AULAS  PRÁTICAS  DE IMUNOLOGIA Universidade Federal da Bahia Instituto de Ciências da Saúde Laboratório de Imunologia
O presente trabalho teve sua primeira versão realizada entre os anos de 2000 e 2001, pelos estudantes  do  curso  de  Medi...
Os Professores Roberto Meyer Ivana Nascimento Robert Schaer Claudia Brodskyn Songelí Freire Denise Lemaire
O  Laboratório  de  Imunologia desenvolve  uma  atividade  per- manente  de  extensão,  voltada para  o  atendimento  de  ...
SISTEMA LINFÓIDE Trabalho realizado pelos acadêmicos de Medicina da UFBA Adriana Campos, Nivaldo Cardozo Filho, Sabrina Ca...
<ul><li>O sistema linfóide é composto por  linfócitos e células mononucleares fagocíticas / apresentadoras   </li></ul><ul...
Principais órgãos linfóides e suas localizações A  medula óssea  hematogênica no indivíduo adulto é encontrada nas cristas...
Como já afirmado, linfócitos (L), macrófagos (M) e células apresentadoras de antígenos [reticulares dendríticas (R)], cons...
<ul><li>Existem tres populações principais de linfócitos: </li></ul><ul><li>os linfócitos T, com dois padrões fenotípicos ...
BURSA  (aves) MEDULA ÓSSEA (mamíferos) TIMO SANGUE SANGUE E LINFA MEDULA ÓSSEA ORIGEM  SÍTIO DE DESENVOLVIMENTO  PRINCIPAL...
Linfócitos e plamócitos : As  células mononucleares fagocíticas / apresentadoras de  antí- genos ,  compreendem uma grande...
Linfócitos e  os diferentes tipos de fagócitos  mononucleares, aí  incluindo as diversas  populações  de  células  apresen...
MEDULA ÓSSEA
<ul><ul><ul><ul><ul><li>Durante a vida fetal a hematopoiese ocorre inicialmente no saco vitelino e depois no fígado e no b...
O parênquima  nessa estrutura é ocupado por células adiposas e por  precursores de células  sanguíneas, que amadurecem e s...
Hemácias Plaquetas Basófilos Eosinófilos Neutrófilos  Monócitos Veja agora, de modo sumário, a formação das diferentes lin...
<ul><li>A proliferação e maturação das células precursoras na medula óssea é </li></ul><ul><li>estimulada  por  citocinas,...
TIMO
<ul><li>O timo é um órgão bilobado,  situado no mediastino anterior. Cada lobo é dividido em  </li></ul><ul><li>múltiplos ...
<ul><li>O timo tem uma rica irrigação vascular e vasos linfáticos eferentes que drenam para os linfonodos mediastinais. A ...
Veja imagens de microscopia de varredura do córtex do timo, onde se observa a riqueza de linfócitos e a ligação de algumas...
Veja a estrutura histológica do timo com mais detalhes: - novamente o lóbulo tímico córtex  medula córtex medula córtex: t...
<ul><li>Nos mamíferos o timo atrofia com a idade, quando também, o tecido linfóide é substituído por tecido adiposo.  A at...
<ul><li>No Timo, a maioria dos timócitos nos  vários estágios de maturação, sofre seleção positiva e negativa entre o  cór...
Depois de maduros, os linfócitos T deixam o timo e migram para outros tecidos. Acompanhe de novo o  trajeto, a partir da m...
BURSA DE FABRICIUS
VISÃO HISTOLÓGICA DA BURSA DE FABRICIUS A Bursa de Fabricius está  presente  nas aves. Está localizada na parede do intes-...
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Ap1 - Sistema LinfóIde os orgãos linfóIdes primários

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Ap1 - Sistema LinfóIde os orgãos linfóIdes primários

  1. 1. AULAS PRÁTICAS DE IMUNOLOGIA Universidade Federal da Bahia Instituto de Ciências da Saúde Laboratório de Imunologia
  2. 2. O presente trabalho teve sua primeira versão realizada entre os anos de 2000 e 2001, pelos estudantes do curso de Medicina (UFBA) Adriana Campos, Nivaldo Cardozo Filho, Sabrina Oliveira e Silvana Asfora, bolsistas da Fundação de Apoio a Pesquisa e Extensão (FAPEX),através de recursos gerados pelo Laboratório de Imunologia do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA. Passo a passo, o desenvolvimento dos arquivos foi acompanhado e orientado pelos professores Roberto Meyer, Ivana Nasci-mento, Robert Schaer, Cláudia Brodskyn, Songelí Freire, e De- nise Lemaire, do laboratório mencionado acima, que continuam atualizando o trabalho Pretende-se apresentar os assuntos abordados nas aulas práticas, especialmente as principais técnicas de uso corrente na Imuno-logia, particularmente aquelas que além de utilizadas na pes-quisa científica, têm grande uso para o diagnóstico de diver-sas doenças e/ou na dosagem de hormônios e outras substâncias. Salvador, maio de 2003
  3. 3. Os Professores Roberto Meyer Ivana Nascimento Robert Schaer Claudia Brodskyn Songelí Freire Denise Lemaire
  4. 4. O Laboratório de Imunologia desenvolve uma atividade per- manente de extensão, voltada para o atendimento de pacien- tes do SUS. Os recursos obti- dos são reinvestidos na melho- ria desta atividade, bem como na ajuda ao ensino de graduação, (como o presente trabalho), ao en- sino de pós-graduação e à pes- quisa. Deve ser ressaltado o apoio recebido da FAPEX ao longo dos últimos anos. O Laboratório de Imunologia do ICS - UFBA
  5. 5. SISTEMA LINFÓIDE Trabalho realizado pelos acadêmicos de Medicina da UFBA Adriana Campos, Nivaldo Cardozo Filho, Sabrina Carvalho e Silvana Asfora, sob orientação dos Professores Roberto Meyer, Ivana Nascimento, Robert Schaer, Cláudia Brodskyn, Songelí Freire e Denise Lemaire, do Laboratório de Imunologia do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA . Atualizado em maio de 2003 Aula 1 : Os Órgãos Linfóides Primários
  6. 6. <ul><li>O sistema linfóide é composto por linfócitos e células mononucleares fagocíticas / apresentadoras </li></ul><ul><li>de antígenos , que se encontram localizadas em órgãos capsulados ou em acúmulos de tecido linfóide </li></ul><ul><li>difuso. </li></ul><ul><li>Os órgãos linfóides podem ser classificados em dois grupos: </li></ul><ul><li> ÓRGÃOS LINFÓIDES CENTRAIS OU PRIMÁRIOS </li></ul><ul><li>Medula Óssea </li></ul><ul><li>Timo </li></ul><ul><li>Bursa de Fabrícius (aves) </li></ul><ul><li> Nesses órgãos os linfócitos se originam, ficam maduros e são suprimidos ou inativados se </li></ul><ul><li>reconhecerem auto-antígenos. </li></ul><ul><li> ORGÃOS LINFÓIDES PERIFÉRICOS OU SECUNDÁRIOS </li></ul><ul><li>Linfonodos </li></ul><ul><li>Baço </li></ul><ul><li>Tecidos linfóides associados à mucosa (MALT) </li></ul><ul><li>Nesses locais, os linfócitos maduros respondem a antígenos estranhos, gerando células efetoras e de memória, havendo a participação de macrófagos e de células apresentadoras de antígenos. </li></ul>
  7. 7. Principais órgãos linfóides e suas localizações A medula óssea hematogênica no indivíduo adulto é encontrada nas cristas ilíacas, vértebras e no esterno O timo A medula óssea Linfonodos Uma cadeia como exemplo. O baço “ MALT”: apêndice, placas de Peyer, tonsilas... GRANT, 1993
  8. 8. Como já afirmado, linfócitos (L), macrófagos (M) e células apresentadoras de antígenos [reticulares dendríticas (R)], constituem-se nas principais populações celulares dos órgãos linfóides.
  9. 9. <ul><li>Existem tres populações principais de linfócitos: </li></ul><ul><li>os linfócitos T, com dois padrões fenotípicos e funcionais </li></ul><ul><li>básicos: </li></ul><ul><li>- o CD4+, conhecido como linfócito T auxiliar – tem papel central na regulação </li></ul><ul><li>da resposta imune e funciona através da produção de citocinas (são divididos, </li></ul><ul><li>com base nas citocinas que produzem, em linfócito T auxiliar 1 e 2). </li></ul><ul><li>- o CD8+, conhecido como linfócito T citotóxico – tem atividade citolítica espe- </li></ul><ul><li>cífica para, por exemplo, células infectadas por vírus, células tumorais etc. </li></ul><ul><li>os linfócitos B, com duas atividades principais: </li></ul><ul><li>- produção de anticorpos, particularmente após se diferenciarem em plasmócitos. </li></ul><ul><li>- apresentação de antígenos. Os linfócitos B endocitam, processam e apresentam </li></ul><ul><li>antígenos para os linfócitos T. </li></ul><ul><li>os linfócitos NK (“natural killer”) possuidores de atividade </li></ul><ul><li>citolítica inespecífica. </li></ul>
  10. 10. BURSA (aves) MEDULA ÓSSEA (mamíferos) TIMO SANGUE SANGUE E LINFA MEDULA ÓSSEA ORIGEM SÍTIO DE DESENVOLVIMENTO PRINCIPAL DESTINO Veja a maturação de linfócitos T e B CÉLULA INDIFERENCIADA Linf. B Linf. T LINFONODO MEDULA ÓSSEA BAÇO MALT R E C I R R C U L A Ç Ã O Acompanhe o caminho seguido pelo linfócito, da medula óssea onde são primariamente gerados, até o órgão linfóide secundário
  11. 11. Linfócitos e plamócitos : As células mononucleares fagocíticas / apresentadoras de antí- genos , compreendem uma grande variedade de células capazes de, mais ou menos eficientemente, endocitar, processar e apresentar antígenos para os linfócitos T. Também participam da regula- ção do sistema imune através da produção de citocinas. São ori- ginadas a partir de monócitos do sangue (origem mielóide, por- tanto), apesar de uma menor parte ter origem linfóide. linfócito pequeno linfócito grande plasmócito Veja algumas das principais células apresentadoras de antígenos: célula reticular macrófago monócito células reticulares: de Langerhans dendrítica interdigitante dendrítica folicular (os desenhos das células reticulares e do macrófago foram retirados de Roitt, Male and Brostoff, Immunology, 6th ed, Mosby, 2002)
  12. 12. Linfócitos e os diferentes tipos de fagócitos mononucleares, aí incluindo as diversas populações de células apresentado- ras de antígeno, estão compondo o tecido linfóide, que pode ser frouxo, denso e nodular. Veja: frouxo denso mais células mono- nuleares fagocíticas, menos linfócitos bastante linfócitos, menos células mono- nucleares fagocíticas nodular nódulo em formação nódulo bem desenvolvido, evidenciando o manto e o centro germinativo o nodular tem celula- ridade do denso, or- ganizado, porém, em nódulos (= folículos) frouxo denso centro germinativo manto
  13. 13. MEDULA ÓSSEA
  14. 14. <ul><ul><ul><ul><ul><li>Durante a vida fetal a hematopoiese ocorre inicialmente no saco vitelino e depois no fígado e no baço. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><li>A medula óssea vai gradualmente assumindo essa função e, por volta da puberdade, a hematopoiese </li></ul><ul><li>ocorre principalmente no esterno, vértebras, ossos ilíacos e nas costelas. Nesses ossos é encontrada a </li></ul><ul><li>medula vermelha. </li></ul>A medula é uma estrutura reticular semelhante a uma esponja, localizada entre longas trabéculas. TRABÉCULA
  15. 15. O parênquima nessa estrutura é ocupado por células adiposas e por precursores de células sanguíneas, que amadurecem e saem por meio de uma densa rede de seios vasculares. <ul><li>Todas as células do sangue têm origem numa célula indiferenciada comum, que se diferencia </li></ul><ul><li>em linhagens eritrocítica, megacariocítica, granulocítica, monocítica e linfocítica . </li></ul>Célula precursora de célula do sangue Células do sangue
  16. 16. Hemácias Plaquetas Basófilos Eosinófilos Neutrófilos Monócitos Veja agora, de modo sumário, a formação das diferentes linhagens sanguíneas: para os tecidos Macrófagos + Estímulo CFU = unidade formadora de colônia Célula indiferenciada Progenitora linfóide Progenitora mielóide CFU eritróide Mega- cariócito CFU de basófilos CFU de eosinófilos CFU de granuló citos e monócitos Linf. T Linf. B Linfoblasto Órgãos linfóides secundários
  17. 17. <ul><li>A proliferação e maturação das células precursoras na medula óssea é </li></ul><ul><li>estimulada por citocinas, algumas também chamadas fatores </li></ul><ul><li>estimulantes de colônias (CSF). </li></ul><ul><li>As citocinas hematopoiéticas são produzidas por células do estroma e </li></ul><ul><li>macrófagos da medula óssea, e por linfócitos T estimulados por antíge- </li></ul><ul><li>nos. </li></ul><ul><li>Na medula óssea são geradas as células precursoras dos linfócitos T </li></ul><ul><li>que migram para o timo. </li></ul><ul><li>Os linfócitos B são gerados e se diferenciam, a partir de células </li></ul><ul><li>precursoras, na própria medula óssea. </li></ul>
  18. 18. TIMO
  19. 19. <ul><li>O timo é um órgão bilobado, situado no mediastino anterior. Cada lobo é dividido em </li></ul><ul><li>múltiplos lóbulos por septos fibrosos. Cada lóbulo consiste de um córtex e uma medula. </li></ul>Localização e estrutura do timo
  20. 20. <ul><li>O timo tem uma rica irrigação vascular e vasos linfáticos eferentes que drenam para os linfonodos mediastinais. A circulação de células para dentro do timo se dá pelas vênulas de endotélio alto . </li></ul><ul><li>Dispersas por todo o timo, além dos linfócitos T, estão células reticulares epiteliais, células dendríticas interdigitantes (IDC) e macrófagos. Na medula, encontramos os corpúsculos de Hassall, que são compostos de espirais de células reticulares epiteliais. </li></ul><ul><li>O córtex contém uma coleção densa de linfócitos T . A medula, de coloração mais clara, é mais escassamente povoada por linfócitos. </li></ul>As vênulas de endotélio alto estão presentes no timo e em alguns órgãos linfóides secun- dários. Elas são a principal via de chegada de linfócitos endereçados para esses órgãos.
  21. 21. Veja imagens de microscopia de varredura do córtex do timo, onde se observa a riqueza de linfócitos e a ligação de algumas destas células aos macrófagos (M), possivelmente para posterior fagocitose. Kessel, R., Histologia Médica Básica, 1a. ed., Ed Guanabara Koogan, 2001.
  22. 22. Veja a estrutura histológica do timo com mais detalhes: - novamente o lóbulo tímico córtex medula córtex medula córtex: tecido linfóide denso medula: tecido linfóide frouxo corpúsculo de Hassall células reticulares epiteliais linfócitos
  23. 23. <ul><li>Nos mamíferos o timo atrofia com a idade, quando também, o tecido linfóide é substituído por tecido adiposo. A atrofia tímica, no homem, inicia-se na puberdade e continua ao longo da vida do indivíduo através de um processo que se inicia no córtex. </li></ul><ul><li>Essa atrofia está associada a ação de cortcoesteróides. </li></ul>T. Adiposo Podemos encontrar no adulto remanescentes medulares. TIMO ADULTO TIMO JOVEM Corpúsculo de Hassall Medula Córtex
  24. 24. <ul><li>No Timo, a maioria dos timócitos nos vários estágios de maturação, sofre seleção positiva e negativa entre o córtex e a medula de cada lóbulo. </li></ul>MEDULA ÓSSEA Precursores de células T Lóbulo tímico - No caminho do córtex para a medula, os linfócitos amadurecem e expressam receptores para antígenos (TCR) e marcadores de superfície (CD4 ou CD8). - Este processo envolve a seleção positiva e negativa mencionada. As células T maduras saem da região medular tímica para os órgãos linfóides secundários, via circulação sangüínea. Entram S a e m Córtex Medula Timócitos imaturos Linfócitos T maduros
  25. 25. Depois de maduros, os linfócitos T deixam o timo e migram para outros tecidos. Acompanhe de novo o trajeto, a partir da medula óssea: medula óssea (esterno) timo tonsila linfonodos baço placas de Peyer apêndice cecal medula timo timo órg. secundários
  26. 26. BURSA DE FABRICIUS
  27. 27. VISÃO HISTOLÓGICA DA BURSA DE FABRICIUS A Bursa de Fabricius está presente nas aves. Está localizada na parede do intes- tino grosso, na cloaca. É responsável pela maturação dos linfócitos B. A Bursa de Fabricius possui estrutura histológica semelhante ao Timo. Tam- bém é dividida em lóbulos (nódulos, para alguns autores). ZOOM Luz intestinal Epitélio intestinal Lóbulo Córtex Medula
  28. 28. FIM

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