A familia cristã e os ataques do inimigo

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A familia cristã e os ataques do inimigo

  1. 1. Todos os direitos reservados. Copyright © 2013 para a língua portuguesa da Casa Publicadoradas Assembleias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina.Capa: Fábio LongoProjeto gráfico e editoração: Oséas MacielCDD; 173-Ética FamiliarISBN: 85-263-0324-4As citações bíblicas foram extraídas da versão Almeida Revista e Corrigida, edição de 1995, daSociedade Bíblica do Brasil, salvo indicação em contrário.Para maiores informações sobre livros, revistas, periódicos e os últimos lançamentos da CPAD,visite nosso site: http://www.cpad.com.br.SAC — Serviço de Atendimento ao Cliente: 0800-021-7373Casa Publicadora das Assembleias de DeusAv. Brasil, 34.401 - Bangu - Rio de Janeiro - RJCEP 21.852-0021" edição: Janeiro / 2013 Tiragem: 15.000
  2. 2. A GRADECIMENTOSE . m primeiro lugar, agradeço a Deus, pelo privilégio que me con-cede de escrever mais um livro. Desta feita sobre A Família Cristã e osAtaques do Inimigo. Agradeço a meus pais, José Martins de Lima (inmemoriaiTi) e Milza Renovato de Lima, que me encaminharam na fé emCristo Jesus. A minha esposa, íris, que, aos 47 anos de casados, é a amiga semprepresente, em minha vida, que me ajuda em meu ministério. Ela é minhaleitora número um, e cuida da revisão dos livros e textos que escrevo.Com sua ajuda, meu trabalho literário é aperfeiçoado. Com suas ora-ções, apoia-me espiritualmente. Dá-me tranquilidade, ao meu lado paraservir ao Senhor com alegria. A meus filhos: a Ilana e seu esposo, Kennedy, a Rebeca e Bia (ne-tas); a Ilene e seu esposo, Joel e jônatas (netinho); a Elieber e sua esposa,Talita, e a Taminha (neta), a Elieber Filipe (netinho) e Tâmara (ane-tinha mais nova); a Raquel, a filha mais nova, que tem honrado omeu ministério, ao lado de seus irmãos; agradeço-lhes pelo incentivoque me dão com suas vidas nos caminhos do Senhor, dando-me aalegria de dizer "eu e minha casa servimos ao Senhor". À Assembleia de Deus em Parnamirim, à qual sirvo, como pastor,pela graça de Deus. Pelos irmãos e amigos, que oram por mim e pelomeu ministério. E me estimulam a trabalhar em prol do Reino de Deus. A CPAD, na pessoa de Dr. Ronaldo Rodrigues, seu ilustre diretor,que tem valorizado o autor nacional; à sua diretoria, formada de homensque colaboram para a melhoria da Educação Cristã, e a todos os quefazem parte da nossa Casa Publicadora. Aos queridos irmãos, leitores, pelo Brasil afora, que têm prestigiadonosso trabalho literário. Que este livro seja uma bênção para edificaçãode suas vidas. A Deus, toda a glória!
  3. 3. A PRESENTAÇÃOD, eus concedeu-me a oportunidade de dedicar-me ao ensino bí-blico sobre Família. E gratificante poder contribuir para a reflexão so-bre a Família, como instituição criada por Deus no Éden, no princípiode todas as coisas. Neste livro, enfocamos a Família na SociedadePós--Moderna, que é o alvo preferencial das "portas do inferno". Analisamos as bases do casamento cristão demonstrando que o su-cesso de qualquer relacionamento conjugal, em termos espirituais, é olar ser edificado sobre a Rocha, que é Cristo; mostramos que as famíliascristãs não estão isentas de conflitos, mas estes podem ser resolvidoscom a ajuda divina. Enfatizamos que a família cristã está sob ataque mortal das forçasdo mal. Mas que é possível pais e filhos vencerem, sob a orientação segurae firme da Palavra de Deus. Especialmente, se a família adotar o cultodoméstico como atividade rotineira em seu lar. Ressaltamos o valor daED para a formação do caráter e da personalidade. Alertamos para "Os Perigos do Adultério" que tem se acentuadode modo terrível, destruindo casamentos e desestruturando famílias. Damesma forma mostramos que o divórcio não faz parte dos planos deDeus, ainda que em casos excepcionais o divórcio seja permitido. Finalmente, apontamos os perigos do consumismo, que deixa mui-tos perdidos, num cipoal de dívidas, que perturbam a vida espiritual e orelacionamento familiar. Concluímos, mostrando que podemos servir aDeus com toda a família, submetendo-se à sua vontade. Parnamirim, RN, setembro de 2012. Elinaldo Renova/o de Lima Pastor
  4. 4. SumarioAgradecimentos ........................................................................... 3Apresentação................................................................................................4Capítulo 1 A Família, Criação de Deus. .......................................................... .. 7Capítulo 2 O Casamento de Acordo com a Bíblia................................................17Capítulo 3 As Bases do Casamento Cristão.................................................. .....28Capítulo 4 A Família sob Ataque. ................................................................. ....40Capítulo 5 Conflitos na Família. ................................................................... ....56Capítulo 6 Os Perigos do Adultério............................................................................67Capítulo 7 O Divórcio e suas Consequências.. ..........................................................81Capítulo 8 Educar, Dever da Família.............................................................................91Capítulo 9 A Educação Sexual e a Moral Relativista ....................................... 0 . 11
  5. 5. A FAMÍLIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGOCapítulo 10 O Valor do Culto Doméstico. ..................................................... .... 1 13Capítulo 11 A Família e a Escola Dominical.................................................. .....128Capítulo 12 A Família e a Igreja. ................................................................... ......136Capítulo 13 Eu e minha Casa Serviremos ao Senhor. ..................................... .....145Capítulo 14 Os Perigos do Consumismo....................................................... ....1 1 5Bibliografia. .................................................................................. ..160
  6. 6. 1 FAMÍLIA, CRIAÇÃO DE DEUS "Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e ape-gar-se-á à sua mulher e serão ambos uma carne" (Gn 2.24).A . única configuração familiar reconhecida por Deus é a que é for-mada de pai, mãe e filho. No princípio da Criação, Deus concluiu quenão seria bom o homem viver na solidão, e criou a mulher para viver aexperiência humana ao seu lado. A família é instituição criada por Deus.Antes de fundar a Igreja, Deus criou o casamento e, como decorrênciadeste, instituiu a família. Essas instituições especiais, fruto da mente doCriador, têm sido terrivelmente atacadas pelas forças do mal. O espírito do Anticristo tem dominado a mente do homempós--moderno, a tal ponto de promover verdadeira subversão dosvalores morais, que se fundamentam na Palavra de Deus. Uniõesabomináveis de pessoas do mesmo sexo têm sido aprovadas por lei,como se fossem famílias, em aberta afronta contra a Lei de Deus. Quando Deus criou o homem e a mulher, já tinha em mente afamília (Gn 2.24). No Salmo 128, encontramos o valor da família noplano de Deus: "Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e andanos seus caminhos! A tua mulher será como a videira frutífera aos la-dos da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tuamesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!" (SI128.1,3,4). São promessas de Deus para a família que nele crê, teme-oe lhe obedece.
  7. 7. A FAMÍLIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGO Deus disse a Abraão: "E abençoarei os que te abençoarem e amal-diçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famíliasda terra" (Gn 12.3). Deus deseja que, em cada lar, haja um ambienteespiritual que honre e glorifique o seu nome. O amor de Deus pela hu-manidade faz com que Ele veja todas as famílias da terra como alvo desua bênção, pois todos os homens a Ele pertencem (SI 24.1). Porém, sópodem desfrutar do favor de Deus as famílias que se sujeitam a obedecera sua palavra. Estudar sobre o valor da família é de muita importância para nós,pois, de uma forma ou de outra, nascemos numa família, pobre ou rica,desconhecida ou famosa, pequena ou grande, evangélica ou não. A fa-mília é a base de nossa vivência. Dela nascemos e dela dependemos namaior parte da existência. Isso é plano de Deus.I - A FAMÍLIA HO PLANO DIVINO1. O propósito de Deus O homem, na sua origem, e principalmente após a Queda, jamaisteria o poder de criar a família. Não saberia como fazê-lo. Podemos tercerteza de que jamais buscaria criar uma organização que haveria de lheimpor limites e regras de convivência, contrariando seus instintos peca-minosos e egoístas. Deus criou a família com propósitos sublimes, parao indivíduo e para toda a humanidade. Evitar a solidão Deus não fez o homem para viver na solidão (Gn 2.18); Ele tinhaem mente a constituição da família, mas esta não está completa só como casal. Por isso, o Senhor previu a procriação (Gn 1.27-28). Fica maisclara a origem da família quando lemos: "Portanto, deixará o homem seupai e e sua mãe e se unirá à sua mulher e serão ambos uma só carne" (Gn2.24). "O homem" aí é o filho, nascido de pai e mãe. Deus fez a famíliapara que o homem não vivesse na solidão (SI 68.6; 113.9). Bem-estar social O homem, diz a sociologia, é um ser gregário por natureza. Ele sentea necessidade de viver em grupo, de socializar-se. Isso não é fruto daevolução cega, como dizem os filósofos materialistas, que supõem que ohomem surgiu por acaso, oriundo de um organismo unicelular (ameba),passando por diversos estágios, chegando a ser um macaco, que se trans-
  8. 8. FAMÍLIA, CRIAÇÃO DE DEUSformou num homem, por acaso! E que passou a viver em bandos paramelhor sobreviver. Isso faz parte do imaginário da fábula evolucionista.A família foi projeto de Deus para a vivência do homem na terra. Pai,mãe e filhos são palavras oriundas da mente de Deus (Gn 2.24).1 A sociedade é formada de famílias. A igreja local é formada defamílias. Toda sociedade que desvalorizou a família e buscou outras for-mas de relação social substitutivas, como união de pessoas do mesmosexo, corrompeuse e degenerou-se, sucumbindo ao longo da História. Bem-estar emocional Marido e mulher complementam-se em suas necessidades emo-cionais. Nos momentos alegres, compartilham seus sentimentos defelicidade. Nos momentos tristes ou difíceis, ajudam-se mutuamente,impulsionados pelo amor conjugal. Pais e filhos, vivendo em família,sentem-se mais seguros do que pessoas que vivem solitárias. A sociedade sem Deus aprisiona muitos em estilos de vida espúriose depravados. São presos pelos grilhões do relativismo e do humanismofrio e anticristão. Mas nada pode substituir a família como centro deapoio e segurança para o ser humano (SI 68.6). E plano de Deus. A multiplicação da espécie Um ser humano pode nascer, como fruto de uma violência, de umagravidez forçada. Pode nascer de uma união entre um homem e umamulher que vivem juntos sem a bênção do casamento. Mas Deus querque cada pessoa nasça no mundo, em cumprimento à ordem para ocrescimento e a multiplicação da espécie humana, com base no amor ena união entre marido e mulher; entre pais e filhos. O ambiente do lar faz parte do projeto de Deus para a constituiçãoe desenvolvimento da família. É tão forte esse desígnio que a mulherestéril, normalmente, aspira ser mãe. E, sendo sua vontade, Deus propi-cia essa condição. "Seja bendito o nome do Senhor, desde agora e parasempre; que faz com que a mulher estéril habite em família e seja alegremãe de filhos? Louvai ao Senhor! (SI 113.2,9). Notemos a ordem dotexto. Primeiro, "habite em família"; depois, "seja alegre mãe de filhos".Casais homossexuais jamais poderiam contribuir para a multiplicaçãoda raça humana. Por isso e por outras razões, tais uniões são consi-deradas abominação aos olhos de Deus. Não podem ser consideradas Elinaldo Renovato de Lima. A família cristã nos dias atuais, p. 8.
  9. 9. A FAMILIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGOfamílias. Adotam crianças, sob argumentos falaciosos, sabendo que nãopoderão dar o exemplo de vida que elas precisam. Crianças precisam depai e de mãe, e não apenas de protetores desvirtuados diante de Deus.2. A primeira família Quando Adão recebeu Eva, como resultado da intervenção de Deusem sua existência, deve ter ficado deslumbrado com sua companheira,apresentada pelo criador. Não sabemos por quanto tempo viveram comoum casal. Mas, experimentando o relacionamento previsto pelo Criador,geraram os primeiros filhos. Foram os únicos que não tiveram que dei-xar "pai" e "mãe" para se unirem e terem filhos (Gn 2.24), formando aprimeira família do planeta. Se o acordar da anestesia e contemplar a mulher deve ter sido mo-tivo de admiração e surpresa, imagine-se o que Adão sentiu ao perceberque no ventre da esposa havia um novo ser em formação. E, mais ainda,quando o primeiro filho veio à luz! Quando os dois primeiros filhos jáeram jovens ou adultos, Caim matou Abel por inveja da aceitação deDeus para o sacrifício oferecido pelo irmão. Outros filhos e filhas nasceram do primeiro casal (Gn 4.25,26).Adão viveu 930 anos e teve muitos outros filhos e filhas, cujos nomesnão são registrados no Gênesis (Gn 5.4,5). Isso porque a genealogiabíblica só destaca nomes de personagens que, de forma positiva ou ne-gativa, têm importância marcante para a trajetória humana e seu papelna História. Por razões que só Deus pode avaliar plenamente, em sua divinaonisciência e sabedoria, a primeira família foi vítima do ataque mor-tal do Maligno. Foi em seu seio que aconteceu o primeiro homicídio;dos seus primeiros descendentes, que o plano de Deus para o casamen-to e para a família foi desrespeitado, no que concerne à união familiar,formada por um homem, uma mulher e seus filhos; primeiro, houve abigamia (Gn 4.18,19). Depois, o homem descambou para a poligamia.Arranjos sociais, inventados pelo homem, em sua condição de rebeldia,que nunca tiveram a aprovação de Deus. Ele as permitiu, consoante suamisericórdia e longanimidade.3. Jardim do Éden, lugar deproteção e cuidado O Jardim do Éden foi o primeiro "habitat" do homem. "A palavraJardim é a tradução da palavra hebraica gan, que designa lugar fechado. 10
  10. 10. FAMÍLIA, CRIAÇÃO DE DEUSA Septuaginta traduz o hebraico por paraíso, paradeison, termo persaque significa um parque. Éden não é traduzido mas transliterado para onosso idioma. Basicamente, significa "prazer ou delícia".2 Os críticos daBíblia veem no relato do Gênesis apenas uma alegoria, ou relato mítico.Porém a Palavra de Deus se impõe como verdade, como martelo deDeus, quebrando as bigornas da incredulidade. O ambiente perfeito do Eden O casal, constituído nos primeiros habitantes humanos do planeta, sedeÜciava nas noites calmas e amenas do Paraíso. Não havia temor ou pa-vor da escuridão. O medo era desconhecido. O cenário noturno era tran-quilizador. A brisa suave soprava no arvoredo, levando ao casal os odoresperfumados das plantas silvestres. O firmamento, ao longe, pontilhado deestrelas brilhantes, nas noites escuras, oferecia um espetáculo de rara bele-za. Nas noites de lua, diminuindo o brilho estelar, fazia-se extraordinaria-mente belo o ambiente paradisíaco. Sem dúvida, com maior intensidade,brilhava o astro noturno. As manhãs e tardes eram agradáveis. Uma temperatura média, ade-quada ao bem-estar dos habitantes edênicos, era sentida em todo o plane-ta. A luz solar empolgava-os. Em cada canto, se percebia a beleza da cria-ção nos seus mínimos detalhes. O homem se sentia muito feliz. O ar erapuro na mais alta expressão. Os animais, as aves, todos os seres da naturezanenhum mal causavam ao homem: conviviam na mais perfeita harmonia. O cuidado de Deus O cuidado de Deus para com o ser criado foi levado ao extremona formação do Éden. Não havia poluição ambiental; o ecossistema eraperfeito; o clima, ameno e confortável, não conhecia diferenças acentua-das de temperatura, nem calor excessivo, nem frio perturbador, havia noprimeiro lar do ser humano. Os animais faziam parte do habitatedêni-co. Adão tinha autoridade espiritual e moral sobre todos os seresvivos. Ele foi criado para ser dominador e cuidador do planeta. Haviaperfeita harmonia entre os seres racionais e os irracionais. O trabalho no Éden Deus não pôs o homem no Jardim para ficar ocioso, numa atitu-de contemplativa das belezas edênicas (Gn 2.15). É interessante notarque o trabalho, a atividade da mente e do corpo, desde o princípio, foi2 Ibid.,p.36. 11
  11. 11. A FAMÍLIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGOdignificado por Deus. Havia trabalho, mas, em compensação, não haviadoenças, nem dor, nem morte. O pranto e a dor eram desconhecidos. Atristeza não existia. Tudo era belo, agradável e bom. A presença de Deus no primeiro lar O mais importante, no entanto, acontecia todas as tardes: o Criadorvisitava o Éden (Gn 3.8a), buscando passar bons momentos em agradáveldiálogo e conversa com o casal, que sentia, assim, muita comunhão como Senhor. A presença do Criador enchia o primeiro lar de muita paz e de 3alegria indizível" . Como devem ter sido maravilhosos aqueles momentosem que Deus falava diretamente com o ser criado por Ele. Hoje, mais do que nunca, é necessidade vital a presença de Deusnos lares cristãos. Aquele belíssimo lugar foi palco dos acontecimentosque marcaram a origem dos seres humanos, fruto da criação de Deus.Lamentavelmente, foi também o cenário, onde começou a rebelião dohomem contra o seu Criador.II - A QUEDA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA AFAMÍLIA Lúcifer, o antigo "querubim ungido", fazendo uso de sua liberda-de, investiu contra o Criador, imaginando poder destronar o Senhordo Universo. Seu plano foi frustrado. Expulso dos céus, Satanás, a falsa"estrela da manhã", investiu contra o primeiro casal, no Jardim do Éden,sugerindo uma atitude de rebelião contra Deus. E foi bem-sucedido. Depreende-se das Escrituras que, quando o primeiro casal caiu,ainda não tinha procriado. Se tivessem filhos, estes não teriam comidodo fruto proibido, e até hoje estariam vivos. Mas as consequências daQueda não só atingiram o casal, mas a todos os seus descendentes, aolongo dos séculos, até os dias presentes. Todas as famílias são alcançadasde uma forma ou de outra, pelas consequências da Queda. Antes da Queda, o homem possuía estrutura espiritualefísica excep-cionais. • Tinha o conhecimento profundo de Deus, a comunhão diretacom o Criador; • Tinha as bênçãos da presença de Deus no Jardim; a paz, a segurança e a alegria de se relacionar com o Criador sem intermediários;3 Ibid.,p.9,10. 12
  12. 12. FAMÍLIA, CRIAÇÃO DE DEUS • Possuía conhecimento e bem-estar físico inigualáveis, sem doenças, distúrbios emocionais ou físicos; não conheciam o medo; • Tinha conhecimento interno e externo em relação à sua pessoa; • Conhecia a realidade social; conhecia o trabalho de modo útil esatisfatório (Gn 2.15). A vida familiar após a Queda. Terrível transtorno total na vida dosprimeiros seres criados. Conheceram que estavam nus, dando a entender que antes não seconstrangiam nessa condição; o conhecimento da sexualidade exacerba-da tem sido causa de inúmeros distúrbios e desvios de conduta que atin-gem o ser humano, levando-o a práticas sexuais abomináveis aos olhosde Deus; famílias inteiras são destruídas pelo adultério, pela fornicação,pela homossexualidade e por práticas sexuais aberrantes. Conheceram o medo Foi a primeira enfermidade que o homem experimentou. Enfermi-dade ou distúrbio de ordem emocional. As chamadas doenças nervosastiveram origem no rompimento da relação direta do homem rebelde eseu Criador. Qual a família na terra que não experimenta algum tipo deproblema de ordem emocional? Perderam a autoridade sobre a criação O homem foi criado para dominar a natureza (Gn 1.26). Hoje,porém, às vezes famílias perdem um ente querido por serem atingidospor insetos ou agentes microscópicos. Conheceram a desarmonia Quando questionado pelo Criador sobre o seu pecado, Adão pôsa culpa na esposa (Gn 3.12). A mulher pôs a culpa na serpente. Assim,teve início a tão conhecida "incompatibilidade de gênio", que provocadesavenças entre casais, com sérias consequências sobre a estabilidadefamiliar. Os filhos sofrem ao verem a desunião entre seus pais. O homem conheceu a maldição da terra O trabalho passou a ser penoso e fatigante; sua missão era lavrar eguardar a terra. Mas não havia o desgaste físico ou emocional acentu-ados, que tantos males causa às pessoas. Além disso, toda a ecologia daterra foi transtornada, causando, inclusive as chamadas "catástrofes na- 13
  13. 13. A FAMILIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGOturais", como secas, enchentes, altíssimas ou baixíssimas temperaturas;o surgimento de animais violentos, provavelmente pelo cruzamento deespécies diversas; vírus, micróbios, bactérias e outros agentespatogêni-cos devem ter surgido por causa do desequilíbrio ecológico,causado pela maldição da terra. E o pior:perdeu a vida eterna, que lhe era assegurada, na con-dição original, e conheceu o aguilhão da morte física (Gn 2.17; Ef2.5) e da morte espiritual, que é a separação de Deus. As famíliasda terra passaram a experimentar a dor da separação, pela morte deentes queridos.III - A FAMÍLIA NO NOVO TESTAMENTO1.Jesus e a família Nosso Senhor Jesus Cristo valorizou a família. Veio ao mundo atra-vés de uma família. Além de pais, teve irmãos e irmãs (Mt 13.55-57).Teve seu crescimento físico, social, intelectual e espiritual no seio dafamília (Lc 2.52). No seu ministério, não costumava a hospedar-se emhotéis, mas desfrutava da hospitalidade de um lar, no meio de uma fa-mília digna (Mt 8.14; Lc 10.38-42). Em muitos milagres, demonstrou seu cuidado para com a família(Mt 8.14-15; Lc 7.12-16). Seu primeiro milagre foi realizado numa festade casamento (Jo 2.12). Ensinou-nos a orar, chamando Deus de "PaiNosso"(Mt 6.9). Enfatizou o quarto mandamento, mandando honrar paie mãe (Mt 15.3-6; Mc 7.10-13). Teve um trato especial com as crianças,abençoando-as e acolhendo-as de maneira exemplar (Mc 10.13-16).2. A família nas epístolas De certa forma, a família no Novo Testamento não diferia muito domodelo familiar do Antigo Testamento. Algumas influências fizeram-sesentir pelo contato com os povos estranhos que dominaram a Palestina.Os romanos contribuíram para que comportamentos libertinos tivessemlugar no meio da sociedade em Israel. Quando escreve aos coríntios, oapóstolo Paulo fala de práticas condenáveis entre judeus (1 Co 5.1).Ninguém combateu como Paulo a pretensa "família homoafetiva" (1 Co6.10; ler 1 Tm 1.10). 14
  14. 14. FAMÍLIA, CRIAÇÃO DE DEUS3. A monogamia declarada Se no Antigo Testamento a poligamia foi tolerada por Deus, noNovo Testamento a monogamia é a regra doutrinária. Jesus em nenhummomento avalizou outra forma de relacionamento conjugal que nãofosse a monogamia. Paulo, usado pelo Espírito Santo, doutrinou de for-ma clara e cristalina sobre esse tema. Escrevendo à igreja de Corinto,formada por judeus e gentios convertidos, deixou claro seu ensino a res-peito das relações conjugais (1 Co 7.1,2). Ele não disse: "cada um tenhassuas mulheres, ou cada uma tenha seus maridos"; ou, pior ainda: "cadaum tenha seu homem, ou cada uma tenha sua mulher".4. A preservação da família O Novo Testamento declara o valor da família de tal forma queprescreve a manutenção do relacionamento conjugal entre um cristãoe um infiel, nos chamados casamentos mistos, a fim de resguardar aestabilidade da família. Mais uma vez, foi aos coríntios que ele minis-trou precioso ensino acerca desse controvertido assunto, dizendo queo marido crente não deve abandonar a esposa não-crente por causa desua conversão, e da mesma sorte, a mulher cristã, em relação ao maridoinfiel (1 Co 7.12-14). Note-se a preocupação com os filhos, visando suaformação espiritual, em santidade, como decorrência da união de um paiou mãe crente, mesmo com um descrente. Se não fosse assim, quantasfamílias seriam desestruturadas, se um cristão abandonasse seu cônjugepor não ter aceitado a Cristo. É a misericórdia de Deus em prática.IV - A CONSTITUIÇÃO FAMILIAR AO LONGO DOSSÉCULOSl. A família patriarcal Era o tipo de família por excelência, no princípio da humanidade,quando esta começou a espalhar-se por muitas partes do globo, após aQueda. Nesse tipo de família, a figura do pai (patet) tinha um papel bemdefinido, como sendo o líder do grupo familiar inconteste, em todos ossentidos. A mulher era considerada cidadã de segunda categoria. Nafamília patriarcal, quase sempre não era observado o princípio da mo-nogamia, estabelecido por Deus no Éden, quando o homem deixaria paie mãe e se uniria à sua mulher (Gn 2.24) para formar o lar e a família. 15
  15. 15. A FAMÍLIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGO Em grande parte, a família patriarcal era poligâmica. O Antigo Tes-tamento demonstra que todos os primeiros patriarcas, Abraão, Isaque,Jacó e outros, eram polígamos. A família patriarcal era típica no contextohistórico e cultural do Antigo Testamento. Além do pai, da mãe e dosfilhos, a família patriarcal incluía as concubinas, das quais nasciam filhos,que eram parte do grupo familiar, causando, por vezes, muitos trans-tornos, com o nascimento de meios-irmãos, que competiam quanto aosdireitos da prole, principalmente no que tangia às questões de herança. Deus tolerou a poligamia, mas nunca a aprovou, por ser prática es-tranha ao seu projeto para a constituição da família. O pai de famílianão era só o genitor. Era o líder espiritual, responsável pela prática e orespeito dos ritos da religião que a família adotava. Abraão, Isaque e Jacóeram líderes de sua parentela. Eram verdadeiros sacerdotes em seus lares.2. A família nuclear Também chamada de "família tradicional", formada por pai, mãe efilhos, como núcleo familiar (cf. Gn 2.24), em torno do qual se desenvol-vem os descendentes, parentes e outros que a ela se agregam. É a famíliaideal, pois tem origem na mente de Deus, o Criador, e atende a seus pro-pósitos para o desenvolvimento, o bem-estar e estabilidade social. A biga-mia, iniciada por Lameque (Gn 4.18,19), evoluiu e deu lugar à poligamia.3. A família na atualidade Assim como o casamento, a família, na atualidade, é a instituiçãomais visada pelos ataques satânicos. A família nuclear tem sido deprecia-da pelos intelectuais, por cientistas sociais, todos adeptos do materialis-mo. Mas os maiores influenciadores para a destruição da família são osque detêm o poder da mídia. Sem sombra de dúvidas, a mídia secular estáa serviço do Diabo, como instrumento poderoso para a desconstrução oudestruição dos valores tradicionais, emanados da Palavra de Deus. A destruição moral de uma sociedade começa pela destruição dafamília, que é a sua célula-mãe. Se esta se degenera, e cresce desordena-damente, surge um câncer moral, que a levará à morte espiritual e social,como ocorreu com Sodoma e Gomorra. O justo pode ter pouca força política. Mas pode usar as armas espiri-tuais de que dispõe (2 Co 10.4). Para tanto, precisa atender aos requisitosque Deus exige para ouvir suas orações em prol de sua terra (2 Cr 7.14). 16
  16. 16. 2 O CASAMENTO DE ACORDO COM A BÍBLIA "Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn2.24).P ara Deus, só existe casamento pela união entre um homem euma mulher, união monogâmica e heterossexual. Fora desse formatoé abominação a Deus. Os propósitos do casamento transcendem àvisão hedonista e simplista, dos materialistas, que veem o ser hu-mano no mesmo nível dos animais irracionais. Em sua percepçãodivina, o Criador viu que não seria bom o homem viver na solidão.E criou a mulher para completar o que lhe faltaria em sua existência.Foi a segunda grande decisão de Deus. Unir o homem e a mulher,"macho e fêmea", instituindo, assim o casamento, não só para a pro-criação da raça humana, mas para a formação da família. O Diabo atacou o plano de Deus para o casamento. Ao longo dosséculos, ele tem induzido os homens a aceitarem outras formas de união,contrárias ao plano de Deus. O homossexualismo tem assumido propor-ções gigantescas, com apoio de governos, legislativos e judiciários. É umaagressão violenta à Lei de Deus, que tem trazido e vai acarretar muitamaldição para a humanidade. Se Deus quisesse o casamento entre pes-soas do mesmo sexo, teria feito dois Adões ou duas Evas. Mas não o fez. A sociedade pós-moderna é educada para o materialismo. Nas es-colas de Ensino Fundamental, as crianças são orientadas para o libe-
  17. 17. A FAMILIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGOralismo social, que se fundamenta no relativismo e no humanismo. Oprimeiro ensina que nada é certo e nada poder ser considerado errado.Tudo depende da subjetividade do momento. O segundo coloca o ho-mem como o centro e a medida de todas as coisas. Com essa visão demundo, não há lugar para os princípios absolutos, emanados da Palavrade Deus. O presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, disse em um deseus discursos: "O mundo mudou. E temos que mudar com ele". Uma desuas primeiras medidas foi dar total apoio ao "casamento homossexual".Pouco tempo depois, o Brasil entrou na mesma visão. O Judiciário, in-terpretando a Constituição sob uma ótica liberal e materialista, aprovouque "entidade familiar" não é formada apenas de homem e mulher, comoprevê a própria Carta Magna. É também a união de dois homens ou duasmulheres, na chamada "união homoafetiva". Em seguida, o Supremo Tri-bunal de Justiça decretou a aprovação do "casamento homossexual". Háum poder sobrenatural guiando a mente dos líderes das nações. E o es-pírito do Anticristo. O apóstolo João, profeticamente, viu esse tempo perigoso para omundo (1 Jo 4.3). Esse "espírito do Anticristo", nos dias hodiernos, temse manifestado de modo agressivo e impertinente. Os líderes das naçõesnão percebem, porque, em sua maioria, não acreditam em Deus e nemrespeitam a sua Palavra. Mas é o "espírito" que governa as nações que seesquecem de Deus (SI 9.17).I - MONOGAMIA - A BASE DO CASAMENTO A palavra monogamia vem de dois vocábulos gregos: monos (único)e gamos (casamento), ou seja um único homem para uma única mulher.A monogamia é a forma de união prevista no plano original de Deuspara o casamento e para a formação da família. Conforme Gênesis 2.24,esta é a síntese do pensamento de Deus acerca do casamentomonogâ-mico: Deixará "o varão" os seus pais "e apegar-se-á à suamulher" para se unirem sexualmente ("uma só carne"). Ele não previu "o varão" unir-se "às suas mulheres". Assim, como aBíblia registra tantos casos de bigamia e poligamia? Devemos lembrarque toda a prática de atos e fatos errôneos resultaram da rebelião con-tra Deus, induzida pelo Diabo e levada a efeito pelo primeiro casal. AQueda foi o princípio de todas as distorções, tanto no plano espiritual, 18
  18. 18. O CASAMENTO DE ACORDO COM A BÍBLIAcomo na esfera moral, matrimonial, sexual, social e de toda a ordemestabelecida pelo Criador.1. O início da distorção do matrimônio —A bigamia Depois que Caim matou Abel, dando início aos ciclos de violênciaque prejudicam a vida e a sociedade, outros desvios de conduta se fize-ram sentir, pouco a pouco, com o aumento da população na terra. Alémda violência, causada pelo transtorno espiritual, psicológico, emocional efísico, consequentes do pecado, o homem foi adotando comportamentosestranhos ao plano de Deus. Um deles foi o de ter mais de uma mulher.O primeiro registro da bigamia está em Gênesis. Deus fez o primeiro casal, Adão e Eva. Seus descendentes podiamrealizar o casamento consanguíneo, entre irmãos, primos, sobrinhos, etc.Era a forma de cumprir o que Deus determinara: "E Deus os abençooue Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra...." (Gn1.28). Mas tais uniões tinham que ser monogâmicas: um único homeme uma única mulher e vice-versa. Na quinta geração edênica, um descen-dente de Adão deu início à distorção em termos de união matrimonial. Lameque, filho de Metusael (Gn 4.18), ou Matusalém (Gn 5.25),por razões não explicadas, resolveu ter mais de uma esposa: "E tomouLameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome daoutra, Zilá" (Gn 4.19). Já havia milhares e milhares de pessoas na Terra.Para ser da quinta geração, Lameque já encontrou pessoas que viviamhá mais de 200 anos. E resolveu adotar mais uma esposa. Interessante éque não há registro de estranheza para com esse comportamento. Talvezalguém ficou admirado, e achou até interessante um homem ter duasmulheres ao mesmo tempo. E muitos homens começaram a invejar La-meque e possuir mais de uma esposa. Tempos depois, Esaú, filho de Isaque desobedeceu a Deus e casoucom duas mulheres heteias. O resultado não foi nada bom para a família(Gn 26.34,35), gerando amargura de espírito para a mãe de Esaú. Hácasamentos que são motivo de tristeza, decepção e amargura para ospais. As duas esposas, filhas de povos estranhos, só trouxeram transtornopara a família de Isaque. No livro de 1 Samuel, temos outro exemplo negativo dos resultadosda bigamia. Elcana, efrateu, filho de Jeroão, era homem de bem. Mas, as-similando o costume comum de sua época, casou-se com duas mulheres(1 Sm 1.2,3). Ana era a sua preferida. Ele a amava mais do que à Penina. 19
  19. 19. A FAMÍLIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGOEsse é um primeiro problema: não é possível um marido amar por iguala duas mulheres. Penina tinha filhos. Ana não os tinha, por ser estéril. Penina percebia que Elcana demonstrava mais amor a Ana do quea ela. E se tornou uma desafeta para Ana (1 Sm 1.6). Em consequência,Ana era uma mulher deprimida, vivia chorando, não tinha prazer sequerem se alimentar; seu marido procurava consolá-la, mas ela sofria muito,tanto pelo fato de não ter filhos, como, mais ainda, pelas provocaçõesda outra esposa. Ela só descansou o seu espírito quando Deus ouviusua oração e lhe deu um filho homem, Samuel, a quem entregou, aindacriança, para servir a Deus no templo, sob os cuidados do sacerdote Eli(cf. 1 Sm 1.26-29).2. A poligamia torna-se comum A lógica do pecado é sempre a mesma: nunca parar; sempre au-mentar. A bigamia tornou-se prática comum. Afastando-se cada vezmais do plano de Deus, os homens incrementaram seus desvios. Terduas mulheres já não fazia tanta diferença. E foram multiplicando o nú-mero de esposas. Com que finalidade? Ter mais filhos? Para quê? Dizemos sociólogos que o homem sentiu a necessidade de ter mais riquezas,e precisava de mão-de-obra. Por isso, passou a ter mais mulheres paraaumentar sua prole utilitária. Tem lógica humana. Mas fere o plano deDeus. Filhos foram previstos para a perpetuação da espécie. Amão--de-obra é consequência. Ao que tudo indica, a poligamia éresultado da vaidade masculina, de exercer seu poder sobre maispessoas, e de ter direito a ter relação sexual variada com mulheresdiferentes. Isso não faz parte do plano de Deus para o matrimônio. Naturalmente, surgiram as nações, espalhadas pelo mundo, apóso episódio da Torre de Babel. Religiões de demônios apareceram e semultiplicaram. Com total aprovação das práticas contrárias ao plano deDeus, inclusive a da poligamia. Seja qual for a explicação, fere ao princí-pio de Deus para o casamento. Por que Deus permitiu a poligamia? Nãohá consenso no entendimento dessa questão. Mas podemos inferir queEle permitiu, ou tolerou, tendo em vista os primórdios da raça humana,e a necessidade da ocupação da Terra de modo mais rápido, tendo emvista que a mesma passava por grande deterioração ambiental, motivadapelas alterações cósmicas e ecológicas, em consequência do pecado, queprejudicou não só o homem, mas toda a geografia, a topografia e a eco-logia do planeta. A povoação acelerada se fazia necessária. 20
  20. 20. O CASAMENTO DE ACORDO COM A BÍBLIA A poligamia no Patriarcado A nação israelita tem início com Abraão (2.400 a.C), começando oPeríodo Patriarcal, em que a figura do homem manteve-se como abso-luta, em termos de importância, em relação à mulher. Cometendo desli-ze em sua vida, deu mau exemplo, unindo-se a uma serva, por sugestãode sua própria mulher, que era estéril; era a bigamia e o concubinato le-gitimado, na família do "pai da fé" (Gn 16), trazendo sérios transtornosfamiliares, históricos e espirituais. Na época de Isaque (1860 a.C), ao que tudo indica, havia muito res-peito, no seio da família, aos costumes adotados pelo patriarca Abraão.Isaque, já com 40 anos, teve sua esposa escolhida pelo próprio pai, entreos seus parentes que habitavam em Naor (Gn 24). Em Gerar, Isaquesofre a mesma ameaça da lascívia, que seu pai sofrera e vê sua esposacobiçada por Abimeleque (Gn 26.1-11). Porém, na época de Jacó (1750 a.C), ele casou-se com Raquel, suaamada. Mas foi forçado a ser bígamo pelo próprio sogro. Como Raquelera estéril, Jacó, aproveitando os costumes orientais, uniu-se às suas ser-vas, Bila e Zilpa, e teve, juntamente com sua esposa Leia, dez filhos comelas, e mais dois filhos com Raquel, quando esta foi curada da esterilida-de (Gn 29.32-35; 30.1-26). Jacó, o patriarca que deu origem às tribos deIsrael, foi polígamo (Gn 29.21-23; 28-31; 30.1-10). Noé, ao que tudo indica, não entrou na onda da poligamia. Obedeceuao plano de Deus para o casamento, mantendo-se casado com uma únicaesposa (Gn 7.7), apesar da corrupção geral do gênero humano (Gn 6.2).A degeneração moral era tanta, que Deus resolveu destruir a humanidadede então (Gn 6.5-7). A poligamia entre os reis de Israel (1018 a 530 a. C.) Davi teve várias mulheres e concubinas, por permissão e até conces-são de Deus (2 Sm 5.3), mas não se contentou. Adulterou com Bate-Seba,mandou matar seu esposo para encobrir o pecado (2 Sm 11) e a tomou poresposa. Um abismo chama outro (SI 42.7). No tempo dos reis, o símbolode grandeza e poder era a posse de mulheres e de cavalos. Salomão teve700 mulheres e 300 concubinas, as quais "lhe perverteram o coração paraseguir outros deuses" (1 Rs 11.4). Provavelmente, por causa da influênciaperniciosa de suas inúmeras mulheres, oriundas das nações cananitas, queeram dominadas pela idolatria, o famoso filho de Davi se deixou levar pela 21
  21. 21. A FAMÍLIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGOexcessiva vaidade de ter um dos maiores haréns do Oriente. Foi o seu fim!Seus sucessores seguiram o caminho da poligamia.3. No Novo Testamento éabolida a poligamia (4 a.C até o presente) No Antigo Testamento, Deus foi tolerante quanto à sexualidade,permitindo a poligamia e o concubinato. No Novo Testamento, Eledisciplinou o relacionamento conjugal. Tornou-se mais difícil manter afidelidade, admitindo-se somente a monogamia. A vida cristã restaurao plano de Deus para o casamento, valorizando a monogamia e conde-nando outros arranjos para a vida conjugal. O ensinamento de Jesus nos Evangelhos São diversas as passagens do Novo Testamento em que Jesus se re-fere ao casamento ou à família. Em Mateus 19, vemos que Ele dá muitovalor à fidelidade conjugal. Certa vez, os fariseus lhe interrogaram se eralícito ao homem repudiar "sua mulher" por qualquer coisa (Mt 19.3).Note-se que eles não perguntaram se podiam deixar "suas mulheres".A resposta do Senhor Jesus tem um sentido bíblico profundo, e remeteàs origens do casamento: "... e disse: Portanto, deixará o homem pai emãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não sãomais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe ohomem" (Mt 19.5-7 — grifo nosso). Na resposta objetiva sobre o divórcio, Jesus diz que comete adul-tério aquele que repudia sua mulher, exceto por causa de infidelidade.E diz que quem casar com a repudiada também comete adultério (Mt19.9). Ele se refere "à sua mulher", e não às suas mulheres. Assim, nosEvangelhos, a poligamia é descartada. Alguém se refere a Mateus 25, naparábola das dez virgens, alegando ser um casamento polígamo. Ledoengano. Como Jesus iria comparar a sua vinda a um casamento polí-gamo? Na verdade, o texto, parte do Sermão Profético, refere-se a umcasamento oriental, em que os noivos eram esperados para a cerimôniamatrimonial por dez virgens, ou dez damas de honra, que portavamlamparinas acesas. A monogamia nas Epístolas Como sabemos, as Epístolas são a fonte doutrinária que se fun-damenta nos Evangelhos de Jesus Cristo. Por elas, os apóstolos foramusados por Deus para regulamentar, ordenar e orientar a vida dos cris- 22
  22. 22. O CASAMENTO DE ACORDO COM A BÍBLIAtãos e das igrejas, no seu tempo e a todas as igrejas, em todos os tempose lugares. Em todas elas há ensinos preciosos. No que diz respeito aomatrimônio, o Novo Testamento registra ensinos fundamentais sobre ocomportamento dos casados. a) Uma esposa, um marido. Na Epístola de Paulo aos Coríntios, vemos a regulamentação da vida matrimonial, incluindo o relacionamentosexual (1 Co 7.1,2). O apóstolo houvera sido informado, por carta, que,naquela igreja, havia casos de sexo ilícito que ultrapassavam a condutaímpia dos incrédulos (5.1-5), a ponto de determinar que fosse entreguea Satanás determinado fornicário. Diante dessa situação calamitosa de imoralidade, Paulo respondeaos coríntios, dizendo que, "por causa" ou, numa linguagem mais cla ra"para evitar" a prostituição, "cada um tenha a sua própria mulher", ou seja,só uma esposa, e não duas ou uma esposa e uma concubina. Da mesmaforma, diz ele à mulher: "e cada uma tenha o seu próprio marido". Nãohá nada tão claro quanto à monogamia, nos ensinos de Paulo, que foio maior intérprete dos Evangelhos, e o maior teólogo do cristianismo. b) A harmonia conjugal. Na Epístola aos Efésios, Paulo foi tão inspirado pelo Espírito Santo, no que se refere ao relacionamento conjugal,que seus ensinos são reproduzidos, praticamente, em todas as cerim ônias de casamento cristão. Ele doutrina sobre a submissão da mulher aoesposo cristão, pelo fato de ser designado "cabeça da mulher", ou líder dafamília, da mesma forma que a Igreja é submissa a Cristo (Ef 5.22-24;Cl 3.18). Ao marido, ele exorta a amar a sua esposa, como Cristo amoua Igreja, sacrificando-se por ela (Ef 5.25; Cl 3.19). Esse entendimentoleva à harmonia conjugal, de tal forma que o homem cristão e sua esposacompletam o que falta no outro, vivendo em amor, e n ão dando lugarà infidelidade. Com isso, a monogamia é valorizada, em obediência aosditames de Deus para o matrimônio, conforme o seu plano original parao casamento: um homem e uma mulher. c) A monogamia na liderança cristã. Para os líderes da igreja, Pauloexorta que "Convém, pois, que o bispo seja irrepreens ível, marido deuma mulher..." (1 Tm 3.2). Os di áconos devem ser "maridos de umamulher" (1 Tm 3.12). No Antigo Testamento, Deus permitiu e tolerouque os patriarcas, os reis e até profetas tivessem mais de uma mulher.Mas no Novo Testamento o l íder deve ser o exemplo dos fi éis (1 Tm 23
  23. 23. A FAMÍUA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGO4.12) em tudo. É inaceitável que algum pastor, evangelista ou detentorde qualquer cargo ministerial procure ter relacionamentos com pessoasque não sejam seus cônjuges, querendo usar o Antigo Testamento comojustificativa. O ensino sobre a monogamia entre os ministros é tão im-portante, que o apóstolo repete essa doutrina emTito 1.7. O casamento, no Novo Testamento, é elevado a um nível muito altono que se refere à união monogâmica, com destaque para a fidelidadeconjugal (Hb 13.4). Na poligamia, não se fala em adultério, em prosti-tuição. O homem tinha relações com várias esposas e até com concubi-nas. Mas, no contexto do cristianismo, nos ensinos neotestamentários,é cobrada a fidelidade incondicional e a pureza no leito conjugal. Deusjulgará os que se prostituem e os adúlteros, conforme o texto transcrito.O matrimônio deve ser "venerado", ou seja, ter um valor espiritual degrande importância. O primeiro sentido de "venerado" é o de "adorado".Mas não se pode aplicar ao matrimônio, pois adoração só é devida aDeus. Mas tem outro sentido, perfeitamente aplicado à relação conjugal.Venerado quer dizer "Ter em grande consideração; respeitar". "O leitosem mácula" refere-se à santidade do relacionamento sexual do casal,sem mancha, ou seja, sem pecaminosidade. Isso porque o corpo é "tem-plo do espírito santo" (1 Co 6.19). Só através do casamentomonogâmi-co é possível manter esses princípios para a santidade nomatrimônio.II - O PRINCÍPIO DA HETEROSSEXUALIDADE O Diabo e seus simpatizantes tremem e se revoltam quando a Igre-ja de Nosso Senhor Jesus Cristo defende os princípios bíblicos quanto àsexualidade. Para sua própria condenação, pastores em vários lugares nomundo têm feito concessões a Satanás no que tange ao relacionamentomatrimonial, admitindo a homossexualidade ou a chamada"homoafe-tividade". Maior condenação terão aqueles que se dizemcristãos e procuram justificar o homossexualismo, com base em falsasinterpretações dos textos bíblicos. Para Deus, no Antigo e no NovoTestamento, o casamento só é legítimo e com amparo Lei divina, seatender ao princípio inegociável da heterossexualidade.1. "Macho efêmea os criou" A origem e os fundamentos do matrimônio remontam ao princípioda Criação. Quando Deus fez o Universo, o planeta Terra, os seres vivos 24
  24. 24. O CASAMENTO DE ACORDO COM A BÍBLIAirracionais e todo o ambiente propício para a existência humana, Eleresolveu criar um ser à sua semelhança. E criou "o homem", o ser mascu-lino (Gn 1.26). No mesmo dia, Ele fez a mulher (Gn 1.27). Os materia-listas, profanos e libertinos, apregoam aos quatro cantos que "ninguémnasce homem ou mulher"; quem faz a pessoa ser "homem ou mulher é asociedade". Essa é uma das mais indecorosas propostas do Diabo. A Bíblia diz que Deus fez homem e mulher, diferenciando sua con-dição sexual. A ciência diz que uma pessoa é homem se tiver cromosso-mos XY, masculinos; e mulher, se tiver cromossomos XX. Diz a Bíblia:"Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganandoe sendo enganados" (2 Tm 3.13). Para Deus, homem é homem e mulheré mulher. Um dia, os ímpios comparecerão perante o Juízo Final e rece-berão a declaração de sua sentença, por terem se rebelado contra Deus,distorcendo seus princípios.2. O primeiro casamento Após criar o homem, Deus concluiu que não seria bom ele viver nasolidão. Poderia ter criado outro "Adão" para viver com ele na chama-da "união homoafetiva". Estaria resolvido o problema da solidão. MasDeus não cogitou a homossexualidade. A solução de Deus foi criar umser humano, de sexo diferente, para viver ao lado do homem (Gn 2.18).E criou a mulher, a partir de uma costela de Adão. Os ímpios chamam isso de fábula, de "conto de fadas"; falsos teólo-gos chamam de "mito da Criação". Por quê? Porque para eles Deus não"criou" o homem conforme o Gênesis. O homem surgiu de uma ameba,evoluiu até ser macaco, tudo por acaso, e chegou a ser o 11homo sapiens.Mas Deus criou o homem das substâncias da terra, e a mulher, a partirde parte do homem. Creiam ou não os materialistas. Após criar a mulher, Deus a apresentou ao homem, e este, extasiadoexclamou: "Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne;esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada" (Gn 2.23).Aí temos o relato do primeiro casamento. Deus foi o oficiante. O Pai,o Filho e o Espírito Santo concelebraram as primeiras núpcias. Os se-res celestes foram testemunhas. A certidão de casamento é o relato deGênesis 2.18-24. Nesse casamento, de origem divina, não vemos lugarpara a "união civil entre pessoas do mesmo sexo", nem espaço para a"união estável", nem "entidade familiar" homossexual. Os legisladores,os juristas, educadores, sociólogos, psicólogos e outros aprovam esse tipo 25
  25. 25. A FAMÍLIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGOde união, que é considerada abominável a Deus (Lv 18.22; 20.13). E ofazem afrontando a Lei de Deus, para sua própria condenação.3. "E se unirá à sua mulher" Após realizar o primeiro casamento, Deus disse: "Portanto, dei-xará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serãoambos uma carne" (Gn 2.24). Não disse o Criador: "E o homem seunirá ao seu homem, a mulher se unirá à sua mulher". Claro como ocristal é o princípio da heterossexualidade. O Supremo Tribunal doUniverso (STU) já tem pronta a sentença condenatória, inapelável,em última instância, para os que aprovam o que Deus condena. Por-tanto, o casamento, para Deus tem que ser realizado, com base noprincípio da heterossexualidade: um homem, unido a uma mulher,pelos laços do matrimônio. A homossexualidade é um dos mais infames atos da rebelião contraDeus. A mídia divulgou entrevista com duas "pastoras", lésbicas, em queelas usam a Palavra de Deus para justificar sua união, condenada peloSenhor. É a pior das decisões. Alguém pode pecar, e é compreensível,pois, enquanto estiver no mundo, o ser humano está sujeito ao pecado.Mas usar a Palavra de Deus, a Lei do Senhor, para justificar o que Eleabomina é pecado imperdoável. E blasfêmia contra o Espírito Santo.Dil -A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO1. uma só carne No plano de Deus para o casamento, Ele previu a união duradouraentre o esposo e a esposa, durante toda a vida em comum (Gn 2.24). OCriador planejara a vida eterna para o ser humano. Em consequência, aunião matrimonial seria eterna.2. "Até que a morte os separe" Na celebração do casamento cristão, os oficiantes enfatizam essedesiderato por causa da realidade da morte física, que pode atingir umou o outro cônjuge. De fato, não há qualquer justificativa para o fim docasamento, a não ser pelo falecimento de um cônjuge. Somente a faltade amor verdadeiro pode explicar o aborrecimento de um marido porsua mulher, e vice-versa, como causa para a dissolução do casamento. 26
  26. 26. O CASAMENTO DE ACORDO COM A BÍBLIA3. O pecado interfere na união conjugal Quando o casal não vigia, não ora, não procura obedecer aos princí-pios de Deus para o casamento, o Adversário da família encontra brechapara interferir na mente de um ou do casal, de modo que a vida a dois setorne insuportável. Seja por causa da infidelidade, do adultério, seja pelaprostituição, a fim de que desapareça a razão para viverem juntos. Essenão foi, nem é, o plano de Deus (Mt 19.6), mas o ser humano pode, compermissibilidade de Deus, por fim à aliança conjugal.4. O divórcio — remédio amargo que deixa sequela Em consequência da falta de união e de amor, motivados pela faltade obediência a Deus, há situações em que a convivência torna-se de fa-chada, aparente, por conveniência, ou até mesmo insuportável. Violênciadoméstica, falta de respeito, agressões psicológicas ou físicas, além da in-fidelidade afrontosa, levam o casal a tomar a terrível decisão de separar-secom todas as consequências negativas para os dois e para a família. 27
  27. 27. 3 AS BASES DO CASAMENTO CRISTÃO "Vos, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef5.25).o casamento cristão deve ser construído sobre as bases do amor aDeus e do amor conjugal verdadeiro. É a única forma de união consagradapor Deus para a constituição da família, objetivando o bem-estar do serhumano em todos os aspectos da vida. Foi o próprio Deus que instituiu omatrimônio, no Éden, como já vimos. Na Bíblia, vemos o casamento eleva-do a um nível bem alto, como observamos em Hebreus 13.4. Por ser uma instituição criada por Deus, para atender seus propósitosquanto às finalidades divinas para a existência do homem na Terra, nãoé de admirar que o matrimônio tem sido atacado de maneira constante,sistemática e violenta. A exemplo do "ladrão", que só vem "a roubar, a ma-tar e a destruir" (Jo 10.10), Satanás luta diuturnamente para prejudicar oplano de Deus para a vivência do ser criado à sua imagem e semelhança. A História, e mais claramente a História Contemporânea, de-monstra de forma inequívoca que o casamento é um dos alvos prefe-renciais das forças satânicas. Sob o pretexto de "evolução", "progresso" e"avanços sociais", novas formas de união têm sido inventadas e aceitaspela sociedade sem Deus. Mas os cristãos devem preservar e cultivar omatrimônio monogâmico e heterossexual, como uma bênção de Deuspara a humanidade.
  28. 28. AS BASES DO CASAMENTO CRISTÃO Todas as sociedades antigas, que destruíram o casamento e a família,nos moldes tradicionais, conforme o projeto de Deus, tiveram seu fim,pela corrupção de suas bases morais e espirituais. Os materialistas desde-nham desse tipo de afirmação. Porém, a Palavra de Deus assegura que oque o homem semeia isso também colherá, pois Deus não se deixa escar-necer (G1 6.7). E uma questão de tempo apenas. A cada dia, o império domal cresce, com o apoio dos governantes, dos representantes políticos dopovo e dos representantes do poder judiciário, que aprovam leis e normasque contrariam a Lei de Deus. Porém, um dia todos serão julgados noplano espiritual segundo suas decisões e escolhas. O Juízo Final aguarda,com sentença já definida, a sorte dos ímpios (SI 9.17).I - A VONTADE DE DEUS PARA O CASAMENTO1. A vontade permissiva Como expressão da vontade do Criador, Ele disse, no princípio detodas as coisas, que o homem deveria deixar seu pai e sua mãe e unir-se àsua mulher, a ponto de ser "uma só carne" com ela (Gn 2.24), o que ocor-re no ato sexual. Essa vontade de Deus é para todos os homens, crentesou não crentes, santos ou ímpios, evangélicos ou não. Por quê? Porquefaz parte de seu plano divino que a humanidade cresça e se multiplique,através da união legítima entre um homem e uma mulher, como vimosno capítulo anterior. A vontade de Deus é que um homem se case comuma mulher, para formar um lar e uma família, conforme os ditames desua santa Palavra. Face essa "vontade permissiva" de Deus, Ele não interfere nemdi-reciona um homem para uma mulher. Ele permite aos homens emgeral que ajam conforme suas vontades, até mesmo para praticarem atoscontrários à vontade do Senhor. Assim, cada pessoa tem o direito de,usando o seu livre-arbítrio, fazer as escolhas que lhe convier parasentir-se bem na união matrimonial. A vida nos mostra que Deusconsidera e valoriza o matrimônio, tendo ele sido celebrado numa igrejaevangélica ou não, desde que subordinado à lei civil, representadapelas autoridades que têm competência para realizar o matrimônio. Aigreja cristã não rejeita um casal, pelo fato de ter sido unido, emcerimônia legal, num templo de outra religião. Salvo se tal religiãopraticar ritos que possam ser considerados diabólicos. 29
  29. 29. A FAMÍLIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGO2. A vontade diretiva Esta é diferente da vontade permissiva. É a vontade de Deus, segun-do a qual Ele pode agir, de modo impositivo ou diretivo, para alcançarseus objetivos divinos em relação ao universo e aos homens como agenteslivres. Com essa vontade, Deus também pode direcionar pessoas; criarsituações; promover circunstâncias, seja por sua decisão própria, ou paraatender solicitações e propósitos de pessoas, especialmente de seus servose servas, que procuram viver de acordo com seus princípios elevados. Dentro desse contexto, como Deus usa a vontade diretiva para ocasamento? Será que Ele escolhe o "irmão fulano" para ser esposo da"irmã fulana"? E se esse irmão resolver casar com a "irmã sicrana", podecontrariar a vontade de Deus? Essas questões parecem simples, porémsão mais comuns do que se poderia imaginar. No aconselhamento pas-toral, ou em seminários para a juventude, é comum ser encaminhadaquestão desse tipo: "Pastor, como podemos saber se uma pessoa comquem namoramos, ou noivamos, é a pessoa escolhida por Deus paranós?"; ou: "como podemos saber se o casamento é da vontade de Deus?". Notadamente os jovens querem uma resposta definida para essasquestões, que são motivo de inquietação para muitos que estão na fasede tomar decisões importantes em suas vidas, principalmente em rela-ção ao casamento. De tanto verem fracassos matrimoniais, nas igrejasou em suas famílias, há rapazes e moças que têm receio de casar. Há osque namoram e até noivam, e terminam o relacionamento por não sesentirem seguros quanto à vontade de Deus nesse terreno. Em nossoaconselhamento aos jovens, procuramos dar-lhes algumas orientaçõesque servem de pistas para suas decisões em termos de namoro, noivadoe casamento. A seguir, alguns indicadores da vontade de Deus.A paz de Deus no coração Um dos indicadores de que o que pensamos, fazemos ou pretende-mos fazer é da vontade de Deus é o sentimento de paz interior, domi-nando nossos sentimentos, pensamentos e emoções. No texto de Paulo em Colossenses 3.15-17 há lições muito preciosas.Em primeiro lugar, nos diz que "a paz de Deus" deve dominar em nos-sos corações, e devemos ser agradecidos. Se agradecemos é por algumacoisa importante, que pomos diante de Deus. Em segundo lugar, diz: "Apalavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria. Se a 30
  30. 30. As BASES DO CASAMENTO CRISTÃOpaz de Deus é como um árbitro em nossos corações, conforme diz outratradução do texto, a palavra é o referencial para nossos pensamentos, atitudese ações. Mas diz que essa palavra deve habitar em nós "abundantemente,em toda a sabedoria". Quem submete seus pensamentos, ações presentesou pretendidas, ao crivo da palavra de Deus, certamente terá muito maisprobabilidade de acertar, e de sentir a direção de Deus em sua vida. Em terceiro lugar, o texto diz que devemos louvar a Deus, admoes-tando-nos uns aos outros, com "salmos, hinos e cânticos espirituais". Ouseja, quando fazemos alguma coisa que é da vontade de Deus, sentimospaz interior; tomamos como referência a Palavra do Senhor; temos mo-tivos para louvar a Deus e, além disso, devemos fazer "tudo em nome doSenhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai". Esse é um ponto de al-tíssima importância. Se um namoro, noivado ou casamento é da vontadede Deus, podemos agir "no nome do Senhor Jesus" e dar "por ele graças aDeus Pai". E necessário que o crente tenha a comunhão com o EspíritoSanto para discernir a vontade divina, de maneira sábia e coerente, combase na regra de fé e conduta, que é a Palavra de Deus. A Bíblia diz que o coração, ou o interior do homem, não é bom árbi-tro (Jr 17.9). Nesse caso, para saber a vontade de Deus, não é de boa nor-ma confiar no coração. Ele é enganoso, por causa do pecado que passoua todos os homens. Mas a paz de Deus, dominando um coração pleno dapresença de Deus, em concordância com a sua palavra, é de grande valor.O comportamento pessoal Referimo-nos ao comportamento ou ao testemunho da pessoa. Seuma jovem namora um rapaz e quer saber se esse namoro é da vontadede Deus; ou é noiva e quer saber se o noivado é da vontade de Deus, comvistas a um provável casamento, deve levar em conta com muito cuidadoo testemunho do jovem. Da mesma forma, um rapaz cristão deve avaliaro testemunho de sua namorada ou noiva, para saber se é da vontade deDeus que se case com ela. Parece simples, mas não é. E indispensávelobservar o comportamento do outro na família, no relacionamento comos pais; o comportamento do outro para com os pastores, a igreja, o tra-balho. Se um jovem ou uma jovem não respeita os pais, como respeitaráseu cônjuge? Como respeitará o pai ou a mãe de seus filhos? Um casamento não pode ser da vontade de Deus se o namoro e onoivado são marcados pela prática de atos que ofendem à santidade de 31
  31. 31. A FAMÍLIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGO Deus e à santidade do corpo (1 Co 6.18,19,20). Se um rapaz ou uma moça quer praticar sexo no namoro ou no noivado, é um sinal evidente de que Deus não está aprovando tal relacionamento. Um casal de jovens, casados há poucos meses, chegou ao gabinete pastoral, procurando ajuda, pois estavam passando por sérias dificulda- des. Brigas constantes, desavenças, e já não sentiam mais amor um pelo outro. Com certa experiência no assunto, começamos a fazer algumas perguntas aos dois. Indagamos se eles estavam orando a Deus, diaria- mente; se costumavam ler a Bíblia juntos; se caminhavam para a igreja local; se adoravam a Deus, etc. Eles responderam que não oravam mais, não liam a Bíblia, e que tinham perdido o estímulo de ir à igreja. Dentro de poucos minutos, a jovem encarou o seu esposo e lhe in- dagou: "Você não acha que devemos confessar o nosso erro?". Fiquei es- perando a resposta do esposo, e ele disse: "Se quiser, pode dizer". Então a jovem voltou-se para mim e disse que, no seu noivado, já praticavam sexo. E que sabia que a mão de Deus estava pesando sobre eles, lem- brando o seu pecado não confessado, por terem fornicado, no namoro. Lemos em Provérbios 28.13 que "quem confessa suas transgressões e as deixa, alcança misericórdia; mas o que as encobre nunca prospera- rá". Eles sentiram-se aliviados por confessarem o seu erro, cometido na prática do sexo antes do casamento. Aconselhamo-lhes a procurarem o dirigente da congregação para confessar o pecado oculto e aceitarem a disciplina eclesiástica. Eles aceitaram o conselho, e depois puderam normalizar sua vida, diante de Deus e no seu lar. Se um noivo vive faltando com respeito à noiva; se é grosseiro comela; se demonstra um ciúme doentio, a ponto de não permitir que ajovem converse até com pessoas da família, é um péssimo sinal de queDeus não aprova a união para o casamento. A menos que haja arrepen-dimento sincero e mudança de atitudes. O mesmo se aplica à jovem. Sedemonstra esse tipo de comportamento, provavelmente não será umaboa esposa. Não é da vontade de Deus um casamento marcado para serpalco de brigas, intrigas, competição ou carnalidade. De grande importância é observar a vida espiritual do noivo ou danoiva. Quando o casamento é da vontade de Deus, os dois demonstram,tanto no namoro, como no noivado, que amam ao Senhor de todo ocoração, de todo o entendimento e de todas as suas forças (Mt 12.30),e se amam um ao outro como a si mesmos (Mt 12.31), é ótimo sinal deum futuro casamento abençoado e feliz, pois o amor é o fundamento do 32
  32. 32. AS BASES DO CASAMENTO CRISTÃOverdadeiro casamento cristão. Essas observações têm muito mais valordo que profecias sobre casamento.As coisas se encaixam naturalmente Não há necessidade de um casal de noivos sair procurando a casa de profetas ou profetisas para saber se o casamento é da vontade de Deus. Aliás, na minha experiência pastoral, a maioria das profecias envolvendo casamento é falsa. Não se cumpre. Porque, em geral, não são de Deus, mas da vontade do profeta, que deseja agradar aos que o procuram. Ressaltamos que Deus pode, sim, usar uma serva sua ou um servo seu, com o dom de profecia, para orientar decisões sobre casamento. Mas esse não é um meio comum. É ocasional. Conheço um casal, muito bem casado, ele, pastor; ela, uma ótima serva de Deus, que trabalha ao lado do seu marido. Quando namoravam, uma profeta disse de alto e bom som, dizendo-se ser usada por Deus, que "ele" não seria "o seu", dado por Deus. E que não era a vontade de Deus o casamento. Felizmente, os jovens não levaram em considera- ção a vontade da profetisa. O problema é que, em muitas igrejas locais, pessoas que têm odom de profecia passam a ser oráculos privilegiados para dirigir avida das pessoas. Essa não é a finalidade da profecia no Novo Testa-mento. Passou o tempo em que o profeta era consultado para dizer sealguém deveria ir para a direita ou para a esquerda. Saul foi consultaro profeta Samuel acerca das jumentas extraviadas de seu pai. O pro-feta o tranquilizou, pois os animais já haviam sido encontrados. Essefoi um ministério passado, em que o profeta era o vidente para todaa nação, e para fatos envolvendo pessoas. No Novo Testamento, a nosso ver, é muito mais proveitoso orare buscar a presença de Deus reservadamente, entrando no seu quar-to, como ensinou Jesus, para ter a orientação do Senhor (Mt 6.6).Como resultado dessa busca, Deus fala através das circunstâncias.Um jovem fiel, que busca a Deus, que serve a Deus em sua casa, quese santifica, certamente terá a bênção de Deus sobre as circunstânciasda sua vida. Ele é abençoado nos estudos. Deus abre portas de em-prego. A família da noiva demonstra estar feliz, aprovando a amizadedos noivos. O pastor da igreja local vê com bons olhos o noivado. Ajovem demonstra que ama o rapaz, e expressa isso com palavras e 33
  33. 33. A FAMÍLIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGOcarinho. Em tudo isso, pode-se perceber Deus dando a sua aprovaçãoao casamento.Os princípios de Deus são observados Para que um casamento seja da vontade de Deus, é indispensávelque os aspirantes ao matrimônio, namorados ou noivos, respeitem osprincípios de Deus, consubstanciados em sua santa Palavra. Um dosprincípios fundamentais é que os pretendentes ao casamento tenham amesma fé, sirvam ao mesmo Deus, creiam na sua Palavra e obedeçam aoSenhor. Se um rapaz deseja casar-se com uma jovem cristã, e não gostade ir à igreja local para adorar a Deus, é um sinal evidente de que não dávalor às coisas sagradas. No namoro ou no noivado, Deus dá oportunidade para seus servosdemonstrarem que são verdadeiramente salvos. O casamento na von-tade de Deus exige santidade. As tentações são muito fortes sobre osjovens cristãos, principalmente na área da sexualidade. Frequentemen-te, são tentados a praticar o sexo antes do casamento. Se desrespeitamesse princípio da santidade, e se envolvem em carícias e práticas sexuais,certamente estão fora da vontade de Deus. Colherão os frutos de suadesobediência, logo, ou depois que se casarem (G1 6.7). Li um livro com o título O Divórcio Começa no Namoro.Chamou--me a atenção. Meditando, achei que o autor tem razão. Asbases do casamento são lançadas no namoro e alicerçadas no noivado. Seessas bases forem lançadas sobre a desobediência a Deus, na prática dafornicação, estão correndo sério risco de não terem a bênção de Deus.Não adiantará uma cerimônia pomposa, com dezenas de testemunhas,vestido de noiva com véu e grinalda, com modelo personalizado, nemuma recepção no melhor clube da cidade. Mais importante é ter a bênçãode Deus no casamento.II - O AMOR VERDADEIRO NO CASAMENTO1. O dever primordial do casal O dever de amar está acima dos outros deveres conjugais. O ma-rido que não ama sua esposa não obedece à Palavra de Deus. Peca pordesobediência. A Bíblia diz solenemente: "Vós, maridos, amai vossasmulheres, como também Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se entregoupor ela" (Ef 5.25). Esse versículo é sempre lido pelo ministro religioso 34
  34. 34. AS BASES DO CASAMENTO CRISTÃOno dia do casamento de alguém. Muitos maridos, porém, despreparadospara o matrimônio, ouvem essa recomendação por pura formalidade. Aspalavras entram-lhes por um ouvido e saem pelo outro: não dão impor-tância ao que está contido nas Escrituras. A nosso ver, se um jovem não está consciente do que é amar a es-posa, não deve casar, e muito menos ter a bênção matrimonial dada naigreja do Senhor. Casamento sem amor é como planta sem água: acabamorrendo. O amor à esposa, recomendado pela Bíblia, é o mais elevadopossível. É semelhante ao amor de Cristo pela Igreja. Isso indica que oamor do esposo deve ser comparado ao amor de Cristo para com a Igreja.E maior do que qualquer amor comum: é um amor sublime.2. O amor gera união plena "A união é o resultado do amor sincero. O esposo deve estar unidoà esposa de modo a formar uma unidade, "uma só carne" (Ef 5.31). Essaunião é espiritual, complementada pela união afetiva e física. O maridoé a cabeça, ou seja, o líder da esposa, mas não é superior a ela. Os doissão "uma só carne", uma mesma unidade, como Paulo ensina (1 Co 7.3).Isso significa igualdade, reciprocidade de deveres. As obrigações do ma-rido perante a mulher são as mesmas da mulher perante o marido. Issoexige união de pensamentos, de sentimentos e de propósitos. A união física tem papel importantíssimo nesse aspecto. Essa uniãoplena tem inimigos terríveis. Um deles, muito comum, é a irritação. Avida em família sofre bastante desgaste quando o casal não se previneacerca disso. E pequenas coisas, pequenos transtornos, chamados irrita-ções, que são como picadas de mosquitos em noites de calor, perturbammais do que coisas de grande vulto. A vida conjugal exige convivênciaem qualquer situação, na prosperidade ou na escassez, na saúde ou nadoença. E necessário que haja muita compreensão e muito amor paraevitar a irritação que surge com os problemas normais da vida. O amor, diz a Bíblia, "tudo espera, tudo suporta; não se irrita." Isso é difícil, mas não é impossível para o cristão que tem a ajuda direta de Deus. Há esposos que se irritam com tudo, dando lugar à quebra da união plena com a esposa. Se a comida não está do agrado do marido, ele reclama, não dissimula: fica aborrecido, de cara feia. A camisa está sem um botão, justa- mente na hora de sair para a igreja, surge uma discussão. Os chinelos não estão no lugar, mais reclamações. São as irritações que vão se somando, pequenas, mas constantes. Um dia, "a casa cai". O marido conclui que a 35
  35. 35. A FAMÍLIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGOvida está "insuportável" ao lado da esposa, Satanás fica torcendo pelo pior,e faz com que aquelas "coisinhas" pareçam montes intransponíveis. O esposo cristão quer exigir da esposa o cumprimento fiel de todosos seus deveres, sem faltar nada. Porém, muitas vezes, não cumpre ospróprios deveres para com ela, conforme a Bíblia manda. Será que, porcausa de qualquer coisa, Cristo irrita-se com a Igreja? Certamente não.Se assim fosse, onde estaríamos nós? Do mesmo modo, é necessário oesposo cristão evitar as irritações com a esposa. Como isso é possível?Parece-nos que, com poucas medidas simples, torna-se viável vencer atentação das irritações: • O esposo deve orar com a esposa todos os dias. • O esposo deve ler a Bíblia ao lado da esposa. • O esposo deve manter diálogo constante com a esposa sobre as coisas do lar. • Quando algo estiver errado, o esposo deve conversar sobre o as sunto com compreensão. Pedir sugestões à esposa sobre a melhor maneira de, juntos, resolverem o problema. • Ambos devem dar graças a Deus pelos problemas. Eles tendem a desaparecer quando ações de graças sobem aos céus (1 Ts 5.18). • Ambos devem procurar cultivar o verdadeiro amor.III - A FIDELIDADE CONJUGAL1. Fator indispensável à estabilidade no casamento A segurança espiritual e emocional do casal depende da fidelidadeque cada um devota ao outro. Sem fidelidade, o casamento desaba. Asestruturas do casamento não são preparadas para suportar a infidelidade.Esta tem efeito devastador no matrimônio, no lar e na família. O padrão de amor não é o falso amor das novelas, dos filmes e dasrevistas sociais. O padrão para o amor conjugal é o amor de Cristo paracom a sua Igreja! E Cristo jamais foi ou virá a ser infiel à sua Noiva. Damesma forma os cônjuges cristãos devem ser fiéis uns aos outros, paraque Satanás não encontre brecha para destruir a aliança matrimonial.No Antigo Testamento, vemos um texto, em que Deus condena a infi-delidade entre os esposos. Em Malaquias 2.13-16, vemos a repreensãoao povo de Israel, pelo fato de haver grande incidência de infidelidadeconjugal. 36
  36. 36. AS BASES DO CASAMENTO CRISTÃO Deus não mais aceitava as ofertas do povo, pelo fato de haver des-lealdade entre esposos e suas respectivas esposas. Quando os cristãos secasam dentro da vontade divina, Deus se faz presente na cerimônia, ese torna testemunha divina daquela união, daquele compromisso, assu-mido perante a autoridade pastoral que Deus confere aos ministros doevangelho. Eles representam Deus no casamento. Quando os crentes secasam, assumem o compromisso, perante Deus, perante sua Igreja, pe-rante as testemunhas e perante a sociedade, perante a lei civil que regulao matrimônio. O casamento não deve ser visto como um "contrato". Contrato tem cláusulas, que podem sofrer modificações medianteo instrumento de aditivo contratual. No casamento não há aditivo. Hápacto solene, celebrado perante o criador do casamento. Os contratostêm prazo de vigência. O casamento é uma aliança, que deve perdurar"até que a morte os separe". E, para que isso ocorra, é indispensável afidelidade entre os cônjuges. Estatísticas oficiais demonstram que o número de divórcios entreos evangélicos está quase equivalente ao índice de divórcios entre oscônjuges descrentes. Esse é um fenômeno dos tempos pós-modernos.Há algumas décadas, pouco se falava em divórcio entre cristãos. Mas,nos últimos tempos, as separações têm ocorrido com frequência acen-tuada nas igrejas. Por quê? Por vários motivos. Um deles, talvez o maisterrível, seja o da infidelidade, do adultério, do homossexualismo, e deoutros pecados graves, cometidos contra a Lei de Deus. Ultimamente, há inúmeros casos, no seio das igrejas, de casais emcrise conjugal. Alguns não se separam por mera conveniência, mesmosendo vítima de infidelidade conjugal. Uns não querem divorciar-seporque aspiram ao ministério. E precisam manter-se casados, mesmoque haja uma união de fachada. Isso não condiz com o caráter cristão. Para evitar a infidelidade, é necessário que o casal se mantenha de-baixo da orientação da Palavra de Deus. O esposo, amando sua esposade todo o coração, como Cristo à Igreja. A esposa, amando o esposo damesma forma e lhe sendo submissa pelo amor. Em termos práticos, é ne-cessário cultivar, tratar, regar e cuidar da planta do amor, para que as ervasdaninhas da infidelidade não germinem no coração de um dos cônjuges. E bom que os cristãos casados saibam que a santidade do cristianismonão faz ninguém deixar de ser humano. Nesta vida, precisamos de amor, dealegria, de paz, de carinho, de afeto. O leito conjugal precisa ser bem apro-veitado, e a união sexual, legítima entre os casados, deve continuar sendo 37
  37. 37. A FAMÍLIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGOfator de integração, não apenas física, afetiva, mas também espiritual. Deusse agrada da união entre os casados, especialmente entre cristãos (Hb 13.4). Reconhecemos que há muita infidelidade que começa por meratentação, para o que o outro cônjuge, às vezes, em nada contribui. Mashavemos de reconhecer que o casal bem unido em torno do Senhor Je-sus terá condições de vencer o Inimigo. Paulo doutrinou bastante sobreo assunto (1 Co 3.16,17, por exemplo). O homem, ou a mulher cristã, deve tomar em consideração esta ad-vertência solene e grave da Bíblia: Se alguém destruir o seu próprio cor-po, pelo pecado, Deus o destruirá. Mais clara ainda é a exortação quandolemos o trecho de 1 Coríntios 6.18-20. O corpo não é nosso propria-mente, pois somos propriedade de Deus. Não somos de nós mesmos.Esta constatação é extraordinária. Para aceitá-la, é preciso que tenhamosa consciência espiritual em harmonia com a mente de Deus. Diante dis-so, o casal cristão não pode adulterar, nem usar o corpo de qualquer ma-neira no leito conjugal, para não cometer infidelidade no uso do "templode Deus". A prática do sexo, fora do que é natural, como por exemplo asodomia e outras aberrações sexuais, é profanação do "templo de Deus". Um casal bem ajustado espiritual e fisicamente não necessita re-correr a práticas eróticas desrespeitosas no leito conjugal. Havendo overdadeiro amor, não haverá frieza sexual. Haverá interesse, atração deum pelo outro; haverá prazer no ato. É necessário evitar a infidelidadesob qualquer forma ou pretexto. Quem é fiel ao seu cônjuge é fiel, acimade tudo, a Deus, o criador do casamento.IV - O CUIDADO COM O JUGO DESIGUAL Essa expressão, "jugo desigual" tem origem no texto de Paulo em2 Coríntios 6.14-18. O apóstolo exorta quanto ao perigo do relacio-namento íntimo do cristão com pessoas não cristãs, a quem chama de"infiéis". Não se trata de evitar o relacionamento cordial ou social comvizinhos, colegas de trabalho, ou da escola. Mas sim, de relacionamentoque implique em "comunhão" de ideias, pensamentos, emoções, afetos eintimidades (v. 14 b). Ê o caso do namoro e do noivado, com vistas a um possível casa-mento. Namorar ou noivar com descrente já é estabelecer uma espéciede "comunhão". Abraços, beijos, carinho, afeto, num relacionamentoíntimo, sem dúvida alguma, já é comunhão. E o apóstolo indaga, demaneira incisiva: "E que comunhão tem a luz com as trevas? E que con- 38
  38. 38. As BASES DO CASAMENTO CRISTÃO córdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?" (v. 14b,15). E uma forma de linguagem bíblica, em que o escritor afirma, interrogando. Na verdade, ele quer dizer que não pode haver comunhão entre "a luz", o servo de Deus e "as trevas", o descrente com seu estilo carnal, mundano e contrário à palavra de Deus. "Que concórdia há entre Cristo e Belial?", pergunta Pau-lo. Num namoro, noivado, ou num casamento, entra em cena Cris-to e Belial? A princípio, não parece haver tal situação. Mas se pen-sarmos bem, entendemos que sim. O cristão, solteiro ou casado,deve ser "templo do Espírito Santo" (1 Co 6.19), na comunhão comCristo. O descrente não tem o Espírito de Deus. Ele tem outro espírito,ou outros espíritos, tipificados em "Belial". Dessa forma, o Espírito quehabita no crente fiel não pode ter "concórdia" com o espírito que habitano descrente. Não pode haver comunhão. O apóstolo é mais claro, quando indaga: "Ou que parte tem o fielcom o infiel? (v. 15 b). O fiel é aquele que aceitou a Cristo como seusalvador, que foi lavado e remido pelo sangue de Cristo, que tem seunome escrito no Livro da Vida. O infiel é aquele que, mesmo sendo edu-cado, fino, de boa família, um bom cidadão, não é um servo de Cristo. Ebom cidadão do mundo, mas não é cidadão do céu. Ele acrescenta: "Eque consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois otemplo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre elesandarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo" (v. 16). Um casa-mento, fruto de um namoro e de um noivado, de um fiel com um infielnão pode ser da vontade Deus. Muitos têm pago um preço muito alto por desprezarem esse ensinoda Palavra de Deus. Entendendo que, na igreja local, não há um jovemou uma jovem para namorar, noivar e casar, acabam envolvendo-se comcolegas de trabalho, da escola, da faculdade; com um parente simpático;com um amigo bonito; ou uma amiga agradável, porém não crentes.Isso pode ter sua lógica, no aspecto humano. Mas, na visão de Deus, édesobediência a seus princípios. Alguns, por misericórdia de Deus, es-capam de maiores consequências. Outros, infelizmente, afundam numcasamento infeliz, sem união, sem amor, sem paz, sem a bênção de Deus.E melhor ficar solteiro, ou solteira, do que ter um casamento sem apresença de Deus. 39
  39. 39. 4 A FAMÍLIA SOB ATAQUE "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha" (Mt 7.24). N o século XXI, a família está sob ataque das forças do infernode maneira sistemática e insidiosa. Em todos os tempos, esse ataque temsido real. Mas nunca como nos dias presentes. Satanás tem conseguidomobilizar governos, sistemas judiciários, escolas e faculdades, para mi-nar as bases da instituição familiar. Só em Cristo a família pode resistiràs investidas satânicas. Formadores de opinião trabalham para a destruição da entidade fa-miliar, tal como Deus a criou, pela união de um homem e de uma mulher,através do casamento. A sociedade sem Deus admite outros "arranjos" defamília. O Supremo Tribunal Federal do Brasil aprovou lei que consideraa união homossexual "união estável", ou, o que é pior, "entidade familiar",torcendo e distorcendo o sentido de família, de acordo com a Constitui-ção do País. O que significa isso? Total desprezo à Palavra de Deus, queconsidera tais uniões "abominação ao Senhor" (Lv 18.22; 20.13). É tão terrível o ataque à família na área da sexualidade, que um lídergay declarou, anos atrás, que os filhos dos conservadores, nos EstadosUnidos, seriam alvo da sodomia. O Reverendo Louis Sheldon, Presi-dente da "Coalizão dos Valores Tradicionais" naquele país, registrou odiscurso de um representante do segmento homossexual, com a desfa-
  40. 40. A FAMÍLIA SOB ATAQUEçatez e a arrogância própria da maioria desse grupo social, no jornal GayCommunity News, escrito pelo ativista Michael Swift: Vamos sodomizar seus filhos, símbolo de sua frágil masculinidade, de seus sonhos superficiais e mentiras vulgares. Vamos seduzi-los em suas escolas, em suas repúblicas, em seus ginásios, em seus vestiários, em suas arenas de esportes, em seus seminários, em seus grupos de jovens, nos banheiros de seus cinemas, nos alojamentos de seu exército, nas paradas de seus caminhões, em todos os seus clubes masculinos, em todas as suas sessões plenárias, em todos os lugares onde homens estejam juntos com outros homens. Seus filhos se tornarão nossos subordinados efarão tudo o que dissermos. Serão remodelados à nossa imagem. Eles suplicarão por nós e nos 1 adorarão" (grifo nosso). As declarações desse líder homossexual revelam de modo cristalinoa estratégia diabólica para dominar a sociedade. Os homossexuais nãoquerem apenas o respeito a seus direitos. Eles têm um projeto de poder,de dominação, principalmente das crianças e dos jovens, para compro-meter o futuro das nações, submetendo-as às suas ordens. Vejam bemos leitores o que o representante do Diabo disse: "Seus filhos se tornarãonossos subordinados efarão tudo o que dissermos". Dá para duvidar da natu-reza maligna de uma declaração como essa? São as "portas do inferno", batalhando para destruir a família e osprincípios defendidos pela Igreja do Senhor Jesus. Mas essas portas sa-tânicas não prevalecerão. É uma questão de tempo. O Supremo Juiz doUniverso não dorme nem cochila. Seu sistema divino de controle, deacompanhamento da História e das ações de todos os homens é o maisperfeito do universo. Nada escapa ao seu olhar. Ele a tudo vê. Mas sóage, e agirá, no seu tempo, no seu "kairós tempo que só a Ele pertence.Aparentemente, Deus não está agindo. Mas está. A seu modo, no seutempo. A Igreja do Senhor Jesus Cristo é a porta-voz de Deus. Ela temuma missão proclamadora do evangelho, mas também de denúncia con-tra a pecaminosidade que destrói a sociedade, como um câncer enga-noso, que aparenta inofensivo, mas está causando metástase em todo otecido social. A família está sendo destruída. A prostituição, as drogase a violência são vivenciadas em todos os lugares. Antes, só nas grandesmetrópoles que esses males eram mais sentidos. Hoje, porém, com a Rev. Louis P. SHELDON. A estratégia (the agenda). O plano dos homossexuais paratransformar a sociedade, p. 6. 41
  41. 41. A FAMÍLIA CRISTÃ E OS ATAQUES DO INIMIGOinfluência dos meios de comunicação, os costumes têm mudado drasti-camente, alcançando todos os rincões do país. Seja nas grandes capitais,seja nos menores distritos, vilas e povoados, a influência nefanda dessefalso "progresso" tem chegado, dominando as mentes e as consciências. Infelizmente, os governos estão alinhados com o espírito doAnti-cristo. Quase sem exceção, todos estão de acordo com as mudançasperniciosas que se voltam contra a família. Até porque, com a "nova visãode mundo", a família tradicional é considerada ultrapassada. Ocasamento monogâmico e heterossexual é retrógrado e precisa darlugar a "novas configurações de família". Uma ministra do atualgoverno declarou à imprensa que "essa família, composta de papai,mamãe e filhos" está ultrapassada. Novos "arranjos familiares" seimporão. Tal declaração identifica mais uma agente do Anticristo. Desgraça-damente, esses agentes ocupam cargos importantes em todas as esferasde direção do país. E eles têm poder político para aprovarem seus in-tentos afrontosos contra a Palavra do Senhor. Assim, a igreja de Jesus,formada de famílias cristãs, não pode ficar silente, omissa e acovardada.Tem que demonstrar que tem poder espiritual e moral para fazer frenteà onda satânica que tomou conta da maioria dos governos e instituiçõesdo mundo. Somente com a mensagem poderosa do evangelho de Cristo,é possível salvar a família da destruição total, preconizada pelo Diabo eseus agentes humanos.I - A INGERÊNCIA DO ESTADO NA EDUCAÇÃO DOSFILHOSl. As crianças são o alvo mais visado O estado materialista e ateu sabe que "é importante controlar asescolas. Hitler sabia o valor da educação doutrinária às crianças. Emdiscurso, proferido em 6 de novembro de 1933, disse: "Quando um opo-nente declara: Eu não passarei para o seu lado, eu calmamente digo: seufilho já pertence a nós... O que é você? Você passará. Seus descenden-tes, contudo, encontram-se agora no novo acampamento. Em breve, elesnão conhecerão outra coisa além da sua comunidade". "O Diabo, mais do que o ditador alemão, sabe muito mais quantoé importante ter o controle do sistema educacional. Para tanto, procurapromover educadores materialistas, dando-lhes, através da política, ou 42
  42. 42. A FAMÍLIA SOB ATAQUEdo sistema, diretores que não creem em Deus; professores materialistas,que rejeitem a Bíblia, e escarneçam da fé cristã. Não raro, os professo-res materialistas perseguem os alunos cristãos, rebaixando suas notas, ecriando dificuldades para que os mesmos sejam reprovados".2 Nos países do antigo e fracassado "bloco socialista", o Estado tota-litário e ateu, decretou que a educação das crianças e dos filhos em geralficaria a cargo do "todo-poderoso" regime socialista. Para quê? Para queos pais não tivessem a autoridade de educá-los segundo suas crenças etradições. O objetivo do poder comunista era incutir, na mente das ge-rações, as ideias e os ideais de Karl Marx, de Engels e de Stalin, os fami-gerados líderes de uma revolução fracassada, que fazia parte da rebeliãodo homem contra Deus. Stalin chegou a declarar: "Se Deus existe, euirei lá, e o destruirei". A História registrou que seu fim foi deprimente.Até sua estátua, que se erguia solene na Praça Vermelha, em Moscou, foiderrubada por um guindaste, e as pessoas pulavam sobre ela. Mas tudo foi feito, e com significativo êxito, para eliminar Deus damente das crianças. A doutrinação marxista, anos após anos, conseguiuem grande parte seus intentos diabólicos. Nas salas de aula, os alunosaprendiam que Deus não existe; que o homem veio de um organismocelular, que surgiu por acaso, evoluiu, por acaso, e chegou a ser um serhumano, por acaso. Era o materialismo endeusado nas escolas estatais.Professores materialistas usavam seu poder para ministrar o ateísmo.E gerações e mais gerações nunca ouviram falar de Deus, a não ser emsentido crítico e deturpado. Em nosso país, está acontecendo fenômeno semelhante. O Estadonão chega, ainda, a dominar o ensino, de forma ditatorial, como no comu-nismo. Mas está adotando medidas e práticas com o mesmo objetivo, deeliminar as ideias cristãs, fundadas na Bíblia, a Palavra de Deus, da mentedos alunos, com evidente interferência do Estado na educação da família.2. Punição aos pais que aplicarem medidas corretivas Há projeto de lei, aprovado no Congresso Brasileiro, prevendo pu-nição e até a perda da guarda dos filhos, para pais que aplicarem medi-das corretivas aos filhos. A chamada "lei da palmada", o Projeto de Lei7.672/2010, pretende incorporar ao Estatuto da Criança e do Adoles-cente, que qualquer "castigo físico", de natureza disciplinar, aplicado pelos2 Elinaldo Renovato. de Lima Perigos da pós-modernidade, p. 46,47. 43
  43. 43. A FAMÍLIA CRISTA E OS ATAQUES DO INIMIGO pais a filhos desobedientes ou rebeldes, devem ser passíveis de punições, inclusive a perda do poder sobre os filhos, que poderão ser recolhidos a instituições governamentais, para serem educados por agentes do governo. Concordamos que nenhum pai tem o direito de espancar seus filhos.Isso é crime. Mas aplicar uma medida corretiva, sem violência, com oob-jetivo de inibir a prática de atos de rebeldia, é saudável e educativo.Mas essa é uma demonstração de que o Estado brasileiro quer retirar dospais a autoridade de corrigir seus filhos. De acordo com a Palavra de Deus, os pais devem ser os edu-cadores por excelência de seus fdhos. No Antigo Testamento, oensino aos filhos era determinação divina: "Instrui o menino nocaminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se des-viará dele" (Pv 22.6). Essa exortação solene tem tido seus efeitoscomprovados, ao longo dos séculos. Quando os pais educam seusfilhos, conforme os princípios sagrados da Palavra de Deus, os efei-tos sobre sua formação espiritual, emocional e intelectual são bené-ficos e duradouros. No Novo Testamento, o texto de Efésios 6.1-4 nos mostra que aPalavra de Deus é muito mais avançada que as propostas de lei paraeducação dos filhos, e do relacionamento dos pais com eles. A legisla-ção humana, baseada nos "direitos humanos", não é clara quanto aosdeveres dos filhos para com seus pais. Mas é pródiga em explicitar osdireitos dos filhos e os deveres dos pais. A Bíblia incentiva o relacionamento respeitoso entre os filhos e ospais, exortando-os a serem "obedientes a vossos pais no Senhor, porqueisto é justo", e manda honrar o pai e a mãe, por ser o "primeiro man-damento com promessa", para que os filhos vivam bem, e vivam muitotempo sobre a terra. Para os pais a determinação bíblica é solene: "Evós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina eadmoestação do Senhor". Percebe-se que grande sentido e alcance essetipo de exortação tem sobre a educação familiar. De um lado, os pais, criando seus filhos "na doutrina e admoestaçãodo Senhor", ou seja, segundo os elevados princípios de Deus, de amor,respeito, santidade, e autoridade paternal. E sem excessos, sem provocara ira ou a revolta nos filhos. Para tanto, os pais dispõem do ensino daPalavra de Deus, do recurso maravilhoso da oração e do jejum por seusfilhos, do saudável costume da prática do culto doméstico, onde os pais 44

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