Introdução: No        início    desse     trimestre,perguntamos se o crente em Jesus pode sofrer. Aresposta reflete àquilo...
1. As aflições de Paulo . Depois de Jesus,uma das pessoas mais experimentadas nosofrimento por amor a Deus certamente foiP...
2. Deixado por seus filhos na fé . “Bemsabes isto: que os que estão na Ásia todos seafastaram de mim; entre os quais foram...
3. A tristeza do apóstolo . O apóstolo dosgentios sente a dor do desamparo, da traição e daperda quando pede a Timóteo: “P...
1. Apesar da necessidade não satisfeita . Aprisão gélida onde Paulo foi encerrado expressa oestado da completa falta de di...
2. Livre da opressão da necessidade .Embora preso e necessitado, o apóstolo enviauma carta aos filipenses, demonstrando or...
3. Contente e fundamentado em Cristo . Oapóstolo dos gentios agradece aos filipenses pelasofertas e generosidade praticada...
1. Através das experiências . “Sei estar abatido esei também ter abundância; em toda a maneira e emtodas as coisas, estou ...
2.    Não     pela    auto-suficiência . Passar pelasexperiências angustiosas da vida só revela o quanto somosdependentes ...
3. Tudo posso naquele que me fortalece .Essa expressão revela o contentamento de Pauloe a sua verdadeira fonte: Jesus Cris...
Conclusão. Querido irmão e prezada irmã, jamais foinossa intenção, nesse trimestre, desenhar para vocêum quadro ilusório d...
Lição 14   a vida plena nas aflições
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Lição 14 a vida plena nas aflições

  1. 1. Introdução: No início desse trimestre,perguntamos se o crente em Jesus pode sofrer. Aresposta reflete àquilo que já sabemos. Osofrimento na vida do justo é perfeitamente natural,pois peregrinamos num mundo de aflições. Noentanto, é possível ao crente sofredor viverplenamente em Cristo (Jo 10.10). Por isso, nalição de hoje, estudaremos acerca da possibilidadede, apesar das angústias e lutas, vivermos deforma plena. Veremos que o servo de Deus podedesfrutar de uma vida cristã abundante em meioaos sofrimentos cotidianos. Com nossa mente ecoração firmados no Eterno, Ele nos conduzirá,pelo seu poder e graça, ao deleite das suaspromessas (Is 40.28).
  2. 2. 1. As aflições de Paulo . Depois de Jesus,uma das pessoas mais experimentadas nosofrimento por amor a Deus certamente foiPaulo. O Meigo Nazareno revelara a Ananias adolorosa experiência paulina: “E eu lhemostrarei quanto deve padecer pelo meu nome”(At 9.16). Ao longo do Novo Testamento, oapóstolo dos gentios é provado de várias formas(2 Co 11.23-33). O homem que perseguia oscristãos se torna perseguido; aquele que osafligia, é afligido; o que consentia na morte dosoutros, tem a sua consentida. Por isso, o Senhordisse a Paulo que duro seria “recalcitrar contraos aguilhões” (At 9.5).
  3. 3. 2. Deixado por seus filhos na fé . “Bemsabes isto: que os que estão na Ásia todos seafastaram de mim; entre os quais foram Fígelo eHermógenes” (2 Tm 1.15). Após uma práticaintensa de implantação de igrejas locais —discipulado, formação de liderança nativa edefesa do Evangelho —, comunidades inteirasforam atendidas pelo trabalho de um verdadeiroapostolado. Não obstante, Paulo sente-seabandonado por seus irmãos de caminhada.Prisioneiro de Roma, é inimaginável a tristeza doapóstolo nesse momento de solidão (2 Tm 4.9-11).
  4. 4. 3. A tristeza do apóstolo . O apóstolo dosgentios sente a dor do desamparo, da traição e daperda quando pede a Timóteo: “Procura vir tercomigo depressa. Porque Demas me desamparouamando o presente século [...] Só Lucas estácomigo” (2 Tm 4.9,11). O quadro da vida de Paulomostra-nos como podemos ser vítimas dodesamparo, da traição e do abandono nacaminhada cristã. Esse fato não acontece apenascom pessoas não crentes. Aconteceu com Paulo!Pode acontecer com você também! Mas, onde estáa sua esperança? Em quem ela se fundamenta? Asrespostas a essas perguntas podem, ou não, mudaro caminho de sua vida cristã (Mt 7.14; 2 Tm 2.4 ).
  5. 5. 1. Apesar da necessidade não satisfeita . Aprisão gélida onde Paulo foi encerrado expressa oestado da completa falta de dignidade humana emque ele encontrava-se. Apesar de receber apoio dasigrejas locais, nem sempre o apóstolo dos gentiosteve suas necessidades satisfeitas. Por isso, dizia eleestar escrevendo em meio a muitos sofrimentos,angústias e com muitas lágrimas (2 Co 2.4). Aexperiência paulina desafia-nos a viver umEvangelho que não prioriza a ilusão de uma vida de“mar de rosas”. Antes, desafia-nos a viver a realidadedos “espinhos” e “abrolhos” que não poucas vezes“ferem-nos a carne”. Todavia, a graça de Cristo é-nossuficiente para que, mesmo não tendo asnecessidades satisfeitas, o nosso coração se acalmee venhamos a nos deleitarmos em Deus (2 Co
  6. 6. 2. Livre da opressão da necessidade .Embora preso e necessitado, o apóstolo enviauma carta aos filipenses, demonstrando oregozijo do Senhor em seu coração ao saberque os crentes daquela localidade lembravam-sedele (Fp 4.10). Esse fato denota a maturidadedo apóstolo em Cristo mesmo no sofrimento docativeiro (v.11). Como Paulo, devemosregozijar-nos no Senhor em meio às aflições eaos sofrimentos da vida. Isso é ser maduro elivre da opressão da necessidade! Embora estanos assole o coração, ainda assim esperamosem Deus e alegramo-nos nEle, que é a nossaesperança (Sl 11.1; 35.9; 42.11).
  7. 7. 3. Contente e fundamentado em Cristo . Oapóstolo dos gentios agradece aos filipenses pelasofertas e generosidade praticadas em seu favor (Fp4.14). No entanto, embora carente, a alegria doapóstolo pela oferta recebida não demonstra odesespero de alguém necessitado por dinheiro, antes,evidencia a suficiência de Cristo representada atravésdo socorro da igreja de Filipos (4.18). Outro destaquenesse episódio é o regozijo de Paulo pela maturidadecristã dos filipenses. Ele atestara que, a seu exemplo,essa igreja encontrava-se edificada em Cristo (1.3-6).A alegria de Paulo não estava na oferta recebida, masno contentamento que desfrutava em Cristo Jesus,nos momentos de aflições, e em ver a disposição daigreja filipense.
  8. 8. 1. Através das experiências . “Sei estar abatido esei também ter abundância; em toda a maneira e emtodas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura comoa ter fome, tanto a ter abundância como a padecernecessidade” (Fp 4.12). Em Romanos 5.3-5 oapóstolo Paulo descreve o processo da maturidadecristã que o Senhor espera de seus servos: a tribulaçãoproduz a paciência; a paciência, a experiência; aexperiência, a esperança; a esperança, a certeza. Avida de Paulo nos ensina que a provação na vida doservo de Deus forjará uma pessoa melhor, mais crenteem Jesus e fiel a Deus. O sofrimento faz-nos constatar oquanto dependemos do Senhor (Sl 118.8,9). Nadamelhor do que crescermos em Deus, e diante doshomens, com as nossas próprias experiências!
  9. 9. 2. Não pela auto-suficiência . Passar pelasexperiências angustiosas da vida só revela o quanto somosdependentes do Altíssimo. Se não fosse por obra e graçade Deus não desfrutaríamos a sua doce presença. Comoexplicar a solidez da fé de uma mãe que perdeu seu filho;da esposa que, de forma trágica, viu a vida do seu cônjugese esvair; do pai de família que, da noite para o dia, veio aperder todos os bens materiais; mas, ao mesmo tempo,podem dizer: O Senhor o deu e o tomou; bendito seja onome do Senhor! (Jó 1.21). Muitos outros exemplospodem ser lembrados, mas nessa oportunidade,destacamos o quanto somos finitos, limitados einsuficientes na hora da aflição da vida. Há, porém, umlugar de abrigo nos dias de tribulação: o esconderijo doAltíssimo. Pelo qual, podemos dizer: “Ele é o meu Deus, omeu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei” (Sl 91.2).
  10. 10. 3. Tudo posso naquele que me fortalece .Essa expressão revela o contentamento de Pauloe a sua verdadeira fonte: Jesus Cristo.Infelizmente, a expressão paulina tem sido malinterpretada. O texto não mostra nada além damaturidade que o apóstolo adquiriu. Após, edurante todo o sofrimento por amor a Cristo, oapóstolo pôde regozijar-se, não pelaautossuficiência, mas pela confiança em Cristo,nosso Senhor. Diante de toda a provação esofrimento, o Pai Celestial pode nos dar a suagraça para suportar as aflições do mundo. Pois,verdadeiramente podemos dizer: “Posso todas ascoisas naquele que me fortalece” (Fp 4.13).
  11. 11. Conclusão. Querido irmão e prezada irmã, jamais foinossa intenção, nesse trimestre, desenhar para vocêum quadro ilusório da vida, dizendo: “Você não maissofrerá, nem ficará doente ou muito menos morrerá”.Não! Tais falácias não são promessas bíblicas. Jesusnunca usou desses subterfúgios para lidar com osproblemas existenciais dos seus discípulos. Nós,segundo o seu exemplo, temos a obrigação de dizer aopovo de Deus que no mundo teremos aflições (Jo16.33). Mas Ele venceu o mundo e, por isso, devemoster bom ânimo. É perfeitamente possível desfrutar apaz do Senhor no momento de provação e sofrimento.Por isso, tenha a paz em Deus, que excede todoentendimento, e bom ânimo em Cristo! Ele estáconosco todos os dias até a consumação dos séculos(Mt 28.20). Amém!

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