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Era uma vez uma galinha que todos os dias punha um ovo. E todos osdias vinha a dona, com uma cestinha, tirar-lho.- Já pus ...
Logo aí tratou de fazer o seu ninho com folhas secas, palhas,penugem, farrapos de lã. Nunca se vira ninho mais lindo, redo...
Quando voltou, qual não foi o seuespanto ao ver o ninho cheio deovos de todos os tamanhos efeitios.-Cocorocó… Que vem a se...
Até que…crac! O primeiro ovo estalou e de lá saiu um bicharoco debico retorcido.                        - Ai, mas que filh...
No dia seguinte, outro ovo se abriu e de lá saiu, rastejando, umacriatura comprida e sarapintada.                         ...
Nessa     mesma     tarde,   omaior de todos os ovospartiu-se      ao   meio.    Agalinha             espreitou,desconfiad...
Faltavam ainda dois ovos. Que esconderiam lá dentro! A galinhacuriosa, picou um deles. Mas ia caindo para o lado.         ...
Ainda se não tinha calado quando sentiu um reboliço no último.Ao ver uma penugem amarela, bateu as asas de contentamento e...
Mas como podia elaabandoná-los depois de oster chocado com tantoamor?Que outra mãe havia detratar deles?Era feliz, mas viv...
O crocodilo só estava bemdentro de água e ela não sabianadar.
A serpente metia-se por todos os buracos e ela era gorda demaispara a poder ir buscar.
A avestruz, essa, devorava tudo, não havia comida que lhechegasse.
Só o pinto, naturalmente, se portava como um pinto.
Mas ela de todos gostava. De todos cuidava.
Coçava a serpente quando ela tinha cócegas, porque à pobrezinhafaltavam as patas.
Enrouquecia de tanto tagarelar com o papagaio, que queriasempre conversa.
Cansava-se a carregar petiscos para a comilona da avestruz.
Esgravatava o chão em busca de sementes para o pinto.
E nos intervalos lavava as dentuças ao crocodilo.
Tudo parecia correr bem atéque apareceu no bosque umrapaz.- Ah, que belo frango! – disseele, ao ver o filho verdadeiro dag...
Foi então que a serpente, ao ver o que se passava, se pôs a assobiarà sua frente, mostrando os dentes de veneno.- Ai, uma ...
Foi a vez de o crocodilo avançar de boca aberta.- Ai, que este me come! – gritou novamente o rapaz, subindo para aoutra ma...
Aí estava o papagaio, empoleirado numa árvore:                És ladrão, és ladrão,                vou prender-te na prisã...
Mas logo atrás de si começou a ouvir uns passos, primeiro distantes,depois cada vez mais próximos. A grande velocidade. Er...
Às costas da irmã avestruz, ofrango     voltou     para      casa.     Parafestejar, a galinha juntou todos osfilhos e fez...
Depois do jantar, os filhos fizeram uma roda à volta dagalinha e puseram-se a cantar:                 Somos todos irmãos, ...
FIMAutor: Profª Mª do Céu Vilas BoasAdaptação: Profª Júlia Carvalho
Os Ovos Misteriosos
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Os Ovos Misteriosos

  1. 1. Era uma vez uma galinha que todos os dias punha um ovo. E todos osdias vinha a dona, com uma cestinha, tirar-lho.- Já pus 1000 ovos. Podia ser mãe de mil filhos. Mas não tenhonenhum por causa da gente gulosa. – cacarejou certa manhã agalinha. – Vou fugir.Se bem o pensou, melhor o fez. Quando a dona entrou na capoeira,como de costume, esgueirou-se pela porta aberta. Só parou na mata.
  2. 2. Logo aí tratou de fazer o seu ninho com folhas secas, palhas,penugem, farrapos de lã. Nunca se vira ninho mais lindo, redondo,confortável. Sentou-se nele e pôs um ovo muito branquinho.-Vou encher a barriga antes de começar a chocar, que aquininguém me traz de comer – resolveu a galinha, afastando-se embusca de almoço.Demorou-se, porque ali tudo lhe era estranho.
  3. 3. Quando voltou, qual não foi o seuespanto ao ver o ninho cheio deovos de todos os tamanhos efeitios.-Cocorocó… Que vem a ser isto? –disse ela. – Na minha capoeiratiravam-me os ovos, aqui oferecem-mos. Mas que sorte. E logo seaninhou.Daí por diante, a galinha mal saíado choco. Estava preguiçosa,sentia o corpo quente como umabotija.O tempo foi passando. Quanto, nãosabia, porque não aprendera acontar nem se guiava pelocalendário.
  4. 4. Até que…crac! O primeiro ovo estalou e de lá saiu um bicharoco debico retorcido. - Ai, mas que filho, eu até desmaio! Em vez de ser pinto é um papagaio.- exclamou a galinha.
  5. 5. No dia seguinte, outro ovo se abriu e de lá saiu, rastejando, umacriatura comprida e sarapintada. Ai, mas que filho, como ele é diferente! Em vez de ser pinto é uma serpente.- exclamou a galinha.
  6. 6. Nessa mesma tarde, omaior de todos os ovospartiu-se ao meio. Agalinha espreitou,desconfiada. Ao ver o quetinha à sua frente, pôs-sea cacarejar: Ai, mas que filho, este é de truz! Em vez de ser pinto é uma avestruz.
  7. 7. Faltavam ainda dois ovos. Que esconderiam lá dentro! A galinhacuriosa, picou um deles. Mas ia caindo para o lado. Ai, mas que filho! Deve vir do Nilo! Em vez de ser pinto é um crocodilo.
  8. 8. Ainda se não tinha calado quando sentiu um reboliço no último.Ao ver uma penugem amarela, bateu as asas de contentamento eescancarou o bico: Ai, mas que filho! Diz o meu instinto que este finalmente é mesmo um pinto.- Olhem a minha ninhada! – mostrava ela às galinhas do mato. – É tãovariada, é tão engraçada.- Trata só do teu pinto. Não ligues aos outros bichos. – aconselhava aperdiz.
  9. 9. Mas como podia elaabandoná-los depois de oster chocado com tantoamor?Que outra mãe havia detratar deles?Era feliz, mas vivia numdesassossego.O papagaio voava para asárvores e ela não sabiavoar.
  10. 10. O crocodilo só estava bemdentro de água e ela não sabianadar.
  11. 11. A serpente metia-se por todos os buracos e ela era gorda demaispara a poder ir buscar.
  12. 12. A avestruz, essa, devorava tudo, não havia comida que lhechegasse.
  13. 13. Só o pinto, naturalmente, se portava como um pinto.
  14. 14. Mas ela de todos gostava. De todos cuidava.
  15. 15. Coçava a serpente quando ela tinha cócegas, porque à pobrezinhafaltavam as patas.
  16. 16. Enrouquecia de tanto tagarelar com o papagaio, que queriasempre conversa.
  17. 17. Cansava-se a carregar petiscos para a comilona da avestruz.
  18. 18. Esgravatava o chão em busca de sementes para o pinto.
  19. 19. E nos intervalos lavava as dentuças ao crocodilo.
  20. 20. Tudo parecia correr bem atéque apareceu no bosque umrapaz.- Ah, que belo frango! – disseele, ao ver o filho verdadeiro dagalinha. . -Vou assá-lo para ojantar.- Cocorococó – refilou agalinha, o que quer dizer nasua língua «Não lhe toques,senão pico-te».O rapaz riu. Pois, quem temmedo de uma galinha? Eapanhou o frango.
  21. 21. Foi então que a serpente, ao ver o que se passava, se pôs a assobiarà sua frente, mostrando os dentes de veneno.- Ai, uma serpente! – gritou ele e atirou-se ao lago para lhe escapar.
  22. 22. Foi a vez de o crocodilo avançar de boca aberta.- Ai, que este me come! – gritou novamente o rapaz, subindo para aoutra margem, sempre com o frango debaixo do braço.
  23. 23. Aí estava o papagaio, empoleirado numa árvore: És ladrão, és ladrão, vou prender-te na prisão! És ladrão, és ladrão, vou prender-te na prisão!- Um polícia… - assustou-se o moço. – Deixa-me fugir.
  24. 24. Mas logo atrás de si começou a ouvir uns passos, primeiro distantes,depois cada vez mais próximos. A grande velocidade. Era a avestruz.Apavorado, pensando que um polícia o perseguia, o rapaz largou a ave esó parou, esbaforido, na aldeia.
  25. 25. Às costas da irmã avestruz, ofrango voltou para casa. Parafestejar, a galinha juntou todos osfilhos e fez-lhes um bolo com váriosandares.Um tinha milho para o frango.Outro, peixe para o crocodilo.Outro, fruta para o papagaio.Outro, ratos para a serpente.E por cima, a enfeitar, seteberlindes, um martelo e vintepregos, porque a avestruz sógostava de pitéus extravagantes.
  26. 26. Depois do jantar, os filhos fizeram uma roda à volta dagalinha e puseram-se a cantar: Somos todos irmãos, somos todos diferentes: há uns que têm bico, outros que têm dentes, há uns que têm escamas, outros que têm asas, na terra e na água fazemos nossas casas. Eu só tenho pescoço Eu voo pelo ar. Eu nado a quatro patas. Eu cá gosto de andar. Somos todos diferentes mas todos queremos bem à boa galinha que é nossa mãe. Luísa Ducla Soares
  27. 27. FIMAutor: Profª Mª do Céu Vilas BoasAdaptação: Profª Júlia Carvalho

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