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Seleção de sketchs
Texto de:
JULIO CARRARA
Escrita em 2004
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I – O DIABÉTICO
PERSONA...
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AEROMOÇA – (Chamando ou...
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III – NEM TUDO O QUE PA...
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MULHER – Há mais de trê...
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MULHER
CENÁRIO: Sala de...
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(Continua a falar, fala...
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(Cumprimentam-se co...
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CENA
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COUVE-FLOR – Não en...
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CENA
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CENA
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MULHER – E depois?
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CENÁRIO: Consultóri...
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MÉDICO – Será neste...
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XII – COSPE FOGO, D...
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3º MOMENTO
HOMEM – ...
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7º MOMENTO
HOMEM – ...
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FINALIZANDO
HOMEM –...
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3º MOMENTO
HOMEM – ...
Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 24242424
MULHER – É. Pra peg...
Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 25252525
CENÁRIO: Tribunal.
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Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 26262626
VELHINHA – Começou ...
Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 27272727
(As ações deverão s...
Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 28282828
9.
- Você estava pr...
Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 29292929
15.
- Há quanto tem...
Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 30303030
(Cada ator fala uma...
Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 31313131
11.Você toma um bel...
Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 32323232
23.Os óculos escorr...
Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 33333333
GERENTE – (Fala com...
Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 34343434
XVIII – O ASSALTO
P...
Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 35353535
JOAQUIM – Manuel, u...
Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 36363636
CENÁRIO: Palco nu
C...
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FRASE MACHISTA – Mu...
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FRASE FEMINISTA – O...
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  1. 1. RRRRAAAAPPPPIIIIDDDDIIIINNNNHHHHAAAASSSS Seleção de sketchs Texto de: JULIO CARRARA Escrita em 2004
  2. 2. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 1111 I – O DIABÉTICO PERSONAGENS PASSAGEIRO AEROMOÇA CENÁRIO: Interior de um avião. CENA (Aeromoça se aproxima do Passageiro.) AEROMOÇA – O senhor aceita uma Banana Split? PASSAGEIRO – Não, obrigado. Eu sou diabético! AEROMOÇA – Que tal, então, um pudim de leite condensado? PASSAGEIRO – Eu não posso. Sou diabético! AEROMOÇA – Que tal, então, um delicioso mousse de chocolate com cobertura de chantilly? PASSAGEIRO – (Começando a se alterar.) Moça, você não está entendendo. Eu sou diabético!!! AEROMOÇA – Sei de uma coisa que o senhor vai adorar: nossa torta holandesa! Uma delícia... PASSAGEIRO – Que saco! (Bate com os braços na poltrona.) Eu já falei umas mil vezes que sou diabético! Será que você é surda? Eu não posso comer essas porcarias, eu sou diabético. EU SOU DIABÉTICO!!!
  3. 3. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 2222 AEROMOÇA – (Chamando outra aeromoça.) Rita, o moço aqui tá uma pilha de nervos... Traz uma água com açúcar pra ele! II – O VINHO E O LEITE PERSONAGENS VINHO LEITE CENÁRIO: Interior de uma geladeira. CENA (O Vinho começa a perturbar o Leite.) VINHO – Oh, branquelo, por que você não vai pegar um sol pra ficar bonitão como eu, hein? Sol faz bem pra saúde, cara! LEITE – (Quase coalhado de raiva.) Olha só quem me vem falar de saúde! Logo você, que ferra com a saúde de todo mundo: ataca o fígado, causa cirrose, gastrite, embriaga, mata pessoas no trânsito... VINHO – Tá certo, tá certo. Tudo isso é verdade, mas tem um detalhe que você não pode contestar... LEITE – Ah, é? Posso saber o quê? VINHO – A minha mãe é uma uva. Já a sua...
  4. 4. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 3333 III – NEM TUDO O QUE PARECE, É PERSONAGENS: HOMEM MULHER CENÁRIO: Uma cama de motel. CENA (Homem e Mulher, deitados na cama, após uma transa fenomenal.) HOMEM – Esses seus peitos... Incrível!!! Como podem estar tão firmes, sendo que você já deve estar beirando os 30! MULHER – 40. 200 ml de silicone de cada lado. HOMEM – Viva a Medicina. (Sorri.) MULHER – Gostei deste teu sorriso... É o seu charme. HOMEM – 32 dentes implantados. Mais de 16 horas na cadeira do dentista. MULHER – Viva a Odontologia. (Passa as mãos nos cabelos.) HOMEM – Gostei dos seus cabelos. São naturais, não é mesmo? MULHER – Aplique. Estavam curtinhos. Não quis esperar crescerem... Mas os seus são... HOMEM – Interlace. Nem dá pra perceber. Posso até nadar com eles.
  5. 5. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 4444 MULHER – Há mais de três horas nós estamos transando e você ainda não baixou o mastro. Como consegue? Viagra? HOMEM – Prótese. Depois que acaba, é só dobrar. MULHER – Pensei que fosse excitação pura... Esse clima, o calor. HOMEM – Mas fiquei excitado, juro... Também com essa sua bunda. MULHER – Silicone. Nas panturrilhas também tem um pouco. HOMEM – Onde mais você mexeu? MULHER – Pálpebras, maçã do rosto, queixo, pescoço, lipo na barriga, culotes, cintura, botox, lifting... e também fiz a “preciosa”. HOMEM – Você quer dizer... “o vulcão”? MULHER – Exatamente! HOMEM – O que você fez? Períneo? MULHER – Não... Mudança de sexo... IV – DRAMALHÃO PERSONAGENS: ATRIZ ATOR SENHORA HOMEM
  6. 6. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 5555 MULHER CENÁRIO: Sala de espetáculo de um teatro. CENA (O público, formado por uma senhora e um casal, entra na sala de espetáculo, em formato de arena, e se acomodam nas arquibancadas. O terceiro sinal é dado e tem início o espetáculo. Os atores entram em cena. Os diálogos que se seguem, são monótonos e mal-interpretados. Os “brancos” devem ocorrer frequentemente, assim como as “engasgadas”.) ATRIZ – (O mais mexicana possível.) Fala pra mim, Alfredo. Eu preciso saber o que está acontecendo com você. Você não fala direito comigo, me evita quando eu te procuro na cama... O que está acontecendo? Já sei: você tem outra. É a única explicação: você tem outra, seu cachorro. Você tem uma amante. ATOR – (Idem à atriz.) Para de me encher o saco. Imagine, eu com uma amante. Mal posso com uma, vou arrumar outra? Que idéia mais absurda... ATRIZ – Então vem, vamos pro quarto! ATOR – Eu não tô com sono. Não quero dormir agora. ATRIZ – Mas quem falou em dormir? Vamos ficar acordados a noite inteira, se mexendo debaixo das cobertas... Vem amor, eu tô em chamas... ATOR – Não, Ivone, agora, não... Tenho um monte de coisa pra fazer amanhã... você não vai...
  7. 7. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 6666 (Continua a falar, falar, falar, uma verborragia total, mas somente através de mímica. Os três da plateia começam a se entediar. O casal, discretamente, levanta-se e sai, enquanto a senhora fica olhando impacientemente para o relógio.) ATRIZ – Você não me ama mais. O que quer que eu faça pra te agradar, hein? São os meus cabelos? Você não gostou deste novo corte? Ou é a tintura. Eu posso mudar o tom. Que cor você prefere? ATOR – Não é isso. Você está insuportável, sabia? Tão insuportável que espantou duas pessoas que estavam na plateia... (A senhora continua olhando para o relógio. Os atores percebem seus gestos e ficam desconcertados. Apesar disto, continuam a cena.) ATRIZ – Eu não aguento mais. ATOR – Quem não aguenta mais sou eu. (A senhora olha novamente para o relógio e impaciente, começa a balançar as pernas, culminando com um bocejo sonoro.) ATOR – Eu vou embora. ATRIZ – Não faz isso comigo. (A senhora cochila. Os atores ficam olhando para ela e raramente contracenam.) Eu não posso viver sem você. Eu me mato se eu descobrir que você tem outra. Eu corto minha língua, vazo meus olhos, furo meus tímpanos, corto meus pulsos e me afogo na banheira... (Os atores param por um momento e se dirigem para a senhora.) ATOR – Senhora... (Mais alto.) Senhora...
  8. 8. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 7777 SENHORA – (Acorda sobressaltada, bate palmas e fala.) Até que fim terminou... ATRIZ – Não. Ainda não terminou. Mas se a senhora quiser, a gente pára o espetáculo... Não tem problema algum. É até melhor pra gente. ATOR – É. Assim a senhora chega em casa antes das 11. SENHORA – (Olha para o relógio.) Não, não. Podem continuar. Ainda é cedo e o meu marido só vem me buscar às onze horas. Ainda faltam 20 minutos pra ele chegar. Podem continuar... E não liguem se eu tirar um cochilo... (Os atores, a contragosto, continuam o espetáculo, enquanto a mulher ronca. Percebendo que ela dormiu, correm para os bastidores.) V – ASSUNTOS DE MULHER PERSONAGENS ANA BIA MARCOS CLÁUDIO GARÇOM CENÁRIO: Uma mesa de um restaurante de um lado, e o toalete feminino do outro. CENA (Dois casais, Ana e Marcos, Bia e Cláudio entram no restaurante. Sentam-se elegantemente numa mesa. Um garçom aparece trazendo o “menu”. Cada casal dá uma olhada rápida no menu e já pedem o prato. O garçom encaminha o pedido e
  9. 9. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 8888 retorna com uma garrafa de champanhe e quatro taças. Os casais, com as taças cheias, levantam um brinde e bebem. Ana começa a se contorcer, discretamente.) ANA – Preciso ir ao toalete. Você vem comigo, Bia? BIA – Claro. (Levanta-se.) Com licença, cavalheiros. (Ambas caminham elegantemente até o toalete. Marcos e Cláudio, a sós, confidenciam.) MARCOS – É sempre assim... Não ficam nem dez minutos na mesa e já querem ir ao banheiro. Por que será, hein? CLÁUDIO – Não faço a menor idéia. MARCOS – Você notou? Elas nunca vão sozinhas. Sempre precisam uma da outra. CLÁUDIO – Eu queria ser uma mosca, só pra saber o que elas fazem. (Ana e Bia entram no toalete. Ao entrarem no recinto, desmancham toda a sensualidade e passam a agir grosseiramente, como homens, que acabaram de sair do jogo de futebol, indo para o chuveiro. Mudam inclusive, o tom de voz, deixando-o mais grave.) ANA – Puta que pariu. Tô louco pra dar um mijão. (Entra no reservado.) BIA – É isso que dá tomar tanta cerveja!!!! (Ouve-se o ruído da urina de Ana. Esse ruído deve ser o ruído de urina masculina, com uma forte pressão. Em seguida, ouve-se uma descarga.) ANA – Puta, que mijada gostosa!
  10. 10. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 9999 (Sai do reservado e ambas começam a passar batom na frente do espelho.) ANA – Você viu o jogão de Sábado? BIA – Claro. Puta jogão do caralho. O Palmeiras fodeu o Corinthians. Eu quase tive um infarto quando o 2º tempo tava terminando, e aquele time desgraçado não marcava um gol. Mas no último minuto, o meu Verdão, o meu Porcão não me decepcionou. Fodeu o Corinthians com aquele golaço... ANA – Porra foi do caralho. BIA – Mas, mudando de assunto, ontem eu conheci uma “mina”, malandro. Gostosíssima. Uns coxão, uma bunda, e com uns peitão enorme. Turbinada. E não era silicone, não. Era natural, parecia americana. Na hora imaginei fazendo uma espanhola nela e enchendo aquelas tetas com o meu leitinho... Já imaginou, dar uma gozada gostosa naqueles peitão? ANA – Porra pára de falar que o meu pau já tá duro... Se continuar vou ter que bater uma punheta aqui... Mas e aí, meteu o pau nela? Comeu aquele almofadão? BIA – Comi... No pensamento. Mas vou comer pra valer, de verdade. Vou arrastar a vagabunda pro meu barraco e enterrar a vara nela. Aí ela vai ver o que é um macho de verdade. ANA – As coisas mais gostosas do mundo: Mulher, samba, cerveja e futebol... É nóis na fita, malandro. BIA – Toca aqui, truta.
  11. 11. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 10101010 (Cumprimentam-se como homens, coçam o “saco”, e escarram na pia. Um pouco antes de saírem do toalete, assumem ares femininos e voltam à mesa, com a maior delicadeza.) BIA – Voltamos. MARCOS – Até que enfim... BIA – Estávamos retocando a maquilagem. ANA – Vocês não conhecem as mulheres mesmo. Nós somos vaidosas, precisamos estar bonitas. Não viemos a um restaurante chique como este para estarmos vestidas como lavadeiras e sem uma maquilagem decente... CLÁUDIO – Agora meninas, eu, ou melhor, nós gostaríamos que vocês satisfizessem uma curiosidade que, acredito, não é só minha, mas a de todos os homens do planeta: Por que vocês, mulheres, sempre vão juntas ao toalete? MARCOS – Segunda pergunta: Que diabos vocês fazem lá dentro, e sobre o que conversam? AMBAS – (Bem femininas.) Ora... assuntos de mulher. VI – A PANE PERSONAGENS PILOTO INSTRUTOR CENÁRIO: Cabine do piloto de um Boeing de um lado e a torre do outro.
  12. 12. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 11111111 CENA PILOTO – (Fazendo contato com a torre.) Atenção, torre! Atenção, torre! Emergência! Emergência! INSTRUTOR – Instrutor no comando... Prossiga. PILOTO – As duas turbinas direitas estão em chamas. Por favor, me dê instruções... INSTRUTOR – Corte a alimentação das turbinas. PILOTO – Impossível. A chave está emperrada! INSTRUTOR – Então, tente um pouso de emergência no aeroporto mais próximo. PILOTO – Impossível, o sistema hidráulico pifou... INSTRUTOR – Então, repita comigo: “Pai Nosso que estais no Céu...” VII – NUM BAR PERSONAGENS MULHER BARMAN CENÁRIO: Num bar, é claro. CENA
  13. 13. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 12121212 (Uma mulher, muito atraente, gesticula graciosamente para o barman, que imediatamente se aproxima. Ela começa a acariciar-lhe os cabelos e o rosto.) MULHER – Você é o proprietário? BARMAN – Não. MULHER – (Afagando-lhes os cabelos, mais sedutora.) Você podia chamá-lo? BARMAN – Ele não está aqui hoje, mas eu posso dar seu recado pra ele. MULHER – Ainda bem. (Enfia dois dedos na boca do barman. Este, excitadíssimo, começa a chupar levemente.) O recado é o seguinte: diz pra ele que não tem papel higiênico nem sabonete para lavar as mãos, no banheiro feminino. VIII – A COUVE-FLOR E A ROSA PERSONAGENS COUVE-FLOR ROSA CENÁRIO: Barraca de feira CENA (Couve-flor se chateia quando uma Rosa é colocada ao seu lado.) COUVE-FLOR – Ih, lá vem... ROSA – Olá, “flor”. Tudo bem?
  14. 14. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 13131313 COUVE-FLOR – Não enche. ROSA – Que petulância ter o nome de “flor”... Veja a sua pele áspera, enquanto a minha é lisa e sedosa. Veja o seu corpo grosseiro, enquanto o meu é delgado e elegante. COUVE-FLOR – E daí? ROSA – Como, “e daí”?, meu amor? Não percebe? Eu sim posso afirmar, com todas as letras, está entendendo? COUVE-FLOR – Afirmar o quê, infeliz? ROSA – Eu sim posso afirmar que sou uma flor... COUVE- FLOR – É... e de que adianta ser uma flor? ROSA – Posso perfumar o ambiente, encher os lares de alegria... E você, que não presta pra nada? COUVE-FLOR – Pelo menos, tem quem come. IX – ÁGUA NO CARBURADOR PERSONAGENS MARIDO MULHER CENÁRIO: De um lado o escritório, de outro, a sala de estar.
  15. 15. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 14141414 CENA (A mulher liga toda esbaforida para o marido no escritório.) MULHER – Alô, querido? Sou eu. Estou preocupadíssima. O carro não quer pegar de jeito nenhum. Já tentei de tudo, mas não sei o que houve. Acho que é água no carburador. MARIDO – Já chamou o mecânico? MULHER – Ainda não. MARIDO – Então como você sabe que o carro está com água no carburador? MULHER – Ah, palpite. MARIDO – Fica tranquila, meu amor. Já estou indo pra aí. MULHER – Vem depressa. Eu tô muito nervosa. MARIDO – Estou chegando... e onde está o carro? MULHER – Dentro da piscina. X – JOGO DA VERDADE PERSONAGENS MARIDO MULHER CENÁRIO: Uma cozinha.
  16. 16. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 15151515 CENA MARIDO – Meu bem, estamos casados há 20 anos. Vamos fazer o “jogo da verdade”? MULHER – O que é isso? MARIDO – Vamos ser sinceros. Quantas vezes você me traiu? MULHER – Mas que brincadeira besta, meu bem... Isso não vai dar certo. MARIDO – Sem problema. Nós nos amamos, não é verdade? Vamos lá. Vamos dizer tudo agora. MULHER – Eu não gosto nada dessa brincadeira, mas tudo bem. Você começa. MARIDO – Pois bem. Você se lembra da professora boazuda do nosso filho? MULHER – Seu cachorro! Você mentiu pra mim. Você jurou que não tinha acontecido nada entre vocês. MARIDO – Pois é. Aquele corpo foi todo meu. MULHER – E depois? MARIDO – Aquela tua amiga de infância, linda de morrer. MULHER – Ah, não. Ela também? MARIDO – Pois é. Aquele corpo foi todo meu.
  17. 17. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 16161616 MULHER – E depois? MARIDO – Você se lembra da secretária do nosso dentista? MULHER – Aquela loira com um corpo escultural? MARIDO – Pois é. Aquele corpo foi todo meu. MULHER – Seu sem-vergonha. Você sempre se defendeu dizendo que NUNCA tinha feito nada. MARIDO – Pois é. Peço desculpas. Agora é você quem diz a verdade. Quantas vezes você me traiu? MULHER – Uma só. Um só dia. MARIDO – Uma só? MULHER – Pois é. MARIDO – Com quem? MULHER – Você está vendo aquele corpo de bombeiros aí na frente? Pois é. AQUELE CORPO FOI TODO MEU. XI – CIRURGIA PLÁSTICA PERSONAGENS PACIENTE MÉDICO
  18. 18. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 17171717 CENÁRIO: Consultório. CENA PACIENTE – Doutor, eu tenho um problema que me deixa muito constrangida, e por isso, desejo fazer uma cirurgia plástica. MÉDICO – E qual é o seu problema? PACIENTE - Eu morro de vergonha. Vou precisar falar mesmo, doutor? MÉDICO – Claro. PACIENTE – (Muito envergonhada.) Tenho os lábios vaginais muito grandes... MÉDICO – Deixe-me ver. (Leva um susto.) Eu já vi de tudo, mas desses, é a primeira vez... PACIENTE – São grandes, né, doutor? MÉDICO – ENORMES! Bem, acho que, realmente seria conveniente fazer uma cirurgia... PACIENTE – Mas, por favor, doutor. Sigilo absoluto. Isso é muito constrangedor. MÉDICO – Pode ficar tranqüila. Eu sou um dos poucos médicos que ainda preza a ética. PACIENTE – Muito obrigada, doutor. E quando o senhor vai marcar a cirurgia?
  19. 19. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 18181818 MÉDICO – Será neste exato momento. (Paciente deita em uma maca. Black-out. Ruídos de ferros cirúrgicos. Volta luz. Paciente acorda da anestesia e vê três rosas vermelhas depositadas em um copo que está sobre o criado-mudo. Fica furiosa. Entra o médico, sorridente.) MÉDICO – Então, como vai a minha paciente? PACIENTE – Furiosa, doutor. Furiosa!!!!! MÉDICO – Mas, por quê? PACIENTE – Cadê sua ética, hein, doutor? Eu lhe pedi sigilo absoluto e, ao acordar da anestesia, já me deparo com três rosas vermelhas? O senhor contou pra todo mundo a respeito do meu problema. Agora, todos devem estar rindo de mim. Que vergonha, meu Deus. Que vergonha! MÉDICO – Mas eu mantive o sigilo. Quem lhe deu a primeira rosa fui eu. PACIENTE – E a segunda? MÉDICO – Foi a enfermeira que me acompanhou na cirurgia e simpatizou muito com a senhora. PACIENTE – E a terceira? MÉDICO – Foi um rapaz que estava internado no Setor de Queimados, em agradecimento pelo PAR DE ORELHAS que lhe foram implantadas.
  20. 20. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 19191919 XII – COSPE FOGO, DRAGÃO! PERSONAGENS: HOMEM MULHER CENÁRIO: Palco nu. OBS.: Apenas um casal interpretará os diversos personagens (homens e mulheres) em diferentes momentos. A iluminação é muito importante para ajudar a criar a ambientação, através de focos, nas diferentes partes do palco. CENA 1º MOMENTO HOMEM – Oi, gatinha, sabia que você caiu do céu? MULHER – Obrigada! HOMEM – Pena que caiu de cara 2º MOMENTO HOMEM – Não acho que você tenha caído do céu... MULHER – O que você acha, então? HOMEM – Acho que te jogaram de lá
  21. 21. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 20202020 3º MOMENTO HOMEM – Aí, gata, sabe qual é a diferença entre você e o Lobisomem? MULHER – Não. HOMEM – É que o Lobisomem volta ao normal. 4º MOMENTO HOMEM – A minha vontade é de te levar prum cantinho escuro, onde ninguém nos veja, e te cobrir... MULHER – De beijos? HOMEM – Não, de porrada. 5º MOMENTO HOMEM – Aí, gata, sabe qual é a diferença entre você e o ET? MULHER – Não. HOMEM – É que o ET vieram buscar. 6º MOMENTO HOMEM – Sabe o que Deus disse quando criou você? MULHER – Não, o quê? HOMEM – Porra, ninguém é perfeito, mas esta daqui ficou foda...
  22. 22. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 21212121 7º MOMENTO HOMEM – Sabe, você parece a obra de um pintor famoso, que não estou lembrando o nome. MULHER – Leonardo da Vinci? HOMEM – Não, não... Agora me lembrei: Salvador Dali. 8º MOMENTO HOMEM – Você acredita que todas as pessoas têm algo de especial? MULHER – Claro, você não? HOMEM – Acreditava... até me encontrar com você. 9º MOMENTO HOMEM – Por acaso você foi ao salão de beleza? MULHER – Fui, deu pra perceber? HOMEM – Deu... que o salão estava fechado. 10º MOMENTO HOMEM – Você tem fogo pra eu acender meu cigarro? MULHER – Tenho. HOMEM – Então, cospe fogo, dragão!...
  23. 23. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 22222222 FINALIZANDO HOMEM – Elas são feias, esquisitas e têm mau-hálito. Estão por toda parte, principalmente nos fins de festas. Cuidado. Qualquer descuido, pode ser fatal... XIII- QUE FORA, HEIN? PERSONAGENS HOMEM MULHER CENÁRIO: Palco nu. OBS.: Idem a cena anterior CENA 1º MOMENTO HOMEM – A gente já não se encontrou antes? MULHER – Já. Eu sou a recepcionista da clínica especializada em doenças venéreas. 2º MOMENTO HOMEM – Eu já te vi em algum lugar? MULHER – Já. Por isso é que eu não vou mais lá.
  24. 24. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 23232323 3º MOMENTO HOMEM – Este lugar está vago? MULHER – Está. E este aqui também vai ficar se você se sentar aí. 4º MOMENTO HOMEM – E se a gente for lá pra casa? MULHER – Há dois lugares numa lata de lixo? 5º MOMENTO HOMEM – A gente vai pra sua casa ou pra minha? MULHER – Você vai pra sua casa e eu vou pra minha. 6º MOMENTO HOMEM – Eu queria te ligar. Qual é o seu telefone? MULHER – Está na lista. HOMEM – Mas eu não sei o seu nome. MULHER – Também está na lista. 7º MOMENTO HOMEM – Ora, vamos, pára com isso. Nós dois estamos aqui nesta boate pelo mesmo motivo.
  25. 25. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 24242424 MULHER – É. Pra pegar mulher. 8º MOMENTO HOMEM – Eu quero me dar à você. MULHER – Sinto muito. Não aceito esmola. 9º MOMENTO HOMEM – Então, o que faz da vida? MULHER - Sou travesti. 10º MOMENTO HOMEM – Se eu pudesse te ver nua, eu morreria feliz. MULHER – Se eu pudesse te ver nu, eu morreria de rir. FINALIZANDO MULHER – Pois é. Cansada de ouvir aquelas cantadas sem graça e poucos originais? Siga o meu exemplo quando você se deparar com algum galanteador barato. XIV – FOI CRIME? PERSONAGENS VELHINHA ADVOGADO DE DEFESA
  26. 26. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 25252525 CENÁRIO: Tribunal. CENA ADVOGADO – Qual é a sua idade? VELHINHA – 87 anos. ADVOGADO – No dia 1º de abril do ano passado, diga-nos o que lhe aconteceu... VELHINHA – Estava sentada numa cadeira de balanço na varanda, numa tarde quente de primavera, quando um jovem sentou do meu lado. ADVOGADO – Você o conhecia? VELHINHA – Não, mas ele foi muito amigável. ADVOGADO – O que aconteceu depois? VELHINHA – Ele começou a acariciar minhas coxas. ADVOGADO – A senhora o deteve? VELHINHA – Não. ADVOGADO – Por que não? VELHINHA – Foi agradável. Ninguém havia feito isso desde que meu marido morreu há 50 anos. ADVOGADO – E o que aconteceu depois?
  27. 27. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 26262626 VELHINHA – Começou a acariciar meus seios. ADVOGADO – Aí a senhora o deteve! VELHINHA – Não. ADVOGADO – Por que não? VELHINHA – Porque ele fez me sentir viva e excitada. Não me sentia assim durante meio século. ADVOGADO – O que aconteceu depois? VELHINHA – Bem, eu me sentia tão quente, que abri as pernas e disse: ”Vem tesão, me come, me possua todinha...” AVOGADO – E ele... a possuiu? VELHINHA – Não. Aí ele gritou: 1º DE ABRIL... E foi aí que eu dei um tiro no filho da puta. XV - QUE GAFE PERSONAGENS TODOS OS ATORES TODAS AS ATRIZES CENÁRIO: Palco nu CENA
  28. 28. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 27272727 (As ações deverão ser criadas pelos atores, por isso não estipulei quem faz o que. Deixo a cargo do encenador e/ou dos atores.) ATOR E/OU ATRIZ – Os textos a seguir, foram realmente proferidos por advogados e retirados dos registros oficiais dos Tribunais. Pasmem. (Segue-se abaixo a relação dos textos.) 1. - Foi este, o mesmo nariz que você quebrou quando criança? 2. - Foi você ou o seu irmão que morreu? 3. - Há quanto tempo você é carioca? 4. - O filho mais jovem, o de 20 anos, quantos anos tem? 5. - Você tem filhos ou coisa do gênero? 6. - Você disse que a escada descia para o porão. Essa escada também subia? 7. - Você não sabe o que era, nem com o que se parecia, mas você pode descrever? 8. - Quer dizer que quando você voltou, você tinha saído?
  29. 29. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 28282828 9. - Você estava presente neste Tribunal esta manhã, quando fez o juramento? 10. - Então, Sr. Silva, como o seu casamento acabou? - Por óbito. - Óbito de quem? 11. - Ela tinha três filhos, sim? - Sim. - Quantos meninos? - Nenhum. - Tinha alguma menina? 12. - Senhora Leda, a senhora se considera emocionalmente equilibrada? - Eu era. - E quantas vezes a senhora cometeu suicídio? 13. - O que aconteceu depois? - Ele me disse: “tenho que te matar, porque você pode me identificar no tribunal” - Ele o matou? 14. - Vou lhe mostrar a prova 3 e peço que reconheça essa foto. - Este sou eu. - Você estava presente quando esta foto foi tirada?
  30. 30. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 29292929 15. - Há quanto tempo você está grávida? - Vai completar três meses no dia 8 de novembro. - Então, aparentemente, a data da concepção foi 8 de agosto? - Sim. - E o que você estava fazendo? 16. - O que significa a presença de esperma? - Significa “relação consumada”. - Esperma masculino? - É o único que eu conheço. 17. - Não é verdade que quando uma pessoa morre durante o sono, na maioria dos casos, ela o faz de maneira calma e não se dá conta de nada até a manhã seguinte? XVI – 30 COISAS QUE DÃO RAIVA PERSONAGENS TODOS OS ATORES TODAS AS ATRIZES CENÁRIO: Palco nu. CENA ATRIZ – Isso já aconteceu com você, tenho certeza. Aqui vai a relação das 30 coisas que dão raiva.
  31. 31. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 30303030 (Cada ator fala uma frase ou duas, enfim, dependendo do número de atores que tiver o espetáculo) 1. Você ter que experimentar óculos de sol com aquela etiquetazinha de plástico pendurada no nariz. 2. A pessoa atrás de você no supermercado bate com o carrinho no seu calcanhar. 3. O elevador pára em todos os andares, e não entra ninguém. 4. Tem sempre um carro quase entrando na sua traseira quando você está andando devagar, procurando um endereço. 5. O anel da latinha de refrigerante se solta antes de se abrir. 6. Você pisa na merda do cachorro, mas só descobre depois que entrou em casa e está no meio do tapete da sala. 7. Aquela fitinha vermelha da embalagem de Band-Aid nunca funciona com você. 8. Tem um cachorro na vizinhança que late por qualquer coisa. 9. Você não consegue colocar as coisas de volta do mesmo jeito na caixa em que vieram 10.Três horas e três reuniões depois do almoço, você olha no espelho e descobre um pedaço de alface preso no seu dente da frente, ou então, resíduos de amendoim.
  32. 32. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 31313131 11.Você toma um belo gole da lata de refrigerante que alguém usou como cinzeiro. 12.Você corta a língua fechando um envelope. 13.O seu pneu perde a metade da pressão enquanto você está tentando calibrar. 14.A estação pega muito bem enquanto você está perto do rádio, mas chia, diminui e some quando você se afasta. 15.Tem sempre um ou dois cubos de gelo que se recusam a sair da forma. 16.Você esquece um pedaço de pano no bolso, e toda a sua roupa lavada sai cheia de fiapos. 17.O carro atrás de você desanda a buzinar enquanto você espera o pedestre acabar de atravessar. 18.Um pedaço de papel laminado do bombom dá aquele choque quando você morde o recheio. 19.Você regula o despertador para às sete da noite em vez das sete da manhã. 20.A rádio não te diz quem cantou aquela última música. 21.Você passa creme nas mãos e não consegue segurar a maçaneta para abrir a porta do banheiro. 22.O pessoal todo que estava atrás de você na fila passa na sua frente quando o caixa do lado abre de repente.
  33. 33. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 32323232 23.Os óculos escorregam para frente assim que você começa a suar. 24.Você não consegue saber, no dicionário, como se escreve corretamente uma palavra, por que você não sabe como se soletra essa palavra. 25.Você tem que explicar a, no mínimo, cinco vendedores diferentes de uma mesma loja, que está “só olhando”. 26.Você não consegue achar aquele lápis que estava na sua mão há um minuto atrás. 27.Você abaixa para apanhar uma coisa que caiu debaixo da mesa e bate com a cabeça na volta. 28.Você está num engarrafamento e sempre a fila que você está anda mais devagar (mesmo você trocando de fila) 29.Você entra na fila do cinema e esgota o ingresso justo na sua vez. 30.A vontade de ir ao banheiro sempre aumenta quando você está quase chegando em casa. XVII – NOVA POLÍTICA SALARIAL PARA O PRÓXIMO ANO PERSONAGEM: GERENTE CENÁRIO: Uma mesa e uma cadeira giratória. CENA
  34. 34. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 33333333 GERENTE – (Fala com o público; como um comercial de TV, propaganda eleitoral ou algo do tipo.) A fim de atingir maiores níveis de qualidade e produtividade de nossos funcionários, está sendo lançada uma nova política de Recursos Humanos. A partir de hoje, todos os empregados terão a oportunidade única de participar de nossa Meta Especial de Rendimento e Desempenho Adicional (MERDA). Desta forma, daremos a nosso pessoal mais MERDA do que qualquer outra empresa do mercado. Se você não receber a sua porção de MERDA no trabalho, fale com o seu gerente.Você será imediatamente colocado no topo da lista. Nossos gerentes de MERDA se empenharão para que você receba toda a MERDA que puder suportar. Os funcionários que não entrarem em contato com a MERDA serão colocados na Base de Orientação Ativa para Meta Especial do Rendimento e Desempenho Adicional (BOAMERDA) e aquele que, mesmo assim, não conseguir manusear essa BOAMERDA, será convidado a Comissão Organizacional de Melhoria e Envolvimento Real na Meta Especial de Rendimento e Desempenho Adicional (COMERMERDA). Como os nossos gerentes tiveram um treinamento de MERDA, antes de serem promovidos, eles não têm mais necessidade de fazer MERDA e podem fornecer-lhe toda a MERDA que você desejar. Evidentemente, pode chegar o momento em que você fique cheio de MERDA, então talvez se interesse em treinar outros funcionários, o que é ótimo! Inscreva-se em nosso programa de Qualidade Única de Especialização na Meta Especial de Rendimento e Desempenho Adicional (QUEMERDA). Os selecionados para esse estágio QUEMERDA, realizarão sem dúvida, vários trabalhos de MERDA e poderão se candidatar ao cargo de Diretor Especial de Unidade da Meta Especial de Rendimento e Desempenho Adicional (DEU MERDA). Habilite-se! Ajude-nos a fazer desta campanha uma empresa de MERDA. Se tiver dúvidas, não hesite em procurar nossa Equipe de Treinamento Administrativo da Meta Especial de Rendimento e Desempenho Adicional (ETAMERDA). Obrigado. Gerência de Realização, Ampliação, Normalização e Desenvolvimento Estratégico da Meta Especial de Rendimento e Desempenho Adicional (GRANDE MERDA).
  35. 35. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 34343434 XVIII – O ASSALTO PERSONAGENS JOAQUIM MANUEL CENÁRIO: Cofres de um Banco. CENA (Joaquim e Manuel, dois portugueses, entram em cena, depois de renderem todo mundo. de arma em punho, Manuel arromba o primeiro cofre.) MANUEL – Joaquim, vem ver... este cofre não tem dinheiro! Tá cheio de iogurte. JOAQUIM – Só tem iogurte mesmo, Manuel... Esse iogurte deve ser muito bom para ficar em cofre de banco... Vamos tomar tudo... (Depois de tomarem tudo, Manuel parte para o segundo cofre.) MANUEL – Raios!!! Iogurte de novo? E agora, Joaquim? JOAQUIM – Vamos tomar este também... (Tomam tudo. Manuel vai para o terceiro cofre.) MANUEL – Mas que droga. Iogurte de novo? Joaquim vai ver que merda de banco é este que só tem iogurte. (Joaquim sai, enquanto Manuel fica intrigado. Tempo. Joaquim aparece.)
  36. 36. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 35353535 JOAQUIM – Manuel, um dos funcionários disse-me que isto aqui é um tal de “Banco de Esperma”... XIX – QUEM SOMOS NÓS? PERSONAGENS: UM HOMEM CENÁRIO: Palco nu. CENA HOMEM – Nesta altura da vida, já não sei mais quem sou. Na ficha do médico, apareço como cliente; no restaurante, sou freguês; quando alugo uma casa, viro inquilino; na condução, sou passageiro; nos correios, sou remetente; no supermercado, sou consumidor; para a Receita Federal, sou contribuinte; com o prazo vencido, sou inadimplente e se não pago, sou sonegador; pra votar, sou eleitor, mas no comício, sou massa; em viagem, viro turista; na rua, caminhando, sou pedestre, e se me atropelam, viro acidentado; no hospital, me transformo em paciente; para os jornais, sou vítima; se compro um livro, viro leitor; se ligo o rádio, sou ouvinte; para o Ibope, sou espectador; no futebol, eu que já fui torcedor, virei galera; e quando eu morrer, ninguém vai se lembrar do meu nome. Vão me chamar de finado, extinto, defunto e em certos círculos, até de desencarnado. E o pior... para o Governo, eu sou um imbecil! XX – GUERRA DOS SEXOS PERSONAGENS: TODOS OS ATORES TODAS AS ATRIZES
  37. 37. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 36363636 CENÁRIO: Palco nu CENA ATRIZ – Por que os homens são machistas, hein? ATOR – Por que as mulheres são feministas, hein? ATRIZ – Quem está certo? Nós? ATOR – Ou nós? ATRIZ – A guerra dos sexos é milenar, desde que o mundo é mundo. ATOR – Desde que o Homem é Homem ATRIZ – Desde que a Mulher é Mulher. ATOR – E isso ainda durará por muitos e muitos anos. ATRIZ – Décadas, séculos, milênios... (Segue abaixo frases machistas e feministas, que deverão ser ditas por todos os atores do espetáculo) FRASE MACHISTA – A parte da mulher que o homem menos gosta são as pernas. É a primeira coisa que ele põe de lado... FRASE FEMINISTA – Os cães são extremamente carinhosos e fiéis. Quando aprenderem a cortar grama e trocar pneu, ganharão de dez a zero dos homens, principalmente no quesito inteligência.
  38. 38. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 37373737 FRASE MACHISTA – Mulher: o ideal é que tenha o brilho de uma atriz de cinema, os modos de uma dama, que faça amor como uma puta e trabalhe feito mula. FRASE FEMINISTA – Quando você quiser que algo seja dito, peça a um homem. Quando você quiser que algo seja feito, peça a uma mulher. FRASE MACHISTA – Todo homem é a favor das feministas, principalmente aquelas de pernas alongadas, bunda empinada, seios firmes e olhos verdes. FRASE FEMINISTA – Sabe quais são os quatro maiores desejos de um homem? 1. Ser tão bonito quanto a mãe dele acha que ele é. 2. Ter tanta mulher quanto a mulher dele acha que ele tem. 3. Ter tanto dinheiro quanto os amigos dele acham que ele tem. 4. Ser tão bom de cama quanto ele acha que é. FRASE MACHISTA – Nem todas as mulheres se realizam no fogão. Muitas só encontram a felicidade no tanque. FRASE FEMINISTA – Homem não tem defeitos. Tem características. FRASE MACHISTA – Mulher é que nem cachaça. No começo é bom, mas depois é só dor de cabeça. FRASE FEMINISTA – Homem é como macarrão: quanto mais você o esquenta, mais ele gruda. FRASE MACHISTA – A mulher ideal é bonita, gostosa, boa de cama, e à meia-noite vira uma pizza!!!
  39. 39. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 38383838 FRASE FEMINISTA – O galo enche o peito, mas é a galinha que põe os ovos. FRASE MACHISTA – Sabe por que a mulher tem pé pequeno? Pra ficar mais perto da pia. FRASE FEMINISTA – Sabe por que as mulheres têm quatro bilhões de neurônios a menos? É para que possam gostar dos homens. FRASE MACHISTA – A única prova que Deus é homem é que se ele fosse mulher, não faria a Terra, o Sol, o Universo... Ficaria apenas sentado dando palpites... FRASE FEMINISTA – A dúvida de uma mulher vale muito mais do que a certeza de um homem. FRASE MACHISTA – O mundo é a casa do homem. A casa é o mundo da mulher. FRASE FEMINISTA – Quanto mais eu conheço os homens, mais eu admiro meu cachorro. FRASE MACHISTA – Sabem quando a mulher vai ganhar seu lugar ao sol? Quando inventarem cozinha com teto solar. FRASE FEMINISTA - Se Deus criou algo melhor que a mulher, deve ter guardado só pra ele. FRASE MACHISTA – Qual é o feminino de: deitado na sala lendo jornal? De pé na pia lavando louça.
  40. 40. Julio CarraraJulio CarraraJulio CarraraJulio Carrara RapidinhasRapidinhasRapidinhasRapidinhas 39393939 FRASE FEMINISTA – Homem é igual chiclé: você masca, tira o gosto, joga no chão, pisa e ele ainda gruda no pé. FRASE MACHISTA - Mulher é igual à bolinha de borracha: quanto mais forte você joga ela contra a parede, mais rápido ela volta para você. FRASE FEMINISTA – O homem nasce sorrindo, cresce fingindo, vive traindo e morre mentindo. FRASE MACHISTA – A mulher nasce chorando, cresce amando, vive dando e morre negando. (Os atores e atrizes continuam a dizer as frases, podem criar outras, enfim, enquanto uma musica brega é ouvida no áudio num volume quase ensurdecedor. Black-out.) FIM Março/2004

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