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PUBERDADE
VIOLÊNCIA     • Violência entre os pais cria uma estilo de apego inseguro
DOMÉSTICA E     dentro da criança, já que isso leva à antecipação pela
MUITAS          criança de uma maternagem imprevisível e indisponível.
FORMAS DE
ABUSO
INFANTIL      • Para crianças que crescem em ambientes abusivos, a
                necessidade em manter uma vigilância constante ativa
                uma hiperatividade de seu eixo HPA.

              • O estresse crônico libera cortisol em excesso, um
                esteróide poderoso, dentro do cérebro da criança
                ampliando o tronco cerebral e aumentando a atividade na
                amigdala, murchando os dentritos do hipocampo e,
                então, reduzindo o tamanho do hipocampo e o corpo
                caloso.

              • Essas mudanças fisiológicas dentro das estruturas de
                memória e aprendizado do cérebro sem dúvida
                influenciam muito as dificuldades funcionais que ocorrem
                em certas pessoas que mais tarde apresentam síndromes
                relacionadas ao estresse.
VARIADAS    • Como o estresse gera a ativação da amigdala, cortisol é
FORMAS DE     liberado do córtex adrenal, que viajam até o cérebro e se
ABUSO         ligam a receptores do hipocampo, enfraquecendo os
INFANTIL      dentritos.

            • O hipocampo é a parte do cérebro envolvido no
              armazenamento das memórias explícitas, e não está
              maduro até por volta dos 3 anos de idade, portanto nos
              lembramos muito pouco de antes disso.

            • No caso do hipocampo ter sido atrofiado, a habilidade
              em reter novas informações é consequentemente
              reduzida e a memória para eventos autobiográficos que
              podem ser lembrados conscientemente - como abusos
              reais - pode ser perdida.

            • E, de fato, pela habilidade de neurogênese do
              hipocampo (desenvolvendo novos neurônios) até por
              volta dos 30 anos de idade, danos relacionados a
              traumas no início da infância podem muito bem serem
              mascarados.
VARIADAS    • A consequência fisiológica do abuso no início da infância é
FORMAS DE     fazê-la perpetuar uma hiperexcitação (por vezes vista como
ABUSO         hiperatividade ou transtorno de conduta) e hipervigilância.
INFANTIL

            • O efeito dominó disso, vem da necessidade da criança em se
              manter alerta, o que vai interferir com a criação de vias no
              córtex pré-frontal (a rota longa e acurada) que o cérebro
              esquerdo poderia usar para moderar a amigdala em sua
              resposta ao estresse via eixo HPA.

            • Pacientes com história de abuso podem ter o cérebro
              direito desenvolvido em demasia devido a fortes emoções,
              enquanto o cérebro esquerdo pode estar subdesenvolvido
              por processamento cognitivo insuficiente, e o corpo caloso
              que facilitaria a comunicação entre os dois hemisférios
              também subdesenvolvido.
VARIADAS    • Então, inibindo processos de aprendizado e pensamento, as
FORMAS DE     situações abusivas diretamente inibem o desenvolvimento
ABUSO         do cérebro da criança, e diretamente reduzem o volume
INFANTIL      cerebral.



            • É um superdesenvolvido sistema de estresse em
              um subdesenvolvido córtex pensante.
VARIADAS • Crianças abusadas, quando adultas, estão 20 vezes mais
FORMAS DE  propensas a desenvolver alcoolismo, depressão, abuso de droga,
ABUSO      ou a tentar suicídio.
INFANTIL

             • Estão mais propensas ao fumo, a numerosos parceiros sexuais, e
               a adquirir doença sexualmente transmissível.

             • E também estão duas vezes mais propensas a aquisição de
               doença cardíaca, câncer, diabetes, acidente vascular cerebral e
               infarto cardíaco.



             • O trauma destrói suposições fundamentais da
               criança/adulto sobre o mundo e o quão seguro o
               mundo é, - e levanta questões existenciais do quanto é
               válido continuar a viver num ambiente inseguro.
ABUSO    • Por volta dos 5 aos 9 anos de idade, antes da puberdade, há um
SEXUAL NA rápido crescimento do cérebro direito.
INFÂNCIA

            • O pensamento em sexo (LUST circuit) que deveria permanecer
              dormente nesta fase, é prematuramente ativado em crianças que
              experienciaram abuso sexual, num período anterior ao
              desenvolvimento de uma inteligência emocional suficiente para
              lidar com isso.

            • É por isso que algumas crianças abusadas sexualmente
              ativamente iniciam atividade sexual após a instigação.

            • Elas também podem escolher não contar a algum familiar quando
              o abuso ocorre dentro de sua família, já que podem já perceber
              que o outro, não-abusivo familiar é insensível para atender às
              suas necessidades.
PROCURA – RECEBE CARINHO E
ATENÇÃO – BRINCA – E SENTE-
SE ESTIMULADA A REPETIR
ESTE CICLO DE BOA INTERAÇÃO
NUTRINDO UM
MODELO (PADRÃO)
EMOCIONAL
(EMOTIONAL
TEMPLATE): O
APEGO SEGURO




                  PANIC
DESENVOLVIMENTO
DO CIRCUITO DO
PÂNICO: APEGO
INSEGURO




                  PANIC
PANIC
bloqueado




              LOSS
            - rejeição
            - abandono
ABUSO       Por dentro da mente da criança ofendida sexualmente:
SEXUAL NA
INFÂNCIA
            •Sexualização traumática leva à dissociação;

            •Estigmatização leva à baixa auto-estima e ideação
            suicida;

            •Sentimentos de impotência;

            •Sentimentos de traição (deslealdade) levam à
            depressão e a sintomas somáticos.
ESTILOS DE   • Num indivíduo que apresenta características de
APEGO
               apego seguro a outra pessoa, pensamentos em sexo
               tendem a envolver dinâmicas de segurança num
               relacionamento adulto, com emoções de busca,
               cuidado e interação – SEEKING, CARE, PLAY – que
               levam à experiências de vínculos íntimos.

             • Num indivíduo inseguro, vacilando entre a ansiedade
               e a sensação de perda – PANIC, LOSS – os
               pensamentos em sexo (LUST) podem se fundir com
               sentimentos fortes de medo e raiva – FEAR, RAGE.
ABUSO       • Quando uma atividade sexual ocorre com uma criança,
SEXUAL NA
INFÂNCIA
              as memórias dos atos abusivos são frequentemente
              conectadas com os estímulos ou advertências de que
              deve se manter segredo – e às vezes com ameaças
              contra elas mesmas ou contra pessoas a quem ela
              ama.



            • Então a criança funde os pensamentos em sexo (LUST
              circuit) com uma imagem má de si mesma (BAD-ME), e
              se sente responsável pelo comportamento seu e do
              abusador, - assim como responsável por qualquer
              consequência negativa vinda do abuso, como a
              destruição da família após alguma revelação.
ABUSO       • As memórias somáticas podem serem armazenadas
SEXUAL NA
INFÂNCIA      no cérebro direito sem palavras para descrevê-las.

            • Estas memórias somáticas poderão ser reencenadas
              mais tarde na vida adulta num nível inconsciente
              (implícito).

            • Flashbacks em situações específicas parecem emergir
              da re-obtenção muito rápida no cérebro direito da
              memória de imagens visuais percebidas pela amigdala
              como ameaçadoras, ativando os circuitos de medo ou
              ‘eu-mau’ – FEAR, BAD-ME.


            • É o corpo que mantém o registro já que a
              experiência emerge em somatização.
ABUSO     • Apesar deste estresse fisiológico e processos de medo, crianças
SEXUAL NA   abusadas mantém forte proteção de seus cuidadores abusivos, já
INFÂNCIA    que a ameaça de um cuidador abusivo não é tão ruim quanto não
               ter nenhum cuidador (o que pode ser uma ameaça à
               sobrevivência).

             • Processos de apego levam a criança assustada a se afastar, mas
               também a se aproximar, do familiar abusivo; criando uma
               experiência sem solução que pode levar à desorganização e
               desorientação da criança.

             • Algumas crianças abusadas temem a resposta de outros adultos
               caso elas revelem o que lhes ocorreu. Eles temem que o cuidador
               abusivo seja processado e que a família se despedace. Elas
               temem que o abusador seja mandado para a prisão, e sentem-se
               parcialmente ou totalmente responsáveis por tudo isso.

             • O fato da figura de apego da criança ser abusiva não reduz o
               desejo da criança por apego, não alivia sua ansiedade de
               separação, e nem reduz seu pesar inconsolável caso um serviço
               de proteção à criança force sua separação do seu familiar.
ABUSO       • Um adulto que, quando criança, experienciou frequentes,
SEXUAL NA     dolorosas ou intrusivas intervenções médicas,
INFÂNCIA
              especialmente de natureza ginecológica ou proctológica,
              pode apresentar toda a sintomatologia de alguém que
              viveu um abuso sexual na infância.

            • É assumido que tais procedimentos invasivos são
              conduzidos por profissionais médicos com a intenção de
              deixar a criança doente bem, e a criança responderá de uma
              forma positiva.

            • Mas o padrão neural que a criança desenvolve como
              consequência é similar àquele da criança que experienciou
              abuso.

            • Ela se sentira ruim ou má, se sentirá fora do controle da
              situação, humilhada, dominada, e machucada, - e também
              pode aprender a dissociação como um modo de proteger a
              si mesma do processo.
DISSOCIAÇÃO   • Infantes e crianças pequenas não são capazes de lutar ou
                fugir quando elas estão assustadas, então uma resposta
                comum de defesa naqueles que tiveram experiências
                crônicas de abuso é a dissociação.

              • Esta pode ser um estado de despersonalização, estados
                de fuga tipo trance (trance-like fugue states), estados de
                identidade alterados, ou mesmo como transtorno
                dissociativo de identidade.

              • Usualmente, o cérebro da criança ativa a ansiedade
                (PANIC) que busca por cuidado externo (SEEKING, CARE);
                no medo (FEAR) a luta ou a fuga.

              • No entanto, se a criança é colocada num dilema sem
                solução onde o perigo pode ser a pessoa da qual a
                criança busca cuidado, isso produz um conflito interno
                de como se conduzir (guiar seu comportamento).
DISSOCIAÇÃO   • O medo (FEAR) e a ansiedade (PANIC) com a
                carência de cuidado (CARE) desencadeia o eixo HPA
                numa resposta de congelamento (freeze) que vem
                de um senso de desamparo e desesperança.

              • A criança irá ficar com um olhar fixo e vidrado
                (envidraçado), se torna entorpecida com o terror, a
                fala cessará, e ela ficará complacente e evitativa, já
                que opióides endógenos entorpecedores da dor
                desencadeiam o sistema nervoso parassimpático
                num congelamento (ou solidificação).

              • Congelamento tem uma função evolucionária , já
                que mimica o processo de estar morto dos animais
                quando se pegam numa situação da qual não há
                escapatória. – “Uma escapatória onde não há
                escapatória.”
DISSOCIAÇÃO • Esta dissociação é um estado passivo que reduz a dor,
                  desencadeia uma imobilidade, e inibe o choro por ajuda.

               • Possibilita a criança de se ausentar de si mesma quando há
                 dor física ou emocional inescapável.

               • Crianças expostas à violência crônica podem apresentar uma
                 variedade de experiências dissociativas, tais como se sentir
                 flutuando no espaço, ver a elas mesmas de uma certa
                 distância como se estivessem apenas assistindo a um filme, ou
                 fantasiando em serem super-herói, ao passo que crianças
                 ainda muito jovens podem desenvolver uma imobilidade
                 catatônica.

               • A dissociação pode ser muito funcional para um infante
                 vulnerável como mecanismo de sobrevivência, mas como uma
                 via padrão mais tarde em sua vida como adulto, se torna
                 muito mal adaptativo, já que o indivíduo se torna
                  separado (split off) de suas reais emoções.
PUBERDADE • Apego e sexo usam os mesmos sistemas.


            • Ambos são baseados na biologia, requerem proximidade e
              aconchego, ambos deduzem sentimentos de afeição, ambos
              requerem toque, ambos geram vínculos de longo-termo, e
              ambos são essenciais para a sobrevivência das espécies. A única
              diferença é o contato genital.

            • O sistema sexual se edifica envolta do já desenvolvido sistema
              de apego, e usa o mesmo circuito.

            • No desenvolvimento do apego, o contato genital ocorre consigo
              mesmo (como na suavização de alguma tensão ou excitação
              interna), ao passo que no comportamento sexual, o contato
              genital é usualmente com outra pessoa (mas, é claro, nem
              sempre).

            • Um padrão sexual prepara a criança para o início da puberdade
              por volta dos 10 anos de idade, e subsequente interação sexual e
              experimentação sexual na adolescência.
PUBERDADE   • Crianças com apego seguro, que têm experiências de
              segurança em suas relações dentro e fora da família,
              tendem a ter um início mais tardio da puberdade por
              adiarem um comportamento sexual mais notório, com
              poucos relacionamentos onde há sexo envolvido, com
              poucas crianças em comparação com o grande
              envolvimento dos seus pais.

            • Crianças com o apego inseguro, onde os relacionamentos
              familiares tendem à rejeição, aversão, ou
              imprevisibilidade, tendem a apresentar início mais
              precoce da puberdade com menor idade em que ocorre
              suas primeiras experiências de caráter sexual, com baixo
              envolvimento dos pais nos cuidados com a criança, muitos
              relacionamentos instáveis e de curta duração, posterior
              promiscuidade sexual, e um maior número de parceiros
              sexuais ao longo de sua vida. – Estas características
              ligadas ao apego mais difícil com os pais nos levam a
              pensar no quanto a transmissão de problemas
              psicológicos através das gerações pode ser pervasiva.
PUBERDADE   • Um padrão sexual (sexual template) provê um modelo
              interno (ou internalizado) de como a criança irá se
              comportar quando adulta, e muitas pessoas
              desenvolvem um conhecimento de sua sexualidade no
              período da puberdade.

            • Qualquer tomada de conhecimento de uma
              heterossexualidade, homossexualidade, pedofilia, ou
              transgenerismo podem começar a emergir para o
              conhecimento consciente da pessoa na puberdade.

            • O pensamento em sexo - ou circuito da luxúria (LUST
              circuit) - em operação na mente de uma criança com
              padrão de apego inseguro tenderá a se formular num
              repertório que envolve ansiedade e perda (PANIC and
              LOSS circuits), então sexo será mais usado para reduzir
              os extremos de medo e raiva da pessoa (FEAR and
              RAGE).
PUBERDADE   • Este padrão sexual é como um “mapa do amor” com
              uma imagem altamente peculiar e idealizada do seu
              potencial parceiro no sexo.

            • A vandalização (bagunça) da mente da criança
              através do molestamento sexual pode ter
              consequências críticas em termos do
              desenvolvimento de seu repertório sexual mais
              tarde.

            • Os significados de molestamento são: afetados por
              moléstia, prejudicado ou ferido, maltratado,
              ofendido.

            • A ativação de um pensamento sexual (LUST circuit)
              quando a criança é muito jovem introduz um
              repertório sexual.
PUBERDADE   • A vandalização do padrão sexual não vem apenas por
              abuso sexual.

            • Quando o hemisfério direito está funcionando (online) e a
              via da amigdala está aberta para a ativação de emoções
              extremas e desreguladas, qualquer situação severa e
              emocionalmente aversiva pode ter um efeito de
              detrimento.

            • Estas situações podem ser de negligência, abuso
              emocional, abuso físico, presenciar violência doméstica,
              entre outras.

            • Trauma como resultado de estupro irá produzir as
              respostas mais extremas já que representam uma ameaça
              à sobrevivência da criança; mas menores eventos
              traumáticos da vida, pequenas porções assustadoras para
              a criança, tendem a ser omitidas (overlooked) pelos
              adultos.
PUBERDADE • Uma criança com apego inseguro estará predisposta a liberar
                altos níveis de cortisol em tais momentos de estresse, o que não
                ocorre com as crianças com apego seguro.

             • Então, para a criança já com uma predisposição a emoções
               extremas e desreguladas de seus apegos inseguros, e um
               sistema disfuncional de cortisol vindo de estressores cedo
               demais na vida, em pequenos eventos podem já corromper a
               construção de seu repertório sexual.

             • Uma criança com apego seguro responderia a experiências
               aversivas da puberdade diferentemente; ela teria um claro
               entendimento de seus extremos emocionais e saberiam como
               deixá-los suavizados, e isso seria menos suscetível a afetar seu
               posterior repertório sexual.

             • Uma criança com apego inseguro, todavia, irá atuar
               (representar um papel) e replicar essa ação, à mercê de uma
               tirânica amigdala provocando emoções desreguladas.
ATIVIDADE • As culturas ocidentais veem como extremamente
SEXUAL       desconfortável o conceito de sexualidade infantil, preferindo
ENTRE
             romantizar o conceito da inocência infantil.
AMIGOS DE
INFÂNCIA E
IRMÃOS     • Sendo assim, há uma falta de pesquisa apropriada, com receio
               de que a pesquisa em si estimularia crianças para o
               conhecimento sexual e sua atividade.

             • No entanto, crianças se engajam em atividades sexuais ao
               longo da infância, mesmo antes de atingir a puberdade.

             • Normalmente essas atividades são de natureza infantil:
               infantes esfregam suas bocas e seus genitais quando eles
               querem suavizar a si mesmos diante de estados internos mais
               excitantes.

             • Então, mesmo antes da excitação sexual se tornar explícita,
               crianças usam um “comportamento sexual” como um meio
               de prover conforto.
ATIVIDADE    • Crianças na pré-puberdade brincam de jogos sexuais,
SEXUAL
ENTRE          como brincar de médico (“você me mostra o seu que
AMIGOS DE      eu mostro o meu”), mas usualmente essas
INFÂNCIA E     brincadeiras não envolvem uma excitação sexual
IRMÃOS
               (como no adulto).

             • Estimulação da área genital pode ser resultado de
               escalar árvore, pular enquanto sentado em galho de
               árvore, escorregar em traves, ou esfregar tecidos
               macios, produzindo sentimentos prazerosos que a
               criança pode curtir repetitivamente, mas não serão
               consideradas eróticas até certa idade a não ser que
               seja interpretado assim por uma criança mais velha ou
               um adulto.

             • Estes comportamentos são exploratórios, trazem
               conforto, diversão, e não são hostis, agressivos, ou
ATIVIDADE • A atividade sexual entre crianças amigas ou irmãos não são
SEXUAL      incomuns. Elas estão curiosas sobre sexualidade e a maior parte
ENTRE       do tempo isso é diversão inofensiva, e podem ser acalmadas pela
AMIGOS DE
            reação de seus pais. No entanto, alguns pais são
INFÂNCIA E
            inapropriadamente abertos sexualmente com seus filhos, ainda
IRMÃOS
               que não sejam abusivos fisicamente.

             • Podem haver insinuações sexuais, ou notórias piadas sexuais na
               frente da criança, pode haver material pornográfico largado em
               algum canto da casa visível para a criança, não ter filtro nos
               canais de TV ou na tela do computador, e mais gravemente
               deixar a criança vê-los em atividade sexual.

             • Os limites ainda podem ser borrados se o cuidador favorece
               beijos mais acalorados com a criança, encoraja uma criança mais
               velha a ficar na cama com a criança mais nova, ou usa métodos
               práticos para ensinar a criança sobre excitação sexual.

             • Crianças que experimentam essas quebras de limites de seus
               pais, estão mais propensas a quebrarem limites com outras
               crianças.
ATIVIDADE    • A antítese - o extremo oposto - deste comportamento
SEXUAL
ENTRE
               também pode criar dificuldade.
AMIGOS DE
INFÂNCIA E
IRMÃOS       • Pais que se recusam a conversar sobre qualquer
               atividade sexual com as crianças como se isso não
               acontecesse, podem criar mitos desnecessários
               envolta do sexo, principalmente ao considerarmos
               que nossas crianças estão rodeadas por propagandas
               com apelo sexual em nossa sociedade.

             • Então pais que desligam a TV se um casal está ficando
               íntimo demais ou que fazem comentários sobre sexo
               ser “nojento”, mais prontamente criam uma
               atmosfera de intensa curiosidade, opondo-se à noção
               de que é uma ocorrência normal entre adultos que se
               consentem.
ATIVIDADE    Podemos definir uma tipologia do comportamento sexual em
SEXUAL       crianças com menos de 12 anos de idade, variando de um
ENTRE        comportamento mais normal até um comportamento mais
AMIGOS DE    problemático:
INFÂNCIA E
IRMÃOS

             •Natural e saudável: experiências apropriadas para a idade.

             •Reativo sexualmente: crianças que se engajam em mais
             comportamento sexual do que comumente exibido pelos colegas
             de idade.

             •Crianças engajadas em comportamento sexual extenso e mútuo:
             com um colega que consente.

             •Crianças que molestam com coerção ou forçam outra criança em
             atos sexuais, com frequência agressivamente. – A maioria ou todas
             as crianças nesta categoria foram vítimas de abuso sexual ou físico
             ou expostas a materiais ou ambientes de sexo explícito.
ATIVIDADE • Meninos tem maior frequência no engajamento sexual
SEXUAL       prematuro que meninas.
ENTRE
AMIGOS DE
INFÂNCIA E • Muito rapidamente são rotulados como abusadores sexuais.
IRMÃOS

            • Embora meninas também possam ter este engajamento em
              idades precoces, a tendência a rotulá-las de abusadoras é
              menor, ainda que atuem tão agressivamente como fazem os
              meninos.

            • Atividade sexual entre crianças torna-se abusiva quando
              envolve ofensa emocional ou física, usando coerção por
              ameaças, subornos, ou promessas de atenção especial afim
              de que se mantenha em segredo.

            • Sob tais circunstâncias, uma criança pode perceber uma
              criança mais velha, mais forte, e mais poderosa induzindo a
              criança mais jovem e fraca numa atividade sexual.
ATIVIDADE • O comportamento sexual tem uma função de apego por prover
SEXUAL      conexão com outro indivíduo para reduzir a ansiedade e insegurança e
ENTRE       incrementar a auto-estima, então pode ocorrer de um irmão próximo à
AMIGOS DE   adolescência iniciar uma atividade de pesquisa sexual com seus irmãos
INFÂNCIA E  ou irmãs mais jovens antes de correr possíveis riscos na experimentação
IRMÃOS      sexual com colegas de sua idade.

               • As crianças precisam serem protegidas em tais situações.

               • Uma criança com padrão inseguro de apego irá incorporar qualquer
                 experiência sexual aversiva dentro do seu próprio repertório (padrão)
                 sexual.

               • Tal criança pode se tornar “reativa sexualmente”, se engajando em
                 comportamentos sexuais impróprios para sua idade, o que deve ser
                 uma re-encenação ou erotização do seu próprio abuso.

               • Ela pode não considerar a ela mesma como vítima em hipótese alguma,
                 e pode prontamente trocar sexo por atenção, afeição, e presentes.

               • Isso pode levar a excessivos comentários sexuais ou brincadeiras com
                 seus colegas, ou a molestação sexual de irmãos ou outras crianças.
ADOLESCÊNCIA   • Na adolescência há a preparação da criança para a
                 vida adulta, através da prática e experimentações.

               • Até aqui, os pais proveram o contêiner para as
                 emoções extremas e negativas da criança, mas um
                 adolescente após a puberdade, biologicamente
                 falando, é um adulto.

               • Um adolescente seguro pode se arriscar através
                 da prática sexual e sendo assertivo em relação à
                 sua autonomia com seus pais sem medo de
                 rejeição ou abandono.

               • De fato, quanto mais suporte e autonomia são
                 dados ao adolescente, menos propenso é à
                 rebeldia.
REFERÊNCIA      • Allez GH. Infant Losses, Adult Searches – A Neural
BIBLIOGRÁFICA
                  and Developmental Perspective on
                  Psychopathology and Sexual Offending – Second
                  Edition – Karnac Books – London, 2011.

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  • 2. VIOLÊNCIA • Violência entre os pais cria uma estilo de apego inseguro DOMÉSTICA E dentro da criança, já que isso leva à antecipação pela MUITAS criança de uma maternagem imprevisível e indisponível. FORMAS DE ABUSO INFANTIL • Para crianças que crescem em ambientes abusivos, a necessidade em manter uma vigilância constante ativa uma hiperatividade de seu eixo HPA. • O estresse crônico libera cortisol em excesso, um esteróide poderoso, dentro do cérebro da criança ampliando o tronco cerebral e aumentando a atividade na amigdala, murchando os dentritos do hipocampo e, então, reduzindo o tamanho do hipocampo e o corpo caloso. • Essas mudanças fisiológicas dentro das estruturas de memória e aprendizado do cérebro sem dúvida influenciam muito as dificuldades funcionais que ocorrem em certas pessoas que mais tarde apresentam síndromes relacionadas ao estresse.
  • 3. VARIADAS • Como o estresse gera a ativação da amigdala, cortisol é FORMAS DE liberado do córtex adrenal, que viajam até o cérebro e se ABUSO ligam a receptores do hipocampo, enfraquecendo os INFANTIL dentritos. • O hipocampo é a parte do cérebro envolvido no armazenamento das memórias explícitas, e não está maduro até por volta dos 3 anos de idade, portanto nos lembramos muito pouco de antes disso. • No caso do hipocampo ter sido atrofiado, a habilidade em reter novas informações é consequentemente reduzida e a memória para eventos autobiográficos que podem ser lembrados conscientemente - como abusos reais - pode ser perdida. • E, de fato, pela habilidade de neurogênese do hipocampo (desenvolvendo novos neurônios) até por volta dos 30 anos de idade, danos relacionados a traumas no início da infância podem muito bem serem mascarados.
  • 4. VARIADAS • A consequência fisiológica do abuso no início da infância é FORMAS DE fazê-la perpetuar uma hiperexcitação (por vezes vista como ABUSO hiperatividade ou transtorno de conduta) e hipervigilância. INFANTIL • O efeito dominó disso, vem da necessidade da criança em se manter alerta, o que vai interferir com a criação de vias no córtex pré-frontal (a rota longa e acurada) que o cérebro esquerdo poderia usar para moderar a amigdala em sua resposta ao estresse via eixo HPA. • Pacientes com história de abuso podem ter o cérebro direito desenvolvido em demasia devido a fortes emoções, enquanto o cérebro esquerdo pode estar subdesenvolvido por processamento cognitivo insuficiente, e o corpo caloso que facilitaria a comunicação entre os dois hemisférios também subdesenvolvido.
  • 5. VARIADAS • Então, inibindo processos de aprendizado e pensamento, as FORMAS DE situações abusivas diretamente inibem o desenvolvimento ABUSO do cérebro da criança, e diretamente reduzem o volume INFANTIL cerebral. • É um superdesenvolvido sistema de estresse em um subdesenvolvido córtex pensante.
  • 6. VARIADAS • Crianças abusadas, quando adultas, estão 20 vezes mais FORMAS DE propensas a desenvolver alcoolismo, depressão, abuso de droga, ABUSO ou a tentar suicídio. INFANTIL • Estão mais propensas ao fumo, a numerosos parceiros sexuais, e a adquirir doença sexualmente transmissível. • E também estão duas vezes mais propensas a aquisição de doença cardíaca, câncer, diabetes, acidente vascular cerebral e infarto cardíaco. • O trauma destrói suposições fundamentais da criança/adulto sobre o mundo e o quão seguro o mundo é, - e levanta questões existenciais do quanto é válido continuar a viver num ambiente inseguro.
  • 7. ABUSO • Por volta dos 5 aos 9 anos de idade, antes da puberdade, há um SEXUAL NA rápido crescimento do cérebro direito. INFÂNCIA • O pensamento em sexo (LUST circuit) que deveria permanecer dormente nesta fase, é prematuramente ativado em crianças que experienciaram abuso sexual, num período anterior ao desenvolvimento de uma inteligência emocional suficiente para lidar com isso. • É por isso que algumas crianças abusadas sexualmente ativamente iniciam atividade sexual após a instigação. • Elas também podem escolher não contar a algum familiar quando o abuso ocorre dentro de sua família, já que podem já perceber que o outro, não-abusivo familiar é insensível para atender às suas necessidades.
  • 8. PROCURA – RECEBE CARINHO E ATENÇÃO – BRINCA – E SENTE- SE ESTIMULADA A REPETIR ESTE CICLO DE BOA INTERAÇÃO
  • 11. PANIC bloqueado LOSS - rejeição - abandono
  • 12. ABUSO Por dentro da mente da criança ofendida sexualmente: SEXUAL NA INFÂNCIA •Sexualização traumática leva à dissociação; •Estigmatização leva à baixa auto-estima e ideação suicida; •Sentimentos de impotência; •Sentimentos de traição (deslealdade) levam à depressão e a sintomas somáticos.
  • 13. ESTILOS DE • Num indivíduo que apresenta características de APEGO apego seguro a outra pessoa, pensamentos em sexo tendem a envolver dinâmicas de segurança num relacionamento adulto, com emoções de busca, cuidado e interação – SEEKING, CARE, PLAY – que levam à experiências de vínculos íntimos. • Num indivíduo inseguro, vacilando entre a ansiedade e a sensação de perda – PANIC, LOSS – os pensamentos em sexo (LUST) podem se fundir com sentimentos fortes de medo e raiva – FEAR, RAGE.
  • 14. ABUSO • Quando uma atividade sexual ocorre com uma criança, SEXUAL NA INFÂNCIA as memórias dos atos abusivos são frequentemente conectadas com os estímulos ou advertências de que deve se manter segredo – e às vezes com ameaças contra elas mesmas ou contra pessoas a quem ela ama. • Então a criança funde os pensamentos em sexo (LUST circuit) com uma imagem má de si mesma (BAD-ME), e se sente responsável pelo comportamento seu e do abusador, - assim como responsável por qualquer consequência negativa vinda do abuso, como a destruição da família após alguma revelação.
  • 15. ABUSO • As memórias somáticas podem serem armazenadas SEXUAL NA INFÂNCIA no cérebro direito sem palavras para descrevê-las. • Estas memórias somáticas poderão ser reencenadas mais tarde na vida adulta num nível inconsciente (implícito). • Flashbacks em situações específicas parecem emergir da re-obtenção muito rápida no cérebro direito da memória de imagens visuais percebidas pela amigdala como ameaçadoras, ativando os circuitos de medo ou ‘eu-mau’ – FEAR, BAD-ME. • É o corpo que mantém o registro já que a experiência emerge em somatização.
  • 16. ABUSO • Apesar deste estresse fisiológico e processos de medo, crianças SEXUAL NA abusadas mantém forte proteção de seus cuidadores abusivos, já INFÂNCIA que a ameaça de um cuidador abusivo não é tão ruim quanto não ter nenhum cuidador (o que pode ser uma ameaça à sobrevivência). • Processos de apego levam a criança assustada a se afastar, mas também a se aproximar, do familiar abusivo; criando uma experiência sem solução que pode levar à desorganização e desorientação da criança. • Algumas crianças abusadas temem a resposta de outros adultos caso elas revelem o que lhes ocorreu. Eles temem que o cuidador abusivo seja processado e que a família se despedace. Elas temem que o abusador seja mandado para a prisão, e sentem-se parcialmente ou totalmente responsáveis por tudo isso. • O fato da figura de apego da criança ser abusiva não reduz o desejo da criança por apego, não alivia sua ansiedade de separação, e nem reduz seu pesar inconsolável caso um serviço de proteção à criança force sua separação do seu familiar.
  • 17. ABUSO • Um adulto que, quando criança, experienciou frequentes, SEXUAL NA dolorosas ou intrusivas intervenções médicas, INFÂNCIA especialmente de natureza ginecológica ou proctológica, pode apresentar toda a sintomatologia de alguém que viveu um abuso sexual na infância. • É assumido que tais procedimentos invasivos são conduzidos por profissionais médicos com a intenção de deixar a criança doente bem, e a criança responderá de uma forma positiva. • Mas o padrão neural que a criança desenvolve como consequência é similar àquele da criança que experienciou abuso. • Ela se sentira ruim ou má, se sentirá fora do controle da situação, humilhada, dominada, e machucada, - e também pode aprender a dissociação como um modo de proteger a si mesma do processo.
  • 18. DISSOCIAÇÃO • Infantes e crianças pequenas não são capazes de lutar ou fugir quando elas estão assustadas, então uma resposta comum de defesa naqueles que tiveram experiências crônicas de abuso é a dissociação. • Esta pode ser um estado de despersonalização, estados de fuga tipo trance (trance-like fugue states), estados de identidade alterados, ou mesmo como transtorno dissociativo de identidade. • Usualmente, o cérebro da criança ativa a ansiedade (PANIC) que busca por cuidado externo (SEEKING, CARE); no medo (FEAR) a luta ou a fuga. • No entanto, se a criança é colocada num dilema sem solução onde o perigo pode ser a pessoa da qual a criança busca cuidado, isso produz um conflito interno de como se conduzir (guiar seu comportamento).
  • 19. DISSOCIAÇÃO • O medo (FEAR) e a ansiedade (PANIC) com a carência de cuidado (CARE) desencadeia o eixo HPA numa resposta de congelamento (freeze) que vem de um senso de desamparo e desesperança. • A criança irá ficar com um olhar fixo e vidrado (envidraçado), se torna entorpecida com o terror, a fala cessará, e ela ficará complacente e evitativa, já que opióides endógenos entorpecedores da dor desencadeiam o sistema nervoso parassimpático num congelamento (ou solidificação). • Congelamento tem uma função evolucionária , já que mimica o processo de estar morto dos animais quando se pegam numa situação da qual não há escapatória. – “Uma escapatória onde não há escapatória.”
  • 20. DISSOCIAÇÃO • Esta dissociação é um estado passivo que reduz a dor, desencadeia uma imobilidade, e inibe o choro por ajuda. • Possibilita a criança de se ausentar de si mesma quando há dor física ou emocional inescapável. • Crianças expostas à violência crônica podem apresentar uma variedade de experiências dissociativas, tais como se sentir flutuando no espaço, ver a elas mesmas de uma certa distância como se estivessem apenas assistindo a um filme, ou fantasiando em serem super-herói, ao passo que crianças ainda muito jovens podem desenvolver uma imobilidade catatônica. • A dissociação pode ser muito funcional para um infante vulnerável como mecanismo de sobrevivência, mas como uma via padrão mais tarde em sua vida como adulto, se torna muito mal adaptativo, já que o indivíduo se torna separado (split off) de suas reais emoções.
  • 21. PUBERDADE • Apego e sexo usam os mesmos sistemas. • Ambos são baseados na biologia, requerem proximidade e aconchego, ambos deduzem sentimentos de afeição, ambos requerem toque, ambos geram vínculos de longo-termo, e ambos são essenciais para a sobrevivência das espécies. A única diferença é o contato genital. • O sistema sexual se edifica envolta do já desenvolvido sistema de apego, e usa o mesmo circuito. • No desenvolvimento do apego, o contato genital ocorre consigo mesmo (como na suavização de alguma tensão ou excitação interna), ao passo que no comportamento sexual, o contato genital é usualmente com outra pessoa (mas, é claro, nem sempre). • Um padrão sexual prepara a criança para o início da puberdade por volta dos 10 anos de idade, e subsequente interação sexual e experimentação sexual na adolescência.
  • 22. PUBERDADE • Crianças com apego seguro, que têm experiências de segurança em suas relações dentro e fora da família, tendem a ter um início mais tardio da puberdade por adiarem um comportamento sexual mais notório, com poucos relacionamentos onde há sexo envolvido, com poucas crianças em comparação com o grande envolvimento dos seus pais. • Crianças com o apego inseguro, onde os relacionamentos familiares tendem à rejeição, aversão, ou imprevisibilidade, tendem a apresentar início mais precoce da puberdade com menor idade em que ocorre suas primeiras experiências de caráter sexual, com baixo envolvimento dos pais nos cuidados com a criança, muitos relacionamentos instáveis e de curta duração, posterior promiscuidade sexual, e um maior número de parceiros sexuais ao longo de sua vida. – Estas características ligadas ao apego mais difícil com os pais nos levam a pensar no quanto a transmissão de problemas psicológicos através das gerações pode ser pervasiva.
  • 23. PUBERDADE • Um padrão sexual (sexual template) provê um modelo interno (ou internalizado) de como a criança irá se comportar quando adulta, e muitas pessoas desenvolvem um conhecimento de sua sexualidade no período da puberdade. • Qualquer tomada de conhecimento de uma heterossexualidade, homossexualidade, pedofilia, ou transgenerismo podem começar a emergir para o conhecimento consciente da pessoa na puberdade. • O pensamento em sexo - ou circuito da luxúria (LUST circuit) - em operação na mente de uma criança com padrão de apego inseguro tenderá a se formular num repertório que envolve ansiedade e perda (PANIC and LOSS circuits), então sexo será mais usado para reduzir os extremos de medo e raiva da pessoa (FEAR and RAGE).
  • 24. PUBERDADE • Este padrão sexual é como um “mapa do amor” com uma imagem altamente peculiar e idealizada do seu potencial parceiro no sexo. • A vandalização (bagunça) da mente da criança através do molestamento sexual pode ter consequências críticas em termos do desenvolvimento de seu repertório sexual mais tarde. • Os significados de molestamento são: afetados por moléstia, prejudicado ou ferido, maltratado, ofendido. • A ativação de um pensamento sexual (LUST circuit) quando a criança é muito jovem introduz um repertório sexual.
  • 25. PUBERDADE • A vandalização do padrão sexual não vem apenas por abuso sexual. • Quando o hemisfério direito está funcionando (online) e a via da amigdala está aberta para a ativação de emoções extremas e desreguladas, qualquer situação severa e emocionalmente aversiva pode ter um efeito de detrimento. • Estas situações podem ser de negligência, abuso emocional, abuso físico, presenciar violência doméstica, entre outras. • Trauma como resultado de estupro irá produzir as respostas mais extremas já que representam uma ameaça à sobrevivência da criança; mas menores eventos traumáticos da vida, pequenas porções assustadoras para a criança, tendem a ser omitidas (overlooked) pelos adultos.
  • 26. PUBERDADE • Uma criança com apego inseguro estará predisposta a liberar altos níveis de cortisol em tais momentos de estresse, o que não ocorre com as crianças com apego seguro. • Então, para a criança já com uma predisposição a emoções extremas e desreguladas de seus apegos inseguros, e um sistema disfuncional de cortisol vindo de estressores cedo demais na vida, em pequenos eventos podem já corromper a construção de seu repertório sexual. • Uma criança com apego seguro responderia a experiências aversivas da puberdade diferentemente; ela teria um claro entendimento de seus extremos emocionais e saberiam como deixá-los suavizados, e isso seria menos suscetível a afetar seu posterior repertório sexual. • Uma criança com apego inseguro, todavia, irá atuar (representar um papel) e replicar essa ação, à mercê de uma tirânica amigdala provocando emoções desreguladas.
  • 27. ATIVIDADE • As culturas ocidentais veem como extremamente SEXUAL desconfortável o conceito de sexualidade infantil, preferindo ENTRE romantizar o conceito da inocência infantil. AMIGOS DE INFÂNCIA E IRMÃOS • Sendo assim, há uma falta de pesquisa apropriada, com receio de que a pesquisa em si estimularia crianças para o conhecimento sexual e sua atividade. • No entanto, crianças se engajam em atividades sexuais ao longo da infância, mesmo antes de atingir a puberdade. • Normalmente essas atividades são de natureza infantil: infantes esfregam suas bocas e seus genitais quando eles querem suavizar a si mesmos diante de estados internos mais excitantes. • Então, mesmo antes da excitação sexual se tornar explícita, crianças usam um “comportamento sexual” como um meio de prover conforto.
  • 28. ATIVIDADE • Crianças na pré-puberdade brincam de jogos sexuais, SEXUAL ENTRE como brincar de médico (“você me mostra o seu que AMIGOS DE eu mostro o meu”), mas usualmente essas INFÂNCIA E brincadeiras não envolvem uma excitação sexual IRMÃOS (como no adulto). • Estimulação da área genital pode ser resultado de escalar árvore, pular enquanto sentado em galho de árvore, escorregar em traves, ou esfregar tecidos macios, produzindo sentimentos prazerosos que a criança pode curtir repetitivamente, mas não serão consideradas eróticas até certa idade a não ser que seja interpretado assim por uma criança mais velha ou um adulto. • Estes comportamentos são exploratórios, trazem conforto, diversão, e não são hostis, agressivos, ou
  • 29. ATIVIDADE • A atividade sexual entre crianças amigas ou irmãos não são SEXUAL incomuns. Elas estão curiosas sobre sexualidade e a maior parte ENTRE do tempo isso é diversão inofensiva, e podem ser acalmadas pela AMIGOS DE reação de seus pais. No entanto, alguns pais são INFÂNCIA E inapropriadamente abertos sexualmente com seus filhos, ainda IRMÃOS que não sejam abusivos fisicamente. • Podem haver insinuações sexuais, ou notórias piadas sexuais na frente da criança, pode haver material pornográfico largado em algum canto da casa visível para a criança, não ter filtro nos canais de TV ou na tela do computador, e mais gravemente deixar a criança vê-los em atividade sexual. • Os limites ainda podem ser borrados se o cuidador favorece beijos mais acalorados com a criança, encoraja uma criança mais velha a ficar na cama com a criança mais nova, ou usa métodos práticos para ensinar a criança sobre excitação sexual. • Crianças que experimentam essas quebras de limites de seus pais, estão mais propensas a quebrarem limites com outras crianças.
  • 30. ATIVIDADE • A antítese - o extremo oposto - deste comportamento SEXUAL ENTRE também pode criar dificuldade. AMIGOS DE INFÂNCIA E IRMÃOS • Pais que se recusam a conversar sobre qualquer atividade sexual com as crianças como se isso não acontecesse, podem criar mitos desnecessários envolta do sexo, principalmente ao considerarmos que nossas crianças estão rodeadas por propagandas com apelo sexual em nossa sociedade. • Então pais que desligam a TV se um casal está ficando íntimo demais ou que fazem comentários sobre sexo ser “nojento”, mais prontamente criam uma atmosfera de intensa curiosidade, opondo-se à noção de que é uma ocorrência normal entre adultos que se consentem.
  • 31. ATIVIDADE Podemos definir uma tipologia do comportamento sexual em SEXUAL crianças com menos de 12 anos de idade, variando de um ENTRE comportamento mais normal até um comportamento mais AMIGOS DE problemático: INFÂNCIA E IRMÃOS •Natural e saudável: experiências apropriadas para a idade. •Reativo sexualmente: crianças que se engajam em mais comportamento sexual do que comumente exibido pelos colegas de idade. •Crianças engajadas em comportamento sexual extenso e mútuo: com um colega que consente. •Crianças que molestam com coerção ou forçam outra criança em atos sexuais, com frequência agressivamente. – A maioria ou todas as crianças nesta categoria foram vítimas de abuso sexual ou físico ou expostas a materiais ou ambientes de sexo explícito.
  • 32. ATIVIDADE • Meninos tem maior frequência no engajamento sexual SEXUAL prematuro que meninas. ENTRE AMIGOS DE INFÂNCIA E • Muito rapidamente são rotulados como abusadores sexuais. IRMÃOS • Embora meninas também possam ter este engajamento em idades precoces, a tendência a rotulá-las de abusadoras é menor, ainda que atuem tão agressivamente como fazem os meninos. • Atividade sexual entre crianças torna-se abusiva quando envolve ofensa emocional ou física, usando coerção por ameaças, subornos, ou promessas de atenção especial afim de que se mantenha em segredo. • Sob tais circunstâncias, uma criança pode perceber uma criança mais velha, mais forte, e mais poderosa induzindo a criança mais jovem e fraca numa atividade sexual.
  • 33. ATIVIDADE • O comportamento sexual tem uma função de apego por prover SEXUAL conexão com outro indivíduo para reduzir a ansiedade e insegurança e ENTRE incrementar a auto-estima, então pode ocorrer de um irmão próximo à AMIGOS DE adolescência iniciar uma atividade de pesquisa sexual com seus irmãos INFÂNCIA E ou irmãs mais jovens antes de correr possíveis riscos na experimentação IRMÃOS sexual com colegas de sua idade. • As crianças precisam serem protegidas em tais situações. • Uma criança com padrão inseguro de apego irá incorporar qualquer experiência sexual aversiva dentro do seu próprio repertório (padrão) sexual. • Tal criança pode se tornar “reativa sexualmente”, se engajando em comportamentos sexuais impróprios para sua idade, o que deve ser uma re-encenação ou erotização do seu próprio abuso. • Ela pode não considerar a ela mesma como vítima em hipótese alguma, e pode prontamente trocar sexo por atenção, afeição, e presentes. • Isso pode levar a excessivos comentários sexuais ou brincadeiras com seus colegas, ou a molestação sexual de irmãos ou outras crianças.
  • 34. ADOLESCÊNCIA • Na adolescência há a preparação da criança para a vida adulta, através da prática e experimentações. • Até aqui, os pais proveram o contêiner para as emoções extremas e negativas da criança, mas um adolescente após a puberdade, biologicamente falando, é um adulto. • Um adolescente seguro pode se arriscar através da prática sexual e sendo assertivo em relação à sua autonomia com seus pais sem medo de rejeição ou abandono. • De fato, quanto mais suporte e autonomia são dados ao adolescente, menos propenso é à rebeldia.
  • 35. REFERÊNCIA • Allez GH. Infant Losses, Adult Searches – A Neural BIBLIOGRÁFICA and Developmental Perspective on Psychopathology and Sexual Offending – Second Edition – Karnac Books – London, 2011.