Indumentária na Idade Média

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Aula de história da indumentária na Idade Média até o surgimento da moda como conhecemos hoje.

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Indumentária na Idade Média

  1. 1. INDUMENTÁRIA NA IDADE MÉDIA
  2. 2. Período de migração e início da idade média
  3. 3. ALTA IDADE MÉDIA Idade das Trevas - Séculos V a X
  4. 4. Alta IM – Contexto Histórico • Crise do Império Romano - Invasões Bárbaras • Êxodo urbano • Eliminação de redes de navegação e estradas • Decadência do comércio • Surgem os feudos • Teocentrismo • Inquisição
  5. 5. A imunda história do banho • Três banhos ao ano • Acreditava-se que a água abria os poros e deixava o corpo exposto a doenças • Recursos escassos • Recriminado pela igreja
  6. 6. Indumentária Alta IM • Tecidos feitos à mão pelas mulheres camponesas • Tingidos de forma natural - rústicos • Roupas de momentos mais cerimoniosos eram inspiradas em Bizâncio • Roupas com preocupação utilitária
  7. 7. • Cortes semelhantes - diferença nos tecidos e ornamentos • Ricos - lã de arminho e esquilo • Pobres - coelho e carneiro • A seda era nobre, mas também eram usados lã e linho • A riqueza era mostrada com jóias • O broche usado para segurar o manto - um dos principais itens de decoração
  8. 8. Cores • Vermelho - cor favorita dos nobres • Roxo - reservado para os extremamente ricos, como o Rei e o Papa • Camponeses ficavam com as discretas e sóbrias
  9. 9. Indumentária Masculina Alta IM • Túnica frouxa de mangas compridas • Sobretúnica ajustada com cinto (origem da blusa moderna) - mais ricos na altura da panturrilha e dos menos ricos na altura dos joelhos • Capa semicircular atada ao ombro por um broche e era forrada de pele para dias frios
  10. 10. • Usavam calções por baixo das túnicas que eram amarrados por tiras de tecido na perna, quando compridos. • Linho usado para roupas de baixo - facilmente lavável e mais confortável do que a lã
  11. 11. A Mulher na Alta IM • A partir de Teodora vemos cabelos femininos presos e escondidos em toucados • “Padrão cristão” para moda, maquiagem e penteados • Maquiagem passa a ser supérflua • Perde status de “deusa” – Eva / perdição
  12. 12. Indumentária Feminina Alta IM • Adaptavam vestuário masculino • Usavam túnicas com ou sem mangas vestidas pela cabeça e atadas à cintura por um cinto. • Sobre os ombros usavam um lenço, e também usavam um manto longo que podia chegar ao comprimento da própria túnica. • Passam a usar véus
  13. 13. Sapatos Usavam um tipo de calçado de couro que chegava até a barriga da perna ou um modelo usado também por mulheres que exibia um requintado trabalho em couro com tiras que se cruzavam na perna.
  14. 14. Cabelos • Cabelos longos – Símbolo de castidade • Para ambos os sexos os cabelos eram longos • Jovens solteiras usavam duas tranças de cada lado da cabeça ou os cabelos soltos • Casadas – cabelos presos • Uso de gorros, redes de cabelo e véus • Loiro – sinal de luxúria e vício. Descoloriam às escondidas
  15. 15. • Barbette: Acessório de cabeça que vai sob o queixo antes de colocar um chapéu • Gorjal: de linho ou seda que cobria o pescoço e parte do colo, sendo às vezes colocado por dentro do decote do vestido.
  16. 16. Diferença entre povos • Nos povos descendentes dos bárbaros, como os germânicos, as mulheres usavam mais tranças que chegavam até abaixo dos joelhos • Os franco germanicos enfeitavam os cabelos com fitas ou fios de ouro. • Os homens teutões usavam o cabelo preso do lado direito da cabeça com as pontas enrigecidas como chifres. • Os saxões usavam o cabelo curto, cacheado e uma barba curta • Escandinavos usavam cabelos compridos
  17. 17. Trajes da Realeza Alemã • Dalmática – púrpura, debruada em ouro, mangas longas. Ouro e pérolas. • Alva – usada sobre a dalmática. De seda branca, enfeitada nas faixas. Na barra há bainha dividida por listras • Estola – faixa longa e estreita de seda violeta salpicada de pedras preciosas, ouro e pérolas. • Pluviale ou pallium – manto aberto, chegava até os pés, seda vermelha.
  18. 18. Dalmática • A Igreja Cristã adotou a dalmática como veste litúrgica • No tempo de São Cipriano, bispo de Cartago (249 a 258) já se fazia uso dessa veste
  19. 19. BAIXA IDADE MÉDIA Europa Gótica - Séculos XI a XV
  20. 20. Baixa IM – Contexto Histórico • Renascimento do mundo urbano • Reaquecimento das atividades comerciais • Fim do trabalho servil • Surgimento da burguesia • Crescimento do poder da Igreja Católica na autoridade do Papa • Cruzadas – séculos XI ao XIII • Aumento populacional • Princípio do capitalismo
  21. 21. Indumentária na Baixa IM Unidade visual pela junção dos povos em ocasião das Cruzadas X peculiaridade por conta das diversas cortes européias • Invenção da roda de fiar e do tear horizontal • Suntuosos tecidos levados à Europa pelas Cruzadas • O azul foi introduzido e tornou-se moda, sendo adotado pelos reis da França • O vestuário passa a ter um caráter ornamental • Aristocracia passa a fabricar suas roupas em alfaiates
  22. 22. • Diferenciação das roupas masculinas e femininas • Roupas passam a delinear mais os corpos • Os camponeses - roupas simples e funcionais comumente nas cores cinza ou marrom. Os sapatos eram de pano pois couro era muito caro e muitas vezes andavam descalços enquanto trabalhavam • Cores determinavam a quem você pertencia
  23. 23. Indumentária Masculina BIM • Roupas masculinas encurtaram - origem do Gibão • Calções longos • Origem da bolsa
  24. 24. Gibão • Vestuário acolchoado usado sob a armadura • Trazido para o em traje civil • 1ª peça de vestuário cortada diferente frente e trás
  25. 25. Gibão • Proveniente do vestuário militar • Passou a ser acolchoado para realçar o peito. • Mangas bufantes, gola alta e dava a impressão de cintura fina. • Usado pelos homens mais jovens da corte
  26. 26. Gibão (evolução) • Cada vez mais curto • Ajustado ao corpo
  27. 27. Codpiece Gibão encurtou tanto a ponto de ser considerado indecente e exigir o uso do codpiece - aba (tipo de tapa sexo estofado) que cobria a frente dos calções masculinos e também guardava pertences
  28. 28. Cyclas • Veste usada sobre a túnica • Origem nas cruzadas/no vestuário militar • Função de proteger a malha metálica contra aquecimentos • Mulheres também usavam
  29. 29. Garnache • Veste de formas amplas com fendas e costuras laterais dos ombros até o quadril • Séculos XIII e XIV
  30. 30. Hérigault • Tipo de capa curta
  31. 31. Os homens começaram a usar um manto ou xale longo, largo e sem mangas aberto dos lados, e um sobretudo comprido e largo com mangas longas e amplas
  32. 32. • Chaussées - longas meias em cores brilhantes. Eram duas peças presas por um cinto embaixo da túnica ou calções • Braies - roupa interior que chegava até aos joelhos.
  33. 33. • Usavam túnicas lisas de tamanhos variados e mangas justas, sobreveste e um casaco curto e justo. • Roupas multicoloridas feitas de dois tecidos contrastantes, um de cada lado - especialmente popular na Corte Inglesa.
  34. 34. • As mangas eram amarradas à roupa, podendo-se trocá-las • As chausses se aperfeiçoaram, sendo ligadas à parte superior do traje, cobrindo não apenas as pernas mas também a parte inferior do tronco.
  35. 35. Poulaines • Sapatos de bico pontudo - quanto maior o grau de nobreza, maior o bico • Pontas chegaram a até 60 cm • Sola de madeira para poder forma • Dura até a era Tudor
  36. 36. Cabelos Masculinos na Baixa IM • Curtos e encaracolados caídos sobre as orelhas • Podendo-se usar barba terminada em ponta • Na cabeça capirotes ou chaperon
  37. 37. Touca • Usada debaixo de um chapéu ou como uma cobertura de noite
  38. 38. Liripipe
  39. 39. A Mulher na Baixa IM “A mulher é criada apenas para procriação.” São Tomás de Aquino • Tipo mulher frágil era o preferido • Pele pálida indicadora de riqueza - Uso de sanguessugas na face • Testa raspada • Veias acentuadas com índigo
  40. 40. Indumentária Feminina Baixa IM • A túnica longa substituída por um traje feminino como um vestido longo • Sobreposição de vestidos
  41. 41. • As vestes eram fechadas com cordões na frente, do lado e nas costas - mais acinturados
  42. 42. • A silhueta verticalizada e magra - reflexo da arquitetura • Leonor de Aquitânia populariza vestido de formas amplas • As mangas ficaram muito amplas na altura dos punhos
  43. 43. Mangas
  44. 44. • Calçados pontudos • Tecidos pesados • Surge o corpete do vestido • Decotes pequenos • Saia ampla caindo até os pés, às vezes formando uma cauda • Vestes com cores de suas famílias
  45. 45. Sobreveste/Surcoat • Sobreveste torna-se popular • Feita de tecido mais valioso
  46. 46. Surcot sem laterais (versão posterior) • Usado por mulheres da realeza • Objeto à esquerda é o Plastron o qual cobria o corpete
  47. 47. Cabelos Femininos na Baixa IM • Raspavam sobrancelhas, linha da testa, orelhas e nuca • Loiro – pureza do ouro, visão angelical • Soltos ou repartidos no meio enfeitados com fitas, grinalda de flores, diademas com pedras preciosas, coroas ou tiaras • Levantados sobre as orelhas formando um caracol e presos com redes crespine • Tranças enroladas de cada lado da cabeça • Uso de cabelos falsos ou de pessoas mortas • Enfeites de cabeça cada vez mais elaborados • Ficar sem toucado era permitido dentro do castelo e longe da visão masculina
  48. 48. Diferença entre povos • As calças em lã, linho ou seda, eram normalmente elaboradas com tecidos listrados ou com cores vivas. A moda eram roupas multicoloridas feitas de dois tecidos contrastantes, um de cada lado, o que foi especialmente popular na Corte Inglesa • Na França, entre os jovens cortesãos, a roupa caiu no ridículo e extravagante, sendo tão curtas e tão apertadas que era necessário a ajuda de duas pessoas para vestir e despi-los. • Na Espanha, a roupa feminina tinha cores vivas como vermelho, azul, rosa, violeta e verde-mar. Os sapatos eram enfeitados com bordados e debruns dourados. As espanholas não usavam adorno de cabeça até o final do século XIV, e sim um lenço preso por uma faixa e cabelos soltos ou presos com pérolas. As damas espanholas achavam elegante usar unhas num comprimento que hoje seria considerado absurdo
  49. 49. França e Alemanha 1100-1350
  50. 50. França – Séc. XIII ao XV • Os trajes franceses assumiram a liderança da moda. • Casaco mais curto • Uso de cinto • Sobreveste • Housse • Houppelande • Barba entra na moda
  51. 51. Houpplande • Poderia ser usado em tribunal por homens e mulheres • Origem na antiga " Tunica dalmatica " do império romano • Longa ou curta • Mangas muito amplas • Podia ser forrada de pele • Mais tarde foi usada por classes profissionais , e manteve-se na civilização ocidental como as vestes acadêmicas e legais de hoje.
  52. 52. PÓS PESTE NEGRA 1347-1353
  53. 53. Peste Negra – Contexto Histórico • Mata um terço da população Européia • Empobrecimento da nobreza • Ascensão da burguesia - comércio • As pessoas começaram a vestir-se de modo extravagante, mostrar a riqueza adquirida entrou em jogo, uma dos modos foi o consumo exagerado de tecidos.
  54. 54. Indumentária Masculina • Jaquette - túnica ajustada com cinto ou cordão na cintura, decorada nos decotes ou punho com pele. • Beca - justa no ombro, mangas amplas e compridas, solta e longa, usada com um cinto na cintura era vista em todas as classes sociais, por ser uma peça funcional. • Ombros almofadados e mangas bufantes • Barbette passou a ser usada pelos homens da corte
  55. 55. Cabelos Masculinos • Curtos ao estilo pajem ou compridos e encaracolados podendo ter uma franja • O cabelo na altura dos ombros tornou-se moda
  56. 56. Indumentária feminina
  57. 57. Pregnancy Look Estilo gravidez - mulheres vestiam um travesseiro sob a roupa para simular estarem sadias a ponto de carregarem um bebê no ventre
  58. 58. • Cintura sobe para abaixo do busto • Cinto decorativo para enfatizar a área • Decotes em V na parte da frente e de trás • Caudas dos vestidos longas, saias largas • Mangas ajustadas ou com corte amplo • Bordas serrilhadas (origem da renda) • Os sapatos eram de bico longo e finos como o dos homens.
  59. 59. Adornos de Cabeça • Sofisticados penteados com adornos • Fios que cresciam na testa e nas sobrancelhas eram raspados para que o chapéu fosse a atração principal - imitar as esculturas clássicas
  60. 60. Crespine • Rede de cabelo que tinha estrutura de arame e era usada nas laterais do rosto • Cabelos divididos ao meio e torcidos
  61. 61. Hénnin de cone ou pré hénnin
  62. 62. Hénnin (campanário) • Atingiu proporções extremas • Véu preso na parte mais alta – por vezes caía até o chão
  63. 63. Hénnin - Modelo de dois cones
  64. 64. Borboleta • Estrutura presa a um pequeno chapéu que escondia os cabelos • Servia de apoio a um véu diáfano com forma de asas de borboleta.
  65. 65. Coração
  66. 66. O Casal Arnolfini de 1435, mostra o rico comerciante e sua esposa vestidos à moda da época. • O homem veste casaco de veludo, camisa preta acolchoada com bordado de ouro nos punhos, meias pretas cobrem suas as pernas. O chapéu indica sua riqueza. No canto inferior esquerdo, um sapato poulaine. • A esposa usa uma sobreveste de lã verde com mangas tipo saco e debrum em pele na cor creme e cintura muito alta. Ela não está grávida. Esse é o famoso pregnancy comum nesse século. A veste de baixo tem a cor azul. Ela também tem os cabelos da testa raspada e usa um crespine com um véu em fino linho
  67. 67. Agnès Sorel • Abandona véus e outras peças de vestuário • Os seus vestidos eram bordados com pêlos preciosos • Ganha do rei o primeiro diamante cortado que se conhece • Lança o vestido com ombros descobertos
  68. 68. Diferença entre povos • A indumentária italiana era igual à inglesa, francesa e alemã, porém o requinte dos tecidos era maior e lá os casacos justos e curtos (acima do quadril) exibiam uma espécie de saia pregueada enfeitada por um cinto ou fivela. • Lá por 1450, na Borgonha, viu-se o que parece ter sido a primeira ocorrência da moda masculina em vestir-se todo de preto, posteriormente conhecido como o estilo "espanhol" (meados do século XVII), a moda da roupa preta foi iniciada pelo duque francês Filipe, o Bom.
  69. 69. Foi neste momento de final da Idade Média e início do Renascimento que surgiu o fenômeno Moda. Os nobres, especialmente da corte de Borgonha (hoje, França) começaram a mudar com frequência as linhas de seus trajes para fugirem da imitação dos burgueses. Neste momento se instituiu um ciclo de criação e cópia e a cada vez que a roupas dos nobres era copiada - moda como diferenciador social, de sexos, valorizando as individualidades e com caráter de sazonalidade.

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