Pancreatite aguda

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Pancreatite aguda

  1. 1. Hospital Municipal de Imperatriz - HMI PANCREATITE AGUDA Karoline Lima Pereira.
  2. 2. . 2
  3. 3. CONCEITOS ATUAIS . 3 A TERMINOLOGIA UTILIZADA ATUALMENTE NA PANCREATITE AGUDA, SE BASEIA NA CLASSIFICAÇÃO DE ATLANTA DE 1992.
  4. 4. DEFINIÇÕES ATUAIS. . PANCREATITE AGUDA LEVE (P.A.L.) Processo inflamatorio pancreático agudo, no qual a caracteristica fundamental é o edema intersticial pancreático com minima repercussão sistémica. 4 PANCREATITE AGUDA GRAVE. (P.A.G.) Pancreatite aguda ASSOCIADA A a) FALHAS ORGÂNICAS SISTÉMICAS b) OU COMPLICAÇÕES LOCALES Como: • NECROSE PANCREÁTICA. • ABSCESSO OU •PSEUDOCISTO
  5. 5. 5
  6. 6. DEFINIÇÕES ATUAIS. . 6 NECROSE: ZONAS LOCALIZADAS OU DIFUSAS DE TECIDO PANCREATICO NÃO VIAVEL, QUE GENERALMENTE SE ASSOCIA A NECROSIS GORDUROSA PERIPANCREATICA. COLEÇÕES LIQUIDAS AGUDAS: COLEÇÕES DE DENSIDADE LIQUIDA, QUE CARECE DE PAREDE E SE PRESENTAM PRECOCEMENTE NO PANCREAS OU PERTO DELE. ABSCESSO PANCREATICO: COLEÇÕES CIRCUNSCRITA DE PUS NO PANCREAS OU AO SEU REDOR, QUE APARECE COMO CONSEQUENCIA DE UMA PANCREATITE AGUDA, COM ESCASSO TECIDO NECROTICO EM SEU INTERIOR. PSEUDOCISTO: FORMAÇÃO DE DENSIDADE LIQUIDA, COM PAREDE DE TECIDO DE GRANULAÇÃO OU FIBROSA, QUE APARECE DEPOIS DE 4 SEMANAS.
  7. 7. CAUSAS DE PANCREATITE AGUDA. . MECANICAS INFECCIONES • COLELITIASE • CPRE • ASCARIS • POS - OPERATORIO • POS – TRAUMATICO • OBSTRUÇÃO DO WIRSUNG • OBSTRUÇÃO DUODENAL • PAROTIDITE • HEPATITE B • CMV • COXSACKIE • VARICELA-ZOSTER • HSV • VIH • MICOPLASMA, • LEGIONELLA 7
  8. 8. CAUSAS . • ALCOOL •HIPERLIPO - PROTEINEMIA • HEREDITARIEDADE • HIPERCALCEMIA •VENENO DE ESCORPIÃO LEPTOSPIRA SALMONELLA ASPERGILLUS TOXOPLASMA ASCARIS CRYTOSPORIDIUM INFECCIOSAS (CONTINUAÇÃO) TOXICAS/ METABOLICAS 8
  9. 9. CAUSAS DE PANCREATITE AGUDA. 9
  10. 10. FISIOPATOLOGIA. . 10 O PANCREAS NORMALMENTE SECRETA GRANDE QUANTIDADE DE ENZIMAS COMO: • QUIMOTRIPSINA. • AMILASA. • LIPASAS. • ELASTASAS, CARBOXIPEPTIDASAS A E B. ETC. A MAIORIA DESTAS ENZIMAS SÃO SECRETADAS COMO PRECURSORES INATIVOS, AS QUE JUNTO AOS INIBIDORES ENZIMATICOS DO SUCO PANCREATICO, PROTEGEN O PANCREAS DE SUA AUTODIGESTÃO. OS EVENTOS INICIAIS DA PATOGENIA, NÃO ESTÃO TOTALMENTE CLAROS; MAS TEM EVIDENCIAS QUE UM OU VARIOS DOS SEGUINTES FATORES, DESENCADEIAM UMA CADEIA INFLAMATORIA, DEVIDO A ACTIVAÇÃO ENZIMATICA INTRAPANCREATICA. • A) AUMENTO DE PRESSÃO INTRADUCTAL DO SISTEMA EXCRETOR PANCREATICO. (POR LITIASIS.) •B) REFLUXO DE BILIS AO WIRSUNG. •C) HIPERTRIGLICERIDEMIA AGUDA OU PRE-EXISTENTE. •D) DANOS ISQUEMICO. •E) INTERRUPÇÃO DE CONDUTO EXCRETOR POR TRAUMA ,ETC.
  11. 11. FISIOPATOLOGIA . 11 OS FATORES ANTERIORES DESENCADEIAM UMA CASCATA INFLAMATORIA LOCAL, DESENCADEIAM PELA ATIVAÇÃO ENZIMATICA INTRAGLANDULAR…. QUE PROVOCA: •DANOS MICROVASCULAR, •TROMBOSIS E NECROSE TISULAR, •SAPONIFICAÇÃO DA GORDURA •LIBERAÇÃO DE RADICAIS LIVRES E EVENTUALMENTE UMA •RESPOSTA INFLAMATORIA SISTEMICA PROGRESSIVA , COM FALHA ORGANICA MULTIPLA. AS ENZIMAS ATIVADAS DIGEREM O PANCREAS EM PRIMERA INSTANCIA E LOGO SEU ENTORNO DE TECIDOS VIZINHOS E PELA RESPOSTA INFLAMATORIA, AS CINICNAS SE TRANSPORTAM A DISTANCIA PROVOCANDO E MANTENDO A INFLAMAÇÃO SISTEMICA.
  12. 12. DIAGNOSTICO . 12 EM QUE PACIENTES DEVEMOS SUSPEITAR UMA PANCREATITE AGUDA?
  13. 13. Suspeitar em: . 13 Paciente com dor abdominal intenso, associada a vômitos, que refere ANTECEDENTES DE: •ALCOOLISMO. •LITIASE VESICULAR. •HIPERTRIGLICERIDEM IA. •TRANSGRESSÃO DIETETICA. •TRAUMA FECHADO DE ABDOME. •TUMOR PANCREATICO. •PAROTIDITE
  14. 14. DIAGNOSTICO. . 14 CRITERIO CLINICO CRITERIO LABORATORIAL CRITERIO IMAGENOLOGICO : TC DE ABDOME.
  15. 15. CRITERIO CLINICO: 15 HABITUALMENTE OS PACIENTES SE APRESENTAM COM: DOR EM HEMIABDOME SUPERIOR INTENSO E COM VOMITOS. O ESTADO DE CHOQUE, ILEO, DOR DORSAL ETC. QUE QUANDO ESTÃO PRESENTES: AJUDAM A AFIRMAR ESSA SOSPEITA DIAGNOSTICA, MAS PELA SUA BAIXA SENSIBILIDADE, NÃO DEVEM SER PARAMETRO PARA O DIAGNOSTICO.
  16. 16. CRITERIO LABORATORIAL . 16 O CRITERIO MAIS UTIL para confirmar O DIAGNOSTICO de pancreatite, em frente a um quadro clínico caracteristico é a LIPASE SERICA. V.N. 0 - 160 U.L. A elevação de 2 vezes o valor normal tem um 95% de sensibilidade diagnostica. A maior vantagem sobre a amilasa é sua elevação mais duradoura (8-14 dias) e que não tem outras causas de elevação. A amilase dura somente 3 días, tem varias causas diferentes a pancreatite que a elevam. Elevação de 3x de seu valor normal (40 a 140 U./L.) (>de 500 U.I.) tem uma sensibilidade de 67% a 83% e uma especificidade de 85% a 98% . Sua elevação ocorre a 2-12 hrs do começo e se normaliza aos 3-5 dias. Não serve como prognostico.
  17. 17. 17 A elevação de 2 vezes o valor normal tem um 82 a 100% de sensibilidade e especificidade diagnostica. A maior vantagem sobre a amilasa é sua elevação mais duradoura (8-14 dias) e que não tem outras causas de elevação. LIPASE Aumenta após 4 a 8h do inicio do quadro.
  18. 18. IMAGENOLOGIA DE ABDOME . 18 R.X. DE ABDOMEN: Não ajuda o diagnostico de pancreatite, mas ajuda com o diagnóstico diferencial. ( descartar perfuração de vísceras e obstrução intestinal) TC DE ABDOME: Entre o 3 e 10 dias de evolução, com contraste para evidenciar: •INFLAMAÇÃO PERIPANCREATICA. •COLEÇÕES PERIPANCREATICAS. •DETERMINAR EXISTENCIA, LOCALIZAÇÃO E TAMANHO DA NECROSE PANCREATICA O GRAU DE INFLAMAÇÃO PERIPANCREATICA, SE EVIDENCIA NOS CRITERIOS DE BALTHAZAR
  19. 19. . 19
  20. 20. CRITERIOS DE PANCREATITE. 20
  21. 21. 21
  22. 22. Apache II 22 Muito utilizada nas UTI, permite dentro de 48 hrs diferenciar uma PAG de uma PAL; Ademais, em qualquer momento permite uma avaliação da melhora ou gravidade do quadro.
  23. 23. Criterios de APACHE-II. 23
  24. 24. . 24 APACHE II
  25. 25. TRATAMENTO. . 25 ALIMENTAÇÃO ENTERAL PRECOCE : RECOMENDADA NOS PACIENTES QUE EM JEJUM MAIOR A 3 DIAS E QUE NÃO APRESENTE ILEO PROLONGADO OU IMPOSSIBILIDADE DE COLOCAR UMA SONDA NASO- ENTERAL DEPOIS DO ANGULO DE TREITZ. ANALGESIAHIDRATAÇÃO HIPOGORDUROSA E RICA EM TRIGLICERIDEOS DE CADEIA MEDIA PANCREATITE LEVE
  26. 26. 26 Em casos de impossibilidade de reintrodução por VO em 5 a 7 dias. SONDA NASOENTERAL (localizada pós- ligamento de Treitz por EDA) PANCREATITE CASOS GRAVES DEM SER CONDUZIDOS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
  27. 27. 27
  28. 28. TRATAMENTO. . 28 ANALGESIA: DIPIRONA + HIOSCINA/ MEPERIDONA. Evita-se morfina. PROFILAXIA ANTIBIOTICA: CONTROVERSA . MAS GERALMENTE INICIADO IMIPENEM/ MEROPENEM DURANTE 7 A 10 DIAS SE NECROSE EM MAIS DE 30% DO TECIDO PANCREATICO
  29. 29. TRATAMENTO. 29 • Em 72h se coledocolitiase . • 24h a 48h : se colangite concomitante , testes hepaticos persistentemente anormais ou aumentando. • NA AUSENCIA DE ACHADOS : Deve ser realizada antes da colecistectomia CPRE
  30. 30. TRATAMENTO. 30 PAL : Colecistectomia em 7 dias após recuperação. COLECISTECTOMIA: EM TODOS OS PACIENTES COM PANCRETITE BILIAR. ( SE NÃO REALIZADA ACARRETA 25% A 30% DE RECORRÊNCIA DE PANCREATITE AGUDA , COLANGITE OU COLECISTITE EM 6 A 18 SEMANAS.)
  31. 31. Obrigada!! 31

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