Congresso de IVC Tocantinópolis 1

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INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ:
Família e Comunidade Eclesial construindo a Educação na Fé

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Congresso de IVC Tocantinópolis 1

  1. 1. INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ: Família e Comunidade Eclesial construindo a Educação na Fé Congresso Diocesano de Iniciação à Vida Cristã TOCANTINÓPOLIS 16 a 18 de setembro Dom Leomar Brustolin
  2. 2. FONTES DA REFLEXÃO 37 2
  3. 3. Focando a reflexão • Iniciação à Vida Cristã – não catequese de instrução, mas de iniciação. Não somente a catequese, mas toda comunidade-Igreja. • Família – a que temos, com suas luzes e sombras • Comunidade Eclesial – uma comunidade de discípulos missionários • Educação na Fé- educar é conduzir 37 3
  4. 4. Quatro eixos da Reflexão • Onde estamos? • Para onde ir? • Como ir? • Indicações práticas do caminho Três âmbitos: família, comunidade e catequese 37 4
  5. 5. ONDE ESTAMOS? • Vivemos uma mudança de época, e seu nível mais profundo é o cultural. • Estamos numa mudança epocal que altera o modo de pensar, o estilo de vida das pessoas. • Onde estão as raízes desse fenômeno? 37 5
  6. 6. 1. A evolução das mudanças a) Revolução Agrícola • ocorreu com a descoberta da roda, do arado, da enxada. • Do nomadismo o humano passa a fixar-se, planta o que quer, pois havia muita terra para a agricultura, há uma nova relação com a natureza. • Ocorreu há mais ou menos dez mil anos 37 6
  7. 7. b) Revolução Industrial • a fábrica passa a reunir num só lugar os novos meios técnicos: a máquina a vapor, a energia elétrica, o motor a combustão, a fundição do aço, o telefone. • As pessoas têm que sair do seu lugar, sair da terra, e se reunir na fábrica. Ela exige tempo integral. • Muda a concepção de tempo das pessoas, a natureza não regula mais o tempo. 37 7
  8. 8. c) Revolução na Informática • através dos computadores e Meios de comunicação • distribuem instantaneamente as informações - criam redes. • Essa revolução se dá no imaterial. • Os seres humanos, tornam-se capazes de armazenar em computador, os códigos genéticos de plantas, animais e seres humanos, para combinar ou recombinar os códigos genéticos entre si. 37 8
  9. 9. d) Revolução Tecnológica: • não é simples mudança técnica, como o celular, a internet e as redes • é a descoberta de um ou vários meios técnicos novos que combinados favorecem uma nova compreensão do ser humano, de sua relacionalidade com outras pessoas; de uma maior compreensão do meio ambiente, da Terra, do universo e do Mistério. 37 9
  10. 10. e) Revolução das Matérias-primas • O conhecimento, a informação, a tecnologia são valorizados. • As matérias-primas estratégicas são: • Água: o desperdício, a poluição dos mananciais e a falta de consciência ecológica, faz que a água se torne cada vez mais rara no mundo. • Sol: países onde houve a revolução industrial são países em que o sol brilha pouco, por isso eles não estudaram a energia solar. • Biodiversidade: fonte estratégica por causa da biogenética. As patentes e a propriedade intelectual começam a ser cobiçadas.37 10
  11. 11. f) Revolução no Trabalho • Na revolução agrícola e industrial, quanto mais se trabalhasse melhor. • Na revolução industrial, se alguém estudasse muito e se formasse, passasse num concurso e depois se aposentasse, teria tudo isso com a segurança que o trabalho assalariado proporcionava. • A mudança radical ocorre porque se produz mais, melhor, e não há necessidade de que todos trabalhem, devido ao avanço tecnológico. • Os filhos dessa sociedade, não terão trabalho para a vida toda. 37 11
  12. 12. 2. A TRANSFORMAÇÃO CULTURAL • A humanidade nunca foi tão poderosa mas, ao mesmo tempo, nunca foi tão frágil, tão medrosa, com medo de poder comer produtos contaminados, medo da radiação, medo do terrorismo. • As tradições culturais já não se transmitem de uma geração à outra com a mesma fluidez que no passado. • Isso afeta a educação alcançando inclusive a própria família e a religião como lugar do diálogo e da solidariedade. 37 12
  13. 13. Mudanças na Família • o mercado prefere lidar com um consumidor sem laços nem pertença, pois assim é mais fácil manipulá-lo • a estrutura e a solidariedade familiar, se opõe por definição à ordem do mercado, pois é um dos únicos espaços que restou e que se faz minimamente a experiência da gratuidade. • Nos últimos quarenta anos, não houve apenas revolução nos costumes, na sexualidade, houve também uma permissividade sem precedentes, e uma banalização do divórcio, culminando com a ruína da paternidade e o quase desaparecimento da figura do pai. 37 13
  14. 14. Sentido da família • Os filhos são criados sem a figura do pai, onde o objeto parental (figura que substitui a ausência do pai ou da mãe) não existe. • A família surge primeiro como um espaço de desenvolvimento afetivo e sexual, de amor, paixão, desejo, o que não deixa de ser um grande avanço em relação à ética austera das famílias anteriores, cimentadas no dever e na necessidade de perpetuar a espécie, educando as crianças. 37 14
  15. 15. Família a la carte • versão de uma família psicologizada, à la carte, emocional, gerida segundo o princípio da autonomia individualista. • Alguns comportamentos antes vistos como provas de coragem, de abnegação, na atualidade são interpretados como algo negativo (deixar tudo para cuidar de um doente). • A prioridade é a felicidade individual. • Entre os pressupostos que enfraquecem e menosprezam a vida familiar, encontramos a ideologia de gênero, segundo a qual cada um pode escolher sua orientação sexual, sem levar em consideração as diferenças dadas pela natureza humana. 37 15
  16. 16. Um novo estilo de ser humano? • As pessoas se revelam menos interessadas em acumular coisas e mais interessadas em ter experiências emocionantes e divertidas, capazes de interagir em mundos paralelos ao mesmo tempo, alternando sua personalidade dependendo da realidade do momento. Esse novo arquétipo de ser humano é um indivíduo • mais adulto e mais instável, • mais volúvel, menos ideológico e • mais tributário da moda. • Mais aberto a novidades e mais influenciável, • mais crítico e mais superficial; • mais cético e menos profundo.37 16
  17. 17. O futuro não conta • O humano desse tempo parece experimentar o fenômeno que se pode chamar de presentismo.( só o tempo presente é que conta) • É a eternização do presente. O imediatismo. • pouco importando projetos maiores, com pretensão de alcançar objetivos a longo prazo. Nem se fala em vida depois da morte. 37 17
  18. 18. Falta interesse pela vida social • Os discursos expressam uma preocupação muita ligada ao indivíduo, excluindo projetos que envolvam ações concretas em vista de uma sociedade livre de desigualdade sociais, da disparidade do acesso à cultura e à educação. • Assim, cada um cuida de si, de suas coisas. • Crescem campanhas do agasalho, natal sem fome, dia da criança feliz, protestos contra a corrupção... Mas pouco se faz para a formação da consciência crítica que se traduz em leis e votos nas eleições. • Cresce a defesa dos direitos dos animais 37 18
  19. 19. UM VALOR: A vida é fruição • Por outro lado, os jovens atuais levam a vida de um modo mais tranquilo, vivenciando a beleza da felicidade no presente. • Acertam em perceber a verdade de certo presentismo. • São sensíveis em face da bondade e beleza da criação, não simplesmente como objeto de contemplação, mas de fruição. 37 19
  20. 20. Internet e proximidade • A internet possibilita acessar outros países, culturas e línguas. • Favorece o encontro de novas relações e experiências, • Supera as possíveis barreiras geográficas, econômicas e culturais. • O espaço cibernético parece se contrair e se tem a sensação de que o vasto mundo ficou menor, mais acessível, próximo e íntimo. 37 20
  21. 21. A educação midiatizada • as novas gerações vivem numa cultura diferente daquela que o educador conhece e forma. • o educador migrou da era Gutemberg (livro), para a era digital (redes sociais) e foi profundamente afetado pelas novas tecnologias • Os educandos nasceram nesse novo “caldo cultural”. • Eles não estão preocupados com mudança de época, porque não conheceram a situação precedente. 37 21
  22. 22. Participação • A educação hoje tende a ser mais interativa. • Participação é uma palavra-chave na teoria política moderna, a tal ponto que aquilo que interessa a todos deve ser debatido e decidido por todos. • quem entra nas redes sociais quer opinar, curtir e compartilhar. Quer participar. • nunca o ser humano e todos os seres humanos puderam participar tanto da vida social e da mundial como hoje 37 22
  23. 23. Personalização • O indivíduo atual não quer o anonimato e a massificação • Deseja ser reconhecido em sua individualidade • Crescem os atendimentos personalizados • Toda educação precisa ser uma processo de personalização das relações 37 23
  24. 24. Onde estamos ? • E a Igreja? • E a paróquia? • E a comunidade? • E a catequese? • E o cristão de hoje? 37 24
  25. 25. PORTA FIDEI • Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora um tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado. 37 25
  26. 26. Gerações mal nutridas • A modernidade produziu uma geração de pais e mães jovens que foi espiritualmente mal nutrida e se tornou incapaz de comunicar aos seus próprios filhos a fé que tinham recebido. Atualmente a situação está mais frágil, porque muitos consideram a religião como algo antiquado, opressor e regulador da liberdade. 37 26
  27. 27. Novos cenários da fé e da religião • vivência da fé na sociedade atual é geralmente exercida numa religiosidade • não institucional • sem comunidade, • mais ligada aos interesses pessoais. (Doc 100, 23) Busca de bem-estar ( saúde física e mental) Auto-ajuda Vale tudo, o que importa é sentir-se bem! 37 27
  28. 28. Pluralismo religioso (Doc 100, 24 e 25) • As pessoas confrontam sua experiência religiosa com o contexto de pluralismo religioso, • com a perda do sentido comunitário e solidário da fé. • Alguns fiéis católicos frequentam outros cultos e centros religiosos, buscando conforto em suas dificuldades. • A participação na vida eclesial tornou-se, cada vez mais, uma opção dentre outras ofertas na sociedade atual 37 28
  29. 29. Linguagem • Somos chamados a anunciar Jesus Cristo em linguagem acessível e atual. • Porém, o fazemos mediante abstrações e fórmulas, sem comunicar experiências de fé. Presos a conceitos de difícil compreensão, muitas vezes, não somos capazes de estabelecer relações entre a vida dos que creem e o Mistério de Deus. 37 29
  30. 30. CONVERSÃO PASTORAL • Emprega-se o termo conversão para indicar a mudança que se faz necessária. • É preciso arrepender-se de um estilo de pastoral de manutenção para assumir uma nova postura missionária. • Há muitos batizados e até agentes de pastoral (ministros ordenados, religiosos e leigos) que não fizeram o encontro pessoal com Jesus Cristo que muda a vida e converte a pessoa. • Alguns vivem o cristianismo de forma sacramentalista, sem deixar que o Evangelho renove suas vidas. • Outros perderam o sentido do discipulado e esqueceram a força missionária que o seguimento implica. 37 30
  31. 31. Igreja de discípulos • O desafio urgente de nossas culturas de matriz tradicionalmente cristã é passar de : • uma religião de herança social para uma religião de opção pessoal; • uma sociedade unificada pela fé católica para uma sociedade constituída na liberdade democrática e no pluralismo de ideologias; • uma igreja de massa a uma igreja diferenciada e articulada em pequenas comunidades de discípulos missionários. 37 31
  32. 32. O QUE TEMOS NA CATEQUESE? • Catequese que parece aula • Dia do sacramento parece uma formatura • Descompromisso da família • Sensação de que “algo” precisa mudar (pais, idade, manual, etc..) • Cansaço em muitas situações 37 32
  33. 33. •INSTRUÇÃO OU INICIAÇÃO? 37 33
  34. 34. Catequese virou Aula!!! • Escola • Alunos • Professores • Chamada • Quadro negro • Exercícios de aprendizagem • Prova de avaliação • Aprovado ou reprovado • Livro base • Estudar • Teatrinhos, brincadeiras e gincanas.... 37 34
  35. 35. EM NOSSA CATEQUESE • FORMAMOS DISCÍPULOS DE CRISTO? • OU ADEPTOS DE UMA RELIGIOSIDADE QUE POUCO SE TARDUZ NA VIDA COTIDIANA? • O QUE CRESCE ENTRE NÓS? DEVOÇÕES PARTICULARES OU VIVÊNCIA DO MISTÉRIO PASCAL? 37 35
  36. 36. O QUE ESSAS PALAVRAS SUGEREM? 37 36 PARTICIPAÇÃO CONVERSÃO INTERATIVIDADE EXPERIÊNCIA PROXIMIDADE PERSONALIZAÇÃO

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