Palestra com Raquel Zuannon

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Raquel é uma artista e designer, como assim se apresentou, desenvolve alguns
experimentos e pesquisas voltadas para a “Interface Humano-Máquina”, em suas
experimentações, foca em produtos interativos para o mercado, direcionado à diferentes
públicos. Nesta palestra Raquel nos trouxe novas idéias, discussões e novos conceitos.

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Palestra com Raquel Zuannon

  1. 1. Centro Universitário Senac Design de Interface Digital 5º Semestre Estéticas Emergentes Priscila ArantesRelatório da palestra de Raquel Zuanon: Priscila Aparecida de Souza“Arte, corpo e novas interfaces
  2. 2. R aquel Zuanon é professora do curso "Comunicação e Artes do Corpo” da “Pontifícia Universidade Católica de São Paulo” University - PUC/SP, do mestrado do curso “Design de Hipermídia" e para o bacharelado de "Design Digital", ambos da"Universidade Anhembi Morumbi" Universidade de São Paulo. Participou também da licenciaturado curso de "Design de Hipermídia" da Univesidade Anhembi Morumb, em 2002. Também em2002, para a PUC-SP, participou como docente do curso Comunicação e Artes do Corpo e nasdisciplinas Expressão em Vídeo e Vídeo Digital do curso de Design Digital da UniversidadeAnhenbi Morumbi. Em 2000 foi assistente do Prof. Dr. Jorge Albuquerque na disciplina "Corpo eNovas Tecnologias” do curso "Comunicação e Artes do Corpo” da Pontifícia Universidade Católicade São Paulo (PUC-SP). Segundo seu site, Zuanon esta desenvolvendo seu Doutorado no “Programa deComunicação e Semiótica” na Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP). Sua graduação envolveu o bacharelado em Belas Artes na "Universidade EstadualPaulista" (UNESP-SP), em 1996. Sua biografia é bem extensa e, assim como aparentou nosprimeiros minutos de sua apresentação, aparentemente bem "recheada". Mesmo com muitas dificuldades técnicas, Raquel conseguiu surpreendentemente, nasprimeiras instâncias de sua aparição, prender a atenção de todos fomentando os presentesnuma grande curiosidade em saber o que iria nos ser apresentado, particularmente seria amelhor palestra até então, palestra que infelizmente não pode ocorrer já que os aparelhosdisponíveis não estavam adequados aos requisitos da apresentação, porém, mesmo assim,grandes conteúdos podem ser apresentados e que estarão presentes neste relatório. Raquel é uma artista e designer, como assim se apresentou, desenvolve algunsexperimentos e pesquisas voltadas para a “Interface Humano-Máquina”, em suasexperimentações, foca em produtos interativos para o mercado, direcionado à diferentespúblicos. Particularmente, Raquel nos trouxe um novo termo, “Interfaces Co-evolutivas” que dizrespeito às Interfaces mutáveis, sensíveis e disponíveis ao ser humano tocar. Outro termo trazidopela palestrante foi “Interface Natural”, que diz respeito à Computação Ubíqua1/Pervasiva2,interface que esta presente no mercado, são as interfaces que não necessitam de um hardware,ou melhor, de um intermediador. A palavra “pervasiva” é um termo novo ao qual ainda não secontém uma definição forte e bem definida, porém, em alguns dicionários ingleses, buscando apalavra “pervasive”, obtive a definição de que, algo pervasivo é algo que esta presente em todosos lugares e/ou todas as coisas. Segundo o trabalho “Da Mobilidade a Ubiqüidade da DaComunicação (Vide bibliografia) pervasivo é um neologismo3 da palavra inglesa pervasive,Comunicação”seguindo a definição de Computação Pervasiva: O conceito de computação pervasiva implica que o computador está embarcado no ambiente de forma invisível para o usuário. Nesta concepção, o computador tem a capacidade de obter informação do ambiente no qual ele está embarcado e utilizá-la para dinamicamente construir modelos computacionais, ou seja, controlar, configurar e ajustar a aplicação para melhor atender as1 u.bi.qüi.da.de (lat ubique+i+dade) sf Qualidade do que está ou pode estar em muitos lugares ao mesmo tempo ou quaseao mesmo tempo.2 Presente em todos os lugares.3 ne.o.lo.gis.mo (neo+logo+ismo) sm Ling 1 Palavra criada na própria língua ou adaptada de outra: dolarizar, plugar,xerocopiar. 2 Palavra antiga empregada com sentido novo. Antôn: arcaísmo.30/04/08 Arte, corpo e novas i n t e r f a c e s Página 2 de 6
  3. 3. necessidades do dispositivo ou usuário (MAGNONI, AFFINI, AMÉRICO - 2007). O termo “ubiqüidade”, segundo o software “Dicionário Michaellis Escolar (Português) –Amigo Mouse”, trata da qualidade de se estar presente em muitos lugares, como citadoanteriormente, o que remete à difnição de computação ubíqua presente no trabalho “Da Da Comunicação”:Mobilidade a Ubiqüidade da Comunicação A computação ubíqua surge então da necessidade de se integrar mobilidade com a funcionalidade da computação pervasiva, ou seja, qualquer dispositivo computacional, enquanto em movimento conosco, pode construir, dinamicamente, modelos computacionais dos ambientes nos quais nos movemos e configurar seus serviços dependendo da necessidade (MAGNONI, AFFINI, AMÉRICO - 2007). Quanto as interfaces pervasivas, Raquel definiu claremente como “aquelas ao qual sãocomunicadas através de gestos corporais”. Além de novos termos e suas definições, apalestrante tentou se manter bem didática, trazendo não só definições mas também comofuncionaria se aplicado, faltando somente seus tão esperados exemplos, porém uma de suasexplicações envolveu as interfaces pervasivas, que funcionam através de ratreadores, que podemser softwares, câmeras e dispositivos de rastreamento. Este rastreamento pretente mapear no espaço o corpo. Este recurso, se assim podemosdizer, é muito utilizado em algumas obras de “Arte hi-tech” (GONÇALVEZ, 2006), como, porexemplo, a obra “Calder” apresentada no evento FAAP iNova, em 2006, pelo artista ZacharySimpson, ao qual tive o imenso prazer de presenciar. “Em "Calder", de Zachary Simpson, participantes desenham móbiles com o toque dos dedos (Retirado de UOL.Retrospectiva 2006).” Segue uma breve descrição da obra de Simpson: Calder - de Zachary Simpson: Por meio de uma nova tecnologia com infravermelho projetado na tela, os participantes desenham móbiles com o simples toque dos dedos. Os modelos de móbiles são de Alexander Calder, um dos mais aclamados escultores norte-americanos da arte moderna. A tecnológica possibilita ao30/04/08 Arte, corpo e novas i n t e r f a c e s Página 3 de 6
  4. 4. visitante segurar o móbile desenhado, que ganha vida e se move em efeito 3D (FAAP iNova - 2006). Todas as obras da exposição eram atrativas e conseguiam reunir e concentrar inúmeros participantes de todas as idades. A imagem ao lado é mais um exemplo desse tipo de arte, a qual esta sempre presente nas edições do FAAP iNova, esta é a “Moderation”, também da autoria de Simpson, deslumbrantemente a obra resume-se na intervenção do ser humano com seu contato completamente corporal à superficie sensibilidada pelos rastreadores de gestos e outras tecnologias, a fim de fazer florecer, com o toque humano, flores e uma vegetação viva no projetado lago, primeiramente “morto”, porém, infelizmente, sem muitas delongas, o toque do ser humano sobre a natureza vêm mostrado o contrário. A “viúva negra” foi uma das muitas doações de Calder ao Brasil. Visitante pisa em espelho dágua e faz surgir flores em "Moderation", de Zachary Simpson Raquel explicou brevemente que, ofuncionamento dessa tecnologiateoricamente se dá através da “leitura dasombra sobre a imagem”, porém é possívelrastrear através de cor e movimento, assimcomo afirma a palestrante, existem inúmeraspossibilidades e tecnologias. Em algumas desuas obras, Raquel trabalhou o conceito deforma que ele fosse passado ao usuárioconforme este interagisse com a obramanipulando-a, ou tocando-a. Este tipo deinteração promove ao usuário, segundo apalestrante, uma imersão maior, pois tocandona obra o usuário teria uma visãoesterescópica. Segundo o artigo “VisãoEstereoscópica, Realidade Virtual, RealidadeAumentada e Colaboração” (Vide bibliografia),esta visão diz respeito a imagens, sejam emmovimento ou estáticas, as quais com algunsefeitos/elementos, proporcionam a noção deprofundidade, o que é um recurso primordialao mundo digital (no que diz respeito a“qualquer capturação do “real” ou "Viúva negra" (c. 1948), doada por Calder aorepresentação por meio de recursos Instituto de Arquitetos do Brasil30/04/08 Arte, corpo e novas i n t e r f a c e s Página 4 de 6
  5. 5. gráficos/audiovisuais/multimídia): proporcionar a noção de tridimensionalidade. O objetivo principal do estímulo visual, tanto em RV quanto em RA, é fornecer ao usuário a sensação de tridimensionalidade. Para atingir esse objetivo, o sistema deve gerar, ao mesmo tempo, duas imagens diferentes, correspondendo às visões de cada um dos olhos. Esse tipo de geração de imagem é chamado de visão estereoscópica ou estereoscopia, e será detalhado a seguir. [...] A estereoscopia visual, ao contrário, é feita a partir da geração de duas imagens apartir das localizações das câmeras virtuais separadas de uma determinada distância como será visto nas seções a seguir. Serão vistos nas próximas seções também os parâmetros e suas nomenclaturas e como eles afetam o resultado final que desejamos – imersão em um ambiente virtual (RAPOSO, SZENBERG, GATTASS, CELES - 2004). Além dos conceitos e tipos de computação já mencionados anteriormente, a palestrantetrouxe a “computação afetiva”, que, segundo Raquel, pode ser resumidamente definida noreconhecimento das emoções e humores do ser humano (usuário), pela máquina, a fim deresponder de modo satisfatório às necessidades do usuário. Existe também as “interfaces vestidas” que são as “integradas no cotidiano do usuário”.Daí surge também a “computação vestível”, que preza respeito às vontades do interator, poisresponde ao estado emocional atual deste. A computação vestível e a computação afetivaapresentam respostas mais naturais, digamos. A tecnologia envolvida para dar possibilidade demedir o lado emocional do interator, segundo Raquel, é a “infobiométrica”, que capta sinaisatravés de tensões musculares e sensores de respiração, captando informações a fim dereconhecer o que o usuário deseja. Outro método apontado por Raquel, são as interfaces cérebro-computador, que captamo sinal cerebral, sinal que apresenta uma informação muito difícil de ser recodificada, poisapresenta um “baixo grau de confiabilidade”, pois para o grau de confiabilidade ser satisfatório ainterface teria de agir de modo “invasivo”, porém como existem especulações e impedimento arespeito, esse tipo de método é usado de maneira superficial. Foi completamente perceptível que, as intenções da palestrante eram fomentar nossorepertório e aguçar nossa curiosidade, já que com todas essas explicações, ela, todo o tempo, sepreocupou em discursar de maneira passível e clara, com uma postura didática. Neste ponto desua apresentação, Raquel citou o mercado (“lá fora”), pegando seus conceitos e aplicando nomercado, resumindo que para ele temos que desenvolver algo ao qual o usuário se identifique,diferente de um produto artístico, que é necessário se aproximar do conceito para poder refletir eentão se identificar ou criticar. Como infelizmente sua palestra não foi apresentada em sua totalidade, a artista edesigner nos deixou seus contatos e sites:www.rachelzuanon.com rzuanon@anhembi.br www.interactivelife.com.br www.zuannon.com.br30/04/08 Arte, corpo e novas i n t e r f a c e s Página 5 de 6
  6. 6. LEMOS, André. Cibercultura. In:http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/remix.pdfAcesso em: 06/05/08MAGNONI, Antonio Francisco, AFFINI, Letícia Passos, AMÉRICO, Marcos. Da mobilidade a Ubiquidade dacomunicação. Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Santos – 29 de agosto a 2 de setembrode 2007. (Mesa apresentada no Multicom – II Colóquios Multitemáticos em Comunicação) In:http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/resumos/R0811-2.pdfAcesso em: 06/05/08Dicionário Encarta msn (Inglês). In:http://encarta.msn.com/dictionary_1861725289/pervasive.htmlAcesso em: 06/05/08FAAP iNova - 2006. In:http://www.faap.br/hotsites/hotsite_inova/atracoes.htmAcesso em: 06/05/08UOL Diversão e Arte. Retrospectiva 2006. In:http://sobre.uol.com.br/ultnot/noticias/retrospectiva/2006/retro11.jhtmAcesso em: 06/05/08UOL Diversão e Arte. Album do evento FAAP iNOVA Museu de Arte Brasileira da FAAP - até 28/5. In:http://diversao.uol.com.br/album/faapinova_album.jhtmAcesso em: 06/05/08UOL Diversão e Arte. Álbum de Calder no Brasil 28/11 a 11/2/07 - Paço Imperial. In:http://diversao.uol.com.br/album/calder_album.jhtmAcesso em: 06/05/08Mine Control - Projeto de Zachary Booth Simpson. In:http://www.mine-control.com/Acesso em: 06/05/08WILSON, Stephen. Artists Exploring Motion Interfaces - Conceptual/Information Arts Program (SFSU). In:http://userwww.sfsu.edu/~infoarts/links/motion/motartists.htmAcesso em: 06/05/08GONÇALVEZ, Valeria. Arte hi-tech é um convite à interação - 2006. Inhttp://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=7370Acesso em: 06/05/08RAPOSO, Alberto B., SZENBERG, Flávio, GATTASS, Marcelo, CELES, Waldemar. Visão Estereoscópica,Realidade Virtual,Realidade Aumentada e Colaboração. Tecgraf—Grupo de Tecnologias em ComputaçãoGráfica - Departamento de Informática, PUC-Rio, 2004. In:http://www.tecgraf.puc-rio.br/publications/artigo_2004_visao_estereoscopica_realidade_vir tual.pdfAcesso em: 06/05/0830/04/08 Arte, corpo e novas i n t e r f a c e s Página 6 de 6

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