2011 Publicações Eletrônicas

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2011 Publicações Eletrônicas

  1. 1. Livros, Revistas e Artigos Eletrônicos: Cultura, Qualidade e Tecnologia<br />José Palazzo Moreira de Oliveira<br />Instituto de Informática, UFRGS<br />As idéias aqui apresentadas são de exclusiva responsabilidade do autor não implicando em nenhum compromisso da UFRGS <br />1<br />
  2. 2. 2<br />
  3. 3. A essência da tecnologia não é algo tecnológico<br />H. Heidegger<br /><ul><li> Cultura & História
  4. 4. Qualidade & Tecnologia
  5. 5. Conclusão</li></ul>3<br />
  6. 6. Cultura e história<br />4<br />
  7. 7. Imprensa<br />Em 1455 Johann Gutenberg revolucionou o mundo com a invenção dos tipos móveis e da imprensa. Esta descoberta foi um dos elementos que desencadeou o fim da Idade Média.<br />5<br />
  8. 8. Difusão do conhecimento<br />Inicialmente os livros, ricamente ilustrados e manuscritos, eram restritos aos nobres e aos conventos. <br />A disseminação do conhecimento permitiu que muitos passassem a interpretá-lo, a criar novas versões e ampliar a possibilidade de divulgar seus pensamentos sem a necessidade de contar com monges-copistas para reproduzirem os livros.<br />Mas existia a necessidade de obter uma permissão para publicar-los.<br />6<br />
  9. 9. Censura sobre as publicações<br />Indexauctorum, etlibrorum, quitamquamhaeretici, autsuspecti, autperniciosi ab officioSanctaeRomanaeInquisitionisreprobantur, et in universa christiana Republica interdicuntur<br />7<br />
  10. 10. Perenidade<br />Uma das mais significativas características dos livros é a perenidade. Um impresso, em material de qualidade, pode durar centenas de anos ou mesmo milênios se bem armazenado. Desta forma os livros são referências importantes para a consolidação do conhecimento. <br />8<br />
  11. 11. O Processo Civilizatório<br /> “Empregamos o conceito de revolução tecnológica para indicar que a certas transformações prodigiosas no equipamento de ação humana sobre a natureza, ou de ação bélica, correspondem alterações qualitativas em todo o modo de ser das sociedades ...”<br />“A sucessão destas revoluções tecnológicas não nos permite, todavia, explicar a totalidade do processo evolutivo sem apelo ao conceito complementar do Processo Civilizatório, porque não é a invenção original ou reiterada de uma inovação que gera conseqüências, mas sua propagação sobre diversos contextos socioculturais e sua aplicação a diferentes setores produtivos”.<br />(Darcy Ribeiro 68)<br />9<br />
  12. 12. Relógio chinês & relógios atuais<br />10<br />
  13. 13. As revoluções tecnológicas<br />?<br />200 anos<br />Alta tecnologia --> sociedade mundial<br />Industrial - (o domínio de grandes quantidades de energia permitiu a criação de impérios mundiais)<br />400 anos<br />Renascimento - (a imprensa e a acumulação de capitais difundiu o conhecimento e permitiu a descoberta do mundo)<br />4.000 anos<br />Regadio - (plantação e superávitealimentar permitiram a criação das cidades)<br />11<br />
  14. 14. Etapas<br />Meios digitais para todos<br />Meios digitais para alguns<br />Papel para todos<br />Papel para alguns<br />-500<br />1.500<br />1.968<br />2.010<br />12<br />
  15. 15. Informação<br />O desenvolvimento das tecnologias de armazenamento e processamento da informação constituiu-se em um elemento de transformação radical no relacionamento do homem com o seu meio cultural. <br />A difusão destas tecnologias, nos mais diferentes contextos socioculturais, e suas aplicações na produção permite caracterizar o desencadeamento de mais uma revolução tecnológica no desenvolvimento das sociedades.<br />13<br />
  16. 16. Revolução da informação<br />A cada um dos estágios do processo de evolução social e tecnológica corresponde um modelo de sistema de informação. <br />Estes sistemas de informação desenvolveram-se aos poucos e permitem, em cada fase, novas formas de acesso e manipulação da informação.<br />A possibilidade de escrever e difundir suas idéias disponível para grandes extratos da população criou as condições para uma nova revolução.<br />14<br />
  17. 17. Edição eletrônica disponível para todos<br />15<br />
  18. 18. Ontem & hoje<br />16<br />Doisneau<br />
  19. 19. 17<br />Na Internet ninguém sabe que você é um cachorro<br />
  20. 20. Qualidade & Tecnologia<br />Qualidade é um conceito subjetivo que está relacionado diretamente às percepções de cada indivíduo. Diversos fatores como cultura, modelos mentais, tipo de produto ou serviço prestado, necessidades e expectativas influenciam diretamente nesta definição.<br />18<br />
  21. 21. Livros como a base do conhecimento<br />Em muitas áreas de conhecimento, como nas Ciências Humanas, os livros são considerados a fonte básica de conhecimento e fortemente considerados na avaliação da produção acadêmica. <br />A dificuldade e custo para a sua edição asseguravam um controle de qualidade adequado. <br />Livros foram a base do desenvolvimento da cultura mundial.<br />19<br />
  22. 22. Lista canônica de livros<br />Cada área publica uma lista dos livros que devem ser conhecidos pelos eruditos.<br />Esta lista era elaborada pelos sábios e constituía-se em uma referência estável e confiável.<br />A Biblical canon or canon of scripture is a list or set of Biblical books considered to be authoritative as scripture by a particular religious community, generally in Judaism or Christianity. The term itself was first coined by Christians, but the idea is found in Jewish sources. <br />20<br />
  23. 23. Revistas<br />Após os livros surgiram as revistas, entre elas as acadêmicas em que os artigos, passando por um processo de avaliação, são considerados por este motivo fontes confiáveis e valorizadas para a publicação do conhecimento. <br />Além disto, bibliotecas com muitos recursos financeiros têm grandes acervos de revistas impressas e estas passam a ser consideradas como referências estáveis<br />Nas áreas de desenvolvimento mais rápido como, por exemplo, a física, a engenharia e a biologia, chegam a ser mais importantes mesmo que os livros. <br />21<br />
  24. 24. Qualidade e perenidade<br />A qualidade foi muito associada a perenidade e a ampla disponibilidade.<br />Esta disponibilidade é um elemento intimamente associado à disponibilidade financeira pois depende de grandes acervos.<br />Há poderosos interesses econômicos em apoiar as revistas impressas pois, a indústria das publicações está enfrentado a mesma crise dos editores de CD.<br />Hoje a Apple iTunes vende mais músicas online do que os CDs.<br />22<br />
  25. 25. Apple iTunes<br />23<br />
  26. 26. Bibliotecas digitais<br />A seguir surgiram as bibliotecas digitais, suportadas por casas editoras, com versões eletrônicas de suas publicações em papel. <br />Esta é uma ação similar à venda de músicas pela Internet em vez de gravações em CDs ou DVDs. <br />A partir deste momento o acesso às revistas tornou-se amplo e, principalmente, imediato. O custo continua alto para os usuários.<br />Mesmo com o acesso instantâneo a estas publicações o processo editorial continua exatamente o mesmo que o do tempo da imprensa tradicional. <br />24<br />
  27. 27. Biblioteca de Alexandria<br />Ontem<br />Hoje<br />25<br />
  28. 28. Biblioteca digital da CAPES<br />26<br />
  29. 29. Digital Library da ACM<br />27<br />
  30. 30. Múltiplas métricas<br />The tool also calculates papers’ impact factors using a new algorithm similar to PageRank, the algorithm Google uses to rank web pages. <br />28<br />NATURE|Vol 451|3 January 2008<br />
  31. 31. Thomson is also under fire …<br />… from researchers who want greater transparency over how citation metrics are calculated and the data sets used. In a hard-hitting editorial published in Journal of Cell Biology in December, Mike Rossner, head of Rockefeller University Press, and colleagues say their analyses of databases supplied by Thomson yielded different values for metrics from those published by the company (M. Rossneret al. J. Cell Biol. 179, 1091–1092; 2007).<br />29<br />
  32. 32. 30<br />CitationStatistics<br />A report from the International Mathematical Union (IMU) in cooperation with the International Council of Industrial and Applied Mathematics (ICIAM) and the Institute of Mathematical Statistics (IMS) <br />
  33. 33. 31<br />
  34. 34. Os critérios<br />32<br />A comparison between the institutions that do well in citations and those that perform well in peer review shows that this criterion tends to favour institutions in the US and, to a lesser extent, other English speaking countries.<br />Researchers in countries such as France, Germany, Switzerland, Italy and Spain, and in Latin America and India, were either absent or performed poorly in termsofcitationsreceived.<br />Isto quer dizer que a sua qualidade é menor? <br />É uma indicação de poder econômico?<br />Ou uma indicação de popularidade?<br />
  35. 35. h-index by Scholar Google<br />33<br />É essencial a disponibilidade das publicações na Web<br />
  36. 36. SEER IBICT<br />34<br />
  37. 37. Todo o processo editorial online<br />35<br />
  38. 38. Publicações Web<br />Mais recentemente apareceram formas de publicações eletrônicas com avaliação social da qualidade dos artigos como a Wikipédia. <br />A partir deste modelo estão sendo aperfeiçoadas formas de atribuir níveis crescentes de autoridade para certificar a qualidade. <br />A perspectiva é de que consigamos, em um prazo médio, de um novo modelo de publicações desenvolvido especificamente para a nova realidade tecnológica da Web<br />36<br />
  39. 39. Publicações livres<br />Revisão<br />Revistas eletrônicas<br />Versão eletrônica de revistas<br />Livros tradicionais<br />Pergaminhos do Mar Morto<br />37<br />
  40. 40. Certificação de qualidade<br />Procedência: <br />Autor, <br />Instituição, <br />Histórico do tema.<br />Avaliação por pares: <br />Qual a qualificação dos avaliadores?<br />Qual a sua contribuição para o aperfeiçoamento da publicação? <br />A avaliação é limpa (fair)?<br />Perigo: medo da novidade <br />A chamada Revolta da Vacina ocorreu de 10 a 16 de novembro de 1904 na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. O motivo que desencadeou esta foi a campanha de vacinação obrigatória, imposta pelo governo federal.<br />38<br />
  41. 41. Revisão aberta de artigos<br />39<br />O artigo completo está disponível para os assinantes de meu site.<br />
  42. 42. Ranking de PGs em função da colaboração interna<br />40<br />CAPES 3<br />CAPES 4<br />CAPES 5<br />CAPES 7<br />CAPES 6<br />
  43. 43. Conclusões<br />41<br />
  44. 44. Qualidade: def. na Wikipédia<br />Definição<br />O termo qualidade é utilizado em situações bem distintas. Por exemplo, quando se fala da qualidade de vida das pessoas de um país ou região, quando se fala da qualidade da água que se bebe ou do ar que se respira, quando se fala da qualidade do serviço prestado, ou ainda quando se fala da qualidade de um produto no geral. <br />Como o termo tem diversas utilizações, o seu significado nem sempre é de definição clara e objetiva. <br />42<br />
  45. 45. Considerações<br />A qualidade é algo que tem profunda base ideológica.<br />Não existe uma definição fixa, perfeita e imutável de qualidade.<br />Há enormes interesses econômicos e de poder em criar definições de qualidade que:<br />Privilegiem os países centrais,<br />Permitam que pesquisas financiadas pelos governos se transformem em lucros de companhias editoras privadas,<br />Mantenham o status quo, por medo de que as novidades revolucionárias da publicações eletrônica redistribuam os financiamentos atualmente disponíveis.<br />43<br />
  46. 46. Considerações<br />A importância dos livros foi devido a sua difusão, após a invenção da imprensa, por muitas bibliotecas.<br />As revistas impressas passaram a ter importância pois podiam ser distribuídas amplamente entre bibliotecas.<br />Conferências eram consideradas menos importantes pois os anais só eram comprados por poucas bibliotecas.<br />A publicação eletrônica tornou todos os tipos de conteúdos perenes e amplamente disponíveis.<br />O velho está morto mas o novo ainda não nasceu!<br />44<br />
  47. 47. Cultura, Qualidade & Tecnologia<br />Devemos entender a transformação cultural causada pela tecnologia.<br />A avaliação da qualidade é um fenômeno cultural, não uma ferramenta tecnológica.<br />Popularidade não é qualidade.<br />A qualidade deve ser medida, também, pelo impacto da pesquisa na sociedade, tanto culturalmente como pela modificação dos meios de produção.<br />A tecnologia deve ser uma ferramenta para o crescimento da Sociedade e não um grilhão para escravizá-la.<br />45<br />
  48. 48. A essência da tecnologia não é algo tecnológico<br />Obrigado pela atenção<br />O texto associado a esta apresentação está disponível em http://palazzo.pro.br/...<br />46<br />

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