Globalização, Mercado e Produções simbólicas

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Globalização, Mercado e Produções simbólicas

  1. 1. UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO Faculdade de Humanidades e Direito Licenciatura em Ciências Sociais Campus – EAD Módulo: Globalização, Democracia e Produções Simbólicas Tema: Globalização, Mercado e Produções simbólicas Profª : Verônica Aravena Cortes Atividade para: 08/04/2010 Alcione Fátima da Silva Jurigan ATIVIDADE SOLICITADA: 3.2 produção textual Esta atividade deve incorporar as leituras e os debates das duas teleaulas da temática Globalização, mercado e produções simbólicas. Fazer um Texto, no qual cada aluno deve: 1. Expor o pensamento de Boaventura Sousa Santos, Nestor Canclini e Gilles Lipovetski abordando as características de nossa sociedade, uma sociedade globalizada para uns, uma sociedade do hiperconsumo para outros. 2. Neste texto apresentar certos desafios e paradoxos desta globalização ou sociedade do hiperconsumo. A atividade pode ser feita individualmente ou em duplas. Produção Textual: A globalização no século XXI, delineia cada vez mais um cenário em que as pessoas são vistas não como indivíduos mas como potenciais consumidores que através do papel hegemônico que outros países infuenciam na cultura de países periféricos, envolvendo-os através de propagandas e novas tecnologias , sempre inovadoras que alimentam o sonho em potencial de cada indivíduo na sociedade a qual está inserido e dominado por novos meios consumistas, se vê as voltas com novidades no seu cotidiano que alimenta o prazer de consumir constituindo no hiperconsumo, que por sua vez, necessita cada vez mais aumentar a produção para alimentar esse hiperconsumo , porque a demanda é grande por produtos que dão poder e status social. Nesse contexto a globalização tem os seus pontos positivos porque fez com que os países se interligassem por meandros que os conectam e incorporam novas corporações em países antes pouco desenvolvidos , porém, com o advento da globalização ou pós-modernidade como alguns a chamam esse momento proporcionou inovações e desenvolvimentos econômicos , antes desestruturados e arcaicos como no caso do Brasil, que com a Globalização obteve êxito em transações comerciais e exportações que influenciaram definitivamente o modo de vida em sociedade dos 1
  2. 2. indivíduos. O lado negativo da globalização é a exploração pelas transnacionais da mão de obra e do parque industrial de países subdesenvolvidos ou periféricos, onde a ânsia é grande de que essas novas corporações se instalem , incentivadas pelo Estado com impostos e taxas menores a fim de que isso atraia esse capital que alimentará com investimentos que, para eles são irrisórios , mas para aqueles que o receberão em seus países faz grande diferença no desenvolviemnto do país apesar da exploração da mão de obra , que por sua vez é geradora de empregos e também de melhores condições de vida. A partir desses conceitos da globalização alguns renomados pensadores de nossa época possuem concepções diferentes a respeito desse assunto, Boaventura Souza Santos, sociólogo português, nos diz que, a sociedade sob a ótica globalizada é uma sociedade que sofre grande influência das corporações transnacionais, conduzindo de forma dominante os rumos desse ou de outro país hegemonicamente na sua produção econômica e por conseguinte, nas imposições que essa ou aquela corporação deverão exercer sob determinado país, ditando a forma de vestir, de usar novas tecnologias, bem como, na forma do indivíduo conduzir sua vida em uma sociedade globalizada, advindo desse processo segundo Boaventura, grandes alterações na identidade cultural do indivíduo que sofre essas influências nessa sociedade, que por sua vez, irá mudar seu modo de comportar-se, pois segundo ele, essa nova forma de conviver em uma sociedade globalizada irá interferir na subjetividade do indivíduo. Essa subjetividade adquire a forma segundo Boaventura, de uma consciência que o indivíduo assume de acordo com os padrões que lhe são mais naturais de serem adotados como identidade, seja através da moda, das novas tecnologias difundidas, de maneira que esse indivíduo construa sua identidade a partir de valores que lhe são absorvidos durante sua existência nessa sociedade a qual está inserido, resultando numa construção artificial de identidades que lhe são favoráveis de acordo com o que ditar essa sociedade. Por outro lado, o pensamento de Nestor Garcia Canc1ini, sociólogo mexicano, se atém em preocupar-se com as identidades culturais no contexto globalizado, onde manter essas identidades culturais fica difícil, uma vez que, utilizando-se como modelo as economias e políticas neoliberais, vê-se que os meios de comunicação de massa, segundo Canclini, são cada vez mais fortalecidos por esse tipo de economia e política, onde a principal fonte de consumo é a população, mais especificamente as classes populares. Nesse contexto, Canclini reforça seu pensamento demonstrando nas suas teorias que existe nesse processo um enfraquecimento da identidade cultural e tradicional da sociedade local, bem como, da participação dessa mesma sociedade em políticas tradicionais, antes reconhecidas e legitimadas pela população, como partidos políticos, sindicatos e movimentos sociais existentes, uma vez que, existe um desprendimento consciente dessa sociedade em prol das culturas de outras sociedades as quais lhe são mais suscetíveis de realização de sonhos e para poder assumir novos papeis na sociedade construída ao redor dessa população que facilmente é influenciada por essas tendências de outros países as quais essa sociedade, principalmente as latino-americanas, fica subordinada economicamente. Dessa forma, Canclini, mostra em seu pensamento que os meios de comunicação de massa, passam cada vez mais a funcionar como espaços públicos dessas sociedades globalizadas. Portanto, a participação dessa sociedade diante de sua verdadeira identidade cultural está restrita, segundo Canclini a uma elite que se utiliza da tecnologia e é possuidora dentro dessa sociedade de poder de decisões e, por conseguinte, possui maiores chances de consumir este ou aquele produto inovador e também a produzir bens culturais e produtos mais sofisticados, onde o ato de consumir é o que dá sentido e ordem a vida social e ajuda na construção das identidades culturais. Já para Lipovestsky, filósofo francês, dentro do capitalismo de consumo existem etapas, sendo que, ele nos aponta três fases, a primeira delas em seu pensamento Lipovestsky expõe a democratização de compra de bens duráveis, a segunda fase é a 2
  3. 3. sociedade do consumo de massa e a terceira é o hiperconsumo. Essas fases são determinantes na linha de pensamento de Lipovestsky, que englobam a ideia de consumo cada vez menos para demonstrar uma posição social determinante dentro da sociedade, porém, ao contrário, que satisfaça os desejos e emoções e preencha a felicidade tão almejada pelo indivíduo inserido numa sociedade que satisfaça seu prazer emocionalmente e individualmente para que ao consumir esses anseios sejam satisfeitos. Concluindo, pode-se notar que a globalização tem o seu lado positivo e negativo e é vista sob várias facetas do ponto de vista teórico exposto pelos pensadores nessa era de globalização. O que fica para se questionar de todas essas manifestações de idéias é que existe determinados paradoxos que Lipovestsky, também cita, e que é importante destacar aqui, onde apesar da felicidade e do prazer momentâneo desfrutado pelo consumo de objetos ou de emoções o indivíduo ainda se debate em um conflito interno e emocional, que cria um círculo vicioso, deixando o indivíduo querendo sempre buscar esse prazer e essa felicidade momentânea. Esse é um paradoxo nessa sociedade tão engajada em obter e ter cada vez mais objetos, da mesma forma os descartando e substituindo por outros, a fim de preencher mesmo vazios que o consumo poderá preencher de certa forma, nesse circulo cria-se um hiperconsumo por parte da sociedade que privilegia as classes dominantes e detentoras de poder e de objetos que infelizmente não as fazem felizes e nessa busca incessante a produção dentro do sistema globalizado nunca pára a fim de sugerir em lojas, slogan, propagandas, internets, sorrisos, beleza, expõem um mundo ilusório e provisório enquanto não se conquista aquilo que se deseja. Referências Bibliográficas CORTES, Verónica “Identidades na contemporaneidade” In Praun, Luci (ed.) Mercado Global, Mídia e relações de poder. Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2009. disponível em : http://www.scribd.com/doc/19742505/Canclini-O-Consumo-Serve-Para-Pensar-Consumidores-e-cidadaos acessado em 01/04/2010 disponível em: http://teiasdoconsumo.blogspot.com/2009/09/felicidade-paradoxal-de-gilles.html acessado em 01/04/2010 disponível em: http://umeoutro.net/arquivos/savian_lipovetsky.pdf acessado em : 02/04/2010 disponível em: http://veja.abril.com.br/250902/entrevista.html acessado em 02/04/2010 disponível em http://www.edusp.com.br/cadleitura/cadleitura_0802_8.asp acessado em: 03/04/2010 disponível em: http://www.radarcultura.com.br/node/12065 acessado em : 03/04/2010 disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222001000200008 3
  4. 4. acessado em : 06/04/2010 disponível em: http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rle/n13/13a12.pdf acessado em: 06/04/2010 disponível em : http://www.alaic.net/VII_congreso/gt/gt_13/GT13-P20.html acessado em: 06/04/2010 4

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