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Lição 8
“E terás confiança, porque haverá
esperança;
olharás em volta e
repousarás seguro.” (Jó 11.18)
Segundo as Escrituras, até mesmo
o justo passa por tribulação.
Segunda – Jó 11.4 É possível autojustificar-se diante de
Deus?
Terça – Jó 11.5,6 Quem pode conhecer a verdadeira
sabedoria de Deus?
Quarta – Jó 11.7,8 Quem pode desvendar o mistério de
Deus?
Quinta – Jó 11.9,10 Quem poderá impedir os planos de
Deus?
Sexta – Jó 20.4,5 O júbilo dos ímpios é breve e a alegria
dos maus é momentânea?
Sábado – Jó 20.6,7 O ímpio, por ventura, desaparecerá?
Jó 11.1-10; 20.1-10
1 – Então, respondeu Zofar, o naamatita, e disse:
2 – Porventura, não se dará resposta à multidão de
palavras? E o homem falador será justificado?
3 – Às tuas mentiras se hão de calar os homens? E
zombarás tu sem que ninguém te envergonhe?
4- Pois tu disseste: A minha doutrina é pura; limpo
sou aos teus olhos.
5 – Mas, na verdade, prouvera Deus que ele falasse
e abrisse os seus lábios contra ti,
7 – Porventura, alcançarás os caminhos de Deus ou
chegarás à perfeição do Todo-Poderoso?
8 – Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que
poderás tu fazer? Mais profunda é ela do que o
inferno; que poderás tu saber?
9- Mais comprida é a sua medida do que a terra; e
mais larga do que o mar.
10 – Se ele destruir, e encerrar, ou juntar, quem o
impedirá?
6- e te fizesse saber os segredos da sabedoria, que
é multíplice em eficácia; pelo que sabe que Deus
exige de ti menos do que merece a tua iniquidade.
1 – Então, respondeu Zofar, o naamatita, e disse:
2 – Visto que os meus pensamentos me fazem
responder, eu me apresso.
3 – Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas
o espírito do meu entendimento responderá por
mim.
4- Porventura, não sabes tu que desde a
antiguidade, desde que o homem foi posto sobre a
terra,
5 – o júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos
hipócritas, apenas de um momento?
Jó 20
6- Ainda que a sua altura suba até ao céu, e a sua
cabeça chegue até às nuvens,
7 – como o seu próprio esterco perecerá para
sempre; e os que o viam dirão: Onde está?
8 – Como um sonho, voa, e não será achado, e será
afugentado como uma visão da noite.
9- O olho que o viu jamais o verá, nem olhará mais
para ele o seu lugar.
10 – Os seus filhos procurarão agradar aos pobres,
e as suas mãos restaurarão a sua fazenda.
Nesta lição veremos o discurso de Zofar, o
último amigo de Jó a falar na série de
debates (Jó 11; 20). Ele insistirá na tese de
que o justo não passa por tribulação, à
semelhança do que pensavam seus amigos
Elifaz e Bildade.
1. Deus grande e sábio.
Por outro lado, os bons jamais passam por
tribulação.
Deus grande e sábio.
Zofar defende que o
sofrimento de Jó fazia
parte de um sábio
julgamento divino,
pois, para ele, Deus
demonstra grande
sabedoria em
reprimir os maus.
1. Deus grande e sábio.
Para Zofar, se alguém deve algo tem de pagar. Com
dureza, o terceiro amigo de Jó não demonstra a
mínima compaixão pelo sofrimento do patriarca de
Uz ao acusá-lo de que se comporta como um
animal irracional, um jumento que não tem
entendimento (11.12)
ao não perceber a sabedoria divina na condução
das coisas. Para Zofar, Jó valeu-se na sua defesa de
palavras exageradas (11.2),desrespeitosas (11.3), cheias
de justiça própria (11.4) e ignorantes sobre as
coisas de Deus (11.5,6).
2. Deus não é indiferente à ação do ímpio.
O terceiro amigo de Jó acreditava que ele havia se
autodeclarado “puro” e “sem culpa. Cria também
que Deus não é indiferente à ação do ímpio como
Jó parecia ter sugerido. Assim, para Zofar, se Deus
debatesse com Jó, como era desejo deste, então
não haveria dúvidas de que Ele ficaria contra o
patriarca e não ao seu favor. Nesse embate, Deus
revelaria a Jó os segredos de sua sabedoria e o
homem de Uz veria que Ele estava sendo sábio em
tratá-lo como merecia. Logo, Jó seria condenado.
3. Tolos se passando por sábios.
Jó reage com ironia à “sabedoria” defendida
anteriormente por seus amigos e agora por Zofar.
Este, juntamente com seus amigos, havia se
levantado como legítimo representante do
verdadeiro saber.
3. Tolos se passando por sábios.
Zofar, pois, pretende representar o próprio Deus
em seu discurso (Jó 13). Todavia, Jó está
convencido de que isso não passava de
charlatanismo: “Vós, porém, sois inventores de
mentiras e vós todos, médicos que não valem
nada” (Jó 13.4). Ele, portanto, está resoluto em
deixar os amigos e ir à procura de Deus: “Mas eu
falarei ao Todo-Poderoso; e quero defender-me
perante Deus.” (Jó 13.3).
3. Tolos se passando por sábios.
O patriarca estava certo de que havia uma
sabedoria do alto, que seus amigos
desconheciam por completo, e, quando revelada,
ficaria ao seu lado (cf. cap.28).
No lugar dos julgamentos dos homens, há uma
sabedoria do alto que sonda os corações dos que
são chamados pelo nome do Senhor, pois Este
não vê como os homens veem (1 Sm 16.7).
Nos versículos 13-20
do capítulo 11, Zofar
conclui seu discurso
sobre a situação de
Jó. Ele não tem
dúvidas de que o
patriarca está em
pecado e, por isso, a
única forma de ele se
restabelecer é por
meio de uma
purificação moral.
Zofar, portanto, conclama Jó ao
arrependimento e conversão. Ele
enumera três passos para que
isso aconteça: conduta correta
(v.13); oração (v.13) e renúncia
ao pecado (11.14).
1. Purificação moral
Então, segundo Zofar, se Jó cumprisse essas condições,
reconhecendo que estava em pecado, Deus o restauraria
de sua miséria. Entretanto, a ideia de arrependimento de
Zofar é mais de natureza externa do que interna. O que
está em vista é uma teologia do moralismo salvífico em
vez da graça divina. Nesse aspecto, o arrependimento não
passava de um mero ritual. Na teologia de Zofar a simples
prática desses ritos traziam consigo o poder de conferir o
favor divino. Na verdade, isso era o que se conhece hoje
como legalismo religioso.
1. Purificação moral
2. É possível negociar com Deus?
Estudiosos
destacam que
Zofar tenta
induzir Jó a
negociar com
Deus a fim de se
ver livre de suas
dificuldades.
2. É possível negociar com Deus?
Era exatamente isso que Satanás desejava que
Jó fizesse (Jó 1.9). O Diabo acusou Jó de ter uma
fé interesseira, com base nas promessas de
prosperidade em troca de sua obediência. Se Jó
tivesse seguido o conselho de Zofar, teria feito
exatamente o que o Inimigo queria.
3. A angústia de Jó.
Diante das insistentes acusações dos amigos e do
silêncio de Deus, Jó dá sinais desânimo. Ele
manifesta de vez toda a sua condição humana. O
justo sofre!
Se Jó seguisse o conselho de Zofar estaria assinando um
termo de confissão. Assumindo algo que não havia feito.
Ele sabia de sua integridade e, por isso, não se sujeita a
esse capricho do amigo. Isso o lança num dilema
angustiante. No capítulo 14, ele demonstra que sua
esperança está desvanecendo, comparando-se a uma flor
que é cortada, uma sombra que desaparece e um
empregado que trabalha, mas que logo é dispensado.
Qual o sentido da vida nessas circunstâncias? Haveria
esperança? Jó parece estar desiludido. Até mesmo uma
árvore quando tem seu tronco cortado volta a ter brotos
novamente, mas isso não acontecia com o homem.
Nesse aspecto, o homem se assemelhava mais a água
que evapora ou que se infiltra na terra. Diante desse
quadro, Jó se pergunta: “Morrendo o homem,
porventura, tornará a viver?” (Jó 14.14). Era a pergunta
de um homem crente e piedoso, porém, angustiado, que
não tem medo de expressar sua verdadeira condição
humana.
3. A angústia de Jó.
1. O castigo dos maus.
O capítulo 20 contém o segundo discurso de Zofar. Nele,
Zofar lembra a Jó que a aparente prosperidade dos ímpios
não passa de ilusão e dura apenas um instante. Na verdade
ele repete o que os seus outros amigos já há muito vinham
dizendo (Jó 20.5).
Os versículos 12 a 14 desse mesmo capítulo são
usados por Zofar para comparar o deleite do ímpio
à uma comida envenenada. Ela pode saciar, mas
proporcionará uma digestão trágica (Jó 20.14).
Dessa forma, tudo o que o ímpio adquiriu de forma
desonesta e pecaminosa terá que devolver e
restituir (Jó 20.18). Esse ímpio terá como
adversário o próprio Deus, que o julgará e punirá
(Jó 20.27-29).
1. O castigo dos maus.
2. Jó diante de um paradoxo.
O capítulo 21 traz a resposta de Jó ao argumento de
Zofar. Para o patriarca a tese de Zofar de que os ímpios
são sempre punidos era contraditada pela experiência.
2. Jó diante de um paradoxo.
Os ímpios poderiam sim ser punidos, mas isso nem
sempre parecia acontecer, conforme descrito: “Por que
razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se esforçam
em poder?” (Jó 21.7). Jó havia constatado que os ímpios
pareciam gozar de longevidade e prosperidade (Jó 21.8).
Além de terem vida longa, eles passavam seus dias em
total regalia e morriam em total felicidade, como
podemos constatar neste versículo: “Passam eles os seus
dias em prosperidade e em paz descem à sepultura”
(Jó 21.13).
3. A verdade vem à tona.
A lei da retribuição não
se aplica a todas as
esferas da existência
humana nem explica os
caminhos soberanos do
Altíssimo, pois Deus
também “faz que o seu
sol se levante sobre
maus e bons e a chuva
desça sobre justos e
injustos” (Mt 5.45).
Vimos como Jó continua sua defesa
contra os argumentos de seus
amigos, que insistem em acusá-lo
de pecado. Ele está convencido de
que é inocente e que não cometeu
nada que justifique tamanho
sofrimento. Os amigos de Jó, por
desconhecerem as razões de seu
sofrimento, o acusam de forma
impiedosa; e patriarca, por
desconhecer a ação de Deus nesse
episódio, chega ao limite do
desespero e desesperança.
Todavia, como das
outras vezes, mesmo
angustiado e não
sabendo como Deus
permite tudo isso, Jó
não diz palavras
blasfematórias
contra o seu Criador.
1- O que Zofar defende?
Zofar defende que o sofrimento de Jó fazia parte de um
sábio julgamento divino, pois, para ele, Deus demonstra
grande sabedoria em reprimir os maus.
2- De quê Jó estava certo?
O patriarca estava certo de que havia uma sabedoria do
alto, que seus amigos desconheciam por completo, e,
quando revelada, ficaria ao seu lado (cf. cap.28).
3-Quais os três passos que Zofar enumera para que Jó
supostamente se arrependesse e convertesse?
Ele enumera três passos para que isso aconteça: conduta
correta (v.13); oração (v.13) e renúncia ao pecado (11.14).
4-Que sinais o patriarca Jó dá diante das acusações dos
amigos e do silêncio de Deus?
Diante das insistentes acusações dos amigos e do silêncio
de Deus, Jó dá sinais de desânimo (cap.12–13).
5-O que Jó havia constatado em relação aos ímpios?
Jó havia constatado que os ímpios pareciam gozar de
longevidade e prosperidade (Jó 21.8).
Lição 8 - A Teologia de Zofar: O Justo não Passa por Tribulação?

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Lição 8 - A Teologia de Zofar: O Justo não Passa por Tribulação?

  • 2. “E terás confiança, porque haverá esperança; olharás em volta e repousarás seguro.” (Jó 11.18)
  • 3. Segundo as Escrituras, até mesmo o justo passa por tribulação.
  • 4. Segunda – Jó 11.4 É possível autojustificar-se diante de Deus? Terça – Jó 11.5,6 Quem pode conhecer a verdadeira sabedoria de Deus? Quarta – Jó 11.7,8 Quem pode desvendar o mistério de Deus? Quinta – Jó 11.9,10 Quem poderá impedir os planos de Deus? Sexta – Jó 20.4,5 O júbilo dos ímpios é breve e a alegria dos maus é momentânea? Sábado – Jó 20.6,7 O ímpio, por ventura, desaparecerá?
  • 5. Jó 11.1-10; 20.1-10 1 – Então, respondeu Zofar, o naamatita, e disse: 2 – Porventura, não se dará resposta à multidão de palavras? E o homem falador será justificado? 3 – Às tuas mentiras se hão de calar os homens? E zombarás tu sem que ninguém te envergonhe? 4- Pois tu disseste: A minha doutrina é pura; limpo sou aos teus olhos. 5 – Mas, na verdade, prouvera Deus que ele falasse e abrisse os seus lábios contra ti,
  • 6. 7 – Porventura, alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-Poderoso? 8 – Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer? Mais profunda é ela do que o inferno; que poderás tu saber? 9- Mais comprida é a sua medida do que a terra; e mais larga do que o mar. 10 – Se ele destruir, e encerrar, ou juntar, quem o impedirá? 6- e te fizesse saber os segredos da sabedoria, que é multíplice em eficácia; pelo que sabe que Deus exige de ti menos do que merece a tua iniquidade.
  • 7. 1 – Então, respondeu Zofar, o naamatita, e disse: 2 – Visto que os meus pensamentos me fazem responder, eu me apresso. 3 – Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas o espírito do meu entendimento responderá por mim. 4- Porventura, não sabes tu que desde a antiguidade, desde que o homem foi posto sobre a terra, 5 – o júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos hipócritas, apenas de um momento? Jó 20
  • 8. 6- Ainda que a sua altura suba até ao céu, e a sua cabeça chegue até às nuvens, 7 – como o seu próprio esterco perecerá para sempre; e os que o viam dirão: Onde está? 8 – Como um sonho, voa, e não será achado, e será afugentado como uma visão da noite. 9- O olho que o viu jamais o verá, nem olhará mais para ele o seu lugar. 10 – Os seus filhos procurarão agradar aos pobres, e as suas mãos restaurarão a sua fazenda.
  • 9. Nesta lição veremos o discurso de Zofar, o último amigo de Jó a falar na série de debates (Jó 11; 20). Ele insistirá na tese de que o justo não passa por tribulação, à semelhança do que pensavam seus amigos Elifaz e Bildade.
  • 10. 1. Deus grande e sábio. Por outro lado, os bons jamais passam por tribulação. Deus grande e sábio. Zofar defende que o sofrimento de Jó fazia parte de um sábio julgamento divino, pois, para ele, Deus demonstra grande sabedoria em reprimir os maus.
  • 11. 1. Deus grande e sábio. Para Zofar, se alguém deve algo tem de pagar. Com dureza, o terceiro amigo de Jó não demonstra a mínima compaixão pelo sofrimento do patriarca de Uz ao acusá-lo de que se comporta como um animal irracional, um jumento que não tem entendimento (11.12) ao não perceber a sabedoria divina na condução das coisas. Para Zofar, Jó valeu-se na sua defesa de palavras exageradas (11.2),desrespeitosas (11.3), cheias de justiça própria (11.4) e ignorantes sobre as coisas de Deus (11.5,6).
  • 12. 2. Deus não é indiferente à ação do ímpio. O terceiro amigo de Jó acreditava que ele havia se autodeclarado “puro” e “sem culpa. Cria também que Deus não é indiferente à ação do ímpio como Jó parecia ter sugerido. Assim, para Zofar, se Deus debatesse com Jó, como era desejo deste, então não haveria dúvidas de que Ele ficaria contra o patriarca e não ao seu favor. Nesse embate, Deus revelaria a Jó os segredos de sua sabedoria e o homem de Uz veria que Ele estava sendo sábio em tratá-lo como merecia. Logo, Jó seria condenado.
  • 13. 3. Tolos se passando por sábios. Jó reage com ironia à “sabedoria” defendida anteriormente por seus amigos e agora por Zofar. Este, juntamente com seus amigos, havia se levantado como legítimo representante do verdadeiro saber.
  • 14. 3. Tolos se passando por sábios. Zofar, pois, pretende representar o próprio Deus em seu discurso (Jó 13). Todavia, Jó está convencido de que isso não passava de charlatanismo: “Vós, porém, sois inventores de mentiras e vós todos, médicos que não valem nada” (Jó 13.4). Ele, portanto, está resoluto em deixar os amigos e ir à procura de Deus: “Mas eu falarei ao Todo-Poderoso; e quero defender-me perante Deus.” (Jó 13.3).
  • 15. 3. Tolos se passando por sábios. O patriarca estava certo de que havia uma sabedoria do alto, que seus amigos desconheciam por completo, e, quando revelada, ficaria ao seu lado (cf. cap.28). No lugar dos julgamentos dos homens, há uma sabedoria do alto que sonda os corações dos que são chamados pelo nome do Senhor, pois Este não vê como os homens veem (1 Sm 16.7).
  • 16. Nos versículos 13-20 do capítulo 11, Zofar conclui seu discurso sobre a situação de Jó. Ele não tem dúvidas de que o patriarca está em pecado e, por isso, a única forma de ele se restabelecer é por meio de uma purificação moral. Zofar, portanto, conclama Jó ao arrependimento e conversão. Ele enumera três passos para que isso aconteça: conduta correta (v.13); oração (v.13) e renúncia ao pecado (11.14). 1. Purificação moral
  • 17. Então, segundo Zofar, se Jó cumprisse essas condições, reconhecendo que estava em pecado, Deus o restauraria de sua miséria. Entretanto, a ideia de arrependimento de Zofar é mais de natureza externa do que interna. O que está em vista é uma teologia do moralismo salvífico em vez da graça divina. Nesse aspecto, o arrependimento não passava de um mero ritual. Na teologia de Zofar a simples prática desses ritos traziam consigo o poder de conferir o favor divino. Na verdade, isso era o que se conhece hoje como legalismo religioso. 1. Purificação moral
  • 18. 2. É possível negociar com Deus? Estudiosos destacam que Zofar tenta induzir Jó a negociar com Deus a fim de se ver livre de suas dificuldades.
  • 19. 2. É possível negociar com Deus? Era exatamente isso que Satanás desejava que Jó fizesse (Jó 1.9). O Diabo acusou Jó de ter uma fé interesseira, com base nas promessas de prosperidade em troca de sua obediência. Se Jó tivesse seguido o conselho de Zofar, teria feito exatamente o que o Inimigo queria.
  • 20. 3. A angústia de Jó. Diante das insistentes acusações dos amigos e do silêncio de Deus, Jó dá sinais desânimo. Ele manifesta de vez toda a sua condição humana. O justo sofre!
  • 21. Se Jó seguisse o conselho de Zofar estaria assinando um termo de confissão. Assumindo algo que não havia feito. Ele sabia de sua integridade e, por isso, não se sujeita a esse capricho do amigo. Isso o lança num dilema angustiante. No capítulo 14, ele demonstra que sua esperança está desvanecendo, comparando-se a uma flor que é cortada, uma sombra que desaparece e um empregado que trabalha, mas que logo é dispensado. Qual o sentido da vida nessas circunstâncias? Haveria esperança? Jó parece estar desiludido. Até mesmo uma árvore quando tem seu tronco cortado volta a ter brotos novamente, mas isso não acontecia com o homem.
  • 22. Nesse aspecto, o homem se assemelhava mais a água que evapora ou que se infiltra na terra. Diante desse quadro, Jó se pergunta: “Morrendo o homem, porventura, tornará a viver?” (Jó 14.14). Era a pergunta de um homem crente e piedoso, porém, angustiado, que não tem medo de expressar sua verdadeira condição humana. 3. A angústia de Jó.
  • 23. 1. O castigo dos maus. O capítulo 20 contém o segundo discurso de Zofar. Nele, Zofar lembra a Jó que a aparente prosperidade dos ímpios não passa de ilusão e dura apenas um instante. Na verdade ele repete o que os seus outros amigos já há muito vinham dizendo (Jó 20.5).
  • 24. Os versículos 12 a 14 desse mesmo capítulo são usados por Zofar para comparar o deleite do ímpio à uma comida envenenada. Ela pode saciar, mas proporcionará uma digestão trágica (Jó 20.14). Dessa forma, tudo o que o ímpio adquiriu de forma desonesta e pecaminosa terá que devolver e restituir (Jó 20.18). Esse ímpio terá como adversário o próprio Deus, que o julgará e punirá (Jó 20.27-29). 1. O castigo dos maus.
  • 25. 2. Jó diante de um paradoxo. O capítulo 21 traz a resposta de Jó ao argumento de Zofar. Para o patriarca a tese de Zofar de que os ímpios são sempre punidos era contraditada pela experiência.
  • 26. 2. Jó diante de um paradoxo. Os ímpios poderiam sim ser punidos, mas isso nem sempre parecia acontecer, conforme descrito: “Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se esforçam em poder?” (Jó 21.7). Jó havia constatado que os ímpios pareciam gozar de longevidade e prosperidade (Jó 21.8). Além de terem vida longa, eles passavam seus dias em total regalia e morriam em total felicidade, como podemos constatar neste versículo: “Passam eles os seus dias em prosperidade e em paz descem à sepultura” (Jó 21.13).
  • 27. 3. A verdade vem à tona. A lei da retribuição não se aplica a todas as esferas da existência humana nem explica os caminhos soberanos do Altíssimo, pois Deus também “faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mt 5.45).
  • 28. Vimos como Jó continua sua defesa contra os argumentos de seus amigos, que insistem em acusá-lo de pecado. Ele está convencido de que é inocente e que não cometeu nada que justifique tamanho sofrimento. Os amigos de Jó, por desconhecerem as razões de seu sofrimento, o acusam de forma impiedosa; e patriarca, por desconhecer a ação de Deus nesse episódio, chega ao limite do desespero e desesperança. Todavia, como das outras vezes, mesmo angustiado e não sabendo como Deus permite tudo isso, Jó não diz palavras blasfematórias contra o seu Criador.
  • 29. 1- O que Zofar defende? Zofar defende que o sofrimento de Jó fazia parte de um sábio julgamento divino, pois, para ele, Deus demonstra grande sabedoria em reprimir os maus. 2- De quê Jó estava certo? O patriarca estava certo de que havia uma sabedoria do alto, que seus amigos desconheciam por completo, e, quando revelada, ficaria ao seu lado (cf. cap.28). 3-Quais os três passos que Zofar enumera para que Jó supostamente se arrependesse e convertesse? Ele enumera três passos para que isso aconteça: conduta correta (v.13); oração (v.13) e renúncia ao pecado (11.14).
  • 30. 4-Que sinais o patriarca Jó dá diante das acusações dos amigos e do silêncio de Deus? Diante das insistentes acusações dos amigos e do silêncio de Deus, Jó dá sinais de desânimo (cap.12–13). 5-O que Jó havia constatado em relação aos ímpios? Jó havia constatado que os ímpios pareciam gozar de longevidade e prosperidade (Jó 21.8).