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SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA                  PÚBLICA - SESP/AMAZONAS     PROGRAMA DE REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA, DO USO DE...
TABAGISMO            3
POR QUE AS PESSOAS FUMAM?       Vários são os fatores que levam as pessoas a experimentar o cigarro ououtros derivados do ...
DOENÇAS ASSOCIADAS AO USO DOS DERIVADOS DO TABACO      Muitos estudos desenvolvidos até o momento evidenciam sempre omesmo...
As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de mortepor doença no Brasil, sendo que o câncer de pulmão...
do tabagismo, a indústria fumígena passou a adotar um discurso conciliadorvisando reconstruir sua imagem. Essa nova estrat...
entre os jovens de 15 a 18 anos o número de fumantes era aproximadamente600% maior, ou seja, 2.341.000 fumantes.Atuação pr...
O FUMO E A GRAVIDEZ      Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos,nascimentos prematuros, bebês de...
• após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza• após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu palad...
Reduzindo o número de cigarros. Por exemplo: Um fumante de 30 cigarros pordia, no primeiro dia fuma os 30 cigarros usuais....
Exercícios de relaxamentoSão um ótimo recurso saudável para relaxar. Faça a respiração profunda:respire fundo pelo nariz e...
TABAGISMO PASSIVODefine-se tabagismo passivo como a poluição decorrente da fumaça de derivadosdo tabaco (cigarro, charuto,...
Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos da poluiçãotabagística ambiental, tais como, irritação nos olhos, man...
para a matemática.Em crianças de zero a um ano de idade que vivem com fumantes, há uma maiorprevalência de problemas respi...
CONVENÇÃO-QUADRO PARA CONTROLE DO TABACO     Em maio de 2003 foi aprovada entre os 192 países membros daOrganização Mundia...
• divulgação dos malefícios causados pelo consumo do tabaco, atravésde advertências claras com imagens;         • regulame...
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Embora o Brasil se encontre em situação confortável no que se refere aocumprimento de grande parte da Convenção, ainda pre...
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CUSTOS DIRETOS     i)         assistência à saúde (serviços médicos, prescrição de                medicamentos, serviços h...
permitindo que o processo de ajuste também fosse gradual. Um estudo realizadona cidade de York - Inglaterra mostrou o cont...
membros da sociedade civil e as ONGs, que incluem associações médicas,autoridades governamentais e órgãos nacionais e inte...
ENTIDADES CONSULTADAS    NEPAD - Núcleo de Estudos e Pesquisa em Atenção ao Abuso de Drogas -    UERJ (Universidade Estadu...
Secretário de Estado da Segurança Pública – SESP/AmazonasDr. Francisco Sá CavalcanteSecretário Executivo de Segurança Públ...
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  1. 1. 1
  2. 2. SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA - SESP/AMAZONAS PROGRAMA DE REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA, DO USO DE NARCÓTICOS E ENTORPECENTES PREVINE SÉRIE: DROGAS! CONHECER PARA PREVENIR. TABAGISMO NOVEMBRO/2007“Praticar a prevenção às drogas é antes de mais nada um ato de amor ao próximo e a garantia de um futuro melhor”. “Se prevenirmos a criança e o jovem contra as drogas, não será preciso reprimir o adulto de amanhã”. 2
  3. 3. TABAGISMO 3
  4. 4. POR QUE AS PESSOAS FUMAM? Vários são os fatores que levam as pessoas a experimentar o cigarro ououtros derivados do tabaco. A maioria delas é influenciada principalmente pelapublicidade maciça do cigarro nos meios de comunicação de massa que, apesarda lei de restrição à propaganda de produtos derivados do tabaco sancionada emdezembro de 2000, ainda tem forte influência no comportamento tanto dosjovens como dos adultos. Além disso, pais, professores, ídolos e amigos tambémexercem uma grande influência. Pesquisas entre adolescentes no Brasil mostram que os principais fatoresque favorecem o tabagismo entre os jovens são a curiosidade pelo produto, aimitação do comportamento do adulto, a necessidade de auto-afirmação e oencorajamento proporcionado pela propaganda. Noventa por cento dos fumantesiniciaram seu consumo antes dos 19 anos de idade, faixa em que o indivíduoainda se encontra na fase de construção de sua personalidade. A publicidade veiculada pelas indústrias soube aliar as demandas sociais eas fantasias dos diferentes grupos (adolescentes, mulheres, faixaseconomicamente mais pobres etc.) ao uso do cigarro. A manipulação psicológicaembutida na publicidade de cigarros procura criar a impressão, principalmenteentre os jovens, de que o tabagismo é muito mais comum e socialmente aceitodo que é na realidade. Para isso, utiliza a imagem de ídolos e modelos decomportamento de determinado público-alvo, portando cigarros ou fumando-os,ou seja, uma forma indireta de publicidade. A publicidade direta era feita poranúncios atraentes e bem produzidos, mas foi proibida no Brasil. Com a Lei10.167, que restringe a propaganda de cigarro e de produtos derivados dotabaco, esse panorama tende a mudar a médio e longo prazo. Os resultados das medidas de restrição à publicidade no controle dotabagismo em vários países mostram que este é um instrumento legítimo enecessário para a redução do consumo. 4
  5. 5. DOENÇAS ASSOCIADAS AO USO DOS DERIVADOS DO TABACO Muitos estudos desenvolvidos até o momento evidenciam sempre omesmo: o consumo de derivados do tabaco causa quase 50 doenças diferentes,principalmente as doenças cardiovasculares (infarto, angina) o câncer e asdoenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite). ALÉM DISSO, ESSES ESTUDOS MOSTRAM QUE O TABAGISMO ÉRESPONSÁVEL POR:  200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora), segundo oMinistério da Saúde.  25% das mortes causadas por doença coronariana - angina e infarto domiocárdio;  45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixodos 60 anos;  45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de65 anos;  85% das mortes causadas por bronquite e enfisema;  90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é defumantes passivos);  30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe,faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero);  25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral). O TABAGISMO AINDA PODE CAUSAR:  impotência sexual no homem;  complicações na gravidez;  aneurismas arteriais;  úlcera do aparelho digestivo;  infecções respiratórias;  trombose vascular. 5
  6. 6. As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de mortepor doença no Brasil, sendo que o câncer de pulmão é a primeira causa de mortepor câncer. As estimativas sobre a incidência e mortalidade por câncer no Brasil,publicadas anualmente pelo INCA indicam que, em 2003, 22.085 pessoasdeverão adoecer de câncer de pulmão (15.165 entre homens e 6.920 entremulheres) causando cerca de 16.230 mortes. Desse total de óbitos, 11.315deverão ocorrer entre os homens e 4.915 entre mulheres. Porém, ao parar de fumar, o risco de ter essas doenças vai diminuindogradativamente e o organsimo do ex-fumante vai se restabelecendo. O QUE A INDÚSTRIA DO TABACO NÃO DIZ Se hoje o tabaco é a segunda droga mais consumida entre os jovens, nomundo e no Brasil, isso se deve às facilidades e estímulos para obtenção doproduto, entre eles o baixo custo. A isto somam-se a promoção e publicidade,que associam o tabaco às imagens de beleza, sucesso, liberdade, poder,inteligência e outros atributos desejados especialmente pelos jovens. Adivulgação dessas idéias ao longo dos anos tornou o hábito de fumar umcomportamento socialmente aceitável e até positivo. A prova disso é que 90%dos fumantes começam a fumar antes dos 19 anos de idade. A indústria do tabaco vem utilizando várias estratégias para garantir aexpansão do seu consumo. Algumas delas acabaram sendo reveladas duranteuma ação judicial movida por estados norte-americanos contra grandesempresas transnacionais do tabaco, em que foi possível ter acesso às páginas dedocumentos de circulação interna dessas indústrias. Em vários trechos dosarquivos secretos, o jovem é descrito como um dos principais alvos estratégicos.Além disso, os documentos comprovam que, apesar de a indústria do tabaco seposicionar publicamente de uma forma, suas verdadeiras intenções sãocompletamente opostas. Veja alguns exemplos:"Eles representam o negócio de cigarros amanhã. À medida que o grupo etário de14 a 24 anos amadurece, ele se tornará a parte chave do volume total de cigarros, nomínimo pelos próximos 25 anos."J. W. Hind, R.J. Reynolds Tobacco, internal memorandum , 23rd January 1975 "Atingir o jovem pode ser mais eficiente mesmo que o custo para atingí-los sejamaior, porque eles estão desejando experimentar, eles têm mais influência sobreos outros da sua idade do que eles terão mais tarde, e porque eles são muito mais leais à sua primeira marca." Escrito por um executivo da Philip Morris em 1957Fique atento e não se deixe enganar! Após a divulgação desses documentos eprincipalmente dos recentes avanços alcançados pela saúde pública no controle 6
  7. 7. do tabagismo, a indústria fumígena passou a adotar um discurso conciliadorvisando reconstruir sua imagem. Essa nova estratégia inclui algumreconhecimento dos riscos associados com o tabagismo, o desejo de diálogo, aabertura para regulamentações "racionais" e o envolvimento com projetos sociaispara transmitir ao público a idéia de empenho pelas causas sociais como ocombate à pobreza, ao trabalho infantil e ao analfabetismo, além da defesa domeio ambiente. Por esses esforços, fica a impressão de que a indústria do tabaco é contrao consumo do tabaco entre os jovens e promove medidas supostamente dirigidaspara prevenir o tabagismo para menores de idade, criando campanhas eutilizando a idéia de que "fumar é para adultos". Porém, na verdade, aoapresentar o cigarro como "adulto" e "proibido", a indústria busca colocarsutilmente um importante ingrediente para reforçar o comportamento rebelde doadolescente, pois as principais motivações para o adolescente fumar são o desejode se afirmar como adulto, sua rebeldia e a rejeição dos valores dos seus pais. Essas estratégias funcionam de forma favorável aos interesses econômicosda indústria do tabaco. São estratégias contraditórias, pois não mudam ointeresse dos jovens em consumir cigarros nem reduzem o consumo do tabacoentre eles e ao mesmo tempo beneficiam as companhias de tabaco.Suscetibilidade às drogas A nicotina vem sendo considerada a porta de entrada para o uso de drogasilícitas, pois, freqüentemente, os usuários de drogas como álcool e maconharevelam ter iniciado suas experiências consumindo cigarros. Esta afirmação fazparte do relatório anual do Ministério da Saúde dos EUA, publicado em 1992.Segundo o relatório, o hábito de fumar e a conseqüente dependência à nicotinageralmente se estabelecem na adolescência, ou mesmo antes, e sãoresponsáveis por aproximar os jovens de outras drogas que causam danos àsaúde. Está comprovado que nas pessoas com faixa etária entre 12 e 18 anos adependência à nicotina se instala mais fácil e fortemente, já que é nesta fase queocorre a formação da personalidade e da consciência crítica e a construção daauto-estima. Os jovens formam suas crenças e incorporam hábitos ecomportamentos da vida adulta, tornando-se, por isso mesmo, mais suscetíveisàs mensagens veiculadas ao seu redor. Esta suscetibilidade mais intensa na juventude fica evidente quando secompara, por exemplo, os dados sobre o número de fumantes no Brasil, em1989. Na faixa etária entre 10 e 14 anos havia 370.000 fumantes enquanto que 7
  8. 8. entre os jovens de 15 a 18 anos o número de fumantes era aproximadamente600% maior, ou seja, 2.341.000 fumantes.Atuação preventiva Estes dados mostram a necessidade da atuação preventiva sobre essegrupo. É bom lembrar que quanto mais precocemente se der a exposição aosfatores de risco de câncer (entre eles, o hábito de fumar), maiores serão aschances de adoecimento na vida adulta. É importante portanto, garantir que os pais e os professores, modelos decomportamento nessa fase da vida, se engajem nesse trabalho de formacoerente, deixando de fumar ou não fumando na presença de crianças eadolescentes. Para tal, é importante o desenvolvimento de ações que levem afamília e a escola a se tornarem espaços livres do consumo de derivados dotabaco. Além disso, pais fumantes são fortes exemplos para que seus filhosfumem, além de torná-los tabagistas passivos acarretando-lhes sérios problemasde saúde. Preocupado com o impacto que o problema do tabagismo tem sobre osjovens, o INCA lançou em 1996 o sub-programa Saber Saúde, módulo doPrograma Nacional de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco,desenvolvido especialmente para informar e educar as crianças nas escolasbrasileiras quanto aos fatores de risco de câncer.Tabaco e pílula anticoncepcional O risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite emmulheres jovens que usam anticoncepcionais orais e fumam chega a ser dezvezes maior que o das que não fumam e usam este método de controle danatalidade. Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nasmulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariananas mulheres com mais de 65 anos de idade. Uma vez abandonado o cigarro, o risco de doença cardíaca começa adecair. Após 1 ano, o risco reduz à metade, e após 10 anos atinge o mesmo níveldaqueles que nunca fumaram. Entre as mulheres que convivem com fumantes, principalmente seusmaridos, há um risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão em relaçãoàquelas cujos maridos não fumam. 8
  9. 9. O FUMO E A GRAVIDEZ Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos,nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento)ocorrem mais freqüentemente quando a mulher grávida fuma. A gestante quefuma apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances deter um bebê de menor peso e menor comprimento, comparando-se com agrávida que não fuma. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos domonóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção peloorganismo materno. Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar em poucosminutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre oseu aparelho cardiovascular. Assim, é fácil imaginar a extensão dos danoscausados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante. Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente dohábito de fumar da mãe. Quando a gestante é obrigada a viver em ambientepoluído pela fumaça do cigarro ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça,que pelo sangue passa para o feto. Quando a mãe fuma durante aamamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.O que você ganha parando de fumar A pessoa que fuma fica dependente da nicotina. Considerada uma drogabastante poderosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína,com uma diferença: chega ao cérebro em apenas 7 segundos - 2 a 4 segundosmais rápido que a cocaína. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, osprimeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades serãomenores a cada dia. As estatísticas revelam que os fumantes comparados aos nãofumantes apresentam um risco• 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão• 5 vezes maior de sofrer infarto• 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar• 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral Se parar de fumar agora...• após 20 minutos sua pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal• após 2 horas não tem mais nicotina no seu sangue 9
  10. 10. • após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza• após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta acomida melhor• após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora• após 5 A 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou NÃO TENHA MEDODos sintomas da síndrome de abstinência O organismo volta a funcionar normalmente sem a presença de substânciastóxicas e alguns fumantes podem apresentar (varia de fumante para fumante)sintomas de abstinência como fissura (vontade intensa de fumar) dor de cabeça,tonteira, irritabilidade, alteração do sono, tosse, indisposição gástrica e outros.Esses sintomas, quando se manifestam, duram de 1 a 2 semanas.Da recaída A recaída não é um fracasso. Comece tudo novamente e procure ficar maisatento ao que fez você voltar a fumar. Dê várias chances a você... até conseguir.A maioria dos fumantes que deixaram de fumar fez em média 3 a 4 tentativasaté parar definitivamente.De engordar Se a fome aumentar, não se assuste, é normal um ganho de peso de até 2kg, pois seu paladar vai melhorando e o metabolismo se normalizando. Dequalquer forma, procure não comer mais do que de costume. Evite doces ealimentos gordurosos. Mantenha uma dieta equilibrada com alimentos de baixacaloria, frutas, verduras, legumes etc. Prefira produtos diet / light e naturais.Beba sempre muito líquido, de preferência água e sucos naturais. Evite café ebebidas alcoólicas. Eles podem ser um convite ao cigarro. O mais importante é escolher uma data para ser o seu primeiro dia semcigarro. Este dia não precisa ser um dia de sofrimento. Faça dele uma ocasiãoespecial e procure programar algo que goste de fazer para se distrair e relaxar.Escolha um método para deixar de fumarParada ImediataVocê marca uma data e nesse dia não fumará mais nenhum cigarro. Esta deveser sempre sua primeira opção.Parada GradualVocê pode utilizar este método de duas formas: 10
  11. 11. Reduzindo o número de cigarros. Por exemplo: Um fumante de 30 cigarros pordia, no primeiro dia fuma os 30 cigarros usuais. no segundo - 25 no terceiro - 20 no quarto - 15 no quinto - 10 no sexto - 5 O sétimo dia seria a data para deixar de fumar e o primeiro dia semcigarros.Retardando a hora do primeiro cigarro Por exemplo: no primeiro dia você começa a fumar às 9 horas, no segundo às 11 horas, no terceiro às 13 horas, no quarto às 15 horas, no quinto às 17 horas, no sexto às 19 horas, no sétimo dia seria a data para deixar de fumar e o primeiro dia semcigarrosA estratégia gradual não deve gastar mais de duas semanas para ser colocadaem prática, pois pode se tornar uma forma de adiar, e não de parar de fumar. Omais importante é marcar uma data-alvo para que seja seu primeiro dia de ex-fumante. Lembre-se também que fumar cigarros de baixos teores não é uma boaalternativa. Todos os tipos de derivados do tabaco (cigarros, charutos,cachimbos, cigarros de Bali, etc) fazem mal à saúde (leia mais).Caso não consiga parar de fumar sozinho, procure orientação médica. Cuidadocom os métodos milagrosos para deixar de fumar.Cuidado com as armadilhasNos momentos de stressProcure se acalmar e entender que momentos difíceis sempre vão ocorrer efumar não vai resolver seus problemas.Sentindo vontade de fumarA vontade de fumar não dura mais que alguns minutos. Nesses momentos, paraajudar, você poderá chupar gelo, escovar os dentes a toda hora, beber águagelada ou comer uma fruta. Mantenha as mãos ocupadas com um elástico, lápis,pedaço de papel, rabisque alguma coisa ou manuseie objetos pequenos. Nãofique parado - converse com um amigo, faça algo diferente que distraia suaatenção. 11
  12. 12. Exercícios de relaxamentoSão um ótimo recurso saudável para relaxar. Faça a respiração profunda:respire fundo pelo nariz e vá contando até 6, depois deixe o ar sair lentamentepela boca até esvaziar totalmente os pulmões. Relaxamento muscular: estiqueos braços e pernas até sentir os músculos relaxarem.Proteja-se. Após parar de fumar uma simples tragada pode levar você auma recaída. Evite o primeiro cigarro e você estará evitando todos osoutros!CONSENSO SOBRE ABORDAGEM E TRATAMENTO DO FUMANTE O tratamento do fumante no Brasil caracterizava-se até pouco tempo pelafalta de consenso entre as várias entidades e profissionais da área da saúdequanto ao melhor método a ser utilizado. Em agosto de 2000, durante o IEncontro de Consenso Nacional de Abordagem e Tratamento do Fumante,organizado pelo INCA com a colaboração de outras instituições e especialistas dosetor, finalmente estabeleceu-se como objetivo formular um documento únicosobre as condutas a serem empregadas no tratamento do fumante no Brasil,considerando a abordagem cognitivo-comportamental, as terapiasmedicamentosas, os métodos alternativos e a abordagem para grupos especiaisde pacientes. Como ponto de partida para a discussão utilizou-se vários estudosinternacionais de meta-análise sobre os métodos para a cessação do tabagismo.Assim, o documento de Consenso foi dividido em duas partes. A primeira parteapresenta a fundamentação teórica das recomendações dos métodos decessação do tabagismo; a segunda propõe a tradução das bases teóricas em umaforma prática e sistematizada, de modo a facilitar sua aplicação na rotina dosprofissionais de saúde que se deparam com fumantes em busca de apoio paradeixar de fumar. As entidades e instituições participantes do Consenso foram o ConselhoFederal de Medicina, Conselho Federal de Psicologia, Conselho Federal deEnfermagem, Associação Médica Brasileira, Associação Brasileira de Alcoolismo eDrogas (ABRAD), Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Drogas (ABEAD),Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Sociedade Brasileira deCardiologia, Sociedade Brasileira de Cancerologia, Sociedade Brasileira dePsiquiatria, Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Pernambuco,Conselho Estadual Anti-drogas do Rio de Janeiro, Centro de Tratamento eRecuperação de Adictos do Rio de Janeiro, Centro Nacional de Epidemiologia. 12
  13. 13. TABAGISMO PASSIVODefine-se tabagismo passivo como a poluição decorrente da fumaça de derivadosdo tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores defumaça) por indivíduos não-fumantes, que convivem com fumantes emambientes fechados. A fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechadosé denominada de poluição tabagística ambiental (PTA) e, segundo a OrganizaçãoMundial de Saúde (OMS), é a maior em ambientes fechados e o tabagismopassivo, a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subsequente aotabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool (IARC, 1987; SurgeonGeneral, 1986; Glantz, 1995).O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes maismonóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas doque a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro docigarro.A absorção da fumaça do cigarro por aqueles que convivem em ambientesfechados com fumantes causa:1 - Em adultos não-fumantes:• Maior risco de doença por causa do tabagismo, proporcionalmente ao tempo deexposição à fumaça;• Um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coraçãodo que os não-fumantes que não se expõem.2 - Em crianças:• Maior freqüência de resfriados e infecções do ouvido médio;• Risco maior de doenças respiratórias como pneumonia, bronquites eexarcebação da asma.3 - Em bebês:• Um risco 5 vezes maior de morrerem subitamente sem uma causa aparente(Síndrome da Morte Súbita Infantil);• Maior risco de doenças pulmonares até 1 ano de idade, proporcionalmente aonúmero de fumantes em casa. 13
  14. 14. Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos da poluiçãotabagística ambiental, tais como, irritação nos olhos, manifestações nasais,tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das viasrespiratórias e aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação dapressão arterial e angina (dor no peito). Outros efeitos a médio e longo prazosão a redução da capacidade funcional respiratória (o quanto o pulmão é capazde exercer a sua função), aumento do risco de ter aterosclerose e aumento donúmero de infecções respiratórias em crianças. Os dois componentes principais da Poluição Tabagística Ambiental (PTA)são a fumaça exalada pelo fumante (corrente primária) e a fumaça que sai daponta do cigarro (corrente secundária). Sendo, esta última o principalcomponente da PTA, pois em 96% do tempo total da queima dos derivados dotabaco ela é formada. Porém, algumas substâncias, como nicotina, monóxido decarbono, amônia, benzeno, nitrosaminas e outros carcinógenos podem serencontradas em quantidades mais elevadas. Isto porque não são filtradas edevido ao fato de que os cigarros queimam em baixa temperatura, tornando acombustão incompleta (IARC, 1987). Em uma análise feita pelo INCA, em 1996,em cinco marcas de cigarros comercializados no Brasil, verificou-se níveis duas 2vezes maiores de alcatrão, 4,5 vezes maiores de nicotina e 3,7 vezes maiores demonóxido de carbono na fumaça que sai da ponta do cigarro do que na fumaçaexalada pelo fumante. Os níveis de amônia na corrente secundária chegaram aser 791 vezes superior que na corrente primária. A amônia alcaliniza a fumaçado cigarro, contribuindo assim para uma maior absorção de nicotina pelosfumantes, tornando-os mais dependentes da droga e é, também, o principalcomponente irritante da fumaça do tabaco (Ministério da Saúde, 1996).EFEITOS DA FUMAÇA SOBRE A SAÚDE DA CRIANÇASe a mãe fuma depois que o bebê nasce, este sofre imediatamente os efeitos docigarro.Durante o aleitamento, a criança recebe nicotina através do leite materno,podendo ocorrer intoxicação em função da nicotina (agitação, vômitos, diarréia etaquicardia), principalmente em mães fumantes de 20 ou mais cigarros por dia.Em recém-nascidos, filhos de mães fumantes de 40 a 60 cigarros por dia,observou-se acidentes mais graves como palidez, cianose, taquicardia e crises deparada respiratória, logo após a mamada.Estudos mostram que crianças com sete anos de idade nascidas de mães quefumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação, apresentam atraso noaprendizado quando comparadas a outras crianças: observou-se atraso de trêsmeses para a habilidade geral, de quatro meses para a leitura e cinco meses 14
  15. 15. para a matemática.Em crianças de zero a um ano de idade que vivem com fumantes, há uma maiorprevalência de problemas respiratórios (bronquite, pneumonia, bronquiolite) emrelação àquelas cujos familiares não fumam. Além disso, quanto maior o númerode fumantes no domicílio, maior o percentual de infecções respiratórias,chegando a 50% nas crianças que vivem com mais de dois fumantes em casa.É, portanto, fundamental que os adultos não fumem em locais onde hajacrianças, para que não sejam transformadas em fumantes passivos. TABAGISMO NO MUNDO O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aprincipal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terçoda população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 500 milhões de pessoas (entre asquais 300 milhões de mulheres), sejam fumantes. Pesquisas comprovam queaproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da populaçãofeminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento osfumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina,nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42%dos homens e 24% das mulheres têm o hábito de fumar. O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu mais de 6,5 milhões demortes anuais, o que corresponde a aproximadamente 17 mil mortes por dia, ouseja: cerca de 800 mortes por hora no mundo. Caso as atuais tendências deexpansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10milhões de mortes anuais por volta do ano 2020, sendo metade delas emindivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003). O INCA – Instituto Nacional do Câncer, desenvolve papel importante comoCentro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Programa"Tabaco ou Saúde" na América Latina, cujo objetivo é estimular e apoiar políticase atividades anti-tabagismo nessa região, e no apoio à elaboração da ConvençãoQuadro para o Controle do Tabaco, (pág. 3) idealizada pela OMS paraestabelecer padrões de controle do tabagismo em todo o mundo. Visandoalcançar uma posição consensual sobre o assunto entre os países da AméricaLatina, o INCA promoveu em 2001 o 1º Seminário Latino Americano sobre aConvenção Quadro para o Controle do Tabagismo. Anualmente o INCA coordenano Brasil as comemorações pelo Dia Mundial sem Tabaco. 15
  16. 16. CONVENÇÃO-QUADRO PARA CONTROLE DO TABACO Em maio de 2003 foi aprovada entre os 192 países membros daOrganização Mundial da Saúde - OMS, durante a Assembléia Mundial da Saúde, aadoção de uma Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (FrameworkConvention on Tobacco Control). – desenho na pág. 3. A Convenção-Quadro é um instrumento legal sob forma de um tratadointernacional pelo qual os países signatários se comprometem a implantar açõesintegradas para o controle do tabagismo no mundo com relação a diversasquestões complexas como a regulamentação da publicidade e da promoção dotabaco, soluções para a fumicultura, impostos, mercado ilegal etc. A Convenção-Quadro não substitui as ações nacionais e locais para o controle do tabaco denenhum país. Ela as complementa e fortalece. Objetivo O objetivo principal da Convenção-Quadro é reduzir o tabagismo em escalamundial, protegendo a população das doenças relacionadas ao fumo, bem comoda exposição à fumaça provocada pelos produtos derivados de tabaco. Principais pontos * Obrigações gerais para desenvolver programas abrangentes emultissetoriais para o controle do tabaco nos países. * Disposições específicas, tais como: • medidas para redução de demanda através de políticas de preços eimpostos (aumento dos preços dos produtos, através do aumento dos impostos); • proteção contra exposição à fumaça do tabaco (proibição de fumoem ambientes públicos e garantia de uma proteção efetiva aos não fumantes); • eliminação da propaganda e da promoção; • proteção aos jovens (proibindo distribuição de amostras grátis,venda a menores de idade, venda em máquinas de cigarros e prateleiras); • medidas para coibir o mercado ilegal; • tratamento da dependência do tabaco; 16
  17. 17. • divulgação dos malefícios causados pelo consumo do tabaco, atravésde advertências claras com imagens; • regulamentação dos teores dassubstâncias contidas nos produtos derivados do tabaco. * Outras obrigações nacionais em potencial para a Convenção são asseguintes: educação, capacitação, campanhas de alerta ao público, cooperaçãotécnica nas áreas de vigilância, pesquisa e troca de informações. O QUE FOI FEITO ATÉ HOJE A partir da Resolução 5.218 da Assembléia Mundial da Saúde, realizada em24 de maio de 1999, foi criado um Grupo de Trabalho para considerar a basetécnica para a Convenção e seus protocolos. O grupo concluiu que as medidasnecessárias para o controle do tabaco deveriam se concentrar principalmente nasestratégias para a redução da demanda. Na segunda fase, foi estabelecido umÓrgão de Negociação Intergovernamental (ONI) para organizar as propostas comvistas à formulação do texto para a Convenção-Quadro e de seus protocoloscorrespondentes. Nos anos seguintes, essas propostas foram exaustivamente discutidasentre os 192 países membros organizados em blocos regionais e realizadas 6reuniões do ONI. A 6ª reunião do ONI, ocorreu em fevereiro de 2003, ocasião emque o texto da Convenção foi concluído. Durante a Assembléia Mundial de Saúderealizada em maio de 2003, em Genebra, a Convenção foi oficialmente aprovada,estando aberta para assinatura pelos 192 países membros da OMS até 29 dejunho de 2004. Posteriormente, aqueles que assinaram a Convenção entrarão na fase deratificação, em que o texto da Convenção deverá ser aprovado nos CongressosNacionais ou outras esferas legislativas específicas aos regimes de cada país. AConvenção-Quadro só entrará em vigor quando pelo menos 40 países a tiveremratificado. A PARTICIPAÇÃO DO BRASIL Desde o início o Brasil teve papel fundamental para que a Convenção-Quadro fosse aprovada por já dispor de um programa efetivo de controle dotabagismo, assumindo posições firmes de acordo com a legislação brasileira parao assunto. Em 2000, foi criada uma Comissão Nacional que teve os objetivos deanalisar os dados e informações nacionais referentes aos diferentes temasabordados nas negociações da Convenção-Quadro e subsidiar o Presidente daRepública nas decisões e posicionamentos do Brasil durante essas negociações.Em novembro de 2001, o Governo Brasileiro promoveu o 1º Seminário Latino 17
  18. 18. Americano sobre a Convenção Quadro para o Controle do Tabaco visandoalcançar uma posição consensual sobre o assunto entre os países da AméricaLatina, que foi apresentada na 3a reunião do ONI. Em abril de 2003 realizou-se, no Rio de Janeiro, a Oficina Piloto com PaísesLusofônicos - Projeto de Capacitação para Implementação de ProgramasNacionais de Controle do Tabagismo, como parte da estratégia da OMS parafortalecimento de capacidades nacionais para o cumprimento das obrigaçõesestabelecidas pela Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, e serviu depiloto para desenvolvimento de um modelo a ser multiplicado no âmbito dosPaíses Membros da OMS. A maior contribuição do Brasil no combate ao tabagismo foi dada peloPresidente Fernando Henrique Cardoso, quando em 15 de julho de 1996 AS VANTAGENS A viabilização de uma Convenção-Quadro permitirá aos países signatários aformação de uma rede de cooperação e de um sistema regulador da indústria dotabaco, no que se refere às suas estratégias nacionais e internacionais deampliação de mercados consumidores. Para este fim, torna-se necessário que asarticulações regionais prossigam, fortalecendo as alianças, para que o texto finalda Convenção-Quadro tenha como meta e objetivos principais a proteção dasaúde pública.Comissão Nacional de Implementação da Convenção-Quadro para oControle do Tabaco (CONICQ) A criação da Comissão Nacional de Implementação da Convenção-Quadropara o Controle do Tabaco (CONICQ), no dia 4 de agosto de 2003, emsubstituição à até então vigente Comissão Nacional para o Controle do Uso doTabaco propiciou ao Brasil dar um passo importante no controle do tabaco nopaís. O principal objetivo da nova Comissão é articular a organização eimplementação de uma agenda governamental intersetorial para o cumprimentodas obrigações da Convenção-Quadro Para o Controle do Tabaco. Em maio deste ano, em Genebra, a Convenção-Quadro para o Controle doTabaco foi adotada pelos estados membros da Organização Mundial da Saúde,entre eles o Brasil. Mas, para que possa entrar em vigor, ela deverá ser primeiroratificada por pelo menos 40 países que por sua vez terão de implementá-la deacordo com suas respectivas legislações. 18
  19. 19. Embora o Brasil se encontre em situação confortável no que se refere aocumprimento de grande parte da Convenção, ainda precisa investir esforços paracumprir obrigações constantes em alguns artigos. Faz parte das atribuições danova Comissão promover o desenvolvimento, a implementação e a avaliação dasestratégias da Convenção-Quadro, planos e programas, assim como políticas,legislações e outras medidas. A Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro, épresidida pelo Ministro da Saúde e integrada por representantes da AgênciaNacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, Assessoria de Assuntos Internacionais(AAI), Ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura, Pecuária eAbastecimento, do Desenvolvimento Agrário, da Fazenda, da Justiça, do Trabalhoe Emprego, da Educação, do Meio Ambiente e das Comunicações. Ao INCA cabeo papel de Secretaria-Executiva.ASPECTOS ECONÔMICOS DO TABACO O tabagismo gera uma perda mundial de 200 bilhões de dólares por ano,sendo que a metade dela ocorre nos países em desenvolvimento. Este valor,calculado pelo Banco Mundial, é o resultado da soma de vários fatores, como otratamento das doenças relacionadas ao tabaco, mortes de cidadãos em idadeprodutiva, maior índice de aposentadorias precoces, aumento no índice de faltasao trabalho e menor rendimento produtivo. A estratégia da indústria do fumo é a mesma no mundo inteiro e vai contraà saúde pública e ao bem estar de populações de todo o mundo. Questões, comopor exemplo, a responsabilidade corporativa, hoje estão sendo colocadas emdúvida por conta do conflito das empresas de tabaco com os sistemas de saúdepúblicos. É inaceitável que a indústria do cigarro seja um fator diferencial emdeterminada economia, se na realidade ela causa a morte de 4,9 milhões deindivíduos anualmente, com a perspectiva de serem 10 milhões em 2030. E opior: 70% dessas mortes estarão concentradas nos países em desenvolvimento,a maioria carente de financiamento público para programas sociais. O Banco Mundial estimou que as políticas de prevenção são as que temmaior custo-efetividade. Consequentemente, são um importante componente daeconomia de um país no que se refere à manutenção da saúde da população.Também calculou que, para colocar em andamento um pacote essencial deintervenções em saúde pública em que o controle do tabagismo esteja incluído,os governos deveriam gastar em média 4 dólares per capita nos países de baixarenda e 7 dólares per capita nos países de renda média. Em relação aos custos do tratamento das doenças relacionadas ao fumo, épossível dividí-los em duas categorias: tangíveis e intangíveis. 19
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  21. 21. CUSTOS DIRETOS i) assistência à saúde (serviços médicos, prescrição de medicamentos, serviços hospitalares, etc.); ii) perda de produção devido à morte e adoecimento e à redução da produtividade; iii) aposentadorias precoces e pensões; iv) incêndios e outros tipos de acidentes; v) poluição e degradação ambiental e vi) pesquisa e educação. CUSTOS INDIRETOS i) a morte de fumantes e não fumantes e ii) o sofrimento dos fumantes, não fumantes e seus familiares.OS IMPACTOS DA POLÍTICA DE PREÇOS E IMPOSTOS O aumento de preços é a medida mais efetiva - especialmente entre jovense pessoas integrantes das camadas mais pobres - para a redução do consumo.Estudos indicam que um aumento de preços na ordem 10% é capaz de reduzir oconsumo de produtos derivados do tabaco em cerca de 8% em países de baixa emédia renda, como o Brasil, além de gerar aumento na arrecadação de impostospara os governos. Pare de Fumar - Tabaco e Economia. Cabe ressaltar que opreço do cigarro brasileiro é um dos mais baixos do mundo (em média US$0,50). Através de um estudo econômico realizado no Brasil pôde-se apurar que,para um consumidor que fume um maço de cigarros por dia, um aumento de10% no preço de venda reduziria seu consumo, a curto prazo (um trimestre), emno mínimo um maço (20 cigarros) e, no máximo, 1,7 maços (34 cigarros). Alongo prazo (período em que o fumante já estabilizou o seu consumo), o mesmoaumento de preço de 10% faria com que o mesmo consumidor reduzisse oconsumo em 4,3 maços (86 cigarros). Um aumento de 100% na taxação dopreço final de fábrica, resultaria, de acordo com este estudo, em uma elevaçãoda arrecadação de 12 a 13,5% no curto prazo (com uma redução no consumo de1,5% a 3%) e de 3 a 9% no longo prazo (com uma diminuição no consumo de 6a 12%). (Ministério da Saúde, 2000). Outro ponto abordado seria o desemprego causado pela diminuição noconsumo de cigarros. Não há evidências de que tal fato pudesse realmenteocorrer, já que a demanda seria reduzida de forma lenta, a longo prazo, 21
  22. 22. permitindo que o processo de ajuste também fosse gradual. Um estudo realizadona cidade de York - Inglaterra mostrou o contrário: que o estabelecimento depolíticas rigorosas de controle do tabagismo pode inclusive aumentar o númerode empregos e não diminuí-los. Isso ocorre porque quando as pessoas param defumar, elas não deixam de consumir, apenas redirecionam seu dinheiro para acompra de outros bens e serviços, o que gera maior produção e mais empregosem outros setores. MERCADO ILEGAL DE CIGARROS O mercado ilegal de cigarros no Brasil representa, atualmente, cerca de35% do mercado, sendo considerado não somente um problema econômico - oGoverno perde em arrecadação, a cada ano, aproximadamente US$ 650 milhões- mas também um problema de saúde pública. Isto também pode gerar um aumento do consumo de produtos fumígenos,pois além de serem comercializados a preços menores do que os praticados nomercado formal, obrigam, por este motivo, as empresas fabricantes de cigarros areduzirem os seus preços para não perderem consumidores. É por essa razãoque o preço baixo do cigarro facilita o acesso de jovens e pessoas de baixarenda, causando aumento no consumo e, por conseqüência, nas estatísticas deadoecimento e morte relacionadas às doenças provocadas pelo fumo. A indústria do tabaco argumenta que o aumento de impostos, visando àelevação do preço do cigarro, teria como conseqüência o aumento de seu volumeno mercado ilegal. No entanto, o problema do mercado ilegal tem relação diretacom o monitoramento e a fiscalização das fronteiras e das rotas do país, onde sepode verificar o contrabando desses produtos. PARTICIPE DESTA MOBILIZAÇÃO Responsável por 5 milhões de mortes anuais no planeta, o tabagismo é umproblema de saúde pública global. No Brasil, onde 200 mil pessoas morremanualmente vítimas dessa doença, o assunto vem sendo abordado não apenaspelo Ministério da Saúde, mas por outros órgãos governamentais e cada vezmais parcelas da sociedade civil, representadas pelas Organizações Não-Governamentais (ONGs) ligadas à educação, economia, trabalho, justiça, meioambiente e agricultura. Em setembro de 2002, com o apoio do INCA, foi formada a Aliança Porum Mundo sem Tabaco, hoje com mais de 500 associados, dentre os quais 22
  23. 23. membros da sociedade civil e as ONGs, que incluem associações médicas,autoridades governamentais e órgãos nacionais e internacionais. OBJETIVOS Os principais objetivos da Aliança Por um Mundo sem Tabaco são:• acompanhar e participar do processo de controle do tabagismo no Brasil e nomundo abordando e discutindo o tema nas mais diversas áreas (saúde,educação, direito das crianças e das mulheres, meio ambiente, legislação eeconomia)• pressionar os legisladores a tomarem as providências necessárias para ummundo sem tabaco. Infelizmente, a questão do controle do tabaco enfrenta interessescontrários, principalmente da indústria do tabaco. Por este motivo é importantemobilizar a sociedade em prol da saúde da população e contra o lucro desmedidoe irresponsável da indústria do tabaco, que visa apenas seus lucros emdetrimento de doenças, mortes, invalidez e destruição do meio ambiente. Sua participação pode fazer a diferença! Qualquer pessoa física ou jurídicapode associar-se à Aliança Por um Mundo sem Tabaco e receberregularmente informações sobre o que está acontecendo no Brasil e no mundo,na área de controle do tabaco. NUNCA DESISTA!A maioria das pessoas não reduzem ou param de fumar de uma vez. Como emum regime, não é fácil mudar. Tudo bem. Se você não atingir seu objetivo logona primeira vez, tente de novo. Lembre-se, procure ajuda de pessoas quegostam de você e que lhe queiram ajudar. Nunca desista de seus objetivos, pormais que lhes pareçam difíceis.“A GLÓRIA DO CAMPEÃO NÃO ESTÁ APENAS NA MEDALHA, MASPRINCIPALMENTE, NO CAMINHO PERCORRIDO ATÉ A CONQUISTA. OPRÊMIO É CONSEQÜÊNCIA DESSE ATO.” 23
  24. 24. ENTIDADES CONSULTADAS NEPAD - Núcleo de Estudos e Pesquisa em Atenção ao Abuso de Drogas - UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro); AADAC - Comissão Contra o Abuso de Drogas e Álcool de Alberta - Canada; NIDA - National Institute on Drugs Abuse (Instituto Nacional contra o Abuso de Drogas) - Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA; MINISTERIO DA SAÚDE - Coordenação Nacional DST/Aids e Prevenção ao Abuso de Drogas - Brasília - DF Doutor IÇAMI TIBA - Médico Psiquiatra, Escritor, Palestrante, Psicodramatista e Psicoterapeuta de Jovens e Famílias há mais de trinta anos. São Paulo - SP - Brasil. Secretaria Nacional Anti-Drogas - SENAD/Ministério da Justiça – Brasília/DF.NÃO ESQUEÇA:“PRATICAR A PREVENÇÃO ÀS DROGAS É ANTES DE MAIS NADA UMATO DE AMOR AO PRÓXIMO E A GARANTIA DE UM FUTURO MELHOR”.“QUEM ADQUIRE DROGAS, ESTÁ FINANCIANDO O TRÁFICO DEENTORPECENTES, DE ARMAS, DE PESSOAS E O CRIME ORGANIZADO”. 24
  25. 25. Secretário de Estado da Segurança Pública – SESP/AmazonasDr. Francisco Sá CavalcanteSecretário Executivo de Segurança Pública – SESP/AmazonasDr. José Roberto Lopes CaúlaGestora do Programa de Redução da Violência, do uso de Narcóticos e Entorpecentes - PREVINEPed. e Profª Edméia da Silva Holanda – SESP-AMAssessora do Programa de Redução da Violência, do uso de Narcóticos e Entorpecentes -PREVINELena Mara Pereira Mendes – SESP-AMSecretário do Programa de Redução da Violência, do uso de Narcóticos e Entorpecentes - PREVINEAlisson Lopes de Araújo – Secretário do PREVINE-SESP/AMPsicóloga do Programa de Redução da Violência, do uso de Narcóticos e Entorpecentes - PREVINENancy de Souza Santiago – Psicóloga PMInstrutor do Programa de Redução da Violência, do uso de Narcóticos e Entorpecentes - PREVINEEcon. e Profº.Msc. Joaquim H. da Silva – SESP/AMAssessora do Programa de Redução da Violência, do uso de Narcóticos e Entorpecentes - PREVINEKeyla Maria Pinheiro Prado – PsicólogaElaboração:Econ. e Profº Msc. Joaquim Holanda da SilvaInstrutor do PREVINE/SESP/AM 25

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