LENDAS   DEMATOSINHOS
Lendas de Matosinhos                       ÍndiceConteúdosPágs.Lenda do Homem daMaça ………………………………………………….3Lenda do Sr. de ...
Lendas de Matosinhos                   Lenda do Homem da Maça                               O Povo chamou-lhe "Homem      ...
Lendas de Matosinhostradição da Romaria a S. Brás e do "Homem da Maça" -que se festeja a 2 e 3 de Fevereiro e no domingo s...
Lendas de Matosinhos                       Figura 2 – Imagem do Monte de S. Brás.                  Lenda do Sr. de Matosin...
Lendas de Matosinhos       Assim fez. O mar recebeu a imagem de Jesus e asondas a trouxeram até Matosinhos, já assinalado ...
Lendas de Matosinhosporém, andava na praia uma pobre mulher apanhando algassecas para alimentar o lume, e aconteceu encont...
Lendas de Matosinhos                       Figura 5 – Imagem da Romaria ao Senhor de                                      ...
Lendas de Matosinhosde vieiras. Quando perguntaram à tripulação o motivo destefenómeno e qual a razão da sua viagem, estes...
Lendas de Matosinhos                       Lenda do “Sol na Caixa”       A prática de colocar as arcas de pinho a arejar e...
Lendas de Matosinhossuporem ter o poder sobrenatural de guardar o sol durante oano, numa caixa de pinho, para que no dia d...
Lendas de Matosinhoschovesse naquele dia tinham de sofrer e ouvir asmatosinhenses.       No dia se o tempo continuasse cin...
Lendas de MatosinhosLenda das Fanecas dos três FFF…ou quatro       Em 1832,D.Pedro IV conseguiu organizar um exércitodispo...
Lendas de Matosinhos       O oficial de grande bigode bem quis decifrar o significadode cada um dos três FFF, e não conseg...
Lendas de Matosinhos       No dia seguinte, qual não foi o espanto do taberneiro eda sua noiva ao ver as tropas partirem e...
Lendas de Matosinhos       O lugar do Ribeirinho era pouco povoado, quase ermo.Ali viviam dois amigos e colegas de escola,...
Lendas de Matosinhosfonte naquele lugar e logo o Serafim começou à procura daságuas e o Grua da marreta e do ponteiro para...
Lendas de Matosinhos                            WebgrafiaHomem da maça-s.bráswww.centrobispo.org/s_bráshtmwww.g-sat.net/le...
Lendas de Matosinhos                       Trabalho realizado por                               Júlia Oliveira            ...
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  1. 1. LENDAS DEMATOSINHOS
  2. 2. Lendas de Matosinhos ÍndiceConteúdosPágs.Lenda do Homem daMaça ………………………………………………….3Lenda do Sr. de Matosinhos …………………………………..…………….5Lenda de Santiago e Caio --- Portugal …………..……………..……8Lenda do “Sol naCaixa” …………………………………………….…………10Lenda das Fanecas do Três FFF…ouQuatro …………..13Lenda dos doisAmigos …………………………………………………………16Bibliografia ……………………………..…………………………………………………18 2
  3. 3. Lendas de Matosinhos Lenda do Homem da Maça O Povo chamou-lhe "Homem da Maça", fundamentado na história de um mocetão que vindo de maçar o linho, se viu perseguido por um animal feróz. Vencendo-o com a maça de maçar o linho, ficou no imaginário popular como um Figura 1 – Imagem do casamenteiro, a quem as donzelas e “Homem da Maça”. os casais recorrem para o casamentoou para conseguir um filho varão. Esta lenda faz parte da 3
  4. 4. Lendas de Matosinhostradição da Romaria a S. Brás e do "Homem da Maça" -que se festeja a 2 e 3 de Fevereiro e no domingo seguinte. De manhã são as cerimónias religiosas, de tarde é o povoanónimo que, desde Matosinhos às freguesias limítrofes,acorre ao arraial. "Antigamente é que era", repetem ainda hoje as pessoasque marcam encontro na romaria. No tempo em que tudo seprocessava a pé, vinha-se até S. Brás em rusgas e grupos dealgazarra, para fazer, sobretudo a juventude, a tradicionalromaria a S. Brás e ao "Homem da Maça", que ,para opovo, tudo era o mesmo. E cantava-se: Meu rico S. Brás da Maça A vós me vou abraçar. Arranjai-me um namorado; Solteira, quero casar. Mandaste-me esperar Na capela de S. Brás; Esperei e não vieste, Tens palavra de rapaz 4
  5. 5. Lendas de Matosinhos Figura 2 – Imagem do Monte de S. Brás. Lenda do Sr. de Matosinhos Na praia de Matosinhos, deram-se factosextraordinários, ao alvorecer do cristianismo na Península.Por esse tempo vivia solitário, numa herdade do seu tioCamaliel, próximo a Jerusalém, o piedoso Nicodemus, hábilescultor de imagens. Empregando o seu tempo neste mister,estava ele executando uma escultura, que retratasse a efígie deJesus, quando o zelo farisaico o perseguiu. Como artista ecomo cristão preferiu confiar o seu trabalhoao mar, do que vê--lo sacrificado nas fogueirasdos seus perseguidores. 5
  6. 6. Lendas de Matosinhos Assim fez. O mar recebeu a imagem de Jesus e asondas a trouxeram até Matosinhos, já assinalado pelaconversão de Cavo Pallantiano, depondo-o respeitosamente nosítio de Espinheiro, onde em memória do facto se levantou oPadrão que ainda se vê naestrada do molhe, a sul do Porto de Leixões. do Figura 3 – Imagem Senhor de Matosinhos.A escultura, porém, estava incompleta quando o artista foiperseguido... Continua a lenda, dizendo que a custo pôdeNicodemus concluir o braço que faltava à imagem. Quando o conseguiu, estava enclausurado numa prisão a cujas muralhas vinham bater as ondas do mar. Nicodemus disse então, atirando ao mar a sua obra: “Braço, vai unir-te ao corpo a que Figura 4 – Imagem do pertences”. Ainda, segundo esta lenda, Padrão. este período durou uns largos cinquentaanos, de modo a que a imagem foi adorada incompleta por esseespaço de tempo, pois, por mais braços que lhe adaptassem,nenhum se conseguiu fazer aderir ao corpo venerado. Um dia, 6
  7. 7. Lendas de Matosinhosporém, andava na praia uma pobre mulher apanhando algassecas para alimentar o lume, e aconteceu encontrar umobjecto, que lhe pareceu bom para queimar. Chegando a casadeitou-o à fogueira, mas logo esse objecto saltou para fora. Amulher tinha uma filha muda que, ao ver o facto estranho,miraculosamente falou pela primeira vez na sua vida.“Não teime em deitar ao lume esse pedaço de madeira” -observou a rapariga - “Porque esse é o braço que falta aoSenhor Bom Jesus de Bouças”. Correu logo a notícia e foiadaptar-se o braço à imagem. Era tal e qual. Ajustou aotronco, como se nunca ali tivesse faltado. É deste milagre quedata a grande romaria ao Espírito Santo de Matosinhos. 7
  8. 8. Lendas de Matosinhos Figura 5 – Imagem da Romaria ao Senhor de Matosinhos. A Lenda de Santiago e Caio – Portugal No ano de 44 da era de Jesus Cristo, passeava pelapraia de Matosinhos um ilustre cavaleiro da Maia, CaioCarpo Palenciano, com a sua mulher Claudina e váriosparentes e amigos. Cavalgava o grupo pelo areal quando alguém vislumbrouuma barca que se dirigia para norte. Os cavaleiros e as damaspararam todos para apreciar o ritmo e a beleza daembarcação, quando inexplicavelmente o cavalo de Caiogalopou para dentro do mar, apesar de este o tentar evitar,como se fosse obrigado por uma força desconhecida. Cavalo e cavaleiro imergiram no mar e desaparecerampara ressurgirem perto da barca, para onde subiram cobertos 8
  9. 9. Lendas de Matosinhosde vieiras. Quando perguntaram à tripulação o motivo destefenómeno e qual a razão da sua viagem, estes explicaram queeram discípulos cristãos de um homem chamado Tiago.Tinham fugido de grandes perseguições, levando o corpo doseu Mestre para terras de Espanha, onde Tiago tinhapregado o Evangelho. Segundo estes homens, o fenómeno ocorrido com Caio e oseu cavalo poderia ser explicado pelo facto de ele ser umescolhido de Nosso Senhor. As vieiras eram o sinal deSantiago que queria ver Caio abraçar a lei de Deus.Comovido, Caio foi ali mesmo baptizado com água do mar e,quando voltou para junto dos seus familiares e amigos, a todosconverteu com o extraordinário feito de Santiago. As vieiras ficaram a fazer parte do brasão da nobrefamília Pimentel de Trás-os-Montes, descendentes, segundose crê, de Caio Carpo Palenciano. 9
  10. 10. Lendas de Matosinhos Lenda do “Sol na Caixa” A prática de colocar as arcas de pinho a arejar em Leçada Palmeira, ou como antigamente era conhecida, SãoMiguel da Palmeira nasceu a lenda do “Sol na caixa”.Lendas são contos tradicionais, com origem na imaginaçãodos povos através dos tempos, que muitas vezes não seconjugam com a História e, outras vezes, acabam porcompletá-la. Corre entre o povode Leça da Palmeira aversão de que as leceiraslevavam a sua irritadaingenuidade até ao ponto de Figura 6 – Imagem da Procissão dos Passos. 10
  11. 11. Lendas de Matosinhossuporem ter o poder sobrenatural de guardar o sol durante oano, numa caixa de pinho, para que no dia da tradicionalprocissão do Senhor dos Passos, ele inundasse de luz, de calore de majestade, as ruas atapetadas de verdura, por ondedesfilava o préstito religioso. Assim sendo, em Leça da Palmeira era muito usual,em dias de sol, pelo Verão, manterem-se abertas, durantealgumas horas do dia as “tais arcas ou caixas de pinho velho”,para os panos arejar. Nessa altura, se a madeira das arcasnecessitasse, arrastavam-nas para o quintal ou para a porta darua, dependendo da situação, de maneira a apanhar bem o solpara assoalhar e, depois de bem secas, voltar a utilizar. Destaforma, surgiu por parte das matosinhenses a crença de que asraparigas de Leça guardavam o “sol na caixa”, para odomingo da sua Procissão dos Passos. Para além disso,zombavam das leceiras por essa exibição. No entanto, estasnão se deixavam vencer. Nas vésperas da procissão dos Passos, na freguesia,(quinto domingo da Quaresma) se o tempo se mostrasse mau,chegavam de imediato as dores de barriga às leceiras, pois se 11
  12. 12. Lendas de Matosinhoschovesse naquele dia tinham de sofrer e ouvir asmatosinhenses. No dia se o tempo continuasse cinzento, não abriam logode manhã as “caixas de pinho” para que o sol saísse, raiassede tarde, e assim o préstito pudesse desfilar. As leceirassabiam que a lenda não tinha qualquer influência nameteorologia e aguentavam-se firmes, mas de coraçãoapertado. A verdade é que foram raras vezes que a procissão teveque sair no domingo seguinte ou deixou de sair por causa dotempo. Quer a procissão dos passos saísse ou não, no diaseguinte no rio das lavadeiras, havia um espectáculo sem par,pois as matosinhenses haviam de provocar sempre as leceiras,mas a certo momento pegavam umas com as outras, chegandomesmo a vias de facto. 12
  13. 13. Lendas de MatosinhosLenda das Fanecas dos três FFF…ou quatro Em 1832,D.Pedro IV conseguiu organizar um exércitodisposto a lutar pela liberdade contra o regime absolutista quetiranizava Portugal sob as ordens do rei D. Miguel. Tinham previsto desembarcar na foz do rio Ave, em Vila do Conde, mas o brigadeiro Cardoso, comande das forças de D. Miguel, não consentiu. E assim, as tropas desembarcaram em Pampelido, no areal da “Praia dos Ladrões” com a informação dada por um moço de Figura 7 – Obelisco de Matosinhos. bordo a quem o rei confiou asordens. Onde pernoitaram, existia uma taberna na qual umoficial entrou e perguntou o que havia para comer. Otaberneiro respondeu-lhe que só tinha peixe dos três FFF. 13
  14. 14. Lendas de Matosinhos O oficial de grande bigode bem quis decifrar o significadode cada um dos três FFF, e não conseguiu. Embasbacado, otaberneiro respondeu-lhe:”Fanecas, Frescas e Fritas”. Sorrindo, encomendou ecomeu regaladamente o petiscoe, zombador e divertido, disseao taberneiro para acrescentarmais um F na receita, porquenão tinha trazido dinheiro e Figura 9 – Taberna do século XIX.doravante se chamariam fanecas,fritas, frescas e …fiadas. Ficando furioso o taberneiro pelo abuso, mas nãoquerendo irritar o oficial – com humor mal disfarçadoaconselhou-o a pagar quando por ali passasse. Autoritário e garboso já no terreiro, à porta da venda,do alto do seu cavalo o oficial disse ao homem: ”Obrigado, masnão tenciono passar por aqui (…) dado que estás para casar,aqui tens duas peças de ouro para comprares uns brincos paraa tua noiva. Adeus!” 14
  15. 15. Lendas de Matosinhos No dia seguinte, qual não foi o espanto do taberneiro eda sua noiva ao ver as tropas partirem em direcção ao Porto,descobrindo que o oficial das fanecas era o próprio rei D.Pedro IV. A partir desse dia, e em sua honra, as fanecas da suataberna passaram a ter a chancela e o dito jocoso do rei: -Fanecas, Frescas, Fritas e…Fiadas. Lenda dos Dois Amigos 15
  16. 16. Lendas de Matosinhos O lugar do Ribeirinho era pouco povoado, quase ermo.Ali viviam dois amigos e colegas de escola, o Serafim, umfranganito e o Grua, forte e alto. Brincavam muito numapoça de água ali mesmo. Passavam as tardes a testar asdescobertas da leveza da água ou o peso de alguns materiais. Quando crescerem, cada um seguiu o seu destinodiferente de vida. O Serafim foi para a arte de vedor, instalou-se em Trás – os - Montes a abrir poços de água e o Grua parapedreiro onde foi chamado para trabalhar no Brasil por umseu tio. Durante muito tempo não se encontraram, mas aansiedade era muita e as saudades levava-os a olharem para aságuas de onde viviam e viam reflectida a imagem do amigo.Nestes momentos mágicos, ambos tinham a mesma ideia deum dia se encontrarem nas festas do Senhor de Matosinhos. Então, esse dia chegou e os dois amigos foramdireitinhos ao Ribeirinho, ao sítio da poça da água e láestavam os dois. Abraçados, cheios de alegria, concordaramque para a comemoração daquela união construiriam uma 16
  17. 17. Lendas de Matosinhosfonte naquele lugar e logo o Serafim começou à procura daságuas e o Grua da marreta e do ponteiro para trabalhar apedra. E assim nasceu a Fonte dos Dois Amigos. A Fonte dos dois Amigos, datada de 1863, ainda estáno Ribeirinho, na rua que vai dar à Igreja do Senhor deMatosinhos…a celebrar a amizade de dois meninos. Figura 10 – Fonte dos Dois Amigos. 17
  18. 18. Lendas de Matosinhos WebgrafiaHomem da maça-s.bráswww.centrobispo.org/s_bráshtmwww.g-sat.net/lendas.../lendas-do-homem-maca-292745htmlscmmparaiso.blogs.pot.com/…/lenda-do-sr-matosinhos.htmllendasdeportugal.no.sapo.pt/distrito/porto.html BibliografiaSILVA, A Cunha; SANTOS, Alfredo, Lendário Matosinhos, CâmaraMunicipal de Matosinhos, Maio 2009SILVA, A Cunha; SANTOS, Alfredo, Lendário Matosinhos, CâmaraMunicipal de Matosinhos, Setembro 2009 18
  19. 19. Lendas de Matosinhos Trabalho realizado por Júlia Oliveira Orquídea Ferreira 19

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