Cooperação Família Escola

2.639 visualizações

Publicada em

0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.639
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
10
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
28
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Cooperação Família Escola

  1. 1. Relação Escola Família Português Língua não Materna (PLNM)
  2. 2. <ul><li>De acordo com os relatórios do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) sobre a evolução global da imigração no período de 1981 a 2004, em 2004 registaram-se, em Portugal, 446 178 estrangeiros legais. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Em 1981 o número de estrangeiros era de 54 414. </li></ul><ul><li>De 2000 para 2001 houve um aumento acentuado com as concessões de autorização de permanência: </li></ul><ul><ul><li>Em 2000, de 207 607 </li></ul></ul><ul><ul><li>Em 2001, de 350 503, o que corresponde a um crescimento de 68.83%. </li></ul></ul>
  4. 4. No Relatório da Rede Eurydice, da União Europeia (Setembro de 2004) sobre a população imigrante estudantil, havia em Portugal 89 540 crianças, jovens e adultos imigrantes a frequentar o sistema de ensino português (os dados reportam-se ao ano 2000).
  5. 5. Dos 89 540 <ul><li>14 081 são angolanos (a maior representação estrangeira no ensino português), </li></ul><ul><li>12 501 cabo-verdianos, </li></ul><ul><li>8 784 romenos, </li></ul><ul><li>4 507 guineenses, </li></ul><ul><li>3 057 brasileiros e </li></ul><ul><li>12 563 oriundos de países da União Europeia. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>No 1º ciclo do ensino básico existem cerca de 36 730 alunos, seguido do 3º ciclo, com 19 065. </li></ul>
  7. 7. Ensino Recorrente <ul><li>Os números do ensino recorrente não são tão elevados. </li></ul><ul><li>Frequentam o 1º ciclo do ensino recorrente 2 839; </li></ul><ul><li>o 2º ciclo 1 503; </li></ul><ul><li>e o 3º ciclo 4 232 estudantes. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Saliente-se, entretanto, que em Portugal acolhemos imigrantes provenientes de mais de 180 países. </li></ul><ul><li>Na globalidade existem, nas escolas públicas portuguesas, alunos de 95 nacionalidades </li></ul>
  9. 9. Tendo como critério a origem e a língua dos pais, podemos distinguir quatro grandes grupos de alunos <ul><li>(a) alunos cujos pais têm o português como língua materna; faz parte deste grupo a maior parte dos filhos de portugueses e de brasileiros e de alguns africanos; </li></ul>
  10. 10. <ul><li>(b) filhos de pais para quem o português era, até à sua chegada a Portugal, uma língua estrangeira; fazem parte deste grupo os filhos de estrangeiros originários de países em que o português não é língua oficial; </li></ul>
  11. 11. <ul><li>(c) alunos cujos pais são originários de um país africano em que o português é língua oficial e que têm como língua materna uma língua africana (na maior parte dos casos, uma língua ou línguas do grupo bantu); fazem parte deste grupo os filhos de angolanos e da moçambicanos; </li></ul>
  12. 12. <ul><li>(d) alunos cujos pais são originários de um país em que o Português é língua oficial e que têm como língua materna ou como língua veicular uma língua crioula de base lexical portuguesa; fazem parte deste grupo os filhos de cabo-verdianos, de guineenses e de são-tomenses. </li></ul>
  13. 13. Tendo em consideração o conhecimento disponível sobre a população escolar em Portugal, podemos estabelecer cinco grandes grupos que, no que à língua portuguesa respeita, e que requerem atitudes diferentes por parte da escola:
  14. 14. <ul><li>alunos para quem o Português Europeu (PE) ou o Português Brasileiro (PB) sempre foi língua materna, língua de comunicação com os seus pares e foi sempre a língua da escola e da família; </li></ul>
  15. 15. <ul><li>2. alunos para quem a língua materna, a língua de comunicação com a família e com os seus pares, fora do ambiente escolar, não é nenhuma das variedades do português; </li></ul>
  16. 16. <ul><li>3. alunos, filhos de emigrantes portugueses recém-regressados a Portugal, para quem o português é língua materna, mas que não foi ou não foi sempre a língua da família, da escola e da comunicação com os seus pares; </li></ul>
  17. 17. <ul><li>4. alunos para quem a língua materna, a língua de comunicação com os seus pares e com a família, é geralmente um crioulo de base lexical portuguesa e, eventualmente, uma variedade do português; </li></ul>
  18. 18. <ul><li>5. alunos com um quadro linguístico complexo: a língua da primeira infância, de comunicação com os seus pares e com a família, é uma (ou mais do que uma) língua genética e tipologicamente afastada do português; em dado momento, esta língua pode ter sido abandonada e substituída por uma variedade não escolarizada de português. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>A escola é o espaço privilegiado para desenvolvimento da integração social, cultural e profissional das crianças e jovens recém-chegados. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>A responsabilidade das escolas/agrupamentos </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Realização da avaliação de diagnóstico de proficiência linguística e do perfil escolar do aluno; </li></ul><ul><li>Comunicação destas avaliações e seus resultados aos serviços regionais; </li></ul><ul><li>Constituição de grupos e sua permanente articulação com os conselhos de turma; </li></ul><ul><li>Acompanhamento permanente da integração dos alunos; </li></ul><ul><li>Avaliação da eficácia das medidas de integração; </li></ul><ul><li>Garantia da igualdade de condições de ensino e de apoio a todos os alunos; </li></ul><ul><li>Oferta de cursos livres das línguas e culturas representadas nas Escolas/Agrupamentos de escola; </li></ul><ul><li>Promoção da formação contínua de professores nesta área; </li></ul><ul><li>Desenvolvimento e divulgação de práticas com resultados positivos. </li></ul>
  22. 22. Bibliografia <ul><li>Perfis linguísticos da população escolar que frequenta as escolas portuguesas (DGIDC), 2005 </li></ul>

×