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Relatório final ces (1)

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Relatório final ces (1)

  1. 1. 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL UFFS – CAMPUS ERECHIM PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL CONEXÕES DE SABERES PRÁXIS UFFS – ERECHIM PESQUISA SOBRE O CONSELHO ESTRATÉGICO SOCIAL RELATÓRIO FINAL ERECHIM, 2014
  2. 2. 2 PESQUISA SOBRE O CONSELHO ESTRATÉGICO SOCIAL UFFS – ERECHIM RELATÓRIO FINAL Equipe responsável Tutor: Prof. Thiago Ingrassia Pereira Bolsistas: Fernanda May Joviana Vedana da Rosa Daniel Gutierrez Jaqueline Bordin Rovian Palavicini Adriele Sielski Apoio: Blog: http://petconexoesdesaberes-uffs.blogspot.com.br/
  3. 3. 3 SUMÁRIO 1 Introdução....................................................................................................................................... 04 2 O que é o Conselho Estratégico Social?.................................................................................... 04 3 Transcrição das entrevistas....................................................................................................... 06 3.1 Entrevista com Elemar Cezimbra – Realizada em 15 de junho de 2013....................................................................................................................................... 06 3.2 Entrevista com Anacleto Zanela – Realizada em 18 de julho de 2013........................ 12 3.3 Entrevista com Rafael Motter (MAB) - Realizada em 09 de agosto de 2013.............. 19 3.4 Entrevista com a professora Celita Casagrande (15ª CRE) – Realizada em 23 de outubro de 2013.............................................................................................................................. 25 3.5 Entrevista Douglas Censi (FETRAF) - Realizada em 30 de outubro de 2013.................................................................................................................................. 29 4 Resumo de notícias: histórico de criação da UFFS e atuação do movimento pró-universidade. 33 5 Referências................................................................................................................................ 45
  4. 4. 4 1 Introdução O Grupo Práxis, Programa de Educação Tutorial (PET) Conexões de Saberes, presente na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) Campus Erechim é um grupo que trata sobre o contexto de expansão do ensino superior e a inserção de estudantes de classes populares na universidade. O grupo procura articular ensino, pesquisa e extensão. Voltado para o ensino tem-se o grupo de estudos, que busca propiciar uma fundamentação teórica e conceitual para desenvolver as atividades do programa. Os temas tratados são, entre outros, acerca da educação popular e movimentos sociais. Para a extensão, são realizadas oficinas nas escolas da região da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), procurando estabelecer diálogos com os estudantes do terceiro ano do Ensino Médio sobre a continuidade dos estudos. Em 2013, foram visitadas escolas localizadas em Aratiba, Itatiba do Sul, Erebango, Erechim e Cruzaltense. Com relação à pesquisa, são realizadas, anualmente, desde 2012, pesquisas com o objetivo de traçar o perfil dos ingressos nos cursos de graduação da UFFS Campus Erechim. Com a intenção de se conhecer diferentes práticas pedagógicas realiza-se a pesquisa com as escolas do MST. Em novembro de 2013, foi visitado o Instituto de Educação Josué de Castro, em Veranópolis – RS. Ainda, ao longo do ano de 2013, foi desenvolvida a pesquisa sobre o Conselho Estratégico Social (CES) da UFFS. 2 O que é o Conselho Estratégico Social? A história de criação da UFFS, localizada hoje nos três estados da Região Sul, possuindo seis campi, um em Erechim, está vinculada à mobilização de movimentos sociais (Via Campesina, Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB –, MST, Igreja Católica, deputados, vereadores etc.). Em 2005 foi criado o Movimento Pró-Universidade Federal do Norte do Rio Grande do Sul, que ganhou mais força quando se uniu a outros movimentos do Oeste de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná que também reivindicavam a presença de uma universidade federal, além destas regiões possuírem características econômicas semelhantes, voltada para agricultura familiar e pequenas empresas rurais e urbanas e estarem até então desassistidas pelo ensino superior público (BENINCÁ, 2011).
  5. 5. 5 A criação do Conselho Estratégico Social, após a instituição da UFFS, foi um meio de incorporar representantes dos movimentos sociais e da comunidade nos mecanismos de decisão e consulta da universidade. O CES é um órgão consultivo, dentre suas competências são: a) analisar o impacto social da UFFS; b) propor formas de aproximação e inserção da UFFS com a comunidade; c) propor questões, estratégias e diretrizes sobre a expansão das atividades e criação de novos cursos; d) indicar representantes da comunidade nos demais conselhos da UFFS (UFFS, 2013). A questão norteadora desta pesquisa é: qual é a avaliação dos membros do CES e do Movimento Pró-Universidade acerca do atual processo de consolidação da UFFS? Para isso, utilizou-se a aplicação de entrevistas, a partir de um roteiro semi-estruturado, com o primeiro e atual presidente do CES, Anacleto Zanela, ex-vereador e Secretário de Coordenação e Planejamento da Prefeitura de Erechim, no dia 18/07/2013, e Elemar Cezimbra, ligado à Via Campesina – PR, no dia 15/06/2013, respectivamente; com o representante do MAB Erechim, Rafael Motter, no dia 09/08/2013; com a representante da 15ª CRE, prof. Celita Casagrande, em 23/10/2013; e com o representante da Fetraf, Douglas Cenci, em 30/10/2013. Assim como nos demais setores sociais que constituem o CES, o grupo Práxis PET – Conexões de Saberes entrou em contato com a Mitra Diocesana de Erechim a fim de entrevistar a pessoa responsável por representar a entidade dentro do CES da UFFS para fins que constitui a pesquisa. Após vários contatos com a paróquia local conseguimos conversar com o padre Valter Girelli, o qual consta como representante da Mitra Erechinense junto ao CES, mas em nossa conversa ele nos relatou não possuir informações sobre o conselho, dizendo que seu nome foi apenas uma indicação formal e que ele não possuía conhecimento para falar sobre o assunto. Dessa forma, ele nos passou o contato de um segundo possível representante da Mitra Diocesana de Erechim, o qual não conseguimos manter contato, e dessa forma optamos por não entrevistar os representantes dessa instituição nesta pesquisa. As questões orientadoras da entrevista foram sobre: a) a percepção/opinião da participação dos movimentos sociais hoje na UFFS; b) o significado do conceito de “popular” que consta no Projeto Político Institucional (PPI); c) a percepção do processo expansionista da UFFS; d) a percepção da participação dos acadêmicos, professores, técnicos administrativos na consolidação da UFFS hoje e em relação ao CES;
  6. 6. 6 e) a percepção dos benefícios que a UFFS trouxe para a região e no que ainda poderia contribuir; f) como os movimentos poderiam contribuir para a reestruturação dos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPCs); g) uma possível solução para resolver a situação conflituosa em relação ao transporte estudantil da UFFS que sofre com a dependência de outras instituições. Além disso, para os representantes da FETRAF e do MAB foi perguntado sobre a utilização do espaço da UFFS, por membros do grupo, seja na graduação, pós-graduação, projetos de extensão ou outros. Por fim, realizou-se também um resumo de notícias encontradas na internet que remete ao histórico de criação da UFFS e de atuação do movimento pró-universidade. 3 Transcrição das entrevistas 3.1 Entrevista com Elemar Cezimbra – Realizada em 15 de junho de 2013 DANIEL: Bom, estamos aqui hoje, dia 15/06, sábado com o presidente do CES, Elemar Cezimbra, e vamos fazer algumas perguntas com relação ao seu posicionamento, sobre algumas questões que envolvem a nossa universidade. Elemar, sabemos que a participação dos MS (movimentos sociais) foi importante na construção do projeto da UFFS, qual sua percepção, opinião, da participação dos MS hoje na nossa instituição. CEZIMBRA: bom o quê que nós estamos vendo, um aspecto importante a ser considerado, pelo menos em alguns MS como mais uma luta por um mais objetivo, uma vez alcançado aquele objetivo é como se tu tivesse uma onda que quebra a crista da onda e depois ela tem um certo encontro. Eu interpreto usando esta metáfora pros MS. Conquistou a universidade, bom agora temos a universidade e o pessoal dá uma recuada. Eu entendo que agora nesse quarto ano da universidade volta de novo um ascenso na participação dos MS, haja vista esta conferência que estamos vivendo hoje aqui com, eu acredito que tenha aqui hoje aí umas 300 pessoas, claro que tem o corpo acadêmico da universidade, professores, alunos, técnicos, também obviamente deveriam que estar. Mas eu acompanhei três audiências em três campi, e de modo geral a gente circula nessa região Sul, eu estou morando no Paraná agora, mas a gente vê uma preocupação, pois ela agora quer discutir. Porque tinha também o entendimento de que a primeira fase era começar a consolidação, era
  7. 7. 7 implantar e consolidar, e agora já vem com força a preocupação das regiões que não foram atendidas com campi de querer a expansão, ela começa já a ser colocada, ela começa já a ser puxada em todos os lugares, tanto internamente, com novos cursos ou atividades de extensão, coisa do tipo, como também novos campi, a projeção estava desta universidade de ela ser criada com onze campi, foi um, digamos, debate síntese do MS antes de criar a universidade e não foi possível com onze o MEC proporcionou só quatro depois de um processo de articulação e pressão foi pra cinco campi, então, digamos assim, teria ainda dentro daquilo que o MS se propôs, a possibilidade de mais sete, não, de mais um, não, até chegar onze, e principalmente aqui no RS que tem mais pressão e SC também tem demanda em pelo menos em dois lugares, o PR que tava as duas regiões foram atendidas, onde tava mobilizado. Então agora começa a ter uma volta de novo dos movimentos a querer se envolver na universidade naquilo que seria um atributo principal, talvez do movimento nesta universidade, de sugestões, de avaliações, de proposições e por onde está expandindo e também há uma preocupação permanente, me parece que volta agora é sobre um debate mais, digamos assim, qualitativo do tipo de universidade, de como ela vai ajudar a desenvolver na região, como é que ela mais fazer a extensão, a pesquisa, esta coisa toda, então agora começa de novo a ter uma preocupação. Eu tenho esta percepção, então houve um pequeno refluxo aí nos três anos, no quarto ano acho que já começa de novo uma participação maior. DANIEL: e considerando este envolvimento de todo o movimento com a criação deste projeto, eu gostaria de saber se há membros deste grupo que está fazendo uso dos espaços dentro da UFFS, seja na graduação, pós-graduação ou nos projetos mesmo de extensão que tem mais relação, com ligação com a comunidade externa. CEZIMBRA: veja bem, agora a comunidade externa e os movimentos estão demandando atividades da universidade, seja de extensão, em vários locais, alguma coisa de pesquisa. Eu acho é que a tendência é quando os laboratórios estiverem mais implantados e todo o curso já mais, digamos assim, bem acabado, agora já começa o trabalho dos alunos fazendo os estágios. Então começa haver essa demanda, o pessoal começa a visualizar a universidade, que está ganhando os seus prédios, um pouco atrasado, mas vai ser visualizado, então, está visibilidade faz com que o movimento vai exigir uma demanda maior e já está propondo, por exemplo, eu sei de várias, a Fetraf propôs um curso de extensão para 4.000 ou 5.000 jovens junto com o MDA, Ministério do Desenvolvimento Agrário, aqui no RS, mas entendendo a Região Sul, a Via Campesina está propondo curso de agronomia em alternância, pós-graduação em Laranjeiras já está acontecendo na pós-graduação voltada para os MS e desenvolvimento orgânico hoje com uns 60 participantes dos
  8. 8. 8 movimentos, em alternância também, vai ter um curso especial de educação do campo em alternância. Então, já começa a ter esta demanda e a participação vai ser dada desta forma, colocar demandas e em algumas situações o movimento também tem respaldado a universidade em ações, atividades, desenvolvendo e ajudado. Logo no começo a universidade não tinha nada, em muitos lugares os movimentos dos locais colocaram espaços, colocaram estrutura e até recurso, até que ela criasse seus mecanismos de funcionamento. DANIEL: Eu gostaria então que você falasse um pouco mais pra mim o que pra você o que significa esse “popular” que consta no nosso PPI? CEZIMBRA: o popular, veja bem, os MS também são chamados, aí tem toda uma conceituação do que o que é MS aí, mas o que nós interpretamos dos MS que criaram, se envolveram, não é que criaram, se envolveram na criação da universidade e lutaram por isso, eles são todos movimentos sociais populares, populares que ligado as demanda dos setores sociais vinculados à classe trabalhadora, de uma forma ou de outra, mais incluídos ou menos incluídos, então, estes setores populares está ligado a uma situação de classe, de trabalhadores, pais explorados, pequenos agricultores, trabalhadores, aqui não é uma região que tem muitas fábricas, mas tem alguma coisa, trabalhadores de comércios, desempregados, tem indígenas, tem negros, tem juventudes, trabalhos sociais, vamos amplamente caracterizar por isso os MS como populares também. Então, o popular está ligado, do meu ponto de vista, e nos debates que eu tenho na minha organização que participo no MST que está na Via Campesina que é uma espécie de articulação de vários movimentos, hoje ela é internacional, o popular está ligado a esta demandas históricas deste setor, então elas apontam, para transformação social. Então, o popular aqui não tem o sentido de folclórico, de tradicional das camadas populares, também isso é um aspecto, mas não foi isso o que mobilizou pra ter a universidade, o que mobilizou é que estes MS populares eles têm um trabalho muito forte da EP (Educação Popular) que se teve neste país aí, ligado à alfabetização, veio deste veio da EP de Paulo Freire, do Nordeste, você vai ver, da América Central, daqueles processos revolucionários, da Nicarágua, com muita influência, dos debates e dos centros de formação, de ONG’s, colocam pro movimento a demanda de um primeiro momento de formar lideranças, mas os movimentos vão se organizando e têm amplitude territorial, principalmente ligado à reforma agrária, aonde entra a educação formal, não é só a EP que entra, entra a educação formal. Então, a luta pela universidade é decorrente deste aspecto aí, que vem lá ligado à EP, que é uma educação voltada pra setores sociais que querem transformação, mudanças sociais importantes, é isso aí, então o popular aqui na universidade está ligado a isso, pra nós o que marca ____ele tem esse cunho, a tendência a demanda
  9. 9. 9 e tem que ter um caráter transformador, um caráter, vamos chamar o transformador como revolucionário, sem banalizar a palavra revolucionário, mas que atende essa demanda e o interesse de classe, da inclusão social, da cidadania, destes aspectos que hoje está incluído a questões ambientais, os desafios grandes da humanidade aí que estão colocados, ligados a vários aspectos, este é o sentido da palavra popular. DANIEL: A partir disso então, qual é a percepção do movimento, como vocês vêem hoje esse processo expansionista da UFFS? CEZIMBRA: Veja bem, a universidade hoje está abrangendo três estados, já surgiu multicampi e o MS porque aí tem uma demanda reprimida de afastamento, o estado brasileiro não está presente com a educação pública federal nesta região. É uma região de quatro, quase cinco milhões de habitantes, mais de 400 municípios onde abrange a universidade. Então esta demanda reprimida faz com que haja uma pressão também na universidade pra ela se expandir rapidamente. Então eu não sei se é este o sentido da palavra expansionista, mas é, vai desde a pressão que é legítima e aquela história de quem tem necessidade tem pressa, então vai ter uma pressão na universidade pra ela se expandir, inclusive com novos campi, mais cursos, por conta desta demanda reprimida. E o que está colocado hoje ___ tem teorias que falam que nós somos a sociedade do conhecimento, estamos na era do conhecimento e eu concordo que também é isso, então há uma... A juventude nesta região bem menos que em outras regiões do país não está nas universidades, então vai tem uma pressão, essa pressão vai se permanente pra ela expandir. Nós entendemos que expandir é expandir com qualidade, pra nós estas duas categorias elas não são excludentes uma da outra, a expansão também pode ser com qualidade e qualitativa que às vezes há este debate. É este o entendimento que a gente tem de expansão, de fato é uma corrida rápida e pode algumas coisas diminuir, pode ser que não se expanda e nunca tenha qualidade também não é, mas esta é uma demanda reprimida, já se pleiteava onze campi, como eu falei antes. Há uma urgência do ensino público federal superior, era completamente ausente, então vai ter esta pressão pra se expandir mesmo, pra ser expansionista, neste sentido. DANIEL: assim, como você vê a participação de acadêmicos, professores, técnicos administrativos na consolidação da nossa instituição, a UFFS, hoje? E em relação ao CES? CEZIMBRA: entendemos como fundamental quando cria a universidade atingir um primeiro objetivo que era ter esta instituição, uma universidade são professores, alunos e servidores, os
  10. 10. 10 técnicos, tendo estas três coisas já tem universidade, claro tem todas as políticas, diretrizes etc e tal. Então é óbvio que este setor tem que estar dentro do CES. Foi um debate que teve e que se entendeu que teria que entrar, porque o movimento pró-universidade, de um certo modo, ele se formaliza na universidade com os conselhos comunitários e com o CES. Esta foi a formalidade achada para instituir o movimento pró-universidade hoje dentro do estatuto da universidade. Então também vai ter que estar instituindo a comunidade acadêmica. Eu acho que o que era o movimento pró- universidade e que ainda está lutando em várias regiões pela expansão ganha uma riqueza com a comunidade acadêmica agora já existe, eu vejo como natural, é óbvio que a sociedade neste conselho estratégico eu entendo que ela tem que estar majoritariamente representada porque ela é muito mais diversa e ampla mesmo que esta diversidade esteja dentro da universidade, mas pra tu preservar porque a universidade já tem as instituições de decisão que estão preservadas. Então isso aqui é um outro caráter, uma coisa nova e por isso que ele é polêmico em algumas situações, mas é o formato que se achou pra instituir isso aí. Eu vejo como natural que a comunidade acadêmica participe. Os três âmbitos, professores, alunos e técnicos. DANIEL: e quais são os benefícios que vocês identificam que a UFFS trouxe pra nossa região e pras outras demais regiões e que ainda poderia estar contribuindo? CEZIMBRA: veja bem, a universidade é mais que plantar alface, que tu colhe em 60 dias ou coisa do tipo. Universidade é plantar árvores. Na medida em que ela vem pra uma região e já inclui uma camada grande de alunos que não estariam na universidade hoje ela já está beneficiando uma população, uma juventude que não estaria na universidade. Na medida em ela se torna... Ela é um pólo dinâmico de cultura, de conhecimento, inclusive econômico de regiões e eu acho que eles vão começar a ver os benefícios da universidade quando começa a sair as primeiras levas de alunos. Na medida em que ela estiver bem instituída, tiver fazendo com mais força, com seu quadro acadêmico completo de estrutura de laboratório, de salas, de biblioteca e seus projetos de extensão mais completo ela começa a mostrar mais este efeito. Eu diria que é muito curto tempo pra ver os grandes efeitos, mas ela já tem efeitos, tem resultados na medida em que ela incluiu, a primeira coisa que ela fez foi incluir quem nunca entraria numa universidade, que não tinha aqui nesta região e teria dificuldades se fosse pra outras, ela já está tendo benefícios. DANIEL: em relação ainda na nossa universidade, os PPCs pensados na criação do projeto institucional estão em processo de reajuste e reestruturação. Vocês, os movimentos em si, acreditam que os movimentos sociais poderiam contribuir de alguma forma neste processo?
  11. 11. 11 CEZIMBRA: podem contribuir, os MS hoje, eu vou te dar só um exemplo. O MST, que é a organização que eu participo há 32 anos, nós temos uma das metas, além de fazer um processo forte de formação, que se chama ___, que é um pouco de EP vazia, nós temos uma determinação interna que todos os nossos militantes dirigentes internos tenham curso superior. Nós temos hoje parcerias com universidade, principalmente públicas, mas também algumas privadas, institutos federais. Eu creio que está passando de 100 cursos em parcerias, aonde nós temos uma equipe já de formadores nossos com mestrado, doutorado com larga experiência de montagem de curso, de ementas, de disciplinas, voltadas para a realidade, debatendo com o corpo acadêmico destas instituições. Eu participei de vários destes já, com a UFRJ, com outras universidades, mesmo com este debate na UFFS. Então uns movimentos mais outros menos, mas hoje os movimentos também acumularam nesta área, tem algo a dizer, tem demandas, tem reivindicações, tem experiência acumulada de metodologias, de sugestões de ementas. Enfim, se é uma universidade com esse cunho, pra desenvolver, popular, numa região nova ela tem que sintonizar com isso aí. Há que ver a forma contribuir, mas hoje se tem acúmulo pra isso, pode contribuir. DANIEL: então, pra nós irmos finalizando gostaria de só mais uma pergunta. Hoje a UFFS vive uma situação bastante conflituosa em relação ao transporte estudantil com a dependência de outras instituições. Como você vê uma possível solução para resolver este problema? CEZIMBRA: olha, ___ Laranjeiras de onde que eu estou, que agora aparece quando o pessoal vai para o campus que é um pouquinho afastado do centro da cidade, 4 ou 5km, e que os alunos eu não sei como está lá, se hoje tem algum problema e lá resolveu com a empresa, com a prefeitura, e facilitou este transporte lá pro campus. O que que a gente olha tradicionalmente, eu fui estudante que na minha época comprava passe estudantil mais barato nas empresas. Quando eu estava em Porto Alegre tinha o passe estudantil que tinha um abatimento na passagem. A UFFS tem políticas de permanência que passa também para garantir que o aluno possa se deslocar, que ele possa ter alimentação, que possa ter moradia, que tenha estas condições que atende classes sociais bastante excluídas. Então aí ela vai ter que olhar agora pra isso também como uma instituição que vem forte. Eu fui em outras universidades que a universidade tinha transporte. O campus do Fundão da UFRJ tem transporte dentro do campus, que é enorme aquilo lá. A nossa é que vai ter que inventar um formato, com debate entre os alunos, a reitoria, poder público local, mas não pode ser por conta disto que aluno vai desistir, porque é muito firme esta visão de que tem que garantir não só o acesso, mas também a permanência. Eu veria na lógica da permanência e veria as formas de facilitar
  12. 12. 12 isso aí. Como? Não tenho forma, aí tem que se adequar a cada região. Quem sabe a universidade agora à medida que isto é um problema tire políticas pra resolver isto aí. Mas eu entendo que ela não pode ignorar isso aí, ela tem que ajudar a resolver junto com os alunos e suas representações, centros acadêmicos, DCEs. DANIEL: então finalizando, gostaria de agradecer ao nosso presidente do CES, Elemar Cezimbra, até mais. 3.2 Entrevista com Anacleto Zanela – Realizada em 18 de julho de 2013 DANIEL: Então, hoje é 18/07, eu estou aqui na Secretaria de Planejamento com o nosso atual, ANACLETO: Secretário de Coordenação e Planejamento, DANIEL: Anacleto Zanela que também já teve um papel muito importante no CES no cargo de presidente. Então, gostaria de começar, Anacleto, sabendo, dizendo que nós sabemos da participação dos MS foi importante na construção, no projeto da UFFS. Qual é a sua percepção, ou opinião, da participação dos MS hoje dentro da nossa instituição? ANACLETO: Daniel, ontem inclusive eu estive participando de um debate promovido pelo DCE Mostra a sua Cara, da universidade federal, Campus Chapecó, e discutimos justamente isto que você está perguntando aqui. Para os MS, a começar pela história, inclusive o Charles, um integrante do movimento MPA que estava presente ontem, ele disse, para os MS a universidade federal não tem uma história de três anos, quando começou o seu funcionamento em 2010, para os MS a universidade federal já tem no mínimo uns sete anos, porque é quando se começou as principais mobilizações para que a universidade federal se tornasse realidade aqui nos estados do Sul. Havia movimentos aqui no RS, havia movimentos em SC e havia movimentos no PR e eram movimentos isolados e em uma das audiências em Brasília o ministro disse, olha, nós não temos condições de atender, criar uma universidade em cada Estado neste momento, e, portanto, nos desafiou a fazermos um movimento unificado e não foi fácil, de movimentos diferentes, de lutas diferentes constituir um único movimento pró-universidade. Eu também tive a honra e a felicidade de participar deste movimento aqui pela região do Alto Uruguai, representando, eu era vereador na época, depois eu fui Secretário da Educação e agora Secretário de Coordenação e Planejamento, mas também eu representava setores urbanos porque a universidade federal teve dois grandes
  13. 13. 13 movimentos sociais que fizeram o papel de coordenação geral, que foi a Fetraf Sul e a Via Campesina, como é o caso do MAB que participa da Via Campesina, e eu representava nesta coordenação os setores urbanos que também estavam mobilizados, sindicatos, câmaras de vereadores, enfim, a própria prefeitura de Erechim, depois de um determinado período também quando eu fui Secretário de Educação. Neste período, Daniel, nós aprendemos que nós íamos, somente íamos conquistar a universidade somente se a gente criasse um movimento muito forte e foi isso que aconteceu. Foram abaixo-assinados, foram mobilizações, foram atos públicos, foram audiências, pressões políticas, né, ao presidente Lula na época, ao ministro da educação, aos governadores, envolvemos senadores, deputados federais, deputados estaduais, câmaras de vereadores, prefeituras e os MS que faziam toda a mobilização, mas contavam com este apoio, esta mobilização, sindicatos urbanos. Isto deu o corpo necessário, a força necessária pra nós conseguirmos convencer o governo federal da necessidade desta universidade federal. Portanto, eu entendo que a Universidade Federal da Fronteira Sul é uma das poucas universidades que foi construída com toda esta dinâmica social, então pra mim isto é uma das grandes riquezas da universidade federal e que, de certa forma, de 2010 para cá, depois que ela se instituiu, por mais que os movimentos ainda participe, mas a universidade, há um certo distanciamento entre a comunidade interna, acadêmica, estudantes, professores, direção, todo seu dinamismo e os MS. Então, eu acredito que este, um dos debates que fazíamos ontem, é que nós temos que recuperar esta relação muito forte que tem que haver entre a atual comunidade acadêmica com todas as instituições e entidades que participaram do processo de conquista da universidade federal, então, este é um dos grandes desafios que nós temos e até porque eu não acredito que a universidade federal ela tenha, ela vai cumprir o seu papel, ela vai atingir seus objetivos, porque ela está constituída com duas palavras muito importantes: que ela tem que ser pública e que ela tem que se popular. Ela só vai ser pública e popular se de fato tiver esta relação construída de forma muito forte entre a comunidade acadêmica e a comunidade externa, pra mim, este é um grande desafio dos MS e também de quem está na comunidade interna da universidade. DANIEL: O senhor já abordou então esta questão do popular que seria a nossa próxima pergunta, que seria o seu entendimento sobre esta questão do popular que consta no PPI da universidade, mas se o senhor quiser contribuir com mais alguma coisa nesta definição do popular? ANACLETO: sim, eu quero, até porque ontem eu fiz este debate e a gente discutiu um pouquinho do que a gente entende sobre este popular. Nós entendemos, Daniel, que a sociedade é ainda muito injusta, ela é muito desigual e, portanto, quando a gente fala em popular nós estamos discutindo que
  14. 14. 14 tipo, que país nós queremos, que desenvolvimento nós queremos e que universidade nós queremos para construir este desenvolvimento, esta sociedade que a gente quer. E quando a gente fala em popular nós estamos falando dessa desigualdade que nós temos que combatê-la com todas as nossas forças e por isso quando a gente fala dela em ser popular, ela tem que atender principalmente as pessoas que mais precisam, aqueles setores sociais que sempre forma excluídos do direito a uma universidade e hoje infelizmente ainda apenas, em torno de 20% da população tem acesso a universidade brasileira e nós precisamos avançar neste processo com urgência e, portanto, este caráter que nós queremos dar e além disso, nós entendemos, e por isso que eu falo e falei antes que a universidade tem que ter esta relação permanente, a comunidade interna com a comunidade externa, mas especialmente os MS populares pra dar este caráter especialmente dos setores que mais precisam e o grande objetivo nosso tem ser esse: enquanto não tiver o acesso à universidade pública, o direito a chegar a um curso superior, a ter um curso superior tem que ser de todo cidadão brasileiro e enquanto nós não temos este direito garantido pra todos nós temos muitos passos a dar, a serem dados, e é esse o papel que a universidade tem e que nós enquanto movimentos sociais, a prefeitura, enfim, as instituições, todos, nós temos que ter estes princípios no nosso trabalho. É este o popular que nós queremos dar, a universidade tem que ter como objetivo o combate às desigualdades sociais, o enfrentamento aos problemas sociais, o desenvolvimento que a gente quer é um desenvolvimento inclusivo e que de fato garanta oportunidades para todos e não para manter a atual estrutura social, onde alguns têm e outros não têm. Então, o combate à pobreza, o combate à miséria, a superação da pobreza, a transformação social tudo isto está dentro deste, desta palavra tão importante que é o popular. DANIEL: Nós estamos praticamente no nosso quarto ano de funcionamento de nossa instituição, então eu gostaria de saber qual a sua opinião sobre esse atual processo expansionista da instituição. ANACLETO: Primeiro eu entendo que a expansão da universidades federal ela é fundamental, em todos os níveis e entendimentos que temos, ela tem que expandir do ponto de vista das atuais estruturas, atuais campi, na estrutura física, na estrutura humana, né, de professore, laboratórios, funcionários, enfim. Além disso ela precisa crescer do ponto de vista da pesquisa, da extensão e dos cursos de graduação, acho que ela deve ter mais cursos nesses campi já estabelecidos, ela tem que crescer e se expandir no processo de verticalização nos cursos de pós-graduação, especialização, mestrado e doutorado, e também nos temos que cumprir com as metas estabelecidas pelo movimento social e que poderão vir outros, que é os compromissos com aquelas cidades que não conseguiram naquele momento de fundação da universidade de criação, é o caso de Concórdia, de
  15. 15. 15 São Miguel do Oeste em Santa Catarina, é o caso de Passo Fundo que agora terá o curso de medicina, mas que estava no movimento, é o caso de Ijuí, é o caso de Vacaria, Soledade, que eram regiões que também tinham se mobilizado naquele período e que não tiveram. Mas, quando eu falo desta situação, isso nós debatíamos ontem, a expansão ninguém tem que ser contra em hipótese nenhuma na minha opinião, mas a expansão ela não pode ser feitas com os atuais recursos financeiros que temos, então esta expansão deve ser acompanhada com a expansão dos recursos orçamentários da instituição. Nós queremos que ela se expanda, aliás, consolidar a instituição tem haver com a expansão, porque se ela ficar nisso como esta, é o primeiro passo para começara ser sucateada. Então pra mim, essas lutas, essas questões que as pessoas colocam, as vezes com certa razão, na minha opinião as vezes ela não é bem colocada, porque na minha opinião, e ontem pelo debate que a gente fez foi esse, que nos precisamos sim da expansão da universidade federal, até porque ela não esta cumprindo com aquele grande objetivo que é de fato ser popular ainda, porque ainda temos uma grande parcela da sociedade que ainda não tem acesso ao ensino superior, e portanto nos precisamos garantir esse direito, é papel do governo federal e é papel nosso como um todo lutar para que essa expansão aconteça. DANIEL: E como que você vê hoje, a participação dos acadêmicos, dos professores, dos técnicos administrativos na consolidação do projeto da UFFS, a também com relação ao CES? ANACLETO: Eu acho fundamental. Porque nenhuma universidade vai ser democrática de fato se não der voz e vez ao conjunto de setores que a acompanha. Estão os professores devem estar bem representados, os técnicos administrativos, os alunos também nesse processo, ao mesmo tempo que não consigo entender que a universidade tem que ficar apenas, como eu disse antes, fechada sobre si mesma, ou seja, fechada só com os setores que estão dentro da universidade, a grande riqueza da UFFS é sua relação com a comunidade externa, então a comunidade externa com seus movimentos sociais, sindicatos, instituições publicas, enfim, essa relação com governos, com a câmara de vereadores é fundamental esse apoio institucional para buscar, pra crescer, pra se desenvolver. Nos não estamos aqui pra defender quando falo de prefeituras, de câmaras de vereadores, não estou falando de partidarização, pois a universidade deve ser um local onde todas as idéias políticas devem estar presentes, agora o que eu defendendo é que a sociedade deve ser protagonista também, mas também não pode ser aquilo de os movimentos virem aqui dizer como a universidade deve ser, não, os movimentos tem o direito de dizer o que eles pensam da universidade, mas a universidade também tem o direito de dizer o que pensa, e desse conjunto de pensamentos vamos construindo entendimentos, acordos, consensos, para que essa universidade cresça cada vez mais.
  16. 16. 16 DANIEL: Dentro de todo esse contexto, quais são os benefícios que você pode identificar que a UFFS trouxe para nossa região, e com quais benefícios ainda poderá contribuir? ANACLETO: Bom, eu acho que ela já trouxe um grande beneficio que é o acesso a ela, o acesso que beneficia a escola publica, onde através do ENEM quem estuda em escola publica tem um critério de priorização que hoje garante que mais de 90% dos alunos sejam de escola publica, então ela já esta atingindo um dos objetivos que é alcançar aquelas pessoas que mais precisam, outro grande beneficio que eu vejo é essa relação que começa acontecer com a educação básica, se nos quisermos ver o pais crescer temos que fortalecer a base educacional do país, por isso a universidade federal já cumpre esse papel e pode cumprir muito mais. Eu fiz um questionamento até esses dias atrás na audiência pública, que eu não consigo entender como que uma universidade consegue garantir apenas um curso de mestrado em Educação que garante apenas vinte vagas, eu sei que não pode ter turmas tão grandes, enfim, mas a universidade já deveria ter mais cursos, nós precisamos, os professores da educação básica precisam ter oportunidades de qualificação, só em Erechim hoje nós temos mais de 600 professores e a maioria tem no máximo um curso de especialização, então a universidade tem um papel muito importante para a educação básica, e também naquilo que eu falei antes, na pesquisa, na extensão, nós temos muito a crescer, temos que oferecer mais cursos, mais cursos de pós-graduação, acho que a universidade já tem contribuído muito no debate regional, já começa através dos diferentes cursos contribuir para o debate de para onde vai o desenvolvimento da região, e acho que nesse sentido a universidade pode contribuir muito ainda, já foi feito bastante mas temos muito ainda pra caminhar para que o nosso desenvolvimento regional seja cada vez maior. DANIEL: Os PPC’s pensados no processo de criação institucional estão em processo de reajuste e reestruturação, você acredita que os movimentos sociais eles poderiam contribuir de alguma forma nesse processo de reajuste? ANACLETO: Sim. Porque quando a gente fazia o debate quais cursos e o que eles deveriam trabalhar, nós sempre defendíamos a necessidade de ter um núcleo comum que fosse base de toda formação, porque nos não queremos que a educação, e não falo apenas da universidade, falo da educação como um todo, a educação não pode apenas garantir formação através de um determinado curso pra eles serem especialistas em determinada área, ou seja, para atender uma demanda especifica do mercado de trabalho, nos queremos ver um estudante preparado para um conjunto de
  17. 17. 17 desafios em suas vidas, e ai envolve as questões do mercado de trabalho sim, mas envolve a sua opinião própria, o protagonismo, a formação completa do ser humano, a gente sempre fala que a educação deve dar essa base pra cada estudante e a universidade também deve servir pra isso, então a gente não pode apenas trabalhar a formação técnica sem trabalhar a formação humana de uma pessoa solidaria que envolva a cidadania plena, e é nesse sentido que a gente entende que os movimentos sociais podem contribuir muito na discussão do papel de cada curso, na grade curricular de cada curso, mas é claro, ninguém aqui esta defendendo que não tenha uma base técnica para aquela área que o curso tem, se a pessoa vai se formar em licenciatura ela deve se especializar também nessa área, mas que tenha essa base de formação humana em todas as áreas para que esse estudante quando se forme esteja preparado para diferentes situações indiferente da área que ele vai atuar profissionalmente. Então assim, por isso que é importante que hajam, é claro que não tem como os movimentos sociais estar diariamente na universidade discutindo tudo isso, mas que através de seminários e debates isso possa acontecer e isso possa acontecer com as sugestões dos movimentos sociais nos fóruns da universidade e do próprio CES tem esse papel e possa contribuir nesse sentido. DANIEL: Agora uma questão que eu acredito que envolve mais a questão especifica do campus de Erechim. A UFFS ela tem um situação bastante conflituosa com relação ao transporte estudantil, com a dependência de outras instituições, no caso dos alunos da URI. Como você vê uma solução para esse problema? ANACLETO: No caso especifico de Erechim eu vejo que nesses últimos dias teve uma mobilização dos movimentos sociais, e um dos temas foi esse, então no caso de Erechim nós já estamos discutindo alternativas, nos estamos estudando junto a empresa de transportes, que garante o transporte para o novo campus da universidade, então a empresa já esta garantindo que vai colocar essas linhas de acesso conforme as necessidades dos estudantes, esperamos que de fato isso se concretize. Nós estamos pensando também para Erechim o passe único, o que que é isso, que a pessoa saia de um bairro e venha até o terminar de ônibus por exemplo e se dali ele pega outro ônibus para a universidade ele não precise pagar duas passagens, já temos a meia passagem estudantil então que ele pague apenas essa meia passagem, enquanto não tiver o passe livre né, pois essa é uma luta geral do Brasil que hoje pelo menos a curto prazo nós não vemos como conseguir implantar, mas, que esse direito seja garantido mesmo que a pessoa tenha que utilizar duas passagens, que ela pague apenas uma. Então do ponto de vista de Erechim, acreditamos que estamos encontrando uma alternativa para soluções que venham amenizar esses problemas do
  18. 18. 18 transporte. Do ponto de vista regional eu acho que é preciso ... mas se os estudantes entenderem necessário e nos próximos dias vamos se sentar com eles e com a direção do campus se tiver a necessidade de criar um grupo permanente para debater essa questão nós estamos nos colocando a disposição, agora já falando aqui como prefeitura de Erechim, nós estamos a disposição para ajudar a encontrar a melhor alternativa. DANIEL: Até porque esse debate sobre o transporte está vindo de antes dos protestos sobre o passe livre, porque o pessoal que estuda hoje na federal e moram no interior, dependem dos ônibus que traze o pessoal pra URI, ai quando a URI não tem aula eles não conseguem vir pra federal e nisso ficou um embate bem grande entre os estudantes e já teve uma serie de debates que até agora não se chegou a nada. ANACLETO: Bom, então voltando pra questão de quem mora no interior nos diferentes municípios da região, eu acho que é importante a gente criar um grupo com a presença da AMAU associação dos municípios dos estudantes da universidade federal e das demais universidades porque não, e as prefeituras pra que possamos criar soluções conjuntas, porque a questão do transporte tem haver com o estudante ficar ou não ficar em seu município, se nós não garantirmos transporte como um todo muitos vão sair de seu município e vamos estar contribuindo com o êxodo rural e o enfraquecimento dos municípios do Auto Uruguai pois as pessoas acabaram vindo morar em Erechim e dificilmente a pessoa volta para sua cidade natal se nós não criarmos as condições. Por isso é fundamental a criação deste grupo de debate para pensar as questões do transporte, e é urgente como você disse, pois indiferente da mudança do campus essa demanda já existe. DANIEL: Então eu gostaria de agradecer a você Anacleto, a esse espaço, ao tempo de conversa, e se você quiser fazer mais alguma colocação ... ANACLETO: Eu só queria complementar que é isso, o grande sonho de todos nós é construir uma sociedade mais igual, mais justa, e nós entendemos que a universidade federal não sozinha claro, mas tem um papel fundamental nesse processo, e acho que o papel da universidade ele esta sendo construído passa a passo, muita coisa já foi feita como dito antes, já atende muitas de nossas expectativas mas ainda precisamos avançar muito e estamos a disposição se precisar em algum momento de mais algum debate com os estudantes sobre isso e também nessas questões especificas que se referem a prefeitura de Erechim temos a palavra do prefeito que nós estamos a disposição pra ajudar a construir soluções pros problemas que surgem no meio do caminho.
  19. 19. 19 DANIEL: OK. Muito obrigado pela entrevista. 3.3 Entrevista com Rafael Motter (MAB) – Realizada em 09 de agosto de 2013 No dia 9 de agosto de 2013, nossa colega Joviana entrevistou o Rafael Júlio Motter, membro do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB). A entrevista houve algumas interrupções por causa de barulhos próximos ao local da entrevista, por isso mudou-se de sala duas vezes para conseguir dar progresso à entrevista. Iniciou-se então quatro vezes a entrevista que foi composta por cinco questões. Primeira Tentativa JOVIANA– Bom, então eu estou aqui hoje dia nove do oito de 2013, com Rafael Júlio Motter, membro do movimento dos atingidos por barragens... Então, a gente queria saber assim: considerando o desenvolvimento do movimento para a criação do projeto gostaríamos de saber se há membros do grupo que fazem uso do espaço da UFFS seja na graduação, pós graduação, projetos de extensão ou outros... RAFAEL – tem, tem sim, eu falo por Erechim que é a cidade que eu resido né, mas que eu conheço que tem filhos de militantes nossos, filhos de atingidos por barragens, inclusive militantes que estão fazendo hoje graduação, inclusive eu que acabei de concluir um curso de pós-graduação de desenvolvimento rural sustentável e agricultura familiar em cerro largo. JOVIANA– e pra vocês oque significa o popular que consta no projeto pedagógico institucional? RAFAEL – eu, eu não li todo, de cabo-a-rabo o PPI, mas pelo que eu sei, assim, o popular que consta lá, ele, ele traz todo um significado que tem por traz da construção dessa Universidade Federal (UF), tentando ali, dar mérito, propriamente dar mérito ou abranger as organizações que se encontram, as organizações que ajudaram a construir essa Universidade, que teve uma história diferente das outras universidades do Brasil, onde teve uma luta social por traz dela, por traz de sua construção, mas eu já queria frisa uma coisa aqui, pode dar um stop aqui que eu acho que fiz uma confusão aqui... Tentativa 2
  20. 20. 20 JOVIANA – pra vocês oque significa o popular que consta no PPI? Tentativa 3 JOVIANA – então, pra vocês oque significa o popular que conta no PPI? RAFAEL - Ele faz menção, faz justiça... tá gravando? Já? Então oque significa o popular que consta no PPI... pra começa eu não li todo o PPI ainda, mas...acho que o popular, ele traz, ele agrega todo aquela história que a universidade possui na sua construção, na sua constituição enquanto UFFS...carraca...desliga desliga... oque significa o popular no PPI... bom eu não li todo o PPI como mencionado antes...mas ele, acho que ele traz, ele traz aquele significado de construção...hm... Tentativa 4 JOVIANA – bom, estamos aqui hoje com Rafael Júlio Motter, membro do MAB, hoje é dia nove do oito de 2013, então...considerando o desenvolvimento do movimento para a criação do projeto gostaríamos de saber se há membros do grupo que fazem uso do espaço da UFFS seja na graduação, pós graduação, projetos de extensão ou outros... RAFAEL – bem, tem gente da organização que estuda sim, temos militantes que estudam, filhos de atingidos por barragens né, mais importante... inclusive eu que acabei de concluir o curso de pós graduação na UFFS em Cerro Largo. JOVIANA – e pra vocês oque significa o popular que conta no PPI? RAFAEL – bem Joviana, eu não li todo o PPI né, mas na minha opinião acho que o popular que consta lá significa todo histórico que a universidade...um reconhecimento do histórico que a universidade possui em sua construção né...tudo aquilo que o movimento pro universidade federal venceu...essa luta de 5 anos aí que antecederam a criação da universidade federal e ao mesmo tempo acho que ele assume um compromisso inclusive com essa organização que certas religiões, onde elas estão com o povo em si assume um compromisso com essas organizações e com essas sociedades em si, representa algo novo, representa algo diferente né e esperamos que esse popular não seja apenas...é... colocado como um símbolo, como uma filosofia mas que isso se efetive na pratica, que necessite criar instrumentos dentro que possam ouvir essas organizações, não só ouvir, mas sim com fins liberativos na minha opinião.
  21. 21. 21 JOVIANA –e como vocês veem o processo expansionista da UFFS? RAFAEL – Olha...Joviana, eu acho que enquanto organização social talvez eu possa aqui falar não só da UFFS mas do ensino superior publico com qualidade né, acho que vamos começar por ai, porque nos, como organizações sociais, talvez uma das tarefas nossas é sempre estar cobrando do estado, dos governos uma expansão do ensino superior publico com qualidade né, com essa ressalva, é... porque inclusivo a gente sabe que somente a UFFS não da conta de todo esse... de mais outras universidades que foram criadas aí nesses últimos governos não dão conta de toda a demanda que tem de alunos que estão fora da universidade que gostariam de estudar então, na minha opinião é uma função nossa sempre estar cobrando , manter essa cobrança permanente com os poderes políticos para que se constitui sempre...que continue de forma progressiva essa expansão e quanto a UFFS nós temos todo o apoio do processo expansionista dela né, inclusive eu me recordo que no processo de constituição dela teve muitas regiões, além das 5 que estão contempladas com o campus, que se envolveram no processo...podemos pegar aqui do R.S um exemplo da região de Vacaria, Lagoa Vermelha onde tb ocorreu o movimento de pró universidade federal e se eu não me engano na época, se eu não me engano não... eu tenho certeza que na época dos programas de expansão essa...essas regiões que se envolveram estariam...seriam contempladas em possíveis programas de expansão da federal é o que parece que não aconteceu com o curso de medicina de passo fundo né que na verdade não contemplo essa... esse acordo que tinha na época, mas enfim a gente vê, a gente... e nós apoiamos e inclusive reivindicamos que esse processo de expansão continue embora assim... não podemos também desmerecer que sejam, que seja uma expansão assim a qualquer custo né... ela tem que ter qualidade... as duas coisas tem que andar junto. JOVIANA – e como vocês veem a participação dos acadêmicos, professores técnicos- administrativos na consolidação da UFFS? RAFAEL – olha eu... eu sinceramente não... não me sentiria assim muito a vontade de responde essa pergunta, quanto a minha pessoa...até porque eu não tenho tido uma relação politica muito com a universidade federal enquanto organização mas pelo que eu observo assim há um... há professores...grupo de professores que há um engajamento né...eu falo pelo campus de Erechim né... eu não sei como é que está nos demais campus só sei que...mas eu percebo assim até onde eu conheço __________ com amizades que eu tenho dentro da universidade federal eu observo que tanto técnicos quanto acadêmicos e professores né...a gente observa que há um interesse, um grande interesse desse pessoal em constitui essa universidade...mas assim... por isso que eu vou te dar uma resposta um tanto vaga quanto a isso...
  22. 22. 22 JOVIANA – quais os benefícios que vocês identificam que a UFFS trouxe para a região e que ainda poderia contribuir? RAFAEL – olha... eu acho que um grande beneficio é em si mesma né, foram...como eu comentei antes...foram 5 anos de lutas, reivindicações... de mobilizações...conseguindo inclusive por uma pauta com a forma de ingresso diferenciada que abrangesse a maioria dos alunos de escola publica, alunos da região, onde isso é uma realidade...então você pegando um senário nacional, um cenário histórico de constituição de universidades federais isso, pra região, já é um grande avanço né, inclusive na época, eu lembro muito bem, lutando até contra a...a...parcelas de elites da região que não faziam movimento pró e sim contrario a isso, mas a gente sabe que só ela por si n basta, acho q nos temos que ter uma universidade engajada com o desenvolvimento regional, não querendo dizer que ela tem esse papel dentro da região, não, acho que todas as entidades, todos os cidadãos da região em si tem esse papel, mas ela enquanto devia estar...tem que ser um instrumento para isso de pesquisa e extensão não só pra região, porque seria muito ________ pensar somente aqui para a região de Erechim...aqui do alto Uruguai ou das demais onde ela está mas que possa contribuir sim pra um novo projeto politico popular inclusive formando acadêmicos esclarecidos com projetos de extensão focados nos desenvolvimentos regionais...o que mais ela poderia...nossa a gente poderia escrever um texto ali de várias paginas em relação a isso mas acho que resumindo...hã...resumindo é isso...oq q ela poderia contribuir... a claro e que também ela nunca deixe de ouvir a opinião das organizações sociais das regiões. JOVIANA – Então...os PPCs, os projetos políticos pedagógicos dos cursos pensados no processo de criação dos projetos institucional estão em processos de reajustes e reestruturação, vocês acreditam que os movimentos sociais poderiam contribuir de alguma forma nesses processos? RAFAEL – eu acho que sim né... Porque que não? Eu acho que não só os movimentos sociais mas todas as entidades sociais...eu não a oque se refere esses movimentos sociais...somente a movimentos sociais do campo ou... JOVIANA – é qualquer um... RAFAEL - ...ou aqueles agentes que participaram do movimento pró universidade federal...? JOVIANA – Também.
  23. 23. 23 RAFAEL – eu acho que ela tem... a universidade tem obrigação de ouvir a sociedade né, e não somente ouvir por ouvir né, mas que a sociedade tenha um espaço deliberativo dentro da universidade, que hoje que me parece que não tem né, pelo seu estatuto né mas, não queria firmar isso... me parece que não tem esse espaço...esse poder ainda... mas na minha avaliação...opinião pessoal... por que que não né? RAFAEL - ...só teria a contribuir né...creio eu que ela é popular né...democrática popular né...eu acho que se você permitir utilizar instrumentos com que a sociedade participe... você só irá fazer jus a filosofia dela... a filosofia que a gente comento na questão numero 2 né... JOVIANA– E...a UFFS vive uma situação bastante conflituosa em relação ao transporte estudantil com a dependência de outras instituições. Como você vê uma possível solução para resolver esse problema? Por que assim... em períodos de... quando a URI, digamos, não tem aula geralmente o pessoal não tem transporte do interior pra vir á universidade também né...que nem nos períodos de janeiro-fevereiro que a gente teve greve vai ser meio difícil porque a URI ainda não vai ter aula e é meio que dependente esse transporte... RAFAEL – é...é eu... sinceramente não conheço muito bem isso mas sei do problema...essa pergunta é mais pra um gestor publico..porque para um militante né...mas isso é minha opinião porque assim...é que o transporte regional aqui de estudantes do interior pra Erechim são empresas privadas né e como é que opera uma empresa privada...é oferta e demanda...aí você tem que ter uma quantia de...uma quantidade X de alunos que vá suprir suas despesas de locomoção e vá sobrar uma taxa de lucro... hoje a Universidade, pelo que eu sei, tem muito menos alunos ainda do que a URI né que já tem todo um histórico de logística...de quantidade de alunos...tem municípios que chega a vir 2 ônibus de alunos né pra região e eu acho que essa é uma questão de tempo pra que a...universidade federal...a quantidade de alunos da universidade federal seja uma quantidade que possa vir a...como é que eu poderia dizer assim... Subsidiar o transporte público esse problema... problema no caso pro dono da empresa né... mas na verdade o que eu mesmo acredito é que o transporte deveria ser subsidiado pelo Estado...não deveria nem ser privado... né devia ser, esse transporte do interior devia ser publico na verdade, todo mundo não deveria ter que pagar para vir estudar né, eu acho que essa é a grande questão que deve ser colocada, nós temos essa questão operacional que eu colocava antes, esse problema de oferta e demanda né, mas não podemos esperar que o tempo resolva esse problema aumentando a quantidade de alunos da federal em relação a outras universidades, eu acho que isso também poderia ser uma reivindicação interna dos
  24. 24. 24 alunos, não só dos alunos da federais...das outras universidades federais, é uma falta de luta deles...que fossem pra (???), pro MEC ou sei lá oque... né... que reivindiquem esses transportem gratuito. JOVIANA –então...sabemos que a participação dos movimentos sociais foi importante na construção do projeto da UFFS. Qual é a sua percepção e opinião da participação dos movimentos sociais hoje na universidade? RAFAEL - ...olha Joviana... essa questão eu também não fico muito á vontade de responder...até por que como eu comentei antes...essas questões formais eu não estou muito...essas questões formais que tangem essas relações entre universidade e os movimentos...eu aqui em Erechim, no campus de Erechim especificamente eu acho que tá deixando a desejar é...culpando aqui a UF mas também nós aqui das organizações sociais, acho que nós podíamos aproveitar melhor esses espaços, pegando um exemplo, se eu não me engano no campus de laranjeiras, onde as organizações sociais estão praticamente inseridas dentro da universidade né, conseguiram se inserir, conseguem pautar muitas coisas, estão com cursos acontecendo... com cursos pautados por eles né... eu sei que agora aqui também vai abrir um, se eu não me engano de história, agronomia em parceria com os movimentos sociais e eu acho que é por ali mas acho que também é...foi implementado em 2010 né... são apenas 3~4 anos, eu acho que tem muito oque construir ainda...mas na minha avaliação podia ser melhor...melhor...ou seja, as organizações podiam estar reivindicando mais espaço... a exemplo do MST como eu colocava ali... Curso de história... Laranjeiras também com um curso de administração... E eu acho que pra... Poderia ser por ali um meio... Um exemplo que eu estou citando entre tantos outros. Aproveitar em que sentido? Em conhecimento né...em instruir conhecimento dela, em ajudar a promover a pesquisa e a extensão... nesse sentido... JOVIANA – e você tem mais alguma coisa á considerar? RAFAEL – não eu acho que...eu acho que não, a principio seria isso...se você tem mais alguma duvida...alguma questão... JOVIANA – Não... então é isso muito obrigada RAFAEL – De nada!
  25. 25. 25 3.3 Entrevista com a professora Celita Casagrande – 15ª CRE – Realizada em 23 de outubro de 2013 Então sobre o Conselho Estratégico Social da UFFS a gente vai fazer uma rápida reflexão, não esta exatamente dentro do que as meninas gostariam de ouvir, mas a gente tenta fazer aquilo que a gente realmente esta pensando em certas modificações, por exemplo: é necessário então criar um projeto democrático incluso para o segmento universitário, vai ver realmente eu acho aquilo que consta, o que vocês gostariam, e também aqui fica um questionamento quanto ao Conselho Comunitário Social proposto como consultivo, eu pergunto por que só consultivo, porque que ele não é também deliberativo, se é a comunidade que sabe as necessidades reais, então eu acredito que ele não deveria ser só consultivo mas deveria ser deliberativo também, consultivo e deliberativo, e também a preocupação que a gente tem é a distancia entre a universidade, preste bem atenção, do ensino básico, então o que nos precisamos estreitar as relações significativas para o bom desempenho dos universitários, o que significa estreitar as relações, significa sindicato e gestores da educação debatendo em conjunto, o sindicato tem a visão do professor, do educador, a visão do universitário, do aluno e si. Já os gestores da educação eles tem uma visão diferente mais abrangente no campo mais político e econômico, nos é mais humanístico então eu acho que nos temos que agregar. Um dos pontos polêmicos que eu vou falar hoje ter para a área da educação é esse processo estudante / professor, a importância da discussão necessária sobre as reformas do ensino médio proposta no Rio Grande do Sul, e que ela esta sendo muito questionada, no campo educacional, extremamente questionada. Nós o sindicato, os professores, nós da comunidade escolar, não aceitamos sobre hipótese nenhuma, nem os estudantes, essa reforma que veio de cima para baixo, onde ela retira ano por ano a área do conhecimento. Como é que nossos alunos, veja bem o lado humanístico, como os alunos vão passar no ENEM e chegar em uma Universidade sendo que ela vai cobrar na área do conhecimento, como eh q vai passar , estudar e chegar a ser alguém vai ser o filho do rico, a escola, as universidades particulares, cobram, todo mundo cobra, a área do conhecimento move o mundo e eles dirigiram só para o mundo do trabalho, onde na realidade os nossos professores eles não estão preparados para tecnicista quando nós nos formamos pelas universidades, nós não tivemos conhecimento tecnicista, nós tivemos conhecimento geral de todas as áreas e cada um se especializou na sua área, e agora o professor vai dar aquilo que ele não te para dar e o aluno esta aprendendo o que? Então nos estamos muito preocupados, é um ponto muito polêmico.
  26. 26. 26 E também queremos acrescentar qual é o papel do Estado quanto gestor, qual tem sido o papel real do estado, e ate da UNIAO, no caso da Universidade, nos temos a educação a décadas sido tratada só como gastos, veja bem, e não como investimento, um pais que quer realmente o Brasil que seja fortalecido economicamente, onde é que ele tem que investir? Na educação, e infelizmente existem discursos muito bonitos, mas investimento como tem que ter na educação, não existe. É só olhar qual eh o PIB Nacional, da educação, é só olhar no caso do RS, a constituição e 35% que tem que dar, e dera 10% , 18% 20%, muito longe dos 35%. Qual a situação atual das oportunidades, e das condições de trabalho dos professores tanto a rede estadual, como a universitária, qual a condição que eles têm que é dada para eles, altamente qualificados, professor são, as o que dado pela união, pelo estado, os heróis os professores até quando conseguirão tornar o proposito por eles, que eles querem que eles sonhem e que vocês gostariam. Outro dado que eu coloquei, porque sou bem critica, bem verdadeira, porque se é para vocês vir aqui e para mim ficar jogando flores, eu não faço isso, eu quero, vocês querem um ensino, uma educação de qualidade, estadual, seja na particular, seja através da união tem que ser tudo de qualidade, sem qualidade não da, eu ainda pergunto o seguinte quais as condições reais dos alunos do ensino médio para alcançar a qualidade e chegar ate o ensino superior e quais as perspectivas para os que ainda estão no ensino fundamental da forma como esta sendo colocada. Os sindicatos exigem impõe para que se abra concurso, contratados porque é uma mão de obra barata. Na universidade, vão trabalhar em duas três escolas tudo isso tem que ver. Depois também qual a importância da questão das cotas, como é que vocês vêem as questões das cotas, eu ouço demais, cotas para uns são justas, e para outros são injustas elas não são justas para todos se nos queremos um Brasil igualitário elas têm que ser justas. É claro que o rico não precisa das cotas, vai para a escola particular, agora os menos favorecidos os negros os índios, e eu também te pergunto aonde esta a classe media incluída a classe media esta conseguindo a classe média com nossos alunos do ensino médio estão conseguindo? Eles vão conseguir chegar a universidade? É muito difícil e isto nos preocupa. Então veja assim que é muito importante, eu dou muita importância a permanência do jovem na universidade, portanto os que já conseguiram permanecer dedicar ao máximo e eu também questiono existe ou não existe desistência? A gente sabe que existe muito cada desistência um bolsista que deixou de entrar que sem possibilidade, isso ai dói, eu acho que é necessário um olhar mais profundo para perceber que o aluno que chega na universidade e esperado qualitativamente quando eu falo em qualitativamente eu quero dizer o seguinte , se o aluno que chegou ate a universidade na universidade ele é cobrado qualidade! Qualificado o aluno não consegue atingir aquela qualidade e se ele não conseguir atingir ele acaba desistindo então por isso que eu digo que
  27. 27. 27 tem que agregar forças as escolas publicas as universidades como um todo se nos se cada um ficar no seu quadradinho vendo o que se tem que fazer para melhorar não vai se chegar a lugar nenhum e eu ainda questiono que chances terão os alunos do RS escola publica de 0passar em um ENEM em um vestibular com a injusta reforma do ensino médio esta aqui , eu estou indo para um seminário amanha Seminário Educacional, Educação Libertadora de educadores a educação libertadora X politicas educacionais da união Nos vamos ter debate sobre o ensino politécnico a concepção a visão dos professores dos funcionários, comunidade escolar, do processo educacional. Nós sabemos que eles não aceitam isso e que há uma imposição. Sobre a UFFS propriamente que ela possue uma invejada XX de docentes mas a continuada qualificação deles, que seja através de um plano nacional de carreiras, para que possibilitem a ascensão qualitativa dos nossos universitários que serão nossos futuros cidadãos de amanha. Então se esses professores são altamente qualificados, vocês sabem que a qualificação ela tem que ser continua e para ser continua precisa de um plano de carreira que estimule os professores a continuar se qualificando. Então acho que isso é muito importante. Então quero dizer que estive lendo sobre a UFFS de Passo Fundo, e eles fizeram um intercambio universitário eles foram para Bolívia, Uruguai, Coreia do sul, Bélgica, Holanda, e acho que deve ser um exemplo seguido pela UFFS , sei também que ela já esta mexendo com isto, ate porque eu leio muito, então eu acho o seguinte, que é nesse olhar atento voltado para o futuro para o ramo educacional mundial que se for colocado em pratica vai promover um intercambio, vai mover as relações de pesquisas interesse de tecnologia que se propõe na UFFS e outras instituições de ensino Internacional isso sim eu acredito que nos vamos ter realmente uma universidade grande e vou repetir acho super importante sobre a importância do Conselho Comunitário porque ele da margem para pluralidade de ideias com a sociedade externa e participativa, sendo muito importante, que vai fortalecer ainda mais os anseios da população a população vai dizer o que pensa o que não, então acredito que seria isso o mais importante que nos teríamos para mencionar hoje, sei que não falei tudo que vocês gostariam pelo menos o que a gente realmente pensa, em relação e acho que a UFFS tem um futuro lindo maravilhoso e que todos nos temos que ajudar dentro desta pluralidade , que eu vejo assim quando nos pensamos em conjunto nos pensamos grande. Então essa e a minha visão enquanto professora e enquanto uma líder sindical de trinta e poucos anos lutando pelos nossos alunos da escola publica estadual, e como também a gente já participou de debates universitários essa e a visão que se tem mais ou menos como um todo . Esse projeto Popular projeto pedagógico Institucional, ele é bom, agora eu acho assim nada que seja bom não pode ser ainda perfeito. O que pensa sobre o conceito de Popular que costa no PPI
  28. 28. 28 O conselho popular eu acho muito interessante só que ele tem que ser muito mais divulgado, e muito mais participativo ele não pode ser assim participativo por alguns menos por outros eu sempre digo que a participação, que tudo é questão de preferencia na vida tem que ser estimulado para que haja mais participação. Como vê o processo expansionista da UFFS Também, ele não é mais bebe ela entrou para adolescência falta criatividade falta muita coisa e eu acho que e justamente esta participação popular que vai ajudar, ela tem que ser mais envolvente esta participação popular, quando os acadêmicos constroem técnicas nossa isso e fundamental e a participação dos docentes dos técnicos administrativos, da UFFS ela deixaria de existir ela é fundamental , com coragem e com todo respeito sempre que agente achar, que a gente tiver não olha quem sabe que poderia ser assim não se omitir sempre colocar pospostas, que tenha melhoria porque eu vejo assim o jovem de hoje, porque eu trabalhei com o ensino médio a vida inteira em 31 municípios e liderando mais 54 escolas estaduais aqui em Erechim não é pouca coisa, então eu vejo assim nos temos por princípio nessa reforma do ensino médio nos ouvimos muito os estudantes e a gente deu todo apoio para eles e eles estão cobertos de razão, e eles não querem e eles sabem porque eles não querem eles estão vendo o processo e sabem exatamente o que esta acontecendo e eu concordo em gênero numero e grau. E nos estamos tentando mudar com as forças que os temos para mudar. Não e fácil de mudar e quando as coisas vêm de cima para baixo eh muito complicado. A UFFS veio para engrandecer não só Erechim a região como um todo. Eu acredito que a UFFS vai continuar crescendo em qualidade e tudo mais bem por isso que temos que ter muito cuidado assim para que não seja assim só dentro do mercado de trabalho, mercado de trabalho com qualidade , não adianta querer entrar no mercado de trabalho se não for com qualidade, o que realente Erechim precisa, não é so agricultura pois não vivemos só de agricultura, e o fortalecimento com certeza, e o que Erechim realmente precisa que vai se localizar através dessas reuniões com a população, porque não adianta por exemplo assim se formar onde não vai ter um campo de trabalho ou ter assim um determinado campo de trabalho onde tu largue 1 2 3 4 turmas tem que ser bem mais abrangente bem mais a nível de Erechim e região. A UFFS aqui ela pensa grande ela tem pessoas muito boas para levar. A UFFS vive numa situação conflitosa em relação aos transportes dependência de outras instituições isso não pode acontecer, porque tem que ser prioridade do governo federal , é a educação. E se criou universidades publicas que precisavam e sonhavam muito a longos anos agora então ele tem que fortalecer tem que da esta condição para vocês. Porque até acredito que muito das desistências podem estar aqui como e que esse jovem vai trabalhar e estudar e pagar porque que eu saiba a
  29. 29. 29 universidade ela se propõe justamente aos menos favorecidos porque o rico não precisa o rico vai para particular então e fundamental e vocês precisam fazer um movimento aqui como teve em todo brasil em relação aos transportes exigir mesmo sem o transporte escolar um problema enorme do tamanho do mundo e reforço a união tem que bancar, o transporte escolar para nossos jovens universitários 6- Sem um reajuste uma reestruturação e isso que te digo na minha primeira fala o gestores da educação quando falo em gestores da educação eu não falo do reitor, eu falo muito acima do reitor os gestores da educação do pais , do RS de todos estados brasileiros então eu vejo o seguinte em que investir na educação e investimento e não gasto o problema que aqui e visto como gasto então os gestores da educação enxergar como gasto eles não vão investir , isso aqui e fundamental eles tem esta obrigação não e em época de campanha não, que a educação esta a prioridade deles caso contrario fica muito complicado. Movimentos Sociais Os MS são fundamentais eles estão ainda muito aquém da expectativa eu tenho a impressão que teria que divulgar mais eu não sei, tinham que fazer mais publicidade assim e fazer isto que vocês estão fazendo aqui indo,conversando, ouvindo e exatamente isso porque a participação dos MS se tu não ouvires os MS não foram para rua acordar o pais? Dizer para os governos federias estaduais o que precisava isso surpreendeu muitas nem tinha caído a ficha deles? Bom é isso , os MS sabem o que é necessário, e como sabem, fazer exatamente o que vocês estão fazendo, indo, procurando falando, tem os metalúrgicos eles são ótimos , eles tem que trabalhar com os MS os sindicatos tem uma visão do todo, é muito importante. 3.4 Entrevista Douglas Censi (FETRAF) - Realizada em 30 de setembro de 2013. JOVIANA: Bom, então! Nós estamos aqui com Douglas Censi que trabalha na FETRAF. Com relação a primeira pergunta, a gente sabe que a participação dos movimentos sociais foi importante na construção do projeto da UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul). Com essa percepção, qual sua opinião da participação dos movimentos sociais hoje na universidade? DOUGLAS: Bom, no passado foi importante muito mais massivo, do que é hoje. De certa forma, nós do movimento se acomodamos com a conquista da universidade. Nós, inclusive já discutimos internamente que temos que estar mais presentes e atuando nos espaços que a universidade proporciona, com Conselho Estratégico em vista aos conselhos comunitários e outros. Porém o espaço é bastante induzido. Se pegar, por exemplo, hoje o conselho estratégico ele é conselho consultivo. Isso também limita a participação e acaba desmotivando a participação porque faz todo
  30. 30. 30 um processo de discussão e isso pode ser aproveitado, não significa que vá se tornar realidade, enfim, então é muito complicado. Nos conselhos, no CONSUNI, no conselho local, o conselho de campos tem a participação, mas nós somos a minoria e acaba sempre não conseguindo influenciar dentro desses conselhos. De forma geral, a universidade é uma universidade pequena, nova, mas já muito grande para nós, difícil de intervir diretamente e fazer algum movimento mais organizado. Por estarmos, como falei no começo, longe da universidade um pouco por culpa nossa e de nós termos desmotivado, acho que não desmotivado, mas se sentirmos com a nossa função cumprida com o plano da conquista da universidade, e a universidade não tem procurado os movimentos pra integrar, discutir e tudo mais. O que existe são parcerias com professores, como é nosso novo projeto onde o Ulisses faz parte, que é discutir em parceria, mas no andamento da universidade, nós rumos da universidade no geral não temos grandes influência, interferência na universidade. JOVIANA: Considerando o envolvimento do movimento para a criação do projeto, a gente gostaria de saber se a membros do grupo que fazem uso do espaço da UFFS seja na graduação, projeto de extensão ou outros? DOUGLAS: Como alunos existem vários da nossa base. Que fazem o impacto não da linha de frente, até porque a universidade está instalada no mesmo espaço territorial da FETRAF. Nosso foco de atuação é o mesmo que a Fronteira Sul, de certa forma é natural, mas existem pessoas também, nós temos trabalhados para que as pessoas estejam na universidade, cursando praticando os cursos, na medida do possível também. JOVIANA: E esse projeto que você falou que tem parceria que está trabalhando é com relação a quê? DOUGLAS: Formação de jovens na agricultura familiar, o projeto é em parceria com a Universidade Federal, FETRAF e o MDA, projeto de extensão. A ideia é de formar em torno de cinco mil jovens, uma turma em Erechim, uma em Chapecó e uma em Realeza, turma de quarenta alunos, esses quarenta vão ser os multiplicadores que vão voltar aos seus municípios e vão multiplicar o seu conhecimento. Esse é um projeto que temos com a universidade. JOVIANA: E para você o que significa o “popular” que consta no PPI (Projeto Pedagógico Institucional)? DOUGLAS: Não sei te dizer. JOVIANA: E como que vocês vêem esse processo expansionista em vista da universidade?
  31. 31. 31 DOUGLAS: Inclusive tem grandes discussões sobre isso, nós enquanto FETRAF somos a favor da expansão, porque nós não tínhamos nada e hoje temos a universidade, mas temos muita demanda. No projeto inicial desenhávamos o movimento pró-universidade para a universidade que eram de onze campus no RS. Hoje não temos isso, a ideia nossa era isso, foi prioridade alguns locais e sem dúvida tem que expandir. Entendemos também que ela só vai se fortalecer se expandir, no nosso entendimento é isso tem gente aí que diz que primeiro tem que fortalecer o que existe pra depois expandir, mas nos entendemos que é um processo não diria paralelo, mas é no tempo que ela expande ela pode ser fortalecida, até porque ela não foi uma universidade que teve essa estrutura pronta pra começar a trabalhar, para as pessoas trabalharem tiveram que montar a estrutura paralelo, a obrigação dela e instituir, colocar mais professores, alunos na estrutura. Na nossa opinião com FETRAF é essa. JOVIANA: E como que vocês vêem a participação dos acadêmicos, professores, técnicos administrativos na consolidação na universidade hoje em relação ao conselho estratégico social? DOUGLAS: Nós respeitamos a opinião, cada tem um limite, esse limite é visto de um ponto, é diferente de quem está fora na universidade é difícil imaginar que todos teriam a mesma opinião, nós respeitamos a opinião deles, tem muitos que tem a mesma opinião de nós, outros não, mas cada um tem um direito de sua opinião, respeitamos todas as opiniões, a nossa opinião é a partir do ponto de vista da agricultura familiar que está praticamente fora da universidade em outro ambiente. Não vejo grandes problemas em Erechim em relação. JOVIANA: E a opinião de vocês sobre a consolidação da UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul) hoje sobre a participação e os movimentos para a consolidação da universidade? DOUGLAS: Estamos muitos distantes da universidade, nossa opinião ela já e grande, nós não conseguimos acompanhar esse processo de consolidação da universidade demanda bastante grandes, as pessoas estão atuando nos conselhos tem outras funções dentro da FETRAF, não diria atrapalhando, tira os espaços de estudo, estudando, vendo melhor como que funciona a universidade para tomar uma solução mais qualificada, mas nós enquanto FETRAF entendemos que universidade também, deve seguir com a sua discussão própria com as pessoas que estão dentro, o processo de consolidação ele entende não só de estrutura, mas a universidade se enraizar na sociedade e entendemos que nessa parte ela está pecando muito, ela não consegue sair das portas para fora. Seja na pesquisa. Nos projetos de extensão, acompanhar o debate na comunidade, a universidade, a instituição nesse assunto tem pecado bastante, existe experiências com alunos e professores que tenham feito isso, mas ainda não é aquilo que esperávamos, a universidade com um porte dessa
  32. 32. 32 universidade, interferir na região. Com efeito vê a isso a nossa avaliação com muito mais próxima da realidade local. JOVIANA: Quais os benefícios que vocês identificam que a universidade trouxe para a região e no que pode contribuir? DOUGLAS: Os benefícios se resumem na oportunidade, então a gente tem uma universidade, já é um grande oportunidade, ter uma universidade forte com todas a s dificuldades que temos que acompanhar a nossa relação ela é uma com caráter diferente das demais, ela não está ainda o que nós sonhávamos, ela está muito mais próximo da universidade local os alunos que estão inseridos na universidade são alunos que são de grande maioria da região, isso para nós também tem um impacto muito produtivo, antes as pessoas que iam estudar em federais da região eram pessoas geralmente da classe média alta, com questão do deslocamento. Hoje tem a oportunidade que mais pessoas possam estudar, com essas pessoas estando na universidade administrando os cursos, as regras é de conhecimento que essas pessoas que vão trazer para sua casa, sua comunidade, para região, aos pouco vai surgindo o conhecimento e levando esse nível de conhecimento além da região, da sociedade, em questão dos projetos que nós temos em parceria com a FETRAF dos jovens, ele só foi possível porque temos uma universidade que tem esse entendimento que está presente aqui, já tem início de algumas pesquisas, outros projetos, seminários. E uma série de oportunidade, futuramente com Erechim com o novo campus, laboratório vai poder ajudar muito mais. JOVIANA: Os projetos pedagógicos dos cursos, eles estão pensados na criação do projeto institucional eles estão em processo de ajuste e reestruturação. Vocês acreditam que os movimentos sociais poderiam contribuir de alguma forma nesse processo? DOUGLAS: Acredito que sim, porque a educação pode ser feita de várias formas de educação, nós internamente, dentro da FETRAF temos os nossos processos de educação, a educação popular. Temos muito conhecimento e acreditamos que é possível essa troca de experiências, inclusive aproximar da realidade das pessoas que estão. Acredito que é possível, sim! JOVIANA: A universidade ela vive em uma situação bastante conflituosa em relação ao transporte estudantil, com dependência de as outras instituições. Como você vê uma possível solução para resolver esse problema? DOUGLAS: A gente conseguiu enxergar isso, mas não conseguimos amadurecer ainda, mas temos questionado a questão dos horários dos cursos. Principalmente falando enquanto FETRAF dos agricultores poderem participar. Hoje o urbano que está na universidade sente muita dificuldade,
  33. 33. 33 embora com o novo campus mais ainda. Pensar aquele aluno que está a 50 quilômetros longe no interior, isso multiplica várias vezes. É difícil dizer qual é a solução para esses problemas, e o que nós poderíamos trabalhar. Nós temos questionado a questão dos horários dos cursos, porque se ele tem que passar todos os dias da semana, o dia inteiro na sala de aula, não tem como voltar para a sua propriedade. Então, tem que de certa forma abandonar a propriedade para estudar, isso tem uma parte boa, mas tem um fator negativo que ele acaba de desvinculando da propriedade. Teria que aprofundar mais, não fizemos esse debate internamente do transporte, quais as alternativas de transportes poderiam surgir para solucionar isso, como alinhar. Talvez a própria questão da expansão e consolidação da universidade venha ajudar, o mínimo de alunos ampliando, viabiliza mais espaços por esse lado. Mas, ser autônomo, não depender de instituições (prefeituras) é um tanto complicado. JOVIANA: Você tem mais alguma consideração, alguma coisa que você queira colocar? DOUGLAS: É isso! JOVIANA: Muito obrigada pela participação. 4 Resumo de notícias: histórico de criação da UFFS e atuação do movimento pró-universidade a) “Histórico da UFFS”. Fonte: site institucional da UFFS – Disponível em: <http://www.uffs.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=85&Itemid=826>. Acesso em: 19 de mar. de 2013. RESUMO DA NOTÍCIA: a notícia retoma o histórico da UFFS a partir da criação, em 2005, do movimento pró-universidade; a criação de comissões para a implantação da universidade; a instituição da universidade pela Lei 12.029 de 2009, até o início das aulas, em março de 2010. Imagens relacionadas à notícia:
  34. 34. 34 Figura 1. “Apresentação da reitoria”. Disponível em: <http://www.uffs.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=85&Itemid=826>. Acesso em: 19 de mar. de 2013. Figura 2. “Audiência pública em Chapecó”. Disponível em: <http://www.uffs.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=85&Itemid=826>. Acesso em 19 de mar. de 2013.
  35. 35. 35 Figura 3. “Audiência pública em Laranjeiras do Sul”. Disponível em: <http://www.uffs.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=85&Itemid=826>. Acesso em 19 de mar. de 2013. Figura 4. “Comissão de implantação, primeira reunião, em Florianópolis”. Disponível em: <http://www.uffs.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=85&Itemid=826>. Acesso em 19 de mar. de 2013.
  36. 36. 36 Figura 5. “Manifestação pela UFFS”. Disponível em: <http://www.uffs.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=85&Itemid=826>. Acesso em 19 de mar. de 2013. Figura 6. “Primeira reunião do Conselho Estratégico Social”. Disponível em: <http://www.uffs.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=85&Itemid=826>. Acesso em: 19 de mar. de 2013. Outras notícias correlatas ao histórico da UFFS: “Universidade da Fronteira começa a ganhar forma e conteúdo”. Fonte: PT Sul. Disponível em: <http://www.ptsul.com.br/t.php?id_txt=25325>. De 12 fev. 2009. Acesso em 19 mar. 2013. “Comissão de implantação da Universidade Federal da Fronteira Sul é instalada”. Fonte: PT Sul. De 12 fev. 2009. Disponível em: <http://www.ptsul.com.br/t.php?id_txt=25325>. Acesso em 19 mar. 2013.
  37. 37. 37 b) “UFFS inicia obras no Campus Erechim”. Fonte: Assessoria de Comunicação da UFFS. Disponível em: <http://reuni.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=958:uffs-inicia-obras- no-campus-erechim&catid=36:outras-noticias&Itemid=30>. De 10 maio de 2011. Acesso em 19 mar. 2013. NOTÍCIA: Mais um capítulo da história da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Erechim está escrito. Um ato marcou o início das obras da sede do campus definitivo, na sexta-feira (6). O reitor da UFFS, Jaime Giolo, direção do Campus Erechim, autoridades, lideranças e as comunidades acadêmica e regional estiveram no km 72 da ERS-135, no terreno de 934.533 metros quadrados, doado pela Prefeitura de Erechim, para celebrar o princípio dos trabalhos [...]. c) “Em reunião com reitor da UFFS, Tortelli destaca a necessidade de campus em Soledade”. Fonte: Assembleia Legislativa. Disponível em: <http://www2.al.rs.gov.br/altemirtortelli/Imprensa/DetalhesdaNot%C3%ADcia/tabid/4623/IdOrige m/1/IdMateria/262806/Default.aspx>. De 01 jul. 2011. Acesso em 19 mar. 2013. NOTÍCIA: O deputado estadual Altemir Tortelli (PT/RS) esteve em Chapecó/SC na manhã desta sexta-feira (01), onde se reuniu com o reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Jaime Giolo. Na ocasião, Tortelli destacou ao reitor a necessidade da implantação de um campus da universidade na região de Soledade [...]. d) “Em Brasília, padre Pedro defende Universidade Federal no Extremo Oeste”. Fonte: <http://www.padrepedro.com.br/site/noticia.php?cod=1036>. De 05 ago. 2011. Acesso em 19 mar. 2013. NOTÍCIA: Na quarta-feira (3), numa audiência com o secretário executivo do Ministério da Educação, José Henrique Paim Fernandes, em Brasília, o deputado Padre Pedro Baldissera reafirmou ao Governo Federal a necessidade de uma universidade federal na região Extremo Oeste catarinense. A reunião, que teve a participação dos prefeitos de São Miguel do Oeste, Nelson Foss da Silva, de Descanso, Sadi Bonamigo, de Anchieta, Ione Presotto e da deputada federal Luci Choinacki, mostrou que existe uma forte mobilização regional por um campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) na faixa de fronteira. Padre Pedro entregou a Paim um documento destacando a importância da implantação, por parte do Governo Federal, da UFFS em Chapecó, no ano de 2009. No entanto, o mesmo documento
  38. 38. 38 ressalta que o Movimento Pró- Universidade Federal, responsável original pela proposta de criação de uma universidade federal na região, entende que há “necessidade da instalação urgente de um campus no Extremo Oeste”. “O Ministério da Educação precisa atender mais este pleito. Ele dá continuidade à ampliação das condições de acesso ao ensino superior, agora para milhares de jovens de municípios de SC e dos estados vizinhos”, afirmou Padre Pedro. Desde 2003, Padre Pedro apresenta proposições na Assembleia Legislativa, em favor da instalação de uma instituição pública de ensino superior na região. Na avaliação do deputado, Paim foi receptivo à proposta e otimista em relação ao encaminhamento da reivindicação, porém, admitiu que ainda não há previsão para uma extensão da UFFS. “A recomendação do secretário é que o Movimento continue com as mobilizações e planeje, junto ao reitor Jaime Giolo (da UFFS), os próximos passos”, complementou o parlamentar. A deputada Luci Choinacki, que acompanha e apóia o processo, destaca que esta é “uma bandeira da esperança para a juventude”. “É a educação que qualifica e amplia os horizontes dos nossos jovens, que melhora a realidade social e econômica da região”, destacou Luci. O Movimento Pró-Universidade Federal agrupa entidades, movimentos sociais e populares dos três estados do Sul, e é coordenado pela via campesina e pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul, com a participação do Fórum da Mesorregião, Central Única dos Trabalhadores, igrejas, pastorais, associações de municípios, vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais e senadores. A Mesorregião Grande Fronteira do MERCOSUL compreende o norte do Rio Grande do Sul, o Oeste de Santa Catarina e o Sudoeste do Paraná. Ela está localizada na faixa de fronteira com a Argentina e tem 381 municípios, com área total de 139 mil quilômetros quadrados e população de 3,7 milhões de habitantes. [...] Após a conquista da UFFS em Chapecó, O Movimento Pró-Universidade Federal reivindica a implantação de um campus no Extremo Oeste Catarinense. Para isto, no ano de 2011, já realizou um calendário de mobilizações: - 29 de março: reunião de mobilização. - 06 de abril: reunião ampliada com mais de 30 lideranças regionais. - 14 de abril: reunião com lideranças e entidades regionais e estaduais. - 18 de abril: Audiência Publica em São Miguel do Oeste - SC. - 27 de julho: Audiência com a Ministra Ideli Salvatti, solicitada pelo deputado Padre Pedro Baldissera.
  39. 39. 39 e) “Movimento Pró-UFFS se reúne em Chapecó”. Fonte: Jornal Liberal. Disponível em: <http://www.liberalonline.com.br/index.php?option=com_content&view=article&catid=37%3Ager al&id=1082%3Amovimento-pro-uffs-se-reune-em-chapeco&Itemid=56>. De 22 ago. 2011. Acesso em 19 mar. 2013. NOTÍCIA: As lideranças que compõe o Movimento Pró-Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), se reuniram em Chapecó (SC) no dia 15 de agosto de 2011. Na parte da manhã, para tratar de diversos assuntos, entre eles; a reorganização e ampliação da coordenação geral do movimento, criação de uma coordenação executiva, a eleição do presidente do Conselho Estratégico Social (CES) da UFFS, e regimento interno do CES, e encaminhamentos. Uma das tarefas da coordenação geral nos próximos períodos será discutir e debater a solicitação de expansão da UFFS para outros municípios da mesorregião da fronteira sul. Outro encaminhamento, é a realização de um grande seminário do Movimento para o dia 16 de setembro, uma sexta-feira, com o tema “UFFS: Sete anos de luta, dois anos de conquista” [...]. f) “Comissão do Sudoeste participa de reunião do Movimento Pró-UFFS”. Fonte: Jornal Liberal. Disponível em: <http://www.liberalonline.com.br/index.php?option=com_content&view=article&catid=37%3Ager al&id=1182%3Acomissao-do-sudoeste-participa-de-reuniao-do-movimento-pro-uffs&Itemid=56 >. De 03 out. 2011. Acesso em 19 mar. 2013. NOTÍCIA: No dia 22 de setembro de 2011, uma delegação de representantes das entidades do Sudoeste paranaense participou, em Chapecó, do Seminário do Movimento Pró-Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com o tema “UFFS: 7 anos de luta, 2 anos de Institucionalização”, com o objetivo de resgatar a organização do Movimento e fortalecer a luta pela consolidação de uma universidade pública, popular e gratuita [...]. g) “Movimento Pró-UFFS debate sobre novo campus”. Fonte: Jornal de Beltrão. Disponível em: <http://www.jornaldebeltrao.com.br/educacao/movimento-pro-uffs-debate-sobre-novo-campus- 75548/>. De 20 jun. 2012. Acesso em 19 mar. 2013. NOTÍCIA: O Movimento Pró-Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) se reuniu segunda- feira, 11, em Chapecó (SC), para debater a criação do novo campus em Passo Fundo (RS). Da coordenação regional do movimento no Sudoeste do Paraná participaram: da secretaria geral e comunicação da Fetraf-Sul, Diego Kohwald; representante da Fetraf-Sul e diretor da Câmara de
  40. 40. 40 Vereadores de Planalto, Inácio Werle; vereador e representante da Câmara de Realeza, Jayme Canjica Taube (PT); e Luiz Pirin, representante da deputada estadual Luciana Rafagnin (PT). Segundo Jayme Canjica Taube, os membros do movimento foram surpreendidos com o anúncio da criação do campus em Passo Fundo. "O movimento não estava discutindo a expansão da universidade neste momento. Não somos contra a expansão, mas a forma com que foi encaminhado o projeto de criação do novo campus, que não passou pela comunidade acadêmica e não foi discutido com o movimento", explicou. Ainda segundo Jayme, no início do Movimento Pró-UFFS foi debatida a criação do curso de Medicina para o campus sede, em Chapecó, mas devido ao alto custo o curso não foi criado. No Estado do Rio Grande do Sul existem cinco universidades federais com cursos de Medicina e, em Passo Fundo, uma instituição particular na área. As entidades pretendem aprofundar a discussão sobre a expansão de novos campus e cursos e a estruturação. Imagem relacionada à notícia: Figura 7. Participantes do movimento exibem faixas e cartazes com suas reivindicações. Disponível em: <http://www.jornaldebeltrao.com.br/educacao/movimento-pro-uffs-debate-sobre-novo-campus-75548/>. Acesso em 19 mar. 2013. h) “Ofício para instalação da UFFS em Concórdia é enviado ao reitor”. Fonte: Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinente. Disponível em: <http://www.amauc.org.br/conteudo/?item=468&fa=1&cd=45978>. De 23 ago. 2012. Acesso em 19 mar. 2013.
  41. 41. 41 NOTÍCIA: Durante a reunião da Amauc (Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense), na manhã desta quinta-feira, dia 23, o prefeito de Concórdia solicitou apoio dos prefeitos da região para a instalação da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) no município. Todos os prefeitos, incluindo o presidente da Amauc, assinaram o ofício, que foi enviado ao reitor da UFFS, Jaime Giolo, em Chapecó, que ratifica o desejo da Administração Municipal em instalar um campus da universidade no município [...]. i) “Reitor da UFFS se reúne com representantes do movimento pró-universidade”. Fonte: Folha do Oeste. Disponível em: <http://www.adjorisc.com.br/jornais/folhadooeste/impressa/educac- o/reitor-da-uffs-se-reune-com-representantes-do-movimento-pro-universidade- 1.1153683#.UUi3hxcqZiE>. De 11 set. 2012. Acesso em 19 mar. 2013. NOTÍCIA: Na manhã desta terça-feira (11/09/2012), representantes do movimento pró-universidade federal de São Miguel do Oeste estiveram reunidos com o reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul, Jaime Giolo. No encontro, realizado no gabinete do executivo municipal, os membros do movimento pró-universidade, Movimento das Mulheres Urbanas, Conselho Estratégico da Universidade Federal da Fronteira Sul e do Sinte, reivindicaram a instalação de um campus da UFFS em São Miguel do Oeste, além de manifestar apoio à implantação do curso de Medicina no campus de Chapecó [...]. j) “Segunda Audiência Pública da UFFS tem participação expressiva da comunidade”. Fonte: Assessoria de Comunicação da UFFS. Disponível em: <http://www.uffs.edu.br/index.php?site=uffs&option=com_content&view=article&id=4637%3Ase gunda-audiencia-publica-da-uffs-tem-participacao-expressiva-da comunidade&catid=37%3Anoticiasinstitucional&Itemid=820>. De jun 2013. Acesso em 25 set. 2013. NOTÍCIA: A Segunda Audiência Pública da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), realizada no último sábado (15), no Campus Erechim, reuniu representantes de diversas organizações da Mesorregião da Fronteira Mercosul, além de estudantes e servidores da Universidade. A audiência foi organizada pelo Conselho Estratégico Social (CES) da instituição, órgão consultivo da UFFS formado por membros da comunidade acadêmica e representantes da comunidade externa da região de abrangência dos cinco campi da Universidade.
  42. 42. 42 Com o tema “Que Universidade? Para qual desenvolvimento?”, a atividade teve como objetivo reunir contribuições de diferentes organismos da comunidade acadêmica e externa, as quais irão colaborar com a prospecção das ações institucionais nos próximos anos. Cerca de 250 pessoas, de diferentes municípios, movimentos sociais, organizações sindicais, órgãos públicos e privados, estudantes, professores e técnicos-administrativos da UFFS estiveram presentes, além da reitoria e de representantes das direções dos campi de Laranjeiras do Sul e Realeza (PR), Erechim e Cerro Largo (RS) e Chapecó (SC) [...]. Imagens relacionadas à notícia: Figura 8. Segunda Audiência Pública da Universidade Federal da Fronteira Sul. Disponível em: <http://www.uffs.edu.br/index.php?site=uffs&option=com_content&view=article&id=4637%3Asegunda-audiencia- publica-da-uffs-tem-participacao-expressiva-da comunidade&catid=37%3Anoticiasinstitucional&Itemid=820>. Acesso em 25 set. 2013.
  43. 43. 43 Figura 9. Segunda Audiência Pública da Universidade Federal da Fronteira Sul. Disponível em: <http://www.uffs.edu.br/index.php?site=uffs&option=com_content&view=article&id=4637%3Asegunda-audiencia- publica-da-uffs-tem-participacao-expressiva-da comunidade&catid=37%3Anoticiasinstitucional&Itemid=820>. Acesso em 25 set. 2013. Figura 10. Segunda Audiência Pública da Universidade Federal da Fronteira Sul. Disponível em: <http://www.uffs.edu.br/index.php?site=uffs&option=com_content&view=article&id=4637%3Asegunda-audiencia- publica-da-uffs-tem-participacao-expressiva-da comunidade&catid=37%3Anoticiasinstitucional&Itemid=820>. Acesso em 25 set. 2013. k) “Executivo recebe membros da Comissão Regional do Movimento Pró-Universidade Federal – Ijuí/RS”. Fonte: Prefeitura Municipal de Ijuí. Disponível em: <http://www.ijui.rs.gov.br/noticia/index/21930>. De. 23 set. 2013. Acesso em 02 fev. 2014.

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