ANÁLISE DO LIVRO
A HISTÓRIA DA CASA BRASILEIRA

No livro A historia da casa brasileira Carlos Lemos aborda a relação entre...
higienizantes causando alteração também do Programa de Necessidades
(casas de banhos).
Mistura de estilos, com modelos Eur...
oriundas dos modismos internacionalizantes. A modernidade, então deve ter
início é na concepção ou na adoção de novos prog...
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Análise do livro a história da casa brasileira carlos lemos

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Análise do livro a história da casa brasileira carlos lemos

  1. 1. ANÁLISE DO LIVRO A HISTÓRIA DA CASA BRASILEIRA No livro A historia da casa brasileira Carlos Lemos aborda a relação entre Arquitetura e Antropologia na historia da arquitetura brasileira, desde o descobrimento até a arquitetura moderna. Os estudos da arquitetura e das chamadas funções de habitação nos permite compreender aspectos sociais, culturais e econômicos da sociedade Brasileira ao longo da historia . A presença da casa portuguesa se manifestou no Brasil através de sua aparência decorrente das técnicas, matérias e tentativas de repetir modismos. E foi mais forte em Salvador ( pelourinho) e Minas ( Ouro Preto). Arquiteturas Vernáculas, com seu próprio ³saber fazer´ uma sociedade providencia suas construções para atender seus usos e costumes. No Brasil temos duas vertentes de arquitetura vernácula: a rural e a urbana. Sincretismo, a ajuda indígena foi primordial. Superposições de funções em um mesmo espaço. Esse programa foi a base da casa dos bandeirantes que eram mamelucos. Acrescida de elementos da planta europeia, determinada por regras da Igreja Católica e do Código Civil europeu. ³Por exemplo, os breves papais impediam que se exercesse qualquer procedimento católico no âmbito familiar. Os oratórios e capelas deveriam ser separados e com acesso independente´, explica. Além disso, usos e costumes de origem árabe segregavam a mulher, determinando a separação do quarto de hóspedes, para hospedagem dos viajantes, hábito comum. Por isso, surgiu o alpendre central, com a capela à direita e o quarto de hóspedes à esquerda. ³A alcova é resultado da moral cristã´, Casas Coloniais. Instalações definitivas. Casas rurais, varandas ou alpendres dispersão das atividade em construções espalhadas pelo terreno. Casas urbanas praticamente tiveram a mesma planta pelo Brasil. Porem as técnicas construtivas foram diversificadas. Construções germinadas em terrenos estreitos e profundos. Sobrados haviam em todo o território brasileiro onde houvesse um rico. Geralmente escritórios, depósitos ficavam embaixo. Casas do sec. XIX Teve inicio após a chegada da corte portuguesa, novidades decorrentes da Revolução Industrial. Novas técnicas e novos materiais de construção abrindo a casa e propiciando mais insolação, ventilação e iluminação inclusive durante a noite. Novos hábitos, tertúlia, alterações
  2. 2. higienizantes causando alteração também do Programa de Necessidades (casas de banhos). Mistura de estilos, com modelos Europeus. Novidades, toda área de serviço no porão. Outro ponto era as Serviçais brancas que se alojavam ou nos porões ou em quartos ao lado da cozinha. Independência total das três áreas da casa. Divisão. ³Veio a moda do morar à francesa, introduzido por Ramos de Azevedo, que obedecia ao programa com três zonas de funções definidas: repouso, social e de serviços, que tem como coração a cozinha.´ A planta deveria satisfazer esse programa e prever uma circulação em que se pudesse ir de uma zona a outra sem passar na terceira. Para facilitar, surgiu o vestíbulo (ou hall), um cômodo de passagem com saída para as três zonas. ³Esse esquema durou até a chegada da arquitetura moderna, que não gosta muito disso. Então até certo ponto, voltou a satisfazer o programa antigo, de áreas superpostas´. Casas do sec. XX com a primeira guerra mundial em 1914 ocorreu um divisor de águas na arquitetura brasileira. Como não era mais possível importar matérias da Europa o Brasil passou a importar matérias dos Estados Unidos e até a nomenclatura inglesa aos poucos foi substituindo a francesa, e passamos a ter livings, halls, et c. A copa firmou-se como o centro da convivência da família e o radio. Essa copa, deixou sem uso a velha varanda e aos poucos foi abrangida entre as camadas mais baixas. Transformações na vida doméstica. Os anos de 30 e 40 foram aqueles que o modernismo chegou a arquitetura brasileira, o estilo art -deco. Percebe-se a ênfase que voltava a sala de jantar, para onde deitavam as portas não só as salas de estar e visitas, mas também os dormitórios e as áreas de serviço. A sala praça. Com a industrialização depois da Segunda Guerra mundial passou a uma nova modalidade de construção residencial aquela dita autoconstruída, levantada, quase sempre, sem um plano geral. Em todas essas novas moradas há o isolamento do local de dormir, sempre minimizado e o destaque do local de estar invariavelmente se confunde com a cozinha.Ocorre a superposição de atividades de estar, ou lazer e de serviço num mesmo espaço nas casas populares. Já a casa da classe média burguesa possui a superposição de estar e lazer coabitando com o dor mir. A televisão foi a responsável pelas fundamentais alterações na vida intima das famílias, logo de início a televisão invadiu a sala de visitas transformando -a em living-room. Uniu a sala de jantar e a sala de estar e foi o fim definitivo da sala de visitas. Arquitetura moderna, há muitos conceitos daquilo que seja moderno. Agrupando construções vinculadas ao ecletismo histórico e tbm construções
  3. 3. oriundas dos modismos internacionalizantes. A modernidade, então deve ter início é na concepção ou na adoção de novos programas de necessidade a serem satisfeitos por arquiteturas as mais variadas neste Brasil multifacetado, conforme as disponibilidades de cada um.

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