Lição 02 oséias - a fidelidade no relacionamento com deus

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Lição 02 oséias - a fidelidade no relacionamento com deus

  1. 1. Introdução: A mensagem de Oséiascomeça a partir de sua vida pessoal. Oseu casamento com Gomer e o difícilrelacionamento familiar ocupam os trêsprimeiros capítulos do livro que leva oseu nome. Deus tinha uma mensagempara o povo, pois a esposa e os filhos deOseias, assim como o abandono e aprostituição dela, e o seu sofrimento eperdão, são sinais e profecias sobreIsrael e Judá ao longo dos séculos. 
  2. 2. 1. Contexto histórico : O ministério de Oséiasdeu-se no período da supremacia política e militarda Assíria. Ele profetizou em Samaria, capital doReino do Norte, durante os "dias de Uzias, Jotão,Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias deJeroboão, filho de Joás, rei de Israel" (1.1). Asoma desses anos deve ser reduzidasignificativamente porque Jotão foi corregentecom seu pai, Uzias, e da mesma forma Ezequiasreinou com Acabe, seu pai (2 Rs 15.5; 18.1,2,9, 10, 13). Esses dados fornecidos pelo profetanos permitem datar o seu ministério entre 793-753a.C. Jeroboão II, reinou 41 anos num período deprosperidade econômica, mas também deapostasia generalizada (2 Rs 14.23-29).
  3. 3. 2. Estrutura: A revelação foi entregue ao profeta pelapalavra "dita a Oséias" (1.1a). A segunda declaração:"O princípio da palavra do Senhor por Oséias" (1.2a),reitera a forma de comunicação do versículo anterior.Também esclarece que a ordem para Oséias se casarcom "uma mulher de prostituições" aconteceu nocomeço do seu ministério, como fica claro na ARA e naTB (1.2b). O livro pode ser dividido em duas partesprincipais. A primeira é uma biografia profética escritaem prosa que descreve a crise do relacionamento deOseias com sua esposa infiel, ao mesmo tempo quecompara essa crise conjugal com a infidelidade e aapostasia do seu povo (1-3). A segunda parte é escritaem forma poética e se constitui de profecias proferidasdurante um longo intervalo de tempo (4-14).
  4. 4. 3. Mensagem: O assunto do livro é a apostasiade Israel e o grande amor de Deus revelado, quecompreende advertência, juízo divino e promessasde restauração futura (8.11-14; 11.1-9; 14.4-9 ).Mesmo num contexto de decadência moral, ooráculo descreve o amor de Deus de maneira belae surpreendente (2.14-16; 6.1-4; 11.1-4; 14.4-8). Seus oráculos são cheios de metáforas esímbolos dirigidos aos contemporâneos. Suamensagem denuncia o pecado do povo e acorrupção das instituições sociais, políticas ereligiosas das dez tribos do norte (5.1). Oseias écitado no Novo Testamento (1.10; 2.23 cp. Rm9.25,26; 6.6 cp. Mt 9.13; 12.7; 11.1 cp. Mt2.15).
  5. 5. 1. Etimologia: Os termos "casamento" e"matrimônio" são equivalentes e ambos usadospara traduzir o grego gamos, que indicatambém "bodas" (Jo 2.1,2) e "leito" conjugal(Hb 13.4). Trata-se de uma instituiçãoestabelecida pelo Criador desde a criação, naqual um homem e uma mulher se unem emrelação legal, social, espiritual e de caráterindissolúvel (Gn 2.20-24; Mt 19.5,6 ). É nocasamento que acontece o processo legítimode procriação (Gn 1.27,28), gerando aoportunidade para a felicidade humana e ocompanheirismo.
  6. 6. 2. Simbolismo: A intimidade, oamor, a beleza, o gozo e areciprocidade que o casamentoproporciona fazem dele o símboloda união e do relacionamentoentre Cristo e a sua Igreja (2 Co11.2; Ef 5.31-33; Ap 19.7 ).Essa figura é notada desde oAntigo Testamento.
  7. 7. 3. A ordem divina para o casamento deOseias: Considerando a santidade docasamento confirmada em toda a Bíblia, a ordemdivina parece contradizer tudo o que as Escriturasfalam sobre o matrimônio. Temos dificuldade emaceitá-la, mas qualquer interpretação contra ocaráter literal do texto é forçada. Quando Jeovádeu a ordem, acrescentou: "porque a terra seprostituiu, desviando-se do SENHOR" (1.2b).Isso era literal. A infidelidade a Deus é em simesma um adultério espiritual (Jr 3.1,2; Tg4.4), ainda mais quando se trata do culto a Baal,que envolvia a chamada prostituição sagrada(4.13,14; Jz 8.33).
  8. 8. 1. O casamento restaurado:  O amoré o tema central de Oséias. Com ele,Israel será atraído por Jeová (11.4; Jr31.3). O deserto foi o lugar dojulgamento (2.3) e nele Israel achougraça, tal qual a noiva perante o noivo(Êx 5.1; Jr 2.2). A expressão "e lhefalarei ao coração" (2.14) é a linguagemde um esposo falando amorosamente àesposa (4.13,14; Gn 34.3; Jz 19.3 ).Nós fomos atraídos e alvejados peloamor de Deus (Rm 5.6-8).
  9. 9. 2. O vale de Acor e a porta deesperança: Há aqui uma menção domonumento erguido no vale de Acor,onde Acã pagou pelos seus crimes efoi executado com toda a sua casa (Js7.2-26). A promessa é que esse valenão será mais lembrado como lugarde castigo. Será transformado emlugar de restauração (Is 65.10), cujasvinhas serão dadas "por porta deesperança" (2.15).
  10. 10. 3. A reconciliação:  A sentençade divórcio (2.2) será anulada:"desposar-te-ei comigo parasempre" (2.19). O baalismogeneralizado (2.13) virá a sertransformado em conversãonacional e genuína. Todo o povoservirá a Jeová em fidelidade, ecada um voltará a ter conhecimentodo Deus verdadeiro (2.20).
  11. 11. 1. Meu marido, e não meu Baal : A fórmula"naquele dia" (2.6, 18, 21) é escatológica (Jl3.18). As expressões "meu marido" e "meu Baal",em hebraico ishi e baali, são um jogo de palavrasmuito significativo.a) Significados. A palavra ish significa "homem,marido" (Gn 2.24; 3.6); e baal, ou baalim, noplural, quer dizer "dono, marido" (Êx 21.29; 2Sm 11.26). O termo também é aplicadometaforicamente a Deus, como marido: "Porque oteu Criador é o teu marido" (Is 54.5). A palavra"baal", como "dono, proprietário", aparece 84vezes no Antigo Testamento, sendo 15 delascomo esposo de uma mulher, portanto "marido".
  12. 12. b) Divindade dos cananeus .Como nome da divindade nacionaldos fenícios com a qual Israel eJudá estavam envolvidos naquelaépoca, aparece 58 vezes, sendo18 delas no plural. Essa palavra secorrompeu por causa da idolatria epor isso Jeová não será maischamado de "meu Baal", mas de"meu marido" (2.16).
  13. 13. 2. O fim do baalismo:  Os ídolosdesaparecerão da terra (Jr 10.11).Isso inclui os baalins, cuja memóriaserá execrada para sempre, umavez que a palavra profética anunciao fim definitivo do baalismo: "osseus nomes não virão mais emmemória" (2.17). Apesar de apromessa divina ser escatológica,esses deuses são hoje repulsanacional em Israel.
  14. 14. Conclusão: O emprego dascoisas do dia a dia como ilustraçãofacilita a compreensão damensagem divina, e a Bíblia estárepleta desses recursos literários.O casamento é o símbolo perfeitopara compreendermos orelacionamento de Deus com oseu povo, e do Senhor JesusCristo com o cristão.

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