Imunologia I

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Imunologia I

  1. 1. ICS – 045 Imunologia I 2009 - 1
  2. 2. Esta disciplina é de responsabilidade da Divisão de Imunologia do Departamento de Ciências de Biointeração do ICS - UFBA A Secretaria do Departamento funciona na sala 218 do segundo andar do ICS. Os professores podem ser encontrados no Setor de Extensão (térreo) ou no Setor de Pesquisa (acesso pelo segundo andar)‏ do Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular.
  3. 3. A Divisão de Imunologia atua no ensino, na pesquisa e na extensão, tendo como apoio o Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular.
  4. 4. No ensino de graduação, oferece-se duas disciplinas: -Imunologia I - Fundamentos de Biotecnologia Aplicados à Saúde
  5. 5. No ensino de pós-graduação, a Divisão de Imunologia é a principal responsável pelo Programa de Pós-Graduação em Imunologia da UFBA (PPGIm –UFBA), o qual oferece Mestrado e Doutorado “ stricto sensu” . www.ppgim.ufba.br
  6. 6. Na pesquisa, desenvolve-se linhas na área da saúde humana e animal, com apoio das diversas agências nacionais de fomento.
  7. 7. Na extensão, o Laboratório de Imunologia executa exames sorológicos e de biolo- gia molecular (em 2008, realizou cerca de 400.000 exames)‏ exclusivamente para pacientes do SUS
  8. 8. A nossa página na Internet: www.labimuno.org.br
  9. 9. Os membros* da Divisão Imunologia <ul><li>A Professora Adjunta Cláudia Brodskyn </li></ul><ul><li>Doutora em Imunologia, é pesquiusadora </li></ul><ul><li>da FIOCRUZ </li></ul>
  10. 10. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral 04-05 / 09-10.03.2009
  11. 11. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral O sistema imune atua através de dois grandes grupos de mecanismos, bastante interligados, denominados Imunidade Inata e Imunidade Adaptativa.
  12. 12. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral A imunidade inata: <ul><li>é inespecífica </li></ul><ul><li>se desenvolve dentro de </li></ul><ul><li>padrões repetitivos </li></ul><ul><li>-está presente em toda escala </li></ul><ul><li>zoológica </li></ul>
  13. 13. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Os mecanismos inatos foram os primeiros a surgir. São também os primeiros a aparecer em qualquer nova resposta imunológica.
  14. 14. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral A imunidade na escala evolutiva: Danilova, N., MIT Open Course Ware, 2005
  15. 15. Os principais mecanismos de imunidade inata Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral
  16. 16. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Barreiras naturais Pele Secreções e seus fluxos Oxigênio ... www.umassmed.edu/michael.sanderson/mjslab www.umassmed.edu/michael.sanderson/mjslab www.ucan.edu/klin www.unatech.org
  17. 17. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Proteína C reativa Macromoléculas Complemento ... Lisozima Haptoglobina
  18. 18. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Células commons .wikimedia.org/wiki/Image
  19. 19. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Os mecanismos inatos são iniciados em geral a partir da interação do antígeno [particularmente aqueles de patógenos (PAMP)] com alguns receptores presentes na membrana plasmática de algumas células, designados como “ pattern recognition receptors” (PRR)...
  20. 20. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral ...tais como TLR 1 , NLR 2 , RLH 3 , CLR 4 etc. 1 – receptores tipo “toll”; 2 – receptores tipo “NOD”; 3 – helicases tipo “RIG”; 4 – receptores de lectina tipo C
  21. 21. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral A descoberta dos receptores tipo “toll” O'Neill, Scientific American, 292:32, 2005. Na primeira metade do século XX, um embrio- logista alemão constatou que drosófilas bizarras ( toll, em alemão) geral- mente morriam infecta- das por fungos. O avanço nas pesquisas demonstrou que estas drosófilas eram deficien- tes em receptores que se assemelhavam aos recep- tores de Il-1. Observou-se depois que estes recepto- res estavam presentes na superfície de fagócitos e células apresentadoras de antigenos. Foram de- nominados toll like receptors (TLR).
  22. 22. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Os receptores TLR estão principalmente nas membranas de células mononucleares fagocíticas e são estimulados por diferentes frações / componentes antigênicos: O'Neill, Scientific American, 292:32, 2005.
  23. 23. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Defranco, A et al – In Immunity, p. 74-5, 2007 Mais de 10 TLRs são conhecidos, capazes de reco- nhecer diferentes ligantes:
  24. 24. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral A transdução do sinal e os fatores de transcrição ativados são decisivos no rumo da resposta: Defranco, A et al – In Immunity, p. 74-5, 2007
  25. 25. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Como já afirmado, a ativação celular a partir de receptores PRR leva à produção de citocinas e de outras moléculas que desencadeiam mecanismos como a fagocitose, a ativação de células NK, do complemento, a produção de proteínas de fase aguda etc., tornando plenos os mecanismos inatos.
  26. 26. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral A fagocitose ...por polimorfos nucleares, macrófagos, células dendríticas.
  27. 27. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral A célula NK tem atividade citotóxica inata, além de realizar ADCC.
  28. 28. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Duas das três vias de ativação do complemento independem de mecanismos específicos: x www.hi.helsinki.fi/jokiranta/intro.html
  29. 29. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Proteínas de fase aguda:
  30. 30. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral A ativação gerada pelos TLR induzem mecanismos inatos e, a seguir, mecanismos adaptativos:
  31. 31. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Os mecanismos adaptativos -são específicos -apresentam tipicamente uma resposta primária fraca e de curta duração, seguida, após novo contato, por uma resposta bem mais intensa e duradoura, fruto da geração de uma memória imunológica no primeiro momento.
  32. 32. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Resposta adaptativa primária e secundária:
  33. 33. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Assim, a ativação de células como macrófagos e células dendríticas culmina com a geração de mecanismos de resposta adaptativa: eg
  34. 34. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Assim, a resposta imune adaptativa é gerada principalmente pela ação de células mononucleares fagocíticas e linfócitos. Existem três populações principais de linfócitos: - os linfócitos T, com três padrões fenotípicos e funcionais básicos: - o linfócito CD4+, conhecido como linfócito T auxiliar tem papel central na regulação da resposta imune e funciona através da produção de citocinas [são divididos, com base nas citocinas que pro- duzem, em linfócito T auxiliar 1, 2, 17 e regulatório (este último tem fenótipo CD4+, CD25+ e função regulatória)].
  35. 35. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral Treg Th1, Th2 Th17
  36. 36. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral - o CD8+, conhecido como linfócito T citotóxico – tem atividade citolítica espe- cífica para, por exemplo, células infectadas por vírus, células tumorais etc. - o CD4+ ou CD4-/CD8- , conhecido como linfócito NKT, com funções comuns às imunidades inata e adaptativa. Assim, pode apresentar ação citotóxica ines- pecífica, mas pode também reconhecer especificamente antígenos glicídicos / lipídicos e produzir citocinas que estimulam a resposta adaptativa celular e humoral.
  37. 37. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral - o linfócito B, com duas atividades principais: - produção de anticorpos, particularmente após se diferenciarem em plasmócitos. - apresentação de antígenos. Os linfócitos B endocitam, processam e apresentam antígenos para os linfócitos T.
  38. 38. Imunidade inata e adaptativa: uma visão geral <ul><li>e a célula NK, que como já afirmado, tem atividade </li></ul><ul><li>citotóxica natural, além de realizar ADCC. </li></ul>

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