Desportos De Combate

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Desportos De Combate

  1. 1. Inicio Departamento de Educação Física e desporto Estudos Práticos IV “ Desportos de Combate” Analise de Vídeo Docente: Discente: Sr. Prof. Doutor Hélder Lopes Luís Miguel Vieira Freitas Introdução Conclusão
  2. 2. Desportos de Combate Introdução Inicio Este estudo pretende apresentar a analise de vídeo, de um dos três desportos de combate abordados durante as respectivas aulas. O desporto de combate escolhido para o estudo foi o “ Judo ”, este foi apresentado pelo Sensei César Nicola, 4ºDan e treinador do Clube naval do Funchal. Sendo o Desporto um meio de transformação do homem, os desportos de combate no seu conteúdo, são também um meio para transformar o homem, preparando-o para estar permanentemente disponível a ultrapassar as mais variadas situações diárias que se lhe apresentam. Foram sistematizados quase todos os conteúdos abordados ao longo do vídeo, de acordo com o meu nível de conhecimento e dentro daquilo que achei pertinente realçar, para a realização deste estudo. Apresentação
  3. 3. Desportos de Combate Judo Inicio
  4. 4. Judo Home Aspectos Gerais Judo no Solo Judo de pé Pega Analise Mecânica Encadeamento e Combinações
  5. 5. Judo Aspectos Gerais 1 Home <ul><li>Segundo o modelo taxionómico do autor Fernando Almada: </li></ul><ul><li>Os Desportos de Combate são a evolução directa do combate singular, contra um ou vários adversários, o que fez com que até ainda bem pouco tempo fossem chamados de Artes marciais. Limitados nas suas formas unicamente por razões de segurança, têm sempre como objectivo a morte simbólica do adversário. Esta é apresentada como tal, cruamente. </li></ul><ul><li>Os indicadores evidentes deste sentido de combate traduzido nas suas práticas são: </li></ul><ul><li>Terminologia empregue </li></ul><ul><li>A necessidade de delimitar bem o inicio e o fim do período em que a agressividade tem como único travão a procura da eficiência e os condicionalismos de segurança, através de cumprimentos que fazem parte obrigatória destas actividades. </li></ul><ul><li>O tipo de pontuação utilizada, em que o combate termina logo que um dos contendores tenha alcançado a morte do adversário. </li></ul><ul><li>Características mais marcantes: </li></ul><ul><li>Privilegiam o conhecimento do “EU”, no confronto com situações criticas e no diálogo com o outro. </li></ul><ul><li>Tipos de Objectivos: </li></ul><ul><li>Reais </li></ul><ul><li>Variáveis principais em jogo: </li></ul><ul><li>O conhecimento do “Eu” total integrado no grupo </li></ul><ul><li>- Domínio do próprio “EU” / “Domínio de uma Relação” / “Domínio do próprio Espaço” </li></ul>Continuação 2
  6. 6. Judo Aspectos Gerais 2 Home <ul><li>Um dos objectivos do Judo é a Relação: </li></ul><ul><li>Judo é um desporto de contacto, sentir o oponente para poder actuar. Raras são as técnicas que se executam sem contacto. </li></ul><ul><li>Aplicação de um dos princípios do Judo : a não resistência </li></ul><ul><li>1-) Conhecimento do “Eu” 2-) Conhecimento de uma “Relação” 3-) Conhecimento de um “Território” </li></ul><ul><li>Relação existente entre as varias situações: </li></ul><ul><li>Acção – Reacção, isto é, criar uma reacção no oponente para agir no sentido de aproveitar essa reacção em nosso beneficio. </li></ul><ul><li>- Puxar / Empurrar - Abrir / Fechar - Levantar / Baixar - Aproveitar / Dissipar - Desequilibrar / Equilibrar </li></ul><ul><li>Ao criar reacção no adversário, fazemos com que este se movimente criando aberturas e cometendo erros, que permitam a movimentação do seu centro de gravidade em favor da nossa acção, de forma a podermos actuar adequadamente. Provocar reacções no adversário para criar aberturas e pontos fracos . </li></ul><ul><li>Após a reacção do adversário, devemos agir de forma rápida (executar os movimentos rápidos), porque se assim não for, podemos criar oportunidades para que este aproveite em seu benefício. </li></ul><ul><li>- Actuar conforme a reacção do oponente . Muitas vezes devemos antecipar a reacção do oponente para podermos agir de forma adequada e rentável </li></ul><ul><li>- Por vezes quando agimos, não devemos contrariar o nosso oponente quando este se opõe a nossa intenção, mas sim actuar aproveitando a sua resistência . </li></ul>Continuação 3
  7. 7. Judo Aspectos Gerais 3 Home <ul><li>Verificar a base de apoio do oponente para podermos identificar as possíveis formas de actuar; puxando para frente ou para trás, levantando pelo cinto, abrir folgas com as mãos, pés ou joelhos, de forma a provocar reacções que permitam aproveitar os seus descuidos e, assim conseguir tira-lo da sua última posição, para poder aplicar uma técnica, bem seja; imobilização, chave/luxação, estrangulamento, projecção. </li></ul><ul><li>O trabalho de esquiva é uma das fases mais importantes do treino, principalmente para o contra-ataque, movimentação das pernas e tronco, tendo uma boa esquiva é difícil ser projectado. Esquiva significa: antecipar o movimento do oponente. Ao esquivar no sentido do desequilíbrio, deve-se baixar bem o centro de gravidade, fechar o corpo e ficar pequenino. Contrariar o desequilíbrio: o oponente puxa para uma lado e nós puxamos para o outro. </li></ul><ul><li>Não devemos limitar-nos a uma técnica só (única). Especificar em alguma, e treinar essa técnica diversificando a prática da mesma, isto é, variando as condições de treino, exemplo: com deslocamentos laterais com entradas. É fundamental conhecer as técnicas, experimenta-las, para promover a aquisição de soluções para a mais variadas situações, também há ligações para estrangulamentos, chaves e imobilizações, tudo dependendo da reacção do oponente. O controlo de qualquer técnica, deve ser sempre de pé para o chão. </li></ul><ul><li>- Deve haver sempre uma continuidade das técnicas, isto é, fluidez, se não se consegue executar uma técnica, partir para outra. Isto implica, relação Base de apoio / Centro de Massa. </li></ul>Continuação 1
  8. 8. Judo Imobilizações Chaves Estrangulamentos Home Aspectos Específicos
  9. 9. Judo Aspectos Específicos Home <ul><li>Judo no Chão: </li></ul><ul><li>Objectivo do Judo no chão é fazer-se pequenino, quanto mais pequenino e bolinha fizermos, mais dificuldade terá o adversário em nos controlar. </li></ul><ul><li>O Judo no chão é complexo porque temos de equacionar um conjunto de variáveis: pernas, braços, posicionamento do corpo. </li></ul><ul><li>No chão o fundamental é o controlo, domínio total do oponente, tendo sempre pelo menos uma parte do seu corpo controlada. </li></ul><ul><li>- Controlando o tronco do adversário com sankaku e estando sentados, é uma boa posição para trabalhar no chão. </li></ul><ul><li>No chão, o controlo com as pernas permite ajeitar o corpo, cruzar os braços para controlar o braço do oponente, passar a perna de baixo para cima, juntar o mais possível os joelhos (fechar folgas). </li></ul><ul><li>Empurrar com o joelho na sua nuca é fundamental para obriga-lo a reagir, criando folgas </li></ul><ul><li>Entrar com braço dentro de uma abertura, é um dos pontos relevantes. Mas, nunca entrar com o braço mais do que o cotovelo, pois se isso acontecer, o oponente aproveita para controlar o nosso braço e realizar uma viragem ou actuar sobre o mesmo. Invadir com o nosso antebraço o território do adversário, de maneira a não avançar para além do cotovelo, para poder aplicar uma força da forma mais rentável, mas sem permitir que o mesmo entre, pois isso seria uma deixa para o adversário aproveitar. </li></ul><ul><li>Agir conforme a reacção do oponente no chão, aproveitando sempre a sua reacção </li></ul><ul><li>No momento em que o oponente está no chão de forma estática, é impossível fazer seja o que for sem obriga-lo a reagir, para poder criar aberturas possíveis para poder meter, encaixar, braços ou/e pernas que é fundamental para controlar. </li></ul>Continuação 2
  10. 10. Judo Aspectos Específicos 2 Home <ul><li>Formas de ataque ao adversário quando este se encontra no solo de cocras: </li></ul><ul><li>- Elevar o corpo deste e aproveitar para entrar com o braço e pernas para o virar e assim aplicar a imobilização, quando isto acontece, nosso centro de gravidade deve estar baixo, junto ao solo. </li></ul><ul><li>De lado (lateral), de frente (frontal), por trás. Pela frente, o adversário se encontra totalmente fechado, temos de criar reacção do parceiro para abrir a sua posição, formando espaços (aberturas), exemplo: puxar pelo cinto fazendo com que seu corpo se desloque e ele abra a sua guarda, encaixando o pé por de trás do joelho, ou o braço para fazer pegas, no braço ou na lapela, mas é fundamental o controlo em cima, isto é, deverá sempre um dos braços controlar e o peso do corpo também , controlar a cabeça e pescoço é controlar um dos pontos fracos do corpo. </li></ul><ul><li>Trabalhar (usar) com o corpo todo, para poder rodar o adversário. Se o adversário for muito forte de braços e não dá para agir, vamos aproveitar a força dele, ele puxa com o seu cotovelo para baixo e, nos aproveitamos para encaixar por baixo com a cabeça e rodamos nesse sentido, de forma a aproveitar a reacção de resistência do adversário, para controla-lo. </li></ul><ul><li>Formas de ataque ao adversário quando este se encontra deitado barriga para baixo : </li></ul><ul><li>Quando o oponente está deitado barriga para baixo, com os braços ao peito e completamente fechado, não conseguimos fazer nada, puxar o seu corpo para à frente, agarrando o seu cinto e fato na zona da cervical, para criar aberturas. Com joelho ou calcanhar, forçar o seu cotovelo para o afastar da linha do corpo e empurrar na outra direcção para criar distracção e assim aproveitar possíveis aberturas, para agarrar o seu braço. </li></ul>Continuação 1
  11. 11. Judo Imobilizações Home <ul><li>Yoko-shio-gatame: (imobilização lateral, ficando perpendicular ao oponente), Ushiro-Gesa-Gatame, Hon-kesa-gatame </li></ul><ul><li>Sankaku : ( controlo com as pernas em triângulo) </li></ul><ul><li>Existe duas formas de aplicação da força no sankaku: </li></ul><ul><li>1- Uma das pernas deve ficar sempre na dobra da articulação do joelho da outra perna. </li></ul><ul><li>2- Um dos pés fica por cima do outro, ao nível tornozelos. </li></ul><ul><li>Possíveis pontos de aplicação da força: </li></ul><ul><li>Pescoço, tronco, braços e pernas. </li></ul><ul><li>O controlo com o triângulo quando feito às pernas deve ser acima dos joelhos, porque se for abaixo, o oponente tem a vantagem de poder tirar os joelhos e assim libertar as pernas, afastando-as e defendendo-se mas , se tivermos muita flexibilidade nas pernas, podemos enganchar o pé, controlando os pés do adversário, e apertar, tentando unir os joelhos para mais rentável controlo. </li></ul><ul><li>No Controlo ao nível do pescoço e tronco, a perna que esta por debaixo nas costas, devemos ajusta-la ao pescoço, a outra esta ao nível do peito por debaixo do braços, de forma a também ajustar um dos braços ao próprio pescoço usando-o para poder controla-los, e estrangular, o outro braço é só controlado </li></ul><ul><li>Massas envolvidas: </li></ul><ul><li>- Todo o volume das pernas na sua totalidade, desde a articulação coxo-femural até as articulações dos tornozelos. </li></ul><ul><li>Nota: </li></ul><ul><li>Esta técnica de controlo, permite a transição para chaves e estrangulamentos </li></ul>
  12. 12. Judo Chaves Luxações Home <ul><li>São só permitidas a partir do cotovelo </li></ul><ul><li>Waki-Gatame: (luxação do braço, a parte do corpo que realiza a luxação é a axila que é ponto de aplicação da força), Juji-gatame : (chave ao braço com luxação da articulação do cotovelo ( luxação em cruz ) ) </li></ul><ul><li>Formas de aplicação da força no Juji-gatame: </li></ul><ul><li>- Por elevação da bacia </li></ul><ul><li>Puxando o braço do adversário contra nos e na direcção do solo, tendo em conta que para manter o braço do oponente estendido, devemos colocar a sua mão de forma a que o seu dedo polegar aponte para cima. </li></ul><ul><li>Pontos de aplicação da força: </li></ul><ul><li>- Articulação do cotovelo </li></ul><ul><li>Articulação do pulso </li></ul><ul><li>Massas envolvidas: </li></ul><ul><li>- O corpo na sua totalidade, visto que é uma técnica que é realizada tendo em conta as varias alavancas corporais </li></ul><ul><li>Realização: </li></ul><ul><li>- Varias formas de arrancar o braço do oponente quando este resiste: Clássica – encaixa os braços no braço dele, e como o adversário é forte na linha dos seus ombros, vamos retirar o seu braço da linha dos ombros, rodando para o lado, se tentarmos puxar na linha dos seus ombros, é força contra força, só ganha o mais forte, mas aproveitar, rodando o seu braço para fora da linha do seu ombro (para trás), outra forma é, levantar estendendo o seu músculo triceps, criando dor, e puxando depois para baixo, estendendo o seu cotovelo, outra situação é, pressionando com os pés em sankaku na sua face e estender o seu cotovelo, outra situação é, torcendo o braço, criando folga e juntando as palmas das mãos, torcendo o seu braço e rodando para o lado. </li></ul>
  13. 13. Judo Estrangulamentos Home <ul><li>Shime-Wasa </li></ul><ul><li>Existem dos tipos de estrangulamento: </li></ul><ul><li>1- Por interrupção do fluxo sanguíneo </li></ul><ul><li>2- Por obstrução das vias respiratórias </li></ul><ul><li>Formas de aplicação da força no Juji-gatame: </li></ul><ul><li>Pressionando com um braço, com os dois braços, com as pernas </li></ul><ul><li>Pontos de aplicação da força: </li></ul><ul><li>- Pescoço </li></ul><ul><li>Massas envolvidas: </li></ul><ul><li>- Braço, antebraço ou coxas </li></ul>
  14. 14. Judo Projecções Braços Projecções Anca Projecções Pernas Home Aspectos Específicos
  15. 15. Judo Aspectos Específicos Home <ul><li>Judo de Pé: </li></ul><ul><li>Provocar o desequilíbrio do oponente. Há vários tipos de desequilíbrio: em todas as direcções; atrás, atrás direita, atrás esquerda, direita, esquerda, frente, frente – direita, frente – esquerda. </li></ul><ul><li>Avançar para entrar em contacto com o oponente ou para rodar o corpo, virando as costas </li></ul><ul><li>Baixar o centro de gravidade </li></ul><ul><li>Devemos manter o controlo ate ao fim </li></ul><ul><li>- Em quase todas as técnicas de levantar devemos trabalhar o centro de gravidade. Baixar o nosso centro de gravidade, puxar com os nossos braços provocando o enrolamento do corpo do oponente e fazendo o bloqueio das suas coxas, para frente e depois elevar as nossas ancas para o projectar. É importante criar o desequilíbrio do oponente para frente de forma a evitar que ele baixe o seu centro de gravidade, pois se isto acontecer será mais difícil a sua projecção. </li></ul><ul><li>Quando viramos costas para o adversário para projecta-lo, devemos manter o seu desequilíbrio elevando seu centro de gravidade e afastando o seu cotovelo da linha do corpo, baixamos o nosso centro de gravidade, enrolando tipo bolinha e o puxamos para frente para o projectar fluidamente </li></ul><ul><li>Fundamental na defesa: centro de gravidade baixa, isto é, o oponente ataque e nos baixamos o nosso centro de gravidade, porque se estivermos mais altos que ele, então quem sofre a projecção somos nós. Outro aspecto fundamental é nos contra-ataques, a esquiva, exemplo: se nos tentarem fazer harai – goshi, esquivamos lateralmente para o lado contrário ao desequilíbrio, para evitar a projecção, esta esquiva proporciona-nos colocação corporal para contra-atacar, portanto é fundamental, esquivar, fechar o corpo (juntar cotovelos e joelhos), baixar o centro de gravidade . </li></ul><ul><li>Para rentabilizar ao máximo a projecção, é fundamental prestar atenção ao tempo de entrada. </li></ul>
  16. 16. Judo Projecções Braços Home <ul><li>Ippon – seoi – nage ( projecção por cima da espádua), Eri – seoi - nage , Tai - Otoshi </li></ul><ul><li>Formas de aplicação da força </li></ul><ul><li>- Através das pegas, puxando o adversário para frente e na direcção do solo </li></ul><ul><li>- Elevação das ancas </li></ul><ul><li>Pontos de aplicação da força: </li></ul><ul><li>- Braços, lapelas, tronco, bacia </li></ul><ul><li>Articulação do pulso </li></ul><ul><li>Massas envolvidas: </li></ul><ul><li>- O corpo na sua totalidade, mas principalmente os braços e pernas </li></ul><ul><li>Realização: </li></ul><ul><li>Eri – seoi – nage , a entrada é feita com o cotovelo no braço do adversário, mais propriamente na zona junto a axila, para elevação do mesmo. </li></ul><ul><li>Ippon – seoi – nage , a entrada e feita com o nosso braço, que fica fazendo um ângulo de 90º com o antebraço, no braço do adversário, mais propriamente no zona junto a axila, para elevação do mesmo. </li></ul><ul><li>Tai – otoshi , é uma técnica excepção, porque existe pouco contacto corporal, desequilíbrio para frente – direita, agora colocamos o cotovelo no braço contrario ao lado do projecção, vamos afastar o corpo para esse lado, retirando-o da linha media, a perna que vai efectuar o varrimento estende ao longo da linha, bloqueando as pernas do adversário para lhe retirar o apoio, puxamos e derrubamos, devemos sempre baixar o centro de gravidade o mais possível . </li></ul>
  17. 17. Judo Projecções Ancas Home <ul><li>O – goshi, Harai – goshi , Ane – goshi </li></ul><ul><li>Formas de aplicação da força </li></ul><ul><li>- Através das pegas, puxando o adversário para frente e na direcção do solo </li></ul><ul><li>- Elevação das ancas </li></ul><ul><li>Pontos de aplicação da força: </li></ul><ul><li>Braços, lapelas, tronco, bacia </li></ul><ul><li>Massas envolvidas: </li></ul><ul><li>- O corpo na sua totalidade, mas principalmente as ancas e pernas </li></ul><ul><li>Realização: </li></ul><ul><li>O- goshi , puxar e elevar o oponente, procurando a seu desequilíbrio à frente, depois, entramos de costas procurando a contacto com o oponente, colocamos a braço, abraçando-o, e baixamos o centro de gravidade e puxando-o para frente mantendo o controlo e desequilíbrio colocamo-lo, em cima da nossa anca e projectamos. Para além de abraçarmos as costas ao nível dorsal, também podemos abraçar mais acima, ao nível da cintura escapular encaixando a dobra do nosso cotovelo na zona cervical, os princípios de projecção são os mesmos. </li></ul><ul><li>Harai-goshi , desequilibrar para frente – direita, rodando o corpo para o lado esquerdo, o que faz com que o oponente também rode desequilibrando-se ainda mais, o movimento de projecção, embora pareça ser feito com a perna, não é, é feito com a anca, o movimento no seu todo, inicia na anca e vai ate ao pé, para que isto aconteça, a perna deve manter-se sempre em extensão, embora em competição seja mais fácil e eficaz faze-lo com a perna, mas o seu fundamento é na anca. Podemos varrer a perna de fora, mas também podemos varrer por dentro (entre as pernas) </li></ul><ul><li>Ane-goshi , nesta variante a projecção não é feita para frente, mas sim para o lado </li></ul>
  18. 18. Judo Projecções Pernas Home <ul><li>O-soto-gari, Ashi-barai </li></ul><ul><li>Formas de aplicação da força </li></ul><ul><li>- O posicionamento do corpo para a ceifa, temos de colocar o peso do oponente no pé em que vou ceifar ou varrer, caso vá ceifar a sua perna direita, então colocar o seu peso sobre essa perna, porque se o peso se encontra na perna contraria ou ao meio ele equilibra-se, portanto se colocarmos o seu peso na perna que vamos seifar, retiramos-lhe outros pontos de apoio que lhe servem de defesa para evitar a projecção </li></ul><ul><li>Pontos de aplicação da força: </li></ul><ul><li>Ao nível do tronco: braços, lapelas </li></ul><ul><li>Ao nível dos membros inferiores: triceps-sural (gémeos), calcanhar </li></ul><ul><li>A aplicação da força é feita no sentido dos dedos do pé do oponente </li></ul><ul><li>Massas envolvidas: </li></ul><ul><li>- O corpo na sua totalidade, mas principalmente as ancas e pernas </li></ul><ul><li>Realização: </li></ul><ul><li>O-soto-gari, ao avançarmos as pernas, o tronco já esta a trabalhar, para depois braços aplicarem também força, tem de ser tudo ao mesmo tempo, temos de entrar com o tronco e pernas a avançar procurando o contacto. Os braços aplicam força para desequilibrar sobre a perna que vai ser ceifada. Lançando a nossa perna para cima de forma a promover o movimento de ceifa para varrer a perna do nosso oponente gémeo com gémeo e assim projecta-lo. Se o nosso corpo ficar longe do dele, ele aproveita para meter o cotovelo e projectar, por isso ao aplicar a força, devemos elevar o seu braço do lado que vamos seifar, e procurar o contacto. </li></ul><ul><li>Ashi-barai , em movimento, quando o oponente avança, esquivamos nosso corpo para o lado que vamos aplicar a força, ficando perpendicular ao oponente, o desequilíbrio é sempre feito sobre o lado que vai ser ceifado e, momentos antes dele poisar o pé, é aplicada a ceifa no sentido dos dedos dos pés, é fundamental o timimg, apanhar o pé instantes antes dele o colocar no chão, é fundamental, depois de apoiado, será mais difícil derruba-lo </li></ul>
  19. 19. Judo Combinações e Encadeamentos Home Combinações e Encadeamentos: A sua diferença tem a ver com o desequilíbrio. Este é um trabalho difícil que requer muitas horas de pratica, para apanhar os tempos de entrada, os tempos de reacção do oponente . Servem para provocar a reacção do oponente. Exemplo: se empurramos o oponente para trás e ele reage, travando o movimento, então o seu corpo fica em desequilíbrio para frente e nos aproveitamos imediatamente para o projectar, acção - reacção. Combinações : O desequilíbrio é feito em sentido opostos, exemplo: 1º-) Desequilibramos para frente, o adversário esquiva a nossa acção, e depois desequilibramo-lo para trás. Encadeamentos : Dar continuidade ao mesmo desequilíbrio, exemplo: Entramos a procura do contacto e o oponente foge, então damos continuidade a esse desequilíbrio (com outra técnica). Servem para provocar a reacção do oponente. Exemplo: se empurramos o oponente para trás e ele reage, travando o movimento, então o seu corpo fica em desequilíbrio para frente e nos aproveitamos imediatamente para o projectar, Acção - Reacção.
  20. 20. Judo Pega Home A pega é uma das técnicas fundamentais do judo, é através desta que se entra em contacto com o oponente. Permite-nos puxar, empurrar, elevar, aproximar, lançar, mas principalmente, ter um controlo e domínio adequados do nosso adversário, que nós proporciona uma das condições necessárias à correcta e rentável execução da técnica pretendida, por outras palavras, é o primeiro e principal ponto de aplicação de forças. Existem vários tipos de pega. Com o desenvolvimento da competição, deu-se um aparecimento gradual e abastado de pegas, conforme o estilo de combate de cada um dos intervenientes, as suas formas de se relacionar com o oponente, as suas estratégias de combate, etc. Pega Clássica: Uma das pegas mais conhecida é a clássica, onde os pontos de aplicação da força, são a manga do judo-gi ao nível do cotovelo e a lapela ao nível do peito.
  21. 21. Judo Analise Mecânica Home <ul><li>Modelo Taxionómico dos desportos de combate: </li></ul><ul><li>F útil >= F`útil (Representação Simplificada) </li></ul><ul><li>Numa analise mecânica da técnica, devemos ter em conta os seguintes factores: </li></ul><ul><li>Relação Centro de massa / Base de Apoio </li></ul><ul><li>Ponto de Aplicação da força </li></ul><ul><li>Ponto que aplica a força </li></ul><ul><li>Massas envolvidas no movimento </li></ul><ul><li>Ângulo </li></ul><ul><li>Relação das variáveis básicas sobre o movimento: </li></ul><ul><li>- a = v * t - F = m * a - v = a * t - c = 1/2 m * (V*V) </li></ul><ul><li>Ao analisarmos a Força, devemos ter em conta: </li></ul><ul><li>Direcção, Sentido, Intensidade, Ponto de Aplicação </li></ul><ul><li>Legendas </li></ul><ul><li>Nota : Para a analise das seguintes imagens, só foram tidos em conta os seguintes factores: </li></ul><ul><li>- Eixo / - Vector indicando unicamente a direcção e sentido da força / - Ponto fixo </li></ul>Imagem 1
  22. 22. Judo Analise Mecânica 1 Home Yoko-shiho-gatame Imagem 2
  23. 23. Judo Analise Mecânica 2 Home Hon-gesa-gatame Imagem 3
  24. 24. Judo Analise Mecânica 3 Home Juji-gatame Imagem 4
  25. 25. Judo Analise Mecânica 4 Home Ippon-seio-nage Imagem 5
  26. 26. Judo Analise Mecânica 5 Home Tai-otoshi Analise Mecânica
  27. 27. Desportos de Combate Conclusão Inicio Antes de mais, pretendo referir que, embora seja praticante de desportos de combate, nomeadamente Karate, senti alguma dificuldade em sistematizar a informação pretendida, visto que o conteúdo do vídeo era vasto e pertinente, também pelo facto de ser um desporto que embora com os mesmos objectivos e características, o seu conteúdo técnico é diferente daquele que pratico. No entanto, o desafio, o prazer e o gozo que me foi proporcionado com a sua realização, compensaram a dificuldade sentida a priori. Com a realização deste estudo, compreendi que para fazer judo, devemos ter em conta um conjunto de factores, que vão não só desde o nível físico, mas também mental e espiritual. Perceber os vários tipos de relação existentes no seu treino; formas de actuar, solucionar e comportamentais, faz deste tipo de desportos, serem únicos nas suas mais valias. Bibliografia Vídeo – Estudos Práticos IV - Desportos de Combate – César Nicola 2008 Luís Robert. Editorial Noticias – EPNC, Edição nº 108001 – 983. O Judo Almada, Fernando. Edições da Universidade Técnica de Lisboa – Instituto Superior de Educação Física, Análise Mecânica das Técnicas de projecção do Gókio, 1980. Apresentação

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