á Barra do tribunal divino

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tribunal divino, juízo, adventista,justiça, 2º vinda de Cristo, profecias, restauração, fé, Deus, Jesus,

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á Barra do tribunal divino

  1. 1. Á BARRA DO TRIBUNAL DIVINO As consecuções do homem assombram nosso entendimento e muitas vezes trazem louvor, popularidade e fortuna aos gênios que as realizam. Pensai, por exemplo, no pródigo emprego de tempo, esforços e dinheiro na tentativa de produzir uma medida para as estrelas. Ora, que a luz percorra 300.000 quilômetros por segundo é questão de pouca monta para a maioria do povo; mas um conhecimento do Autor da ciência, Seus tempos e estações, são assuntos de infinito interesse a todos os habitantes do glôbo. E se nós aplaudimos os descobrimentos humanos até o século XXI, que diremos Daquele que predisse acontecimentos que deveriam ocorrer em milênios futuros, e nos deu um metro para medir a extensão de 2.300 anos? No coração do notável livro do profeta Daniel encontra-se a pergunta profética e sua resposta: “Até quando durará a visão... da transgressão assoladora, para que seja entregue o santuário, e o exército, a fim de serem pisados? (Isto é, até quando triunfará o mal) E ele me disse: Até duas ml e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” Daniel, cap.8: 13-14 A Bíblia é a verdadeira Palavra de Deus. O que ela diz é inquestionavelmente a verdade, e deve ser compreendida literalmente, a menos que haja evidência clara de ser figurada a linguagem. A Bíblia é, também, um livro completo, que quando emprega figuras numa passagem, encontra-se noutra parte a chave, ou explicação. Ela é, por assim dizer, o seu próprio intérprete. Por exemplo: os “animais” mencionados no livro de Daniel representam reinos (Daniel, 7:17-23; “ventos” expressam lutas (Jeremias, 25:31-33), “mar” ou “águas”, indicam povos e nações Apoc.17:15, ao passo que “dias” são empregados para denotar anos “um dia te dei por cada ano,” Ezeq.4:6. Hoje desenham-se mapas, por exemplo, em escala de um centímetro por um quilômetro; o mapa em que Deus esboçou o futuro, exprime-se em termos de um dia por um ano. Por quanto tempo devia, pois, reinar o mal? “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs (isto é, dois mil e trezentos dias, como dizem outras versões, ou sejam, dois mil e trezentos anos); e o santuário será purificado.” Visto como, segundo o anjos declarou a Daniel, a visão pertencia ao “tempo do fim” Dan.8:17, necessariamente os “dias” significam anos; pois se representassem dias literais, seu total somaria menos de sete anos, não podendo estender-se até ao “tempo do fim”.
  2. 2. Daniel ouviu uma voz, dizendo: “Gabriel, dá a entender a este a visão (do capítulo 8:13-14, que não havia sido explicada, nem entendida);” porém, como Daniel desmaiasse e ficasse doente, confessou que “não havia quem a entendesse.” Dan.8:16-27 Fervorosa e humildemente, confessando seus pecados, pediu ele que Deus lhe concedesse luz; e antes de haver concluído a oração, achava-se-lhe ao lado o anjo Gabriel, dizendo: “Daniel, agora saí para fazer-te entender o sentido... Porque és mui amado: toma pois bem sentido na palavra, e entende a visão.” Dan.9:22-23 O tempo Concedido aos Judeus As palavras finais da visão previamente dada, referiam-se a tempo (cap 8:26); assim, começando onde ele se interrompera, disse o anjo: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo (os judeus- o profeta Daniel era judeu), e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos.” Cap. 9:24 Foi Jesus quem “expiou a iniqüidade,” e por Sua vida imaculada deu ao mundo um exemplo de “justiça eterna.” Consoantemente, as setenta semanas (setenta vezes sete igualam a 490 dias, ou anos) se estendem até ao tempo do primeiro advento de Cristo. A frase “estão determinadas sobre o teu povo” significava que tal prazo era concedido aos judeus, e que no final desse período, ou tempo de graça, por assim dizer, a nação judaica encheria a taça da transgressão e não mais seria o povo particular de Deus. A História confirma que tudo isto se cumpriu rigorosamente. Quando devia começar este período? A profecia responde taxativamente. “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas, e sessenta e duas semanas: as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.” V.25. É sabido que Nabucodonosor, rei de Babilônia, destruiu Jerusalém, e que passados muitos anos se expediram, da parte de reis persas, três decretos reais para reconstruir a dita cidade. Diz a Escritura: “Edificaram a casa e a aperfeiçoaram conforme ao mandado do Deus de Israel, e conforme ao mandado de Ciro e de Dario, e de Artaxerxes rei da Pérsia.” Esdras, cap. 6:14. Aqui, os decretos acham-se agrupados como um “mandato,” o último e mais eficaz dos quais foi expedido no outono do sétimo ano de Artaxerxes – o qual, segundo os registros do astrônomo Ptolomeu, muito digno de confiança, foi 457 antes de Cristo. Esse cientista deixou-nos uma importante lista de acontecimentos, com o tempo em que ocorreram. Entre eles acha- se a data de muitos eclipses que os astrônomos modernos têm demonstrado serem absolutamente autênticos. Assim, a Bíblia, a História e a astronomia se unem para estabelecer esta data certa e monumental como o princípio do longo período profético. Como se viu acima, o anjo foi mandado a explicar a Daniel o significado das palavras: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs (anos); e o santuário será purificado,” e as palavras iniciais de Gabriel foram: “Setenta semanas (490 anos) estão determinadas sobre o teu povo.” Daí, é evidente que os 490 anos são cortados dos 2.300 anos, e que ambos esses períodos começam ao mesmo tempo. A Profecia Confirmada Para tornar isto ainda mais certo e claro, os 490 anos sub-dividem-se, por sua vez, em outros períodos: pois “até ao Messias, o Príncipe” seriam “sete semanas” (quarenta e nove anos), e “sessenta e duas semanas” (434 anos); resta, pois, “uma semana” sete anos), no meio da qual Cristo seria “tirado” (crucificado), fazendo isto “cessar o sacrifício e a oferta de manjares.” Isto é, quando Cristo morreu na cruz do
  3. 3. Calvário,os sacrifícios e ofertas de que trata o Velho Testamento, e que apontavam para Ele como o Cordeiro de Deus, cumpriram sua missão e, pois, caducaram. (Ver Dan.9:25-27). Todos estes acontecimentos ocorreram em ordem, e precisamente na ocasião prevista. Quarenta e nove anos depois do decreto de Artaxerxes, Jerusalém foi completamente restaurada. Quatrocentos e trinta anos depois, ou seja no outono do ano 27 depois de Cristo, foi batizado e ungido Jesus, o Messias. Três e meio anos mais, estendem-se até à “metade da semana,” a primavera do ano 31depois de Cristo, que foi quando Jesus expirou na cruz. Outra meia semana (três e meio anos) completam os 490 anos e chegam a 34 depois de Cristo, quando o povo outrora escolhido repudiou definitivamente o evangelho, matou o primeiro mártir cristão, Estêvão, e iniciou a perseguição que dispersou os discípulos, indo eles a muitas terras pregar a história do Crucificado.Estes acontecimentos assinalaram a terminação dos 490 anos concecidos à nação judaica. Subtraindo-os dos 2.300 anos, ficam 1.810 anos; ao passo que 34 depois de Cristo, somados aos 1.810 anos, nos levam ao momentoso ano de 1844, ou seja, o fim da grande medida profética e o tempo em que deveria ser purificado o santuário. As palavras do anjo, de que o período de “setenta semanas” (490 anos) levaria à cessação do “sacrifício” e “oferta de manjares,” têm significação peculiar. Passo à passo, vimos que ao chegar “a plenitude dos tempos” se cumpririam à risca todos os acontecimentos preditos. Cada detalhe traz o sinete da autenticidade divina, dando certeza quanto ao acontecimento restante dessa profecia – a purificação do santuário celestial, no fim dos 2.300 anos. Símbolo do Dia do Juízo Comparando os livros de Êxodo e Levítico, do Velho Testamento, com a epístola aos Hebreus, do Nôvo, vemos que Israel construiu um pequeno santuário, que era uma miniatura do santuário verdadeiro, no Céu. A esse lugar ia o povo frequentemente, confessando os pecados, ao passo que uma vez ao ano o sumo sacerdote entrava no recinto chamado Santo dos Santos, ou Santíssimo, por ocasião da solene cerimônia conhecida como purificação do santuário. Da mesma forma, declara o apóstolo Paulo que Cristo, tendo sofrido por nossos pecados na cruz, ascendeu para o Céu como nosso grande Sumo Sacerdote, e que uma vez, no tempo do fim, Ele entra no Santo dos Santos para purificar o santuário celestial. Hebreus 9:11-15. O que significa isto para vós e para mim? Como outrora o dia da purificação do santuário, ou dia da expiação, era época de sincero exame de consciência, de investigação e juízo, assim também o ministério final de Cristo no templo celestial é corretamente denominado juízo investigativo. “Continuei olhando,” diz o profeta Daniel, “até que foram postos uns tronos, e um Ancião de dias Se assentou: o Seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da Sua cabeça como a limpa lã; o Seu trono chamas de fogo, e as rodas dele fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante Dele; milhares de milhares O serviam, e milhões de milhões estavam diante Dêle: assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.” Dan.7:9-10. Alí, abertos os livros de registro, e tendo os santos anjos como auxiliares e testemunhas, a vida e caráter de todos passam em revista perante o grande Juiz. “E eis que vinha nas nuvens do céu Um, como o Filho do homem: e dirigiu-se ao Ancião de dias, e O fizeram chegar até Êle.” Dan. 7:13 Estas palavras descrevem a vinda de Cristo, não a este mundo, mas ao Ancião de dias, para ali Se empenhar nos atos finais de Seu ministério pelo homem.
  4. 4. Registros de Nossa Vida A Escritura Sagrada tem muito a dizer relativamente aos livros de registro, tais como o livro da vida, o memorial, o livro da morte, que são escriturados no Céu. Nêles é registrado fielmente tôdo ato, tôdo desígnio secreto, tôda palavra má, tôda advertência rejeitada, tôdo ato egoísta, toda oportunidade desaproveitada, tôda constrição, tôda tentação vencida, todo sacrifício, tôda vitória e tôda derrota. Ali é norma de juízo a Lei de Deus – norma pela qual se afere o registro da vida de todo homem e mulher. “Teme a Deus, e guarda os Seus mandamentos,” escreveu Salomão; “porque este é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom quer seja mau.” Eclesiastes, 12:13-14. Alí, também, Jesus aparece como nosso amigo e advogado. “Se alguém pecar, temos um Advogado para como o Pai, Jesus Cristo, o justo.” Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura d verdadeiro, porém no mesmo Céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus.” I joão 2:1, Hebreus 9:24. A estupenda tarefa de chamar cada nome e investigar rigorosamente cada caso, iniciou-se nos tribunais celestiais no fim dos 2.300 anos, os quais terminaram em 1844; e o juízo iniciado então, concluirá seus trabalhos antes da segunda vinda de Cristo. Todos aquêles cujos pecados permanecem por confessar e perdoar, são rejeitados, e seus nome apagados do livro da vida; ao passo que os que obtiveram a vitória por Cristo alcançam perdão e cancelamento dos pecados. O ano de 1844, que foi quando se iniciou no Céu esta obra, foi também notável no mundo. Assim, por exemplo, o emprego dos anestésicos, nas operações cirúrgicas, assinalou esse ano como o princípio da cirurgia moderna. A maravilhosa mensagem: “Que coisas Deus tem operado!”, enviada pelos primeiros fios telegráficos de Washington a Baltimore, ida e volta, estabeleceram naquele ano uma nova era para as comunicações modernas. Semelhantemente, em 1844 e poucos anos seguintes, as poderosas providências de Deus entre as nações abriram países, reinos e impérios ao trabalho das missões, num total que representa a metade da população do mundo. Esse mesmo ano testemunhou em muitos países a poderosa pregação da mensagem: “Temei a Deus e daí-Lhe glória, porque vinda é a hora do Seu juízo.” Milhares, é verdade, concluindo que a purificação do santuário e a “hora do Seu juízo” significassem a segunda vinda de Cristo ao mundo, ficaram amargamente desapontados (A purificação do santuário não era a segunda vinda de Cristo como acreditaram,mas, realmente a purificação do santuário celestial e o início do Juízo Investigativo, para depois sim, voltar ao nosso mundo para o Juízo Final- o que não invalida a profecia, pois foi erro humano de interpretação, não de Deus). Isto os impeliu a maior fervor, na oração e estudo das Escrituras; e na última parte do mesmo ano obtiveram visão mais clara, renovado ânimo, iniciando-se um grande movimento religioso que hoje proclama, em centenas de países e ilhas e em mais de centenas de línguas e dialetos, a mensagem vital de Cristo e da expiação, da purificação do santuário, do juízo, da segunda vinda de nosso Senhor como Rei dos reis, e do preparo que é preciso fazer para O encontrar em paz. Examinemos cuidadosamente o grande período profético – os 2300 dias. Apliquemos- lhe a mais rigorosa prova, e vê-lo-emos perfeitamente digno de confiança. Êle nos diz que o tribunal do Céu está agora em sessão, que nós não somos salvos aos grupos ou igrejas, que toda pessoa tem um caso a ganhar o perder e que logo chegará a hora decisiva. “Vigiai pois,” disse o Salvador, “para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.”

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