Climatologia da Região Norte

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Trabalho apresentado na disciplina de Climatologia, curso de geografia da Universidade Estadual de Roraima - UERR.

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Climatologia da Região Norte

  1. 1. CLIMATOLOGIA DA REGIÃO NORTE Prof. Kelson da Luz
  2. 2. Introdução  A história da região Norte do Brasil foi decisiva para a formação do atual estado nacional e seu contexto geográfico estratégico no contexto continental.  Os primeiros habitantes da região Norte, como no resto do país, foram os indígenas, que compartilhavam uma diversificada quantidade de tribos e aldeias, do período pré-colombiano até a chegada dos europeus.
  3. 3. Introdução  Durante as décadas de60, 70 e 80, os governos militares implantaram um grande plano de integração dessa região com as demais regiões do Brasil, incluindo a construção de várias rodovias (como a rodovia transamazonica), instalação de indústrias e a criação da Zona franca de Manaus.
  4. 4. Introdução  Nas três ultimas décadas deste século os homens tem chegado a Amazônia com uma bagagem de ciência e tecnologia, procurando solucionar problemas como doenças, o transporte fluvial, aumentar a produção de alimentos e ao desenvolvimento industrial.(...) capital e infraestrutura comercial não são suficientes para transformar o inferno amazônico em um paraíso.  (...) as desvantagens físicas que oprimem a Amazônia , decorrem mais do emprego de técnicas inadequadas a realidade geográficas das regiões quentes e úmidas. Soma se a esta circunstância o fato de que dentre os elementos físicos que configura a geografia amazônica, o clima figura como um dos elementos dos menos conhecidos. Então estudaremos os aspectos climatológicos nesta região.
  5. 5. Principais sistemas da circulação atmosférica.  A região é cortada, de um extremo a outro, pelo Equador e caracteriza-se por baixas altitudes (0 a 200 m). São quatro os principais sistemas de circulação atmosférica que atuam na região, a saber: sistema de ventos de Leste (E) a Nordeste (NE) dos anticiclones subtropicais do Atlântico Sul e dos Açores, geralmente acompanhados de tempo estável; sistema de ventos de Oeste (O) da massa equatorial continental (mEc); sistema de ventos de Norte (N) da Convergência Intertropical (CIT); e sistema de ventos de Sul (S) do anticiclone Polar.
  6. 6. Sistema de ventos Leste (E) a Nordeste (NE) dos anticiclones subtropicais do atlântico Sul e dos Açores- Tempo estável.  Em virtude de possuírem uma subsidência superior e consequente invasão de temperatura, tais ventos são acompanhados de tempo estável.
  7. 7. Sistema de ventos de W da mEc ou linha de IT- Tempo estável.  No setor ocidental predomina a massa de ar equatorial (mEc), Formada pela convenção termodinâmica dos ventos de NE do anticiclone dos Açores e da convergência intertropical (CIT).
  8. 8. Sistema de ventos de N da CITTempo instável.  Outro sistema de circulação muito importante vem do norte, e é representado pela invasão da (CIT), zona de convergência e do anticiclone do Atlântico Sul. Tais correntes, são responsáveis por aguaceiros, tem sua posição media sobre o hemisfério Norte.  No interior desta massa de ar, as chuvas são provocadas por pressões dinâmicas denominadas linhas de instabilidades tropicais (IT) induzidas em pequenas dorsais.
  9. 9. Sistemas de ventos de S do anticiclones ou frete polar- Tempo instável.  Finalmente , os sistemas de correntes perturbadas de S. Tais correntes são representadas pela invasão dos anticiclones polar com sua descontinuidade frontal, denominada de frente polar.  A fonte desses anticiclones é a região polar de superfície gelada, constituída pelo continente antártico e pela banquisa fixa.
  10. 10. DOMÍNIO DE TEMPERATURAS ELEVADAS A Região Norte apresenta características que favorecem o clima quente e úmido. Ex: cortada de um extremo ao outro pelo paralelo do Equador; enorme massa liquida e a existência de calor favorecem a evaporação, assim é bastante úmida. *Temperaturas médias anuais entre 24° a 26°C.
  11. 11. Temperaturas diferenciadas na Região Norte  Restritas áreas apresentam temperaturas médias anual inferior a 24°C. Ex: sudoeste da região ( pela participação de massa polar) e áreas serranas da chapada dos Parecis, em Rondônia ( pela altitude bem acima da região) Fonte:espacodageografia.spaceblog.com.br Fonte:detetivesnobrasil.com.br
  12. 12. Fenômeno climático friagem  As temperaturas despencam com a invasão do anticiclone polar móvel (relativamente frio forma-se nas altas latitudes, no ar polar continental ou ártico) de trajetória continental, muito comum no inverno, costuma atingir os estados do Acre, Rondônia e parte do Amazonas. Sua duração média é de 3 a 4 dias.  Vejamos:
  13. 13. Temperatura média do ano ( ° C) Fonte: Adalberto Serra; Atlas climatográfico
  14. 14. Temperatura máxima absoluta do ano (°C) Setembro e outubro meses mais quentes temperatura varia de 36° a 42°C.
  15. 15. Temperatura mínima absoluta do ano (°C) Junho, julho e agosto: meses mais amenos temperatura varia de 12° a 22°C.
  16. 16. Média das mínimas de julho (°C)
  17. 17. Amplitude térmica diurna na Amazônia  A expressão Amplitude Térmica designa a diferença entre a temperatura máxima e a temperatura mínima registada num determinado período de tempo. No caso da amplitude térmica diária, refere-se à diferença entre a temperatura máxima e mínima de um dia.  Tomando como base as médias das máximas e mínimas diárias foi constatado que a média da amplitude térmica da Região Norte durante o ano, varia muito, entre 8º e 14° C.
  18. 18. Fatores que governam o curso diurno da temperatura e o contraste na região  Vento e sua velocidade;  Topografia;  Altitude;  Natureza do solo e a nebulosidade. Contraste na Região Norte: a topografia e a altitude baixa favorecem o aumento da amplitude térmica diurna, entretanto o solo profundo e coberto por vegetação de selva e a rede de rios e lagos, além da forte nebulosidade durante todo ano, agem no sentido contrário.
  19. 19. Domínio de chuvas abundantes  A região norte apresenta o clima mais úmido do Brasil, sendo comum a ocorrência de fortes chuvas.  Isto ocorre principalmente no litoral do Amapá, na foz do rio Amazonas e no setor ocidental cuja pluviosidade excede 3.000 mm
  20. 20. Dois sistemas de circulação  Existe ainda um corredor menos chuvoso de orientação NW-SE (noroeste-sudeste) que corresponde a região de Roraima a leste do Pará, passando pela zona do médio Amazonas  Já as áreas que ocorrem maior pluviosidade são onde-se dá a sobreposição das chuvas de W (Oeste)
  21. 21. Domínio de chuvas abundantes  O regime de chuvas na região é bem marcado, havendo um período seco, de junho a novembro, e outro com grande volume de precipitação, Dezembro a Maio
  22. 22. Quanto a sua distribuição Mapa1: www.nordesterural.com.br acessado dia 27.11.12 as 10:24
  23. 23. Roraima  Roraima e o extremo setentrional do estado do Amazonas constitui um caso a parte: Devido sua localização; Apresenta nos meses de Maio, Junho e julho precipitação máxima
  24. 24. Roraima  A leste de Roraima possui de 4 a 5 meses secos, decorrentes da rarefação das chuvas do sistemas de W (oeste)
  25. 25. Mapa2: www.portalbrasil.net Acessado dia 27.11.12 às 10:27
  26. 26. Desvio pluviométricos anuais em relação a Normais  É a dinâmica de comportamento comparada de um ano a outro (p.382)  Na região norte a média para os desvios pluviométricos anuais, em relação às normais, tanto para positivo quanto para negativo, ultrapassa 15%.
  27. 27. Principais fatores que determinam os tipos climáticos na região norte  Configuração geográfica: sua maior extensão se dispõe nas proximidades da linha do equador  Extensão territorial  A Região Norte possui extensão territorial de 3.853.322,2 quilômetros quadrados, correspondendo a, aproximadamente, 45% da área total do Brasil
  28. 28. Principais fatores que determinam os tipos climáticos na região norte Dinâmicas das massas e frentes: mEc: massa de ar equatorial continental mTc: massa de ar tropical continental mPa: massa de ar polar atlântica mTa: massa de ar tropical atlântica mEa: massa de ar equatorial atlântica
  29. 29. Principais fatores que determinam os tipos climáticos na região norte
  30. 30. Principais Diferenciações Climáticas  Regime de Temperatura Clima Quente Temperatura Média superior a 22⁰C.
  31. 31. • Durante o inverno (hemisfério sul) toda a área meridional da Região Norte, em especial o sudoeste (Acre, Rondônia e parte do Amazonas), é frequentemente invadida por anticiclones originários de altas latitudes. • No entanto, esses fenômenos não chegam a alterar, de modo significante, as médias mensais em virtude das constantes temperaturas elevadas. http://climanalise.cptec.inpe.br/~rclimanl/boletim/cliesp10a/fig3_9.ht
  32. 32. Regimes Térmicos e Pluviométricos Segundo Nimer (1989) Domínios Subdomínios Variedades  Regimes Térmicos e Pluviométricos Segundo Climáticos Climáticos Climáticas (1989) Superúmido Quente Nimer Sem seca Com subseca Úmido Tipo Equatorial De 1 a 2 meses secos De 3 meses secos Semiúmido De 4 a 5 meses secos Tropical
  33. 33. “Pela curva ombrotérmica de Gaussen são identificadas três subclasses climáticas: • clima xeroquimênico — clima tropical, caracterizado por um período seco e um período úmido, marcado por chuvas torrenciais na estação quente. •Clima Xeroquimênico em transição para xerotérico — é também um clima tropical caracterizado por um período seco na primavera e um período úmido bem acentuado no fim do verão. •Clima Termoxérico — É um clima equatorial com temperatura do mês mais frio superior a 20°C e com chuvas influenciadas por duas frentes amazônicas que determinaram a falta de período seco.” Projeto Radam Brasil, 1973, p. 1/10
  34. 34. Clima- Estado de Roraima Classificação de Koppen: A- Clima Tropical •Af- Clima Tropical úmido ou equatorial •Am- Clima de monção •Aw- Clima tropical em estação seca http://www.portalroraima.rr.gov.br
  35. 35. Referências Bibliográficas  Brasil. Departamento Nacional de Produção Mineral. Projeto Radam. Geologia, geomorfologia, solos, vegetação e uso potencial da terra. Rio de Janeiro: 1973.  Nimer, Edmon. Climatologia do Brasil. 2.ed. Rio de Janeiro: IBGE, Departamento de Recursos Naturais e Estudos Ambientais, 1989.  Nobre, P., 1994. Variabilidade Climática sobre o Atlântico Tropical. Parte II: Estudo de Casos. Congresso Brasileiro de Meteorologia, 8:10-14. Belo Horizonte-MG. Anais II.
  36. 36. Referências Bibliográficas  http://climanalise.cptec.inpe.br/~rclimanl/boletim/cliesp10a/fig3_9.ht ml (acessado dia 25.11.12)  http://g1.globo.com/jornal- nacional/influenciadaamazonia  (acessado dia 25.11.12 )  http://www.hjobrasil.cr/brasil/regioes/preparando/regiao-norteclimaom.br; (acessado dia 25.11.12)  http://www.nordesterural.com.br (acessado dia 27.11.12 às 10:27)  http://www.portalbrasil.net (acessado dia 27.11.12 às 10:27)  http://www.portalroraima.rr.gov.br (acessado dia 25.11.12)  http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/climas-do-brasil/climasdo-brasil-2.php (acessado 27.11.12)  http://www6.cptec.inpe.br/products/climanalise/cliesp10a/chuesp.ht ml (acessado 27.11.12)

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