Construcao curricular democrática

639 visualizações

Publicada em

Aula presencial do curso "Currículo e Educação Infantil: Fundamentos teóricos e múltiplas linguagens". Experiências de reorientação curricular baseadas na epistemologia de Paulo Freire

Publicada em: Educação
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
639
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
7
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Construcao curricular democrática

  1. 1. FORMAÇÃO EAD - SEDIN FUNDAMENTOS DO CURRÍCULOS E MÚLTIPLAS LINGUAGENS PROFA. JULCIANE CASTRO DA ROCHA 25/04/2015
  2. 2. BEM-VINDOS
  3. 3. AGENDA q Práticas de elaboração de currículo inspiradas na pedagogia freiriana. q  Experiências de elaboração curricular q  Socialização e intervalo q Avaliação da experiência formativa q Encerramento 4 horas de encontro
  4. 4. DIÁLOGOS SOBRE CURRÍCULO
  5. 5. CURRÍCULO Decisões sobre o aprender e ensinar Quais saberes? Quais conhecimentos? O quê? Com quem? Onde? Como? Quando? Gestão sociocultural das aprendizagens Decorre de uma “reorientação curricular”
  6. 6. FONTES DO NOSSO CURRÍCULO Conteúdos Códigos Explícito Oculto SELEÇÃO CULTURAL O que se seleciona? Como se organiza? CONCEPÇÕES CURRICULARES •  Opções políticas •  Concepções psicológicas •  Concepções epistemológicas •  Concepções e valores sociais •  Filosofias e modelos educativos CONDIÇÕES INSTITUCIONAIS •  Política curricular •  Estrutura do sistema educativo •  Organização escolar Currículo como “cultura da escola” GIMENO SACRISTÁN, 2000, p.36
  7. 7. INTERAÇÃO DE QUESTÕES E DILEMAS Socioeconômicos Socioculturais Socioambientais
  8. 8. EXPERIÊNCIAS DE CONSTRUÇÕES DE CURRÍCULOS INSPIRADAS EM PAULO FREIRE
  9. 9. QUEM ATUA? Todos os membros da comunidade escolar Grupo de articulação local (comissão, grupo de trabalho, etc.), com representantes de todos os segmentos: pais, alunos, professores, gestores, funcionários de todas as frentes e membros da comunidade. Promover momentos de participação direta, não somente via representante.
  10. 10. COMO ATUA? Para que possamos viver uma reorientação curricular democrática, precisamos consciência de que: •  Será necessária formação crítica de todos os envolvidos ao longo de todo o processo (ação –reflexão – ação); •  Será necessário promover momentos de estudo e aprofundamento para todos os envolvidos; A ESCOLA É UM ESPAÇO DE FORMAÇÃO NÃO APENAS DAS CRIANÇAS
  11. 11. Investigação preliminar Problemati - zação Sistematiza ção Plano de ação Prática Reflexão sobre as práticas MOMENTOS
  12. 12. Investigação preliminar Problemati - zação Sistematiza ção Plano de ação Prática Reflexão sobre as práticas MOMENTOS
  13. 13. Investigação preliminar Problemati - zação Sistematiza ção Plano de ação Prática Reflexão sobre as práticas MOMENTOS
  14. 14. Investigação preliminar Problemati - zação Sistematiza ção Plano de ação Prática Reflexão sobre as práticas MOMENTOS
  15. 15. INVESTIGAÇÃO PRELIMINAR
 
 CONHECER AS REALIDADES
  16. 16. LEITURAS DO MUNDO •  Conhecer o conhecimento dos educadores/as práticas pedagógicas. •  Conhecer o contexto sócio­cultural­ ambiental­econômico dos educandos/ educadores. •  Construir, de forma dialógica e democrática, o currículo.
  17. 17. DIMENSÕES DO LEVANTAMENTO •  “Leitura do Mundo” da Comunidade; •  “Leitura do Mundo” da U.E; •  “Leitura do Mundo” em relação aos profissionais da U.E; •  Índices de qualidade do ensino na U.E; •  Participação dos segmentos escolares nas decisões da U.E (Dimensão democrática); •  “Leitura do Mundo” dos atuais projetos pedagógicos da escola e dos professores (o que é feito); •  Leitura do mundo das orientações e diretrizes curriculares oficiais;
  18. 18. ENFOQUES DO MAPEAMENTO Perfil dessa comunidade •  Educação •  Infraestrutura •  Saúde •  Lazer e Cultura Perfil dessa escola •  Gestão •  Currículo •  Infraestrutura •  Relação escola- comunidade
  19. 19. PROCEDIMENTOS Dois tipos de procedimentos básicos para realizar o levantamento preliminar em suas dimensões que envolvem a comunidade: •  Trabalho feito fora dos muros da escola (sair ao encontro da comunidade) •  Trabalho feito dentro dos muros da escola (trazer a comunidade para dentro da escola) •  Ambos Importante: Para ambos, é importante planejar ações que engajem a comunidade na participação.
  20. 20. PERGUNTAS REFLEXIVAS •  Quais sãos os sonhos e expectativas dessas pessoas? •  Que dados precisamos coletar e quais informações nos interessam mais imediatamente neste ou naquele momento? •  Estamos lendo a escola nas suas diferentes dimensões: administrativa, pedagógica, financeira, social, cultural? •  Os diferentes olhares estão sendo contemplados (pais, alunos, crianças, adultos, funcionários etc.)? •  Eles se referem à escola? À comunidade? A ambos? •  Onde vamos buscar (novas) informações? •  Quais perguntas já nos fizemos, quais problemas já resolvemos, que tipos de registros já possuímos e quais outros ainda não temos?
  21. 21. PERGUNTAS REFLEXIVAS Indagações sobre o currículo e o projeto pedagógico •  Que conteúdos são trabalhados? •  Que práticas pedagógicas são desenvolvidas? •  Que metodologias são utilizadas? •  Como a vida da comunidade se faz presente no projeto da escola? E os outros membros da comunidade escolar? •  Que avaliações são propostas?
  22. 22. Investigação preliminar Problemati - zação Sistematiza ção Plano de ação Prática Reflexão sobre as práticas MOMENTOS
  23. 23. PROBLEMATIZAÇÃO
 
 PENSAR SOBRE OS DADOS DA REALIDADE
  24. 24. PROBLEMATIZAÇÃO •  O que os dados coletados nos trouxe de evidências da realidade? •  Como organizar os dados da realidade para propiciar uma leitura crítica tanto da escola quanto da comunidade? •  Que cenários mais amplos esses dados nos revelam? (Relação desta realidade com a realidade global) •  Por que identificamos esses cenários (ou problemas / críticas ) nessa comunidade? Muito importante! Os dados devem ser a base dessa problematização. Vamos nos debruçar para analisar e entender o que eles revelam...
  25. 25. PERGUNTAS REFLEXIVAS Indagações sobre o currículo e o projeto pedagógico •  Quem define o projeto da escola? •  Que saberes são valorizados? •  Que relações a escola estabelece com outros espaços de aprendizagem na comunidade? E com os diferentes membros da unidade escolar? •  Que valores, comportamentos, atitudes e orientações estão permeando as práticas e relações dentro da escola? •  Que tipo de conhecimento a escola está construindo? •  Que concepções estão por trás das metodologias, práticas e conteúdos que a escola tem desenvolvido?
  26. 26. Investigação preliminar Problemati - zação Sistematiza ção Plano de ação Prática Reflexão sobre as práticas MOMENTOS
  27. 27. SISTEMATIZAÇÃO
 
 SELECIONAR OS PRINCIPAIS TEMAS PERTINENTES À ANALISE DAQUELA REALIDADE
  28. 28. SISTEMATIZAÇÃO Aprofundamento das reflexões feitas na problematizacão; •  Extrair ensinamentos; •  Exercício de interpretação da lógica na sua totalidade; •  Avançar no entendimento global para dar continuidade ao processo; •  Relação entre teoria e realidade (fundamentação) Relacionar os dados coletados e analisados em categorias Desse processo sairão os temas que permearão as práticas pedagógicas e as ações transformadoras
  29. 29. Investigação preliminar Problemati - zação Sistematiza ção Plano de ação Prática Reflexão sobre as práticas MOMENTOS
  30. 30. PLANO DE AÇÃO
 
 
 ORGANIZAÇÃO COLETIVA DE ELABORAÇÃO DO CURRÍCULO
  31. 31. Organização coletiva de todo o trabalho que será realizado para a elaboração das propostas e projetos pedagógicos. Nessa etapa, já temos clareza de quais são os temas que vão permear o trabalho pedagógico por serem significativos para nossa comunidade escolar. Também temos quais são as concepções de educação, de currículo, de aluno / professor, de metodologias e avaliação que acreditamos e vamos buscar. Isso não significa saber tudo. O estudo e aprofundamento das temáticas faz parte do plano de ação . O QUE É? PARA QUÊ?
  32. 32. QUEM? O QUE? Constituir um grupo de trabalho por segmento escolar, que irá: •  Validar com o grupo de trabalho a lista de prioridades de ação preparada; •  Levantar possíveis desafios e estratégias para superá-los. •  Elaborar os objetivos, metas e ações a curto, médio e longo prazo a partir das contribuições dos diferentes segmentos escolares; •  Elaborar ações frente aos objetivos estabelecidos (o planejamento de trabalho pedagógico) •  Indicar prazos e responsáveis pelas ações estabelecidas; •  Estabelecer indicadores de resultados esperados. Estabelecer ações concretas de intervenção na realidade da comunidade
  33. 33. EXEMPLO DE PLANO DE AÇÃO
  34. 34. EXEMPLO DE PLANO DE AÇÃO
  35. 35. Investigação preliminar Problemati - zação Sistematiza ção Plano de ação Prática Reflexão sobre as práticas MOMENTOS
  36. 36. SOBRE CONTEÚDOS “O que me parece finalmente impossível, hoje, como ontem, é pensar, mais do que pensar, é ter uma prática de educação em que, prévia e concomitantemente, não se tenham levado e não se levem a sério problemas como: que conteúdos ensinar, a favor de que ensiná­los, a favor de quem, contra quê, contra quem. Quem escolhe os conteúdos e como são ensinados?” (Freire, 1992, p.135) “Não há, nunca houve nem pode haver educação sem conteúdo (...) O ato de ensinar e de aprender, dimensões do processo maior – o de conhecer – fazem parte da natureza da prática educativa. Não há educação sem ensino, sistemático ou não, de certo conteúdo (...) (idem, p. 110)
  37. 37. Investigação preliminar Problemati - zação Sistematiza ção Plano de ação Prática Reflexão sobre as práticas MOMENTOS
  38. 38. REFLEXÃO SOBRE AS PRÁTICAS •  Todos envolvidos nesse processo de reflexão; •  Levar em consideração os indicadores do plano de ação; •  Levar em consideração todo o aprofundamento realizado nas etapas anteriores; •  Dar continuidade aos momentos formativos para reflexão das práticas de forma cada vez mais significativa. •  Movimento contínuo de reflexão sobre a realidade.
  39. 39. AÇÃO – REFLEXÃO - AÇÃO Acão ReflexãoAção
  40. 40. AVANÇOS •  Novas formas de agir pedagogicamente; •  Participação da comunidade escolar; •  Trabalho coletivo •  Valorização dos saberes dos alunos; •  Realidade social como ponto de partida; •  Realidade social como elemento para apropriação do conhecimento sistematizado; •  Busca da articulação teoria e prática. •  Inter / transdisciplinaridade;
  41. 41. DESAFIOS •  Profissionais com dificuldades de perceber as diferenças entre organizar um currículo com livros didáticos / materiais de apoio e com tema gerador; •  Dificuldade de quebrar a hegemonia da forma tradicional; •  Integração do trabalho coletivo e interdisciplinar; •  Avaliação; •  Aprofundamento teórico sobre as ideias de Freire; •  Pesquisa participante; •  Descontinuidade com mudança de gestão (dentro e fora da escola).
  42. 42. BIBLIOGRAFIA FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança. 11. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1992 Entrevista com Paulo Padilha: Planejamento. Disponível em: http://www.direcionaleducador.com.br/edicao-107-dez/13/entrevista-paulo-padilha SILVA, Antonio Fernando Gouvêa. A busca do tema gerador na práxis da educação popular. Organizadora: Ana Inês Souza. Curitiba: Editora Gráfica Popular, 2007. Disponível em: http://www.cefuria.org.br/files/2012/08/tema_gerador_Ed_Popular_Gouvea.pdf Instituto Paulo Freire: http://www.paulofreire.org/ VIANA, KETY. As canções e os filmes como recursos codificadores e descodificadores no currículo da EJA.2011. Dissertação de Mestrado em Educação: Currículo. Programa de Pós- Graduação em Educação: Currículo. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. DELIZOICOV, Nadir Castilho et al. Reorientação curricular na concepção freireana de educação: análises em dissertações. Revista E-Curriculum, São Paulo, n. 11, v 03 set/dez/2013
  43. 43. Julci Rocha julcirocha@yahoo.com.br https://julcirocha.wordpress.com/

×