Piramide feudal

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  • NOTA INTRODUTÓRIA: A apresentação em powerpoint pode servir, nos dias de hoje, como uma forte e poderosa ferramenta, na aprendizagem das crianças, muito estimuladas por e para a multimédia. Contudo, tal como um bom jogo de computador, também uma apresentação em powerpoint deve ser bem explorada, não esquecendo o mais ínfimo pormenor, de modo que a atenção dos alunos esteja focalizada no tema a abordar. Uma outra ferramenta que pode estar ao serviço do ensino de qualquer disciplina é o humor. No entanto, ele deve ser doseado e bem aplicado, caso contrário poderá ter um poder destrutivo, contra o/a professor/a. Ao longo da presente apresentação, em todos os diapositivos, haverá sempre uma nota de exploração técnica e pedagógica, para que os objectivos a que se propõe a apresentação sejam alcançados em pleno. Do ponto de vista técnico, quer a sucessão de imagens, quer de diapositivos é feita manualmente, isto é, basta clicar na tecla  (para a frente) ou  (para voltar a trás). Apenas o diapositivo 2 tem a sucessão em modo automático, não sendo necessário clicar em qualquer tecla. Para a projecção do powerpoint é necessário possuir um kit data show (computador e projector) para que a projecção seja feita numa tela e não num sistema de rede de computadores. Assim, poderá controlar a atenção/concentração dos alunos, apelando igualmente a uma dinâmica de observação e análise das imagens. Do ponto de vista pedagógico-científico, a apresentação poderá constituir uma ferramenta de motivação ou de consolidação da aprendizagem. Cada imagem/diapositivo tem que ser bem explorado, não só para cativar a atenção dos alunos, como também para que eles possam compreender os conteúdos, uma vez que nestas idades as crianças têm uma grande dificuldade de abstracção.
  • Ao longo da apresentação esta iluminura do Livro de Horas do Duque de Berry , funcionará como um separador temático. No entanto, ela poderá servir como ponto de partida para a introdução do tema “Terras Senhoriais” e deverá ser explorada quer do ponto de vista artístico (cores/planos/perspectiva/ etc.), quer do ponto de vista da contextualização histórica articulando-os entre si (por exemplo, no primeiro plano, o que ressalta à vista, são os homens e mulheres a trabalhar na agricultura – principal actividade económica na Idade Média -, e em segundo plano o castelo do Senhor). A iluminura em si constitui uma fonte importante de exploração do tema proposto – divisão/dependências sociais.
  • Antes de falarmos sobre a vida quotidiana nas terras senhoriais é fundamental que se explique como a sociedade na Idade Média estava organizada. Neste diapositivo a atenção deve ser centrada principalmente na figura do Rei (imagem central) e em todos os símbolos ligados ao poder real – trono, ceptro, selo régio. Será igualmente interessante chamar a atenção dos alunos para as vestes ricas e ornamentadas do Rei, como para pequenos pormenores como o crucifixo que traz ao pescoço e mão no topo do ceptro, em posição de bênção. Estes são alguns dos elementos que reforçam a ideia de que o Rei era o representante de Deus na terra e neste plano justifica-se também a relação estreita entre o Rei e a Igreja.
  • Neste diapositivo falar-se-á dos diferentes grupos sociais e respectivas funções na sociedade da época Primeiramente, é fundamental que se distinga grupos de classes sociais. Depois, explicar o facto de sociedade medieval se aparentar como uma pirâmide, cuja área vais estreitando da base para o vertíce. Clicar-se-á então, no primeiro grupo social – o povo – aquele que trabalha nas diferentes actividades económicas, o grupo social mais numeroso e por isso mesmo, está representado na base da pirâmide, uma vez que sustenta todo o peso da pirâmide, isto é, o peso da sociedade. A cima do povo e ao mesmo nível estão o clero – os que rezam – e a nobreza – os que defendem. Por serem apenas dez por cento da sociedade, ocupam um lugar intermédio na pirâmide. Aconselha-se que o professor vá questionando os alunos acerca das imagens, por forma a que cheguem, eles próprios, a determinadas conclusões. Por exemplo, analisar o tipo de trabalhos que o povo está a executar; o tipo de vestuário e indumentária do clero e da nobreza. No topo da pirâmide surge o Rei – o nobre mais nobre de todos os nobres -, cujo poder é absoluto (legislativo, executivo e judicial). Paralelamente à explicitação do conceito de monarquia absoluta , dever-se-á explorar o conceito de monarquia hereditária .
  • Uma vez apresentados e identificados os diferentes grupos sociais chega o momento de saber os direitos e deveres de cada um deles e relacioná-los com uma outra categorização da sociedade medieval – os privilegiados e os não privilegiados. Em primeiro lugar surge o povo, que os alunos já deverão ser capazes de identificar como o único grupo social que trabalhas nas actividades produtivas. O facto de não serem donos de terra, de estarem sujeitos ao pagamento de inúmeros impostos e deverem obediência ao seu Senhor (os privilegiados) fazem do povo um grupo social não privilegiado. É altura de identificar o clero e a nobreza (incluindo neste a figura do próprio Rei) como os privilegiados, por serem donos de terra, não pagarem impostos, antes pelo contrário, recebiam-nos. Depois de apresentada esta “nova” categorização da sociedade medieval é o momento para o professor, de acordo com o grau de interesse e conhecimento da própria turma, chamar a atenção dos alunos para a questão da vassalagem/dependências na sociedade medieval (este não é um conceito a desenvolver obrigatoriamente no 5º ano, no entanto, pode ser referida como uma mera curiosidade). A partir deste conceito, dever-se-á chamar a atenção dos alunos para o facto das relações sociais na Idade Média estarem assentes em dependências mútuas, isto é, todos os grupos sociais dependiam de todos os outros, uma vez de cada um tinha uma função distinta na sociedade. O que seria de um nobre se os camponeses não cultivassem as suas terras? O que seria do povo e da nobreza se o clero não executasse o culto religioso?
  • Com este diapositivo daremos início ao tema principal da apresentação – a vida quotidiana nas terras senhoriais. Neste sentido, é importante que o professor faça a distinção dos diferentes tipos de terras senhoriais – Honras, Coutos e Reguengos , cujos proprietários eram respectivamente a nobreza, o clero e o rei. No entanto, a apresentação que se segue estará centrada na vida quotidiana nas Honras . Aconselha-se que o professor explore a imagem detalhadamente, chamando a atenção dos alunos para o tipo de povoamento representado (povoamento aglomerado), bem como a organização da terra senhorial – castelo, moinho, igreja, aldeia. Também é fundamental explicar a importância de ter terra na Idade Média considerando-a como um bem valioso, uma verdadeira riqueza que dava muitos lucros.
  • Com este diapositivo, os alunos são automaticamente assaltados por questão – “Quem vivia nas terras do senhorio nobre?” Pode-se até questionar em primeiro lugar, quem era o dono dessa terra? Surgem então figuras que representam a nobreza e mais concretamente o senhorio nobre. Para além do senhorio, também os camponeses, que aparecem ceifando o centeio. Uma nova questão é formulada: “Qual a função social quer dos nobres, quer dos camponeses?” No caso dos nobres, o professor deve chamar a atenção para a figura que surge mais à esquerda, que desembainha uma espada, para chegar à conclusão que os nobres defendiam o reino e quem nele habitava. Quanto aos camponeses, esses trabalhavam nos diferentes sectores da vida produtiva, como por exemplo a ceifa 8reproduzida na imagem). É fundamental explicar aos alunos que, apesar do povo trabalhar nas diferentes actividades económicas, era a agricultura que desempenhava um papel de destaque, uma vez que era da terra que se produzia um dos bens essenciais na Idade Média – o cereal – do qual se fazia o pão, a base da dieta humana.
  • A partir deste diapositivo, os que lhe sucedem são apresentados de forma comparativa, para que os alunos se possam aperceber das diferenças no modo de vida dos nobres e dos camponeses. Aconselha-se que as imagens sejam exploradas pormenorizadamente, numa dinâmica de pergunta-resposta, professor/alunos.
  • Começamos pela habitação do nobre. Questionar os alunos acerca do tipo de materiais utilizados na sua construção, bem como, da importância da muralha em torno da mesma. Ainda no que diz respeito às questões defensivas, chamar a atenção para o número e tamanho das janelas, aberturas que poderiam representar alguns perigos. Porque as crianças são muito curiosas e gostam de saber sempre mais e perguntam sobre os diferentes “ses” da história, é chegada a hora de invadir a privacidade do ilustre proprietário deste castelo! O professor deve explorar esta imagem de acordo com o tipo de matérias que revestem o interior, o número de andares e das divisões (não esquecer das masmorras, nos andares subterrâneos!), salientando o salão nobre como a divisão mais importante na casa de um nobre, uma vez que era aí que se realizavam importantes reuniões, como os banquetes. Para terminar, o professor deverá chamar a atenção dos alunos para o tipo de mobiliário existente (mesas, bancos corridos e as multifuncionais arcas), bem como para a forma como se iluminaram as habitações, numa era que não se conhecia a electricidade e o gás.
  • É chegada a hora de analisar a habitação do camponês. A partir da análise da imagem projectada, os alunos deverão ser capazes de tirar as suas próprias, quanto aos materiais utilizados na construção, o número de divisões, o mobiliário e a iluminação.
  • Como aconteceu com o diapositivo 8, também a partir deste o processo de exploração será o mesmo, isto é, serão comparadas de forma detalhada as vivências quer dos nobres, quer dos camponeses.
  • Neste diapositivo, os donos da casa surgem automaticamente, sem que para isso seja necessário clicar em alguma tecla. A sua entrada, acompanhada por música trovadoresca, é um convite a participar num magnífico banquete. Para além de uma refeição rica em iguarias, ela está repleta de convidados, comida, música, mais comida… enfim… de excessos. O professor deve aproveitar para falar não só da disposição em U das mesas, no topo das quais ficam os donos da casa, bem como, o tipo de loiças e talheres (travessas, jarros para o vinho, cálices, facas e colheres). Para terminar, que tal falar nas normas de etiqueta e boas maneiras da época?!
  • Neste diapositivo, o professor deve questionar os alunos acerca das principais diferenças entre o tipo de refeição do nobre e do camponês. Ao observarem atentamente a imagem projectada, os alunos deverão ser capazes de salientar o pão, que surge no canto inferior esquerdo da mesa, como a base da alimentação do povo. É importante que o professor refira que a alimentação dos camponeses era pouco variada, ao contrário da do nobre, uma vez que tudo o que era produzido destinava-se grande parte ao pagamento dos impostos que lhe eram sujeitos.
  • A partir deste diapositivo será possível conhecer muitos dos divertimentos dos nobres e dos camponeses. Comecemos pelos dos nobres…
  • Antes de mais o professor deve centrar a atenção dos alunos numa pergunta, à qual os alunos já serão capazes de responder – “Qual a função social dos nobres?” A resposta é conhecida – Defender. No entanto, a defesa do reino não se resume apenas ao tempo de guerra. Também em tempo de paz, o reino tem que estar vigiado e protegido dos seus inimigos. Contudo, nos momentos de paz era possível desenvolver a condição física e intelectual dos nobres, através da prática de diversos desportos, que os preparavam para a guerra. Um deles era a caça. Era um “desporto” fundamental pela emoção de, tal como na guerra, adoptar a estratégia certa para encontrar e capturar o adversário. Na imagem seguinte, poder-se-á observar um falcoeiro, que treina o falcão para a caça. O professor deve referir o valor dado, na Idade Média, ao falcão, como um animal nobre, como também, salientar a importância de quem os treinava e o prestígio social que tinha, isto é, o falcoeiro. Paralelamente à questão do treino dos falcões, o professor poderá retirar e facultar aos alunos como documento complementar à apresentação, um excerto do livro de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, Uma visita à Corte do rei D. Dinis (pp.17-19) que comprova a informação anterior: « Um falcoeiro, com o seu traje próprio e a indispensável luva de coiro, para que a ave de rapina não lhe ferisse as mãos com as suas garras afiadas, observava o voo elegante do animal… Os falcões eram treinados para caçar outras aves mais pequenas – explicou a mãe. – Os reis e os cavaleiros tinham as suas falcoarias, que era umas construções altas onde viviam os falcões…Ser falcoeiro era uma profissão com grande prestígio. O falcoeiro alimentava e amestrava e outras aves de rapina, como os açores e os gaviões…Os falcões eram apreciados por serem aves nobres… As aves nobres têm características próprias. Não atacam as presas quando estas estão paradas ou poisadas. O falcão só caça aves em pleno voo. É uma forma nobre de caça, porque dá hipótese de fuga. Assim, a presa não está em total desvantagem.»
  • Outro dos “desportos” que preparavam o nobre para a guerra era o torneio. A imagem apresentada é bastante rica em pormenores. Contudo, a apresentação deve ser centrada nos dois cavaleiros que estão frente a frente. O professor deve explicar a dinâmica deste jogo para que os alunos percebam também, o carácter violento e altamente competitivo de muitos destes divertimentos. Daí se pode concluir que a preparação que antecedia a realização de um torneio obrigasse o uso de pesadas e pouco confortáveis armaduras, como se pode ver nas imagens projectadas. Noutra imagem, poder-se-á comprovar que a preparação militar começava deste tenra idade, quando os filhos dos nobres brincavam entre si, simulando um confronto, onde usavam espadas e escudos de madeira.
  • Muitos dos divertimentos dos nobres realizavam-se no interior dos seus castelos. Um deles, herança árabe, era o xadrez. O professor deverá questionar os alunos por que razão o xadrez preparava o nobre para a guerra. A resposta dos alunos deve ser orientada pelo professor por forma a que valorizem a importância da estratégia e a previsão do perigo. Sendo o xadrez um jogo de inteligência, os adversários têm que ter uma estratégia de ataque e estarem preparados para uma eventual mudança de estratégia, estando seguros das consequências e os efeitos que essa mudança pode trazer. O mesmo se passa na guerra. O plano inicial de ataque poderá sofrer alterações e o nobre terá que possuir essa capacidade de encontrar rapidamente a melhor estratégia para alcançar o objectivo desejado.
  • Ao som de um trovador, o professor e os alunos podem ouvir uma das músicas mais populares na Idade Média, principalmente nos serões dos castelos. Será interessante o professor falar nos temas abordados nestas “Cantigas de Amor” e nas “Cantigas de Amigo”, não esquecendo de mencionar o exemplo português do rei-poeta D. Dinis, o qual escreveu muitas Cantigas , tocadas e cantadas na sua corte. Finalmente e apenas como curiosidade, o professor pode referir o papel da mulher, principalmente da mulher nobre, que raramente aparece e cujas funções se cingem à educação dos filhos, em tenra idade, aos bordados, à oração. Eram raras as situações em que a mulher aparecia em público.
  • A partir deste diapositivo, fazer-se-á a exploração dos divertimentos do povo. As ruas das aldeias, vilas e cidades eram palco de muitas manifestações culturais, em especial nos dias dos Santos padroeiros, onde o profano e o religioso se misturavam. A festa religiosa servia de ponto de encontro de familiares que já não se viam há muito e principalmente, um momento de exageros. Um dos divertimentos predilectos do homem do povo era a soule. A bola era de couro e cheia de areia. Provavelmente, este jogo foi os primórdios do andebol, do futebol ou quem sabe do hóquei! Pois podia-se jogar à mão, ao pé, ou com um taco.
  • Os excessos destas festas populares de carácter religioso registavam-se principalmente ao nível da alimentação. Eram as únicas épocas do ano que se comia e bebia sem restrição, só se não houvesse o que beber e comer!!!
  • A música era um sinal de alegria e diversão em tempos de grande dureza. As algazarras eram exemplo disso. Os rapazes novos disfarçavam-se e tocando panelas, sinos e pandeiretas troçavam dos seus vizinhos.
  • Neste diapositivo, o professor deve proporcionar aos alunos tempo para analisarem as imagens, nas quais se pode ver cada personagem com uma máscara fazendo lembrar algumas festas actuais, no interior do nosso país, como o enterro do Entrudo, por altura do Carnaval e a queima do Judas, na Páscoa. Tradições que chegaram até nós e teimam em permanecer, sendo fundamental preservá-las.
  • Ao som de música medieval e antes de terminar a apresentação, o professor poderá fazer algumas sugestões de leitura e música para os alunos que desejem aprofundar os seus conhecimentos sobre este tema e ao mesmo tempo estimular a leitura entre os alunos.
  • Para além da leitura, o professor também pode sugerir música da época. No final da apresentação, o professor poderá criar uma pequena ficha de consolidação dos conhecimentos, para testar se os alunos adquiriram ou não os conteúdos propostos e apresentados no powerpoint.
  • Piramide feudal

    1. 2. Uma viagem pela Idade Média ... As Terras Senhoriais
    2. 3. Os Grupos Sociais
    3. 4. POVO CLERO NOBREZA REI
    4. 5. N Ã O P R I V I L E G I A D O S P R I V I L E G I A D O S
    5. 6. A vida nas terras senhoriais
    6. 7. Quem vivia nas terras do senhorio nobre? Nobre Povo Função Social Os que defendem Os que trabalham
    7. 8. Habitações
    8. 11. Alimentação
    9. 14. Divertimentos
    10. 23. Agradecimentos finais: A Idade Média , Fleurus Livros e Livros, 1ª Edição, Lisboa, 2002. A Idade Média , Editorial Caminho, Lisboa, 2002. A Idade Média , Colecção Mundos do Saber, Dinalivro, 1ª edição, Lisboa, 2002. A Vida na Idade Média , Editorial Verbo, Lisboa, 1999. Castelos em Guerra, a história de um cerco , Civilização Editora, Lisboa, 1999. Castelos e Fortalezas , Texto Editora, 1ª edição, Lisboa, 1999.
    11. 24. Recomendamos ainda… Boa música… A L’Estampida Medieval Dance Music , The Dufay Collective,, AVIE, 2002. Troubadours , Clemencic Consort, Harmonia Mundi, 1998. Cantigas from the Court of Dom Dinis , Harmonia Mundi, 1994. © Ângela Malheiro

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