ROMANCE
LITERATURA
URBANO
BRASILEIRA DO
SÉCULO XIX
CONTEXTO HISTÓRICO
 PROJETO LITERÁRIO DO ROMANCE
URBANO-SÉCULO XIX.
O BRASIL NO SÉCULO XIX
O Brasil do início do século XIX foi palco de várias transformações
que contribuíram de forma decis...
Marcos Históricos
1888-Abolição da Escravidão Africana
1834-Transferência da Capital do
Brasil para o Rio de Janeiro
ROMAN...
Na metade do século XIX – o Rio de Janeiro era uma capital limitada e
pouco cosmopolita. Após o surgimento de novos centro...
CONTEXTO CULTURAL
 A SOCIEDADE BRASILEIRA DO
SÉCULO XIX
ROMANTISMO
O Romantismo foi um movimento
artístico ocorrido na Europa por volta
de 1800, que representa as mudanças
no pla...
O ROMANTISMO NO BRASIL
O Romantismo no Brasil teve como marco fundador a publicação do
livro de poemas "Suspiros poéticos ...
Fases do Romantismo Brasileiro

Primeira Geração
(Indianista)
1808-1846

Segunda Geração
(Ultrarromântica)
1846-1855

Terc...
A VIDA NAS CIDADES
Os anos após a chegada da Família Real Portuguesa no Brasil foi de intensa
mudança. A vida social se ap...
Fotografia da cidade do Rio de Janeiro , datada em 1879.
SOCIEDADE BRASILEIRA
Durante a Segunda metade do século XIX, a sociedade brasileira
passou por mudanças fundamentais nos c...
As reuniões domésticas eram uma forma de
passar o tempo, e nelas aconteciam as
"leituras". Escolhiam-se um livro e um dos
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Homens e Mulheres vestidos para o Teatro ; ao lado uma mulher vestida
elegantemente , onde nota-se a influência europeia n...
O Rio de Janeiro, por exemplo, era uma cidade heterogênea, com
mansões e palacetes ao lado de bairros miseráveis. Uma aris...
CONTEXTO DE CIRCULAÇÃO
 OS FOLHETINS
O FOLHETIM
O folhetim (do francês feuilleton, folha de
livro) é uma narrativa literária, seriada dentro
dos gêneros prosa ...
Os folhetins da atualidade: novelas.
O ROMANCE URBANO
 Principais Características;
 Principais Autores e Obras .
O ROMANCE URBANO
O Romance Urbano tem como principal característica retratar e criticar
os costumes da sociedade carioca e...
FORMAÇÃO DA IDENTIDADE
NACIONAL
O projeto literário do Romantismo ganhou novo impulso nas primeiras
décadas do século XIX,...
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
Nos Romances Urbanos os autores se dedicam a traçar um painel da
vida na Corte, ou seja, a cida...
-Divulgação de valores morais (honra, amor, casamento)
-Realização da mulher = casamento; ela deve se
submeter a um homem ...
-Representação dos costumes da Elite brasileira
[namoro, corte, vestes, festas]
-Linguagem simples

Um sarau é o bocado ma...
-Apresenta-se o dia a dia do leitor burguês dos
grandes centros (Rio de Janeiro e Recife)

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Félix Émille Taunay
Rua Direita, Rio de Janeiro , 1823
Aquarela sobre papel
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de Joaquim
Manuel de
Macedo
VIDA E OBRA
Joaquim Manuel de Macedo, nasceu no Rio de Janeiro em 1820. Em
1844 formou-se em Medicina no Rio de Janeiro, e...
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>Biografia
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Alencar
VIDA E OBRA
O escritor brasileiro José de Alencar nasceu no Ceará, região nordeste
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Diva, 1864
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DIVA-JOSÉ DE ALENCAR
Diva é um romance urbano. Nele a heroína
Emília, bela e rica filha mimada de um
capitalista carioca f...
LUCÍOLA-JOSÉ DE ALENCAR
Lucíola é um livro cujo verdadeiro sentido do
livro mostra a ousadia do autor em retratar a
socied...
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Trabalho de Língua Portuguesa- Produzido por Julio Pansiere Zavarise em 2012.

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  1. 1. ROMANCE LITERATURA URBANO BRASILEIRA DO SÉCULO XIX
  2. 2. CONTEXTO HISTÓRICO  PROJETO LITERÁRIO DO ROMANCE URBANO-SÉCULO XIX.
  3. 3. O BRASIL NO SÉCULO XIX O Brasil do início do século XIX foi palco de várias transformações que contribuíram de forma decisiva para a formação de uma verdadeira identidade nacional e ,consequentemente, uma literatura com características mais brasileiras. Neste século ocorreram profundas mudanças na estrutura política, econômica e cultural do país. O comércio com o mundo, e abertura dos portos às nações amigas , significava a fácil entrada de novas tendências culturais, principalmente europeias. Neste período foram criadas novas escolas, bibliotecas e museus, e houve incentivo à tipografia, que implicou a impressão de livros, até então feitos em Portugal, e a edição de jornais. O eixo político-econômico-cultural do Brasil sai então de Minas Gerais para ganhar as portas da realeza no Rio de Janeiro, onde nasce um público consistente de leitores principalmente formado de mulheres e jovens estudantes, provenientes da classe burguesa em ascensão.
  4. 4. Marcos Históricos 1888-Abolição da Escravidão Africana 1834-Transferência da Capital do Brasil para o Rio de Janeiro ROMANCE URBANO 1827-Chegada da Imprensa Régia 1822-Indepêndencia do Brasil 1808-Chegada da Família Real ao Brasil
  5. 5. Na metade do século XIX – o Rio de Janeiro era uma capital limitada e pouco cosmopolita. Após o surgimento de novos centros urbanos , impulsionados economicamente pela produção e exportação de café , quando a vinda da corte portuguesa, em 1808 , marcaria profundamente a cidade, então convertida no centro de decisão do Império Português. Nas primeiras décadas, foram criados diversos estabelecimentos de ensino, como a Escola Real de Ciências , Artes e Ofícios e a Academia Imperial de Belas Artes, além da Biblioteca Nacional. O primeiro jornal impresso do Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro, entrou em circulação nesse período, marcando o início da BELLE ÈPOQUE , onde floresceu um cenário cultural movimentado. Vista da Cidade do Rio de Janeiro , no Século XIX.
  6. 6. CONTEXTO CULTURAL  A SOCIEDADE BRASILEIRA DO SÉCULO XIX
  7. 7. ROMANTISMO O Romantismo foi um movimento artístico ocorrido na Europa por volta de 1800, que representa as mudanças no plano individual, destacando a personalidade, sensibilidade, emoção e os valores interiores. Nasce na Alemanha, na Inglaterra e na Itália, mas é na França que ganha força e de lá se espalha pela Europa e pelas Américas. Caracteriza-se por defender a liberdade de criação e privilegiar a emoção. As obras valorizam o individualismo, o sofrimento amoroso, a religiosidade cristã, a natureza, os temas nacionais e o passado.
  8. 8. O ROMANTISMO NO BRASIL O Romantismo no Brasil teve como marco fundador a publicação do livro de poemas "Suspiros poéticos e saudades", de Domingos José Gonçalves de Magalhães, em 1836, e durou 45 anos. São apontadas três gerações de escritores românticos: - Primeira geração: nacionalista, indianista e religiosa. Os poetas que se destacam são: Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães. - Segunda geração: é um período marcado pelo mal do século, apresenta egocentrismo irritado, pessimismo, satanismo e atração pela morte. Os poetas que se destacam são: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Junqueira Freire. - Terceira geração: esse período desenvolve uma poesia com caráter político e social, é formada pelo grupo condoreiro. O maior representante dessa fase é Castro Alves.
  9. 9. Fases do Romantismo Brasileiro Primeira Geração (Indianista) 1808-1846 Segunda Geração (Ultrarromântica) 1846-1855 Terceira Geração (Condoreira) 1855-1888
  10. 10. A VIDA NAS CIDADES Os anos após a chegada da Família Real Portuguesa no Brasil foi de intensa mudança. A vida social se aperfeiçoou e se elevou o nível padrão de vida, tudo isso pelo fato da grande influência dos hábitos de conforto, cultura e diversão trazida pelos portugueses. As cidades cresceram e nelas as primeiras indústrias se instalaram, nas quais os únicos edifícios de destaque eram a igreja e a câmara municipal. Este processo de industrialização proporcionou, através dos anos, que províncias como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais se tornassem polos de atração para os grandes fazendeiros, cuja a vinda para a cidade significava que seus filhos poderiam frequentar escolas e faculdades, tomar contato com os jornais e revistas em circulação. Nesse período foram fundados 14 bancos, três caixas econômicas, 20 companhias de navegação a vapor, 23 companhias de seguro, oito estradas de ferro. Criaram-se, ainda, empresas de mineração, transporte urbano, gás, etc.
  11. 11. Fotografia da cidade do Rio de Janeiro , datada em 1879.
  12. 12. SOCIEDADE BRASILEIRA Durante a Segunda metade do século XIX, a sociedade brasileira passou por mudanças fundamentais nos campos políticos, sociais e consequentemente na forma de ver e entender a nova realidade que estavam vivendo. Ao desembarcar no Rio de Janeiro, a corte encontrou uma sociedade abandonada, onde tudo era extremamente sujo e sofriam com a falta de água, de higiene e de cultura. O Rio de Janeiro oferecia poucas distrações: as famílias ricas iam a espetáculos e frequentavam bailes familiares, já os homens, reuniões de jogo. As atividades eram feitas em dia claro com a luz solar, já que vida noturna praticamente não existia devido à falta de iluminação. Nas procissões e nas festas religiosas, toda população da cidade participava, pois se tornaram pontos de encontro entre parentes e conhecidos que lá se reuniam para contar os fatos do dia.
  13. 13. As reuniões domésticas eram uma forma de passar o tempo, e nelas aconteciam as "leituras". Escolhiam-se um livro e um dos participantes lia histórias em voz alta para distrair os demais. As pessoas se encontravam também nos saraus, Um sarau (do latim seranus) é um evento cultural realizado geralmente em casa particular , onde as pessoas se encontram para se expressarem ou se manifestarem artisticamente. Um sarau pode envolver dança, poesia, leitura de livros, música acústica e teatro , nas quais diversos tipos de músicas eram tocadas e cantadas como, o Samba. Nessas reuniões, as pessoas também jogavam cartas, dominó, damas e, principalmente os homens, discutiam política. Pintura que representa a “leitura doméstica” , muito presente na sociedade da época.
  14. 14. Homens e Mulheres vestidos para o Teatro ; ao lado uma mulher vestida elegantemente , onde nota-se a influência europeia no figurino da época .
  15. 15. O Rio de Janeiro, por exemplo, era uma cidade heterogênea, com mansões e palacetes ao lado de bairros miseráveis. Uma aristocracia culta e exigente povoava os salões e os espetáculos de ópera, enquanto o desemprego empurrava milhares de pessoas para uma vida incerta de pequenos trabalhos avulsos, quando não para o baixo meretrício e a malandragem. Nos palacetes de Laranjeiras falava-se francês nas noites de gala, enquanto não longe dali, nos cortiços, a fome e a miséria faziam estragos na população. Os costumes recatados e os valores morais da sociedade , que copiava os modelos comportamentais europeus , passaram a ser exaltados e ao mesmo tempo criticados nos romances folhetinescos, publicados periodicamente nos jornais, que mais tarde seriam os chamados Romances Urbanos.
  16. 16. CONTEXTO DE CIRCULAÇÃO  OS FOLHETINS
  17. 17. O FOLHETIM O folhetim (do francês feuilleton, folha de livro) é uma narrativa literária, seriada dentro dos gêneros prosa de ficção e romance. Possui duas características essenciais : quanto ao formato, é publicada de forma parcial e sequenciada em periódicos (jornais e revistas); quanto ao conteúdo, apresenta narrativa ágil, profusão de eventos e ganchos intencionalmente voltados para prender a atenção do leitor. Eram publicados diariamente em jornais da capital do Império (Rio de Janeiro) e jornais do interior, em espaços destinados a entretenimento. Nas narrativas apresentava modelos de comportamento europeus assimilados pelo público leitor.
  18. 18. Os folhetins da atualidade: novelas.
  19. 19. O ROMANCE URBANO  Principais Características;  Principais Autores e Obras .
  20. 20. O ROMANCE URBANO O Romance Urbano tem como principal característica retratar e criticar os costumes da sociedade carioca em 1830 do século XIX. Nele a vida social das grandes cidades era retratada, e o motivo das tramas eram, principalmente, as comuns intrigas amorosas, as traições, os ambientes urbanos. Teve como primeira obra “O filho do Pescador”, de 1843, Teixeira e Souza, no entanto, seu valor é apenas histórico, a obra de maior valor dessa tendência romântica foi A moreninha de Joaquim Manuel de Macedo, publicada em 1844. Nessas obras, há a predominância dos personagens da alta sociedade, com a presença marcante da figura feminina. O Romance Urbano engloba histórias complicadas, conversões mirabolantes, renúncias sublimes, amores violentos, etc. , para sobrepô-los à pobreza humana e intelectual da sociedade brasileira da época.
  21. 21. FORMAÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL O projeto literário do Romantismo ganhou novo impulso nas primeiras décadas do século XIX, quando são criadas algumas premissas básicas para a construção da nação propiciadas pelo deslocamento do Estado português para a colônia e, posteriormente, a quebra do estatuto colonial. Em suas obras, os escritores românticos, ainda que inconscientemente, traçam um retrato do homem brasileiro de todos os tempos e de todos os lugares; e a partir das influências do contexto sóciohistórico é que o indivíduo formula as tendências estéticas, que figurando como construções puramente humanas podem ser reformuladas e retomadas através dos tempos. Essa caracterização da literatura como sistema levaria, por sua vez, à fixação de uma tradição, como processo acumulativo, de seguimento de autores e obras, possibilitando “a formação da continuidade literária na qual o brasileiro que passa a ser representado de forma realista , o que passou a reafirmar sua identidade cultural .
  22. 22. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS Nos Romances Urbanos os autores se dedicam a traçar um painel da vida na Corte, ou seja, a cidade do Rio de Janeiro, sede da monarquia brasileira. Os enredos basicamente tratam de aventuras amorosas e procuram traçar os perfis das mulheres que os protagonizam. Nesse sentido, a Literatura Brasileira avança numa característica que se tornará importante ao gênero romance: a observação psicológica das personagens. Ao mesmo tempo, faz crítica de costumes sociais de sua época, levantando os aspectos negativos e os valores burgueses. As intrigas de amor, desigualdades econômicas chantagens , a presença do herói e da heroína e o final feliz com a vitória do amor (que tudo apaga), marcam essas obras, que se tornaram clássicos da literatura brasileira e eternizam os autores romancistas .
  23. 23. -Divulgação de valores morais (honra, amor, casamento) -Realização da mulher = casamento; ela deve se submeter a um homem (pai, marido, irmão) -Preservação dos valores patriarcais (virgindade, submissão, maternidade) _Aurélia! Que significa isso? – Representamos uma comédia, na qual ambos desempenhamos o nosso papel com perícia consumada. Podemos ter este orgulho, que os melhores atores não nos excederiam. Mas é tempo de pôr termo a esta cruel mistificação, com que nos estamos escarnecendo mutuamente, senhor. Entremos na realidade por mais triste que seja; e resigne-se cada um ao que é, eu uma mulher traída; o senhor, um homem vendido. – Vendido! Exclamou seixas ferido dentro d’alma. – Vendido sim: não tem outro nome. -Sou rica, muito rica, sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável às mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei-o. Custou-me cem contos de reis; foi barato; não se fez valer. Eu daria o dobro, o triplo, toda minha riqueza por este momento. [ALENCAR, José de. Senhora]
  24. 24. -Representação dos costumes da Elite brasileira [namoro, corte, vestes, festas] -Linguagem simples Um sarau é o bocado mais delicioso que temos, de telhados abaixo. Em um sarau todo o mundo tem que fazer. O diplomata ajusta, com o copo de champanhe na mão, os mais intricados negócios; todos murmuram e não há quem deixe de ser murmurado. O velho lembra-se dos minuetes e das cantigas do seu tempo, e o moço goza todos os regalos da sua época; as moças são no sarau como as estrelas do Céu; estão no seu elemento: aqui uma, cantando suave cavatina [...]; daí a pouco vão outras, pelos braços de seus pares, se deslizando pela sala e marchando em seu passeio, [...] ao mesmo tempo que conversam sempre sobre objetos inocentes que movem olhaduras e risadinhas apreciáveis. [MACEDO, Joaquim Manuel de. A moreninha]
  25. 25. -Apresenta-se o dia a dia do leitor burguês dos grandes centros (Rio de Janeiro e Recife) Era no tempo do rei. Uma das quatro esquinas que formam as ruas do Ouvidor e da Quitanda, cortando-se mutuamente, chamava-se nesse tempo "O canto dos meirinhos". E bem lhe assentava o nome, porque era aí o lugar de encontro favorito de todos os indivíduos dessa classe (que gozava então de não pequena consideração). Os meirinhos de hoje não são mais do que a sombra caricata dos meirinhos do tempo do rei; esses eram gente temível e temida, respeitável e respeitada; formavam um dos extremos da formidável cadeia judiciária que envolvia todo o Rio de Janeiro no tempo em que a demanda era entre nós um elemento de vida(o extremo oposto eram os desembargadores). Ora, os extremos se tocam, e estes, tocando-se, fechavam o círculo dentro do qual se passavam os terríveis combates das citações, provarás, razões principais e finais, e todos esses trejeitos judiciais que se chamava o processo. [ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias]]
  26. 26. Félix Émille Taunay Rua Direita, Rio de Janeiro , 1823 Aquarela sobre papel
  27. 27. >Biografia de Joaquim Manuel de Macedo
  28. 28. VIDA E OBRA Joaquim Manuel de Macedo, nasceu no Rio de Janeiro em 1820. Em 1844 formou-se em Medicina no Rio de Janeiro, e no mesmo ano estreou na literatura com a publicação daquele que viria a ser seu romance mais conhecido, "A Moreninha", que lhe deu fama e fortuna imediata. Além de médico, Macedo foi jornalista, professor de Geografia e História do Brasil no Colégio Pedro II, e sócio fundador, secretário e orador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, desde 1845. Em 1849 fundou, juntamente com Gonçalves Dias e Manuel de Araújo Porto Alegre, a revista Guanabara, que publicou grande parte do seu poema-romance A nebulosa — considerado por críticos como um dos melhores do Romantismo. Foi membro do Conselho Diretor da Instrução Pública da Corte (1866).Joaquim Manuel de Macedo abandonou a Medicina e criou uma forte ligação com Dom Pedro II e com a Família Imperial Brasileira, chegando a ser preceptor e professor dos filhos da Princesa Isabel. Joaquim também atuou decisivamente na política, tendo militado no Partido Liberal, servindo-o com lealdade e firmeza de princípios, como o provam seus discursos parlamentares, conforme relatos da época.Nos últimos anos de vida padeceu de problemas mentais, morrendo pouco antes de completar 62 anos.
  29. 29. PRINCIPAIS OBRAS • • • • • • • • • • • A Moreninha (1844) O Moço Loiro (1845) Os Dois Amores (1848) Rosa (1849) Vicentina (1853) O Forasteiro (1855) Os Romances da Semana (1861) O Rio do Quarto (1869) A Luneta Mágica (1869) As Vítimas-Algozes (1869) As Mulheres de Mantilha (1870-1871)
  30. 30. >Biografia de José de Alencar
  31. 31. VIDA E OBRA O escritor brasileiro José de Alencar nasceu no Ceará, região nordeste do Brasil, no ano de 1829. Antes de iniciar sua vida literária, atuou como advogado, jornalista, deputado e ministro da justiça. Podemos considerar Alencar como o precursor do romantismo no Brasil dentro das quatro características: indianista, urbanista, regional e histórico. Este autor brasileiro utilizou como tema o índio e o sertão do Brasil e, ao contrário de outros romancistas de sua época, Alencar valorizava a língua falada no Brasil. Escritor de obras com estilos variados, este escritor cearense criou romances que abordam o cotidiano. Deste estilo literário, também conhecido como romance de costumes, destacam-se os livros: Diva, Lucíola e A Viuvinha. Foram também de sua autoria os romances regionalistas: O Sertanejo, O Tronco do Ipê, O Gaúcho e Til. Dos romances históricos fazem parte: As Minas de Prata e A Guerra dos Mascates. É dentro do estilo indianista do escritor José de Alencar que está sua obra mais importante: Iracema ; pois esta obra aborda os aspectos da formação nacional brasileira. Faleceu aos 48 anos de idade, em 1877, deixando inúmeras obras que fazem sucesso até os dias atuais.
  32. 32. PRINCIPAIS OBRAS • • • • • • • • • • • • • Cinco minutos, 1856 A viuvinha, 1857 O guarani, 1857 Lucíola, 1862 Diva, 1864 Iracema, 1865 A pata da gazela, 1870 Til, 1871 O tronco do ipê, 1871 Sonhos d'ouro, 1872 Alfarrábios, 1873 Senhora, 1875 Encarnação, 1877
  33. 33. DIVA-JOSÉ DE ALENCAR Diva é um romance urbano. Nele a heroína Emília, bela e rica filha mimada de um capitalista carioca fica dividida e confusa frente ao amor de Augusto. Augusto (que, médico, salvou sua vida quando ela era só uma pré-adolescente feia) e Emília ficam assim presos em jogos de amor, amizade e desprezo que são por vezes infantis e outras humilhantes. Augusto se declara, Emília diz não o amar. Por fim Augusto renega seu amor, Emília declara também amar, Augusto percebe ainda amar e eles vivem felizes para sempre, num romance que segue ao pé da letra o estilo folhetim: heróis perfeitos, um obstáculo para o amor (a dúvida de Emília) e um final feliz no último instante. A declaração final de amor de Emília deve ser a epígrafe do Manifesto Machista.)
  34. 34. LUCÍOLA-JOSÉ DE ALENCAR Lucíola é um livro cujo verdadeiro sentido do livro mostra a ousadia do autor em retratar a sociedade da época em relação a prostituição. O livro fala da bela moça que sentiu-se obrigada a cair na vida para sustentar quem dependia dela. Um dia, Lucíola em seu caminho encontra um homem, Paulo, que sonha, também, em casar com ela e serem felizes. Lucíola sofre muito com a sociedade que não aceita a vida dela. Mas ela quer se libertar de tudo isso, começa a desejar a purificação pelo seus atos. Ela se relaciona com Paulo, com quem sonhara ter uma família, deste amor surge um outro ser, seu filho. Lucíola troca toda sua vida e bens pelo refúgio com uma irmã. Grávida, ela espera pela morte e vida. Sua morte deu a vida a seu filho e a seu corpo, pois Lucíola acreditava que precisava destruir seu corpo para que a vida nela voltasse a existir

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