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Revista RBA Julho-Agosto 2014 - Entrevista com Kenneth Corrêa

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Najila Furlan entrevistou Kenneth Corrêa, para a edição de Julho-Agosto/2014 da Revista Brasileira de Administração (RBA).

Matéria: Mudança de Hábito

Publicada em: Negócios
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Revista RBA Julho-Agosto 2014 - Entrevista com Kenneth Corrêa

  1. 1. r e v i s ta b r a s i l e i r a d e a d m i n i s t r a ç ã o Ano XXIV • Nº 101 • Julho/Agosto de 2014 R$ 9,90 O exemplo de empreendedorismo a base de cupcakes e o líder desprendido que encoraja a inovação. Branding, uma força para a sua marca Ação e investimentos ajudam a fidelizar clientes, fornecedores e funcionários Personalidade e postura dão toque especial Quando os currículos são parecidos, traços pessoais passam a valer pontos Entrevista Adm. Sérgio Bezerra defende a criação de escolas técnicas profissionalizantes Pleito Sistema CFA/CRAs inicia os preparativos para realizar as suas eleições Vote consciente Participar do processo eleitoral é mais que demonstrar interesse pela política. Trata-se de uma opção que influencia de forma direta o futuro do Brasil 9 771517 200009 0 0 1 0 1
  2. 2. EMPRENDE-DORISMO POR_Nájia Furlan Mudança de hábito... O Brasil está deixando para trás o receio de empreender e os resultados começam a aparecer A té há bem pouco tempo, ter sucesso na pro-fissão significava encontrar a “vaga perfeita”, a posição mais alta em uma grande empresa, um emprego fixo, de preferência em empresa ou órgão público que, mediante concurso, de quebra ainda garan-tia a tão almejada estabilidade. Porém, assim como vêm mudando as características gerais da humanidade, muda também o perfil dos profissionais que, cada vez mais, o que querem mesmo é se encontrar; nem que para isso tenham que trocar o certo pelo risco de um mercado que, hoje em dia, também está mais “agitado”. O caminho para essa busca constante no setor profissional tem sido o empreendedorismo. Cada vez mais aumenta o número de pessoas que apostam em suas próprias ideias, dentro de empresas próprias, com novos negócios. Tem au-mentado no Brasil, assim como no mundo, a quantidade de pessoas arrojadas, que se propõem, que tentam e que fazem. Isso é, segundo o dicionário, ser empreendedor. E, como mostra uma pesquisa recente do Serviço Brasilei-ro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), “o brasileiro tem DNA empreendedor (43,5% sonham em ter um negócio próprio) e uma determinação férrea em ter sucesso”. Mas, afinal, o que tem mudado? O consultor do Sebrae Paraná Paulo Tadeu Graciano, res-ponde: “Antes abria-se um novo negócio por necessidade, em um mercado estagnado. Hoje, não. Isso se faz por opor-tunidade, em um mercado dinâmico e globalizado”. julho/agosto – 2014 | nº 101 21
  3. 3. Mudança de hábito Foto: La Imagem Segundo o especialista, hoje, quando se pensa em um novo negócio, é pre-ciso pensar em oferecer algo a mais – não apenas o melhor preço, o melhor serviço, o melhor atendimento; tem que ser uma boa proposta de valor. Isso que, segundo Tadeu, tem feito com que os empreendedores estejam ainda mais comprometidos com essa oportunida-de que está disposto a agarrar. Quando é a melhor hora para arriscar? Quem já passou por isso pode dizer: “Se você está numa empresa onde não há oportunidade de ter autonomia e conduzir atividades na direção que acha correta, a hora, com todos os in-centivos e conhecimentos disponíveis para novos negócios, é de correr para iniciar seu novo negócio! Não vai atra-palhar ter juntado um pouco de grana, e também conhecer bastante da área de atuação, para que você (que pro-vavelmente não vai começar com um time formado) tenha um valor real para agregar a alguém”, afirma o Admi-nistrador Kenneth Corrêa. Visão + garra = o sucesso de Kenneth Kenneth Corrêa tem 31 anos. É Admi-nistrador, formado pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), com pós-graduação em Gestão Empre-sarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Além de professor universitário de graduação e pós-graduação, ele tem experiência profissional nos segmentos de concessão de energia, imóveis, agro-negócio e consultoria. Pelas experiências que adquiriu e pela formação que fez questão de buscar, poderia ter sido um excelente empre-gado, executivo, em qualquer grande empresa. Porém, resolveu “arriscar”. Ele é um empreendedor. “Sempre pensei em ter meus próprios negócios! Já abri vários; alguns deram certo, outros não”, conta. A “aposta” certa veio em 2005, quando resolveu criar a empresa que, hoje, se trans-formou num grupo empresarial com atuação nacional. Como lembra Corrêa, a ideia começou com uma ligação de um amigo, que sabia que ele desenvolvia sites (como freelancer). “Ele me perguntou se eu poderia atender um amigo dele, que a família era dona de uma fábrica.” Com aquela oportunidade, aparente-mente simples, o Administrador enxer-gou longe. “Resolvi que seria melhor atender como empresa (apenas crian-do a marca) do que como freelancer. Fizemos isso em três sócios. Depois que vimos que as empresas que atu-avam no segmento à época não tinham boa qualidade de serviço (atendimento e produto), e que nossa equipe tinha os conhecimentos técnicos necessários, a visão de mercado para apoiar o cliente entregando uma solução e a gana de solucionar problemas, tínhamos um negócio”, revela o empresário. Ele mesmo admite que a ideia não era novidade. O diferencial foi enxergar o que muitos ainda não tinham sequer notado. “Foi uma oportunidade de mercado que vimos à época, agarra-mos com unhas e dentes, e construí-mos uma empresa. Aliamos a isso nos-sa experiência em gestão – eu e mais um sócio somos administradores de formação –, que nos ajudou a planejar o crescimento”, conta. A primeira empresa do grupo foi a Gestão Ativa Soluções Web, que ofe-rece Desenvolvimento Web + SEO, com sede em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Bastou sete anos de consolidação para partirem para a expansão. Em 2012, o grupo abriu uma filial comercial em São Paulo. Em 2013, passaram por um processo de fusão e adquiriram outra empresa. No co-meço deste ano já fizeram mais uma aquisição, formando o Grupo WTW. “Somos um grupo empresarial com mais de 50 pessoas e a motivação ago-ra é continuar construindo um grande negócio. Hoje meu desafio é evoluir do espírito empreendedor para a liderança empresarial e, principalmente, forma-ção de líderes em meu negócio, no qual minha experiência profissional prévia e na participação de alguns conselhos de administração têm me ajudado bas-tante”, comenta o Administrador. Ainda cheio de ideias, mas focado, hoje diretor comercial e de tecnologia do próprio grupo, Corrêa incentiva Paulo Tadeu Graciano, consultor do Sebrae Paraná: a abertura de um negócio deve se basear na oportunidade. 22 rba | revista brasileira de administração
  4. 4. O Brasil empreendedor De acordo com o Book de Pesquisas so-bre Micro e Pequenas Empresas (MPEs) Paulistas, apresentado no início deste ano, na Feira do Empreendedor Sebrae-SP, no Brasil, existem mais de cinco milhões de pessoas que são empresários. “O Estado de São Paulo possui 1,5 milhão desses ne-gócios (28,8% do total do país)”, estando à frente de países como Holanda, França, Bélgica, Dinamarca, entre outros. Segundo a pesquisa, quase metade desses negócios, no país, se encontram no setor do comércio. O segundo maior ramo dessas novas empresas (ainda pequenas e micro) está em serviços. Ainda são mais homens (67%) que mulheres (33%) esses empreendedores e, acreditem, os mais ve-lhos estão arriscando muito mais: em sua maioria, os empreendedores brasileiros se encontram na faixa etária entre 35 e 64 (69%). Os mais jovens – de 25 a 34 anos – representam 23% do total. Outro dado interessante é que o empre-endedor pode não querer montar uma empresa; hoje também é grande o número de microempreendedores individuais: são 3,6 milhões de pessoas no Brasil. Para quem quer empreender, o consultor do Sebrae Paraná, Paulo Tadeu Graciano, orienta: “Se já me planejei, já pesquisei, já fiz tudo o que depende de mim. Aí é hora de arriscar. Se o mercado estiver aquecido, ótimo. Se não, vou precisar apenas me esforçar um pouco mais e ser mais agres-sivo para conquistar a minha porção. Po-rém, vou ter garra para isso, pois vou estar fazendo algo pelo qual tenho excelência e, principalmente, paixão”, afirma. massa. Elas têm espaço para isso. Fora isso, agora que estamos maiores já te-mos uma rede de fornecedores dentro e fora do país que já depende do giro de negócios gerados pelo grupo, estamos ajudando algumas empresas a crescer, além dos clientes que estão começan-do seus negócios, desde um pequeno negócio “físico” que precisa de um site para aparecer para seus clien-tes, até negócios virtuais (como um eCommerce), que existem apenas online”, afirma o empresário. Para encurtar essa história de sucesso – pelo menos aqui no texto –, não é só uma boa ideia que faz o futuro de um empreendedor. Como Corrêa mesmo garante, o negócio é executar e poder contar com um bom time, “que esteja envolvido em transformar a boa ideia em um negócio promissor”. Ou seja, a inspiração não basta. Tem que trans-pirar (e “perseverar, independente-mente das adversidades”). outras pessoas a empreender, tan-to os profissionais da própria equipe quanto de outras empresas. “Na em-presa temos várias pessoas com perfil empreendedor. São pessoas que estão num ambiente com oportunidades de negócio, em que elas podem se anteci-par aos fatos e também botar a mão na Foto: Arquivo Pessoal Adm. Kenneth Corrêa, o empreendedor aliou experiência em gestão com a oportunidade de mercado. julho/agosto – 2014 | nº 101 23

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