Estrutura das demonstraçoes

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Estrutura das demonstraçoes

  1. 1. Visão geral Apresentação da disciplina: Na disciplina Estrutura das Demonstrações Contábeis, vamos estudar a estrutura do Balanço Patrimonial e seus elementos: Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido e as demais demonstrações, DRE - Demonstração de Resultado do Exercício, DLPA - Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados, DFC – Demonstração de Fluxo de Caixa, DMPL – Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e as Notas Explicativas. Objetivos: Possibilitarao aluno a compreensão e interpretação da estrutura das Demonstrações Contábeis sob o conceito das normas de adequação da contabilidade dentro das exigências das IFRS - International Financial Reporting Standards, com obrigatoriedade a partir de 2010. Entender a importância da estrutura das demonstrações, dos componentes elementares dessa estrutura conforme conceito pré-estabelecido para o seu reconhecimento. Conteúdo Programático: 1. Estrutura das Demonstrações Contábeis 1.1 Objetivo e alcance das normas 1.1.2 Princípio das normas
  2. 2. 1.1.2.3 Princípios da contabilidade 1.1.2.3.4 Características qualitativas 1.2 Balanço Patrimonial 1.2.1 Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido 1.2.2 Conceitos de Ativo Circulante 1.3 Ativo Não Circulante 1.3.1 Conceito de Ativo não Circulante 1.3.2 Ativo a Longo Prazo 1.3.3 Investimento 1.3.4 Imobilizado 1.3.5 Intangível 2. Passivo 2.1 Passivo Circulante 2.2 Passivo não Circulante 2.3 Conceitos de Passivo Não Circulante 3 Patrimônio Líquido e Subclassificação 4. Contas de Resultado 4.1 Conceitos da Demonstração de Resultado do Exercício - DRE 4.1.2 Estrutura da Demonstração de Resultado do Exercício - DRE
  3. 3. 4.2 Demonstração de Resultado Abrangente – DRA 4.2.1 Estrutura da Demonstração de Resultado Abrangente 4.3 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados - DLPA 4.3.1 Estrutura das Demonstrações dos Lucros ou Prejuízos Acumulados - DLPA 4.4 Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL 4.4.1 Estrutura das Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL 4.5. Demonstrações de Fluxo de Caixa - DFC 4.5.1 Estrutura das Demonstrações de Fluxo de Caixa - DFC 4.6 Demonstrações dos Valores Adicionados - DVA 2.6.1 Estrutura das Demonstrações dos Valores Adicionados- DVA 4.7 Notas Explicativas e sua Obrigatoriedade – NE 4.7.1 Conceitos e Aspectos Legais das Notas Explicativas – NE Metodologia:
  4. 4. Os conteúdos programáticos ofertados nesta disciplina serão desenvolvidos por meio das Tele-Aulas de forma expositiva e interativa (chat - tira dúvidas em tempo real), Aula Atividade por Chat para aprofundamento e reflexão e WebAulas que estarão disponíveis no Ambiente Colaborar, compostas de conteúdos de aprofundamento, reflexão e atividades, de aplicação dos conteúdos e avaliação. Serão também realizadas atividades de acompanhamento tutorial, participação em fórum, atividades práticas e estudos independentes (auto-estudo) além do material impresso por disciplina. Avaliação Prevista: O sistema de avaliação da disciplina compreende em assistir a tele - aula, participação no fórum, produção de texto/trabalho no portfólio individual e em grupo, realização de duas avaliações virtuais, uma avaliação presencial embasada em todo o material didático, tele - aula e web aula da disciplina.
  5. 5. CIÊNCIAS CONTÁBEIS WEB AULA 1 Unidade 1 – Estrutura das Demonstrações Contábeis APRESENTAÇÃO Olá, sejam bem vindos ao 4º semestre do curso de ciências contábeis pelo sistema de ensino a distância. Neste semestre vamos estudar as características das demonstrações contábeis, visando conhecer as exigibilidades da legislação contábil independente de natureza jurídica e porte de uma entidade. No século XX com a revolução industrial e a multiplicação do comércio e os avanços da classe organizada, a contabilidade passou a ser obrigatória para trazer informações aos sócios e as entidades fiscalizadoras. Hoje com a globalização, o Brasil passou a ser parte das grandes potências mundiais, tanto na importação quanto na exportação. Com isto a contabilidade também sofreu grande impacto, o que fez com que as entidades de classe contábil se organizassem para adequar-se às normas internacionais da contabilidade. De princípio devemos entender qual é o papel da contabilidade, e a sua empregabilidade no dia a dia da humanidade. Digo humanidade porque não podemos desvincular a contabilidade da nossa vida pessoal, ainda que a mesma seja uma ciência de cunho administrativo empresarial,
  6. 6. também devemos lembrar que a contabilidade sempre foi e será usada na vida particular de cada indivíduo. A empresa é um ente formado pela vontade de pessoas que buscam interesses comuns e esses interesses tem como foco valores econômico para os sócios, ou para a manutenção da sua própria atividade. Por isso precisa de manutenção dos controles que possam dar garantias para os administradores, e neste quesito a contabilidade é fundamental. Desde os primórdios da humanidade, a contabilidade faz parte da vida do ser humano, ainda que, de maneira rudimentar, porém, com o passar do tempo a mesma também teve que passar por mudanças e adequações passando de controle rudimentar para controle sofisticado. Do ábaco ao computador. ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Com a Lei 11.638/07 a contabilidade veio a sofrer significativas mudanças na estrutura das Demonstrações Contábeis. A referida lei foi incisiva e trouxe profundas modificações na essência da contabilidade. Podemos dizer que esta lei foi um marco para as regras de classificação contábil, abandonando a velha cultura da contabilidade fiscal para uma contabilidade gerencial. Neste ponto houve uma grande evolução para a contabilidade. Os documentos contábeis passaram a ser contabilizados pela essência
  7. 7. econômica das operações que representam e não mais pela simples convenção legal. Dessa forma, a contabilidade torna-se efetivamente como ferramenta necessária à realização da administração de uma entidade. Antes da edição desta lei, os critérios contábeis eram baseados nos Princípios Fundamentais de Contabilidade, bem como em várias legislações tributárias. Com a edição da Lei 11.638/07 e da MP 449/08, que mais tarde transformou-se na Lei 11.941/09, o Brasil passou a adotar as normas internacionais de contabilidade, aderindo ao IFRS – International Financial Reporting Standards, com obrigatoriedade a partir de 2010. AS ADEQUAÇÕES DAS NORMAS Aqui então entra o CPC com seus pronunciamentos que teve como objetivo principal da sua criação o de buscar e viabilizara convergência das normas contábeis brasileiras aos padrões internacionais. Imbuídos neste objetivo de adequar a contabilidade brasileira às normas Internacionais, o CPC trouxe através de seu Pronunciamento (R1) novas regras para a estrutura das demonstrações contábeis. Este pronunciamento estabeleceu formas para elaboração das demonstrações contábeis, seguindo uma estrutura conceitual básica dentro das normas internacionais, as (IFRS) International Financial Reporting Standards. Estas mudanças trouxeram visíveis alterações nos elementos que compõe a estrutura das demonstrações contábeis. Com um olhar voltado para os usuários da contabilidade, o CPC buscou de uma forma abrangente defender os interesses desses usuários, definindo com especificidades quem são estes usuários. http://www.cpc.org.br/noticias14.htm OBJETIVO DAS NORMAS
  8. 8. Entendendo que a contabilidade é uma ferramenta que deve ter como foco apresentar aos seus usuários maior segurança na tomada de decisão, sejam aos empresários, a terceiros e ainda ao próprio governo. E que estes usuários embora possuam interesses comuns, seu objetivos são diferentes. Com este olhar empírico, o CPC determinou que a contabilidade contivesse na sua estrutura informações que deixem claro o evento ocorrido em um determinado período. Web aula 2 PRINCÍPIO DAS NORMAS Levando em conta os pré-supostos essenciais da contabilidade, o CPC determina que as demonstrações contábeis devem respeitar os princípios que norteiam a contabilidade. Esses princípios, também chamados de pilares da contabilidade, têm como base estabelecerum norte pelo qual as demonstrações contábeis deve se pautar. Já que estes princípios constituem a espinha dorsal de um Sistema Contábil organizado, vale compreendermos o significado de cada um conforme Resolução CFC 750/93 (atualizada pela resolução CFC 1.282/10), com o propósito de auxilio na elaboração da contabilidade, para preparo e apresentação das demonstrações contábeis, vislumbrando a convergência às Normas Internacionais de Contabilidade. www.cfc.org.br/sisweb/sre/docs/RES_1282.doc
  9. 9. Os princípios da contabilidade são divididos hoje em sete princípios segundo o Art. 3º da referida resolução (I)o da entidade; II) o da continuidade; III) o da oportunidade; IV) o do registro pelo valor original; V) o da competência; e VI) o da prudência. I) Princípio da entidade Este princípio de maneira bem simples trata da separação do patrimônio da entidade Pessoa Jurídica do patrimônio da Pessoa Física. Este princípio tenta proteger o patrimônio da empresa respeitando a Legislação brasileira que trata a Pessoa Jurídica como sendo uma pessoa distinta dos sócios da empresa. II) Principio da continuidade Este leva em conta que uma entidade, seja ela de qualquer natureza jurídica for, deve continuar com suas operações no futuro. Ainda que os lançamentos contábeis espelhem os eventos atuais. As demonstrações contábeis são preparadas com base neste pressuposto de que a entidade irá continuar suas operações sem a intenção de entrar em liquidação. Caso isto aconteça e a entidade entre em processo de liquidação a mesma deverá ser preparada com este fim. A contabilidade deverá manifestar essa intenção. III) Princípio da oportunidade Este princípio refere-se à mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio para produzir informações integras e tempestivas, ou seja, as informações contábeis tem que ser completa
  10. 10. e no tempo certo, dentro do prazo. A falta de observação deste princípio pode fazer com que a demonstração venha perder sua relevância. IV) Princípio do registro pelo valor original Este princípio determina que os componentes patrimoniais devam ser escriturados pelos valores originais das transações e expressos em moedas nacionais V) Principio da competência O princípio da competência determina que as transações e os eventos devam ser reconhecidos e escriturados no período do qual se refere independentemente do pagamento ou recebimento do mesmo. Este princípio pressupõe a simultaneidade da confrontação das despesas e receitas. VI) Princípio da prudência Este princípio determina que seja adotado o menor valor para o Ativo e o maior valor para o Passivo. Sempre que se apresentem situações igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. Este princípio determina que se tenham certas precauções nos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que os ativos e receitas não sejam superestimados e que o passivo e as despesas não venham a ser subestimados, apresentando maior confiabilidade no processo de avaliação das variações e mutações patrimoniais.
  11. 11. CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS Além dos princípios contábeis que devem ser respeitados pelas demonstrações contábeis, a mesma para ser útil, deve apresentar características qualitativas, ela deve ter relevância e representar com fidelidade o seu objetivo, ao qual se propõe. A utilidade desta informação passa a ser de plena confiança, quando além de ser qualitativas, ainda tem que possuir características qualitativas de melhoria e para isto elas devem ser comparável, verificável, tempestiva e compreensível. As características qualitativas fundamentais são: Relevância e Representação Fidedigna A relevância quer dizer que uma informação deve ser relevante, deve ser capaz de fazer diferença nas decisões que possam sertomadas pelo usuário da contabilidade. Além disso, a mesma precisa ter valor preditivo, ou valor confirmatório, ou os dois. Como valor preditivo a mesma precisa ser capaz de possibilitar uma previsão por parte do usuário utilizando-se das informações do passado e do presente, ou até futuros resultados. As informações contábeis têm valor confirmatório se a mesma for alimentada de forma a servir de feedback. Esses dois valores preditivos e confirmatórios estão inter-relacionados, ai a informação contábil que tem valor preditivo e também tem valor confirmatório. Por exemplo, uma informação sobre as receitas para o ano corrente pode ser usada para prever receitas para o ano futuro, assim como também pode ser comparada com previsões de receitas para o ano corrente que foram feitas nos anos anteriores. Os resultados dessas comparações podem auxiliar os usuários a corrigirem e a melhorarem os processos que foram utilizados para fazer tais previsões.
  12. 12. Outro ponto importante dentro da relevância da informação é a materialidade, uma vez que a informação é material, se a sua omissão ou se ainda a mesma for divulgada de forma distorcida, de maneira que venha a influenciar nas decisões que os usuários venham a tomar acerca de um evento em uma entidade específica da qual se refere a informação. Em outras palavras a informação deverá ser coerente com a realidade. As representações devem ser fidedignas não só apresentando um fenômeno, mas tem que representá-los com fidedignidade. Para que estas informações sejam fidedignas as mesmas têm que possuir as seguintes características: elas têm que ser completas neutras e livres de erros. Completas porque tem que contemplar todos os eventos ocorridos dentro da entidade em um determinado período; neutra porque a mesma tem que apresentar as informações tal como as mesmas acontecem dentro da entidade, livre de erros, sem que dê margem para desconfiança do usuário. Para que estas características sejam aplicadas de forma a trazerem maior segurança ao usuário. As mesmas podem e devem ser aplicadas paralelas às características de melhorias tal como instrui o próprio CPC 00(R1) itens de 13 a 19. “Comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade são características qualitativas que melhoram a utilidade da informação que é relevante e que é representada com fidedignidade. As
  13. 13. características qualitativas de melhoria podem também auxiliar a determinar qual de duas alternativas que sejam consideradas equivalentes em termos de relevância e fidedignidade de representação deve ser utilizada para retratar um fenômeno”. A comparabilidade oferece ao usuário que está tomando decisão comparar as informações com outras informações similares. Isto pode ser feito dentro de um período comparado com épocas diferentes, na mesma entidade ou com outra entidade que desenvolva atividades semelhantes. Por exemplo, uma determinada entidade que registra no seu ativo um aumento de oito por cento no período atual, contra cinco por cento no período anterior, dessa maneira a informação contábil está dando ao usuário da contabilidade a possibilidade de comparar que a mesma teve em sua movimentação um aspecto vantajoso.Se o mesmo ocorrer no passivo o mesmo usuário poderá ver que tal movimentação não foi tão vantajosa. Neste caso se o usuário for o administrador da entidade, o mesmo poderá mexer em pontos que possam melhorar as discrepâncias na atividade da empresa. Agora se o usuário for investidor, este poderá decidir com mais certeza se vale a pena ou não aplicar seu recurso em tal entidade, mas de qualquer forma isto permite ao usuário tomar decisões com coerência. Outro ponto importante é a verificabilidade. Esta permite que o usuário faça uma verificação na fidelidade da informação. Pode ser feito por diferentes observadores, ainda que estes não cheguem à mesma opinião, esta verificação pode ser feita tanto nas informações contábeis ali registradas, quanto no físico que originaram o fenômeno que a informação se propõe a representar. Quando a verificação for feita no físico ao qual o fenômeno se propõe a representar, isto pode ser chamado de verificação direta, exemplificando: fazer uma verificação no montante do caixa, por meio de contagem. Também temos a verificação indireta. Esta se faz através
  14. 14. de uma verificação em dados, por exemplo: verificar os registros que compõe a entrada no caixa, ou os resultados de uma aplicação financeira, até mesmo a checagem das entradas e saídas dos estoques de mercadorias. A tempestividade também pode ser muito útil na análise da qualidade da informação, isto significa que as informações têm que estar sempre em dia e atualizadas nas mãos do usuário que vai tomar a decisão. Um usuário não pode ter como base uma informação desatualizada, um fenômeno que ocorreu na entidade a qual se reporta em um período longínquo que já não mais influencia nos fatos atuais. Tempestividade fala das informações no momento ou dentro do período que a mesma venha a trazer efeitos significativos para o usuário. De que vale este saber que a entidade solveu um passivo antigo, se este não trouxe para atualidade mudanças no ativo da entidade. Não que esta informação deixe de ser fidedigna, pois ela pode servir para análise de tendências, mas não é tempestiva. A compreensibilidade é característica que determina que os relatórios contábeis sejam elaborados de forma que os usuários possam compreender. Porém mesmo assim jamais a mesma poderá deixar de informar todos os fenômenos ocorridos dentro da entidade. Muito embora as informações contábeis sejam feitas para pessoas que tenham conhecimento da atividade que executa, no caso dos sócios administradores, mas a mesma tem que ser compreensível. No entendimento do CPC as características qualitativas aliadas as característica de melhorias servem como base para que seja tomada uma decisão precisa, mas nenhuma das características pode ser útil se a informação não tiver fidedignidade, ou ainda relevância, ou se estiver fora dos critérios de análise dos princípios contábeis. Logo as informações contábeis devem e precisam ser completas respeitandoos princípios e as características, de forma a permitir que os usuários possam tomar decisões corretamente.
  15. 15. Esses usuários possuem interesses e competências distintas, por isso precisam que as demonstrações contábeis sejam preparadas para atendimento às necessidades comuns da maioria deles. Todavia as demonstrações contábeis não podem oferecer por si só todas as informações necessárias que os usuários possam necessitar para tomada de decisões econômicas, visto que as demonstrações contábeis refletem eventos ocorridos no passado. http://www.cpc.org.br/pdf/cpc_pronunciamentos_2011.pdf WEB AULA 1 Unidade 2 – Balanço Patrimonial Levando em conta as alterações impostas pela Lei, o CPC estabeleceu critérios para análise dos elementos que compões as demonstrações contábeis, definindo, por exemplo, os grupos da composição do Balanço Patrimonial. Para falarmos dessa adequação precisamos conhecer primeiramente o que é Balanço Patrimonial e de que forma o mesmo se compõe. Segundo o entendimento do CRC/PR em sua cartilha de Demonstrações Contábeis dos Aspectos Práticos de Elaboração e Apresentação Conceitual de Acordo com o IFRS pode-se dizer que o Balanço Patrimonial da entidade deve constar como regra geral a relação dos Ativos, Passivos, e as contas de Patrimônio Líquido, é a posição patrimonial e financeira da entidade. http://www.manoel.pro.br/2011_demonstracoescontabeis.pdf Compreendendo estas sabias palavras de definição do CRC sobre o que é Balanço Patrimonial, vamos entender agora os elementos que compõe um Balanço Patrimonial e como deve ficar sua estrutura. Os grupos que compõem o Balanço Patrimonial podem se definidos da seguinte maneira:
  16. 16. Ativo - é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que benefícios econômicos futuros fluam para a entidade. Passivo - é uma obrigação atual da entidade como resultado de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera resulte na saída de recursos econômicos. Patrimônio Líquido (PL) - é o valor residual dos ativos da entidade após a dedução de todos os seus passivos. Dessa forma entendido. O balanço patrimonial hoje traz em sua estrutura básica as seguintes divisões: Ativo Circulante e Ativo não Circulante, Passivo Circulante e Não Circulante e Patrimônio Líquido, conforme abaixo estruturado.
  17. 17. ATIVO CIRCULANTE Com a adequação dentro da nova estrutura o Balanço Patrimonial passou a possuir nos Ativos dois grandes grupos. Ativo Circulante e Ativo não Circulante. Da mesma forma ocorrem, no Passivo que possui Passivo Circulante e Passivo não Circulante além do Patrimônio Líquido. Fica assim definido pelo CPC que o ativo circulante deve ser aquele que oferece a entidade uma liquidez rápida, ou seja, um ativo capaz de ser transformado em condições para solvência de passivo. O primeiro item do ativo circulante devem ser os valores expressos em dinheiro ou títulos que podem ser transformados em dinheiro imediatamente como no caso dos montantes em cheques, classificados como Ativo Circulante Disponível. O ativo não Circulante: O que podemos entender é que a expressão não circulante vem para todos os ativos que não se enquadrem nos moldes da relação acima no recebimento dentro do período de doze meses após o encerramento do exercício social da entidade.
  18. 18. Realizável a Longo Prazo Vale ressaltar que o Ativo Realizável a Longo Prazo, não deve ser classificado como sendo um grupo do Balanço Patrimonial, más sim um subgrupo do Ativo não Circulante. Seguindo as regras do pronunciamento do CPC, o Ativo que não é Circulante, e não se encaixe como Disponível deve ser classificado como Não Circulante dentro do Subgrupo Realizável a Longo. Investimentos. O que se pode entender que seja as instalações, armazéns, prédio onde a entidade possua sua sede, ou ainda terrenos ou outros imóveis que sirvam para renda, porém, não faça parte da sua atividade econômica. Imobilizado, Este é um ativo que também está alocado neste grupo, mas não faz parte do investimento, e sim são produtos utilizados para produção da atividade fim da entidade. Podemos elencar neste grupo as ferramentas de uma indústria, as mesas e cadeiras do escritório, bem como os computadores, são bens utilizados para a execução da atividade, no entanto não são usados como bens da atividade. Ativo Intangível, estes também são bens da entidade, contudo não podem ser tocados. São valores que a entidade possui, mas não é físico, um bom exemplo é a marca e a patente da entidade. Também, podemos usar como exemplo os profissionais liberais legalmente constituídos,este tem como maior bem os clientes, no caso do escritório de contabilidade e advocacia, no caso dos médicos são seus pacientes, são bens que produzem valores, porém não podem ser tocados. Vejamos a estrutura do ativo:
  19. 19. Na contra partida do ativo está o passivo que também é dividido da mesma forma: Passivo Circulante e não Circulante, mais o Patrimônio Liquido. O passivo deve ser classificado como circulante quando satisfizer as exigências do CPC e fica assim distribuído no balanço patrimonial: Passivo Circulante: Para que se considere um e classifique um passivo como circulante o mesmo deve ter a exigência de liquidação durante o período do ciclo operacional da entidade e deve ser solvido ou liquidado em até doze meses após a data do encerramento do exercício social da entidade. Passivo não Circulante. Todos os demais passivos devem ser classificados como não circulante, desde que se enquadre no mesmo critério do ativo não circulante, sejam obrigações que venham a ser liquidadas em um período superior a doze meses após a data do encerramento do exercício social da entidade, geralmente empréstimos ou renegociação destes. Observem a estrutura do Passivo:
  20. 20. Após a definição de Passivo Circulante e não Circulante, deve-se elencar conforme subclassificação as contas do Patrimônio Líquido. Patrimônio Líquido: Como já definido refere-se de maneira simples o resíduo da diferença do Ativo e o Passivo, porém vamos entender que dentro do Patrimônio Líquido existem as subclassificações, vejamos a estrutura: Em primeira mão encontram-se as contas do Capita Social. O Capital Social: Aparece na contabilidade no grupo do patrimônio liquido, é um valor pertencente aos sócios da entidade. No caso da sociedade empresarial limitada, aparece em quotas de capital no caso das S/A.
  21. 21. Os Gastos com Emissão de Ações: São valores que a empresa dispende, não podem ser tratados como despesas operacionais, não aparecem na demonstração de resultado do exercício – DRE, mas é relacionada como conta redutora do capital social. Na conta capital social aparece o valor referente ao custo nominal das ações. A diferença, ou seja, o ágio deve aparecer na reserva de capital. Ágio é valor nominal da ação pelo que ela representa no capital da empresa. A reserva de capital: Corresponde a ganhos obtidos sem a contrapartida das despesas, não tramitam pelas contas de resultados, podem ser destinados ao aumento do capital social, pode ser utilizado para compensação de prejuízo, é mais comum nas sociedades por ação. Um exemplo de reserva de capital é o ágio na emissão de ações ou alguns incentivos fiscais. Reserva de lucro: São contas constituídas pela apropriação de lucros da entidade. Representam lucros reservados e constituem garantia e segurança adicional para a saúde financeira da entidade, porque são lucros contabilmente realizados que ainda não foram distribuídos aos sócios cotistas ou acionistas. Ações em Tesouraria: São ações da entidade adquirida pela mesma, deve ser registradas como contas redutoras do patrimônio líquido. São limitadas aos lucros acumulados e reservas, exceto reserva legal. Os Ajustes da Avaliação Patrimonial: Também fazem parte desse grupo. Esse ajuste faz parte do pronunciamento do CPC 10 que determina que este ajuste, ou seja, a diferença entre o valor do bem constante na contabilidade e o valor do bem ajustado deve constar no grupo patrimônio líquido na conta ajuste de avaliação patrimonial. Lucro ou Prejuízo Acumulado: Esta é a conta, que em síntese é o valor residual entre as receitas e as despesas apuradas através da DRE- Demonstração de Resultado do Exercício, que após considerar toda a
  22. 22. movimentação da entidade, pagamentos e recebimentos encontrando o saldo este deve ser transferidos para o grupo do Patrimônio Liquido. Web aula 4 DRE - Demonstração de Resultado do Exercício: Esta é uma peça da contabilidade que é apresentada separadamente do balanço patrimonial, mas que tem como objetivo apresentar o resultado da movimentação patrimonial da entidade, apurando as receitas e a despesas e chegando a um resultado final, o saldo do exercício, lucros ou prejuízo. A Demonstração de Resultado do Exercício tem como foco o confronto das Receitas e a Despesas. Apresentam as Receitas do Período, as deduções dos impostos, os custos e as despesas operacionais e não operacionais, apurando o lucro e os impostos. Segundo o critério estabelecido pelo CPC 26(R1) em seu pronunciamento a DRE- Demonstração de Resultado do Exercício deve vir junto a DRA- Demonstração de Resultado Abrangente. A DRA - Demonstração de Resultado Abrangente: Deve iniciar-se com o resultado apurado no ano anterior, mais o resultado auferido no exercício em questão.
  23. 23. Também deve ser apresentado a Demonstração de Resultado Abrangente Outra demonstração contábil que deve fazer parte da estrutura das demonstrações contábeis é a DLPA – Demonstração de Lucros ou
  24. 24. Prejuízos Acumulados, esta deve conter algumas informações imprescindíveis para que o usuário possa tomar decisões com segurança. DLPA- Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulado: Deve trazer em sua estrutura as seguintes informações: Demonstração do Fluxo de Caixa, fornecem informações acerca das alterações no caixa da entidade ou equivalente a caixa para um determinado período contábil.
  25. 25. Também faz parte das demonstrações contábeis a DMPL - Demonstração de Mutação do Patrimônio Líquido, muito embora se entenda que esta demonstração possa ser substituída pela DLPA- Demonstração de Lucros ou Prejuízo Acumulados.
  26. 26. om a nova regra e as adequações das normas, também passa a fazer parte destas demonstrações aDVA - Demonstração dos Valores Adicionais, que é um dos elementos do balanço social da entidade e tem como ponto central de seu foco demonstrar as riquezas criadas e sua distribuição.
  27. 27. É de caráter obrigatório para as empresas de Sociedade Anônimas de capital aberto, para as demais entidades tem caráter facultativo. Vejamos sua estrutura:
  28. 28. As Notas Explicativas – NE,contém informações adicionais as demonstrações contábeis, elas tem por princípio elucidar itens que possam gerar dúvidas ao usuário. São as notas explicativas que esclarecem aos usuários a complementação das informações contábeis. A Resolução do CFC 1.185/09 NBC TG26 trata das Notas Explicativas, fazendo menção da maneira com estas devem ser elaboradas. Com relação a sua obrigatoriedade a Lei 6.604/76 no seu Art. 176 § 4º determina que: "§ 4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício." http://www.crcsp.org.br/portal_novo/legislacao_contabil/resolucoes/Res1185.ht m No intuito de esclarecer quais as demonstrações são obrigadas a serem apresentadas no momento do encerramento do exercício social da
  29. 29. entidade, conforme esclarecimento do CRC/PR em sua cartilha. Pg. 49 e 50 http://www.crcpr.org.br/new/content/download/2011_demonstracoesContabeis. pdf

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