Crítica Genética: fundamentos dos estudos genéticos sobre o processo de criação artística  (parte 1) (Cecília Almeida Sall...
1992 - 2000 <ul><li>A edição de  Introdução aos Estudos Genéticos , de Cecília Almeida Salles </li></ul><ul><li>traçam-se ...
CRÍTICA GENÉTICA E OS ARTISTAS É O TRABALHO DOS ARTISTAS O FOCO DA AÇÃO DO CRÍTICO GENÉTICO - Há um interesse dos próprios...
DEMARCAÇÃO DO CAMPO DA CRÍTICA GENÉTICA A obra <ul><li>- Não é, vai se tornando em uma rede de acontecimentos. Resulta de ...
DEFINIÇÃO DO PROPÓSITO Trata-se de uma investigação que indaga a obra de arte a partir de sua fabricação <ul><li>Procura m...
CARACTERIZAÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO Seu objeto de estudo é o caminho percorrido pelo artista pra chegar, ou quase sempre, à...
Tipos tradicionais (manuscrições) DOCUMENTOS DE PROCESSO <ul><li>Enquanto ligados aos estudos literários, seus objetos de ...
DOCUMENTOS DE PROCESSO O Crítico Genético trabalha com a dialética entre os limites materiais dos documentos e a complexid...
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  1. 1. Crítica Genética: fundamentos dos estudos genéticos sobre o processo de criação artística (parte 1) (Cecília Almeida Salles. São Paulo: Educ, 2008) Breve histórico: Os estudos genéticos surgem na França nos anos de 1968, por iniciativa de Louis Hay e Almuth Gresillòn 1968-75 – momento germânico-ascetico 1975-85 – momento associativo-expansivo 1985 – Criação do ITEM (CNRS) 1985 - momento justificativo-reflexivo 1985 – chegada dos estudos ao Brasil com o Colóquio de Crítica Textual na USP 1990 - reflexões sobre a transdisciplinaridade dos estudos genéticos com Daniel Ferrer Estudos do processo de criação não são exclusividade da Critiga Genética: - estudos de R. Arnheim sobre Guernica, de Picasso - Ítalo Calvino, em Seis Propostas para o próximo Milênio (Leonardo)
  2. 2. 1992 - 2000 <ul><li>A edição de Introdução aos Estudos Genéticos , de Cecília Almeida Salles </li></ul><ul><li>traçam-se novos rumos para os estudos do processo de criação </li></ul><ul><li>questiona-se o estatuto dos manuscritos e suas limitações quando aplicados a outras áreas do conhecimento </li></ul><ul><li>L’horizon Genétique , de Piere-Marc de Biasi também discute esses novos direcionamentos </li></ul><ul><li>Daniel Ferrer chama de “vocação transmidiática” a vocação dos estudos genéticos para que se atravessassem as fronteiras dos gêneros nas artes </li></ul><ul><li>seu texto Critica Genética no século XXI será transdisciplinar ou não existirá torna-se referência </li></ul>
  3. 3. CRÍTICA GENÉTICA E OS ARTISTAS É O TRABALHO DOS ARTISTAS O FOCO DA AÇÃO DO CRÍTICO GENÉTICO - Há um interesse dos próprios artistas em compreender os estudos desenvolvidos pelos pesquisadores Estudos de caso, método inicial, começa a ceder espaço para averiguação de recorrências entre escritores e artistas. Segundo Aragón: “ não se pode limitar a um só escritor, qualquer que seja ”. CRÍTICA GENÉTICA: uma nova abordagem <ul><li>Surgiu com o interesse, desejo de melhor compreender o processo de criação </li></ul><ul><li>compreender o modo como as obras de arte são feitas (o que não é novo) </li></ul><ul><li>quer compreender os mecanismos construtores da obra artística e não apenas as relações entre as formas da obra </li></ul><ul><li>Pretende oferecer uma nova possibilidade: observar percursos de fabricação </li></ul>
  4. 4. DEMARCAÇÃO DO CAMPO DA CRÍTICA GENÉTICA A obra <ul><li>- Não é, vai se tornando em uma rede de acontecimentos. Resulta de uma transformação progressiva, que exige investimento de tempo, dedicação e disciplina </li></ul><ul><li>Antecedida de um processo de ajustes, pesquisas, esboços, planos, etc </li></ul><ul><li>- os rastros do artista no seu percurso criador são caracterização desta contínua metamorfose </li></ul>A recepção da obra - O efeito no receptor pode apagar ou obscurecer esse processo aparente levando à crença do mito ou de que não tem memória Da totalidade <ul><li>O limite está no não acesso a todos os passos da criação </li></ul><ul><li>não se tem o ato criador nas mãos, apenas índices </li></ul><ul><li>é um acompanhamento teórico-crítico do processo da gênese das obras da arte </li></ul><ul><li>Uma possibilidade possível de abordagem da arte lado a lado com a crítica das obras </li></ul><ul><li>como arqueólogo, geólogo ou historiador, se tem acesso a fragmentos da memória (os arquivos, mesmo os Públicos são memória mediada) </li></ul>
  5. 5. DEFINIÇÃO DO PROPÓSITO Trata-se de uma investigação que indaga a obra de arte a partir de sua fabricação <ul><li>Procura maior compreensão dos princípios que norteiam a criação </li></ul><ul><li>ocupa-se da relação entre obra e processo </li></ul><ul><li>procura procedimentos responsáveis pela construção da obra de arte a partir da atividade do artista </li></ul><ul><li>detém-se na contemplação do provisório </li></ul><ul><li>reintegra os documentos conservados e preservados </li></ul><ul><li>reopera o valor simbólico do documento (prova de autenticidade), dando-lhe evidência como material científico </li></ul><ul><li>toma-os como índices do processo de criação </li></ul><ul><li>dá-lhes um tratamento metodológico que possibilita um melhor conhecimento do processo criador. </li></ul><ul><li>evidencia-se a história das obras a partir de uma possível luz sobre os mecanismos que regem seu processo gerador </li></ul><ul><li>estuda a obra em seus estado nascendi (Hay, 1986) </li></ul>
  6. 6. CARACTERIZAÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO Seu objeto de estudo é o caminho percorrido pelo artista pra chegar, ou quase sempre, às obras <ul><li>o que está para além da obra entregue ao público: seu processo de criação </li></ul><ul><li>a obra se dá a partir de um processo móvel, objeto da criação </li></ul><ul><li>é a verificação desse pensamento em processo, dessa construção que interessa ao pesquisador </li></ul><ul><li>para a crítica genética, obra e processo são um único objeto </li></ul><ul><li>esses arquivos e documentos dos artistas revelam uma diversidades de mundos e possibilidades </li></ul>
  7. 7. Tipos tradicionais (manuscrições) DOCUMENTOS DE PROCESSO <ul><li>Enquanto ligados aos estudos literários, seus objetos de estudo eram rascunhos, diários, anotações, enfim, todo material para a escritura </li></ul><ul><li>- páginas escritas e reescritas, margens e anotações caóticas denotam o texto verbal </li></ul><ul><li>Muitas vezes textos visuais completavam a reflexão do autor </li></ul>Novos arquivos <ul><li>Outras manifestações artísticas e mesmo procedimentos tecnológicos colocaram em xeque o manuscrito </li></ul><ul><li>Maquinas de escrever e computadores afastam a manuscrição </li></ul><ul><li>difícil usar o termo pra maquetes, copiões, contatos, vídeos, projetos, roteiros, ensaios, etc... </li></ul>Documentos de processo Registros materiais do processo criador. São retratos temporais de uma gênese que agem como índices do percurso criativo
  8. 8. DOCUMENTOS DE PROCESSO O Crítico Genético trabalha com a dialética entre os limites materiais dos documentos e a complexidade do processo: entre o que é registrado e o que acontece Papéis dos documentos Salles aponta que em termos gerais os documentos de processo desempenham dois papéis: de armazenamento e de experimentação (ver Cirillo, 2010) Tudo é importante [...] cada fragmento dos documentos é uma peça de uma rede de carater intelectual, na medida que cada fragmento foi elabora do pelo artista para a compreensão de sua obra. [...] tudo tem exatamente a mesma relevância para o crítico genético: um tempo de verbo modificado, um pequeno apontamento [...] Todo detalhe, por menor que possa parecer, foi, um dia, importante pra o artista e o será para opesquisador.

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