Módulo 4 hebreus, fenícios e persas.

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Módulo 4 hebreus, fenícios e persas.

  1. 1. Módulo 4
  2. 2. São responsáveis pelo estabelecimento do mais antigo monoteísmo e pela elaboração do que veio a ser conhecido entre os cristãos como Antigo Testamento, parte integrante do livro mais impresso em toda a História.
  3. 3. AspectosfísicosTerra Prometida: atual Palestina, situada no Oriente Médio, fazendo parte do Crescente Fértil, sendo esta área divida em regiões distintas. Limite a extremo oeste é o Mar Mediterrâneo, onde se iniciam as planícies férteis, que são interrompidas por montanhas áridas, seguidas elo vale do Rio Jordão, bastante fértil, no extremo leste, planaltos semiáridos fazem divisa com o deserto arábico.
  4. 4. Moisés: criado no palácio, foi sobrevivente do genocídio contra os bebês meninos de sua época, medida esta tomada pelo faraó para controlar a densidade demográfica de hebreus no Egito. Foi o protagonista do Êxodo. Abraão: patriarca das nações. Saiu da cidade de Ur, estabeleceu-se no local que seria a Terra Prometida, a Canaã. José: favorito por seu pai dentre seus irmãos, foi vendido aos egípcios, tornando-se posteriormente governador do Egito
  5. 5. Dez Mandamentos: maior legado deixado a humanidade contendo a base para ordem da vida em sociedade e caráter espiritual Período dos Juízes: da liderança de Josué até a coroação de Saul como rei (aprox. séc. XI a.C.). Cada tribo tinha seu líder pois não havia um país politicamente organizado. Período do Reino Unido: Aproximadamente entre 1050 e 930 a.C., referente aos reinados de Saul, Davi e Salomão. • Saul: disputa entre o rei e o profeta Samuel • Davi: lutas com inimigos externos e internos. Trouxe a consolidação do centralismo político do reino de Israel. • Salomão: Paz e prosperidade para o povo.
  6. 6. Após a morte de Salomão, Roboão, seu sucessor legítimo subiu ao trono enfrentando oposição das tribos do norte que exigiam a diminuição dos impostos, considerados altos demais quanto à condição do povo. O pedido foi negado, e Roboão ainda prometeu agir de forma mais devera que seu pai. Tal posição provocou uma crise política, ocasionando o Cisma – divisão de Israel. A partir daquele ano (931 a.C) dois reinos deram seguimento à história do povo hebreu.
  7. 7. • Reino de Israel: ao norte, com a capital em Samaria contendo dez das doze tribos. • Reino de Judá: ao sul, com a capital em Jerusalém e era formado pelas tribos de Judá e Benjamim.
  8. 8. A partir do Cisma, os dois reinos entraram em decadência, sofrendo influência dos costumes culturais e religiosos dos povos vizinhos. Após alguns anos o Reino de Israel foi atacado por Nabucodonosor e enviado em cativeiro para Babilônia. As dez tribos do norte de dispersaram na história. Já as duas do sul receberam autorização do rei Ciro para retornar à sua terra, pondo fim ao exílio judeu.
  9. 9. Após serem submetidos às ordens persas, foram governados por Alexandre, o Grande, da Macedônia e em seguida por Antíoco, herdeiro de um dos generais de Alexandre. Finalmente, os romanos tomam a região da Judeia e a transformam em província do Império Romano. Após a destruição do Templo de Jerusalém comandado por Tito em 70 d.C., os judeus se dispersam mundo a fora ocasionando a chamada Diáspora.
  10. 10. Período Patriarcal: grupos sociais organizados em torno de cada família. O homem mais velho era considerado chefe da família e julgava as questões do grupo, liderando- sob aspecto religioso e militar. Período de Juízes: mesmo esquema de governo, entretanto, ampliaram a nível tribal e não só familiar. Quanto a economia, escolhiam um profissão que pudessem exercer em qualquer lugar pelo fato de serem nômades. Seus trabalhos eram voltados a criação de gado, caprinos e ovinos e após o Êxodo também se voltaram a agropecuária.
  11. 11. Os judeus são responsáveis pela elaboração do que os cristãos chamam de Antigo Testamento. Na cultura judaica, a Bíblia é chamada de Tanach, que seria a sigla para Torah (Pentateuco), Neviim (Profetas) e Ketuvin (Escritos), eu formam a Bíblia hebraica. Pentateuco: cinco primeiros livros da Bíblia com autoria atribuída a Moisés. Neviim: Ensinamentos dos líderes e exortações para fidelidade à religião. Ketuvin: relatos do estabelecimento dos israelitas em Canaã e do período monárquico.
  12. 12. Outros sete livros que constam da tradição judaica, embora sem considerados apócrifos, pelos próprios judeus. São eles: Sabedoria, Eclesiástico, Macabeus I e II, Tobias, Judite e Baruque. Tais livros no contexto dos estudos, sobre a Bíblia, são livros cujo valor sagrado não é reconhecido por protestantes e judeus.
  13. 13. Ocupa atualmente a região do Líbano. Sua origem é incerta, porém tudo indica que muito provavelmente tenham vindo da região entre o Mar Morto e o Mar Vermelho. Eram povos semitas que já estavam instalados na região desde o terceiro milênio a.C., mas apenas alcançaram o auge de sua civilização entre os século XII e VI a.C.
  14. 14. Clima árido e ruim para plantio, melhorando pouco quando se aproxima das montanhas e do vale do rio Jordão. A área cultivável é pequena, fazendo do litoral a área mais atrativa por conta da facilidade de contato marítimo com outros povos. Deve-se a esse fato o surgimento na região litorânea de cidade como Tiro, Biblos, Sidon, Ugarit e Arvad.
  15. 15. As cidades fenícias eram independentes economicamente, o que dificultava a submissão política entre elas, por isso são classificadas como cidades-Estado, onde o poder político era exercido por um rei, apoiado por um conselho de anciãos oriundos nas classes mais poderosas economicamente, como os grandes comerciantes, armadores e proprietários.
  16. 16. Declínio do comércio cretense no Mediterrâneo – domínio fenício nesta atividade: Ugarit e Biblos. • Biblos: comércio de papiros • Tiro e Sidon: comércio regional e posteriormente expandiram seus negócios por todo o norte africano e sul da Península Ibérica, fundando Cartago e Cádiz. Com o passar do tempo as cidades fenícias foram atacadas por outras civilizações que desencadearam seu declínio. Destacam- se: egípcios, assírios, babilônios, macedônios e romanos.
  17. 17. Chefe de cada cidade-Estado, geralmente era . Escravos Donos de oficinas artesanais, pequenos proprietários agrícolas e pescadores Grandes amadores (fabricantes de navios), comerciantes e proprietários.
  18. 18. A economia fenícia estava alicerçada sob o comércio, possibilitado pelos conhecimentos náuticos e velozes navios dos fenícios, que compravam matérias-primas de outras localidades e as transformavam em suas manufaturas, vendendo muitas vezes, até para quem lhes fornecia produtos em estado bruto. Os fenícios também conheciam a metalurgia e dominavam técnicas da fabricação de vidro e eram joalheiros de renome. Entretanto, o que lhes trouxe mais destaque foi o tecido pintado em vários tons de cor púrpura, com tinta extraída de um caracol chamado múrex ou múrice. Outra atividade econômica era a pesca, fonte de sustento especialmente para pessoas de classe mais baixa.
  19. 19. Possuíam grande conhecimento de técnicas de navegação, sendo este muito cobiçado a ponto de muitas delas serem secretas para que não fosse estudadas ou copiadas por outros povos navegadores. Seus navios eram rápidos e podiam ser impulsionados por duas fontes de força motriz: o remo e o vento.
  20. 20. Os alfabetos existentes até então eram ideogramas: hieróglifos egípcios, cuneiformes mesopotâmicos e caracteres chineses. Esses modos de representação exigiam grande quantidade de símbolos, tornando-se bem mais complexo e de difícil acesso para os não dedicados exclusivamente a essa atividade. Ideograma: símbolos gráficos que representam diretamente uma ideia
  21. 21. O sistema fonético divulgado pelos fenícios tinha apenas 22 sinais. Por representarem sons, permitiam inúmeras combinações que podiam ser utilizadas para formação de qualquer ideia, facilitando a comunicação escrita.
  22. 22. Religião Politeísta: Baal (deus protetor), Baalat (deus protetora) e Astarote (deusa da fecundidade). Usavam a magia para conhecer a vontade dos deuses e praticavam rituais de sacrifício, inclusive humanos para agradar suas divindades.
  23. 23. Localização: ao norte, Mar Cáspio; ao sul, Golfo Pérsico; a leste, planície do rio Indo; e a oeste, a região da Mesopotâmia. Clima seco e solo pouco fértil.
  24. 24. Ficou conhecido como Império Medo-Persa. Medos e Persas são de origem ariana, e chegaram ao Planalto do Irã ainda no século XV a.C. e paulatinamente foram se integrando, até o próximo século XVIII a.C. Deram início à organização de um reino que se expandiu enormemente, tornando-se um doa maiores impérios da Antiguidade oriental.
  25. 25. Ciro: primeiro rei persa a receber destaque – conquistas que resultaram na submissão de praticamente todo o Oriente Médio. Cambises: quase elevou o império a sua extensão máxima. Foi responsável pelo ataque ao Egito no período do Novo Império acabando com a civilização milenar. Dario: detalhada e elaborada reforma administrativa visando melhoria no império.
  26. 26. Para efetivar o poder de forma centralizada, foram escolhidas quatro cidades que deveriam constar como as capitais do império: Susã, Babilônia, Persépolis e Pasárgada. Para agilizar o processo de administração, o império foi dividido em regiões com seus respectivos representantes, chamados sátrapas, que recebia auxilio de um comandante militar e um secretário. Havia também os fiscais do reino, uma espécie de auditores conhecidos como olhos e ouvidos do rei.
  27. 27. Dárico: padrão monetário para facilitar as atividades comerciais do império, mas não obteve muito sucesso por falta de moeda em circulação. Sistema de pesos e medidas: incremento comercial e cobrança de impostos. Malha viária: incentivo ao deslocamento de comerciantes e facilidade a chegada das tropas do exército com extrema rapidez em qualquer ponto do império, dificultando o surgimento de revoltas.
  28. 28. No final do reinado de Dario III, ocorreram as Guerras Médicas ou Pérsicas, na tentativa de dominar a Grécia, que formada por cidades-Estado era considerada vulnerável ao ataque. Entretanto, os gregos reagiram ao ataque, se organizando em uma confederação que venceu os persas, levando a assinatura do Tratado de Susã, onde os persas se comprometiam a não mais empreenderem ataques contra os gregos.
  29. 29. O imperador ocupava o topo da pirâmide social, logo após vinham os nobres que representavam os grandes clãs, cada qual com seu líder. Em seguida, vinham os militares que possuíam grande importância para a manutenção dessa civilização. Após vinham os comerciantes um lugar intermediários e tinha estabilidade econômica, mas pouco acesso a estrutura política. Na base se encontravam os camponeses cuja vida era significativamente mais difícil do que a dos seus superiores nos estratos sociais.
  30. 30. Aspectos econômicos – poucas informações: a criação de uma moeda nacional, o estabelecimento de um sistema de pesos e medidas e a construção de um grande números de estradas nos levam a concluir que o comércio tinha um papel de destaque na economia. Entretanto, a pouca quantidade de moeda em circulação indica que a potencialidade comercial ao menos interna, não era totalmente aproveitada. Comércio internacional: levando-se em consideração o domínio sobre os fenícios, supõe-se que o mesmo fosse mais forte do que se supõe.
  31. 31. O que mais marca a cultura persa é a fusão de elementos culturais diferentes e até mesmo antagônicos que mantiveram algum traço de originalidade. Muito provavelmente isso foi resultado da dominação persa sobre muitos povos com manifestações e representações culturais diferentes.
  32. 32. • Arquitetura: hibridismo cultural – forte influência assíria e egípcia. • Estatuária: trabalhada em baixos relevos, com tijolos utilizados em grandes contruções. • Religião: desenvolveram o dualismo – crença na existência de duas forças sobrenaturais que representavam o bem e o mal. O dualismo foi estabelecido pelo Zoroastro, que propagou a mensagem da existência de uma força divina que seria a fonte de tudo o que é bom. Os ensinamentos do profeta ficaram registrados em um livro conhecido como Zend-Avesta.

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