Estudo da influência do tamanho dos poros em biomateriais issn 22386769

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- Trabalho de iniciação científica da V jornada de Iniciação Científica e Tecnológica da Universidade Bandeirante Anhanguera - Uniban

- Estudo da influência do tamanho dos poros em Biomateriais, uma revisão da literatura.

ISSN 2238-6769

INTRODUÇÃO

Os primeiros relatos sobre enxertos ósseos bem sucedidos datam do século passado, quando Walker (1820) [1], transplantou osso autógeno (tecido pertencente ao próprio indivíduo) no homem. No início do século XX a transplantação óssea obteve grande popularidade na
medicina, com sucesso questionável. A Segunda Grande Guerra estimulou o interesse por
enxertos autógenos (o doador é o próprio receptor), alógenos (de doador da mesma espécie) e
xenógenos (doador de espécie diferente da do receptor). Desde a publicação dos primeiros
sucessos com enxertos ósseos alógenos em humanos, no fim da década de 60, erros e acertos ocorreram na seleção de biomateriais)[2], nas técnicas de cirurgia e reabilitação protética, na análise mecânica de problemas e materiais, e na terapia periodontal. Nos últimos 10 anos, vasta documentação científica tem sido divulgada sobre implantes[3] clínicos experimentais na
Odontologia e Ortopedia. Novos materiais têm sido desenvolvidos e testados sob inúmeras e complexas formas [7]. Dentre eles podemos citar: dura mater, cartilagem, dentina, osso, liofilizado ou não, e biomateriais à base de fosfato de cálcio[4].

Biocerâmicas porosas têm sido utilizadas como suporte para crescimento de células ósseas por guiarem o crescimento celular, mimetizando a matriz extracelular [5] e outras moléculas biológicas, o que facilita a formação de tecidos e órgãos funcionais. Fosfatos de cálcio são conhecidos pela sua grande similaridade química e morfológica com a parte mineral
dos tecidos ósseos [6].
Essa similaridade permite a osteocondução, sendo este biomaterial substituído por tecido ósseo novo com o tempo e com a vantagem de não desencadear
processos inflamatórios e de corpo estranho[7], com eventual expulsão do material implantado.O tamanho dos poros é fator determinante na formação do calo ósseo, uma vez determinado o material a ser utilizado (biocerâmica) ) existem várias técnicas para se variar o
tamanho do poro. Grânulos sintéticos porosos de hidroxiapatita, indicados para procedimentos
regenerativos de enxertos ósseos são os que melhor resultado tem apresentado até o momento[8].

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Julio Cesar Costa Sueto,
Alexandre Gonçalves Pereira,
Jefferson Rocha Abadio,
Rafael Balesteros Rodrigues

Orientador:
João Roberto do Carmo.

Publicada em: Educação
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