Ictericaobstrutiva

2.538 visualizações

Publicada em

0 comentários
5 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.538
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
5
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Ictericaobstrutiva

  1. 1. ICTERÍCIA OBSTRUTIVA Tumores das Vias Biliares Clínica Cirúrgica II Curso de Medicina – UFOP Prof. Iure Kalinine
  2. 2. Etiologia• Doença Benigna• Doença Maligna
  3. 3. Etiologia• Tumores malignos:- Invasão , compressão extrínseca ou contaminação linfática- Colangiocarcinoma primário- Tumores raros: Carcinoma mucoepidermóide Rabdomiosarcoma / hemangioendotelioma Apudoma- Carcinoma da vesícula/ carcinoma do cístico
  4. 4. Etiologia- Lesões metastáticas : melanoma, pulmão, mama e ovário- Linfoma de Hodgkin e não Hodgkin- Linfosarcoma, reticulosarcoma- Hepatoma- Tumores benignos: apudoma, mioblastoma /carcinóide
  5. 5. Etiologia• Doença Benigna- Cálculo biliar- Lesões benignas diversas : iatrogênica, trauma, levando a estenose da via biliar- Síndrome de Mirizzi / fibrose retroperitoneal- Granulomas / Neuromas de coto cístico
  6. 6. Etiologia- Heterotopia gástrica- Granuloma eosinofílico / BK- Colangite esclerosante primária- Infestações: ascaris, Clonorchis sinensis, Schistosoma mansoni
  7. 7. Etiologia- Corpos estranhos- Compressa de gaze- Torulose- SIDA
  8. 8. Síndrome de Bard - PicPublicada em Câncer primitif du pâncreas. Rev Med 1888; 8: 257-82. Estudo clínico seguido de autopsias de sete pacientes com tumor na cabeça do pâncreas, consiste em: -Icterícia obstrutiva. -Tumor na cabeça do pâncreas -Vesícula biliar palpável
  9. 9. Síndrome de Bard - PicLouis Bard-(1857-1930) Adrien Pic-(1872-1944)
  10. 10. Síndrome de Courvoisier-TerrierPublicada em Casuistich-Statische Beitrage zur Pathologieund Chirurgie der Gallenwege. Leipzig: Vogel, 1890.Estudo clínico seguido de autopsias de pacientesictéricos, concluindo pelos seguintes achados: -Icterícia Obstrutiva. -Tumor Periampular. -Vesícula Biliar distendida e palpável ouimpalpável, se envolvida em fibrose (litiase biliar)
  11. 11. Síndrome de Courvoisier-Terrier Ludwig Courvoisier(1843-1918 Felix Terrier
  12. 12. Tumor de Vesícula• Epidemiologia:- Mulher idosa- Etnia: índios do sudoeste americano, no Japão, Alasca, Bolívia e México
  13. 13. Tumor de Vesícula• Etiologia - Ainda é obscura- Nitrosaminas- Colite Ulcerativa- Tumores benignos- Litiase - 75% dos portadores de Ca de vesícula acompanham-se de litiase biliar
  14. 14. Tumor de VesículaAdenocarcinoma papilar de vesícula biliar
  15. 15. Tumor de Vesícula• O tumor de vesícula é caracterizado por espessamento papilar ou difuso da parede do órgão• Em + 1/2 dos pacientes o fígado é afetado e em 1/3 o canal biliar
  16. 16. Tumor de vesícula
  17. 17. Tumor de Vesícula
  18. 18. Tumor de Vesícula
  19. 19. Tumor de Vesícula• Síndromes relacionadas tu de vesícula:1 - Colecistite2 - Paraneoplasica3 - Icterícia4 - Cólica biliar5 - Síndrome de Klatskin6 - Sintomas gastrintestinais
  20. 20. Síndrome de Klatskin.Publicada em Am J Med 1965;38:241-56. -Icterícia obstrutiva (crescente e total) -Tumor na convergência -Acolia -Sem colangite -Vesícula vazia - Sexo ( M = Tu de vias biliares, F = Tu de vesícula)
  21. 21. Síndrome de Klatskin
  22. 22. Tumor das Vias Biliares• Epidemiologia- Preferência pelo sexo masculino e idade mais baixa- Nações africanas e sudoeste asiático
  23. 23. Tumor das Vias Biliares• Etiologia - São geralmente dependência do carcinoma avançado de vesícula- Nitrosaminas, benzidina, ou a ingestão de alguns pesticidas- Cistos coledocianos
  24. 24. Tumor das Vias Biliares- Dióxido de tório ( Meio de contraste radiológico)- Fibrose cística- Doença congênita das vias biliares intra - hepáticas- Doença biliar litiásica
  25. 25. Tumor das vias biliares Fígado cirrótico invadido por um tumor maligno multifocal.Corte histológico mediano aumentado de um adenocarcinoma tubular formado por célulascuboideas, com presença de estroma fibroso.
  26. 26. Diagnóstico• Anamnese• Exame físico• Laboratoriais: bilirrubinas, fosfatase alcalina e GGT, albumina, TAP, PTT.
  27. 27. DiagnósticoMétodos de imagem:• USG: definem 2/3 das neoplasias de vesícula e 1/5 dos tumores altos.• TC: Localiza a altura do obstáculo biliar e mtx• CPRE
  28. 28. DiagnósticoUSG demonstrando dilataçãodas vias biliares
  29. 29. DiagnósticoAspecto do colangiocarcinoma, obstruindo vias biliares ( setas ) em exame de colangiografia endoscópica.
  30. 30. DiagnósticoColangioRNM Colangiografia endoscópica
  31. 31. Diagnóstico• Colangiografia percutânea por agulha de Chiba• Colangioressonância• Arteriografia
  32. 32. DiagnósticoColangiocarcinoma periférico. Em T1 (a) se visualiza como massahipodensa. En T2 (b) aparece levemente hiperdenso e heterogêneo.Em fase contrastada (c) aumenta heterogeneamente.A Colangio- RM (d) mostra dilatação periférica de via biliar.
  33. 33. Fatores de risco na icterícia obstrutiva• Dç maligna• > 60 anos• tempo de icterícia• Htc < 30• Leucograma > 10.000
  34. 34. Fatores de risco na icterícia obstrutiva• Creatinina> 1.3• Albumina < 3• Bilirrubina > 10• Fosfatase alcalina elevada• Depressão do sistema imunológica
  35. 35. Preparo do paciente• Evitar hiperbilirrubinemia prolongada• Tratar infecção conhecida ( colangite)• Corrigir anemia, defeitos de coagulação e hipoalbuminemia• Usar aminoglicosídeos em doses ajustadas• Esterilização colônica
  36. 36. Preparo do paciente• Drenagem biliar pré - operatório?• Utilizar Manitol no pré e trans - operatório.• Evitar insuficiência pré - renal.• Evitar hipotensão durante a cirurgia.• Proscrever anti - inflamatórios não esteróides
  37. 37. Tratamento• INTUBAÇÃO TRANSTUMORAL. COLANGIOLOSTOMIAS• ANASTOMOSES BILIO - DIGESTIVAS INTRA - HEPÁTICAS• RESSECÇÃO SEGMENTAR• LOBECTOMIAS• TRANSPLANTE
  38. 38. Tratamento• É necessário a drenagem percutânea pré - operatória?Até 1960 - Cirurgia s/drenagem.1967 -1976 - Drenagem percutânea s/métodos de imagem.1976 - Drenagem percutânea c/métodos de imágem.e colecistostomia.
  39. 39. Figura Nº3 . Diagrama de intubação trans-tumorasl com dreno em T.Figura Nº4. Representação diagramática de intubação trans-tumoral
  40. 40. TratamentoFigura Nº 6. Diagrama do procedimentode Blumgart
  41. 41. Tratamento • Atualmente: NÃO realizar drenagem pré operatória. CONDUTA: TC + ColangioRNM Cirurgia em até 7 dias.Takada T., First Department of Surgery, Teikyo UniversitySchool of medicine - Journal of Hepato-Biliary-Pancreatic Surgery
  42. 42. TratamentoDrenagem endoscópica das vias biliares:Foram estudados 40 pacientes:Grupo 1 - neoplasia proximal (20 pacientes).Grupo 2 - Neoplasia distal (20 pacientes).N. J. Lygidakis,M.D., Amsterdam, The Netherlans - Surgery, gynecology & Obstetrics February 1987 vol 164
  43. 43. Caracteres dos Pacientes Grupo 1 Grupo 2Homens 11 10Mulheres 9 10Idade 56 58Tempo de 7m 5mevolução
  44. 44. Apresentação ClínicaSintomas Grupo 1 Grupo 2Icterícia 20 20Perda de peso 12 11Fébre 7 6Oliguria 2 1Confusão mental 2 1
  45. 45. Investigação Pré - operatória Grupo 1 Grupo 2 Hemocultura positiva 3 3 Cultura biliar 10 11 WBC >20.000 3 4 Cr > 2 3 4 Bilirrubina > 10 8 4mg/dl Fosfatase 9 8 Alcalina >400/u
  46. 46. Resultados Pré-operatórios após Drenagem. Grupo 1 Grupo 2 Wbc > 20.000 2 N Cr >2 3 N Bil >4mg/dl 7 N F. Alc.>400 7 N δ GT > 150 4 N
  47. 47. Resultados após a cirurgia Grupo 1 Grupo 2 Pressão 22 cm Hg 9 +/- 3cm Hg Biliar Cultura Biliar 14 3 Hemocultura 6 0Conclusão: Observou -se um benefício da drenagem biliarendoscópica pré-operatória apenas nos pacientes do grupo 2
  48. 48. Tratamento• ANASTOMOSES BÍLIO - DIGESTIVAS INTRA - HEPÁTICAS.Finalidade exclusivamente paliativa
  49. 49. TratamentoFigura Nº 8. Diagrama do acesso ao tributário biliar dosegment 3, segundo Couinaud-Soupault.
  50. 50. Tratamento Representação diagramática do acesso ao tributário biliar do segmento 3, segundo Blumgart.
  51. 51. Tratamento
  52. 52. Ressecção Segmentar Para delimitar a ressecção se utiliza a classificação de BismuthTipo I: tumor abaixo da confluência com livre fluxo entre os canais esquerdo e direito;Tipo II: tumor obstruindo a confluência, não havendo acometimento superior dos ramos principais;Tipo IIIa: tumor obstruindo a confluência e o ramo principal direita;Tipo IIIb: tumor obstruindo a confluência e o ramo principal esquerdo;Tipo IV: acometimento de ambos os ramos principais e os secundários.
  53. 53. Ressecção Segmentar
  54. 54. Tratamento• Ressecções lobaresMais radicalLesões Bismuth tipo III
  55. 55. Ressecções Lobares
  56. 56. Tratamento• Ressecções Vasculares-Recanalização e dilatação da veia umbilical, seguida de anastomose com a veia esplênica.- A Invasão arterial ou portal desautoriza a ressecção.
  57. 57. Tratamento
  58. 58. Tratamento• Transplante hepáticoTumores irressecáveisTumores residuaisTumores recorrentes Pré-requisitos: Exclusão de Tu extra- hepático, ausência de infecção, idade entre 55-60 anos.
  59. 59. Tratamento• Radioterapia• Quimioterapia• Radioterapia + Quimioterapia.
  60. 60. Caso Clínico 1DI: 15/02/02ID: C. C. B ,48 anos, branca, casada, natural do Rio de Janeiro, manicure, reside em Iguába.QP: “Amarelo no corpo”HDA: Há 2 anos iniciou quadro de dorsalgia esporádica que irradiava para região epigástrica tipo queimação de forte intensidade e aliviava com dorflex.
  61. 61. Caso Clínico 1Evoluiu há 1 mês com diarréia ( 4 evacuações/dia, fezes líquidas s/sangue, muco ou pus), náuseas, icterícia colúria , acolia fecal, perda ponderal ( não sabe quantificar) e prurido. Nega febre, hiporexia, dor abdominal.HPP: HASH. Fis: Gesta 9/6, aborto = 3H. Fam: Pai coronariopata / mãe c/ enfisema pulmonar.H. Social: Tabagista há 34 anos 3 maços/dia.
  62. 62. Caso Clínico 1Exame físico: Vigil orientada no tempo e no espaço, corada, hidratada, acianótica, ictérica +++/+4, eupneica.PA=150/100 mmHg FC: 80 bpmACV: RCR, 2T.AR: MVUA S/RA.Abdome: Peristáltico, flácido, indolor, sem massas ou viceromegalias.MMII: NDN.
  63. 63. Caso Clínico 1• Exames laboratoriais:18/02/02Leuc = 6,400 Bt = 2%Htc = 33% Hm = 11,0Plaquetas = 266.000 Bil T = 5,50Amilase = 69 Bil D = 1,70LDH = 385 Ur = 28Gama –GT = 376 Cr = 0,6F. Alcalina = 1296 TGO = 227 TGP = 373
  64. 64. Caso Clínico 1• USG 15/02/02 Dilatação das vias biliares intra-hepáticas no lobo EHepatocoledoco dilatado = 9.8 mm com lesão sólida hiperecóica de 13,9mm no 1/3 distalVesícula biliar dilatada com microcálculos em seu interiorPâncreas sem alteração
  65. 65. Caso Clínico 1• 25/02/02Bil T = 31,70 Bil D = 19,6• 26/02/02Colecistostomia – Evoluiu com PNM• 02/04/02Bil T = 5,9 Bil D = 2,0
  66. 66. Caso Clínico 1• 08/04/02Gastroduodeno pancreatectomia cefálica + Vagotomia troncular A P.09/04/02Histopatológico = Adenocarcinopa periampolar, ausência de infiltração pancreática e duodenal, metástases p/ linfonodos peripancreáticos isolados15/04/03 = Óbito
  67. 67. Caso clínico 2 25/07/04ID: D. C. J, 47 anos, negro,natural do Rio de Janeiro, casado.QP: “Emagrecimento e perda de apetite”HDA: Há 2 meses notou emagrecimento progressivo com perda de +/- 20 kg, anorexia,palidez cutâneo mucosa, que o fez procurar o hospital.
  68. 68. Caso clínico 2USG: Presença de dilatação de VBIH e EH, colédoco dilatado, heterogenicidade da cabeça do pâncreas, sem evidências de lesões expansivas.HPP: Laparotomia exploradora há 6anos por PAF.HF: NDNHS: Tabagista durante 18 anos de 10 cigarros/dia parou há 3 anos. Etilista social.
  69. 69. Caso clínico 2Exame Físico: Vigil, orientado, em bom estado geral, hemodinamicamente estável, hipocorado ++/+4, hidratado acianótico anictérico.ACV: RCR, 2T.AR: MVUA, S/RA.Abdome: Peristáltico, flácido, indolor, vesícula palpável, s/ massas.MMIIS: NDN.
  70. 70. Caso clínico 2• Exames:LABHtc = 28% Hg = 9.7 Leuc = 6.000Pl = 555.000 PTT = 305 BT = 1.01BD = 0.9 Cr = 0.9 FA = 2.440Gama G T = 882 TGO = 97 TGP = 189• TC = Dilatação VBIH e VBEH.
  71. 71. Caso clínico 2• EDA 29/07/2004:Neoplasia de pâncreas com invasão da papila?Neoplasia de papila?30/07/04Htc = 31% leuc = 8.000 Bt = 5%Pl = 424.000 Amilase = 235 Bil T = 1.45Bil D = 1.39 FA = 2.96002/08/04Gatroduodenopancreatectomia ( Whipple)
  72. 72. Caso clínico 2• Histopatológico:Adenocarcinoma periampolar c/ comprometimento de linfonodo justa ampolar.10/02/04Reinternação por recidiva de Bl de Papila.16/02/04Alta a revelia.
  73. 73. Etiologia• Doença Benigna- Cálculo biliar- Lesões benignas diversas : Iatrogênica, trauma, levando a estenose da via biliar.- Síndrome de Mirizzi / Fibrose Retroperitoneal.- Granulomas /Neuroma de coto cístico
  74. 74. Etiologia- Heterotopia gástrica- Granuloma eosinofílico / BK- Colangite esclerosante primária- Infestações: Ascaris, Clonorchis sinensis, Schistosoma mansoni
  75. 75. Etiologia- Corpos Estranhos.- Compressa de Gaze.- Torulose. SIDA- DOVBI- Pancreatite- Odite
  76. 76. Doença Cística das Vias Biliares• Etiologia: Desconhecida• Epidemiologia80% são diagnosticados durante a infância ( os remanescentes manifestam- se durante a fase adulta)80% fusiformes
  77. 77. Doença Cística das Vias Biliares• SintomasDor abdominalIcterícia com massa abdominalColangite ( estase biliar + colonização bacteriana)
  78. 78. Doença Cística das Vias Biliares• Diagnóstico:USGCintilografia com radionuclídeoColangiografia : Diagnóstico definitivo.• Tratamento:Excisão completa com hepatojejunostomia em y de Roux
  79. 79. Doença Cística das Vias Biliares
  80. 80. Doença Cística das Vias Biliares
  81. 81. Doença Cística das Vias Biliares
  82. 82. Lesões dos Canais Biliares• Etiologia:+ de 90% são por lesão iatrogênica+ de 80% originam-se das colecistectomias• Localização:+ de 70% acometem o canal hepático comum ou a confluência dos hepáticos direito e esquerdo.
  83. 83. Lesões dos Canais Biliares• Diagnóstico:Clínico: Extravasamento de bile para cavidade peritoneal, febre, icterícia, aumento do perímetro abdominal e incapacidade de apresentar melhora.Laboratorial: Função hepática pode estar alterada.
  84. 84. Lesões dos Canais BiliaresImagem:CintilografiaCPRE: Local do vazamento, e gravidade da lesão.• Tratamento:Árvore biliar intacta: Colocação endoscópica de prótese.
  85. 85. Lesões dos Canais BiliaresÁrvore biliar não intacta: CPT com posicionamento de prótese.TC de abdome: Para identificar e drenar coleções líquidas.Definitivo: Hepatojejunostomia término-lateral em y de Roux
  86. 86. Lesões dos Canais Biliares• Estenose tardia:Colangite recidivante ( mais comum)Colangite supurativa agudaIcterícia (cálculos proximais ao local da estenose)Tratamento das estenoses tardias:Coledocoduodenostomia ou hepatojejunostomia em y de Roux
  87. 87. Colangite Esclerosante• Definição: Doença inflamatória dos canais biliares que causa fibrose e espessamento de suas paredes e várias estenoses curtas e concêntricas.• Etiologia• Alterações de imunidade, toxinas e agentes infecciosos.
  88. 88. Colangite Esclerosante• Epidemiologia2/3 ocorrem em pessoas com menos de 45 anos de idade.H/M: 3/2Clínica: Fadiga, anorexia, perda de peso, e início insidioso de icterícia e prurido. Raramente, dor em abdome superior.
  89. 89. Colangite Esclerosante• Diagnóstico: Quadro clinico, biópsia, CPRE (aspecto típico da colangiografia).• TratamentoClínico: Corticóides, antibióticos, imunossupressores.Cirúrgico: Dilatação percutânea com balão, uso de próteses, derivações biliodigestivas, transplante hepático (tto definitivo).
  90. 90. Coledocolitíase• Epidemiologia8 - 16% dos pacientes com colelitíase desenvolvem coledocolitíase.A incidência aumenta com a idade.• EtiologiaA maioria migram da vesícula.
  91. 91. ColedocolitíaseCálculos de colesterolCálculos primário do colédoco ( bilirrubinato de cálcio), são ovóides, marrons e esmagam com facilidade. Causas: Estenose biliar pós traumática, anastomose bilio - entérica estenosada, colangite esclerosante e colangio hepatite asiática.
  92. 92. Coledocolitíase
  93. 93. Coledocolitíase• Clínica• Assintomáticos• cólica biliar• obstrução biliar ( icterícia intermitente ou progressiva)• colangite• Pancreatite
  94. 94. Tríade de Charcot• Bureaux du Progrés Médical & Adrien Delahaye, 1877. -Icterícia obstrutiva. -Dor em Hipocôndrio direito. -Febre com calafrios.
  95. 95. Tríade de CharcotDr.Jean Martin Charcot-Hospital Salpetriere
  96. 96. Pentade de Reynolds• Acute obstructive cholangitis: a distinct clinical syndrome. Annals of Surgery, Philadelphia, 1959, 150: 299-303. - Icterícia obstrutiva. - Dor em Hipocôndrio direito. - Febre com calafrios. - Hipotensão - Diminuição no nível de consciência
  97. 97. Coledocolitíase• LaboratorialBil elevada mas não deve ser > 15mg/dl.Fosfatase alcalinaAmilase se elevada pensar em pancreatite
  98. 98. Coledocolitíase• ImagemUSG - Litíase biliar e dilatação das vias biliaresCPRE - Pancreatografia e papilotomiaTCCPTColangioRNM
  99. 99. Coledocolitíase
  100. 100. Coledocolitíase
  101. 101. Coledocolitíase
  102. 102. Coledocolitíase
  103. 103. Coledocolitíase
  104. 104. Coledocolitíase• Tratamento• Colangite: Antibióticos, hidratação e repouso alimentar.• Colangite tóxica aguda: Descompressão da arvore biliar imediata ( papilotomia endoscópica ou percutânea)
  105. 105. Coledocolitíase• Preparo pré-operatório↓ Bil para evitar risco de:IRAIsuf. RespiratóriaSepseHemorragiasCoagulopatias
  106. 106. Coledocolitíase• Duas alternativasPapilotomia endoscópica : Introduzida em 1974 por Demling ( Alemanha) e Kawai (Japão)Êxito em 90% dos pacientesÍndice de sucesso é baixo em pacientes com + de 5 cálculos ou cálculo > 1 cm.
  107. 107. Coledocolitíase
  108. 108. Coledocolitíase
  109. 109. ColedocolitíaseAumenta consideravelmente o índice de pancreatite aguda• Índice de pancreatite aguda pós CPRE no HCF1978 -20056/268 ( PA pós CPRE/Total PA) = 2,23%1995 - 20056/176 (PA pós CPRE/ Total CPRE) = 3,4%
  110. 110. ColedocolitíaseConduta no HCFRetardo na intervenção até que ↓ a Bilirrubina• CirurgiaColedocolitotomia laparoscópicaColedocolitotomia aberta
  111. 111. Caso Clínico 1DI: 18/05/05ID: M. A. M. P, 37 anos, solteiro, vendedor de material gráfico, natural do Peru.QP: Dor no estômago.HDA: Há 3 semanas iniciou quadro de dor em região epigástrica e HD de forte intensidade, constante irradiando para dorso sem relação com a alimentação.
  112. 112. Caso Clínico 1Há 15 dias começou a apresentar icterícia, colúria , hipocolia fecal e prurido. Relata perda ponderal de +/- 3 kg em 1 mês.Procurou o Hospital São Lucas onde realizou USG evidenciando dilatação do hepatocolédoco + colelitíase.
  113. 113. Caso Clínico 1HPP: Nega cir. Prévias, HAS, DM, Alergias.H. Fis: NDNH. Fam: Tia colecistectomizada por colelitíaseH. Social: Etilista social, nega tabagismo
  114. 114. Caso Clínico 1• Exame Físico:Vigil, orientado, corado, hidratado, acianótico, ictérico +++/4+, eupneico.PA: 120/70 mmHg FC = 82 b.p.mACV: RCR, 2T, BNF.
  115. 115. Caso Clínico 1AR: MVUA, S/RA.ABDOME: Peristáltico, flácido, indolor, sem massas.MMII: NDN.Exames: 18/05/05.FA = 726 GamaGT = 1.790 BilT = 17,9 BD = 13,4Exames: 20/05/05FA = 1290 GamaGT = 29 BT = 11,23 BD = 8,10
  116. 116. Caso Clínico 1• USG: 23/05/05Esteatose hepática, vesícula distendida de parede algo espessada com alguns pequenos cálculos no interior. Hepatocolédoco = 12,3mm.EDA: 24/05/05Papila c/dilatação do seu infundíbulo drenando bile intermitente. Sugerindo cálculo no colédoco distal.
  117. 117. Caso Clínico 1• 08/06/05BT = 3,05 BD = 2,18• Cirurgia 13/06/05Colecistectomia, coledocostomia, duodenotomia, papilotomia, duodenorrafia.
  118. 118. Caso clínico 222/06/05A. B.P.N, 42 anos, solteiro, branco, natural do Rio de Janeiro, auxiliar de enfermagem.QP: “ Queimação epigástrica + icterícia”HDA: Dor em queimação há 5 anos que melhorava com a alimentação e uso de omeprazol, nega vômitos, emagrecimento, hemorragias.
  119. 119. Caso clínico 2Teve novo episódio há 3 semanas e 3 dias após iniciou quadro de icterícia com colúria e acolia fecal progressiva. Foi tratado inicialmente como como hepatite aguda e realizou USG abdominal que demonstrou colelitíase com dilatação das vias biliares intra e extra hepáticas com hepatocolédoco 12,7 mm.
  120. 120. Caso clínico 2HPP: sem comorbidades.H. Social: Tabagista ½ maço/dia/27 anos, etilismo social Reside em casa com boas condições de higiene.H Familiar: Mãe faleceu por ca de mama, 4 irmãos saudáveis
  121. 121. Caso clínico 2• EXAME FÍSICO:Vigil, orientado no tempo e espaço. Corado, hidratado, acianótico ,ictérico +2 /+4, em bom estado geral, eupneico.PA = 140/95 mmhg FC = 80 bpmACV: RCR, 3T (B4), sem sopros.AR: MVUA S/RAABDOME: Peristáltico, flácido , indolor, sem massas ou viceromegalias, hepatimetria = 7cmMMII: Panturrilhas livres, pulsos OK.
  122. 122. Caso clínico 2• Exames laboratoriais: 22/06/2005TAP: 100% PTT: 27s LEUC: 7.600 Bt: 3%HTo: 43% Hb:14.7 PTNT: 7.6 ALB: 4.1FA: 412 GGT: 280 LDH: 660 BT: 28.4 BD: 18.3
  123. 123. Caso clínico 2• TC 24/06 – S/ massas ou adenomegalias.• EDA 28/06 – Papila proeminente sugestiva de cálculo obstruindo.• 02/07/05 Transferido para cirurgia geralHD: Coledocolitíase? Tu Periampular?
  124. 124. Caso clínico 2• 09/07/2005ColangioRNM : ColedocolitíasePreparo para cirurgia:12/07/05: BT 11,6 BD:8,8415/07/05: BT 6,39 BD:5,1318/07/05: BT 5,45 BD: 4,26
  125. 125. Caso clínico 2• Cirurgia: 22/07/05Colecistectomia + coledocostomia + biópsia excisional de linfonodo duodenal.
  126. 126. Caso clínico 2

×