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Opinião
AMBIENTE E ENERGIAS RENOVÁVEIS
O Acordo de Paris
A modificação da estrutura química da atmosfera começou há 260 anos com a máquina a vapor.
E agora, em 2015, começamos a sentir os primeiros efeitos.
Podemos ter uma geração que só colhe os benefícios e outra que só colhe os prejuízos.
								
Viriato Soromenho-Marques
Texto_Jorge Moreira [Ambientalista]
e nas estruturas edificadas. Os agentes
políticos foram sensibilizados para os
eventuais cenários desastrosos, caso
nada seja feito para minorar o problema,
nomeadamente a subida do nível da mar e
o desaparecimento dos estados insulares,
a seca prolongada e a escassez de água
e alimento, as tempestades devastado-
ras que ameaçam povoados inteiros, o
No final do ano transato, assistimos em
Paris a um envolvimento global em torno
da mitigação das causas e adaptação às
alterações climáticas. Trata-se do culminar
de um longo processo de investigação e
divulgação pública das evidências cientí-
ficas sobre a interferência antropogénica
prejudicial sobre o sistema climático e os
consequentes impactes na vida na Terra
surgimento de pandemias, etc. Cenários
cada vez mais reais, como a constatação
efetiva de eventos meteorológicos extre-
mos, que aparecem com maior frequência
em locais anteriormente improváveis.
Nesta cimeira, organizada pelas Nações
Unidas, intitulada de COP 21, estiveram
envolvidos ao mais alto nível, 195 países, a
União Europeia, 10.000 delegados, 14.000
O Instalador Jan' Fev'16 www.oinstalador.com 69
Opinião
AMBIENTE E ENERGIAS RENOVÁVEIS
florestal a mais realista. Paralelamente será
criado um fundo global de 100 mil milhões
de dólares por ano, financiado a partir de
2020 pelos países mais ricos, para ajudar
os mais pobres, na persecução das metas
globais.
À partida, este acordo parecia ser po-
sitivo – um acordo global que limitaria o
aquecimento global em 1,5°C – mas na
verdade, ele não impõe metas de redução
de emissões, como existia no Protocolo de
Quioto, deixando a cada Estado, a tarefa
voluntária de indicar as suas políticas de
redução. Ora, ao analisarmos a soma
dos dados individuais dos 185 países que
apresentaram propostas, constatamos
um aumento da temperatura global entre
2,7°C e 3,7°C em 2100, e falta contabilizar
países com emissões consideráveis que
ainda não apresentaram propostas. A
manterem-se estes dados, estaremos a
representantes da sociedade civil, mais
de 3.000 jornalistas e muitos ativistas am-
bientais, que não foram em maior número,
devido à proibição do governo francês,
face aos atentados recentes em Paris.
Depois dos fracassos das cimeiras ante-
riores, Paris era a esperança do mundo. A
pressão sobre os negociadores foi alta e,
depois de uma longa e complexa maratona
negocial, a cimeira congratulou-se com um
acordo final, que consiste em realizar os
esforços necessários para limitar em 1,5ºC
o aumento da temperatura média global,
relativamente ao período pré-industrial e
nunca ultrapassar os 2°C, até ao final do
século. Estas metas não conseguem evitar
os problemas que já se verificam, com um
aumento da temperatura média atual, de
cerca de 1°C. Também por esse motivo,
foram proferidas medidas complementares
de adaptação climática, sendo a gestão
caminhar para a catástrofe climática, e o
acordo histórico de Paris, não será lem-
brado como o início de um novo ciclo, mas
como a oportunidade perdida. A agravar
a situação temos, por um lado, a entrada
em vigor tardia deste acordo, agendada
só para 2020, o que originará ainda um
aumento exponencial das emissões até
essa data. Por outro lado, esquecem do
efeito cumulativo que o CO2 proporciona.
Mesmo que parássemos imediatamente
todas as emissões, sem uma captura brutal
e imediata desse gás, será difícil evitar as
consequências calamitosas que alguns
investigadores mencionam. De qualquer
forma, é imperativo deixar os combustíveis
fósseis no solo, em vez de continuarmos
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nossas atividades energéticas e industriais,
tal como disse recentemente Leonardo
DiCaprio, no Fórum Económico Mundial
em Davos: “o nosso planeta não pode ser
70 O Instalador Jan' Fev'16 www.oinstalador.com
Opinião
AMBIENTE E ENERGIAS RENOVÁVEIS
salvo, a menos que deixemos os combus-
tíveis fósseis no solo onde pertencem” e
“não podemos simplesmente dar-nos ao
luxo de permitir que a ganância corporativa
das indústrias do carvão, petróleo e gás
determine o futuro da humanidade. Essas
entidades com interesse financeiro em
preservar este sistema destrutivo, negaram
e até encobriram a evidência das nossas
alterações climáticas. Já chega. (…) A his-
tória irá colocar a culpa desta devastação
em cheio nos pés deles". Curiosamente,
o acordo nada diz sobre este assunto. Da
mesma forma, a perpetuação do sistema
económico atual, que é a base do proble-
ma, dificilmente trará resultados considerá-
veis. A ganância, a corrupção, a exploração
e o domínio são os novos cavaleiros do
apocalipse, que tomaram de assalto a eco-
nomia e alimentam-se do fluxo consumista
e financeiro contemporâneo. Os agentes
económicos não se identificam com o
problema e olham para os novos mercados
descarbonizados e do carbono, como
mais uma oportunidade de lucro e com a
mesma paranoia de crescimento infinito,
que implica desigualdade e depredação da
natureza. Não podemos confiar nos mer-
cados, nem deixar que eles comandem a
política. Os mercados irão arranjar sempre
maneira de contornar o desejável e Paris
não se mostrou recetivo à mudança para
uma verdadeira economia verde, cuidada,
solidária, justa e inclusiva, nem à regulação
dos mercados para estarem ao serviço das
pessoas e em consonância com a vida no
planeta. O acordo não prevê o corte com-
pleto das emissões de gases com efeito de
estufa. Os países podem continuar com
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fósseis, desde que arranjem uma solução
técnica de captura e armazenamento de
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Mas será que alguma vez a tecnologia irá
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tra a (sua) Natureza? Não será mais uma
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das causas da crise ambiental. Como diz
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entrevista que deu ao jornal Público: “uma
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tecnocientífica é o falhanço entre expecta-
tivas e resultados”.
O Nobel da paz (como membro do IPCC),
o climatologista e glaciologista Jean Jou-
zel, considerou o acordo de Paris pouco
ambicioso. O ex-presidente da NASA,
James Hanssen, que é um dos maiores
cientistas das alterações climáticas, fala
O Instalador Jan' Fev'16 www.oinstalador.com 71
Opinião
AMBIENTE E ENERGIAS RENOVÁVEIS
mesmo em “fraude”. Talvez ambos tenham
razão. O acordo não traduz a urgência,
nem a magnitude do problema. Não apela
à mudança do paradigma económico, nem
à alteração do modo de vida das pessoas.
Centra-se na emissão de gases com efeito
de estufa, originários da queima de com-
bustíveis fósseis, mas não refere atividades
altamente nocivas, como a pecuária, que
emite até 51% de gases com efeito de
estufa. Bastava uma mudança na dieta
das pessoas, para diminuirmos a pegada
do carbono. Percebe-se a desilusão dos
ativistas. Contudo, podemos salientar
alguns aspetos positivos que saíram de
Paris. Pela primeira vez foi conseguido um
acordo que envolveu praticamente todos
os líderes, na esperança de salvar o pla-
neta. Por esse motivo, o acordo é histórico.
Depois foi a inclusão de um mecanismo
para a revisão das emissões, a realizar-se
de cinco em cinco anos, que poderá,
eventualmente, ajudar a corrigir alguns
desvios mais graves. Fazemos votos para
que o acordo se renove nestas revisões e
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Provavelmente, será aqui que ainda mora
alguma esperança provinda de Paris.
O acordo que será assinado simbolicamen-
te a 22 de Abril de 2016, precisamente no
dia da Terra, traz pouca mudança. Salvar o
mundo com os mesmos estilos de vida e
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colocaram perante o abismo é uma ilusão.
Viriato diz-nos que, “para alcançar a sus-
tentabilidade, é preciso reinventar a utopia
clássica, pôr a tónica na ética e na política,
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resolver com a próxima invenção tecnoló-
gica”. Assim, é necessário colocar a ética a
comandar as decisões políticas, especial-
mente aquelas que lidam com o bem-estar
das populações. Acima de tudo, deverá ser
uma ética ecocêntrica, que inclua o respei-
to e o cuidado pela vida geral e os sistemas
que a suportam na Terra. Nesta perspetiva,
independentemente das decisões políticas
tomadas pelos nossos governantes, que
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terações climáticas, cada um de nós pode
erguer a bandeira da mudança necessária,
sendo mais responsável nas ações e nas
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no ambiente. Um sistema económico
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Acordo Paris limita aquecimento 1,5°C mas não é ambicioso

  • 1. 68 O Instalador Jan' Fev'16 www.oinstalador.com Opinião AMBIENTE E ENERGIAS RENOVÁVEIS O Acordo de Paris A modificação da estrutura química da atmosfera começou há 260 anos com a máquina a vapor. E agora, em 2015, começamos a sentir os primeiros efeitos. Podemos ter uma geração que só colhe os benefícios e outra que só colhe os prejuízos. Viriato Soromenho-Marques Texto_Jorge Moreira [Ambientalista] e nas estruturas edificadas. Os agentes políticos foram sensibilizados para os eventuais cenários desastrosos, caso nada seja feito para minorar o problema, nomeadamente a subida do nível da mar e o desaparecimento dos estados insulares, a seca prolongada e a escassez de água e alimento, as tempestades devastado- ras que ameaçam povoados inteiros, o No final do ano transato, assistimos em Paris a um envolvimento global em torno da mitigação das causas e adaptação às alterações climáticas. Trata-se do culminar de um longo processo de investigação e divulgação pública das evidências cientí- ficas sobre a interferência antropogénica prejudicial sobre o sistema climático e os consequentes impactes na vida na Terra surgimento de pandemias, etc. Cenários cada vez mais reais, como a constatação efetiva de eventos meteorológicos extre- mos, que aparecem com maior frequência em locais anteriormente improváveis. Nesta cimeira, organizada pelas Nações Unidas, intitulada de COP 21, estiveram envolvidos ao mais alto nível, 195 países, a União Europeia, 10.000 delegados, 14.000
  • 2. O Instalador Jan' Fev'16 www.oinstalador.com 69 Opinião AMBIENTE E ENERGIAS RENOVÁVEIS florestal a mais realista. Paralelamente será criado um fundo global de 100 mil milhões de dólares por ano, financiado a partir de 2020 pelos países mais ricos, para ajudar os mais pobres, na persecução das metas globais. À partida, este acordo parecia ser po- sitivo – um acordo global que limitaria o aquecimento global em 1,5°C – mas na verdade, ele não impõe metas de redução de emissões, como existia no Protocolo de Quioto, deixando a cada Estado, a tarefa voluntária de indicar as suas políticas de redução. Ora, ao analisarmos a soma dos dados individuais dos 185 países que apresentaram propostas, constatamos um aumento da temperatura global entre 2,7°C e 3,7°C em 2100, e falta contabilizar países com emissões consideráveis que ainda não apresentaram propostas. A manterem-se estes dados, estaremos a representantes da sociedade civil, mais de 3.000 jornalistas e muitos ativistas am- bientais, que não foram em maior número, devido à proibição do governo francês, face aos atentados recentes em Paris. Depois dos fracassos das cimeiras ante- riores, Paris era a esperança do mundo. A pressão sobre os negociadores foi alta e, depois de uma longa e complexa maratona negocial, a cimeira congratulou-se com um acordo final, que consiste em realizar os esforços necessários para limitar em 1,5ºC o aumento da temperatura média global, relativamente ao período pré-industrial e nunca ultrapassar os 2°C, até ao final do século. Estas metas não conseguem evitar os problemas que já se verificam, com um aumento da temperatura média atual, de cerca de 1°C. Também por esse motivo, foram proferidas medidas complementares de adaptação climática, sendo a gestão caminhar para a catástrofe climática, e o acordo histórico de Paris, não será lem- brado como o início de um novo ciclo, mas como a oportunidade perdida. A agravar a situação temos, por um lado, a entrada em vigor tardia deste acordo, agendada só para 2020, o que originará ainda um aumento exponencial das emissões até essa data. Por outro lado, esquecem do efeito cumulativo que o CO2 proporciona. Mesmo que parássemos imediatamente todas as emissões, sem uma captura brutal e imediata desse gás, será difícil evitar as consequências calamitosas que alguns investigadores mencionam. De qualquer forma, é imperativo deixar os combustíveis fósseis no solo, em vez de continuarmos a perfurar mais fundo e a queimá-los nas nossas atividades energéticas e industriais, tal como disse recentemente Leonardo DiCaprio, no Fórum Económico Mundial em Davos: “o nosso planeta não pode ser
  • 3. 70 O Instalador Jan' Fev'16 www.oinstalador.com Opinião AMBIENTE E ENERGIAS RENOVÁVEIS salvo, a menos que deixemos os combus- tíveis fósseis no solo onde pertencem” e “não podemos simplesmente dar-nos ao luxo de permitir que a ganância corporativa das indústrias do carvão, petróleo e gás determine o futuro da humanidade. Essas entidades com interesse financeiro em preservar este sistema destrutivo, negaram e até encobriram a evidência das nossas alterações climáticas. Já chega. (…) A his- tória irá colocar a culpa desta devastação em cheio nos pés deles". Curiosamente, o acordo nada diz sobre este assunto. Da mesma forma, a perpetuação do sistema económico atual, que é a base do proble- ma, dificilmente trará resultados considerá- veis. A ganância, a corrupção, a exploração e o domínio são os novos cavaleiros do apocalipse, que tomaram de assalto a eco- nomia e alimentam-se do fluxo consumista e financeiro contemporâneo. Os agentes económicos não se identificam com o problema e olham para os novos mercados descarbonizados e do carbono, como mais uma oportunidade de lucro e com a mesma paranoia de crescimento infinito, que implica desigualdade e depredação da natureza. Não podemos confiar nos mer- cados, nem deixar que eles comandem a política. Os mercados irão arranjar sempre maneira de contornar o desejável e Paris não se mostrou recetivo à mudança para uma verdadeira economia verde, cuidada, solidária, justa e inclusiva, nem à regulação dos mercados para estarem ao serviço das pessoas e em consonância com a vida no planeta. O acordo não prevê o corte com- pleto das emissões de gases com efeito de estufa. Os países podem continuar com uma economia baseada nos combustíveis fósseis, desde que arranjem uma solução técnica de captura e armazenamento de carbono, colocando a fé na tecnociência, como panaceia de todos os problemas. Mas será que alguma vez a tecnologia irá resolver o conflito que o Homem criou con- tra a (sua) Natureza? Não será mais uma visão distorcida da realidade? Um autismo antro e egocentrado insaciável? Uma demência possessiva e suicida? Talvez falte ao mundo um psicanalista holístico, que ajude a sarar a alma humana através de uma reflexão profunda e generalizada das causas da crise ambiental. Como diz Viriato Soromenho-Marques, na última entrevista que deu ao jornal Público: “uma das características fundamentais da utopia tecnocientífica é o falhanço entre expecta- tivas e resultados”. O Nobel da paz (como membro do IPCC), o climatologista e glaciologista Jean Jou- zel, considerou o acordo de Paris pouco ambicioso. O ex-presidente da NASA, James Hanssen, que é um dos maiores cientistas das alterações climáticas, fala
  • 4. O Instalador Jan' Fev'16 www.oinstalador.com 71 Opinião AMBIENTE E ENERGIAS RENOVÁVEIS mesmo em “fraude”. Talvez ambos tenham razão. O acordo não traduz a urgência, nem a magnitude do problema. Não apela à mudança do paradigma económico, nem à alteração do modo de vida das pessoas. Centra-se na emissão de gases com efeito de estufa, originários da queima de com- bustíveis fósseis, mas não refere atividades altamente nocivas, como a pecuária, que emite até 51% de gases com efeito de estufa. Bastava uma mudança na dieta das pessoas, para diminuirmos a pegada do carbono. Percebe-se a desilusão dos ativistas. Contudo, podemos salientar alguns aspetos positivos que saíram de Paris. Pela primeira vez foi conseguido um acordo que envolveu praticamente todos os líderes, na esperança de salvar o pla- neta. Por esse motivo, o acordo é histórico. Depois foi a inclusão de um mecanismo para a revisão das emissões, a realizar-se de cinco em cinco anos, que poderá, eventualmente, ajudar a corrigir alguns desvios mais graves. Fazemos votos para que o acordo se renove nestas revisões e que este mecanismo funcione em pleno. Provavelmente, será aqui que ainda mora alguma esperança provinda de Paris. O acordo que será assinado simbolicamen- te a 22 de Abril de 2016, precisamente no dia da Terra, traz pouca mudança. Salvar o mundo com os mesmos estilos de vida e os mesmos modelos económicos que nos colocaram perante o abismo é uma ilusão. Viriato diz-nos que, “para alcançar a sus- tentabilidade, é preciso reinventar a utopia clássica, pôr a tónica na ética e na política, e abandonar a crença de que tudo se vai resolver com a próxima invenção tecnoló- gica”. Assim, é necessário colocar a ética a comandar as decisões políticas, especial- mente aquelas que lidam com o bem-estar das populações. Acima de tudo, deverá ser uma ética ecocêntrica, que inclua o respei- to e o cuidado pela vida geral e os sistemas que a suportam na Terra. Nesta perspetiva, independentemente das decisões políticas tomadas pelos nossos governantes, que estão muitas vezes comprometidas com os maiores promotores das causas das al- terações climáticas, cada um de nós pode erguer a bandeira da mudança necessária, sendo mais responsável nas ações e nas escolhas diárias, tendo especial atenção para com os impactos que estas causam no ambiente. Um sistema económico destrutivo morre se não tiver clientes. Nós podemos alimentar ou destruir o destruidor. Uma coisa é certa, ao alimentarmos o des- truidor, estamos a por em causa o nosso bem-estar e a sobrevivência de milhões de seres nas futuras gerações Paz a todos os seres