História do Peso
Curiosidades da História sobre o Peso  Desde 1755 Pode ver também Mapas do Século XV ou XVI
Quarta Dinastia - Bragança - 1750 - 1777  D. José I "O Reformador"   (6 Junho 1714 Lisboa-24 Fevereiro 1777 Lisb...
 
<ul><li>Transcrição de documento antigo. </li></ul><ul><li>Dom José por graça de Deus Rei de Portugal, e dos Algarves d'aq...
<ul><li>Santa Maria Madalena </li></ul><ul><li>Tem este lugar de Peso quarenta e três vizinhos: homens 64, mulheres 71, ra...
<ul><li>Não houve em esta freguesia cousa alguma pello terramoto de 1755 somente na Capela de S. Margarida, que está junto...
<ul><li>(Por curiosidade se transcreve como era a Igreja nessa altura) </li></ul><ul><li>Tem a dita Igreja de comprimento ...
<ul><li>Dentro da mesma Igreja para parte nascente está uma capela interior com seu retábulo na forma de tribuna dourada e...
<ul><li>Medição de Terrenos e Casas da Paroquia </li></ul><ul><li>- Medição das Casas de residência, Quintal, Casa da Tulh...
<ul><li>Mapa da Localização do Peso  Séc.  XV / XVI </li></ul><ul><li>Nessa altura talvez em Português (Arcaico ?) pela in...
<ul><li>Outro Mapa  </li></ul>
<ul><li>Mapa de 1579 </li></ul><ul><li>Talvez o 1º Mapa de Portugal  </li></ul><ul><li>Pode carregar com o rato em cima da...
Outros dados importantes sobre a Freguesia do Peso
<ul><li>Lenda (Origem do Nome): </li></ul><ul><li>   Nada se sabe de concreto quanto à origem do nome, existindo várias ve...
<ul><li>Igreja Matriz: </li></ul><ul><li>   Não existe data sobre a construção da primeira igreja matriz, que se julga ter...
<ul><li>    Foi no ano de 1682 que a igreja paroquial recebeu as propriedades de Dª. Maria José Caldeira da Sertã,  famili...
<ul><li>Capela do Espírito Santo: </li></ul><ul><li>     Julga-se ser a capela do Espírito Santo, a mais antiga da aldeia,...
 
<ul><li>CAPELA DE N.ª SRA. DE LA SALETTE: </li></ul><ul><li>  A Capela de N.ª Sra. De La Salette ergue-se numa colina sobr...
<ul><li>               FESTA DE N.ª SR.ª DE LA SALETTE: </li></ul><ul><li>  Actualmente esta é a festa religiosa mais impo...
<ul><li>Quaresma: </li></ul><ul><li>  Nesta aldeia, existem grandes tradições religiosas por altura da Quaresma: Ladainhas...
<ul><li>A Encomendação das Almas:  pensa-se que a sua origem está no facto de a Quaresma ser tempo de oração e penitência,...
<ul><li>FESTAS PROFANAS: </li></ul><ul><li>  Anualmente, a dois de Dezembro, realiza-se uma festa profana, a festa de Sta....
<ul><li>Outros Festejos: </li></ul><ul><li>   Domingo de Carnaval - Domingo Gordo – Arrematação dos Ramos: </li></ul><ul><...
<ul><li>ASSOCIAÇÃO DE JUVENTUDE DO PESO (AJP): </li></ul><ul><li>A Associação de Juventude do Peso (AJP), é uma colectivid...
<ul><li>CENTRO DE DIA DA TERCEIRA IDADE: </li></ul><ul><li>  O Centro de Dia existe desde 2 de Dezembro de 1989, funcionan...
<ul><li>AGRICULTURA: </li></ul><ul><li>   Parte da população do Peso, especialmente a mais idosa, ainda se dedica à agricu...
<ul><li>ARTESANATO: </li></ul><ul><li>   Longe vão os tempos em que o Peso dependia exclusivamente da agricultura. Cedo co...
<ul><li>  Remédios Caseiros: </li></ul><ul><li>   1.  Xarope de cobra  (para cura da tosse) </li></ul><ul><li>  Ingredient...
<ul><li>FONTANÁRIOS: </li></ul><ul><li>    Existem no Peso alguns fontanários, que pela sua antiguidade merecem o nosso de...
<ul><li>  CHAFARIZITO  – É também uma fonte de mergulho, que se julga existir desde a Idade Média. Esta fonte esteve subte...
<ul><li>GASTRONOMIA: </li></ul><ul><li>   “ OS BORLHÕES” , serão talvez o prato mais típico não só do Peso, como também da...
<ul><li>Matança do Porco e confecção de enchidos </li></ul>
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História do Peso - Covilhã

  1. 1. História do Peso
  2. 2. Curiosidades da História sobre o Peso Desde 1755 Pode ver também Mapas do Século XV ou XVI
  3. 3. Quarta Dinastia - Bragança - 1750 - 1777 D. José I &quot;O Reformador&quot;  (6 Junho 1714 Lisboa-24 Fevereiro 1777 Lisboa) Casou com D. Mariana Vitória
  4. 5. <ul><li>Transcrição de documento antigo. </li></ul><ul><li>Dom José por graça de Deus Rei de Portugal, e dos Algarves d'aquem e d'além mar em Africa, senhor da Guiné = faço saber a vós bacharel Manuel Afonso o., que achei por bem que façais medição, demarcação e tombo dos bens e propriedades da Igreja do Peso e suas anexas </li></ul><ul><li>Medição do limite - Titulo de medição do limite deste lugar do Peso, e suas anexas partindo com lugares do Dominguiso, Tortosendo, Paul, Barco e Telhado = Aos vinte e seis dias do mês de Setembro de mil </li></ul><ul><li>setecentos e cincoenta e sete anos a requerimento do procurador do reverendo prior de Santa Maria Madalena o Dr. António Alves da Costa ( Padre ) se procedeu na medição de limite deste lugar de Peso </li></ul><ul><li>Ao primeiro interrogatório se responde, que </li></ul><ul><li>Que esta terra e lugar do Peso fica em a província da Beira, no Bispado e Comarca da Cidade da Guarda he Freguesia Santa Maria Madalena, anexa à mesma de Vila de Covilhã </li></ul>
  5. 6. <ul><li>Santa Maria Madalena </li></ul><ul><li>Tem este lugar de Peso quarenta e três vizinhos: homens 64, mulheres 71, rapazes 29,raparigas 27; e toda a Freguesia / contadas anexas que no sexto interrogatório de declarão pelos seus anexos / têm 133 vizinhos; homens 210; mulheres 205; rapazes 75; raparigas 88. </li></ul><ul><li>Que a Paróquia tem 3 lugares, ou povoações anexas; que sam Pesinho: Vales: Coutada: tem o Pesinho 17 vizinhos; Vales 40; Coutado 33 </li></ul><ul><li>Os frutos desta Terra em maior abundância são centeio, trigo, milho grosso e pequeno, feijam, azeite, linho, castanha, algum vinho e mel </li></ul><ul><li>Dista esta terra da cidade da Guarda cappital do Bispado, 8 leguas: e de Lisboa Cappital do Reyno 49 leguas </li></ul>
  6. 7. <ul><li>Não houve em esta freguesia cousa alguma pello terramoto de 1755 somente na Capela de S. Margarida, que está junto ao lugar dos Vales; de que se faz anexo, no interrogatório 53 e ainda se acha nesse estado. </li></ul><ul><li>Não tem correo: servese do Vila da Covilhã e Fundão, tanto para Lisboa, como para outras partes deste Reyno: No tempo verano regularmente chega (...) muitas villas ao sabado e no inverno no Domingo; e e das ditas vilas partem na sexta feira. </li></ul><ul><li>Nam tem treno, mas sim pertence ao treno da notavel villa da Covilhã; e dista della 2 leguas. </li></ul><ul><li>Governa-se com 3 joizes Espadanos; hem esta terra, ou em o Pesinho anexo desta, e os demais em cada uma das anexas estão sujeitos ao juiz de Fora, e Comarca da Covilhã donde tem treno. </li></ul><ul><li>Translado da Petição e Provisão = Senhor = Diz o Padre António Alveres da Costa ( Padre) bacharel formado na Universidade de Coimbra; arcipreste e prior da Freguesia de Santa Maria Madalena na Vila da Covilhã, que os bens rendimentos, foros, pensões, e mais regalias, e pertenças da dita Igreja se acham em grande confusão pela falta de Tombo, e clareza assinando-se uns a uzurpar os ditos bens, e outros a negar as pensões, e para evitar este dano e deixar para futuro as clarezas necessárias, pretende o suplicante fazer Tombo nos bens e pertenças da dita Igreja ...... </li></ul><ul><li>- Medição da Igreja e Adro e Ornamentos </li></ul><ul><li>    Igreja </li></ul>
  7. 8. <ul><li>(Por curiosidade se transcreve como era a Igreja nessa altura) </li></ul><ul><li>Tem a dita Igreja de comprimento do arco até à porta principal de vão doze varas e meia, e de largo sete varas no vão dela.Tem dois altares colaterais com seus retabulos dourados, um que é altar das almas, tem uma imagem de Nosso Senhor Crucificado, que é o da parte direita, e outro altar da parte esquerda tem a imagem de Nossa Senhora do Rosário, e outra imagem mais pequena da Mãe de Deus e Mãe dos Homens, tem púlpito com suas grades de pau tinto de treto(?), tem duas portas travessas, uma parte entre Nascente e sul, e outra passa entre a poente e Norte e à entrada de cada uma das ditas portas sua pia de água Benta de pedra cravadas nas paredes; tem sua porta principal virada ao poente, do lado direito da sua entrada tem outra pia de água benta, e ao lado esquerdo tem a pia baptismal rodeada de grades de pau, é toda estradada de madeira e forrada de madeira com quatro linhas dobradas, e dois doceis de madeira pintados e dourados sobre os dois altares colaterais vários bancos de madeira, dois tamboretes de pau e uma cadeira que serve para assistência dos oficiais, como também a cadeira, e esta está sempre no arco da capela-mor para servir para as estações que faz o pároco, mas também ela como o mais que se acha fora do arco da capela-mor e no corpo da Igreja pertence e é da obrigação da fábrica maior do povo = </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Dentro da mesma Igreja para parte nascente está uma capela interior com seu retábulo na forma de tribuna dourada está o Sacrário, e o Santíssimo Sacramento, e nos lados as imagens de Nossa Senhora de Conceição da parte direita, e Santo António da parte esquerda, ambos em vulto, para cuja sustentação também a fábrica menor do reverendo prior também não tem obrigação de  concorrer, mais do que somente de dar três meios de azeite cada ano, não pela obrigação do pároco, mas sim por contrato que fizeram seus antecessores desde o tempo do licenciado Fernando Tavares de Sousa  no ano de mil seiscentos e setenta e um com os moradores desta freguesia, por lhe darem o dízimo da azeitona, em azeite feita à conta deles ditos fregueses, e não em azeitona como se praticava, cujo contrato está em observância, e melhor consta de uma escritura que se apresentou por parte do reverendo, e ele juiz mandou juntar a estes autos. Tem esta Igreja um campanário de pedra sobre uma paredão que está no adro da Igreja defronte da porta travessa que está para o poente, com um sino que também pertence tudo e é obrigação do povo fazer o sino que de presente tem, e hoje se acha posto em uma torre que o povo mandou fazer à sua conta com duas ventanas. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Medição de Terrenos e Casas da Paroquia </li></ul><ul><li>- Medição das Casas de residência, Quintal, Casa da Tulha e Terra - Chão da eira no sitio da tapada-Terra do fundo da reboleira ou tapada -  Chão da eira no fitio da tapada - Chão da Varzinha - Chão que serve de horta - Terra do lagar dos vales - Terra do souto- Terra do ramalhal ou marcelas - Chão do poço - Terra de areão - Chão da pocinha Canáda - Terra dos certinhais - Terra do chão da horta - Terra detrás da casa da fonte - Terra do sitio da barreira - Terra da barreira - Terra da portela da vargia -  Terra do olival do clérigo - Terra do rego da Feiteira - Lodeiro do sitio da várgia - Ladeira com seu pedaço de lodeiro no sitio do penedo - Terra dps barros por baixo do rego da feiteira - Terra com lodeiro no sítio dos </li></ul><ul><li>barros - Terra de mato na lameirinha no sítio da Coutada ao pé da capela de S. Sebastião - Terra da Barroca do Carvalho ( Braçal do Cimo) - Terra do fundo do Val da Mouta - Terra que está no Ribeiro do Braçal - Terra no sítio das Courelas - Vinha que está junto da estrada que vai para a Covilhã - Terra do Cabouco -Terra do Verde - Terra do Souto do Rio - Terra do Ramalhal - Terra da Cruzinha ou o Outeiro dos Vales </li></ul>
  10. 11. <ul><li>Mapa da Localização do Peso  Séc.  XV / XVI </li></ul><ul><li>Nessa altura talvez em Português (Arcaico ?) pela indicação no mapa davam o nome ao Peso de Pocodaquem ?  </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Outro Mapa </li></ul>
  12. 13. <ul><li>Mapa de 1579 </li></ul><ul><li>Talvez o 1º Mapa de Portugal </li></ul><ul><li>Pode carregar com o rato em cima da imagem e irá ver o mapa mais em pormenor poderá ver como </li></ul><ul><li>davam o nome ao Peso o peso da quem e ao Pesinho Peso da lem </li></ul>
  13. 14. Outros dados importantes sobre a Freguesia do Peso
  14. 15. <ul><li>Lenda (Origem do Nome): </li></ul><ul><li>  Nada se sabe de concreto quanto à origem do nome, existindo várias versões. Conta-se que um dia um almocreve cruzou ali o rio Zêzere com um saco às costas. Na travessia perdeu (sem dar conta) parte da mercadoria que transportava, chegando assim à outra margem mais aliviado, razão pela qual exclamou “Oh que Pesinho!”. Esta exclamação como é lógico era contraria à que tivera no início da travessia “Oh que Peso, Arre!”, pois bem, chegando esta história ao conhecimento do povo, logo este tratou de baptizar a margem de partida de Peso e a de chegada de Pesinho, nome da aldeia situada na margem oposta ao Peso. </li></ul><ul><li>  Outra das origens pode ser a palavra latina “penso” que teria evoluído linguisticamente para peso e que significa refeição dada aos animais de transporte e por extensão ao próprio local onde era costume dar a refeição. </li></ul>
  15. 16. <ul><li>Igreja Matriz: </li></ul><ul><li>   Não existe data sobre a construção da primeira igreja matriz, que se julga ter sido construída de nascente para poente, restando ainda hoje, talvez dessa época, a “Capela do Santíssimo” de grande beleza e muito rica em talha dourada. </li></ul><ul><li>   A segunda parte foi acrescentada em 1792 de Noroeste para Sudoeste, tal como se encontra actualmente. Tem por orago Sta. Maria Madalena, cuja imagem se encontra ao lado do Altar-Mor. </li></ul><ul><li>   A sua inauguração foi no 2º Domingo de Agosto, dia da Senhora do Rosário, que era na altura a festa mais importante da aldeia, até ser substituída pela festa da Nossa Senhora de La Salette. A imagem da Senhora do Rosário em pedra, julga-se que data do ano 1500 encontrando-se na “Capela do Santíssimo”, ao lado direito. Há a particularidade desta imagem ser idêntica à da Nossa Senhora da Boa Esperança de Belmonte, que segundo a lenda, foi a imagem que Pedro Alvares Cabral levou ao Brasil. </li></ul>
  16. 17. <ul><li>    Foi no ano de 1682 que a igreja paroquial recebeu as propriedades de Dª. Maria José Caldeira da Sertã,  familiar dos viscondes da Borralha, que a dedicou a Santa Maria Madalena, passando a paróquia do Peso a possuir um vasto património, embora dependesse da de Santa Maria Madalena da Covilhã. </li></ul><ul><li>     Em 24 de Julho de 1753, o então prior da paróquia do Peso, Padre António Alvarez da Costa, pediu à Torre do Tombo que lhe fossem fornecidos os registos dos bens da igreja (Passal), existindo um documento da época – “Tombo do Peso” – que foi assinado por vários ministros de então, entre eles Sebastião e Melo (Marquês de Pombal). </li></ul>
  17. 18. <ul><li>Capela do Espírito Santo: </li></ul><ul><li>    Julga-se ser a capela do Espírito Santo, a mais antiga da aldeia, não se sabendo exactamente o ano da sua construção. Actualmente ainda conserva a sua traça original, sendo também, a imagem do “Divino Espírito Santo” a imagem primitiva, construída em pedra. </li></ul><ul><li>Festa do Espírito Santo: </li></ul><ul><li>Esta devoção, julga-se que teve início no século XII e ainda hoje se festeja no sétimo domingo depois da Páscoa. </li></ul><ul><li>Existia um documento antigo (hoje desaparecido), datado de 1600 que falava sobre a “Folia do Espírito Santo”, tradição que se manteve até ao ano de 1930. Este costume consistia no seguinte: havia uma confraria também chamada “Folia”, composta pelos seguintes elementos: o Rei –que era o chefe e usava uma opa e um pau, e dois Pajens – um levava uma pombinha e o outro uma bandeira. </li></ul><ul><li>Durante os sete domingos depois da Páscoa até à festa do Espírito Santo, iam pelas casas e davam a beijar a pombinha (havia tanta devoção pelo Espírito Santo que algumas pessoas beijavam os próprios pendentes da bandeira), angariando, assim, fundos para a festa. Juntamente com os elementos da “Folia”, iam também os mordomos: um tocava tambor, outro guitarra, e ainda outro pandeireta, cantando ao mesmo tempo uns versos próprios do Espírito Santo. </li></ul>
  18. 20. <ul><li>CAPELA DE N.ª SRA. DE LA SALETTE: </li></ul><ul><li>  A Capela de N.ª Sra. De La Salette ergue-se numa colina sobranceira ao rio Zêzere, denominada Cabeço da Seara. </li></ul><ul><li>  Em 14-08-1864, Vicente Silvestre e sua mulher Anna Joaquina oferecem o terreno para edificação da Capela, que viria a ficar concluída em 1897. </li></ul><ul><li>  Esta Capela foi substituída pela actual em 1963. </li></ul><ul><li>  À volta da Capela existe um vasto recinto, onde se encontra uma outra pequena Capela em honra de S. Sebastião. Esta capelinha teria sido construída inicialmente por volta do ano de 1927, tendo sido reconstruída em 1965. </li></ul>
  19. 21. <ul><li>              FESTA DE N.ª SR.ª DE LA SALETTE: </li></ul><ul><li>  Actualmente esta é a festa religiosa mais importante do Peso. Realiza-se anualmente no segundo domingo de Setembro. </li></ul><ul><li>No Peso, remonta ao ano de 1864 o início do culto a Nª. Sra.ª de La Salette introduzido pelo Presbítero Vicente Duarte Pires, que em 28 –04- 1864 ofereceu também, a imagem da Srª. De La Salette. </li></ul><ul><li>A festa tem início no sábado à noite com Missa e procissão de velas desde a Capela de N.ª Sra. De La Salette até à Igreja Matriz. No Domingo, por volta do meio dia realiza-se nova procissão em sentido inverso, percorrendo a imagem da Sra. de La Salette as ruas da aldeia. Na segunda-feira continuam as solenidades. </li></ul><ul><li>A par das solenidades religiosas realizam-se também, durante estes três dias, arraiais populares com variedades musicais e fogos de artifício, o que atrai muitos forasteiros </li></ul>
  20. 22. <ul><li>Quaresma: </li></ul><ul><li>  Nesta aldeia, existem grandes tradições religiosas por altura da Quaresma: Ladainhas, Encomendar das Almas e Procissão do Encontro. </li></ul><ul><li>As Ladainhas : julga-se que são cantadas há cerca de 200 anos, sendo transmitidas de geração em geração. Actualmente cantam-se nos domingos da Quaresma ao pôr do sol. A explicação que nos foi dada para sua existência foi a de ser uma Via Sacra mais curta. Esta cerimónia é feita pelas ruas da povoação, havendo paragens em sete lugares próprios para aí serem cantados os chamados “Passos”. Apenas participa o povo, sem a presença do Pároco. </li></ul>
  21. 23. <ul><li>A Encomendação das Almas: pensa-se que a sua origem está no facto de a Quaresma ser tempo de oração e penitência, daí rezar-se também nesta época pelas almas dos que já faleceram. Actualmente, cantam-se à meia noite de todos os sábados da Quaresma até à Quinta-Feira Santa, em determinados locais da aldeia. Também é feita pelos leigos sem a presença do Pároco. </li></ul><ul><li>As solenidades da Quaresma culminam com a Procissão do Encontro e o Sermão do Calvário na Quinta –Feira Santa. Depois da Missa de Quinta-Feira Santa saem da Igreja Matriz duas procissões, uma com a imagem de Nossa Senhora vestida de preto seguida pela imagem de S. João, e outra, com a imagem do Senhor dos Passos. Cada procissão segue caminhos diferentes, encontrando-se num largo da aldeia, onde aí é feito pelo Pároco, o Sermão do Calvário. Terminado o sermão, segue uma única procissão até à capela do Senhor dos Passos onde fica a sua imagem, voltando a procissão para a igreja com as imagens de Nossa Senhora e S. João. </li></ul><ul><li>No Domingo de Páscoa, realiza-se a Procissão da Páscoa (ou da Aleluia) com os sinos a tocarem, seguindo-se a Missa. Há algum tempo atrás, seguia-se a Visita Pascal, indo o Pároco de casa em casa, dar a imagem de Cristo crucificado a beijar às pessoas. Actualmente já não se realiza esta cerimónia. </li></ul>
  22. 24. <ul><li>FESTAS PROFANAS: </li></ul><ul><li>  Anualmente, a dois de Dezembro, realiza-se uma festa profana, a festa de Sta. Bebiana, padroeira dos bêbados. Alguns dos participantes vestem-se de “Bispo”, e “padre”. Faz-se uma “procissão” com uma imagem fictícia da Santa Bebiana e com alguns archotes improvisados com pinhas, que percorre alguma ruas da aldeia. No largo principal da aldeia “o bispo” faz um “sermão”, e a “benção” dos bêbados. Como não podia deixar de ser bebe-se neste dia bastante vinho, mas também há animação musical com bombos e outro tipo de música. </li></ul><ul><li>  Segundo consta, dantes, neste dia ridicularizavam-se as mulheres bêbadas da aldeia, que na véspera eram convidadas às suas portas, falando-lhes através de um funil, para virem levar a imagem da “santa” na “procissão”. Algumas aceitavam, mas outras tratavam mal quem as ia ridicularizar. </li></ul>
  23. 25. <ul><li>Outros Festejos: </li></ul><ul><li>   Domingo de Carnaval - Domingo Gordo – Arrematação dos Ramos: </li></ul><ul><li>  “ Os Ramos” são troncos de árvore cortados, onde são colocados nos respectivos ramos, pão, enchidos, carne, azeite, etc.. São postos no adro da Igreja, e as pessoas interessadas vão leiloando, sendo arrematado por aquele que oferecer um valor maior. </li></ul><ul><li>  S. João – 24 de Junho: </li></ul><ul><li>  Pelo S. João continuam a fazer-se fogueiras de rosmaninho em alguns locais da aldeia, acompanhadas de música e bailarico. </li></ul><ul><li>  Os rapazes aproveitam esta noite para tirar os vasos de flores das casas das pessoas, e levá-los para o largo principal, onde no dia seguinte os respectivos donos terão de os ir buscar. </li></ul><ul><li>“ Bota Aqui” – 1 de Novembro: </li></ul><ul><li>  Existe ainda a tradição, de neste dia as crianças andarem pelas casas com um saco e pedirem o “Bota Aqui”, que significa deita aqui. Esta tradição vem do tempo em que as pessoas tinham mais dificuldades e aproveitavam este dia, “Dia de Todos os Santos”, para irem às casas mais ricas pedir alimentos (feijão, azeite, etc.), rezando depois pela alma dos seus familiares falecidos. Actualmente as pessoas dão às crianças nozes, fruta, castanhas e rebuçados. </li></ul>
  24. 26. <ul><li>ASSOCIAÇÃO DE JUVENTUDE DO PESO (AJP): </li></ul><ul><li>A Associação de Juventude do Peso (AJP), é uma colectividade fundada em 16-10-1975, que tem por objectivos o desenvolvimento desportivo, cultural, recreativo, social e cívico da população. Conta com cerca de 600 associados. </li></ul><ul><li>A AJP está equipada, a nível estrutural com uma sede própria (com bar e salão de jogos, e um salão multiusos), um pavilhão polidesportivo coberto, e ainda, um campo de futebol. </li></ul><ul><li>Anualmente organiza durante o período do seu aniversário, uma Semana Cultural, com diversas actividades como teatro, variedades musicais, etc. </li></ul><ul><li>Organiza também anualmente,  durante os meses de Junho, Julho e Agosto um torneio de futsal , onde participam diversas equipas da região. </li></ul><ul><li>Os festejos do Carnaval, com baile de máscaras e uma festa de Natal e de Fim de Ano, são também tradições desta colectividade. </li></ul>
  25. 27. <ul><li>CENTRO DE DIA DA TERCEIRA IDADE: </li></ul><ul><li>  O Centro de Dia existe desde 2 de Dezembro de 1989, funcionando em instalações provisórias. No dia 25 de Abril de 1996, foi inaugurado o edifício próprio, construído de raiz, contando com todas as comodidades para as pessoas mais idosas. </li></ul><ul><li>     O centro de Dia presta diversos serviços, como fornecimento de refeições, e ainda serviço domiciliário, às pessoas que não podem deslocar-se até às suas instalações. </li></ul>
  26. 28. <ul><li>AGRICULTURA: </li></ul><ul><li>  Parte da população do Peso, especialmente a mais idosa, ainda se dedica à agricultura, tratando-se apenas de uma agricultura de subsistência. Os Lodeiros, terrenos junto ao rio são os mais férteis. O milho, batata, legumes e vinha são as culturas mais frequentes. </li></ul><ul><li>Existem ainda, consideráveis extensões de olivais. As pessoas continuam a produzir o seu próprio vinho, e a mandar para os lagares a azeitona, para produção do seu próprio azeite. </li></ul><ul><li>Indústria: </li></ul><ul><li>  No Peso estão instaladas algumas pequenas unidades industriais, onde trabalham a maioria dos habitantes da aldeia. Destacamos as industrias de confecção de vestuário, indústria de aproveitamento de desperdícios têxteis (vulgarmente conhecidas por esfarrapeiras de trapos), indústria de artigos em plástico, indústria de caixilharia de aluminios, serralharias civis. </li></ul>
  27. 29. <ul><li>ARTESANATO: </li></ul><ul><li>  Longe vão os tempos em que o Peso dependia exclusivamente da agricultura. Cedo começou a aparecer nesta aldeia uma indústria têxtil, que embora artesanal, foi a grande impulsionadora, para que o Peso se tornasse naquilo que podemos considerar “uma aldeia industrial”. </li></ul><ul><li>  Ainda hoje, no Peso se encontram vestígios dessa indústria artesanal – teares manuais de madeira. Um deles tem cerca de 200 anos e o seu proprietário já trabalha nele há mais de 50 anos. Tece mantas, passadeiras, tapetes em algodão, lã e principalmente com tiras de tecido – orelos . </li></ul><ul><li>  Chegaram a existir cerca de cem destes teares, no Peso. Algumas famílias juntavam vários teares na mesma casa (quinze ou mais), chamando-se a esses locais casões . </li></ul><ul><li>  Estes artesãos trabalhavam para fábricas do Tortosendo e da Covilhã, para onde tinham de transportar  o produto do seu trabalho. Estas fábricas ao modernizarem-se substituíram os teares manuais pelos mecânicos, comprando os alvarás dos teares manuais a algumas pessoas do Peso pois, por cada dois alvarás tinham direito a um tear mecânico. Assim, pouco a pouco esta indústria artesanal foi desaparecendo. </li></ul>
  28. 30. <ul><li>  Remédios Caseiros: </li></ul><ul><li>  1. Xarope de cobra  (para cura da tosse) </li></ul><ul><li>  Ingredientes: </li></ul><ul><li>  10 a 12 cm de pele de cobra </li></ul><ul><li>  5 pinhas </li></ul><ul><li>  1 mão cheia de cascas de cebola </li></ul><ul><li>  1 folha de eucalipto (sem bico) </li></ul><ul><li>  12 litro de água </li></ul><ul><li>  Coze-se tudo muito bem, deixando ferver um pouco. Coa-se este preparado e acrescenta-se meio quilo de açúcar amarelo. Vai novamente ao lume até ficar em ponto. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  2. Remédio para eczemas (e outras doenças de pele) </li></ul><ul><li>Ingredientes: </li></ul><ul><li>palha de alho </li></ul><ul><li>pólvora preta </li></ul><ul><li>vinagre de vinho </li></ul><ul><li>  Queima-se a palha de alho. Esta cinza junta-se à pólvora e ao vinagre, mexendo até fazer uma pomada (polpa). Aplica-se na zona infectada e coloca-se uma compressa a tapar. Passados dois a três dias o eczema está curado </li></ul>
  29. 31. <ul><li>FONTANÁRIOS: </li></ul><ul><li>   Existem no Peso alguns fontanários, que pela sua antiguidade merecem o nosso destaque. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  FONTE DA CANADA – Esta fonte fica junto ao ribeiro com o mesmo nome, outras vezes também designado de Ribeiro da Cerdeira. É uma fonte de mergulho, remontando provavelmente à Idade Média. A origem do nome tem a ver possivelmente com uma medida chamada Canada , que era vulgarmente utilizada pelos antigos habitantes da aldeia. </li></ul>
  30. 32. <ul><li>  CHAFARIZITO – É também uma fonte de mergulho, que se julga existir desde a Idade Média. Esta fonte esteve subterrada durante alguns anos por uma estrada, mas actualmente foi sujeita a obras de restauro, tornando-se um dos locais  emblemáticos do Peso, e que merecem uma visita. </li></ul><ul><li>  CHAFARIZ DAS DUAS BICAS – É a fonte mais importante da aldeia, por ser muito utilizada quando os habitantes não possuíam água canalizada em suas casas. Localiza-se no largo principal, e foi construída em 192. Tal como o nome indica caracteriza-se por ter duas bicas de água. </li></ul>
  31. 33. <ul><li>GASTRONOMIA: </li></ul><ul><li>   “ OS BORLHÕES” , serão talvez o prato mais típico não só do Peso, como também da zona. Para confeccionar esta iguaria muito apreciada pelos Beirões é necessária a “tripa” da cabra que aqui é denominada de “debulho” , que é enchida com arroz, chouriço, presunto, ervas aromáticas especialmente “sarpão”, cebola e carnes ao gosto de cada um. Depois de enchida é cosida com linha e agulha e vai a cozinhar em água. </li></ul><ul><li>   Salientamos ainda a “chanfana”, carne de cabra, também vulgarmente denominada pelas pessoas mais idosas, como “carne fresca”, que tanto pode ser guisada, como assada no forno. </li></ul><ul><li>    Outro acompanhamento típico do Peso é o esparregado de nabiças, que vulgarmente é denominado de “ervas”. </li></ul><ul><li>    Quanto aos doces podemos dividi-los em doces de colher e bolos. </li></ul><ul><li>   Relativamente aos doces de colher, salientamos o arroz doce, tigelada, farófias e papas de carolo. </li></ul><ul><li>    A variedade dos bolos existente passa pelo pão de ló, bolo de colher, filhós, esquecidos, cavacas, bolo escuro(canela), bolos cortados, fatias douradas. </li></ul><ul><li>  Algumas famílias continuam a praticar a matança do porco, confeccionando variados e saborosos enchidos tais como: mouros, morcelas de arroz, morcela de sangue, chouriça de carne, farinheiras. Existe também o costume, de salgar parte da carne do porco, que depois é comida mais tarde e tal como o nome indica é conservada em sal dentro de arcas de madeira. </li></ul>
  32. 34. <ul><li>Matança do Porco e confecção de enchidos </li></ul>

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