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UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP
POLO AQUIDAUANA
Atividade Prática Supervisionada
Disciplina: Arte, Criatividade e Recreação
Pedagogia - 6º Semestre
Acadêmicos:
Atividade Prática Supervisionada (ATPS) entregue como requisito para conclusão
da disciplina “Arte, Criatividade e Recreação”, sob orientação da professora-
tutora presencial:.
Aquidauana, setembro de 2015.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ---------------------------------------------------------------------------------
---- 03
2. Influência da Escola na Criatividade das Acadêmicas ----------------------------------
--- 04
2.1 Bruna ----------------------------------------------------------------------------------------
--- 04
2.2Gislaine -------------------------------------------------------------------------------------------
---- 04
2.3 Hendi ---------------------------------------------------------------------------------------------
--- 05
2.4 Nuncia --------------------------------------------------------------------------------------------
--- 06
2.5 Patrícia--------------------------------------------------------------------------------------------
----06
3. Discussões Coletivas ----------------------------------------------------------------------------
--- 06
3.1 O modelo educativo vivenciado pelos membros do grupo favorecia o
desenvolvimento da expressividade e da criatividade dos alunos? ---------------------------
---------------------------- 07
3.2 Com base nos relatos autobiográficos, qual parecia ser o objetivo das atividades nos
anos iniciais de escolarização? O grupo concorda com esta visão? --------------------------
---------- 07
3.3 Como professores, que alternativas o grupo poderia propor para a utilização de
recursos artísticos na sala de aula que proporcionem o pensamento crítico, a formação
sensível e o desenvolvimento da criatividade? --------------------------------------------------
------------------ 07
4.Qual é o papel da arte na educação contemporânea? ------------------------------------
--- 08
5. Quais são as habilidades fundamentais a serem desenvolvidas, com base nas
propostas destes documentos, para cada um dos pilares da expressividade
artística?--------------- 09
6. Plano de aula – Artes ---------------------------------------------------------------------------
--- 10
7. A importância da apreciação artística e do trabalho com obras de arte para o
desenvolvimento da criatividade e da sensibilidade infantil ------------------------------
---- 11
8. CONCLUSÃO -----------------------------------------------------------------------------------
--- 13
REFERÊNCIAS ------------------------------------------------------------------------------------
--- 14
1. INTRODUÇÃO
Arte faz parte do ser humano e da sociedade desde a pré-história até os dias
atuais; fez e faz parte de toda produção cultural do homem, introduz novos modos de
pensar, novas relações, novos pensamentos e idéias, emoções e anseios que habitam no
interior tanto do homem como da sociedade. E, ainda capacita o indivíduo no seu modo
de interpretar, compreender, representar, imaginar o mundo.
Atualmente, não há um conceito exato para o que se é Arte. Sabe-se que nosso
planeta vem sofrendo modificações culturais, e, a Arte, consequentemente tem sofrido
transformações.
Antigamente, a beleza estava vinculada a Arte, hoje, nem sempre vem isso. No
entanto, ela não perdeu sua essência, está ligada intimamente ao Homem, em si, a
Sociedade e a cultura inserida na mesma.
Se olharmos a nossa volta, veremos que estamos rodeados pela Arte. Ela domina
todo espaço em que vivemos, determina nosso modo de ser; o que somos individual e
coletivamente.
2. INFLUÊNCIA DA ESCOLA NA CRIATIVIDADE DAS ACADÊMICAS
2.1 Bruna
Só tive Artes na 7ª série e 8ª série e antes desse período era Educação Artística.
Não me lembro quase nada das aulas de Educação artística, nem mesmo do professor; já
as aulas de artes ficaram na minha memória. Nos primeiro semestre da 7ª série
aprendemos costurar a mão, tínhamos um pano, onde aprendemos a casear e fazer barra
com ponto invisível. Nos segundo semestre aprendemos a bordar, esse mesmo pano
fizemos vários bordados, ponto cheio, ponto haste, aplicações.
No ano seguinte, já na 8ª serie, no primeiro semestre aprendemos o crochê, eu já
sabia então fiz um vestido amarelo para minha afilhada que na época deveria ter por
volta de uns tres aninhos, ficou lindo. No segundo semestre aprendemos tricô, também
já sabia, fiz então um conjunto de casaquinho e sapatinho azul, pois me primo Cristiano
ia nascer. Eu gostava muito dessas aulas, pois sempre gostei muito de trabalhos
manuais, aliás, faço até hoje, sempre que tenho um tempinho.
2.2 Gislaine
Durante as aulas da disciplina de Arte e minha relação com a criatividade era
considerável, pois eu era uma aluna atuante e participativa nos horários da aula.
Recordo-me que eu fazia parte de grupo de teatro eu particularmente adorava encenar e
apresentação de trabalhos sempre me destacava com êxito nos trabalhos sempre tirando
notas muito acima da média e fazia com muito prazer os trabalhos confeccionados
dentro de sala de aula como desenhos livres, maquetes entre outros.
A meu ver eu tinha muita convicção e domínio diante das manifestações
artísticas relacionada à apresentação de trabalhos quando se tratava de seminário
contexto da disciplina Arte.
No período da Pré-escola, havia muitos trabalhos feitos com massinha, recorte,
desenhos livres, músicas infantis, historinhas e apresentações em datas alusivas e
comemorativas.
No período do Ensino Fundamental, havia trabalhos feitos com datas
comemorativas e sobre diversas culturas existentes no Brasil, cores, símbolos, peças
teatrais e apresentação musical.
No período do Ensino Médio, havia trabalhos envolvendo os principais
personagens clássicos musicais, artistas literários e criadores de grandes obras de artes
consagrados internacionalmente, desenvolvimento de peças teatrais de nossa autoria e
de autores famosos para apresentação, palestras sobre conscientização com relação à
saúde, encenação, jogos confeccionados pelos alunos e mímicas.
2.3 Hendi
Na minha época essa matéria de Artes chamava- se Educação Artística. A
professora sentava na cadeira em frente a lousa, trazia desenho para os alunos pintarem
ou ela e mandávamos a desenhar algo livre.Pintávamos, recortávamos, ajudávamos a
preparar coisas para o dia do índio, fazíamos bandeirinhas para as festas juninas, uma
vez fizemos dobraduras (na qual não foi ensinada nenhuma técnica ou coisa assim). Mas
na maioria das vezes se resumiria numa aula em que a professora trazia desenho e os
alunos pintavam.
Tudo dependia da criatividade da professora em relacionar o assunto que a gente
tinha que aprender com um tipo de arte que a gente pudesse fazer. Já faz um bom tempo
então não me lembro de tudo.
2.4 Nuncia
Como era a arte, na minha época, a Professora explicava o conteúdo e nos
fazíamos às atividades como pintar o desenho, recortar as figuras colar no caderno;
utilizando as matérias como, por exemplo: tesoura, cola, caderno, tinta guache, pincel,
papel sulfite, lápis, caneta, lápis de cor, papel manilha e borracha.
A professora sempre trazia o melhor para sala de aula, para ter mais
conhecimentos sobre a arte, não somente desenhar e pintar, mais sim, para que o aluno
mostra a sua criatividade como desenhar algo livre.
Em cada comemoração como dia do Índio, dia das mães, dia dos pais, dia da
água, e entre outros, fazíamos as pinturas, redação sobre o tema, passeio dentro da
comunidade. Isso é importante porque a professora levava a gente fora da escola, isso
não significa que os alunos não o respeitavam a professora, mais sim para conhecer algo
diferente, ver a natureza, a paisagem, e depois relatar no caderno o que vimos.
2.5Patrícia
Na minha infância a arte foi muito marcante, todos adorávamos as aulas que sempre era
muito criativa e o que eu mais gostava era pintura com tinta guache, adorava criar cores
misturando as tintas. O que a professora fazia para nós era o possível de conhecermos o
que é uma arte, tudo o que esta ao redor de nós, não semente quadros, desenhos, e
outros. A Professora dividia-se os alunos em trio ou quarteto, para fazer as atividades
propostas, para sair bem à atividade, à produção, à criatividade de cada aluno. Isso é um
pouco que lembro sobre a aula de artes. As aulas eram sempre muito dinâmicas e com
momentos de socialização e integração com todos os alunos da turma. Essa foi sem
dúvidas uma das disciplinas que mais me despertava interesse, pois eu era uma aluna
muito comunicativa e interagia com frequência.
3. DISCUSSÕES COLETIVAS
De acordo com as vivencias e memórias escolares retratadas por cada uma de
nós e nítido observarmos a valorização ensino de artes, cada qual a sua época, a sua
maneira.
Apresentações de danças, reescritas de lendas, confecções de lembranças, trabalhos com
materiais recicláveis, teatros, trabalhos artesanais entre outras coisas. Era tudo levado a
sério e feito com muita dedicação e carinho por todos, mesmo com toda limitação de
materiais às vezes naquela época.
3.1 O modelo educativo vivenciado pelos membros do grupo favorecia o
desenvolvimento da expressividade e da criatividade dos alunos?
Na medida do possível sim. Toda criatividade e forma de expressão eram
exploradas pelo professor. Os alunos eram estimulados a todo o momento, exigia-se
bastante dos mesmos. Naquela época o trabalho com artes era mais intenso, não havia
tanta preocupação em alfabetizar o aluno no ano em que a criança ingressava na escola.
A arte desenvolve a criatividade, proporciona autoconfiança, amplia a bagagem cultural,
facilita o processo de sociabilidade e ainda possibilita a lucratividade, pois existem mais
de trinta profissões ligadas direta ou indiretamente ao Desenho e a Arte em geral.
3.2 Com base nos relatos autobiográficos, qual parecia ser o objetivo das atividades nos
anos iniciais de escolarização? O grupo concorda com esta visão?
Acreditamos que uma sociabilizará entre as partes envolvidas, professores e
alunos, num ritmo saudável de atividades criativas, artísticas e lúdicas, com uma postura
correta dos educadores e educandos, num ambiente que contenha a natureza, com um
espaço calmo para as crianças de diferentes idades conviverem, uma boa alimentação e
a convivência harmoniosa com as famílias dos educados. Proporcionar o
desenvolvimento físico e motor, valorizar as atividades manuais e promover a educação
artística, de modo a sensibilizar o aluno para as diversas formas de expressão estética.
3.3 Como professores, que alternativas o grupo poderia propor para a utilização de
recursos artísticos na sala de aula que proporcionem o pensamento crítico, a formação
sensível e o desenvolvimento da criatividade?
A musicalidade: a música desempenha um papel importante como instrumento
pedagógico, sendo, no entanto, um grande desafio para a área da educação, em um
século em que se privilegiam os avanços tecnológicos.
A música é uma linguagem, que ao mesmo tempo participa como um elemento
essencial de organização, socialização e integração com outras linguagens. Atua
também como um meio facilitador quando há um contexto pedagógico que facilite a
descoberta, a percepção, a experimentação, a criação e as diversas e sempre ricas
possibilidade de expressão, em particular a expressão corporal como base da educação
psicomotora.
A observação da espontaneidade da criança frente à musicalização pode
proporcionar excelente material de estudo acerca de seu desenvolvimento cognitivo,
afetivo e motor, assim como a indiferença a uma estimulação musical pode ser uma
reação concreta e significativa a uma situação vivencial insatisfatória. Tendo
experiências musicais trabalhadas criativamente nos primeiros anos de vida, muito
provavelmente o adulto se realizará como Ser Humano, de forma prazerosa. Através da
musicalização as crianças exaltam seus sentimentos e também desabafam suas
angústias.
Dentro desta perspectiva o professor poderá utilizar a música em todos os
momentos de sua aula, e não só para quebrar a rotina ou para acalmar a petizada.
Através da musicalização o educador cria um ambiente favorável para que seus alunos
aprendam com entusiasmo. Percebendo que as crianças estão em parte desinteressadas
no sentido de aprender, e assim pensando em trazer algo prazeroso que envolva as
crianças que faça com que elas se entusiasmem e sintam alegria em aprender, cativando
e ajudando a minimizar a timidez.
A musicalização pode atrair e envolver as crianças elevando sua auto - estima a
criatividade e a imaginação. Assim pensando na música como recurso pedagógico e não
como um instrumento para tornar a aula diferente, como instrumento que oferece
ocupação e entretenimento aos alunos.
4.QUAL É O PAPEL DA ARTE NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA?
O homem desde o princípio sempre sentiu a necessidade de se expressar
artisticamente, deixando a sua marca no mundo. A Arte é a expressão da vida que,
associada ao processo de criação, transforma-se na capacidade de exercer plenamente a
condição de ser humano. A Arte favorece o desenvolvimento integral do indivíduo,
possibilitando a expressão livre do pensamento e das emoções, desenvolvendo seu
raciocínio com criatividade e imaginação. Criando, o indivíduo torna-se mais seguro
dos seus potenciais e conscientes dos seus limites; torna-se mais autêntico e livre para
fazer suas escolhas.
O uso da Arte na Educação aponta para um cenário em que as respostas
moldadas e impermeáveis não podem mais ser seguidas por pontos finais. Devem, sim,
serem levadas para “seres humanos pensantes”, que possam reconstruí-las e adaptá-las
às suas realidades e às suas necessidades. A Arte na Educação busca a intensificação do
interesse por novas criações, pela reflexão e pelo desenvolvimento de uma capacidade
crítica, visando à formação de sujeitos ativos e autênticos. É exatamente neste sentido
que a Arte na Educação atua como veículo de transformação e um canal para o
vislumbre de novas possibilidades, novos horizontes. “A educação pela arte pode ser
definida como o desenvolvimento da criatividade e das capacidades de expressão e
comunicação de cada um, tem por base a realização pessoal, apelando muito à
imaginação e espontaneidade do indivíduo. Quando se fala em educação pela arte, dá-se
ênfase a todas as formas de expressão que o ser humano possui e é capaz de
desenvolver. A pessoa deve ser estimulada para tomar consciência das suas emoções e a
expressá-las exteriorizando-as.” Helena Veiga
O aluno deve ser trabalhado na sua totalidade: corpo mente e espírito. Através
desse processo, ele automaticamente vê a razão sob uma nova ótica. Na verdade, a
inserção da Arte na Educação propõe uma releitura integral e profunda do processo de
aprendizagem, e não apenas de forma verborrágica.
Educar com Arte significa educar através do contato com o outro, do despertar
dos sentimentos e da troca. É sair de si mesmo para enxergar o outro. O que se almeja é
que a descoberta interiorizada de sentimentos reais evolua para a internalizarão dos
mesmos de maneira consciente e engajada. O Teatro, por exemplo, é uma das
manifestações artísticas que consegue trabalhar o indivíduo e, principalmente, o
coletivo, além de possibilitar o conhecimento histórico e cultural da sua existência
passada e contemporânea.
Devemos saber dos acontecimentos como possibilidades, mas nunca como
limites definitivos ou intransponíveis. O papel do cidadão não pode ser apenas o de
quem constata o que ocorre, mas também o de quem intervém. Não podemos ser apenas
objetos da História. Devemos ser sujeitos ativos. Ninguém pode estar no mundo de uma
forma neutra, passiva, de braços cruzados. A chave que tanto procuramos está e sempre
estará nas mãos de cada um. Chegou a hora de transformar. De transformar com Arte.
Faz-se necessário mudar!
5. QUAIS SÃO AS HABILIDADES FUNDAMENTAIS A SEREM
DESENVOLVIDAS, COM BASE NAS PROPOSTAS DESTES DOCUMENTOS,
PARA CADA UM DOS PILARES DA EXPRESSIVIDADE ARTÍSTICA?
A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da
percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à
experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação,
tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas
produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas.
Esta área também favorece ao aluno relacionar-se criadoramente com as outras
disciplinas do currículo. Por exemplo, o aluno que conhece arte pode estabelecer
relações mais amplas quando estuda um determinado período histórico. Um aluno que
exercita continuamente sua imaginação estará mais habilitado a construir um texto, a
desenvolver estratégias pessoais para resolver um problema matemático.
Conhecendo a arte de outras culturas, o aluno poderá compreender a relatividade
dos valores que estão enraizados nos seus modos de pensar e agir, que pode criar um
campo de sentido para a valorização do que lhe é próprio e favorecer abertura à riqueza
e à diversidade da imaginação humana. Além disso, torna-se capaz de perceber sua
realidade cotidiana mais vivamente, reconhecendo objetos e formas que estão à sua
volta, no exercício de uma observação crítica do que existe na sua cultura, podendo criar
condições para uma qualidade de vida melhor.
Uma função igualmente importante que o ensino da arte tem a cumprir diz
respeito à dimensão social das manifestações artísticas. A arte de cada cultura revela o
modo de perceber, sentir e articular significados e valores que governam os diferentes
tipos de relações entre os indivíduos na sociedade. A arte solicita a visão, a escuta e os
demais sentidos como portas de entrada para uma compreensão mais significativa das
questões sociais. Essa forma de comunicação é rápida e eficaz, pois atinge o interlocutor
por meio de uma síntese ausente na explicação dos fatos.
A arte também está presente na sociedade em profissões que são exercidas nos
mais diferentes ramos de atividades; o conhecimento em artes é necessário no mundo do
trabalho e faz parte do desenvolvimento profissional dos cidadãos.
O ser humano que não conhece arte tem uma experiência de aprendizagem
limitada, escapa-lhe a dimensão do sonho, da força comunicativa dos objetos à sua
volta, da sonoridade instigante da poesia, das criações musicais, das cores e formas, dos
gestos e luzes que buscamos sentido da vida.
6. PLANO DE AULA
Artes – Desenhos, Cores e Imaginação.
Objetivos Específicos:
1.Expressar e comunicar-se com arte, pessoal ou coletivamente, articulando percepção,
imaginação, emoção,sensibilidade e reflexão ao criar e fluir produções artísticas;
2.Interagir com materiais,instrumentos e procedimentos diversos para criar;
3.Ampliar a habilidade de identificar, criar, produzir e improvisar obras de arte;
4. Identificar diferentes e estéticos.
Conteúdos:
1.Um Só Desenho – Vários Efeitos;
2.Cores Primárias,Secundárias, Frias e Quentes.
Habilidades e Competências:
1.Compreender as cores quentes e frias em suas propriedades;;
2.Aumentar suas possibilidades de criação;
3. Aprender a fazer surtir efeitos visuais variados em suas criações;
4.Compreender as emoções e sensações que as cores sugerem;
Procedimentos:
- Pintar os desenhos iguais de cores diferentes;
- Aplicar cores quentes no desenho;
- Aplicar cores frias no desenho;
- Misturar cores quentes e frias no desenho;
- Observar os diferentes resultados do mesmo desenho.
Avaliação:
- Após a definição de objetivos estabelecimentos de critérios, serão colhidas as
informações necessárias para observar se os alunos estão participando das tarefas e
como estão se desenvolvendo, sem discriminação estética, artística, ética ou de gênero.
- O processo de avaliação se pautará em registro de interesse, participação e
desenvolvimento dos alunos.
7. A IMPORTÂNCIA DA APRECIAÇÃO ARTÍSTICA E DO TRABALHO COM
OBRAS DE ARTE PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIATIVIDADE E DA
SENSIBILIDADE INFANTIL
Como sujeito de cultura, a criança precisa conhecer o mundo ao qual está
chegando; para ter condições de se tornar humana, de realizar suas escolhas morais,
religiosas, éticas e estéticas. Esse processo se dá tanto nas situações cotidianas, como na
educação formal.
Ensinamos Arte nas escolas não necessariamente para formar artistas, mas para
aproximar a sociedade da Arte contemporânea, formar um público capaz de apreciar a
Arte dos nossos dias, e renovar os nossos valores artísticos (HOLM,2005, p. 08).
A experiência estética possibilita à criança o enriquecendo do seu repertório
cultural e a ampliação de sua visão de mundo e do seu senso crítico. O contato com
obras de Arte a leva a conhecer outras culturas e seu significado, em função do
estranhamento que vivencia quando se depara com questões que não pertencem ao seu
cotidiano. Sabemos que a apropriação de conhecimentos se dá principalmente pelas
experiências vividas e que, no processo de criação, precisamos reorganizar a todo o
momento os elementos adquiridos na vivência do dia a dia. A criança precisa de
incentivo visual e material para construir seu processo de criação. Como profissionais,
não podemos ser apenas transmissores de conhecimentos, mas pesquisadores e
experiência dores da Arte.
Nesse sentido, é importante conhecermos como a criança se apropria desse
campo de experiência, considerando as diferentes modalidades tais como desenho,
pintura, fotografia, modelagem, escultura, gravura, arquitetura, bordado, a dança e o
teatro. Quanto ao desenho, ele é um modo de expressão próprio da criança, possuindo
uma sintaxe própria.
É assim que, por meio do desenho, a criança cria e recria individualmente formas
expressivas, integrando percepção, imaginação, reflexão e sensibilidade. Ao prazer do
gesto associa-se o prazer da inscrição, a satisfação de deixar a sua marca.
É importante que o profissional da Educação Infantil, ofereça às crianças o
contato com diferentes tipos de desenhos e obras de Arte e que possibilite que elas
façam a leitura de suas produções e escutem a de outros. Enfim, o desenho infantil é um
universo cheio de mundos a serem explorados. Apesar de serem formas de expressão
diferentes o trabalho com a pintura, a fotografia, a colagem, a modelagem podem ser
desenvolvidos considerando os elementos colocados na evolução do desenho,
respeitando-se é claro suas especificidades.
8. CONCLUSÃO
Através das artes podemos ler e escrever o mundo. Essa que é a leitura mais
importante para o desenvolvimento cognitivo. Não podemos ler e escrever sem primeiro
fazer uma conexão com o nosso interior e com o mundo ao nosso redor.
A imposição de aplicar desenhos prontos para a criança faz com que ela não
estimule o seu raciocínio, e com isso exercitar o seu pensamento; fator que faz com que
ela desenvolva a sua personalidade, o que a torna independente se percebendo capaz de
fazer suas próprias construções sem precisar de modelos já pré-fabricados.
Concluímos que o papel da escola é o de ir além das vivencias artísticas com as
quais o aluno está habituado, devendo levá-lo a conhecer outras épocas outras histórias,
outras culturas e muitas outras formas de expressão, cabe ao professor fazer com que a
criança compreenda o mundo ao qual está inserida. Como futuros educadores deveram
aguçar interesse por buscar sempre o novo, apresentando sempre novos materiais e
levantando questões sobre eles.
Acreditamos que para o ensino de arte venha se fazer presente na educação
infantil, é necessário ligá-la ao lúdico, ao criar, imaginar, ao brincar, possibilitando ao
educando não somente o conhecimento cognitivo, mas principalmente do sensível. Um
elemento importantíssimo é que o professor seja um elo entre o aluno e o conhecimento
instigando e não impondo um modelo a ser seguido e permitir que estas possam
inventar descobrir, redescobrir, sonhar livremente, colocando no papel as idéias que
surgem em seus pensamentos, dando asas a sua imaginação.
REFERENCIAS
SILVA, Marília. SILVA, Tatiane. A importância das artes na formação das crianças da
Educação Infantil. IV EDIPE – Encontro Estadual de Didática e Prática de Ensino.
CUNHA, Susana R. V. da (Org.) et al. As artes no universo infantil. Porto Alegre:
Mediação, 2012. Acesso em 24 de agosto de 2015
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais -
Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997.
AROUCA, Carlos. Como fazer a leitura de obras de Arte? In: Revista Bravo! Online.
URL: Acesso em: 24 de agosto de 2015.
ARTES NA ESCOLA disponível no site: http://pt.slideshare.net/doromarra/por-
que-estudar-arte-na-escola acesso em 02 de setembro de 2015.
ARTES, CRIATIVIDADES E RECREAÇÃO NA ESCOLA disponível no site:
http://educador.brasilescola.com/orientacoes/a-importancia-estimular-arte-na-crianca.htm]
acesso em 01 de setembro de 2015.

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Artes recreação e criatividade

  • 1. UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP POLO AQUIDAUANA Atividade Prática Supervisionada Disciplina: Arte, Criatividade e Recreação Pedagogia - 6º Semestre Acadêmicos: Atividade Prática Supervisionada (ATPS) entregue como requisito para conclusão da disciplina “Arte, Criatividade e Recreação”, sob orientação da professora- tutora presencial:. Aquidauana, setembro de 2015.
  • 2. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO --------------------------------------------------------------------------------- ---- 03 2. Influência da Escola na Criatividade das Acadêmicas ---------------------------------- --- 04 2.1 Bruna ---------------------------------------------------------------------------------------- --- 04 2.2Gislaine ------------------------------------------------------------------------------------------- ---- 04 2.3 Hendi --------------------------------------------------------------------------------------------- --- 05 2.4 Nuncia -------------------------------------------------------------------------------------------- --- 06 2.5 Patrícia-------------------------------------------------------------------------------------------- ----06 3. Discussões Coletivas ---------------------------------------------------------------------------- --- 06 3.1 O modelo educativo vivenciado pelos membros do grupo favorecia o desenvolvimento da expressividade e da criatividade dos alunos? --------------------------- ---------------------------- 07 3.2 Com base nos relatos autobiográficos, qual parecia ser o objetivo das atividades nos anos iniciais de escolarização? O grupo concorda com esta visão? -------------------------- ---------- 07 3.3 Como professores, que alternativas o grupo poderia propor para a utilização de recursos artísticos na sala de aula que proporcionem o pensamento crítico, a formação sensível e o desenvolvimento da criatividade? -------------------------------------------------- ------------------ 07 4.Qual é o papel da arte na educação contemporânea? ------------------------------------ --- 08
  • 3. 5. Quais são as habilidades fundamentais a serem desenvolvidas, com base nas propostas destes documentos, para cada um dos pilares da expressividade artística?--------------- 09 6. Plano de aula – Artes --------------------------------------------------------------------------- --- 10 7. A importância da apreciação artística e do trabalho com obras de arte para o desenvolvimento da criatividade e da sensibilidade infantil ------------------------------ ---- 11 8. CONCLUSÃO ----------------------------------------------------------------------------------- --- 13 REFERÊNCIAS ------------------------------------------------------------------------------------ --- 14 1. INTRODUÇÃO Arte faz parte do ser humano e da sociedade desde a pré-história até os dias atuais; fez e faz parte de toda produção cultural do homem, introduz novos modos de pensar, novas relações, novos pensamentos e idéias, emoções e anseios que habitam no interior tanto do homem como da sociedade. E, ainda capacita o indivíduo no seu modo de interpretar, compreender, representar, imaginar o mundo. Atualmente, não há um conceito exato para o que se é Arte. Sabe-se que nosso planeta vem sofrendo modificações culturais, e, a Arte, consequentemente tem sofrido transformações.
  • 4. Antigamente, a beleza estava vinculada a Arte, hoje, nem sempre vem isso. No entanto, ela não perdeu sua essência, está ligada intimamente ao Homem, em si, a Sociedade e a cultura inserida na mesma. Se olharmos a nossa volta, veremos que estamos rodeados pela Arte. Ela domina todo espaço em que vivemos, determina nosso modo de ser; o que somos individual e coletivamente. 2. INFLUÊNCIA DA ESCOLA NA CRIATIVIDADE DAS ACADÊMICAS 2.1 Bruna Só tive Artes na 7ª série e 8ª série e antes desse período era Educação Artística. Não me lembro quase nada das aulas de Educação artística, nem mesmo do professor; já as aulas de artes ficaram na minha memória. Nos primeiro semestre da 7ª série aprendemos costurar a mão, tínhamos um pano, onde aprendemos a casear e fazer barra com ponto invisível. Nos segundo semestre aprendemos a bordar, esse mesmo pano fizemos vários bordados, ponto cheio, ponto haste, aplicações.
  • 5. No ano seguinte, já na 8ª serie, no primeiro semestre aprendemos o crochê, eu já sabia então fiz um vestido amarelo para minha afilhada que na época deveria ter por volta de uns tres aninhos, ficou lindo. No segundo semestre aprendemos tricô, também já sabia, fiz então um conjunto de casaquinho e sapatinho azul, pois me primo Cristiano ia nascer. Eu gostava muito dessas aulas, pois sempre gostei muito de trabalhos manuais, aliás, faço até hoje, sempre que tenho um tempinho. 2.2 Gislaine Durante as aulas da disciplina de Arte e minha relação com a criatividade era considerável, pois eu era uma aluna atuante e participativa nos horários da aula. Recordo-me que eu fazia parte de grupo de teatro eu particularmente adorava encenar e apresentação de trabalhos sempre me destacava com êxito nos trabalhos sempre tirando notas muito acima da média e fazia com muito prazer os trabalhos confeccionados dentro de sala de aula como desenhos livres, maquetes entre outros. A meu ver eu tinha muita convicção e domínio diante das manifestações artísticas relacionada à apresentação de trabalhos quando se tratava de seminário contexto da disciplina Arte. No período da Pré-escola, havia muitos trabalhos feitos com massinha, recorte, desenhos livres, músicas infantis, historinhas e apresentações em datas alusivas e comemorativas. No período do Ensino Fundamental, havia trabalhos feitos com datas comemorativas e sobre diversas culturas existentes no Brasil, cores, símbolos, peças teatrais e apresentação musical. No período do Ensino Médio, havia trabalhos envolvendo os principais personagens clássicos musicais, artistas literários e criadores de grandes obras de artes consagrados internacionalmente, desenvolvimento de peças teatrais de nossa autoria e de autores famosos para apresentação, palestras sobre conscientização com relação à saúde, encenação, jogos confeccionados pelos alunos e mímicas. 2.3 Hendi
  • 6. Na minha época essa matéria de Artes chamava- se Educação Artística. A professora sentava na cadeira em frente a lousa, trazia desenho para os alunos pintarem ou ela e mandávamos a desenhar algo livre.Pintávamos, recortávamos, ajudávamos a preparar coisas para o dia do índio, fazíamos bandeirinhas para as festas juninas, uma vez fizemos dobraduras (na qual não foi ensinada nenhuma técnica ou coisa assim). Mas na maioria das vezes se resumiria numa aula em que a professora trazia desenho e os alunos pintavam. Tudo dependia da criatividade da professora em relacionar o assunto que a gente tinha que aprender com um tipo de arte que a gente pudesse fazer. Já faz um bom tempo então não me lembro de tudo. 2.4 Nuncia Como era a arte, na minha época, a Professora explicava o conteúdo e nos fazíamos às atividades como pintar o desenho, recortar as figuras colar no caderno; utilizando as matérias como, por exemplo: tesoura, cola, caderno, tinta guache, pincel, papel sulfite, lápis, caneta, lápis de cor, papel manilha e borracha. A professora sempre trazia o melhor para sala de aula, para ter mais conhecimentos sobre a arte, não somente desenhar e pintar, mais sim, para que o aluno mostra a sua criatividade como desenhar algo livre. Em cada comemoração como dia do Índio, dia das mães, dia dos pais, dia da água, e entre outros, fazíamos as pinturas, redação sobre o tema, passeio dentro da comunidade. Isso é importante porque a professora levava a gente fora da escola, isso não significa que os alunos não o respeitavam a professora, mais sim para conhecer algo diferente, ver a natureza, a paisagem, e depois relatar no caderno o que vimos. 2.5Patrícia Na minha infância a arte foi muito marcante, todos adorávamos as aulas que sempre era muito criativa e o que eu mais gostava era pintura com tinta guache, adorava criar cores misturando as tintas. O que a professora fazia para nós era o possível de conhecermos o
  • 7. que é uma arte, tudo o que esta ao redor de nós, não semente quadros, desenhos, e outros. A Professora dividia-se os alunos em trio ou quarteto, para fazer as atividades propostas, para sair bem à atividade, à produção, à criatividade de cada aluno. Isso é um pouco que lembro sobre a aula de artes. As aulas eram sempre muito dinâmicas e com momentos de socialização e integração com todos os alunos da turma. Essa foi sem dúvidas uma das disciplinas que mais me despertava interesse, pois eu era uma aluna muito comunicativa e interagia com frequência. 3. DISCUSSÕES COLETIVAS De acordo com as vivencias e memórias escolares retratadas por cada uma de nós e nítido observarmos a valorização ensino de artes, cada qual a sua época, a sua maneira. Apresentações de danças, reescritas de lendas, confecções de lembranças, trabalhos com materiais recicláveis, teatros, trabalhos artesanais entre outras coisas. Era tudo levado a sério e feito com muita dedicação e carinho por todos, mesmo com toda limitação de materiais às vezes naquela época. 3.1 O modelo educativo vivenciado pelos membros do grupo favorecia o desenvolvimento da expressividade e da criatividade dos alunos? Na medida do possível sim. Toda criatividade e forma de expressão eram exploradas pelo professor. Os alunos eram estimulados a todo o momento, exigia-se bastante dos mesmos. Naquela época o trabalho com artes era mais intenso, não havia tanta preocupação em alfabetizar o aluno no ano em que a criança ingressava na escola. A arte desenvolve a criatividade, proporciona autoconfiança, amplia a bagagem cultural,
  • 8. facilita o processo de sociabilidade e ainda possibilita a lucratividade, pois existem mais de trinta profissões ligadas direta ou indiretamente ao Desenho e a Arte em geral. 3.2 Com base nos relatos autobiográficos, qual parecia ser o objetivo das atividades nos anos iniciais de escolarização? O grupo concorda com esta visão? Acreditamos que uma sociabilizará entre as partes envolvidas, professores e alunos, num ritmo saudável de atividades criativas, artísticas e lúdicas, com uma postura correta dos educadores e educandos, num ambiente que contenha a natureza, com um espaço calmo para as crianças de diferentes idades conviverem, uma boa alimentação e a convivência harmoniosa com as famílias dos educados. Proporcionar o desenvolvimento físico e motor, valorizar as atividades manuais e promover a educação artística, de modo a sensibilizar o aluno para as diversas formas de expressão estética. 3.3 Como professores, que alternativas o grupo poderia propor para a utilização de recursos artísticos na sala de aula que proporcionem o pensamento crítico, a formação sensível e o desenvolvimento da criatividade? A musicalidade: a música desempenha um papel importante como instrumento pedagógico, sendo, no entanto, um grande desafio para a área da educação, em um século em que se privilegiam os avanços tecnológicos. A música é uma linguagem, que ao mesmo tempo participa como um elemento essencial de organização, socialização e integração com outras linguagens. Atua também como um meio facilitador quando há um contexto pedagógico que facilite a descoberta, a percepção, a experimentação, a criação e as diversas e sempre ricas possibilidade de expressão, em particular a expressão corporal como base da educação psicomotora. A observação da espontaneidade da criança frente à musicalização pode proporcionar excelente material de estudo acerca de seu desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor, assim como a indiferença a uma estimulação musical pode ser uma reação concreta e significativa a uma situação vivencial insatisfatória. Tendo experiências musicais trabalhadas criativamente nos primeiros anos de vida, muito provavelmente o adulto se realizará como Ser Humano, de forma prazerosa. Através da musicalização as crianças exaltam seus sentimentos e também desabafam suas angústias.
  • 9. Dentro desta perspectiva o professor poderá utilizar a música em todos os momentos de sua aula, e não só para quebrar a rotina ou para acalmar a petizada. Através da musicalização o educador cria um ambiente favorável para que seus alunos aprendam com entusiasmo. Percebendo que as crianças estão em parte desinteressadas no sentido de aprender, e assim pensando em trazer algo prazeroso que envolva as crianças que faça com que elas se entusiasmem e sintam alegria em aprender, cativando e ajudando a minimizar a timidez. A musicalização pode atrair e envolver as crianças elevando sua auto - estima a criatividade e a imaginação. Assim pensando na música como recurso pedagógico e não como um instrumento para tornar a aula diferente, como instrumento que oferece ocupação e entretenimento aos alunos. 4.QUAL É O PAPEL DA ARTE NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA? O homem desde o princípio sempre sentiu a necessidade de se expressar artisticamente, deixando a sua marca no mundo. A Arte é a expressão da vida que, associada ao processo de criação, transforma-se na capacidade de exercer plenamente a condição de ser humano. A Arte favorece o desenvolvimento integral do indivíduo, possibilitando a expressão livre do pensamento e das emoções, desenvolvendo seu raciocínio com criatividade e imaginação. Criando, o indivíduo torna-se mais seguro dos seus potenciais e conscientes dos seus limites; torna-se mais autêntico e livre para fazer suas escolhas. O uso da Arte na Educação aponta para um cenário em que as respostas moldadas e impermeáveis não podem mais ser seguidas por pontos finais. Devem, sim, serem levadas para “seres humanos pensantes”, que possam reconstruí-las e adaptá-las às suas realidades e às suas necessidades. A Arte na Educação busca a intensificação do interesse por novas criações, pela reflexão e pelo desenvolvimento de uma capacidade crítica, visando à formação de sujeitos ativos e autênticos. É exatamente neste sentido que a Arte na Educação atua como veículo de transformação e um canal para o vislumbre de novas possibilidades, novos horizontes. “A educação pela arte pode ser definida como o desenvolvimento da criatividade e das capacidades de expressão e comunicação de cada um, tem por base a realização pessoal, apelando muito à imaginação e espontaneidade do indivíduo. Quando se fala em educação pela arte, dá-se ênfase a todas as formas de expressão que o ser humano possui e é capaz de
  • 10. desenvolver. A pessoa deve ser estimulada para tomar consciência das suas emoções e a expressá-las exteriorizando-as.” Helena Veiga O aluno deve ser trabalhado na sua totalidade: corpo mente e espírito. Através desse processo, ele automaticamente vê a razão sob uma nova ótica. Na verdade, a inserção da Arte na Educação propõe uma releitura integral e profunda do processo de aprendizagem, e não apenas de forma verborrágica. Educar com Arte significa educar através do contato com o outro, do despertar dos sentimentos e da troca. É sair de si mesmo para enxergar o outro. O que se almeja é que a descoberta interiorizada de sentimentos reais evolua para a internalizarão dos mesmos de maneira consciente e engajada. O Teatro, por exemplo, é uma das manifestações artísticas que consegue trabalhar o indivíduo e, principalmente, o coletivo, além de possibilitar o conhecimento histórico e cultural da sua existência passada e contemporânea. Devemos saber dos acontecimentos como possibilidades, mas nunca como limites definitivos ou intransponíveis. O papel do cidadão não pode ser apenas o de quem constata o que ocorre, mas também o de quem intervém. Não podemos ser apenas objetos da História. Devemos ser sujeitos ativos. Ninguém pode estar no mundo de uma forma neutra, passiva, de braços cruzados. A chave que tanto procuramos está e sempre estará nas mãos de cada um. Chegou a hora de transformar. De transformar com Arte. Faz-se necessário mudar! 5. QUAIS SÃO AS HABILIDADES FUNDAMENTAIS A SEREM DESENVOLVIDAS, COM BASE NAS PROPOSTAS DESTES DOCUMENTOS, PARA CADA UM DOS PILARES DA EXPRESSIVIDADE ARTÍSTICA? A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas. Esta área também favorece ao aluno relacionar-se criadoramente com as outras disciplinas do currículo. Por exemplo, o aluno que conhece arte pode estabelecer relações mais amplas quando estuda um determinado período histórico. Um aluno que
  • 11. exercita continuamente sua imaginação estará mais habilitado a construir um texto, a desenvolver estratégias pessoais para resolver um problema matemático. Conhecendo a arte de outras culturas, o aluno poderá compreender a relatividade dos valores que estão enraizados nos seus modos de pensar e agir, que pode criar um campo de sentido para a valorização do que lhe é próprio e favorecer abertura à riqueza e à diversidade da imaginação humana. Além disso, torna-se capaz de perceber sua realidade cotidiana mais vivamente, reconhecendo objetos e formas que estão à sua volta, no exercício de uma observação crítica do que existe na sua cultura, podendo criar condições para uma qualidade de vida melhor. Uma função igualmente importante que o ensino da arte tem a cumprir diz respeito à dimensão social das manifestações artísticas. A arte de cada cultura revela o modo de perceber, sentir e articular significados e valores que governam os diferentes tipos de relações entre os indivíduos na sociedade. A arte solicita a visão, a escuta e os demais sentidos como portas de entrada para uma compreensão mais significativa das questões sociais. Essa forma de comunicação é rápida e eficaz, pois atinge o interlocutor por meio de uma síntese ausente na explicação dos fatos. A arte também está presente na sociedade em profissões que são exercidas nos mais diferentes ramos de atividades; o conhecimento em artes é necessário no mundo do trabalho e faz parte do desenvolvimento profissional dos cidadãos. O ser humano que não conhece arte tem uma experiência de aprendizagem limitada, escapa-lhe a dimensão do sonho, da força comunicativa dos objetos à sua volta, da sonoridade instigante da poesia, das criações musicais, das cores e formas, dos gestos e luzes que buscamos sentido da vida. 6. PLANO DE AULA Artes – Desenhos, Cores e Imaginação. Objetivos Específicos: 1.Expressar e comunicar-se com arte, pessoal ou coletivamente, articulando percepção, imaginação, emoção,sensibilidade e reflexão ao criar e fluir produções artísticas; 2.Interagir com materiais,instrumentos e procedimentos diversos para criar; 3.Ampliar a habilidade de identificar, criar, produzir e improvisar obras de arte;
  • 12. 4. Identificar diferentes e estéticos. Conteúdos: 1.Um Só Desenho – Vários Efeitos; 2.Cores Primárias,Secundárias, Frias e Quentes. Habilidades e Competências: 1.Compreender as cores quentes e frias em suas propriedades;; 2.Aumentar suas possibilidades de criação; 3. Aprender a fazer surtir efeitos visuais variados em suas criações; 4.Compreender as emoções e sensações que as cores sugerem; Procedimentos: - Pintar os desenhos iguais de cores diferentes; - Aplicar cores quentes no desenho; - Aplicar cores frias no desenho; - Misturar cores quentes e frias no desenho; - Observar os diferentes resultados do mesmo desenho. Avaliação: - Após a definição de objetivos estabelecimentos de critérios, serão colhidas as informações necessárias para observar se os alunos estão participando das tarefas e como estão se desenvolvendo, sem discriminação estética, artística, ética ou de gênero. - O processo de avaliação se pautará em registro de interesse, participação e desenvolvimento dos alunos.
  • 13. 7. A IMPORTÂNCIA DA APRECIAÇÃO ARTÍSTICA E DO TRABALHO COM OBRAS DE ARTE PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIATIVIDADE E DA SENSIBILIDADE INFANTIL Como sujeito de cultura, a criança precisa conhecer o mundo ao qual está chegando; para ter condições de se tornar humana, de realizar suas escolhas morais, religiosas, éticas e estéticas. Esse processo se dá tanto nas situações cotidianas, como na educação formal. Ensinamos Arte nas escolas não necessariamente para formar artistas, mas para aproximar a sociedade da Arte contemporânea, formar um público capaz de apreciar a Arte dos nossos dias, e renovar os nossos valores artísticos (HOLM,2005, p. 08). A experiência estética possibilita à criança o enriquecendo do seu repertório cultural e a ampliação de sua visão de mundo e do seu senso crítico. O contato com obras de Arte a leva a conhecer outras culturas e seu significado, em função do estranhamento que vivencia quando se depara com questões que não pertencem ao seu cotidiano. Sabemos que a apropriação de conhecimentos se dá principalmente pelas experiências vividas e que, no processo de criação, precisamos reorganizar a todo o momento os elementos adquiridos na vivência do dia a dia. A criança precisa de incentivo visual e material para construir seu processo de criação. Como profissionais, não podemos ser apenas transmissores de conhecimentos, mas pesquisadores e experiência dores da Arte. Nesse sentido, é importante conhecermos como a criança se apropria desse campo de experiência, considerando as diferentes modalidades tais como desenho, pintura, fotografia, modelagem, escultura, gravura, arquitetura, bordado, a dança e o teatro. Quanto ao desenho, ele é um modo de expressão próprio da criança, possuindo uma sintaxe própria. É assim que, por meio do desenho, a criança cria e recria individualmente formas expressivas, integrando percepção, imaginação, reflexão e sensibilidade. Ao prazer do gesto associa-se o prazer da inscrição, a satisfação de deixar a sua marca. É importante que o profissional da Educação Infantil, ofereça às crianças o contato com diferentes tipos de desenhos e obras de Arte e que possibilite que elas façam a leitura de suas produções e escutem a de outros. Enfim, o desenho infantil é um universo cheio de mundos a serem explorados. Apesar de serem formas de expressão
  • 14. diferentes o trabalho com a pintura, a fotografia, a colagem, a modelagem podem ser desenvolvidos considerando os elementos colocados na evolução do desenho, respeitando-se é claro suas especificidades. 8. CONCLUSÃO Através das artes podemos ler e escrever o mundo. Essa que é a leitura mais importante para o desenvolvimento cognitivo. Não podemos ler e escrever sem primeiro fazer uma conexão com o nosso interior e com o mundo ao nosso redor. A imposição de aplicar desenhos prontos para a criança faz com que ela não estimule o seu raciocínio, e com isso exercitar o seu pensamento; fator que faz com que ela desenvolva a sua personalidade, o que a torna independente se percebendo capaz de fazer suas próprias construções sem precisar de modelos já pré-fabricados. Concluímos que o papel da escola é o de ir além das vivencias artísticas com as quais o aluno está habituado, devendo levá-lo a conhecer outras épocas outras histórias, outras culturas e muitas outras formas de expressão, cabe ao professor fazer com que a criança compreenda o mundo ao qual está inserida. Como futuros educadores deveram aguçar interesse por buscar sempre o novo, apresentando sempre novos materiais e levantando questões sobre eles. Acreditamos que para o ensino de arte venha se fazer presente na educação infantil, é necessário ligá-la ao lúdico, ao criar, imaginar, ao brincar, possibilitando ao educando não somente o conhecimento cognitivo, mas principalmente do sensível. Um elemento importantíssimo é que o professor seja um elo entre o aluno e o conhecimento instigando e não impondo um modelo a ser seguido e permitir que estas possam inventar descobrir, redescobrir, sonhar livremente, colocando no papel as idéias que surgem em seus pensamentos, dando asas a sua imaginação.
  • 15. REFERENCIAS SILVA, Marília. SILVA, Tatiane. A importância das artes na formação das crianças da Educação Infantil. IV EDIPE – Encontro Estadual de Didática e Prática de Ensino. CUNHA, Susana R. V. da (Org.) et al. As artes no universo infantil. Porto Alegre: Mediação, 2012. Acesso em 24 de agosto de 2015 BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais - Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997. AROUCA, Carlos. Como fazer a leitura de obras de Arte? In: Revista Bravo! Online. URL: Acesso em: 24 de agosto de 2015. ARTES NA ESCOLA disponível no site: http://pt.slideshare.net/doromarra/por- que-estudar-arte-na-escola acesso em 02 de setembro de 2015. ARTES, CRIATIVIDADES E RECREAÇÃO NA ESCOLA disponível no site: http://educador.brasilescola.com/orientacoes/a-importancia-estimular-arte-na-crianca.htm] acesso em 01 de setembro de 2015.