PROCESSO GEOLÓGICO
CUPRUM
(COBRE)
Geologia do Cobre
No Brasil, as reservas minerais de cobre são
constituídas, em sua expressiva maioria, por
minerais sulf...
fontes: ciencias-geologia.blogspot.com
Geologia do Cobre
No tocante à metalogenia, predominam no país
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De segregação magmática.
Vulcano...
Um deposito do tipo sedimentar, Um deposito do tipo Vulcanogênico ,
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 Os depósitos do tipo de segregação magmática,
resultantes da imiscibilidade de líquidos ricos em
sulfe...
Geologia do Cobre
 - o depósito de Fortaleza de Minas, no estado de Minas
Gerais, ora em plena operação, onde sulfetos de...
Geologia do Cobre
 Os depósitos do tipo vulcanogênicos – resultantes da
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Geologia do Cobre
 - os depósitos de Salobo, Pojuca e Igarapé Bahia na
Província Mineral de Carajás, no estado do Pará. T...
Geologia do Cobre
 sedimentares– resultantes de deposições sedimentares
detríticas relacionadas a sequências de conglomer...
Geologia do Cobre
 Como depósitos vulcano-sedimentares de cobre, destacam-se:
Sossego, Gameleira, Antas Sul/Rio Verde, Al...
Sua Localização e Distribuição
 As reservas totais de minério de cobre do país,
predominantemente formadas por minerais s...
Sua Localização e Distribuição
 Entretanto, é no estado do Pará que se concentram
mais de 85% dessas reservas e os maiore...
Sua Localização e Distribuição
Tabela 1
RESERVAS BRASILEIRAS DE MINÉRIO DE COBRE – 2005
Unidades da
federação
Reservas (mi...
Sua Localização e Distribuição
 Em 2005, as reservas lavráveis ascendiam a mais de
1,6 bilhão de toneladas de minério de ...
Sua Localização e Distribuição
Tabela 2
RESERVAS LAVRÁVEIS DE MINÉRIO DE COBRE - 2005
Unidades da
federação
Reservas lavrá...
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
E HISTÓRICO
Características químicas e histórico
 O nome cobre deriva do termo “aes cyprium” -minério de
Chypre (Chipre) -, mais tard...
Características químicas e histórico
 Na atualidade, o cobre mantém sua relevância para o
homem, graças às suas caracterí...
Características químicas e histórico
 Os compostos cuprosos (Cu+) e cúpricos (Cu++) são
muito diversos apresentando um va...
Características químicas e histórico
 O nitrato cúprico é usado para sensibilizar superfícies à
luz, enquanto o fluoreto ...
Características químicas e histórico
 O elemento químico cobre é um metal de cor
avermelhada, calcófilo, de número atômic...
Características químicas e histórico
 A Associação Brasileira de Normas e Técnicas -ABNT
estabelece a definição de termos...
Características químicas e histórico
 A atividade do cobre no metabolismo vegetal manifesta-se de
duas formas: na síntese...
Características químicas e histórico
 O cobre em estado puro, denominado cobre nativo,
raramente é encontrado na natureza...
Características químicas e histórico
 Entre esses grupos são conhecidos cerca de 170
espécies minerais, das quais apenas ...
Características químicas e histórico
 Entre os secundários, incluem-se os oxidados:
 Cuprita (Cu2O, com 88,8% de Cu).
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PRODUÇÃO, CONSUMO E
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E INTERNACIONAL.
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 Abrangem a jazida de Pedra Verde, no Munic...
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 Contemplam o depósito situado no Mun...
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 Os depósitos de Goiás somam reservas totai...
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Estado do Rio Grande do Sul
 Corresponde ao Distrito Cupríf...
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 Entre os anos de 1988 e 2000, a produção mundial de
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A -Mineração e concentração
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B -Metalurgia (Fundição/Refino/Laminação)
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 Apoiada em reservas superiores a 21 milhões de
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IMPACTOS
SOCIOAMBIENTAIS
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SOCIOAMBIENTAIS
 A situação ideal para a atividade mineral é que o produto
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SOCIOAMBIENTAIS
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apresentação do elemento cobre.
mineração e discussão sobre o mercado, produção, impactos socioambientais.
processo geológico, reservas minerais, balança comercial.
características históricas e químicas.

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Apresentação de cobre

  1. 1. PROCESSO GEOLÓGICO
  2. 2. CUPRUM (COBRE)
  3. 3. Geologia do Cobre No Brasil, as reservas minerais de cobre são constituídas, em sua expressiva maioria, por minerais sulfetados, com ouro e prata associados, e secundariamente, por minerais oxidados, particularmente nas zonas de oxidação.
  4. 4. fontes: ciencias-geologia.blogspot.com
  5. 5. Geologia do Cobre No tocante à metalogenia, predominam no país os depósitos dos tipos: De segregação magmática. Vulcanogênicos. Sedimentares.
  6. 6. Um deposito do tipo sedimentar, Um deposito do tipo Vulcanogênico , Bongará, fonte: http://www.vmetais.com.br Cuiabá, fonte: http://www.vmetais.com.br Um deposito do tipo magmático, Navajun , fonte: entendendoageologiaufba.blogspot.com
  7. 7. Geologia do Cobre  Os depósitos do tipo de segregação magmática, resultantes da imiscibilidade de líquidos ricos em sulfetos, em complexos básicos máficos e ultramáficos. Neste tipo, enquadram-se:  - o distrito cuprífero-niquelífero de Americano do Brasil, no estado de Goiás, onde o cobre é explorado como co- produto do níquel;  - o distrito cuprífero do Vale do Curaçá (Caraíba e Baraúna, Surubim e Angico), no estado da Bahia, onde o cobre é o produto dominante, ocorrendo ouro e prata associados;  - o depósito de Serrote da Laje, em Arapiraca, no estado de Alagoas, ora em desenvolvimento para cobre;
  8. 8. Geologia do Cobre  - o depósito de Fortaleza de Minas, no estado de Minas Gerais, ora em plena operação, onde sulfetos de cobre ocorrem associados marginalmente ao níquel sulfetado explorado.  - o Complexo de Canindé (Poço Redondo e Porto da Folha), no estado de Sergipe.
  9. 9. Geologia do Cobre  Os depósitos do tipo vulcanogênicos – resultantes da precipitação de metais e/ou seus compostos a partir de atividades magmáticas, principalmente exalações vulcânicas.  Em geral, têm ouro e prata como subprodutos, podendo ocorrer também zinco e chumbo associados. No Brasil, dentre os depósitos vulcanogênicos de minério de cobre, com ouro e prata associados, destacam-se:
  10. 10. Geologia do Cobre  - os depósitos de Salobo, Pojuca e Igarapé Bahia na Província Mineral de Carajás, no estado do Pará. Todos eles estão no rol de prioridade da Vale para desenvolvimento e exploração para cobre;  - os depósitos de Palmeirópolis e Bom Jardim no estado de Goiás, ainda em fase exploratória;  - o depósito de Chapada, em Goiás, onde cobre e ouro são explorados como co-produtos.
  11. 11. Geologia do Cobre  sedimentares– resultantes de deposições sedimentares detríticas relacionadas a sequências de conglomerados e arenitos em ambientes continentais ou transicionais, ou ainda, a folhelhos em ambientes lacunares ou marinhos.  Em geral, nesses depósitos ocorrem ouro, prata, chumbo e zinco, entre outros metais, associados ao cobre. O Distrito Cuprífero de Camaquã, no município de Camaquã, estado do Rio Grande do Sul, que já teve lavra de minério de cobre, enquadra-se neste tipo de depósito.
  12. 12. Geologia do Cobre  Como depósitos vulcano-sedimentares de cobre, destacam-se: Sossego, Gameleira, Antas Sul/Rio Verde, Alvo 118, todos situados na Província Mineral de Carajás, estado do Pará.  De menor expressão, cabe mencionar os depósitos de cobre associados a sequencias calcárias, com minerais de zinco e chumbo associados, e os depósitos com mineralização a ouro com cobre associado.  Nos primeiros, destacam-se os depósitos de Itapeva, estado de São Paulo, os de Adrianópolis, estado do Paraná e os de Alenquer, no estado do Pará. Já no segundo tipo, enquadram-se os depósitos de ouro com cobre associado de Cabaçal, no estado do Mato Grosso.
  13. 13. Sua Localização e Distribuição  As reservas totais de minério de cobre do país, predominantemente formadas por minerais sulfetados, estão estimadas em cerca de 21,7 milhões de toneladas de cobre contido, em 2005, e distribuem-se por nove estados. São eles: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo.
  14. 14. Sua Localização e Distribuição  Entretanto, é no estado do Pará que se concentram mais de 85% dessas reservas e os maiores e os mais importantes depósitos econômicos de cobre do país, na maioria dos quais predominam os minérios sulfetados e, em geral, com ouro e prata associados, e, secundariamente, molibdênio.  Em razão desse quadro promissor, é esperada para o estado do Pará, notadamente na Província Mineral de Carajás, a expansão e a concentração da mineração de cobre nas próximas décadas.
  15. 15. Sua Localização e Distribuição Tabela 1 RESERVAS BRASILEIRAS DE MINÉRIO DE COBRE – 2005 Unidades da federação Reservas (milhões de T) Distribuição das reservas mineraisMedidas Indicadas Inferidas Totais Pará 5.384 6.938 6.024 18.526 85,3% Goiás 263 968 9 1.240 5,7% Bahia 845 38 35 918 4,2% Alagoas 133 335 - 468 2,2% Ceará 351 68 - 419 1,9% Outros 58 39 53 150 0,7% Brasil 7.033 8.385 6.302 21.720 100%
  16. 16. Sua Localização e Distribuição  Em 2005, as reservas lavráveis ascendiam a mais de 1,6 bilhão de toneladas de minério de cobre, com teor médio da ordem de 0,72% Cu, equivalentes a 11,5 milhões de toneladas de metal contido, conforme mostrado em detalhe na Tabela 2. Cabe destacar que mais de 95% dessas reservas estão localizadas nos estados do Pará e Goiás, sendo que o primeiro detém mais de 85%.
  17. 17. Sua Localização e Distribuição Tabela 2 RESERVAS LAVRÁVEIS DE MINÉRIO DE COBRE - 2005 Unidades da federação Reservas lavráveis (milhares de T) Distribuição Pará 9.858 85,6% Goiás 1.224 10,6% Bahia 258 2,2% Outros 182 1,6% Brasil 11.522 100,0%
  18. 18. CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS E HISTÓRICO
  19. 19. Características químicas e histórico  O nome cobre deriva do termo “aes cyprium” -minério de Chypre (Chipre) -, mais tarde conhecido como “cuprum”, palavra latina que deu origem ao símbolo químico Cu. O cobre é um dos metais mais antigos d a civilização mundial, datando seus primeiros usos desde 8.000 anos A.C..  Sua importância na história da humanidade marcou uma época denominada “Idade do Bronze”, liga formada de cobre e estanho. O domínio de posse e tecnologia do cobre representava nos povos da antiguidade a riqueza e o poder. Durante a Idade Média o cobre continuou a ter seu grau de importância.
  20. 20. Características químicas e histórico  Na atualidade, o cobre mantém sua relevância para o homem, graças às suas características que lhe conferem diversidade de aplicações no desenvolvimento tecnológico industrial. http://www.smalouf.com/ http://gazetaonline.globo.com processamento
  21. 21. Características químicas e histórico  Os compostos cuprosos (Cu+) e cúpricos (Cu++) são muito diversos apresentando um vasto leque de aplicações. O cloreto cuproso é usado extensivamente como catalisador, como agente dessulfurizante ou ainda como branqueador na indústria petrolífera.  O cloreto cúprico usa-se como mordente na tinturaria têxtil e como agente oxidante em corantes. Tem também aplicação como fungicida.  O óxido cuproso usa-se na pintura de cascos de navios, de madeira ou aço, para proteger da ação desgastante da água do mar.
  22. 22. Características químicas e histórico  O nitrato cúprico é usado para sensibilizar superfícies à luz, enquanto o fluoreto se utiliza como opacificador em esmaltes, vidros e cerâmicas. O sulfato de cobre é usado como fungicida, inseticida e como aditivo dos solos, para evitar que as deficiências de cobre afetem as colheitas.  O metal ainda é utilizado na cunhagem de moedas, fabricação de tubos de canalização, peças decorativas, Hélices para barcos, Caldeiras, tubos específicos, válvulas, Medalhas etc.
  23. 23. Características químicas e histórico  O elemento químico cobre é um metal de cor avermelhada, calcófilo, de número atômico 29, peso atômico 63,54, dureza 2,5 a 3,0, PF 1357K e PE 2840K, brilho metálico, ótimo condutor de calor e eletricidade, dúctil e maleável. Apresenta elevada resistência à tensão física e à corrosão. Possui propriedade não magnética e é de fácil formação de ligas com outros metais. Configuração eletrônica [Ar]3d104s1.Rede cristalina, cúbica de face centrada. Íons comuns, Cu 1 +, Cu 2 +.
  24. 24. Características químicas e histórico  A Associação Brasileira de Normas e Técnicas -ABNT estabelece a definição de termos e classificação de tipos de cobre e ligas de cobre. Considera -se como cobre o metal que contenha 99,85 % ou mais do elemento cobre, ou no mínimo 97,5 % em massa de cobre. http://www.google.com.br/imgres http://flickrhivemind.net/Tags/300,esparta/Interesting
  25. 25. Características químicas e histórico  A atividade do cobre no metabolismo vegetal manifesta-se de duas formas: na síntese da clorofila e na atividade de alguns enzimas. Embora não exista na clorofila, o cobre é indispensável à sua produção. A sua falta provoca deficiências fotossintéticas e incapacidade de produção de sementes. O cobre é também constituinte de muitos enzimas responsáveis pela catálise de reações de oxidação-redução.  Este elemento desempenha igualmente um papel importante no metabolismo animal. Um homem adulto necessita de 2 mg de cobre por dia contendo seu corpo cerca de 100 a 150 mg do elemento. A falta de cobre na dieta animal pode provocar anemia, diarreia e distúrbios nervosos. Por outro lado, a ingestão excessiva de compostos como o sulfato de cobre pode causar vômitos, cãibras, convulsões ou mesmo a morte.
  26. 26. Características químicas e histórico  O cobre em estado puro, denominado cobre nativo, raramente é encontrado na natureza. Normalmente está associado a outros elementos químicos em várias formas estruturais, proporções estequiométricas e combinações químicas, formando diversos minerais.  Existem dois grupos de minerais: os primários ou sulfetados, ocorrentes em zonas mais profundas da crosta terrestre, com mais alto teor em cobre, e os oxidados ou secundários, de origem mais superficial, de menor teor em cobre.
  27. 27. Características químicas e histórico  Entre esses grupos são conhecidos cerca de 170 espécies minerais, das quais apenas algumas apresentam importância econômica. No rol dos sulfetados, os mais importantes são:  A calcopirita (CuFeS2, com 34,6 % de Cu).  A calcocita (Cu2S, com 79,9 % de Cu).  A bornita (Cu5FeS4 , com 63, 3 % de Cu).  A covellita (CuS, com 66,4% de Cu).  A enargita (Cu3AsS4, com 48,3% de Cu).
  28. 28. Características químicas e histórico  Entre os secundários, incluem-se os oxidados:  Cuprita (Cu2O, com 88,8% de Cu).  Tenorita (CuO, 79,8%Cu).  Os carbonatados:  Malaquita (CuCO3.Cu (OH)2, 57,5%Cu).  Azurita (2 CuCO3.Cu (OH)2, 55,3% Cu).  E os silicatados:  Crisocola (CuSiO3.2H2O, 36 % Cu).
  29. 29. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.
  30. 30. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  As reservas brasileiras atuais de minério de cobre estão assim representadas: Estado da Bahia  Formam o Distrito Cuprífero do Vale do Curaçá, cuja mineralização encontra –se associada a rochas básicas-ultrabásicas encaixadas em rochas metamórficas de alto grau, pertencentes ao Grupo Caraíba, abrangendo os seguintes depósitos :  Caraíba -é a única no Brasil em fase de lavra, com produção de minério e concentrado de cobre, constituindo a mina Caraíba, pertencente à Mineração Caraíba. Apresenta-se sulfetada e oxidada, contendo cobre, ouro e prata;  Curaçá; Vermelho; Surubim; Lagoa da Mina; Cercado Velho; Pirulito e Santa Fé constituem outras reservas.  Totalizam reservas de minério da ordem de 55.383.529 t, das quais 51.425.588 t são medidas, com teor médio de 1,63% Cu, equivalentes a 837.299 t de cobre contido.
  31. 31. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL. Estado do Pará  Compõem as maiores reservas de minério de cobre do Brasil, localizadas no distrito cuprífero de Carajás, em Marabá, no Estado do Pará, perfazendo uma quantidade total de 853.140.341 t. As reservas medidas somam 618.108.992 t, com teor médio de 0,93% de cobre, correspondendo a 5.767.411 t de cobre contido.  Compreendem os depósitos de Salobo, Cristalino, Sossego, Alemão e 118, a maioria sulfetada, contendo ouro, prata e molibdênio, alvos ainda de pesquisa mineral, passíveis, portanto, de reavaliações de reservas.  Em Salobo a mineralização está relacionada a xistos em ambiente vulcano- sedimentar.  Constituem as reservas de cobre mais significativas e promissoras do Brasil, de nível internacional, apesar de não estarem, no momento, em fase de produção mineral, contemplando cinco projetos de mineração e produção de cobre.
  32. 32. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL. Estado do Ceará  Abrangem a jazida de Pedra Verde, no Município de Viçosa, de natureza sulfetada, associadas a prata, contendo reservais totais de 44.932.664 t, sendo 38.959.268 t medidas, com teor médio de 0,9%, equivalentes a 350.634 t de cobre contido. A mineralização está associada a filitos, pertencentes a uma sequencia de metassedimentos, sobrejacentes às unidades Ubari e Serra Grande. Estado de Alagoas  Compreendem o depósito situado no Município de Arapiraca. Possui reservas totais de minério de 59.234.997 t, sendo 16.832.969 t medidas, com teor médio de 0,79% de cobre, correspondentes a 132.980 t de cobre contido.
  33. 33. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL. Estado do Mato Grosso  Contemplam o depósito situado no Município de Porto Murtinho. Totalizam reservas de minério nas quantidades de 29.404.320 t, das quais 4.320 t são medidas, com teor médio de 1,2% de cobre, equivalentes a 52 t de cobre contido. Estado de Minas Gerais  Compreendem o depósito do Município de Fortaleza de Minas. Apresenta reservas totais de 2.636.623 t de minério, das quais 1.309.802 t são medidas, com teor médio de 0,47% de cobre, correspondentes a 6.156 t de cobre contido. São associadas a níquel, com teor de 2,55%, e cobalto, com 0,7%. O jazimento é formado por filões básicos xistificados associados a rochas calcárias e quartzíticas do Grupo Açungui. Estado de São Paulo  O depósito de cobre insere-se no Distrito Cuprífero do vale do Ribeira, representado pelo minério de Itapeva, de natureza oxidada. A mineralização está relacionada a rochas calcárias intercaladas a uma sequência filítica.
  34. 34. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL. Estado de Goiás  Os depósitos de Goiás somam reservas totais de 265.319.853 t, sendo 263.200.187 t medidas, com teor médio de 0,3% de cobre, equivalendo a 802.475 t de cobre contido.  Correspondem aos depósitos de Mara Rosa, sulfetado, com cobre e ouro; Niquelândia, contendo níquel, como metal principal, e cobre e cobalto, como subproduto; Bom Jardim de Goiás, sulfetado, com teor de cobre próximo a 1%; Palmeirópolis, sulfetado, associado a cádmio, prata e bismuto; Anicuns, sulfetado; e Alto Horizonte, com implantação do projeto Chapada, para produção de ouro e cobre, pela Mineração Santa Elina  Em Mara Rosa, a mineralização está associada a metassedimentos básicos pré - cambrianos. No Município de Niquelândia, o minério encontra –se relacionado a suítes básicas-ultrabásicas. Em Bom Jardim, o jazimento ocorre sob forma de sulfeto no complexo vulcano-sedimentar de Bom Jardim de Goiás. No município de Palmeirópolis, a geologia da área mineralizada constitui-se de meta-vulcânicas básicas com lentes de metatufos ácidos. Em Anicuns, o minério está relacionado a gabros associados a migmatitos Pré-Cambrianos
  35. 35. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL. Estado do Rio Grande do Sul  Corresponde ao Distrito Cuprífero em áreas dos municípios de Caçapava do Sul, Lavras do Sul, Encruzilhada e Bagé.  A maior área mineralizada conhecida refere -se à mina de Camaquã, em Caçapava do Sul, já explorada comercialmente pela Companhia Brasileira do Cobre (CBC), atualmente desativada.  Totalizam reservas de minério sulfetado de 12.172.469 t, sendo 5.901.008 t medidas, com teor médio de 0,8% de cobre, equivalentes a 7.943.992 t de cobre contido.  Estas reservas nacionais representam a avaliação de 22 depósitos, sendo que a grande maioria, devido a fatores adversos, como localização geográfica, natureza geológica,dimensão dos corpos e teor médio, não apresenta viabilidade econômica.  Destes depósitos brasileiros de cobre atualmente apenas sete apresentam interesse econômico, sendo um em Jaguarari, na Bahia, um em Alto Horizonte, Goiás, e cinco em Carajás, no Pará. Com exceção dos depósitos de Carajás, de escala internacional, nossos depósitos minerais de cobre são de pequeno porte.
  36. 36. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  Entre os anos de 1988 e 2000, a produção mundial de concentrado de cobre variou de 8,51 milhões de toneladas, em metal contido, para 12,88 milhões de toneladas no ano de 2000, registrando um aumento de 51,4% no período, com crescimento médio anual de 3,5%.  O Chile e os Estados Unidos sempre estiveram a frente dessa produção mundial de concentrado de cobre. O Chile, o Peru, a Indonésia e a Austrália foram os países que mais obtiveram incrementos nessa produção, contrastando-se fortemente com os países africanos, incluindo a Zâmbia e o Congo (ex Zaire), que tiveram resultados negativos.
  37. 37. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL. A -Mineração e concentração  Empresa: Mineração Caraíba S.A.  Composição acionária: MSB Participações (84,7%), Empregados e outros (15,2%).  Mina: Caraíba, Jaguarari, Bahia.  Capacidade instalada: mina subterrânea -1.200.000 t/ano.  Modalidade de lavra: Mecanizada.  Tipo de lavra: Subterrânea.  Início da operação: 1979.  Método de lavra –Realce por tiras verticais.  Recuperação da lavra: 75%  Custo unitário: R$ 24,38 / t
  38. 38. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  Capacidade de alimentação da usina de concentração: 2.400.000 t/ano, de minério.  Capacidade de produção de concentrado: 140.000 t/ano, com teor de 37%.  Processo: Britagem primária e secundária, com moinhos de bola, flotação, espessamento, filtragem e homogeneização.
  39. 39. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL. B -Metalurgia (Fundição/Refino/Laminação)  Empresa: Caraíba Metais S.A.  Composição Acionária: Grupo Paranapanema (99%) e Outros (1%)  Produção de cobre eletrolítico  Processo da metalurgia: Fundição do concentrado de cobre – conversão do matte –refino –moldagem de ânodo –eletrólise –produção de cátodo.
  40. 40. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  Capacidade instalada do refino: 200.000 t de cobre eletrolítico.  Processo de laminação – fusão do cátodo em forno vertical – metal líquido alimentando uma máquina de lingotamento contínuo, conjugado a um laminador, também contínuo – vergalhão em espiras – neutralização – proteção – bobinamento.  Capacidade instalada da laminação: Vergalhão de cobre: 170.000 t  Capacidade instalada da planta de ácido sulfúrico: 432.924 t
  41. 41. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  São entidades nacionais ou internacionais independentes que objetivam individualmente ou em parceria, o comércio do cobre no mundo:  Industrial Copper Association (ICA) – órgão internacional criado em 1989 para desenvolver e preservar o mercado de cobre.  International Copper Study Group (ICSG) –organização internacional criada em 1992, dentro das Nações Unidas, congregando 17 países e uma entidade intergovernamental produtores e consumidores de cobre, visando ao acompanhamento, avaliação, cooperação e direcionamento do mercado de cobre.
  42. 42. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  Conselho Latino Americano de Promoção do Cobre.  Conselho Mineiro – associação de 12 empresas chilenas, incluindo a Codelco, e internacionais do cobre, responsável por cerca de 30% da produção mundial de cobre e 88% da chilena, criada no Chile em 1998, visando promover a indústria de mineração de grande escala e a análise do setor.  Associação Brasileira do Cobre – ABC.  SINDICEL – Sindicato das indústrias de transformação de cobre.  Procobre –administração independente ligada à Associação Brasileira do Cobre. Atua junto com o ICA.
  43. 43. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  O mercado internacional de cobre é muito importante economicamente, movimentando capitais, tecnologia, recursos minerais e humanos em todos os continentes, entre diversos países de diferentes condições socioeconômicas e políticas.  O cobre é comercializado mundialmente nas formas de minério, concentrado, matte, blister, cimento, ânodo, sucatas, ligas de cobre, cobre refinado e eletrolítico, pós,compostos químicos, produtos semi -manufaturados e manufaturados. No mercado interno o comércio do cobre se restringe ao do concentrado, cobre eletrolítico (cátodo e vergalhão), sucatas, ligas de cobre e dos produtos transformados de cobre.
  44. 44. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  O principal instrumento referencial para as cotações do cobre utilizado no mundo, seja ele o concentrado, o blister ou o metal, é a Bolsa de Metais de Londres - London Metal Exchange (LME).  O preço das cotações das bolsas corresponde à concordância dos produtores e consumidores ao arbítrio do mercado, sujeito às influências da oferta e da demanda e às possíveis intervenções por parte dos diversos agentes econômicos.
  45. 45. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  Concernente aos bens primários, representados pelo concentrado de cobre, pode-se constatar que, no período de 1988 a 2000, o saldo da balança comercial brasileira de importações versus exportações de concentrado de cobre mostrou-se sempre deficitário.  O montante de concentrado de cobre, no período histórico estudado, compreendeu despesas de US$ 3,97 bilhões de importações e receitas de US$ 19,80 milhões de exportações, com um saldo negativo de US$ 3,95 bilhões.  O Brasil não é auto-suficiente na produção de concentrado de cobre nem na produção de cobre refinado, precisando, portanto, de aporte de importados.
  46. 46. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL. 37% 13%11% 7% 5% 27% Distribuição Setorial de Consumo Brasileiro de Cobre - 2000 Construção civil Telecomunicações Indústria de Refrigeração Indústria Eletro-eletrônica Setor automotivo Outros setores
  47. 47. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  Em 2007, de acordo com o DNPM, as reservas mundiais de cobre estavam estimadas em cerca de 937 milhões de toneladas de metal contido,estando distribuídas por inúmeros países no mundo.  Contudo, apresentam grande concentração com 5 países controlando mais de 2/3 das reservas mundiais, sendo que só o Chile detém 38,4%. O Brasil continua a ocupar a 13ª posição no ranking mundial, detendo apenas 1,5% das reservas mundiais.  Os recursos de cobre em terra (em todos os continentes), segundo o United States Geological Survey – USGS, ascendem a mais de 3 bilhões de toneladas de cobre contido. Já os nódulos marinhos de cobre são estimados em mais de 700 milhões de toneladas de cobre.
  48. 48. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL. RANK NOME DA MINA CAPACIDADE (1.000 t de Cu contido) PAÍS CONTROLADORES 1 Escondida 1430 Chile BHP-Billiton (57,5%), Rio Tinto(30%), Outros (12,5%) 2 Codelco Norte 970 Chile Codelco (100%) (Codelco é controlada pelo Governo Chileno) 3 Grasberg 800 Indonési a Freeport McMoRan (100%) 4 Collahuasi 460 Chile Anglo American (44%), Xstrata (44%), Mitsui/Nippon (12%) 5 Morenci 430 EUA Freeport McMoRan (80%) Sumitomo (20%) 6 Taimyr Peninsula 430 Rússia Norilsk Nickel (100%) 7 El Teniente 430 Chile Codelco (100%) 8 Antamina 400 Peru BHP-Billiton (33,75%), Teck- Cominco(22,5%), Xstrata (33,75%), Mitsubish (10% 9 Los Pelambres 360 Chile Antofagasta Holding, Mitsubis hi Materials, Nippon Mining 10 Cerro Verde 360 Peru Freeport McMoRan (53,6%), Sumitomo (21%), Outros (25,4%)
  49. 49. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  De acordo com o International Copper Study Group- ICSG, o consumo aparente mundial de cobre (em inglês copper usage) refere-se a todo e qualquer metal refinado consumido ou demandado pelo mercado de seminafaturados – trefilados, laminados, extrudados, outros semis, inclusive o que vai para fabricação de produtos químicos -, e fornecidos pelas plantas de refino.  Assim conceituado, o consumo mundial de cobre atingiu o nível de 17,99 milhões de toneladas em 2008, apresentando um crescimento da ordem de 2,8% a cada ano, nos últimos 48 anos, partindo de um patamar de 4,7 milhões em 1960.
  50. 50. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  A mineração de cobre brasileira experimenta uma nova fase de crescimento sustentável, como reflexo da entrada efetiva de uma grande corporação mineira, a Cia. Vale do Rio Doce – Vale, no segmento da mineração da cadeia do cobre, levando-o a uma total reestruturação e criando as condições básicas para atingir escala internacional já a partir de meados da próxima década.
  51. 51. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  A Vale é a produtora líder de concentrado, respondendo hoje por mais de 56% da oferta interna do produto. Na próxima década, a Vale tornar-se-á hegemônica com a entrada em operação de seus projetos na Província Mineral de Carajás, vindo a concentrar em suas mãos mais de 80% da produção interna de concentrado, além de deter o controle de mais de 80% das reservas nacionais.  Esta é a característica dominante da atual mineração de cobre no país, ou seja, trata-se de uma indústria fortemente concentrada.
  52. 52. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  No período 2008 a 2030, a produção interna de concentrado, com base nos projetos anunciados, crescerá a uma taxa média de 2,4% ao ano, atingindo a marca de 700 mil toneladas de cobre contido em 2016.  Contudo, essa taxa de crescimento estará abaixo da taxa prevista para o consumo aparente de concentrado no período acima mencionado nos os cenários Inovador e Vigoroso, que prevê em taxas de 3,9% e 2,7%, respectivamente. Apenas no cenário Frágil é que a taxa de crescimento da produção de concentrado superará à do consumo.
  53. 53. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  Apoiada em reservas superiores a 21 milhões de toneladas de metal contido e em recursos geológicos que pode ser da mesma ordem de grandeza,a indústria de mineração de cobre brasileira está no limiar de passar a ter escala mundial, quando entrarem em operação os projetos de expansão e de minas novas em futuro próximo.  Estarão criadas também as condições para, de forma sustentável, tornar o país auto suficiente no atendimento das suas necessidades de concentrado, podendo vir a ser um novo player no mercado internacional se investimentos adicionais forem feitos para expandir o parque produtor, além do que já está previsto, e ampliar com segurança as reservas de cobre conhecidas.
  54. 54. PRODUÇÃO, CONSUMO E MERCADO A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL.  Hoje, a mineração de cobre brasileira destaca-se no setor mineral doméstico e internacional como uma das mais modernas operacional, tecnológica, gerencial e empresarialmente, estando constituída essencialmente por 3 grandes empresas de mineração – Vale, Mineração Maracá e Mineração Caraíba.
  55. 55. IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS
  56. 56. IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS  A situação ideal para a atividade mineral é que o produto da lavra seja integralmente aproveitado, ou seja: que todos os minerais contidos no minério lavrado sejam aproveitados economicamente. Essa não é, entretanto, a realidade. Normalmente o produto da lavra é beneficiado gerando um concentrado e um rejeito.  Quando os rejeitos contêm muitos minerais de interesse econômico significa que os procedimentos utilizados no beneficiamento não foram bons, caracterizando o que se chama: baixa recuperação no beneficiamento. Essa baixa recuperação, além de significar perdas financeiras, leva a um aumento do volume de rejeitos que serão dispostos no meio ambiente, aumentando o
  57. 57. IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS  Logo, o beneficiamento de minérios, quando bem feito, contribui para diminuir o volume de rejeitos e, consequentemente, para minimizar impactos ambientais.  Os principais impactos da mineração de cobre ocorrem no solo e nas águas superficiais e subterrâneas. No solo, o cobre ataca fortemente a matéria orgânica, impede o crescimento da vegetação e é uma via para a acumulação em animais.  Porém, devido as suas características físico-químicas, a contaminação em solos é próxima a fonte, não percorrendo grandes distâncias. A principal fonte de contaminação é através das pilhas de rejeito.
  58. 58. IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS  Nas águas, o cobre é capaz de contaminar grandes áreas, sua principal fonte são as águas residuais da lavra. É uma ameaça principalmente para a saúde humana se consumida água contaminada. A água com conteúdo superior a 1 mg /L pode contaminar com cobre as roupas e objetos lavados com ela, e conteúdos acima de 5 mg /L tornam a água colorida com sabor desagradável.  Outros problemas ambientais possíveis são a erosão, subsidência, abandono de resíduos perigosos, como a devastação de extensas áreas de vegetação, perda de biodiversidade e contaminação de aquíferos e cursos de água.
  59. 59. Morte de Algas devido a contaminação por Cobre e Zinco na Austrália. http://www.smh.com.au/news IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS

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