Eixo 2 valéria pereira_resumo.doc.

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Eixo 2 valéria pereira_resumo.doc.

  1. 1. A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA INFANTIL NOS ANOS INICIAIS VALÉRIA BACH PEREIRA¹; MARIA DINÁ DA MARTA TEIXEIRA²; MARTA NÖRNBERG³. ¹UFPel - Faculdade de Educação, bolsista iniciação científica da CAPES – vavabach@hotmail.com ²UFPel- Faculdade de Educação – dinamarta63@gmail.com ³UFPel – Faculdade de Educação/PPGE, orientadora – martaze@terra.com.br Palavras-chave: Literatura, práticas de leitura, crianças. Os primeiros contatos das crianças com a literatura ocorrem na infância. São contatos com livros infantis, histórias contadas pelos pais; é nessa fase que a criança desperta a imaginação e realiza suas primeiras práticas de leitura. A boa literatura facilita o desenvolvimento da inteligência e é fonte de divertimento e prazer. A questão de investigação deste trabalho verificou se os professores consideram importante a literatura infantil e se os mesmos desenvolvem práticas de leitura de literatura infantil com crianças em suas classes. O objetivo desta pesquisa é analisar sobre a importância que os professores dão à literatura infantil, se praticam a mesma e se desenvolvem projetos com ênfase em práticas de leitura com seus alunos. O material de pesquisa foi coletado em uma escola da rede pública de Pelotas, por meio de conversa com crianças da Educação Infantil, todas com cinco anos, e aplicação de questionário às professoras de diferentes turmas. As seguintes perguntas constituíam o questionário: 1) Nome do(a) professor(a); 2) Graduação em; 3) Quanto tempo trabalha como professor(a)?; 4) Professor(a) nas séries iniciais ou na educação infantil? 5) Quantas crianças em sala de aula?; 6) Existe algum método para incentivar as crianças a lerem?; 7) A escola possui algum projeto (como, por exemplo, a hora do conto) para incentivar a leitura?; 8) Você considera a literatura infantil importante? Justifique. Dos dez questionários entregues, apenas sete foram respondidos. Todas as sete professoras são formadas em Pedagogia; há apenas uma, com menos de dez anos de experiência docente, que está trabalhando na área da educação; as demais têm mais de
  2. 2. vinte anos de experiência docente. A escola possui o projeto Hora do Conto, mas muitas professoras desenvolvem o seu próprio projeto de leitura. As professoras consideram a literatura infantil importante. Algumas justificativas das professoras foram: “através da leitura melhoramos nosso vocabulário, nossa escrita, exercitamos nossa imaginação, criativa...”; “o aluno que lê bastante tem criatividade e não se intimida na hora de arriscar e fazer textos maravilhosos, além de estar sempre ligado nas diferentes formas de leitura”; “a literatura infantil leva o aluno ao enriquecimento e aperfeiçoamento da sua formação linguística quer seja na leitura, quer seja na produção escrita, quer seja na produção ora”. No dia da conversa com as crianças de educação infantil, estavam presentes apenas três das onze crianças. Algumas informações capturadas com as crianças foram: AC, menina, cinco anos, escola pública: tem livros em casa, gosta de ler e lê fluentemente, gosta da história da Rapunzel. R, menina, cinco anos, escola pública: tem livros em casa, mas os pais não leem para ela, gosta de histórias de princesas. Y, menino, cinco anos, escola pública: tem livros em casa e gosta de ouvir histórias, gosta das histórias do Ben10. Na sala de aula há livros; as crianças podem pegá-los sempre que quiserem, mas elas não utilizam a biblioteca. A professora lê todos os dias para elas, faz perguntas sobre o livro, depois pede para que desenhem a parte que mais gostaram ou com a qual se identificaram. A professora também comprou vários livros e coleções para serem trabalhados em sala de aula. Inclusive informou que comprou um livro sobre os indígenas e outro sobre os afrodescendentes, mas ela não havia trabalhado com estes livros, pois, segundo ela, “o dia do índio já havia passado e a semana da consciência negra não havia chegado ainda”. Por que trabalhar sobre os indígenas apenas no “dia do índio” ou, sobre os afrodescendentes, apenas na semana da consciência negra? Segundo Peres, a infância é o momento da brincadeira, tempo em podemos mostrar nossa imaginação brincando de faz-de-conta. O contato com os livros permite às crianças a possibilidade de expressarem o mundo através da linguagem literária, por isso, devemos desenvolver nas crianças o desejo pela leitura. “Os efeitos simbólicos do objeto livro não podem ser esquecidos. O livro produz em nós um efeito positivo: olhamos, admiramos, tocamos, cheiramos; é possível usar todos os sentidos no contato com o livro” (PERES, 2010, p. 10). A pesquisa trouxe resultados positivos, pois mostrou a importância que os professores oferecem à prática da leitura. Os professores mostram aos seus alunos a importância dos livros, desenvolvem projetos e explicam que ao ler um livro também podemos compreender, indagar e não apenas “ler por ler” (Resposta
  3. 3. de uma professora). Muito se tem feito para a literatura infantil chegar às escolas e muito ainda é preciso fazer para que a leitura seja aplicada em sala de aula. Às vezes, não basta só um projeto para as crianças tomarem gosto pela leitura; é preciso incentivá-las, fazendo com que elas abram asas para a imaginação, tornando os livros importantes e reconhecidos como um amigo. Concluímos que os professores consideram a literatura infantil importante e não praticam apenas por obrigação. A literatura infantil permite a desenvoltura da criança, pois ela amplia seu vocabulário, tornando-a com maior facilidade para falar em público e abrindo-lhe espaço para um mundo diferente: o do conhecimento. REFERÊNCIAS PEREIRA, Maria Suely. A importância da literatura infantil nas séries finais, RECE: Revista eletrônica da ciência da educação, Campo Largo, v. 6, n. 1, jun 2007, p. 1-9. Disponível em: <http://revistas.facecla.com.br/index.php/reped/article/view/283> Acesso em: 20 jun. 2013. PERES, Eliane. Escola que protege é escola que "dá asas a imaginação". Infância e Letramento Literário. In: ANTUNES. Helenise S. (org). Escola que Protege. Porto Alegre: Editora Asterisco, 2010.

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