNICO
• A lombalgia é menos importante do que a dor ciática no diagnóstico
da hérnia de disco. Quando persistente...
• A pressão no disco é maior quando a pessoa está sentada e
diminui quando fica em pé. É menor ainda quando o indivíduo
de...
RX
• Geralmente não recomendada no início dos sintomas de
radiculopatia compressiva principalmente na ausência de
sinais d...
RM
• É considerado o estudo de escolha para avaliar a hérnia discal
lombar e a compressão radicular, devido a sua acurácia...
RM
Ressonância magnética. A: coluna normal. B: hérnia de disco L5-S1
TC
• Demonstração superior da anatomia óssea da coluna vertebral
em relação aos demais métodos de imagem.
• Apresenta boa ...
QUANDO DEVEMOS OPERAR?
• O tratamento, ao contrário do que muitos pensam, é a
princípio conservador!!!
• Síndrome da cauda...
Classificação dos métodos
cirúrgicos para a hérnia do
disco lombar
• Microdiscectomia clássica;
• Procedimentos minimament...
MICRODISCECTOMIA
CLÁSSICA
• Com o uso do microscópio cirúrgico e o refinamento da
técnica operatória, atualmente consegue-...
MICRODISCECTOMIA
CLÁSSICA
• Decúbito horizontal ventral, com flexão da região lombar
• O doente permanece em repouso no le...
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• Um estudo observacional chamado de Spine Patient Outcomes Research Trial (SPORT)
foi realizado na Faculdade de Medicina ...
Projeto Diretrizes
• Não existe diferença na avaliação a longo prazo, com pelo
menos dois anos de seguimento, com relação ...
Estenose do canal
Thaís Ribeiro
A ESTENOSE
• Doença degenerativa da coluna vertebral estreitamente
relacionada ao envelhecimento humano, pois tem como cau...
Etiologia
Quanto às causas da estenose do canal vertebral, Arnoldi et al.
as dividiram em três tipos:
• Estenose congênita...
Desgaste
Discal
Aumento da
mobilidade
local e
distribuição
assimétrica
da carga
axial
Aumento de
mobilidade
nas facetas,
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ESTENOSE DA COLUNA LOMBAR
• O quadro clínico é variável nessa doença e depende da raiz ou
raízes acometidas. Não é raro ha...
ESTENOSE DA COLUNA LOMBAR
• Compressões agudas da cauda eqüina!!!!, causadas por
hérnias discais extrusas e volumosas, em ...
ESTENOSE DA COLUNA CERVICAL
• O diagnóstico das síndromes cervicais é realizado por meio de
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ESTENOSE DA COLUNA CERVICAL
• A progressão da estenose pode causar mielopatia cervical e se
caracteriza por paraparesia es...
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
• Compreensão e avaliação da estenose do canal vertebral,
possibilitando o planejamento terapêutico...
• A mielografia era o exame
de escolha até a
introdução da
mielotomografia
computadorizada e da
ressonância magnética.
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TRATAMENTO
• Orientação do paciente em relação às atividades cotidianas,
explicando-lhe noções de postura e ergonomia e so...
TRATAMENTO
• O tratamento cirúrgico é indicado quando houver deficit neurológico
progressivo, resistente ao tratamento con...
RESULTADOS
• Os resultados obtidos com a cirurgia podem apresentar piora
com o tempo, conforme observado em trabalho retro...
UFA! ACABOU!!!
Referências
• http://www.neurocirurgiabh.com/coluna/hernia-de-
disco/cirurgia-de-hernia.html
• http://www.slideshare.net/e...
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  • A nossa coluna vertebral é uma das partes mais importantes do nosso corpo, pois além de dar sustentação ela ainda protege a medula espinhal.
  • A hérnia de disco ocorre quando há uma ruptura no anel fibroso que envolve o núcleo pulposo. Com essa ruptura o núcleo pulposo sai do canal espinhal causando uma hérnia
    Os discos intervertebrais são estruturas macias, gelatinosas e elásticas. Têm alta concentração de água em seu interior.
    Os discos intervertebrais, como o próprio nome diz, ficam localizados entre as vértebras. Sua flexibilidade permite que eles alterem sua forma fazendo com que uma vértebra se mova sobre a outra, permitindo assim que a coluna se movimente como um todo. Eles também atuam amortecendo choques e pancadas.
  • A base anatomopatológica da degeneração do disco intervertebral envolve a diminuição da porcentagem de água, proteoglicanos, e da resistência do ânulo fibroso e do núcleo pulposo. Envelhecimento, desgaste, má postura levam a alteraçoes bioquimicas e biomecanicas
  • Em geral, o quadro clínico está intimamente relacionado com a raiz nervosa que está sendo comprimida. Em alguns casos de hérnias de disco localizadas nas colunas cervical ou torácica, além da compressão de nervos, também pode ocorrer a compressão da medula levando a um quadro mais exuberante e grave
  • Sindromes da compressão de nervos espinhais
    verde- dor
    Vermelho- sensibilidade
    Azul- reflexos
    Amarelo - motricidade
  • Anestesia em sela (perda permanente da sensação na parte interna das coxas, parte posterior das pernas, e área retal)
  • O desgaste discal permite o aumento da mobilidade local, além de proporcionar distribuição assimétrica da carga axial. Esse transtorno propicia o aumento de mobilidade nas facetas articulares, com desgaste precoce e conseqüente osteoartrose. Assim, o desgaste discal e das facetas articulares pode proporcionar retrolistese ou espondilolistese que, associadas à formação de osteófitos, podem determinar estenose do canal vertebral.
  • Hernia de Disco e Estenose de Canal

    1. 1. Hérnia de Disco Thaís Ribeiro
    2. 2. O QUE É A HÉRNIA DE DISCO? • Consiste no deslocamento do conteúdo do disco intervertebral, no caso o núcleo pulposo, através de sua membrana externa chamada de anel fibroso (ânulo fibroso), e esse deslocamento geralmente ocorre em direção póstero- lateral. • Associando-se a isso um processo degenerativo que acomete a coluna vertebral em seus elementos ósseos, articulares, ligamentares e os discos intervertebrais, sendo caracterizada por alterações destrutivas as quais não são compensadas pela regeneração.
    3. 3. HÉRNIA DE DISCO • Caracteristicamente, este processo ocorre no homem ou na mulher - sem diferenças entre sexos - em torno de 35 anos de idade. • Em 98% dos casos, as hérnias ocorrem nos espaços de L4-L5 e L5-S1 região de grande mobilidade, sofrendo forças de compressão e cisalhamento, tornando o núcleo pulposo vulnerável ao deslocamento. • Desequilíbrios musculares, traumas, esforços nas avd’s, posturas que facilitam a desorganização da distribuição das pressões do disco são alguns dos mecanismos que favorecem a degeneração com conseqüente projeção do núcleo
    4. 4. HÉRNIA DE DISCO • Sua sintomatologia se estende de acordo com a situação das estruturas comprometidas que varia de sintomáticas a assintomáticas, neste caso herniação para o centro dos corpos vertebrais que delimitam o disco • O diagnóstico clínico associado ao exame de imagem é fundamental para a identificação da região envolvida. • Pode ser um fator predisponente a escolioses não estruturais. • Identificar o processo lesivo é de grande importância para determinar o tratamento adequado, podendo ser de caráter conservador ou cirúrgico.
    5. 5. RELEMBRANDO ANATOMIA...
    6. 6. RELEMBRANDO ANATOMIA...
    7. 7. FISIOPATOLOGIA
    8. 8. DISCOPATIA DEGENERATIVA • À medida que nós envelhecemos o conteúdo de água dos discos intervertebrais vai diminuindo. A perda de água faz com que os discos se encolham e, consequentemente, o espaço entre as vértebras fique mais estreito. Além disso, o disco fica menos flexível. • Este desgaste inevitável dos discos intervertebrais é chamado de discopatia degenerativa ou degeneração discal.
    9. 9. DISCOPATIA DEGENERATIVA • Afeta ligamentos e vértebras da coluna vertebral, e pode ser considerada como uma adaptação anatômica ao desgaste pelo uso contínuo das estruturas envolvidas. Faz parte do envelhecimento normal porém, por razões não muito claras, em algumas pessoas isso ocorre com mais intensidade e mais cedo na vida. A discopatia degenerativa pode acabar evoluindo para uma hérnia de disco. Também pode acontecer o inverso. Uma hérnia de disco frequentemente causa a degeneração precoce do disco.
    10. 10. ETIOLOGIA • Estão na origem da hérnia discal: excesso de peso corporal/obesidade; manutenção de uma má postura quando se está sentado, ou quando se está em pé durante longos períodos de tempo; profissões ou atividades lúdico-desportivas que exijam levantamento de pesos excessivos por períodos de tempo prolongados, principalmente se realizados de uma forma inadequada; alterações degenerativas (com ou sem traumatismo) da coluna vertebral.
    11. 11. ETAPAS DE FORMAÇÃO DA HÉRNIA DE DISCO • ➀ Laceração do ânulo fibroso • Quando a pessoa faz um esforço exagerado que causa estresse sobre o disco, o conteúdo gelatinoso pode forçar o ânulo fibroso além da sua capacidade de resistência. Então algumas fibras do ânulo fibroso se rompem dando início ao problema. Nesta fase tem início a dor lombar, devido à inflamação local, mas ainda não há hérnia de disco. • ➁ Piora da laceração • A pessoa continua a causar estresse sobre o disco e a laceração aumenta. A dor torna-se mais intensa. O núcleo pulposo vai começar a se deslocar e formar a hérnia de disco.
    12. 12. ETAPAS DE FORMAÇÃO DA HÉRNIA DE DISCO • ➂ Instalação da hérnia de disco • O núcleo pulposo é comprimido em direção à parte enfraquecida do ânulo fibroso. Sem resistência adequada o conteúdo gelatinoso expande e comprime a raiz nervosa desencadeando os sintomas que irradiam pelo trajeto do nervo ciático, quando a hérnia de disco é lombar. Em uma hérnia de disco cervical, a compressão das raízes nervosas causam sintomas nos braços.
    13. 13. QUADRO CLÍNICO • Os sintomas vão variar de acordo com o local da coluna onde a hérnia de disco está localizada. A compressão nervosa pode ocasionar sinais e sintomas irradiados para os membros, como dor, diminuição da força, alteração da sensiblilidade e limitação no movimento. A dor é o sintoma mais comum da hérnia de disco. • Hérnia de disco na coluna cervical – Dor no pescoço e dificuldade para movimentá-lo. A dor pode irradiar para um ou para os dois braços e pode vir acompanhada de fraqueza muscular e diminuição da sensibilidade. Quando há compressão da medula os sintomas podem acometer também as pernas. • Hérnia de disco na coluna torácica – Dor na região da coluna torácica podendo apresentar dormência e fraqueza muscular em áreas do tórax, abdome e membros inferiores. • Hérnia de disco na coluna lombar – Dor na região lombar que pode irradiar para uma ou para as duas pernas. Essa dor é chamada de dor ciática porque ocorre devido a compressão dos nervos que formam o nervo ciático. A dor pode vir acompanhada de diminuição da força e da sensibilidade das pernas.
    14. 14. QUADRO CLÍNICO • A lombalgia é menos importante do que a dor ciática no diagnóstico da hérnia de disco. Quando persistente como único sintoma, outras doenças devem ser investigadas. • dor na coluna lombar (lombalgia) • dor e parestesia nos membros inferior (ciatalgia) • dor lombar e no membro inferior (lombociatalgia) • alteração de sensibilidade nos membros inferiores (disfunção sensitiva) • déficit motor nos membros inferiores (alteração da força muscular) • teste de estiramento do nervo ciático positivo (sinal de Lasegue) • atrofia da musculatura profunda da coluna • alteração postural em decorrência da dor (postura antálgica) • diminuição da amplitude de movimento articular. APÓS INÍCIO DE EPISÓDIOS DE LOMBALGIA
    15. 15. • A pressão no disco é maior quando a pessoa está sentada e diminui quando fica em pé. É menor ainda quando o indivíduo deita.
    16. 16. RX • Geralmente não recomendada no início dos sintomas de radiculopatia compressiva principalmente na ausência de sinais de alerta de possam sugerir doenças inflamatórias ou neoplasias. • São utilizadas a incidência ântero-posterior e perfil. • Incidência oblíqua raramente é indicada, por aumentar a exposição à radiação ionizante e o custo
    17. 17. RM • É considerado o estudo de escolha para avaliar a hérnia discal lombar e a compressão radicular, devido a sua acurácia, por não ser método invasivo, e não apresentar radiação ionizante. • No entanto, a alta prevalência de achados anormais em indivíduos assintomáticos reserva o seu uso para situações selecionadas, como síndrome da cauda eqüina, radiculopatia com déficit neurológico, radiculopatia com quadro atípico ou acompanhada de sinais de alerta para neoplasia ou infecção... • Em pacientes que têm indicação cirúrgica, o exame ajuda a definir se a estenose de canal é central ou foraminal, os níveis de acometimento e a extensão da lesão. • nos quadros clássicos de radiculopatia, o resultado do exame pode não modificar o resultado do tratamento conservador (A)
    18. 18. RM Ressonância magnética. A: coluna normal. B: hérnia de disco L5-S1
    19. 19. TC • Demonstração superior da anatomia óssea da coluna vertebral em relação aos demais métodos de imagem. • Apresenta boa resolução para identificar as hérnias discais lombares, porém a sensibilidade para o diagnóstico da hérnia discal é inferior à da ressonância magnética (B) • Embora o exame seja melhor indicado na avaliação de fraturas, pode ser útil em pacientes com hérnia de disco lombar que não podem ser submetidos à ressonância magnética
    20. 20. QUANDO DEVEMOS OPERAR? • O tratamento, ao contrário do que muitos pensam, é a princípio conservador!!! • Síndrome da cauda eqüina , um evento raro, como a única indicação absoluta para o tratamento cirúrgico da hérnia de disco da coluna lombar (A) • dor ciática intratável por medidas conservadoras por período de seis a 12 semanas • parestesia no dermátomo correspondente ao nível da hérnia de disco lombar • alterações motoras relacionadas à raiz nervosa que está sendo comprimida pela hérnia de disco lombar • Lombociatalgia resistente ao tratamento conservador por um período superior a 12 semanas (A) Retenção urinária Anestesia em sela Obstipação Ciatalgia contínua Anestesia plantar
    21. 21. Classificação dos métodos cirúrgicos para a hérnia do disco lombar • Microdiscectomia clássica; • Procedimentos minimamente invasivos posteriores: Percutâneo Aberto • Procedimentos minimamente invasivos anteriores e laterais: Endoscópico transperitoneal Endoscópico retroperitoneal • Procedimentos de estabilizações segmentares; • Implante de prótese de núcleo pulposo • Técnicas de regeneração do disco intervertebral
    22. 22. MICRODISCECTOMIA CLÁSSICA • Com o uso do microscópio cirúrgico e o refinamento da técnica operatória, atualmente consegue-se atingir resultados bastante positivos e satisfatórios, podendo propiciar aos pacientes o retorno às suas atividades habituais. • Indicações: I. todos os tipos morfológicos de hérnias do disco intervertebral (contida, protusa, extrusa, sequestrada e migrada) II. estenose do canal vertebral (central e do recesso lateral), III. degeneração das facetas articulares (hipertrofia e cistos sinoviais) IV. degeneração dos ligamentos amarelos (hipertrofia e calcificação).
    23. 23. MICRODISCECTOMIA CLÁSSICA • Decúbito horizontal ventral, com flexão da região lombar • O doente permanece em repouso no leito de 12 a 24 horas, e a alta hospitalar ocorre no primeiro ou segundo dia após a cirúrgia.
    24. 24. • <iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/I42YTiCeM7c" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
    25. 25. • <iframe width="560" height="315" src="//www.youtube.com/embed/LKx5CjWHI1M" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
    26. 26. • Um estudo observacional chamado de Spine Patient Outcomes Research Trial (SPORT) foi realizado na Faculdade de Medicina de Dartmouth, na cidade de Hanover, nos Estados Unidos. • A pesquisa analisou 13 clínicas, em 11 Estados americanos, afim de verificar o que acontece com essa pequena parcela de sofredores de dores na coluna vertebral que não querem operar imediatamente e preferem optar por um tratamento de reestruturação da coluna vertebral que não seja invasivo. • Todos os 2.000 participantes desse estudo sofriam dores resultantes de hérnias de disco e dores ciáticas nas pernas. O grupo A, os que não fizeram a cirurgia, receberam fisioterapia, aconselhamento e drogas antiinflamatórias. O grupo B optou pela cirurgia feita de maneira tradicional por um médico ortopedista. O estudo constatou que a cirurgia aparenta promover o alívio da dor em um prazo mais curto, porém, a maioria dos pacientes acaba se recuperando de qualquer maneira com o tempo. • Ao final, nem a espera nem a cirurgia saíram vencendo claramente. A conclusão foi que a maioria dos pacientes pode decidir com calma e segurança o que deve fazer, baseada em suas preferências pessoais e seu nível de dor. Embora muitos pacientes não tivessem mantido o tratamento designado, a maioria se saiu bem em ambos os comportamentos. Em muitos casos, os pacientes submetidos à cirurgia relataram alívio imediato à dor. Ao mesmo tempo em que, após um período de três a seis meses, os pacientes dos dois grupos relataram melhoras significativas. Dois anos depois, o estudo constatou que cerca de 70% dos pesquisados disseram ter sentido “uma melhora importante” de seus sintomas. Nenhum dos pacientes que esperou sofreu consequências sérias e teve resultados desastrosos. • Houve um considerável número de mudanças de opção nos dois sentidos: pacientes que escolheram primeiramente pela cirurgia e decidiram esperar e vice-versa. • O mais importante é que esse estudo comprovou que não há urgência em operar a hérnia de disco lombar • Em grande parte dos pacientes, ela desaparece com tratamentos clínicos e, em muitos casos de cirurgia da hérnia, a dor é reincidente depois de 2 a 3 anos.
    27. 27. Projeto Diretrizes • Não existe diferença na avaliação a longo prazo, com pelo menos dois anos de seguimento, com relação ao tempo ideal para a cirurgia da hérnia de disco na coluna lombar.(B) • Estudo que avaliou 528 pacientes, que foram operados em intervalo de tempo que variou de seis semanas a seis meses, não mostra diferença com relação à qualidade de vida ou à limitação funcional. • A grande maioria dos pacientes com hérnia de disco da coluna lombar apresenta indicações relativas para qualquer forma de tratamento cirúrgico (A). A qualidade de vida ou a limitação funcional do paciente tratado de forma conservadora ou com discectomia convencional, independente do tempo em que a cirurgia foi realizada, mostra recuperação mais rápida com a cirurgia, mas os resultados finais com dois anos de evolução são semelhantes
    28. 28. Estenose do canal Thaís Ribeiro
    29. 29. A ESTENOSE • Doença degenerativa da coluna vertebral estreitamente relacionada ao envelhecimento humano, pois tem como causa a doença degenerativa dos discos intervertebrais e artrose das facetas articulares posteriores da coluna vertebral, com conseqüente estreitamento do canal vertebral. • Na coluna cervical e na dorsal pode causar compressão medular, associada ou não à compressão radicular. • Na coluna lombar pode causar compressão de uma ou mais raízes da cauda eqüina • Os processos degenerativos podem ocorrer em indivíduos a partir da terceira década de vida, podendo também acometer precocemente indivíduos com seqüela de trauma, doença inflamatória degenerativa ou malformações congênitas
    30. 30. Etiologia Quanto às causas da estenose do canal vertebral, Arnoldi et al. as dividiram em três tipos: • Estenose congênita: notada em pacientes com acondroplasia, possui causa idiopática (desenvolvimento); • Estenose adquirida: causada principalmente por degeneração discal e óssea, associada a espondilolistese. Outras causas são as lesões iatrogênicas, pós-traumáticas, metabólicas e tumorais; • Associação entre as formas citadas
    31. 31. Desgaste Discal Aumento da mobilidade local e distribuição assimétrica da carga axial Aumento de mobilidade nas facetas, desgaste precoce e osteoartrose Retrolistese/Es pondilolistese + Osteófitos Estenose do canal
    32. 32. ESTENOSE DA COLUNA LOMBAR • O quadro clínico é variável nessa doença e depende da raiz ou raízes acometidas. Não é raro haver uma dissociação entre os dados de exame clínico e de exames por imagem. • A principal característica da estenose do canal vertebral lombar é a claudicação neurogênica, que pode estar associada a crises de lombalgia, com rigidez matinal e piora após repouso prolongado, em razão da osteoartrose das facetas articulares • Nessa situação, o paciente anda curvado para frente (ampliando o diâmetro do canal vertebral), caminha pequenos trechos e se senta para amenizar os sintomas, necessitando de algum tempo para retomar a caminhada. • Alterações urinárias, intestinais e sexuais, que podem ser sutis ou graves.
    33. 33. ESTENOSE DA COLUNA LOMBAR • Compressões agudas da cauda eqüina!!!!, causadas por hérnias discais extrusas e volumosas, em um canal estreito, pode ocorrer síndrome da cauda eqüina. Essa síndrome é rara, mas caracteriza uma situação de urgência e suas características clínicas são: I. anestesia em sela (região perineal), II. retenção urinária III. obstipação IV. ciatalgia V. anestesia plantar VI. podendo ocorrer paralisia flácida dos membros inferiores
    34. 34. ESTENOSE DA COLUNA CERVICAL • O diagnóstico das síndromes cervicais é realizado por meio de anamnese e exames músculo esquelético e neurológico. • Devemos diferenciar, a partir desses dados, quadros clínicos relacionados à compressão radicular e da medula espinhal. A compressão radicular leva à dor, paresia ou paralisia do território correspondente, hipotrofia dos músculos acometidos e parestesias, com perda de sensibilidade no território radicular correspondente. • A sua distribuição permite, muitas vezes, o diagnóstico clínico da raiz ou raízes comprometidas.
    35. 35. ESTENOSE DA COLUNA CERVICAL • A progressão da estenose pode causar mielopatia cervical e se caracteriza por paraparesia espástica dos membros inferiores, alterações esfincterianas e alterações sensitivas do tronco e dos membros inferiores, surgindo reflexos patológicos como os de Babinski, Hoffman e Wartenberg. • Crises de cervicalgia podem acontecer ou não, na dependência de comprometimento músculo esquelético, pois a compressão medular não causa dor. • Em alguns casos, há o sinal de Lhermitte, caracterizado por uma sensação de choques elétricos no corpo, desencadeados pela flexão da cabeça
    36. 36. DIAGNÓSTICO POR IMAGEM • Compreensão e avaliação da estenose do canal vertebral, possibilitando o planejamento terapêutico • Rx: osteófitos, degeneração das facetas articulares, desalinhamentos no plano frontal (escoliose e laterolistese) e lateralmente (espondilolistese e retrolistese). • TC: avaliar a forma do canal vertebral, principalmente das estruturas ósseas responsáveis pelo estreitamento • RM: MÉTODA DE ESCOLHA!!! • Eletroneuromiografia é um exame que dá informações sobre quais são as raízes nervosas afetadas e qual o grau de acometimento das mesmas. Esse dado é importante em pacientes com estenose de múltiplos níveis. Também possibilita determinar se a compressão é aguda ou crônica e se há denervação.
    37. 37. • A mielografia era o exame de escolha até a introdução da mielotomografia computadorizada e da ressonância magnética. Esse exame permite a observação da compressão sobre o tecido neural e avaliar de forma completa o segmento estudado na porção central do canal e mesmo a emergência das raízes nervo DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
    38. 38. TRATAMENTO • Orientação do paciente em relação às atividades cotidianas, explicando-lhe noções de postura e ergonomia e solicitando que evite carregar peso. • Emagrecimento auxilia a diminuir a carga sobre a região lombar. • Dor intensa na fase aguda -> Repouso (não obrigatório e não interfere no resultado) • Antiinflamatórios não-esteróides, miorrelaxantes, manutenção da atividade física e reabilitação têm efeitos comprovados na fase aguda. • Medicamentos analgésicos e antiinflamatórios não hormonais são as drogas de escolha para iniciar o tratamento
    39. 39. TRATAMENTO • O tratamento cirúrgico é indicado quando houver deficit neurológico progressivo, resistente ao tratamento conservador e com prejuízo da qualidade de vida do paciente. • A cirurgia é feita em caráter eletivo!! • A única justificativa para urgência é a presença de síndrome aguda da cauda eqüina • Os princípios básicos do tratamento cirúrgico são: • descompressão completa da medula espinal e das raízes nervosas, abrindo não somente a região central do canal vertebral, como os recessos laterais; • estabilização da coluna vertebral no local da descompressão, que pode ser realizada por meio de artrodese do segmento abordado, com a utilização de enxerto ósseo e implantes metálicos, quando houver evidência de instabilidade vertebral
    40. 40. RESULTADOS • Os resultados obtidos com a cirurgia podem apresentar piora com o tempo, conforme observado em trabalho retrospectivo realizado por Katz, que observou a deterioração dos resultados cirúrgicos em 45% dos pacientes em sua série. Portanto, deve-se manter o tratamento clínico e fisioterápico mesmo após o tratamento cirúrgico
    41. 41. UFA! ACABOU!!!
    42. 42. Referências • http://www.neurocirurgiabh.com/coluna/hernia-de- disco/cirurgia-de-hernia.html • http://www.slideshare.net/el2010/aula-hrnia-de-disco-lombar • http://www.mundoeducacao.com/biologia/hernia-disco.htm • http://www.herniadedisco.com.br/espaco-dr- coluna/artigos/pense-antes-de-operar-a-hernia-de-disco/ • http://www.herniadedisco.com.br/wp- content/uploads/2009/09/estenose1.pdf

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