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AGRADECIMENTOS
Agradeço pela permissão de atuar na educação, contribuindo para o
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Manoel e Maria José, raízes e fontes de
amor, sensibilidade, sabedoria,
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todos que a educação não é a chave das
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RESUMO
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com o Programa de Educação Ambiental d...
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METODOLOGIA
O estudo para construção da presente monografia teve propósito
exploratório e descritivo, ex-post-facto. Seg...
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INTRODUÇÃO 09
CAPÍTULO I - EDUCAÇÃO AMBIENTAL 11
CAPÍTULO II - JARDIM BOTÂNICO PLANTARUM 20
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INTRODUÇÃO
A presente monografia tem como objetivo principal avaliar os resultados
obtidos em 2012 pelo programa de educ...
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Nesse sentido, asseveram TOMAZELLO e FERREIRA (2001, p. 204):
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A humanidade vem se distanciando das Leis da Natureza e em
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Segundo o próprio pesquisador:
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No empório da associação são ofertados diversos souvenires
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O percurso é realizado a pé, com múltiplas possibilidades de trajeto, sem
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O Projeto Político Pedagógico inicial do JBP foi elaborado entre março e
outubro de 2011, com simultânea capacitação da...
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CAPÍTULO III
ANÁLISE DOS RESULTADOS
3.1 - DIVULGAÇÃO
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os coordenadores das escolas, atividades e projetos que proporcionassem
complementaridade entre o plano de aulas e o es...
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3.2 - ATENDIMENTO AO PÚBLICO
3.2.1 - VISITAÇÃO
Em 2012 o sistema de visitação compreendia as seguintes modalidades:
VIS...
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Meses
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estudante
Meia
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A Tabela 3 apresenta o número de participantes dos cursos realizados
em 2012 pela instituição.
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3.2.2 - ATIVIDADES EXTERNAS
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- Apoio à organização de ...
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3.3 - OPINIÕES DE VISITANTES
A seguir são apresentados alguns dos principais aspectos relacionados
à visitação ao jardi...
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3.4 - ASPECTOS LIMITANTES
No Brasil, por enquanto, o hábito de pagar ingresso para apreciar e
aprender entre as plantas...
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Visando contemplar a todos os alunos da Rede Pública de Nova Odessa
a equipe do Jardim Botânico Plantarum submeteu o Pr...
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Presume-se que no decorrer de seu funcionamento a imagem da
instituição e de seus parceiros seja cada vez mais colabora...
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CONCLUSÃO
Na opinião do autor o presente trabalho monográfico serviu como
oportunidade ímpar de aprofundar os conhecime...
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BIBLIOGRAFIA
BAILEY, J.E.M., Hilton-Taylor, C. & Stuart, S.N. (eds.). 2004 IUCN Red List of
threatened species: a globa...
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WEBGRAFIA
BARBOSA, L. M. coord. Manual para recuperação de áreas degradadas do
Estado de São Paulo: Matas Ciliares do I...
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RBJB - Rede Brasileira de Jardins Botânicos. 2014. Disponível em <
http://www.rbjb.org.br>. data de acesso: 07/02/14.
S...
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ANEXO 1
Imagens do Jardim Botânico Plantarum
Centro administrativo
Vista panorâmica do jardim
Lago da Ninfa
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Largo das Flores
Vista panorâmica do lago principal
Largo das Flores
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Vista aérea do JBP
Largo das Flores
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afia > Envio
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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL DESENVOLVIDA NO JARDIM BOTÂNICO PLANTARUM EM 2012 José André Verneck Monteiro Monografia Especialização em Educação Ambiental Universidade Candido Mendes Instituto A Vez do Mestre 52313 maio 2013 Projeto Político Pedagógico Avaliação Programa educacional Instrumento didático Conservação ex situ educação

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  1. 1. 1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL DESENVOLVIDA NO JARDIM BOTÂNICO PLANTARUM EM 2012 Por: José André Verneck Monteiro Orientadora: Profª. Maria Esther de Araújo Co-orientadora: Profª. Giselle Böger Brand Nova Odessa 2014 DOCUM ENTO PROTEGIDO PELA LEIDE DIREITO AUTORAL
  2. 2. 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL DESENVOLVIDA NO JARDIM BOTÂNICO PLANTARUM EM 2012 Apresentação de monografia ao Instituto A Vez do Mestre – Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Educação Ambiental. Por: José André Verneck Monteiro
  3. 3. 3 AGRADECIMENTOS Agradeço pela permissão de atuar na educação, contribuindo para o desenvolvimento de pessoas e para a conservação da Natureza. À Patrícia e Kauã, esposa e filho, por tudo que não é possível descrever. A todos os demais familiares, pelo afeto e estímulo reconfortante. Aos amigos, pela oportunidade de convívio e crescimento pessoal. Aos colegas guias de turismo, em especial ao Amarailton Costa Souza, por contagiar aos amigos com sua incansável fé e exemplar dedicação em prol da causa socioambiental. Aos colegas da licenciatura em Pedagogia, pelo intercâmbio de saberes e perspectivas de um mundo melhor. Aos Jovens Jardineiros Dione, Jeferson, Junio, Lorraine e Ualisson, pela franqueza e alegria nos desafios que vivenciamos juntos. Aos colaboradores da Sala Verde Inhotim, pelo aprendizado e incentivo à formação acadêmica. À Bere Adams e sua equipe por disponibilizarem tão úteis informações e propostas didáticas através do Informativo da Associação APOEMA. À turma 03 do PPGPDS pelas inspiradoras visões de sustentabilidade. A todos os professores com os quais tive o privilégio de compartilhar minha jornada de estudante, minha gratidão para sempre. Às professoras Maria Esther de Araújo e Giselle Böger Brand, pela orientação indispensável à realização deste trabalho. À gentil colaboração da equipe Plantarum e seu Diretor Harri Lorenzi pela contribuição nesta pesquisa. Em retribuição, espero que este registro lhes seja útil, colaborando para o pleno funcionamento da organização e de seu programa de educação ambiental. Aos autores citados que contribuíram para a fundamentação teórica deste trabalho e aos inventores das ferramentas de tecnologia de informação, que por intermédio de sua obra facilitaram sobremaneira a construção e a difusão do conhecimento. A todos que participaram destas linhas, meu cordial agradecimento.
  4. 4. 4 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho aos meus pais Manoel e Maria José, raízes e fontes de amor, sensibilidade, sabedoria, perseverança e altruísmo.
  5. 5. 5 EPÍGRAFE “Você, eu, um sem número de educadores sabemos todos que a educação não é a chave das transformações do mundo, mas sabemos também que as mudanças do mundo são um fazer educativo em si mesmo. Sabemos que a educação não pode tudo, mas alguma coisa pode. Sua força reside exatamente na sua fraqueza. Cabe a nós pôr sua força a serviço de nossos sonhos.” Paulo Freire
  6. 6. 6 RESUMO O presente trabalho monográfico destina-se a avaliar os resultados obtidos com o Programa de Educação Ambiental desenvolvido pela equipe do Jardim Botânico Plantarum (JBP) em 2012, primeiro ano de funcionamento de seu projeto político pedagógico. O estudo foi elaborado pelo método exploratório e descritivo, ex-post-facto. Os dados apresentados foram obtidos e sistematizados entre agosto/2013 e abril/2014, por meio da apreciação do acervo documental da instituição pesquisada, originada em 2012. No período pesquisado o Programa de Educação Ambiental da instituição beneficiou, diretamente, a aproximadamente 6700 pessoas, nas diversas modalidades de atendimento. O público usufruente caracterizou-se predominantemente por pessoas oriundas dos municípios de Nova Odessa, Americana e São Paulo. Foram detectadas como as principais limitações ao programa no período: (I) a baixa adesão de estudantes da Rede Pública Municipal de Nova Odessa, ocasionada por indisponibilidade de recursos financeiros da Prefeitura, para custear a taxa de realização de visitas escolares, e (II) a dificuldade de captar patrocínio de empresas para integrar os estudantes da Rede Pública no Programa de Educação Ambiental do Jardim Botânico Plantarum. Palavras-chave: educação ambiental, projeto político pedagógico, jardim botânico.
  7. 7. 7 METODOLOGIA O estudo para construção da presente monografia teve propósito exploratório e descritivo, ex-post-facto. Segundo GIL (2002): “A tradução literal da expressão ex-post-facto é a partir do fato passado. Isso significa que neste tipo de pesquisa o estudo foi realizado após a ocorrência de variações na variável dependente no curso natural dos acontecimentos”. Tal método é o mais apropriado ao conteúdo desta pesquisa, a qual descreve e analisa fenômenos já ocorridos. Os três principais autores que fundamentam teoricamente este trabalho são Leonardo Boff, Genebaldo Freire Dias e Fritjof Capra. Os dados aqui apresentados foram sistematizados entre agosto/2013 e fevereiro/2014, por meio da revisão bibliográfica e apreciação do acervo documental da instituição pesquisada, originada em 2012. São as principais fontes: o projeto político pedagógico, planilhas de agendamento e realização de visitas escolares, controle de ingressos, inscrições em cursos, registros de atividades educativas, fotos, biblioteca, website, opinários (anônimos) e o livro de registro dos visitantes. Detalhes sobre os documentos supracitados e informações complementares foram obtidos em entrevistas junto à equipe da instituição. A amostragem elucidou alguns dados quantitativos relacionados ao programa de educação ambiental, em 2012, tais como: o número de pessoas atendidas pelo programa, procedência, bem como os períodos de maior e menor fluxo de participantes. Também foram identificados aspectos relativos à qualidade da experiência pessoal dos participantes. No que se refere ao aprimoramento do programa de educação ambiental da entidade, foram consideradas as informações do livro de registro de visitantes, dos questionários de avaliação preenchidos por participantes do programa em 2012, bem como no conteúdo dos relatos proferidos pela equipe da instituição durante as entrevistas abertas.
  8. 8. 8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 09 CAPÍTULO I - EDUCAÇÃO AMBIENTAL 11 CAPÍTULO II - JARDIM BOTÂNICO PLANTARUM 20 CAPÍTULO III – ANÁLISE DOS RESULTADOS 25 3.1 – DIVULGAÇÃO 25 3.2 – ATENDIMENTO AO PÚBLICO 27 3.2.1 – VISITAÇÃO 27 3.2.2 – ATIVIDADES EXTERNAS 31 3.3 – OPINIÕES DE VISITANTES 32 3.4 – ASPECTOS LIMITANTES 33 CONCLUSÃO 36 BIBLIOGRAFIA 37 WEBGRAFIA 38 ANEXOS 40 ANEXO I – IMAGENS DO JBP 40
  9. 9. 9 INTRODUÇÃO A presente monografia tem como objetivo principal avaliar os resultados obtidos em 2012 pelo programa de educação ambiental do Jardim Botânico Plantarum (JBP), organização da sociedade civil, de caráter privado, mantida sem recursos governamentais, situado em Nova Odessa – SP. O intervalo temporal – 2012 - delimita o primeiro ano completo de funcionamento de seu projeto político pedagógico para atendimento ao público. A consecução dos objetivos específicos também possibilita identificar e elucidar outras questões, tais como: os principais aspectos limitantes ao programa; quais parcerias foram desenvolvidas pela instituição e quais os que requerem reforço; os benefícios proporcionados pela instituição à cidade onde está situada, bem como fornece subsídios básicos para se compreender qual a percepção da entidade a partir da ótica de parte de seus visitantes. O estudo foi desenvolvido na entidade, com base na documentação institucional e mediante a participação do autor em atividades educacionais realizadas durante a pesquisa. Como definido pelo Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos Socioambientais (2005, p.15): “A avaliação de resultado consiste em verificar o cumprimento dos objetivos e das metas estabelecidas, no período de tempo previsto. Normalmente a avaliação inclui uma visita ao local do projeto, a verificação dos relatórios técnicos e fotográficos, listas de presença das reuniões realizadas, e um olhar atento sobre o material gerado como fotos, documentos, material instrucional e de comunicação, entre outros itens.” Portanto, a presente investigação reúne de forma sistematizada a memória dos trabalhos desenvolvidos em 2012 pela equipe de atendimento com o público usufruente, no jardim e em atividades externas.
  10. 10. 10 Nesse sentido, asseveram TOMAZELLO e FERREIRA (2001, p. 204): “O processo de avaliação não objetiva o julgamento do programa ou dos seus responsáveis. Sua função é facilitar através das informações recolhidas, de sua interpretação, a valoração, que deve ser feita pelos próprios participantes; eles sim devem emitir juízos para o aperfeiçoamento tanto do programa como dos profissionais envolvidos.” Em consonância, reitera STOFFEL (2013): “o sistema adequado de avaliação de desempenho busca equilibrar resultados com os comportamentos praticados para a sua obtenção”. Portanto, esta monografia pode subsidiar a construção de um sistema mais abrangente e contínuo de avaliação do desempenho institucional, permitindo, inclusive, o aprimoramento permanente do seu programa educacional. Para melhor compreensão, este trabalho é apresentado em 03 capítulos. O Capítulo I é dedicado a contextualizar a educação ambiental (EA), o marco legal que rege a EA no Brasil, sua importância em face do panorama contemporâneo de degradação ambiental e enfatiza o papel dos jardins botânicos como espaços de educação ambiental voltada à conservação da biodiversidade vegetal. O segundo capítulo intenciona caracterizar o Jardim Botânico Plantarum, seu histórico de implantação, personalidade jurídica, estrutura física de atendimento ao público, composição de seu acervo botânico e principais projetos atuais em desenvolvimento. O Capítulo III trata da análise dos resultados obtidos em 2012 por meio do programa de educação ambiental do JBP, incluindo as iniciativas empreendidas para a divulgação; o detalhamento das modalidades de atendimento ao público e as ações educacionais realizadas no período da pesquisa; o contingente de pessoas atendidas e sua procedência; a opinião de participantes e principais aspectos limitantes ao programa.
  11. 11. 11 CAPÍTULO I EDUCAÇÃO AMBIENTAL A humanidade vem se distanciando das Leis da Natureza e em consequência disso tem provocado profundas alterações no equilíbrio dos ecossistemas, em escala planetária. Esse processo se intensificou a partir da Revolução Industrial, no século XVIII e até hoje mantém uma tendência de degradação dos recursos naturais, voltada ao desenvolvimento econômico por meio da produção, transporte e comercialização de bens industrializados. No Brasil o estado atual de conservação ambiental é resultado de cinco séculos de ação humana predominantemente espoliatória, de caráter imediatista, desvinculada de atenção à resiliência dos ecossistemas. “O processo histórico de ocupação de terras revestiu-se de um caráter predatório que resultou na destruição de grande parte das formações vegetais originais. A palavra de ordem era o desmatamento visando à expansão da fronteira agrícola e desenvolvimento a qualquer custo”. (BARBOSA, 2006). A extinção precoce de espécies vegetais representa uma perda irreparável de entidades biológicas e também das relações ecológicas interdependentes das plantas. Além da gravidade da redução da biota planetária, merece destaque a constatação de que as alterações humanas sobre os ecossistemas podem vir a desencadear abruptas contribuições para intensificação das mudanças climáticas extremas em curso. Dessa forma, se mostra imprevisível um panorama futuro relacionado à continuidade e eficiência dos serviços ambientais, os quais dependem da
  12. 12. 12 integridade dos ecossistemas para promover regulação térmica, fornecimento de água, recomposição de fertilidade dos solos e purificação do ar. A humanidade depende da biodiversidade vegetal, também, como fonte de sobrevivência e desenvolvimento sustentável, sob a forma de alimentos, fármacos, matérias primas artesanais e industriais. Portanto, a conservação da diversidade botânica é também um instrumento aliado aos campos da ciência aplicada ao desenvolvimento humano, que pode inclusive contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas à solução de problemas atuais e futuros relacionados à segurança alimentar e ao fornecimento de insumos de múltiplos usos. “O Brasil possui a mais diversa flora do mundo, com mais de 55 mil espécies descritas, o que representa aproximadamente 24% do total mundial, e abriga alguns dos biomas mais ricos do planeta em número de espécies vegetais - a Amazônia, a Mata Atlântica e o Cerrado. A Floresta Amazônica brasileira, com aproximadamente 30 mil espécies vegetais, compreende em torno de 26% das florestas tropicais remanescentes no planeta”. (MMA, 2014). A conservação de tal patrimônio é realizada de formas distintas [in situ – ex situ] definidas pela Convenção da Diversidade Biológica (2012), a saber: “Conservação in situ significa a conservação de ecossistemas e habitats naturais e a manutenção e recuperação de populações viáveis de espécies em seus meios naturais e, no caso de espécies domesticadas ou cultivadas, nos meios onde tenham desenvolvido suas propriedades e características. Conservação ex situ significa a conservação de componentes da diversidade biológica fora de seus habitats naturais”.
  13. 13. 13 No Brasil a modalidade de Conservação in situ tem como principais sedes as áreas particulares (reservas legais, áreas de preservação permanente e iniciativas espontâneas) e as áreas que compõe o Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Porém, desacopladas de eficazes programas de educação ambiental, isoladamente a criação de Áreas Protegidas não assegura, por si, todos os meios necessários para a conservação de espécies raras de plantas, devido a inúmeros fatores como incêndios florestais, invasão de áreas protegidas, coleta e extrativismo não licenciados, falta de recursos físicos e humanos destinados à fiscalização. No caso da modalidade de Conservação Vegetal ex situ as principais iniciativas são desenvolvidas pelos jardins botânicos, hortos, viveiros públicos e privados, bancos de germoplasma, cultivos comerciais e por colecionadores de plantas. A Conservação ex situ é uma prática multidisciplinar, complementar à conservação in situ, que envolve conhecimentos científicos e habilidades de botânica, ecologia, agronomia, fitotecnia, administração, direito, informática e educação, constituindo um dos mais atuais e relevantes objetivos dos jardins botânicos. Em nenhum outro percurso da história humana houve uma crise civilizatória tão ampla como a atual, de caráter generalizado nos diversos setores: governamental, político, socioambiental e empresarial, cujos impactos refletem de forma inédita nos ambientes naturais. “A presente crise desnuda a enganosa compreensão dominante da história, da natureza e da Terra. Ela colocava o ser humano fora e acima da natureza com a excepcionalidade de sua missão, a de dominá-la. Perdemos a noção de todos os povos originários de que pertencemos à natureza. Hoje diríamos, somos parte do sistema solar, de nossa galáxia que, por sua vez, é parte do universo. Todos surgimos ao longo de um imenso processo evolucionário. Tudo é alimentado pela energia de fundo e pelas quatro interações que sempre atuam
  14. 14. 14 juntas: a gravitacional, a eletromagnética e a nuclear fraca e forte. A vida e a consciência são emergências desse processo. Nós humanos, representamos a parte consciente e inteligente da Via-Láctea e da própria Terra, com a missão, não de dominá-la, mas de cuidar dela para manter as condições ecológicas que nos permitem levar avante nossa vida e a civilização”. (BOFF, 2011). Porém, há de se considerar que os recursos do Planeta são finitos e que a Natureza não existe somente para servir ao homem, o que nos leva a refletir sobre a gênese da tomada de consciência ambiental a partir do movimento ambientalista mundial. Desde 1972, após a realização da Conferência de Estocolmo, a conservação da biodiversidade e dos recursos ambientais assumiu relevância nas pautas governamentais de vários países, iniciando um processo de valorização do conceito de desenvolvimento sustentável, de forma a compatibilizar o desenvolvimento econômico com a conservação da Natureza e de todos os elementos que a compõem. De fato, vários instrumentos de regulação da atividade humana foram criados desde então, para minimizar a crescente devastação ambiental, mas que por si não são suficientes para coibir plenamente o avanço das atividades antrópicas sobre os ecossistemas. Não é possível estimar, sem alarme, as consequências da continuidade desse processo para as próximas gerações, em relação aos níveis de degradação humana e ambiental, propagação do belicismo, conflitos originados por raízes corporativas e surpreendentemente até com caráter religioso. Portanto a realidade socioambiental contemporânea impõe a necessidade de uma reorientação da trajetória existencial humana e uma mudança de olhar sobre o clima, a biodiversidade, os serviços ambientais e a pluralidade de culturas. “Por que é urgente que se incorpore esta revolução paradigmática? Porque é ela que nos fornecerá a base teórica necessária para resolvemos os atuais problemas
  15. 15. 15 do sistema-Terra em processo acelerado de degradação. Ela nos permite ver nossa interdependência e mutualidade com todos os seres. Formamos junto com a Terra viva a grande comunidade cósmica e vital. Somos a expressão consciente do processo cósmico e responsáveis por este pedaço dele, a Terra, sem a qual tudo o que estamos dizendo seria impossível. Porque não nos sentimos parte da Terra e a estamos destruindo”. (BOFF; HATHWAY, 2011). Por conseguinte, um desafio para os próximos anos consiste em tornar as pessoas capazes de servir à Natureza e colaborar para que seu equilíbrio e harmonia sejam reestabelecidos, de modo que se tenha uma perspectiva mais pacífica, pautada pelos princípios da solidariedade, justiça, inclusão, respeito, ética, moralidade e dignidade, de forma que todo cidadão - independentemente de origem, nacionalidade, grupo étnico, religião, profissão, idade ou gênero – possa exercer plenamente sua cidadania planetária e defender a teia da vida. “Em outras palavras, a teia da vida consiste em redes dentro de redes. Em cada escala, sob estreito e minucioso exame, os nodos da rede se revelam como redes menores. Tendemos a arranjar esses sistemas, todos eles aninhados dentro de sistemas maiores, num sistema hierárquico colocando os maiores acima dos menores, à maneira de uma pirâmide. Mas isso é uma projeção humana. Na natureza, não há "acima" ou "abaixo", e não há hierarquias. Há somente redes aninhadas dentro de outras redes”. (CAPRA, 1996 p. 45). Em setembro de 2013 foi lançado o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, uma avaliação criteriosa de 2500 páginas tendo por base mais de 9000 publicações científicas. “Em tal documento conclui-se que a atmosfera e os oceanos estão aquecendo, as quantidades de gelo e neve estão reduzindo, o nível do mar e a concentração de gás carbônico estão aumentando. Tais efeitos se prolongarão para além de 2.100. Não há governança global para cuidar dessa situação. Fomos todos "treinados" por meio de uma educação alienadora e uma
  16. 16. 16 mídia parcial para ignorar tal situação e achar que nada disso nos afeta. Assim, continuamos nessa trajetória maluca de autoflagelação coletiva com a nossa percepção embotada pelo valor econômico - o único válido. Há de se promover uma iluminação coletiva, ampliar a percepção para esses cenários e desafios”. (DIAS, 2014). Como as questões que se apresentam são urgentes e não podem esperar a plena eficácia das políticas públicas, o que mais importa agora são as ações individuais, que somadas, podem fazer notável diferença positiva. Desta forma a educação, em seu sentido mais amplo, tem papel fundamental para sensibilizar e motivar as pessoas para que tal transformação seja levada a efeito, pois a educação é um instrumento de transformação social capaz de atribuir às pessoas a autonomia necessária para optar com sabedoria. De acordo com o postulado por Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo. Não está além do nosso poder a criação de um mundo no qual crianças tenham acesso a uma boa educação. Os que não acreditam nisso têm imaginação pequena”. (PORVIR, 2014) No Brasil, a Política Nacional de Educação Ambiental foi instituída pela Lei 9.795, de 27 de abril de 1999, que define educação ambiental como: “Processo por meio do qual o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltados para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”. Portanto, a educação ambiental deve ser um processo contínuo e interdisciplinar constituído por aspectos legais, metodológicos e conceituais, e que deve ocorrer em todos os espaços onde haja reunião de pessoas, com o
  17. 17. 17 objetivo de proporcionar uma (re) valorização do ambiente e das relações que se estabelecem entre todos os seus constituintes. “A educação ambiental (EA) envolve a construção de valores sociais, conhecimentos, habilidades e competências vinculadas à conservação e comprometimento com problemas futuros. Buscando assim, uma maior harmonia do ambiente da vida. Um dos princípios básicos na EA é o reconhecer que a proteção da diversidade de todas as formas de vida é essencial para a sobrevivência também dos seres humanos”. (DIAS, 2014). A educação ambiental pode ocorrer em diferentes âmbitos, quais sejam: formal, não formal e informal. O presente estudo enfatizou a modalidade de educação ambiental não formal, assim definida por SMITH (2001): “Educação não formal é qualquer atividade educacional organizada fora do sistema formal estabelecido - se operando separadamente ou como um recurso importante de alguma atividade mais ampla - que se destina a servir clientelas aprendizagem identificáveis e objetivos de aprendizagem”. Em razão do sentido de prioridade imposto pelas alterações do clima, poluição e alterações dos ecossistemas ocasionados pela atividade industrial, se faz imprescindível ampliar os horizontes de difusão da educação ambiental, em todos os níveis, pois a perda de biodiversidade está ocorrendo em um ritmo vertiginoso. Segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, 2013), de 70.294 espécies avaliadas, 20.934 foram consideradas ameaçadas de extinção. Em 2004 eram 8.321 em tal condição. Estima-se que mais de oitocentas espécies tenham sido extintas nos últimos quinhentos anos (BAILEY, 2004), e com estatísticas sugerindo taxas de
  18. 18. 18 extinção cem a mil vezes superiores às taxas de referência (PIMM, 1995) esse número deve aumentar drasticamente no futuro. Apesar dos prognósticos alarmantes sobre a erosão do patrimônio biológico planetário e indispensável inclusive à vida humana, cabe destacar que todo cidadão pode colaborar diariamente, com ações simples, para redução de seu impacto sobre o ambiente. Reduzir o consumo desnescessário, adotar a coleta seletiva, fortalecer a economia local, priorizar alimentos frescos, utilizar menos combustíveis fósseis, dentre outras medidas são apenas algumas das iniciativas que podem ser adotadas por pessoas de todas as classes sociais para minimizar a degradação ambiental. Porém, tal conhecimento precisa ser mais amplamente difundido, sobretudo entre a comunidade estudantil e seus mestres, capazes de propagar entre mais pessoas a importância da conservação das plantas e do ecossistema, para a manutenção da paz entre o homem e a Natureza. No que se refere à sensibilização de pessoas para a importância da conservação das plantas, merecem destaque os programas de educação ambiental desenvolvidos pelos Jardins Botânicos Brasileiros. “Os Jardins Botânicos desempenham um papel relevante e vital na conservação vegetal, porém, sem uma atuação ativa em um processo educacional, os JB se tornam incapazes de atingirem suas metas. Ao chamar a atenção para as ameaças que os vegetais e os habitat enfrentam, os jardins botânicos podem conduzir a sociedade a pensar em formas de proteção da biodiversidade”. (REDE BRASILEIRA DE JARDINS BOTÂNICOS, 2014). Segundo a Rede Brasileira de Jardins Botânicos (RBJB), há no Brasil mais de quarenta Jardins Botânicos, sediadas em todas as regiões do país, os quais totalizam mais de 3000 profissionais, das diversas áreas do conhecimento, atuantes no setor.
  19. 19. 19 De acordo com a resolução n° 339 do Conselho Nacional de Meio Ambiente, no Brasil Jardim Botânico é definido como: “Área protegida, constituída no seu todo, ou em parte, por coleções de plantas vivas cientificamente reconhecidas, organizadas, documentadas e identificadas, com a finalidade de estudo, pesquisa e documentação do patrimônio florístico do País, acessível ao público, no todo ou em parte, servindo à educação, à cultura, ao lazer e à conservação do meio ambiente” (CONAMA, 2003). Atualmente os principais instrumentos formais que norteiam a atuação dos Jardins Botânicos para minimizar a extinção precoce de espécies vegetais são a Convenção sobre Diversidade Biológica e a Estratégia Global para a Conservação de Plantas, ambos documentos redigidos e aprovados pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em 1992 no Rio de Janeiro (CBD, 2012). No Brasil, desde 2004 se adota como documento primordial e complementar aos anteriormente citados, o Plano de Ação para os Jardins Botânicos Brasileiros, elaborado pela Rede Brasileira de Jardins Botânicos (PEREIRA, 2004). Os Jardins Botânicos Brasileiros têm muito a oferecer em termos de entretenimento aliado ao conhecimento. São importantes centros de educação ambiental e seu potencial vem sendo progressivamente descoberto pelo público. Ao invés de sala de aula, quadro e giz, o cenário propulsor do aprendizado é a biodiversidade vegetal e a aquisição de conhecimentos, motivações e atitudes provêm da interação entre os participantes, mediador e acervo, em atividades lúdico-didáticas, no âmbito prático e reflexivo.
  20. 20. 20 CAPÍTULO II JARDIM BOTÂNICO PLANTARUM O Jardim Botânico Plantarum (JBP) é uma associação sem fins lucrativos, dedicada à educação, pesquisa e conservação da flora brasileira, reconhecida pela Comissão Nacional de Jardins Botânicos (DOU, 2012) e filiada à Rede Brasileira de Jardins Botânicos. (JBP, 2013). O JBP foi fundado em 2007 por 16 pessoas, de formação e áreas de atuação profissional diversa. É aberto a novos sócios. Ao fim de 2012 o JBP tinha em seu quadro 94 associados. (JBP, 2013). Sua sede é situada no perímetro urbano do município de Nova Odessa, Região Metropolitana de Campinas (SP), em uma área de 10 hectares, anteriormente ocupada por uma indústria de lançadeiras (peças de madeira utilizadas em maquinário de indústria têxtil), desativada em 1990. (JBP, 2013). A referida área foi adquirida em 1998 pelo Instituto Plantarum de Estudos da Flora, em estado avançado de degradação ambiental, desprovida quase totalmente de vegetação autóctone, com solo compactado e acúmulo de detritos, além de intensa infestação por formigas e plantas invasoras. (JBP, 2013). A implantação do JBP foi precedida pela elaboração de um plano diretor idealizado pelo engenheiro agrônomo brasileiro Harri Lorenzi. (JBP, 2013). Autor de uma série de livros em estilo popular sobre identificação de plantas, publicados no Brasil, Lorenzi percorre há mais de 40 anos os diversos ecossistemas da América do Sul, em expedições científicas destinadas ao conhecimento e à conservação das plantas ameaçadas de extinção e se sentiu motivado a abrir o jardim ao público. (JBP, 2013). Desde a aquisição da área, após mais de uma década de investimento financeiro e intenso trabalho em equipe, o Jardim Botânico Plantarum foi inaugurado no dia 11 de novembro de 2011.
  21. 21. 21 Segundo o próprio pesquisador: “Realizo expedições de prospecção botânica no Brasil desde 1970. Após todos esses anos vivenciando a destruição dos biomas, me senti motivado a apresentar ao público o acervo botânico vivo, fruto de minha pesquisa. Espero que o conhecimento e o trabalho desenvolvido por nossa equipe colaborem para reduzir a degradação ambiental e a perda irreparável das espécies vegetais”. (Harri Lorenzi in O CAMPEÃO, 2012 p. 15). Atualmente o acervo botânico vivo do JBP, em constante crescimento, é constituído por exemplares de 3,7 mil espécies vegetais, com predominância de plantas do Brasil e ênfase na conservação de dezenas de espécies vegetais ameaçadas de extinção por ação humana. (JBP, 2013). A instituição mantém o Herbário HPL (credenciado ao Index Herbariorum), com 15 mil exsicatas, além de coleções especiais como carpoteca, xiloteca, sementeca, biblioteca especializada em taxonomia e um acervo fotográfico com um milhão de imagens botânicas. (JBP, 2013). De acordo com a página da instituição a internet: “A Missão do Jardim Botânico Plantarum é desenvolver e apoiar estudos taxonômicos e conservacionistas com o maior número possível de grupos botânicos da flora brasileira através da organização e manutenção de coleções vivas e conservação dos recursos genéticos, fornecendo suporte para pesquisadores, mediante a realização de ações educacionais em diversos níveis” (JBP, 2013). A estrutura para atendimento ao público dispõe de estacionamento interno arborizado, recepção climatizada, lanchonete e restaurante panorâmico. O Centro Administrativo é instalado em um casarão em estilo colonial paulista, edificado em 2010, cujo projeto arquitetônico resgata a paisagem cultural das antigas fazendas de café do século XIX, porém com adequações voltadas a atender os critérios atuais de sustentabilidade ambiental (ANEXO I).
  22. 22. 22 No empório da associação são ofertados diversos souvenires elaborados com foco na sustentabilidade ambiental, dentre os quais se destacam as mudas de árvores nativas, ilustrações botânicas, livros, camisetas de tecido feito a partir da reciclagem de garrafas PET, lápis feitos de jornal, cerâmicas, cestos de fibras naturais e outra sorte de artesanato produzido por associações e cooperativas regionais. O Centro de Eventos JBP, com aproximadamente 1000 m2 , é equipado com auditório multimídia, salão social, salas de reunião e cozinha industrial. No espaço são realizados anualmente diversos eventos técnico-científicos e de caráter social. (JBP, 2013). O Centro Cultural Vera Luzia Samartin Lorenzi é utilizado para reuniões e atividades educativas, tendo como principais atrativos as exposições permanentes de pinturas e desenhos artísticos, coleção de frutos e sementes de árvores brasileiras. O local também é utilizado para cursos de pintura botânica em aquarela. (JBP, 2013). O circuito educativo do JBP tem cinco kilômetros de trilhas interpretativas pavimentadas, implantadas em 80 mil m2 de jardins temáticos planos, lagos, bosques e áreas de convívio repletas de placas de identificação botânica e painéis interpretativos (Figura 1). Figura 1 - Circuito Educativo JBP – Fonte: www.plantarum.org.br
  23. 23. 23 O percurso é realizado a pé, com múltiplas possibilidades de trajeto, sem que obrigatoriamente se tenha de seguir um itinerário lógico preestabelecido. A cada curva do labiríntico caminho surgem os jardins temáticos, o que possibilita ao público construir intuitivamente uma rota de visitação a partir de seus principais interesses, com o uso do guia impresso de visitação. A área de visitação não tem degraus, possibilitando sua fruição confortável por pessoas com mobilidade reduzida, portadores de deficiência física ou mesmo por pessoas condutoras de carinhos de bebê. (JBP, 2013). Para ampliar a relação entre os visitantes e as plantas é permitido andar nos gramados. De forma a incentivar o consumo consciente pelos visitantes e evitar proliferação de vetores, não há lixeiras no jardim, exceto na recepção, sanitários e lanchonete. Além do acervo botânico, primorosamente conservado pela equipe de jardineiros, merecem destaque outros instrumentos educacionais, como as edificações sustentáveis e as instalações de tecnologias para impacto ambiental positivo. Um sistema de captação e armazenamento de água de chuva com capacidade para 10 milhões de litros é utilizado para a irrigação da área verde. Na unidade de compostagem de resíduos orgânicos, todos os materiais originados de podas, corte de grama, folhas secas e sobras de alimento dão origem a um rico fertilizante natural, obtido a partir da ação das minhocas e bactérias decompositoras. Para o centro de triagem de resíduos sólidos são levados todos os materiais recicláveis (papel, metal, vidro, plástico) que mensalmente são doados a uma associação local de catadores que comercializa tais recursos e distribui a receita entre seus associados. Os materiais de demolição são reaproveitados em construções e em canteiros elevados de alta drenagem, apropriados ao cultivo de plantas cactáceas e suculentas, típicas de ambientes pouco úmidos.
  24. 24. 24 O Projeto Político Pedagógico inicial do JBP foi elaborado entre março e outubro de 2011, com simultânea capacitação da equipe da instituição e conclusão das obras necessárias para abertura da instituição ao público. Tal documento foi enviado impresso, em janeiro/2012, visando atender à exigência para enquadramento e categorização do JBP no Sistema Nacional de Registro de Jardins Botânicos. O PPP é dividido em três eixos principais – situacional, conceitual e operacional – e reúne toda a informação necessária para que o público tenha meios de planejar a visitação e a realização de atividades escolares no jardim. “Seu conteúdo também foi utilizado nos impressos institucionais, no portal da entidade na internet, e serviu como base para elaboração do material didático de apoio aos professores”. (MONTEIRO, 2011 p.5). Inspirado em Oliveira & Carvalho ([s.d.], p. 26), é fundamental elucidar que “o PPP pode ser entendido como o plano global da instituição ou o projeto educativo, um instrumento teórico-metodológico, cuja finalidade é contribuir para a organização do conhecimento escolar”. Por esta razão, mesmo não sendo uma escola em seu sentido mais estrito, ao se considerar o JBP como um espaço de educação, seu PPP assume relevância equivalente ao das instituições de ensino formal.
  25. 25. 25 CAPÍTULO III ANÁLISE DOS RESULTADOS 3.1 - DIVULGAÇÃO Por ser uma instituição prestes a receber visitas, se detectou como ação prioritária à época da implantação de seu PPP, o empreendimento de uma campanha de divulgação, que ao mesmo tempo fosse educativa e compatível com a limitada disponibilidade de recursos financeiros, sem resultar em uma profusão de impressos distribuídos maciçamente, contrariando a filosofia institucional de uso parcimonioso dos recursos ambientais. A primeira iniciativa voltada à divulgação estruturada sobre a inauguração do JBP foi realizada no mês de setembro/2011, durante a EXPOFLORA, em Holambra – SP. Nesta ocasião o JBP apresentou na mostra de paisagismo a Exposição Educativa Árvores Brasileiras Raras e Notáveis (MINHA CASA MEU JARDIM, 2011). Tal campanha atingiu diretamente aproximadamente 60 mil pessoas que visitaram a exposição. Em outubro/2011 foi enviado material paradidático do JBP às instituições de ensino públicas e privadas, da Região Metropolitana de Campinas, totalizando 19 municípios, convidando às Coordenações Pedagógicas a conhecer a instituição e a participar do programa de educação ambiental. Em novembro de 2011 foi inaugurado o portal JBP na internet, com todas as informações necessárias ao planejamento de visitas e com uma seção especial de apoio didático aos professores. Neste mesmo mês a equipe de educação ambiental do JBP iniciou o atendimento aos interessados em agendar visitas escolares para o ano letivo seguinte, ocasião a partir da qual se planejava em conjunto as atividades a serem desenvolvidas com os professores e alunos, buscando-se delinear com
  26. 26. 26 os coordenadores das escolas, atividades e projetos que proporcionassem complementaridade entre o plano de aulas e o estudo no jardim. Entre 2011 e 2012, por meio do envio contínuo de sugestões de pauta e calendário de atividades educacionais aos diversos meios de comunicação locais, regionais e nacionais, foram obtidas como mídia espontânea e isenta de cobrança as seguintes inserções, descritas na Tabela 1. Tabela 1 - Inserções na mídia em 2012 TELEVISÃO Programa Emissora Data Link Leitura Dinâmica Rede TV 14/11/2011 http://bit.ly/uZDYoZ Repórter Brasil TV Brasil 15/11/2011 http://bit.ly/uCwIPQ Balanço Geral TVB / Record 24/11/2011 http://bit.ly/Qyalem Rural Revista Canal Rural 04/12/2011 http://bit.ly/Ogtof8 Antena Paulista Rede Globo 10/01/2012 http://glo.bo/O6xMul Mais Cidadão TVB / Record 21/01/2012 http://bit.ly/NywZX2 Repórter ECO TV Cultura 29/01/2012 http://bit.ly/NnkGPg RF Ecologia TV Rede Família 27/03/2012 http://bit.ly/NJxQmd O jardineiro casual VEJA Outubro 2012 http://bit.ly/SLdBnX VEÍCULOS IMPRESSOS Veículo Localidade Data Jornal Correio Popular Campinas (SP) 07/6/2011 Revista Metrópole Campinas (SP) 30/10/2011 Jornal o Estado de São Paulo Nacional 02/11/2011 Jornal O Liberal Americana (SP) 16/11/2011 Jornal Correio Popular Campinas (SP) 16/12/2011 Jornal Destak Campinas (SP) 22/11/2011 Revista Globo Rural Nacional 05/12/2011 Revista Natureza Nacional 10/12/2011 Jornal Metro Campinas (SP) 30/01/2012 Revista de bordo GOL Nacional 05/04/2012 Jornal O Liberal Americana (SP) 24/05/2012 Revista TUDO UP! Americana (SP) 10/05/2012 Jornal de Piracicaba Piracicaba (SP) 19/07/2012 Revista Residenz Rio Claro (SP) 10/08/2012 Revista CEMARA Americana (SP) 20/09/2012 Revista Referência Americana (SP) 15/11/2012 Fonte: Jardim Botânico Plantarum
  27. 27. 27 3.2 - ATENDIMENTO AO PÚBLICO 3.2.1 - VISITAÇÃO Em 2012 o sistema de visitação compreendia as seguintes modalidades: VISITA AUTÔNOMA – 4ª-feira a domingo, de 9 às 17h. Ideal para os visitantes que desejam criar seu próprio roteiro e explorar o jardim com o auxílio do guia impresso de visitação e das placas interpretativas. Para ingresso nesta modalidade cada visitante faz uma doação ao JBP no valor de R$ 20,00 (vinte reais), concedida meia-entrada nos seguintes casos: - Estudante menor de 18 anos; Estudante maior de 18 anos com documentação que comprove estar matriculado; Pessoa com mais de 60 anos, com documentação que comprove sua idade e; Professores que comprovem o exercício atual da profissão. VISITA GUIADA - 4ª-feira a domingo. Trilha interpretativa, guiada, ao ar livre, com duração média de duas horas. Destinadas a grupos interessados em abordagens mais aprofundadas sobre os projetos desenvolvidos pelo JBP. Cada grupo de até 15 pessoas faz uma doação no valor de R$ 450,00 (quatrocentos e cinquenta reais). VISITAS ESCOLARES - trilha interpretativa, guiada, ao ar livre, realizadas as quintas e sextas-feiras de 9 às 11h ou de 14 às 16h. A mediação de conhecimentos enfatiza a diversidade vegetal e a importância de sua conservação. São utilizados como instrumentos didáticos o acervo botânico, as estruturas técnicas e tecnologias destinadas ao desenvolvimento dos projetos pela instituição. A linguagem utilizada, assim como a abordagem de cada tema, depende da idade, conhecimento prévio dos alunos e do projeto escolar que motivou a visita. Valor por aluno: R$ 10,00 (escola pública) e R$ 20,00 (escola privada). A Tabela 2 apresenta o índice de visitação mensal alcançado em 2012 e a Tabela 3 exibe a Curva de visitação obtida no mesmo ano.
  28. 28. 28 Tabela 2- Índice de visitação mensal 2012. Meses Autônoma Inteira Meia estudante Meia professor Meia idoso Escola privada Escola pública Visita guiada Total mensal Janeiro 231 135 29 132 0 0 0 527 Fevereiro 274 77 18 102 0 0 0 471 Março 187 97 27 138 0 0 86 535 Abril 142 75 17 51 0 0 182 467 Maio 135 62 22 52 46 53 15 385 Junho 205 78 21 73 134 28 4 543 Julho 266 204 30 129 0 0 0 629 Agosto 190 109 34 101 238 168 0 840 Setembro 202 115 28 58 0 0 30 433 Outubro 137 126 15 106 31 53 0 468 Novembro 157 151 38 126 18 182 27 699 Dezembro 65 58 23 38 0 0 24 208 Subtotal 2191 1287 302 1106 467 484 368 Total 6205 Fonte: Jardim Botânico Plantarum Pode-se concluir que os meses de janeiro, fevereiro, maio, setembro e dezembro apresentaram os menores índices de visitação, possivelmente por se tratar de períodos de férias e avaliações escolares, porém tal hipótese somente poderá ser validada a partir da análise da série histórica de tais dados, o que pode ocorrer posteriormente a este trabalho. Gráfico 1 - Curva de visitação 2012 Fonte: Jardim Botânico Plantarum
  29. 29. 29 Os Gráficos 2 e 3, construídos a partir da análise das planilhas de agendamento, mostram as principais cidades de origem dos grupos participantes das vistas guiadas, bem como os tipos de instituições atendidas. Gráfico 2 - Procedência de vistas guiadas Fonte: Jardim Botânico Plantarum Gráfico 3 - Instituições atendidas em 2012 Fonte: Jardim Botânico Plantarum
  30. 30. 30 A Tabela 3 apresenta o número de participantes dos cursos realizados em 2012 pela instituição. Tabela 3 - Cursos realizados e número de participantes Curso Data Participantes 1ª Jornada de Paisagismo 19/05/2012 192 1º Seminário Árvores Brasileiras 22/09/2012 174 1º Simpósio de Palmeiras 10/11/2012 133 Fonte: Jardim Botânico Plantarum Tais cursos tiveram duração de um dia inteiro e foram realizados no Centro de Eventos do JBP, cuja capacidade é de 200 pessoas. Cada um dos cursos teve quatro palestrantes expoentes na área temática do conhecimento abordado. A inscrição em cada curso teve o custo médio de R$ 210,00 por pessoa e incluía a participação nas palestras, acesso à área de visitação do jardim, almoço e certificado. A divulgação dos cursos era iniciada em média dois meses antes da data de sua realização. Notou-se intensa participação de estudantes e profissionais de todas as regiões do Brasil, mas principalmente do Sudeste. Aproximadamente 15% das pessoas inscritas participaram de mais de um curso. Também foi expressiva a participação de funcionários de órgãos governamentais, principalmente das secretarias de meio ambiente e do setor de educação ambiental dos municípios do entorno de Nova Odessa. O 1º Curso de pintura botânica a aquarela foi realizado pela artista plástica Margherita Leoni, em setembro, no Centro Cultural Vera Luzia Samartin Lorenzi, Durante os finais de semana setembro, a programação do Festival da Primavera ofereceu diversas atividades lúdico-didáticas aos frequentadores do jardim, como apresentações artísticas, exposições de flores, minicursos e oficinas dedicadas às crianças.
  31. 31. 31 3.2.2 - ATIVIDADES EXTERNAS Em 2012 o JBP foi representado nas seguintes atividades externas: - Apoio à organização de temas para realização da Feira Cultural nas seguintes instituições de ensino: Colégio Objetivo de Nova Odessa, Escola Mundo Encantado, de Santa Bárbara d’Oeste e Colégio Anglo Cezanne, de Americana. - Participação no 1º Encontro de educadores ambientais, promovido pela Associação Barco Escola da Natureza, em Americana (SP). - Apresentação de palestra na VII Reunião da Rede Paulista de Jardins Botânicos - Jundiaí (SP). - Participação no 63º Congresso Nacional de Botânica, em Joinville (SC). - Participação na 19ª Reunião Anual do Instituto de Botânica de São Paulo. - Inauguração do projeto de arborização do canteiro central da Avenida Brasil – Nova Odessa – SP, realizada pela entidade desde 2007, com o plantio e manutenção de um bosque heterogêneo constituído por exemplares arbóreos de 120 espécies nativas do Brasil. - Adoção da implantação do jardim e manutenção da Praça de Lazer Vera Luzia Samartin Lorenzi, com área de sete mil m2 , situada no bairro Jardim Marajoara - Nova Odessa (SP). - Comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente com palestra e plantio de árvores nativas na Escola Municipal de Educação Infantil Vereador Osvaldo Luiz da Silva, Nova Odessa (SP). - Doação de mudas de árvores aos grupos de alunos participantes das visitas escolares, para seu plantio nas escolas, totalizando 47 árvores, de 15 espécies nativas do Brasil.
  32. 32. 32 3.3 - OPINIÕES DE VISITANTES A seguir são apresentados alguns dos principais aspectos relacionados à visitação ao jardim, expressos anônima e espontaneamente por seus visitantes, durante pesquisa realizada pela equipe do JBP, em 2012: Número de participantes da pesquisa: 80 pessoas. Gênero: 42 homens + 38 mulheres. 1 - Utilizou o site da instituição para obter informações? Sim 67 / Não 13. 2 - Tem conhecimento que o JBP é uma associação e não um órgão público? Sim 61 / Não 12 / Não responderam 07. 3 - Já visitou outro jardim botânico? Sim 58 / Não 32. 4 - Em sua opinião qual o principal benefício proporcionado pelo JBP? Educação ambiental: 39 Conhecimento: 18 Lazer: 12 Contato com a Natureza: 08 Paz: 01 Cultura: 01 Ar limpo: 01 5 - De maneira geral como avalia sua experiência no JBP? Excelente: 62 Ótima: 11 Boa: 02 Regular: 03 Ruim: 02
  33. 33. 33 3.4 - ASPECTOS LIMITANTES No Brasil, por enquanto, o hábito de pagar ingresso para apreciar e aprender entre as plantas é uma prática incomum, diferentemente dos países anglo-saxônicos, nos quais é notável a cultura de visitar os jardins botânicos, principalmente durante a primavera, com temperaturas mais amenas e profusão de maciços floríferos. Considerando que no Brasil a maioria dos jardins botânicos brasileiros é instituição de caráter governamental, dotada de verbas públicas para seu funcionamento, o que possibilita às tais instituições não cobrar ou cobrar taxas irrisórias para visitação. Em razão de o JBP dispor de limitados recursos financeiros em seu orçamento ficam prejudicados os investimentos em propaganda. Contudo, em 2012 foram estabelecidas parcerias com agências de turismo regionais de pequeno e médio porte, visando operacionalizar o roteiro de estudos do meio junto às instituições de ensino de Nova Odessa e dos municípios vizinhos. Comumente a demanda financeira inviabiliza a realização de diversas atividades educacionais extracurriculares. Por esta razão a cobrança pelo ingresso pode ser considerada o principal empecilho à abrangência inicial do programa de educação ambiental do JBP, em 2012, no qual houve relativamente baixo índice de visitas escolares provenientes da rede pública municipal de ensino de Nova Odessa, totalizando 250 alunos (dos 4000 matriculados no município durante o referido ano letivo). De acordo com o relato de José de Assis Grilo, Diretor Municipal de Educação à época: “Não havia dotação orçamentária para custear a taxa de visitação dos alunos do município, por isso as escolas visitantes tiveram de arcar com as despesas da vista, com recursos próprios ou mediante contribuição financeiros dos pais e responsáveis dos alunos”. (Informação verbal).
  34. 34. 34 Visando contemplar a todos os alunos da Rede Pública de Nova Odessa a equipe do Jardim Botânico Plantarum submeteu o Projeto Sementes de Conhecimento a dois Editais, realizados em 2012 pelo Instituto Carlyle Brasil e pela empresa OI, não sendo contemplado em ambos. Nesse sentido merece atenção o fato do JBP não possuir em 2012 o reconhecimento como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, inviabilizando sua participação nos Editais proclamados por órgãos públicos. Tal limitação jurídica também amplia de forma abismal a dificuldade de captar patrocínio a projetos educacionais com recursos oriundos da iniciativa privada, que não sejam amparados por deduções fiscais / tributárias. Cabe ressaltar que: “O reconhecimento da importância da missão dos jardins botânicos por parte de instituições governamentais, não governamentais e privadas é fundamental para a formação das parcerias que auxiliarão na geração do conhecimento sobre a flora brasileira. Ao trabalharem em rede – a RBJB – os jardins botânicos demonstram estar imbuídos da necessidade de agir localmente em busca de soluções globais para problemas que afetam a conservação dos recursos vegetais vitais ao planeta”. (PEREIRA & COSTA, 2010, p.25). De acordo com Harri Lorenzi, Diretor do JBP: “Até 2011 o Instituto Plantarum de Estudos da Flora foi a principal empresa mantenedora do Jardim Botânico Plantarum. O JBP jamais recebeu verba pública e desde sua idealização se buscou atender à legislação pertinente, contribuindo rigorosamente com os impostos, taxas e alvarás, além de cumprir as exigências documentais para sua atuação idônea perante todas as instâncias que regem seu funcionamento”. (Informação verbal).
  35. 35. 35 Presume-se que no decorrer de seu funcionamento a imagem da instituição e de seus parceiros seja cada vez mais colaborativa para ampliação de seu público e que possibilite ampliar seu espectro de atuação educacional. Dentre as ações estratégicas adotadas ao fim de 2012 voltadas à captação de novas parceiras, para seu o desenvolvimento durante 2013, destacam-se: - Abertura da sede à realização de eventos sociais e empresariais de terceiros; - Criação e envio de folder institucional às instituições de ensino da região; - Elaboração de um calendário mais abrangente de atividades educacionais; - Empreendimento de campanhas publicitárias em revistas regionais; - Elaboração e veiculação digital de um vídeo institucional apresentado por Regina Casé, produzido pela Pindorama Filmes, hospedado em http://bit.ly/1gvPwQX e disponível na seção Apoio Didático do portal JBP.
  36. 36. 36 CONCLUSÃO Na opinião do autor o presente trabalho monográfico serviu como oportunidade ímpar de aprofundar os conhecimentos teóricos apreendidos durante o curso, mediante a imersão nas práticas em educação ambiental voltadas à conservação do patrimônio florístico brasileiro, realizadas no Jardim Botânico Plantarum. Por estar situado em região de vocação explicitamente industrial, na qual os recursos naturais se encontram em processo de franco declínio, a instituição representa um valioso instrumento educacional que deve ser mais amplamente popularizado entre a população e educadores (as) da região, bem como deve ser mais prestigiado pelo governo e empresariado local. Em decorrência de o estudo haver sido realizado com foco no primeiro ano completo de funcionamento do Programa de Educação Ambiental da entidade, se faz oportuno destacar o valor do pioneirismo da iniciativa, bem como realçar a importância de se registrar, detalhar e analisar o desempenho institucional, a fim de se identificar seus pontos positivos e negativos, possibilitando dessa maneira a correção de sua trajetória. Como não há fórmula única e ideal que seja adequada a todas as situações em que é requerida a avaliação de programas de educação ambiental, toda iniciativa nesse sentido pode colaborar para transferência de conhecimentos, os quais podem ser úteis inclusive, para tomada de decisões voltadas à implantação de futuros Jardins Botânicos e demais áreas verdes de uso público. Espera-se que o presente trabalho estimule e subsidie a realização de estudos complementares, nos quais seja possível elucidar algumas das questões aqui não exploradas, tais como: a continuidade do Programa de Educação Ambiental da entidade; as formas de apropriação e percepção do Programa por alunos e professores da Rede Formal de Ensino e; estratégias de captação de recursos financeiros para integrar a Rede Pública de Ensino.
  37. 37. 37 BIBLIOGRAFIA BAILEY, J.E.M., Hilton-Taylor, C. & Stuart, S.N. (eds.). 2004 IUCN Red List of threatened species: a global species assessment. Gland: IUCN Publications Services Unit. 2004. BGCI - Botanic Gardens Conservation International. Convention on Biological Diversity - CBD. 2012. Global Strategy for Plant Conservation: 2011-2020. Richmond. BRASIL. Lei nº. 9795, de 27 de abril de 1999: dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 1999. _____. DOU. Diário Oficial da União. 1º de março de 2012, seção 3 – pg. 123. Imprensa Oficial. Brasília. CAPRA, Fritjof. A Teia da Vida – Uma nova compreensão científica sobre os sistemas vivos. 1996. Ed. Cultrix, São Paulo. 255 p. FREIRE, P. A educação na cidade. 6 ed. São Paulo: Cortez, 2005. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. COORDENADORIA DE PLANEJAMENTO AMBIENTAL ESTRATÉGICO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos Socioambientais. São Paulo: SMA/CPLEA, 2005. OLIVEIRA, Maria Esther de Araújo ; CARVALHO, Vilson Sérgio. Módulo VIII. Disciplina: Didática aplicada à educação ambiental. Curso de Pós Graduação em Educação Ambiental a Distância. Rio de Janeiro: UCAM/AVM, [s.d.]. 254p. PEREIRA, T. S. ; COSTA, M. L. M. N. da. Os Jardins Botânicos brasileiros: desafios e potencialidades. Cienc. Cult. [online]. 2010, vol.62, n.1, pp. 23-25. ISSN 2317-6660. PIMM, S.L.; Russell, G.J.; Gittleman, J.L. & Brooks, T.M. 1995. The future of biodiversity. Science 269(5222): 347-350. TOMAZELLO, M. G. C. ; FERREIRA, T. R. C. 2001. Educação Ambiental: que critérios adotar para avaliar a adequação pedagógica de seus projetos? Ciência & Educação, v. 7, n. 2, p. 199-207.
  38. 38. 38 WEBGRAFIA BARBOSA, L. M. coord. Manual para recuperação de áreas degradadas do Estado de São Paulo: Matas Ciliares do Interior Paulista. São Paulo: Instituto de Botânica, 2006. Disponível em <http://bit.ly/1eFnNvN>. data de acesso: 29/11/13. BOFF, Leonardo. O antropoceno: uma nova era geológica. 2011. Disponível em <http://www.leonardoboff.com/site/lboff.htm>. data de acesso: 26/02/14. BOFF, Leonardo; HATHWAY, Mark. Uma revolução ainda por fazer. 2011. Disponível em <http://www.leonardoboff.com/site/lboff.htm>. data de acesso: 26/02/14. CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente - Resolução Nº 339 de 25/09/2003. Dispõe sobre a criação, normatização e o funcionamento dos jardins botânicos, e dá outras providências. Disponível em < http://bit.ly/1f4OPdT>. data de acesso: 07/02/14. DIAS, Genebaldo Freire. Disponível em <HTTP://genebaldo.com.br>. data de acesso: 26/02/14. IUCN - International Union for Conservation of Nature. 2013. The IUCN Red List of threatened species. Disponível em <http://www.iucnredlist.org>. data de acesso: 03/11/13. JBP - JARDIM BOTÂNICO PLANTARUM. <URL: http://www.plantarum.org.br>. data de acesso: 25/10/13. MINHA CASA MEU JARDIM, 2011. Jardim Botânico Plantarum apresenta exposição Árvores Brasileiras Raras e Notáveis. Disponível em <http://www.floraldesign.com.br/mostra2011/det_amb.asp?id=11&titulo=09%20 -%20%C1rvores%20brasileiras%20raras%20e%20not%E1veis>. data de acesso: 26/01/14. MMA - Ministério do Meio Ambiente do Brasil. 2014. Conservação in situ, ex situ e on farm. Disponível em < http://bit.ly/1f4MCz0 >. data de acesso: 07/02/14. MONTEIRO, J. A. V. Projeto Político Pedagógico do Jardim Botânico Plantarum. Disponível em <URL: http://bit.ly/18TAy4d>. data de acesso: 25/10/13. O CAMPEÃO, Jornal. Edição 137, Nova Odessa - SP. Disponível em < http://bit.ly/1hfgtt2>. data de acesso: 08/01/14. PORVIR. Nelson Mandela, um advogado da educação. Disponível em <http://bit.ly/1cCQ9H3>. data de acesso: 26/02/14.
  39. 39. 39 RBJB - Rede Brasileira de Jardins Botânicos. 2014. Disponível em < http://www.rbjb.org.br>. data de acesso: 07/02/14. SMITH, M. K. (2001). ‘What is non-formal education?’, the encyclopaedia of informal education. Disponível em < http://bit.ly/1mHanql>. data de acesso: 10/01/14. STOFFEL, Inácio. O que é avaliação de desempenho? Disponível em < http://bit.ly/1fGsgA3>. data de acesso: 25/10/13.
  40. 40. 40 ANEXO 1 Imagens do Jardim Botânico Plantarum Centro administrativo Vista panorâmica do jardim Lago da Ninfa
  41. 41. 41 Largo das Flores Vista panorâmica do lago principal Largo das Flores
  42. 42. 42 Vista aérea do JBP Largo das Flores
  43. 43. 43 afia > Envio Título da Monografia Protocolo Imprimir A EDUCAÇÃO AMBIENTAL DESENVOLVIDA NO JARDIM BOTÂNICO PLANTARUM EM 2012 20140422115655 Verifique periodicamente a orientação do professor no link Envio de Monografia. Lá você poderá enviar mensagens ao professor quanto as suas dúvidas. POSTADA EM 22 DE ABRIL 12H

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