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Discurso de josé miguel baptista 25 de abril

  1. 1. - Exma. Sra. Presidente da Assembleia Municipal do Entroncamento,Dra. Isilda Aguincha;- Exmo. Sr. Presidente do Município do Entroncamento,Sr. Jaime Ramos e distintos Vereadores;- Exmos. Srs. Presidentes das Juntas de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima e de SãoJoão Baptista, Sr. Manuel Bilreiro e Dra. Teresa Martins, respectivamente;- Srs. Eleitos Municipais e de Freguesia;- Autoridades Civis e Militares e Autoridades Religiosas;- Senhoras e Senhores Convidados;- Minhas Senhoras e Meus Senhores;Tornou-se hábito corrente na sociedade portuguesa, nas cerimónias anuais deexaltação desta data, relembrar Abril como a vida da Nação portuguesa e o princípiode um tempo de glórias e sucessos que se diz ter culminado num fracasso político emtoda a linha e do qual resta hoje um Portugal cinzento, longe do progresso e semparalelo com os seus pares. Portugal, o ente bem comportado da velha Europa é hoje,indiscutivelmente, o incumpridor, o elo mais fraco, o que se ajoelha diante das Naçõesditas civilizadas a pedir confiança. A confiança advém da credibilidade e esta só os quea praticam são dignos de a ostentar. Muitos são aqueles que, em nome da Pátria, seserviram dela em vez de a servirem, usaram um país em lugar de o enaltecerem. Hoje,o dia que alguns querem tomar como sua propriedade, parece-me um dia perfeitopara relembrar aos mais esquecidos que Portugal é fruto de uma conquista com maisde oito séculos, com as fronteiras mais antigas da Europa e com a democracia comoregime implementado, mesmo que com os erros que todos admitimos. Abril, ou seja, ademocracia não é conquista senão de um povo como um todo e está muito para alémdo uso de um adereço floral que em si não é mais do que isso mesmo, um adereço. Omesmo povo que outrora viu os seus filhos deixados à sorte numa guerra inglória emnome da pátria. A mesma pátria que deixou milhares de famílias numa verdadeiraagonia social que, ao regressarem ao seu país, desprotegidos pela infeliz política dedescolonização, se viram forçadas a lançar de novo a rede à sorte.Se as escolhas políticas de outrora foram manifestamente erradas e os seus agentesbenevolamente tratados, o que se pede hoje à classe política é que na sua acção 1
  2. 2. prestigie os lugares que ocupa e ambicione uma Nação forte e soberana sem poderesocultos nem agendas escondidas.Minhas Senhoras e Meus Senhores,Portugal vive hoje uma espécie de regime transitório em que se arma betão e se deixaa factura para os que vêm a seguir pagarem, se fazem escolhas, a maioria das quaisinfundadas, sem uma visão de futuro e de sustentabilidade. Num momento em que asoberania do país é afectada e as contas públicas alvo de inúmeras reticências, a classepolítica governativa optou por preferir deixar a factura do que hoje se consome paraaqueles que certamente não vão usufruir dela, que provavelmente não terão sistemade saúde universal nem sistema de pensões. São os jovens de hoje e os seus filhos quevão pagar a factura da festa exuberante que outros fizeram com o único objectivo delerem o seu nome em placas de inaugurações e correrem o país criando a figura míticade um líder, à semelhança de uma verdadeira ditadura, digna de uma claustrofobiademocrática como já a denominaram.Para se ser governante nos dias de hoje é essencial ter uma visão de futuro eperspectivar no futuro o impacto das medidas que se tomam, em vez de olhar para ocurto espaço de tempo como é apanágio governativo.Mas Abril é também um sinal da conquista do poder local. No Entroncamento dizerque Abril é hoje alvo de violentos ataques pela Administração Central é uma verdadeque não pode passar despercebida. Diariamente, à revelia dos seus parceiros, SãoBento imputa responsabilidades às autarquias sem as dotar das devidas dotaçõesfinanceiras, avoluma as dívidas de transferências devidas e altera as regras do jogo ameio do inglório tabuleiro de movimentações de interesses pessoais. O poder localtem hoje as duas mãos estendidas: uma para o Governo com que pede o que este lhedeve, e outra para as populações a quem tem que acorrer nas situações de agonia quevivem, fruto duma catastrófica governação e duma crise em muito influenciada poruma gestão danosa. 2
  3. 3. Falar hoje em Justiça Inter-Geracional é falar em escolhas, em compromissos, emvisões de futuro, em perspectivar um dia melhor aos agentes vindouros que não sesabe se conseguirão fazer face aos encargos que a geração que hoje está no poder lhesdeixa. Falar em Justiça Inter-Geracional é apelar aos decisores políticos de hoje paraque mostrem aos cidadãos que são superiores a qualquer eleitoralismo barato e quesão dignos de servirem o Regime em lugar de se servirem dele.O alheamento dos cidadãos do direito ao voto, que é o maior exercício de soberania aoseu dispor, num Regime Democrático, é reflexo de sucessivos actos de descrença numEstado em que uns ditam e outros obedecem.Este conceito de Justiça Inter-Geracional, que urge colocar em prática, deve basear-seem seis pilares, sendo eles: a Criação de um Alto Comissário para a Justiça Inter-geracional; a avaliação de decisões no âmbito das Finanças Públicas; o impedimentode acumulação abusiva de riquezas; a promoção da natalidade; o facilitar a integraçãodos jovens emigrantes portugueses que pretendam regressar a Portugal e o promoverda sustentabilidade da segurança social.A 25 de Abril de 1974 este jovem que hoje se dirige a vós que é o autarca mais novoem funções na nossa autarquia, eleito pelo Partido Social Democrata, o único partidoque ousou acreditar numa nova geração a ponto de a trazer aos órgãos decisóriosdesta Autarquia, não era ainda nascido. Não conhecia um país que é também o seu, noqual tem orgulho e no qual acredita. Acredito que Portugal é muito mais do que odescrédito com que os outros nos vêem, que somos capazes de superar a descrença evoltar aos tempos de glória, com políticas sérias e ponderadas, sem megalomanias eteorias da conspiração que mais não são do que formas de ocultar a realidade, falandoVerdade.Viva o Entroncamento!Viva Portugal!Disse. José Filipe Baptista 3

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