Alfabetização e letramento no campo

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Alfabetização e letramento no campo

  1. 1. Alfabetização e letramento no campo: desafios e perspectivas.
  2. 2. A respeito métodos e concepções de alfabetização: um pouco de história...  As letras são apresentadas de fora de um contexto significativo;  O trabalho com as FAMÍLIAS SILÁBICAS era igualmente desligado de um contexto significativo para as crianças e torna-se abstrato e mecânico.  Métodos sintéticos.  Palavras ou pequenas sentenças são apresentadas às crianças, para que as leiam globalmente memorizando seu traçado característico.  Analítico-sintéticos.
  3. 3. Alguns limites dos métodos sintéticos analíticos:  São propostas de alfabetização descontextualizada;  São metodologias que não levam em consideração a criança (tabula rasa).  Em geral não trabalham com textos reais.  O sistema de escrita e alfabetização (SEA) é um simples processo de decodificação-codificação.
  4. 4. Muitos professores podem dizer que com estes métodos já tiveram sucesso em alfabetizar vários alunos. Porem, isto ocorre porque, para além do método existe uma criança que pensa, reflete, cria associações e construções mentais e as desenvolve.
  5. 5. ANALFABETOS FUNCIONAIS  Analfabeto funcional é a denominação dada à pessoa que, mesmo com a capacidade de decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças, textos curtos e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de fazer as operações matemáticas. Também é definido como analfabeto funcional o individuo maior de quinze anos e que possui escolaridade inferior a quatro anos, embora essa definição não seja muito precisa, já que existem analfabetos funcionais com nível superior de escolaridade.  No Brasil, cerca de 75% da população é analfabeta funcional. Dessas pessoas, 4% chegaram até o ensino superior. Apenas 25% possui habilidades plenas com a escrita e com os números. A avaliação que levou a esses resultados é feita por meio de entrevistas e testes que analisam as habilidades de leitura, escrita e matemática, em brasileiros que tenham entre 15 e 64 anos de idade. Entre analfabetismo básico e o pleno existe uma lacuna de anos, que ainda não se preencheu.  Crianças de até 8 anos de idade tem sido avaliadas e demonstraram aprendizado inadequado em leitura, escrita e matemática no final do terceiro ano do ensino fundamental. A base está corroída. Os buracos e lacunas só crescem, não adianta passar de ano.  FONTE: IBGE
  6. 6. A PSICOGENESE DA LINGUA ESCRITA.  A alfabetização é vista como um processo complexo de construção de conhecimentos, no qual as crianças tem que elaborar respostas sobre SEA e suas características.  As crianças precisam saber que a escrita é uma anotação dos sons da fala, e que não tem haver com características físicas.  É preciso uma metodologia de alfabetização que leve em conta a complexidade do processo de aprendizagem da escrita.  No decorrer do processo de alfabetização é imprescindível que as crianças entrem em contato, manipulem, utilizem e criem diferentes textos que circulem em sua comunidade de maneira não simulada e que tenham sentido para elas.  O mero contato com os diferentes gêneros de textos não fará com que a criança se alfabetize espontaneamente.
  7. 7. Alfabetizar e letrar são duas ações distintas mas não inseparáveis, ao contrário: o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita.
  8. 8.  As crianças ao serem levadas a se comunicar realmente com as demais pessoas a escrita e a leitura se tornam necessárias para as crianças (materialização da vida).  (...) a escrita deve ter um significado para as crianças, uma necessidade intrínseca deve ser despertada nelas, (...)  A alfabetização é um fenômeno complexo que exige uma ação continuada.  Apesar da televisão estar muito difundida no “campo” o rádio ainda é muito popular pois “fala” a língua do povo, fala a língua local, diferente da transmitida pela televisão e da lida em jornais.  A força braçal é muito mais exigida no campo do que a “força” intelectual, no entanto a relação de desenvolver de conhecimento de leitura e escrita torna-se importante no momento em que a mesma for integrada a sociedade. Quando houver um envolvimento dos populares.

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