Deus eCrenças Religiosasno DiscursoFilosóficoPós- Moderno.Linguagem e Religião           José J. Queiroz
IntroduçãoPós-ModernidadePrincipais posiçõesDiscursos sobre Deus e a religiãoAutores que descartam Deus e a religiãoAutore...
Pós-Modernidade: não?          Há os críticos que manifestam inteira rejeição:          Habermas (1985), Modernidade não e...
“tertium inclusum” (o terceiro incluído)  assumindo uma posição intermediária  que liga os opostos.        o sistema sócio...
No social,                       “capitalismo avançado, ou tardio,                       ou pós-industrial”. A tecnociênci...
A ciência pós-moderna, comLyotard, Boaventura SouzaSantos e outros, abrehorizontes para uma nova            epistemologia ...
2. Discursos filosóficos pós- modernos sobre a religião Há discursos contrastantes com  relação à religião e às crençasrel...
O discurso de exclusão                                        Baudrillard, professor da Universidade de                   ...
“a ciência moderna substitui a religião,que foi usada até a exaustão para definir afinalidade da vida” Horkheimer, Eclipse...
O discurso de inclusãoJacques Derrida   messianismo inclui uma experiência de fé no Outro e                  produz uma cu...
O deus eventual proposto por VattimoParmênides para Heráclito             se afasta do ser na vertente de                 ...
A filosofia da linguagem em contornos pós-modernosCrenças religiosas e jogos de linguagemOs estreitos limites da linguagem...
A ciência não pode julgar o valor do narrativo,nem o inverso (Ibid.;:48-49). Entretanto, há umconflito entre os jogos de l...
os jogos de linguagem das crenças religiosas nuncadevem ser tomados como absolutos ou metafísicos . Eles expressam juízos ...
A religião nas fronteiras da                  linguagem.         A contribuição de Paul M. van Buren Com uma posição neopo...
a religião é outro modo de se falar nos extremos dalinguagem. Ela é também um comportamento lingüístico aoapresentar-se co...
a religião cristã, a palavra Deus é a que mais seaproxima das bordas da plataforma. Na Cartade Paulo aos Romanos, van Bure...
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Deus e a religiões estariam desaparecendo no bojoda crise das grandes narrativas (Lyotard)? Estariadecretado o fim do divi...
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  • Give them those things in a clear, easily understandable way…
  • …and you will undoubtedly find favor with the king.
  • The second rule is: Spread ideas and move people.
  • Your audience didn’t show up to read your 60 page on screen dissertation.
  • They’re there to see you. To be inspired by your message…
  • Deus e crencas no discurso_JJ Queiroz Exposicao

    1. 1. Deus eCrenças Religiosasno DiscursoFilosóficoPós- Moderno.Linguagem e Religião José J. Queiroz
    2. 2. IntroduçãoPós-ModernidadePrincipais posiçõesDiscursos sobre Deus e a religiãoAutores que descartam Deus e a religiãoAutores que se preocupam com o divinoFilosofia da linguagem “...um sutil velamento da ideia, propositadamente sugerida e incentivada pelo pintor, de um possível terreno comum entre os objetos e os dispositivos linguísticos que buscam designá-los...” Michael Focault, in “Ceci n’est pás une pipe”
    3. 3. Pós-Modernidade: não? Há os críticos que manifestam inteira rejeição: Habermas (1985), Modernidade não está terminada Eagleton (1998) crítica radical aos aspectos pós-modernos Giddens (1991) nenhuma ruptura ou descontinuidadePós-Modernidade: sim?Lyotard (1993), o paradoxo e dissenso prevalecem sobre as certezasVattimo (1996) acredita que a Modernidade já se extinguiuJameson (1997), “intrinsecamente conflitante e contraditório”Maffesoli (2000) nova forma de tribalismo e um nomadismoConnor (1993) inventária da presença do pós-modernismo
    4. 4. “tertium inclusum” (o terceiro incluído) assumindo uma posição intermediária que liga os opostos. o sistema sócio-econômico que a sustenta - o capitalismo - ainda está em vigor novas caras: globalização, flexibilização, descentralização, comunidades Pós-Modernidade é ainda a Modernidade mercadológicas gerindo e parindo as suas crises (ver HABERMAS, 1980; TOURAINE, 1994). na superação da visão mecanicista e fragmentária de Descartes e Newton, pela teoria da relatividade e da física quântica, indica como um “ponto de mutação”.“Modernidade radical” - Giddens (1991);“Modernidade liquida”, Bauman (2001);“Neo- Modernidade”, Rouanet (1986)“Hipermodernidade”, Aubert (2004)
    5. 5. No social, “capitalismo avançado, ou tardio, ou pós-industrial”. A tecnociênciaUm rosto sem sujeito, como Neo em Matrixproclama Baudrillard (1991) The Truman Show franca ascensão o homo digitalis ou o homo videns (SARTORI, 2001) Derrida (1991) desconstrói a metafísica, o mas propõe uma profunda filosofia da logocentrismo e o fonocentrismo, “diferença” Deleuse-Guattari rejeitam o Édipo Mas constroem categorias novas de grande freudiano (1976) alcance para a filosofia, como rizoma, platô, devires, desejo e outras, Vattimo insurge contra metafísica, propoe o “pensiero debole” (pensamentofraco), um caminho ontológico para enfrentar a violência e construir uma moral enfocada no diálogo, na amizade, superando as imposições repressivas.
    6. 6. A ciência pós-moderna, comLyotard, Boaventura SouzaSantos e outros, abrehorizontes para uma nova epistemologia daepistemologia na qual o complexidade, com basesaber não é mais apenas nas obras de Edgar Morin,formal ou lógico, mas é propõe o pensamentotambém paralógico complexo, uma nova maneira de encarar a ciência, a vida, o universo. Cada solução faz despontar novas inquietações e incertezas, perguntas e problemas, e assim progride a humanidade.
    7. 7. 2. Discursos filosóficos pós- modernos sobre a religião Há discursos contrastantes com relação à religião e às crençasreligiosas; alguns caminham pelavia de exclusão, outros pela via da inclusão.
    8. 8. O discurso de exclusão Baudrillard, professor da Universidade de Paris, afirma que estamos na sociedade dos objetos. O mundo se tornou um grande espetáculo mercadológico e midiático que faz desaparecer o sujeito humano.Vivemos num mundo de simulacrose simulação. Os símbolos queconectam o ser humano com arealidade desapareceram, são purossignos desprovidos de significado. Não há ninguém que possa salvar a sociedade e livrá-la dos simulacros. Nem Deus, pois ele também deixou de ser real. Tornou-se um puro simulacro. Na era da tela total acontece uma segunda morte de Deus. (BAUDRILLARD, 2002).
    9. 9. “a ciência moderna substitui a religião,que foi usada até a exaustão para definir afinalidade da vida” Horkheimer, Eclipse da Razão Deus, sua vontade suprema, princípio do juízo moral, é substituído pela sociedade, que, por si só, explica e avalia as condutas. O ser humano deixa de ser “criatura” e torna-se ator social, e é ele mesmo “que define seus papéis e condutas para o bom funcionamento da sociedade”. Bem e mal é o que é útil ou nocivo ao corpo social. Alain Touraine, em A crítica da Modernidade (1994)
    10. 10. O discurso de inclusãoJacques Derrida messianismo inclui uma experiência de fé no Outro e produz uma cultura universalizável das singularidades. Despojado de qualquer interesse religioso particular, ele é uma fé sem dogmas. Khora - Exterioridade e alteridade absolutas, que estão além dos seres (portanto além do ser religioso concreto). Não é o ser, nem o bem, nem um deus estabelecido, nem o Homem, nem a história; anterior a qualquer fé determinada e a qualquer lei religiosa, é algo que não se deixa “sacralizar” nem “teologizar” e resiste a toda tentativa de um absolutismo religioso. Gianni Vattimo • retorno do sagrado em nossa época não é um fato puramente acidental, mas um aspecto essencial da experiência religiosa. • motivado por “medos apocalípticos” • Porque a filosofia e a ciência já não oferecem um sentido para a existência
    11. 11. O deus eventual proposto por VattimoParmênides para Heráclito se afasta do ser na vertente de Parmênides e se aproxima da visão do ser em Heráclito. Não se trata de um ser absoluto, eterno, imóvel, sem principio nem fim, único, absoluta verdade e bondade, mas de um ser que é sempre um vir a ser, evolução continua, movimento, transformação; trata-se de um logos que reúne em si um jogo de constantes oposições. Deus, diz Heráclito, é “dia e noite, inverno e verão, guerra e paz, saciedade e penúria”. Eugenio Trias Ele acredita que a caracterização do retorno mediante esses estereótipos deva ser abandonada. Por outro lado, ele critica o regresso dos ritualismos vazios e das imposições morais obsoletas. O verdadeiro retorno das religiões deveria estar ligado a uma recuperação do seu valor simbólico.
    12. 12. A filosofia da linguagem em contornos pós-modernosCrenças religiosas e jogos de linguagemOs estreitos limites da linguagem expressos noTractatus abrem janelas para uma leituramística, que se desenrola no indizível, nosilêncio; e o próprio autor estaria apontandoesse horizonte. De fato, diz ele: “há por certo oinefável. Isso se mostra, é o Místico” Wittgenstein (6.522: 1994:281).
    13. 13. A ciência não pode julgar o valor do narrativo,nem o inverso (Ibid.;:48-49). Entretanto, há umconflito entre os jogos de linguagem dessesdois saberes. O cientista questiona a validadedos enunciados narrativos e o fato de osmesmos nunca serem submetidos àargumentação e à prova. Por isso, classifica-osde selvagens, alienados, ignorâncias,ideologias, fabulas, mitos A posição moderna e pós-moderna do saber como jogo de linguagem suscita a indagação: as crenças religiosas podem ser vistas como jogos de linguagem?a admissão das crenças como jogos delinguagem poderia reduzir o entendimento e aprática da religião a poucos iluminados, quecompreendem esses jogos, criando assim umsegmento esotérico entre os crentes.
    14. 14. os jogos de linguagem das crenças religiosas nuncadevem ser tomados como absolutos ou metafísicos . Eles expressam juízos de valor históricos, relativos às circunstâncias, e reversíveis “Se as crenças religiosas têm apenas um valor relativo, não podemos dar conta da distinção entre ultramundanidade (transcendência) e mundanidade (imanência), distinção importante na maioria das religiões” A importância da religião na vida não se pode compreender separando a religião dos outros modos da vida social. A força das crenças depende em parte do que está fora da religião (Ibid.,:132-134). Por isso, os jogos de linguagem não devem ser vistos isolados das demais formas de vida. Daí decorrem as tensões ínsitas nas crenças, quando a pessoa se defronta com o problema do mal, do sofrimento, da morte, da perda prematura de um filho, e outras tragédias.
    15. 15. A religião nas fronteiras da linguagem. A contribuição de Paul M. van Buren Com uma posição neopositivista; retomava a morte deDeus, proclamada por Nietsche, instituindo um “ateísmosemântico”. Enquanto o teísmo afirma Deus pela força da razão, e o ateísmo o nega, o agnóstico não encontra razões para negar ou afirmar a sua existência. The Secular Meaning of the Gospel (1963) o “ateu semântico” não vê sequer a possibilidade de secolocar esse problema, pois termos como Deus, Providência, Outra Vida, são inverificáveis, portanto, sem sentido.
    16. 16. a religião é outro modo de se falar nos extremos dalinguagem. Ela é também um comportamento lingüístico aoapresentar-se como oração, pregação, teologia, atividadesculturais coletivas, canto, colóquio, e outras manifestações.Na maioria das vezes, ela permanece dentro dos limites.Mas o que caracteriza como religioso o comportamentolingüístico é o fato de viajar pelas fronteiras, expressando-sepor meio de paradoxos, dobalbuciar palavras, do silêncio. Aspessoas religiosas usam metáforas, parábolas e outrosmodos indiretos de dizer o que entendem
    17. 17. a religião cristã, a palavra Deus é a que mais seaproxima das bordas da plataforma. Na Cartade Paulo aos Romanos, van Buren vê umexemplo do falar nos confins da linguagemquando o Apóstolo, mestre na oração, insisteem afirmar que não sabe o que dizer quandoreza, “mas o Espírito intercede com insistênciapor nós com gemidos inexprimíveis (Rom 8,26)Outro exemplo é quando o Apóstolo explica que há uma multiplicidade de corpos etermina distinguindo entre corpo físico e espiritual. (I Cor 15,39- 44). Aqui é evidente quea palavra corpo foi estendida ao máximo até um ponto de ruptura além do qual o seu usojá não seria mais governado por regras e ultrapassaria os limites da nossa linguagem.“Empurrar as palavras até seus limites extremos é essencial para o comportamentolingüístico que é a religião”
    18. 18. BLAH BLAH BLAH BLAH B BLAH BLAH
    19. 19. Deus e a religiões estariam desaparecendo no bojoda crise das grandes narrativas (Lyotard)? Estariadecretado o fim do divino ou a sua metamorfose emum mero simulacro, no naufrágio do real(Baudrillard)? Que dizer da louvável tentativa defilósofos pós-modernos em superar a “morte deDeus”, voltando-se, porém, a um divino e a umareligião para além de metafísica e da ontoteologia?As metáforas de Derrida não seriam um retorno aoDeus indizível do primeiro Wittgenstein? O Deushistórico, encarnatório, eventual de Vattimo e ouniversal simbólico de Trias, não enclausuram atranscendência nos limites da pura imanência? Aênfase dada à linguagem e aos seus jogos na análisedas realidades religiosas não abriria um dualismoentre linguagem e razão, privilegiando o discurso aponto de marginalizar a racionalidade? A famosaplataforma de van Buren seria o marco finalexplicativo dos limites e possibilidades da linguagemreligiosa?

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