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Caro leitor.
Essa coletânea de lendas é o produto final do projeto “Uma lenda, duas
lendas, tantas lendas...”, desenvolvido pelos alunos do 5º ano C.
Os textos foram selecionados após leitura de diversas lendas e diversas
origens.
Escolhemos as lendas preferidas da turma, recontamos na roda de leitura,
reescrevemos e revisamos de forma coletiva e em duplas.
Dedicamos este livro a todos da E.M.Profº Oscar Arantes Pires, aos nossos
pais e colegas.
Agradecemos a todos que contribuíram para a confecção deste livro.
As histórias são repletas de grandes aventuras.
Leia e divirta-se!
SUMÁRIO:
O DONO DA LUZ -------------------------------------------------------------------------------------------------------- 1
A DANÇA DOS OSSOS ------------------------------------------------------------------------------------------------- 2
O NEGRINHO DO PASTOREIO -------------------------------------------------------------------------------------- 3
BEOWULF E O DRAGÃO --------------------------------------------------------------------------------------------- 4
NARCISO ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 5
VITÓRIA RÉGIA -------------------------------------------------------------------------------------------------------- 6
SANTO TOMÁS E O BOI QUE VOAVA --------------------------------------------------------------------------- 7
A LENDA DO UIRAPURU -------------------------------------------------------------------------------------------- 8
BOITATA ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 9
A LENDA DA LAGOA DAS GURARÍRAS ------------------------------------------------------------------------ 10
MARIA PAMONHA ---------------------------------------------------------------------------------------------------- 11
PAPAGAIO CRA CRA ------------------------------------------------------------------------------------------------- 12
A LENDA DO ARCO ÍRIS -------------------------------------------------------------------------------------------- 13
O CURUPIRA ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 14
SACI – PERERÊ --------------------------------------------------------------------------------------------------------- 15
MULA – SEM – CABEÇA --------------------------------------------------------------------------------------------- 16
O BOTO COR DE ROSA ---------------------------------------------------------------------------------------------- 17
LOBISOMEM ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 18
A LENDA DO GUARANÁ -------------------------------------------------------------------------------------------- 19
AUTORES --------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 20
ILUSTRADORES ------------------------------------------------------------------------------------------------------- 21
O Dono Da Luz
No principio, todo mundo vivia nas trevas. Os waraos procuravam o que comer na escuridão, a
única luz que conheciam.
Não existiam nem o dia nem à noite.
Um dia, um homem que possuíam duas filhas ficou sabendo que existia um jovem dono da luz.
Então, chamou a filha mais velha e disse:
-Vá até onde se encontra o jovem dono da luz e traga-o para mim.
Mas a filha mais velha percebeu que tinha muitos caminhos diferentes e acabou pegando o caminho
errado, mas acabou se distraindo com um veado.
Quando o Pai viu o fracasso da filha mais velha mandou a filha mais nova e sem se distrair
conseguiu chegar até o dono da luz e falou:
-Vim para ficar conhecê-lo e ser sua amiga.
O jovem gostou da aparência da menina então lhe deu a caixa com a luz.
Quando chegou com a caixa em casa a filha mais nova entregou a luz para o pai. Os outros povoados
souberam e também queriam a luz.
O pai ficou muito estressado e falou:
- Vocês querem a luz, ai a vai.
Ele deu um soco no baú, o tempo passava muito rápido dia e noite muito rápida, depois o pai teve
uma ideia ele falou pra filha mais velha para trazer-lhe uma tartaruga e o pai ofereceu ao sol.
A partir deste momento, o sol ficava esperando a tartaruga. O sol caminhava lentamente exatamente
como anda hoje em dia.
MURILO E BRENO
A Dança Dos Ossos
Há muito tempo atrás Zeca bigode andava com seu burrinho pela floresta em uma sexta-feira a noite,
e passava por um bosque onde seu tio Manoel que tinha morrido estava enterrado por ali e já ficou com
medo e disse: --Ai, meu Deus! Melhor eu não passar aqui em uma sexta-feira à noite. E bebeu um gole de
cachaça, e rezou Ave Maria, e saiu de novo.
E, quando chegou ao tumulo de seu tio Manoel saiu um esqueleto branco com ossinhos
branquíssimos pulando e girando como marionetes, de repente os ossinhos começaram a se juntar e
formaram um pé, outros ossos e formou outro esqueleto, mas faltava a cabeça que lá do alto veio e o
burrinho saiu voando e os esqueletos estavam atrás do burro, até que conseguiu chegar em casa. No dia
seguinte, Zeca estava deitado em sua cama, com a cabeça pesada e o corpo todo doído. Deste dia em diante,
nunca mais ele saiu à noite em uma sexta feira.
MATHEUS E ISABELA
O NEGRINHO DO PASTOREIO
No tempo dos escravos, havia um estancieiro muito ruim, que levava tudo em relho e gritos.
Naqueles fins de mundo não havia cerca de arame, apenas pedras para cima para marcar os terrenos.
Nessa fazenda existia um escravo chamado Negrinho do pastoreio. Ele cuidava dos baios e dos
outros animais e apanhava uma barbaridade.
Um dia fugiu um cavalo e o dono da fazenda mandou o Negrinho busca-lo, depois de muito apanhar.
Quando foi procurar o baio que tinha fugido, agarrou num toquinho de vela e um naco de fumo.
Como foi chegando, voltou para a casa sem o baio e apanhou mais ainda. Acabou morrendo, ou parecendo
morrer.
O estancieiro mandou abrir uma panela de formigueiro e jogar o pobre menino la dentro e depois de
um dia foi ver o Negrinho. Abriu a panela do formigueiro e ele estava de pé, com a pele lisa, sem nenhuma
marca de chicotada. Ao seu lado estava a Virgem Nossa Senhora, o baio e outros animais.
O estancieiro jogou – se aos pés do Negrinho, que nada falou. Ele beijou a mão de Nossa Senhora,
montou em seu baio e conduziu a tropilha.
Desde este dia, ficou conhecido com o achador das coisas perdidas. E não custa caro, só basta
acender uma vela e um naco de fumo e jogar em um canto qualquer.
BRUNO e ENRICO
Beowulfe o Dragão
Antigamente, havia um homem sábio nos tempos de paz ele morava em um castelo esplendido. Ele
era convidado para muitas festas e um rei dinamarquês que dava muitas festas em seu castelo.
Em um dia de festa apareceu Grandel o Dragão e engoliu o primeiro homem e gostou tanto do
sangue humano que continuou a atacar os homens nos dias de festa.
O castelo ficou abandonado e depois de doze anos a noticia chegou a Beowulf e o rei reuniu quatorze
homens e foi para a Dinamarca deter este dragão que atacava o castelo.
Eles estavam festejando quando Grandel apareceu, mas Beowulf apertou a sua garganta e arrastou o
dragão ate o lago e lá o dragão morreu.
No fundo do lago havia um feiticeiro que era a mãe de Grandel sentada em cima de ossos humanos.
Ela atacou Beowulf, mas ele foi mais rápido e cortou a garganta da bruxa com sua espada mas ela
continuou a atacar Beowulf mas ele avistou uma espada enorme, agarrou a e cortou a garganta da bruxa.
Do lado ele viu a cabeça de Grandel e também cortou sua garganta, mas ele sentiu saudade de sua
terra e já que seu tio tinha acabado de morrer.
Mas quando soube que o mal do castelo voltou ele juntou sua tropa e foi para a Dinamarca e quando
chegou o monstro estava a sua espera com chamas saindo pela sua garganta e Beowulf apertou sua garganta,
mas ele foi atingido e sentiu uma dor insuportável quando escutou uma voz que falou:
__Estou ao seu lado meu rei disse Wiglaf, mas Beowulf morreu e Wiglaf trouxe paz a seu povo e
continuo a acabar com o mal na Dinamarca como Beowulf fazia para salvar as pessoas do mal.
FELIPE E JOÃO BRENO
NARCISO
Há muitos anos, na floresta, passeava Narciso, ele era filho do rio Kiphissos. O rapaz era muito,
bonito, porém tinha um gênio frio e egoísta de ser.
Ele sempre dizia que seu coração nunca seria ferido pelas flechas de Eros, filho de Afrodite, pois
nunca se apaixonaria por ninguém.
Foi assim até o dia em que a Ninfa Eco o viu e se apaixonou.
Ela era maravilhosa, mas tinha um problema, não falava, só conseguia repetir as ultimas silabas das
palavras que ouvia.
Narciso perguntou:
- Quem está ai?
- Ai, ai.
- Vamos, quero ver você!
- Ver você!
Então a Ninfa se aproximou, e nem a beleza e o misterioso brilho nos olhos da Ninfa, amoleceram o
coração de Narciso.
- Saia daqui! Eu não nasci para ser igual a você. Sua tola!
- Sua tola! Repetiu ela, fingindo de vergonha.
A deusa do amor não podia deixar isso de lado.
Um dia, Narciso estava na floresta e sentiu sede. Por isso parou e viu um lago, quando foi se abaixar
para beber, ele foi atingido pela flecha e se aplainou pela sua imagem.
Ele ficava lá, tentando e tentando, porque sempre que se abaixava a imagem sumia. Até que um dia
ele não aguentou mais e morreu.
A Ninfa viu e começou a chorar. No dia seguinte Narciso não estava lá, mais em seu lugar tinha uma
flor, que é conhecida como: Narciso, a flor da noite.
LAYSLA E ANA JULIA
Vitória Régia
Conta a lenda que, uma enorme folha boiava nas águas, nasceu o curumim, um raio, caiu em uma
seringueira e dilacerou o tronco da árvore.
Se alguém tem que corta – lá é meu filho que nasceu, hoje, ele será forte como o raio ele cortará a árvore
e fará seu ubá.
Nos seus sete anos caminhavam perto do rio quando veio uma vitória – régia imaginou navegando em
cima dela, os índios eram muito cautelosos em subir na planta, ele subiu e fez suas mãos de remos, sua mãe
e outras moças ele disse:
- Mãe, já tenho um barco posso pescar no rio?
A mãe disse:
- Barco? Mas isso é apenas um uapê uma índia que foi transformada por tupã
- Então não é um barco?
- Meu filho, você fará seu barco isso é apenas uma folha, Naia que se apaixonou pela lua
- Mãe conta essa história aí.
- Vou contar uma vez, uma formosa índia Naia se apaixonou pela lua ela tentava alcança – lá e não
conseguia um dia viu o reflexo da lua no rio, pulou no rio e morreu afogado, tupã por pena da formosa índia
a transformou em uma flor. Meu filho corte aquela árvore vencida pelo raio e faz o seu ubá, e deixe a flor
em paz.
Gustavo e Pedro Henrique Santarelli de Oliveira
Santo Tomás e o boi que voava
Conta à lenda, que na ordem de São Domingos, achando Santo Tomás de Aquino na sua cela, no
convento de São Jacques, debruçado sobre obscuros manuscritos medievais, entrou ali, um frade folgazão,
que foi falando com escândalo:
- Venha ver irmão Tomás, venha ver um boi voando!
Tranquilamente, o Santo se levantou de seu banco e foi para o átrio do mosteiro, olhando para o céu
o frade começou a rir...
- Ora Tomás, como é tão tolo de acreditar que um boi pode voar?
- Porque não? Eu prefiro admitir que um boi voasse a um religioso pudesse mentir.
ENRICO e BRUNO
A lenda do Uirapuru
Contam que lá na Região Norte há muito tempo... Havia duas melhores amigas, uma chamada
Moema e a outra se chamava Juçara as duas se apaixonaram por Peri um guerreiro da sua tribo. Mas
nenhuma falava de seu amor para a outra, até que em um troca-troca de segredos as duas descobriram que
amavam o mesmo índio.
Aí pediram ajuda para o shamã da sua tribo, o shamã falou com Peri que respondeu:
- Amanhã as duas tentarão acertar um pássaro com flechas e quem acertar se casará comigo.
E assim aconteceu, e Juçara ganhou e se casou com Peri.
Moema estava triste e pediu para que o Tupã a transformasse em um pássaro chamado Uirapuru para
ver Juçara, mas na forma de ave. Quando olhava, a sua amiga chorava. Assim ela ganhou uma bela voz e
sempre que alguém fica triste ela canta para esta pessoa na floresta.
Pedro Henrique P. e Olésio C. Junior
Boitatá
Essa lenda é contada por varias regiões do Brasil, e de várias formas.
A lenda do boitatá foi feita por um padre chamado José de Anchieta, ele descreveu o boitatá como
uma grande cobra de fogo, com olhos que parecem duas luzes fortes e couro transparente que brilha nas
noites, andando na beira do rio.
A lenda fala que o boitatá pode se transformar em tora de brasa para punir quem, pois fogo na mata.
Quem se depara com o boitatá pode ficar, louco ou pode morrer, assim quem se deparar com o
boitatá deve ficar com os olhos bem fechados e sem respirar.
EMILY E NICOLAS
A LENDA DA LAGOA DOS GUARAIRAS
Certo índio da aldeia das Guaraíras, em um momento de retorno esquecido das lições matou uma
criança e a comeu.
O povo da pequena aldeia reagiu, não preocupavam aquela altura prejudicarem o trabalho, mas a
superfície Jesuítica.
Os superiores da missão não puderam omitir na circunstancia, mas não podiam usar de violência,
segundo a norma adotada nos métodos da catequese dos discípulos de Santo Inácio.
E mandou que o índio ficasse dentro da água até ser chamado.
Assim o índio ficou lá, e não foi mais encontrado.
Foi quando viu nas águas um peixe-boi indo e vindo de um lado para o outro. Alta noite o que ouvia
subindo das águas salgadas um gemido.
O castigo poderia perdurar por anos segundo a sentença dos missionários.
Antes mesmo de eles lançarem a rede, o peixe-boi aparecia velejando a canoa com toda a
velocidade possível.
E quando a marreta se erguia, via-se ao reflexo da luz o dorso do peixe-boi que subia à superfície.
Pedro Henrique P. e Olésio C. Junior
MARIA PAMONHA
Certo dia apareceu uma menina na casa grande toda suja e muito faminta.
Ela ficou vários dias sem que a dona da casa grande soubesse.
Os meninos da fazenda perguntaram-lhe:
- Como é o seu nome?
E ela com aquela vozinha fina respondeu:
- Maria.
E os moleques ficaram zombando:
Maria, Maria Pamonha, Maria, Maria Pamonha.
Um dia o filho da patroa estava se arrumando para o baile. A Maria pediu-lhe:
- Me leva no baile.
O filho da patroa ficou irritado e falou:
- Você quer dançar comigo? Saia daqui ou você quer levar uma cintada?
Quando o rapaz foi para o baile a Maria tomou banho no poço e passou um capim cheiroso.
Ela entrou na casa e pegou um vestido da filha da patroa. E quando chegou no baile o rapaz ficou de
boca aberta com a beleza dela, quando chegou em casa o rapaz não parava de falar dela para a mãe.
No dia seguinte, ele procurou ela pelas fazendas vizinhas e não a encontrou, ai ele foi convidado
para outro baile e a Maria pediu-lhe:
- Me leva no baile! O rapaz disse:
- Sai daqui ou quer levar uma espetada?
Quando o rapaz foi para o baile, a Maria foi para o poço e tomou banho e ela pegou um capim
cheiroso, o vestido da filha da patroa e foi para o baile.
O moço se impressionou com a beleza de Maria.
Todos queriam dançar com ela e o filho da patroa dançou com ela e deu-lhe um anel.
No outro dia, o rapaz ficou doente porque não a encontrou.
A patroa foi no quarto e viu que ela estava com febre e foi fazer um mingau, e a Maria pediu para
ela fazer o mingau. A patroa disse:
- Meu filho não vai querer seu mingau e a Maria implorou ate que a patroa deixou.
A Maria fez o mingau e colocou o anel dentro do prato.
O filho da patroa estava comendo e viu o anel, e perguntou para a mãe:
- Quem fez o meu mingau? Foi a Maria.
Ele casou na hora e ficaram juntos pra sempre.
ANA JÚLIA E LAYSLA
PAGAGAIO CRA-CRA
Em um vilarejo há muito tempo morava um menino muito guloso, tudo que via queria comer e nem
mastigava.
Um dia, sua mãe pegou uma fruta que se chamava batoí. A mãe colocou no fogo e o menino
comeu, mas estava muito quente, e essa fruta não poderia ser comida quente por que queimava a garganta.
Quando ele comeu a fruta, sua garganta começou a queimar, e ele tentou vomitar a fruta que tinha
comido, ele estava tentando tirar ela da garganta, fazia sons que pareciam um crá, crá, crá...
E começou a coçar a garganta, cresceram penas e também as asas. Que o transformou em um
pássaro.
E dizem que ate hoje ainda ouve o grito do papagaio cra-cra.
MANUELA
A LENDA DO ARCO-IRIS
Depois de muito tempo de noivado, chega o dia do casamento da raposa.
Como o leão devia-lhe algumas coisas para a raposa foi-lhe arrancar-lhe alguma coisa.
O leão agradeceu o convite, prometeu e disse:
-Devo-lhe vários favores, dona raposa. Por isso deixo que você escolha no dia do seu casamento que
faça sol ou chuva?
Como você deve saber o sol é bom para os festejos e a chuva trás felicidade.
A raposa ficou em duvida: se fizer sol todos os bichos irão à festa e eu muitos presentes, mas talvez
não encontraria a felicidade que a chuva traz.
Compadre leão em seu trono de rei dos animais esperou um tanto impaciente. A comadre sabida
meditou. Parece ter encontrado um problema difícil.
O leão perguntava sol ou chuva?
Depois de um tempo, a raposa com brilho de satisfação nos olhos, decidiu que queria sol e chuva ao
mesmo tempo.
-A senhora manda comadre.
-Concordou o leão, todo gentil.
No dia do casamento o sol estava lá e a bicharada carregada de presentes no final da tarde começou
a chover. Os bichos ficaram assustados.
-Como sol e chuva
E ficaram mais assustados quando viram um arco com sete cores no céu.
Vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul anil e violeta.
ANA JULIA
O Curupira (Lenda indígena)
Ressoa ruidoso barulho pela mata a fora.
É o Curupira com o seu machado, feito de casco de jabuti, ele bate fortemente no tronco para ver se as
árvores estão firmes, para ver se elas vão resistir aos ventos e tempestades.
Ele conhece todos os segredos da floresta sabe até os segredos das plantas.
Esconde os animais e caçadores indefesos, ele apaga os rastros e dissolve no ar os cheiros.
E poucas vezes, ajuda os homens.
O Curupira é moleque, feioso, muito pequeno e peludo. Seus dentes são verdes, suas orelhas são pontudas
ele é muito esquisito.
Os pés dele são virados para trás.
Ele é muito esperto, confunde com as pegadas quem o persegue.
E nunca se sabe quando vai ou vem, porque suas pegadas enganam.
Ele vive bem no meio da floresta no oco dos paus.
E se ele ganha fumo para seu pito, é ate capaz de ajudar os homens a encontrarem seus caminhos ou ensinar
seus segredos, da mata.
Se ele ouvia mau humor e se viu algumas maldade feita aos animais e as planta, imita a voz dos quadrupedes
ou pio das aves e atrai e engana os caçadores.
Leva-os para bem longe, então deixa-os perdidos.
Ele protege principalmente os animais que vivem em grupos.
Talvez o Curupira saiba que o bando sentirá muito a falta do companheiro perdido.
Se o caçador não lhe obedece, podre dele.
O Curupira não perdoara.
BRENO
Saci-Pererê
Conta a lenda que o saci é um neguinho muito danado e tem uma perna só.
À noite ele gosta de queimar a comida dos outros, dar nó em rabos de cavalos e espantar as galinhas
do galinheiro, deixando-as apavoradas.
Se quiser um dia pegá-lo, é só esperar um dia de bastante ventania. Quando você vir o seu
redemoinho, pegue uma garrafa com tampa e coloque no redemoinho.
Retire o chapéu dele porque sem o chapéu o saci não é nada.
Enquanto ele estiver preso, ele não aparecerá de dia, só aparecerá à noite.
Se você acordar no meio da noite e vir o saci, tenho certeza que ele vai implorar dizendo que vai
parar de aprontar. É mentira porque esse neguinho nunca vai deixar de ser bagunceiro!
VICTOR
Mula-sem-cabeça
Diz a lenda que há muitos anos uma mulher se casou com um padre e como castigo se transformou
em uma mula-sem-cabeça.
O feitiço só se quebrará se um homem arrancar seu casco.
Uma mulher não acreditou na maldição e se atreveu a se casar com um padre. À noite ela olhou para
lua e se transformou em uma mula que não tinha cabeça.
No dia seguinte ela estava normal, mas à noite ela se transformou novamente e saiu para a floresta.
Um homem corajoso foi até ela e salvou-a.
Nunca mais ela se atreveu a não acreditar nas lendas acontecidas na região.
PEDRO SANTARELI
O Boto cor de rosa
Há muito tempo havia um boto rosa que se transformava em homem para ir aos bailes.
Ele atraía as moças com seu olhar fundo, marcava a hora do amanhecer para as donzelas irem se
encontrar com ele perto do rio.
Chegando lá, o homem percebia que tinha alguém por perto e se transformava em boto de novo. As
donzelas apaixonadas ficavam esperando...
JOÃO BRENO
Lobisomem
Há muito tempo, em um sítio muito distante da cidade rondava um homem muito esquisito e tinha
gente que falava que ele se transformava em lobisomem.
Lá pela meia-noite os vizinhos escutaram um barulho que vinha lá do galinheiro.
No dia seguinte, quando foram olhar o galinheiro, faltava uma galinha e no caminho da estrada eles
acharam aquela galinha morta. Estava sem cabeça. Os vizinhos procuraram o bicho que tinha feito aquilo.
Depois de muito tempo, conseguiram achar. Eles descobriram que era o lobisomem.
Um dos vizinhos matou o lobisomem com uma bala de prata. Depois de morta, a fera voltou a ser
homem.
FELIPE
LENDA DO GUARANÁ
Das tribos de mutôcuri eram prósperos os males. Venciam as guerras, as colheitas eram fartas, as
pescas abundantes e as doenças raras.
Todo esse bem estar, diziam eles decorrer da presença de um certo Curumim e por isso, atenção e os
cuidados que lhe desprezaram eram enormes. Se ele ia pescar, os pescadores iam juntos com ele para
defendê-lo de aguas infestadas de piranhas, cobras e crocodilos.
Um dia, a segurança foi burlada pelo gênio do mal, disfarçado de cascavel, num bote certeiro, atingiu
o Curumim, que foi morrendo aos poucos. O desespero era tanto que se ouviam gritos para todos os lados,
até Tupã atender aos pedidos e dizer:
- Tirem os olhos do menino e enterrem bem firmes, durante quatro luas e reguem com lágrimas. Os
índios fizeram o que Tupã mandou e do olho do Curumim nasceu uma planta, a planta da vida, que dava
energia dos mais velhos aos mais jovens. Essa fruta é vermelha com o desenho de um olho.
PEDRO H. PINHEIRO
A LENDA DA COBRA NORATO
Conta-se que uma índia engravidou da Boiúna e quando as crianças nasceram a mãe percebeu que
eram duas.
Já o irmão, que se chamava Norato, era meigo e bondoso. Ele fazia de tudo para salvar os
pescadores, o que fazia crescer um ódio incontrolável em sua irmã. Um dia eles tiveram uma grande briga,
em que Honorato ficou cego e sua irmã morreu.
Finalmente as pessoas ficaram livres das suas maldades.
Desse dia em diante, Norato passou a viver ainda mais sozinho. Seu grande desejo era virar humano.
Existia uma forma de realizar este sonho, mas Norato precisava da ajuda de alguém muito corajoso. Esta
pessoa deveria derramar "leite materno" na cabeça da cobra, mas ninguém tinha coragem de chegar perto
dele para realizar a simpatia. Um dia, um soldado de uma cidade distante chegou naquela região e ficou
sabendo de Norato. Sem pensar duas vezes ele procurou a cobra e fez o que era preciso.
Norato, a partir deste dia, se livrou da sua maldição e em agradecimento virou soldado também.
ALEXIA
AUTORES:
ALEXIA GONÇALVES FERREIRA
ANA JULIA CARVALHO TANGI
BRENO DAVANZO BERTELLLI CAPUCCI
EMILY SOFIA MORENO BATISTA
ENRICO JOSÉ SANTOS BERTONI
FELIPE ANDRÉ DE GRANDE OLIVEIRA
GUSTAVO HENRIQUE DA SILVA CAMPOS
JOÃO BRENO DOS SANTOS CRISTINO
LAYSLA SANTIAGO DE SOUZA ROSA
MANUELA DE ALMEIDA SANTANA
MATHEUS KELLVIN FERREIRA BUENO
MURILO HENRIQUE DE PAULA LIMA
OLESIO CUNTO JUNIOR
PEDRO HENRIQUE PINHEIRO
PEDRO HENRIQUE SANTARELLI DE OLIVEIRA
YASMIN REZENDE DE ALMEIDA GOMES
ISABELA FONSECA MACHADO
VICTOR PAULO ALVES DOS SANTOS DE OLIVEIRA
ILUSTRADORES:
ALEXIA GONÇALVES FERREIRA
ANA JULIA CARVALHO TANGI
BRENO DAVANZO BERTELLLI CAPUCCI
EMILY SOFIA MORENO BATISTA
ENRICO JOSÉ SANTOS BERTONI
FELIPE ANDRÉ DE GRANDE OLIVEIRA
GUSTAVO HENRIQUE DA SILVA CAMPOS
JOÃO BRENO DOS SANTOS CRISTINO
LAYSLA SANTIAGO DE SOUZA ROSA
MANUELA DE ALMEIDA SANTANA
MATHEUS KELLVIN FERREIRA BUENO
MURILO HENRIQUE DE PAULA LIMA
OLESIO CUNTO JUNIOR
PEDRO HENRIQUE PINHEIRO
PEDRO HENRIQUE SANTARELLI DE OLIVEIRA
YASMIN REZENDE DE ALMEIDA GOMES
ISABELA FONSECA MACHADO
VICTOR PAULO ALVES DOS SANTOS DE OLIVEIRA
ANGELA
GESEKA

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A Lenda da Vitória-Régia

  • 1.
  • 2. Caro leitor. Essa coletânea de lendas é o produto final do projeto “Uma lenda, duas lendas, tantas lendas...”, desenvolvido pelos alunos do 5º ano C. Os textos foram selecionados após leitura de diversas lendas e diversas origens. Escolhemos as lendas preferidas da turma, recontamos na roda de leitura, reescrevemos e revisamos de forma coletiva e em duplas. Dedicamos este livro a todos da E.M.Profº Oscar Arantes Pires, aos nossos pais e colegas. Agradecemos a todos que contribuíram para a confecção deste livro. As histórias são repletas de grandes aventuras. Leia e divirta-se!
  • 3. SUMÁRIO: O DONO DA LUZ -------------------------------------------------------------------------------------------------------- 1 A DANÇA DOS OSSOS ------------------------------------------------------------------------------------------------- 2 O NEGRINHO DO PASTOREIO -------------------------------------------------------------------------------------- 3 BEOWULF E O DRAGÃO --------------------------------------------------------------------------------------------- 4 NARCISO ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 5 VITÓRIA RÉGIA -------------------------------------------------------------------------------------------------------- 6 SANTO TOMÁS E O BOI QUE VOAVA --------------------------------------------------------------------------- 7 A LENDA DO UIRAPURU -------------------------------------------------------------------------------------------- 8 BOITATA ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 9 A LENDA DA LAGOA DAS GURARÍRAS ------------------------------------------------------------------------ 10 MARIA PAMONHA ---------------------------------------------------------------------------------------------------- 11 PAPAGAIO CRA CRA ------------------------------------------------------------------------------------------------- 12 A LENDA DO ARCO ÍRIS -------------------------------------------------------------------------------------------- 13 O CURUPIRA ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 14 SACI – PERERÊ --------------------------------------------------------------------------------------------------------- 15 MULA – SEM – CABEÇA --------------------------------------------------------------------------------------------- 16 O BOTO COR DE ROSA ---------------------------------------------------------------------------------------------- 17 LOBISOMEM ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 18 A LENDA DO GUARANÁ -------------------------------------------------------------------------------------------- 19 AUTORES --------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 20 ILUSTRADORES ------------------------------------------------------------------------------------------------------- 21
  • 4. O Dono Da Luz No principio, todo mundo vivia nas trevas. Os waraos procuravam o que comer na escuridão, a única luz que conheciam. Não existiam nem o dia nem à noite. Um dia, um homem que possuíam duas filhas ficou sabendo que existia um jovem dono da luz. Então, chamou a filha mais velha e disse: -Vá até onde se encontra o jovem dono da luz e traga-o para mim. Mas a filha mais velha percebeu que tinha muitos caminhos diferentes e acabou pegando o caminho errado, mas acabou se distraindo com um veado. Quando o Pai viu o fracasso da filha mais velha mandou a filha mais nova e sem se distrair conseguiu chegar até o dono da luz e falou: -Vim para ficar conhecê-lo e ser sua amiga. O jovem gostou da aparência da menina então lhe deu a caixa com a luz. Quando chegou com a caixa em casa a filha mais nova entregou a luz para o pai. Os outros povoados souberam e também queriam a luz. O pai ficou muito estressado e falou: - Vocês querem a luz, ai a vai. Ele deu um soco no baú, o tempo passava muito rápido dia e noite muito rápida, depois o pai teve uma ideia ele falou pra filha mais velha para trazer-lhe uma tartaruga e o pai ofereceu ao sol. A partir deste momento, o sol ficava esperando a tartaruga. O sol caminhava lentamente exatamente como anda hoje em dia. MURILO E BRENO
  • 5. A Dança Dos Ossos Há muito tempo atrás Zeca bigode andava com seu burrinho pela floresta em uma sexta-feira a noite, e passava por um bosque onde seu tio Manoel que tinha morrido estava enterrado por ali e já ficou com medo e disse: --Ai, meu Deus! Melhor eu não passar aqui em uma sexta-feira à noite. E bebeu um gole de cachaça, e rezou Ave Maria, e saiu de novo. E, quando chegou ao tumulo de seu tio Manoel saiu um esqueleto branco com ossinhos branquíssimos pulando e girando como marionetes, de repente os ossinhos começaram a se juntar e formaram um pé, outros ossos e formou outro esqueleto, mas faltava a cabeça que lá do alto veio e o burrinho saiu voando e os esqueletos estavam atrás do burro, até que conseguiu chegar em casa. No dia seguinte, Zeca estava deitado em sua cama, com a cabeça pesada e o corpo todo doído. Deste dia em diante, nunca mais ele saiu à noite em uma sexta feira. MATHEUS E ISABELA
  • 6. O NEGRINHO DO PASTOREIO No tempo dos escravos, havia um estancieiro muito ruim, que levava tudo em relho e gritos. Naqueles fins de mundo não havia cerca de arame, apenas pedras para cima para marcar os terrenos. Nessa fazenda existia um escravo chamado Negrinho do pastoreio. Ele cuidava dos baios e dos outros animais e apanhava uma barbaridade. Um dia fugiu um cavalo e o dono da fazenda mandou o Negrinho busca-lo, depois de muito apanhar. Quando foi procurar o baio que tinha fugido, agarrou num toquinho de vela e um naco de fumo. Como foi chegando, voltou para a casa sem o baio e apanhou mais ainda. Acabou morrendo, ou parecendo morrer. O estancieiro mandou abrir uma panela de formigueiro e jogar o pobre menino la dentro e depois de um dia foi ver o Negrinho. Abriu a panela do formigueiro e ele estava de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca de chicotada. Ao seu lado estava a Virgem Nossa Senhora, o baio e outros animais. O estancieiro jogou – se aos pés do Negrinho, que nada falou. Ele beijou a mão de Nossa Senhora, montou em seu baio e conduziu a tropilha. Desde este dia, ficou conhecido com o achador das coisas perdidas. E não custa caro, só basta acender uma vela e um naco de fumo e jogar em um canto qualquer. BRUNO e ENRICO
  • 7. Beowulfe o Dragão Antigamente, havia um homem sábio nos tempos de paz ele morava em um castelo esplendido. Ele era convidado para muitas festas e um rei dinamarquês que dava muitas festas em seu castelo. Em um dia de festa apareceu Grandel o Dragão e engoliu o primeiro homem e gostou tanto do sangue humano que continuou a atacar os homens nos dias de festa. O castelo ficou abandonado e depois de doze anos a noticia chegou a Beowulf e o rei reuniu quatorze homens e foi para a Dinamarca deter este dragão que atacava o castelo. Eles estavam festejando quando Grandel apareceu, mas Beowulf apertou a sua garganta e arrastou o dragão ate o lago e lá o dragão morreu. No fundo do lago havia um feiticeiro que era a mãe de Grandel sentada em cima de ossos humanos. Ela atacou Beowulf, mas ele foi mais rápido e cortou a garganta da bruxa com sua espada mas ela continuou a atacar Beowulf mas ele avistou uma espada enorme, agarrou a e cortou a garganta da bruxa. Do lado ele viu a cabeça de Grandel e também cortou sua garganta, mas ele sentiu saudade de sua terra e já que seu tio tinha acabado de morrer. Mas quando soube que o mal do castelo voltou ele juntou sua tropa e foi para a Dinamarca e quando chegou o monstro estava a sua espera com chamas saindo pela sua garganta e Beowulf apertou sua garganta, mas ele foi atingido e sentiu uma dor insuportável quando escutou uma voz que falou: __Estou ao seu lado meu rei disse Wiglaf, mas Beowulf morreu e Wiglaf trouxe paz a seu povo e continuo a acabar com o mal na Dinamarca como Beowulf fazia para salvar as pessoas do mal. FELIPE E JOÃO BRENO
  • 8. NARCISO Há muitos anos, na floresta, passeava Narciso, ele era filho do rio Kiphissos. O rapaz era muito, bonito, porém tinha um gênio frio e egoísta de ser. Ele sempre dizia que seu coração nunca seria ferido pelas flechas de Eros, filho de Afrodite, pois nunca se apaixonaria por ninguém. Foi assim até o dia em que a Ninfa Eco o viu e se apaixonou. Ela era maravilhosa, mas tinha um problema, não falava, só conseguia repetir as ultimas silabas das palavras que ouvia. Narciso perguntou: - Quem está ai? - Ai, ai. - Vamos, quero ver você! - Ver você! Então a Ninfa se aproximou, e nem a beleza e o misterioso brilho nos olhos da Ninfa, amoleceram o coração de Narciso. - Saia daqui! Eu não nasci para ser igual a você. Sua tola! - Sua tola! Repetiu ela, fingindo de vergonha. A deusa do amor não podia deixar isso de lado. Um dia, Narciso estava na floresta e sentiu sede. Por isso parou e viu um lago, quando foi se abaixar para beber, ele foi atingido pela flecha e se aplainou pela sua imagem. Ele ficava lá, tentando e tentando, porque sempre que se abaixava a imagem sumia. Até que um dia ele não aguentou mais e morreu. A Ninfa viu e começou a chorar. No dia seguinte Narciso não estava lá, mais em seu lugar tinha uma flor, que é conhecida como: Narciso, a flor da noite. LAYSLA E ANA JULIA
  • 9. Vitória Régia Conta a lenda que, uma enorme folha boiava nas águas, nasceu o curumim, um raio, caiu em uma seringueira e dilacerou o tronco da árvore. Se alguém tem que corta – lá é meu filho que nasceu, hoje, ele será forte como o raio ele cortará a árvore e fará seu ubá. Nos seus sete anos caminhavam perto do rio quando veio uma vitória – régia imaginou navegando em cima dela, os índios eram muito cautelosos em subir na planta, ele subiu e fez suas mãos de remos, sua mãe e outras moças ele disse: - Mãe, já tenho um barco posso pescar no rio? A mãe disse: - Barco? Mas isso é apenas um uapê uma índia que foi transformada por tupã - Então não é um barco? - Meu filho, você fará seu barco isso é apenas uma folha, Naia que se apaixonou pela lua - Mãe conta essa história aí. - Vou contar uma vez, uma formosa índia Naia se apaixonou pela lua ela tentava alcança – lá e não conseguia um dia viu o reflexo da lua no rio, pulou no rio e morreu afogado, tupã por pena da formosa índia a transformou em uma flor. Meu filho corte aquela árvore vencida pelo raio e faz o seu ubá, e deixe a flor em paz. Gustavo e Pedro Henrique Santarelli de Oliveira
  • 10. Santo Tomás e o boi que voava Conta à lenda, que na ordem de São Domingos, achando Santo Tomás de Aquino na sua cela, no convento de São Jacques, debruçado sobre obscuros manuscritos medievais, entrou ali, um frade folgazão, que foi falando com escândalo: - Venha ver irmão Tomás, venha ver um boi voando! Tranquilamente, o Santo se levantou de seu banco e foi para o átrio do mosteiro, olhando para o céu o frade começou a rir... - Ora Tomás, como é tão tolo de acreditar que um boi pode voar? - Porque não? Eu prefiro admitir que um boi voasse a um religioso pudesse mentir. ENRICO e BRUNO
  • 11. A lenda do Uirapuru Contam que lá na Região Norte há muito tempo... Havia duas melhores amigas, uma chamada Moema e a outra se chamava Juçara as duas se apaixonaram por Peri um guerreiro da sua tribo. Mas nenhuma falava de seu amor para a outra, até que em um troca-troca de segredos as duas descobriram que amavam o mesmo índio. Aí pediram ajuda para o shamã da sua tribo, o shamã falou com Peri que respondeu: - Amanhã as duas tentarão acertar um pássaro com flechas e quem acertar se casará comigo. E assim aconteceu, e Juçara ganhou e se casou com Peri. Moema estava triste e pediu para que o Tupã a transformasse em um pássaro chamado Uirapuru para ver Juçara, mas na forma de ave. Quando olhava, a sua amiga chorava. Assim ela ganhou uma bela voz e sempre que alguém fica triste ela canta para esta pessoa na floresta. Pedro Henrique P. e Olésio C. Junior
  • 12. Boitatá Essa lenda é contada por varias regiões do Brasil, e de várias formas. A lenda do boitatá foi feita por um padre chamado José de Anchieta, ele descreveu o boitatá como uma grande cobra de fogo, com olhos que parecem duas luzes fortes e couro transparente que brilha nas noites, andando na beira do rio. A lenda fala que o boitatá pode se transformar em tora de brasa para punir quem, pois fogo na mata. Quem se depara com o boitatá pode ficar, louco ou pode morrer, assim quem se deparar com o boitatá deve ficar com os olhos bem fechados e sem respirar. EMILY E NICOLAS
  • 13. A LENDA DA LAGOA DOS GUARAIRAS Certo índio da aldeia das Guaraíras, em um momento de retorno esquecido das lições matou uma criança e a comeu. O povo da pequena aldeia reagiu, não preocupavam aquela altura prejudicarem o trabalho, mas a superfície Jesuítica. Os superiores da missão não puderam omitir na circunstancia, mas não podiam usar de violência, segundo a norma adotada nos métodos da catequese dos discípulos de Santo Inácio. E mandou que o índio ficasse dentro da água até ser chamado. Assim o índio ficou lá, e não foi mais encontrado. Foi quando viu nas águas um peixe-boi indo e vindo de um lado para o outro. Alta noite o que ouvia subindo das águas salgadas um gemido. O castigo poderia perdurar por anos segundo a sentença dos missionários. Antes mesmo de eles lançarem a rede, o peixe-boi aparecia velejando a canoa com toda a velocidade possível. E quando a marreta se erguia, via-se ao reflexo da luz o dorso do peixe-boi que subia à superfície. Pedro Henrique P. e Olésio C. Junior
  • 14. MARIA PAMONHA Certo dia apareceu uma menina na casa grande toda suja e muito faminta. Ela ficou vários dias sem que a dona da casa grande soubesse. Os meninos da fazenda perguntaram-lhe: - Como é o seu nome? E ela com aquela vozinha fina respondeu: - Maria. E os moleques ficaram zombando: Maria, Maria Pamonha, Maria, Maria Pamonha. Um dia o filho da patroa estava se arrumando para o baile. A Maria pediu-lhe: - Me leva no baile. O filho da patroa ficou irritado e falou: - Você quer dançar comigo? Saia daqui ou você quer levar uma cintada? Quando o rapaz foi para o baile a Maria tomou banho no poço e passou um capim cheiroso. Ela entrou na casa e pegou um vestido da filha da patroa. E quando chegou no baile o rapaz ficou de boca aberta com a beleza dela, quando chegou em casa o rapaz não parava de falar dela para a mãe. No dia seguinte, ele procurou ela pelas fazendas vizinhas e não a encontrou, ai ele foi convidado para outro baile e a Maria pediu-lhe: - Me leva no baile! O rapaz disse: - Sai daqui ou quer levar uma espetada? Quando o rapaz foi para o baile, a Maria foi para o poço e tomou banho e ela pegou um capim cheiroso, o vestido da filha da patroa e foi para o baile. O moço se impressionou com a beleza de Maria. Todos queriam dançar com ela e o filho da patroa dançou com ela e deu-lhe um anel. No outro dia, o rapaz ficou doente porque não a encontrou. A patroa foi no quarto e viu que ela estava com febre e foi fazer um mingau, e a Maria pediu para ela fazer o mingau. A patroa disse: - Meu filho não vai querer seu mingau e a Maria implorou ate que a patroa deixou. A Maria fez o mingau e colocou o anel dentro do prato. O filho da patroa estava comendo e viu o anel, e perguntou para a mãe: - Quem fez o meu mingau? Foi a Maria. Ele casou na hora e ficaram juntos pra sempre. ANA JÚLIA E LAYSLA
  • 15. PAGAGAIO CRA-CRA Em um vilarejo há muito tempo morava um menino muito guloso, tudo que via queria comer e nem mastigava. Um dia, sua mãe pegou uma fruta que se chamava batoí. A mãe colocou no fogo e o menino comeu, mas estava muito quente, e essa fruta não poderia ser comida quente por que queimava a garganta. Quando ele comeu a fruta, sua garganta começou a queimar, e ele tentou vomitar a fruta que tinha comido, ele estava tentando tirar ela da garganta, fazia sons que pareciam um crá, crá, crá... E começou a coçar a garganta, cresceram penas e também as asas. Que o transformou em um pássaro. E dizem que ate hoje ainda ouve o grito do papagaio cra-cra. MANUELA
  • 16. A LENDA DO ARCO-IRIS Depois de muito tempo de noivado, chega o dia do casamento da raposa. Como o leão devia-lhe algumas coisas para a raposa foi-lhe arrancar-lhe alguma coisa. O leão agradeceu o convite, prometeu e disse: -Devo-lhe vários favores, dona raposa. Por isso deixo que você escolha no dia do seu casamento que faça sol ou chuva? Como você deve saber o sol é bom para os festejos e a chuva trás felicidade. A raposa ficou em duvida: se fizer sol todos os bichos irão à festa e eu muitos presentes, mas talvez não encontraria a felicidade que a chuva traz. Compadre leão em seu trono de rei dos animais esperou um tanto impaciente. A comadre sabida meditou. Parece ter encontrado um problema difícil. O leão perguntava sol ou chuva? Depois de um tempo, a raposa com brilho de satisfação nos olhos, decidiu que queria sol e chuva ao mesmo tempo. -A senhora manda comadre. -Concordou o leão, todo gentil. No dia do casamento o sol estava lá e a bicharada carregada de presentes no final da tarde começou a chover. Os bichos ficaram assustados. -Como sol e chuva E ficaram mais assustados quando viram um arco com sete cores no céu. Vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul anil e violeta. ANA JULIA
  • 17. O Curupira (Lenda indígena) Ressoa ruidoso barulho pela mata a fora. É o Curupira com o seu machado, feito de casco de jabuti, ele bate fortemente no tronco para ver se as árvores estão firmes, para ver se elas vão resistir aos ventos e tempestades. Ele conhece todos os segredos da floresta sabe até os segredos das plantas. Esconde os animais e caçadores indefesos, ele apaga os rastros e dissolve no ar os cheiros. E poucas vezes, ajuda os homens. O Curupira é moleque, feioso, muito pequeno e peludo. Seus dentes são verdes, suas orelhas são pontudas ele é muito esquisito. Os pés dele são virados para trás. Ele é muito esperto, confunde com as pegadas quem o persegue. E nunca se sabe quando vai ou vem, porque suas pegadas enganam. Ele vive bem no meio da floresta no oco dos paus. E se ele ganha fumo para seu pito, é ate capaz de ajudar os homens a encontrarem seus caminhos ou ensinar seus segredos, da mata. Se ele ouvia mau humor e se viu algumas maldade feita aos animais e as planta, imita a voz dos quadrupedes ou pio das aves e atrai e engana os caçadores. Leva-os para bem longe, então deixa-os perdidos. Ele protege principalmente os animais que vivem em grupos. Talvez o Curupira saiba que o bando sentirá muito a falta do companheiro perdido. Se o caçador não lhe obedece, podre dele. O Curupira não perdoara. BRENO
  • 18. Saci-Pererê Conta a lenda que o saci é um neguinho muito danado e tem uma perna só. À noite ele gosta de queimar a comida dos outros, dar nó em rabos de cavalos e espantar as galinhas do galinheiro, deixando-as apavoradas. Se quiser um dia pegá-lo, é só esperar um dia de bastante ventania. Quando você vir o seu redemoinho, pegue uma garrafa com tampa e coloque no redemoinho. Retire o chapéu dele porque sem o chapéu o saci não é nada. Enquanto ele estiver preso, ele não aparecerá de dia, só aparecerá à noite. Se você acordar no meio da noite e vir o saci, tenho certeza que ele vai implorar dizendo que vai parar de aprontar. É mentira porque esse neguinho nunca vai deixar de ser bagunceiro! VICTOR
  • 19. Mula-sem-cabeça Diz a lenda que há muitos anos uma mulher se casou com um padre e como castigo se transformou em uma mula-sem-cabeça. O feitiço só se quebrará se um homem arrancar seu casco. Uma mulher não acreditou na maldição e se atreveu a se casar com um padre. À noite ela olhou para lua e se transformou em uma mula que não tinha cabeça. No dia seguinte ela estava normal, mas à noite ela se transformou novamente e saiu para a floresta. Um homem corajoso foi até ela e salvou-a. Nunca mais ela se atreveu a não acreditar nas lendas acontecidas na região. PEDRO SANTARELI
  • 20. O Boto cor de rosa Há muito tempo havia um boto rosa que se transformava em homem para ir aos bailes. Ele atraía as moças com seu olhar fundo, marcava a hora do amanhecer para as donzelas irem se encontrar com ele perto do rio. Chegando lá, o homem percebia que tinha alguém por perto e se transformava em boto de novo. As donzelas apaixonadas ficavam esperando... JOÃO BRENO
  • 21. Lobisomem Há muito tempo, em um sítio muito distante da cidade rondava um homem muito esquisito e tinha gente que falava que ele se transformava em lobisomem. Lá pela meia-noite os vizinhos escutaram um barulho que vinha lá do galinheiro. No dia seguinte, quando foram olhar o galinheiro, faltava uma galinha e no caminho da estrada eles acharam aquela galinha morta. Estava sem cabeça. Os vizinhos procuraram o bicho que tinha feito aquilo. Depois de muito tempo, conseguiram achar. Eles descobriram que era o lobisomem. Um dos vizinhos matou o lobisomem com uma bala de prata. Depois de morta, a fera voltou a ser homem. FELIPE
  • 22. LENDA DO GUARANÁ Das tribos de mutôcuri eram prósperos os males. Venciam as guerras, as colheitas eram fartas, as pescas abundantes e as doenças raras. Todo esse bem estar, diziam eles decorrer da presença de um certo Curumim e por isso, atenção e os cuidados que lhe desprezaram eram enormes. Se ele ia pescar, os pescadores iam juntos com ele para defendê-lo de aguas infestadas de piranhas, cobras e crocodilos. Um dia, a segurança foi burlada pelo gênio do mal, disfarçado de cascavel, num bote certeiro, atingiu o Curumim, que foi morrendo aos poucos. O desespero era tanto que se ouviam gritos para todos os lados, até Tupã atender aos pedidos e dizer: - Tirem os olhos do menino e enterrem bem firmes, durante quatro luas e reguem com lágrimas. Os índios fizeram o que Tupã mandou e do olho do Curumim nasceu uma planta, a planta da vida, que dava energia dos mais velhos aos mais jovens. Essa fruta é vermelha com o desenho de um olho. PEDRO H. PINHEIRO
  • 23. A LENDA DA COBRA NORATO Conta-se que uma índia engravidou da Boiúna e quando as crianças nasceram a mãe percebeu que eram duas. Já o irmão, que se chamava Norato, era meigo e bondoso. Ele fazia de tudo para salvar os pescadores, o que fazia crescer um ódio incontrolável em sua irmã. Um dia eles tiveram uma grande briga, em que Honorato ficou cego e sua irmã morreu. Finalmente as pessoas ficaram livres das suas maldades. Desse dia em diante, Norato passou a viver ainda mais sozinho. Seu grande desejo era virar humano. Existia uma forma de realizar este sonho, mas Norato precisava da ajuda de alguém muito corajoso. Esta pessoa deveria derramar "leite materno" na cabeça da cobra, mas ninguém tinha coragem de chegar perto dele para realizar a simpatia. Um dia, um soldado de uma cidade distante chegou naquela região e ficou sabendo de Norato. Sem pensar duas vezes ele procurou a cobra e fez o que era preciso. Norato, a partir deste dia, se livrou da sua maldição e em agradecimento virou soldado também. ALEXIA
  • 24. AUTORES: ALEXIA GONÇALVES FERREIRA ANA JULIA CARVALHO TANGI BRENO DAVANZO BERTELLLI CAPUCCI EMILY SOFIA MORENO BATISTA ENRICO JOSÉ SANTOS BERTONI FELIPE ANDRÉ DE GRANDE OLIVEIRA GUSTAVO HENRIQUE DA SILVA CAMPOS JOÃO BRENO DOS SANTOS CRISTINO LAYSLA SANTIAGO DE SOUZA ROSA MANUELA DE ALMEIDA SANTANA MATHEUS KELLVIN FERREIRA BUENO MURILO HENRIQUE DE PAULA LIMA OLESIO CUNTO JUNIOR PEDRO HENRIQUE PINHEIRO PEDRO HENRIQUE SANTARELLI DE OLIVEIRA YASMIN REZENDE DE ALMEIDA GOMES ISABELA FONSECA MACHADO VICTOR PAULO ALVES DOS SANTOS DE OLIVEIRA
  • 25. ILUSTRADORES: ALEXIA GONÇALVES FERREIRA ANA JULIA CARVALHO TANGI BRENO DAVANZO BERTELLLI CAPUCCI EMILY SOFIA MORENO BATISTA ENRICO JOSÉ SANTOS BERTONI FELIPE ANDRÉ DE GRANDE OLIVEIRA GUSTAVO HENRIQUE DA SILVA CAMPOS JOÃO BRENO DOS SANTOS CRISTINO LAYSLA SANTIAGO DE SOUZA ROSA MANUELA DE ALMEIDA SANTANA MATHEUS KELLVIN FERREIRA BUENO MURILO HENRIQUE DE PAULA LIMA OLESIO CUNTO JUNIOR PEDRO HENRIQUE PINHEIRO PEDRO HENRIQUE SANTARELLI DE OLIVEIRA YASMIN REZENDE DE ALMEIDA GOMES ISABELA FONSECA MACHADO VICTOR PAULO ALVES DOS SANTOS DE OLIVEIRA ANGELA GESEKA