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A Crise Grega
Jorge Moreira [Ambientalista]
Muita tinta tem corrido à volta do problema grego. O que
mais me preocupa é a dignidade das pessoas, em
especial os mais desamparados, aqueles que estão a
sofrer na pele devido aos interesses do sistema
financeiro, aos erros de técnicos e à má escolha e
corrupção dos políticos.
A realidade atual mostra uma população empobrecida,
desempregada e com imensa miséria. Quer queiramos
ou não, este problema é muito mais grave do que a
dívida financeira aos credores. Isto não quer dizer que a
Grécia fez tudo bem e que vamos continuar a apoiar as
políticas e as posturas que colocaram os gregos na
situação atual.
Para percebemos melhor o problema, vamos tentar
responder a algumas perguntas através da análise das
notícias:
1. Quem ganha com a crise?
a) "A Alemanha está a ganhar qualquer coisa como 41 mil milhões de euros com a crise europeia graças à
redução dos juros que lhe são cobrados." As conclusões são da revista alemã "Der Spiegel"
Ver notícia completa em:
http://www.ionline.pt/361587?fb_action_ids=633022240167450&fb_action_types=og.likes
2. Quem causou a crise e porquê mais austeridade?
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Parlamento Europeu afirmou ainda que as "pessoas estão a pagar uma crise que não causaram"
Ver mais em:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4435984
b) "Philippe Legrain, conselheiro económico independente de Durão Barroso até fevereiro deste ano, diz em entrevista
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bancário dominou os Governos dos países e as instituições da zona euro", por isso, diz, "quando a crise financeira
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Ver mais em:
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c) "Bancos receberam 1,3 biliões de euros de "auxílio" estatal não-escrito desde que a crise começou"
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3. Para onde foi o dinheiro que a Grécia recebeu?
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tvi24&utm_source=facebook&utm_medium=social
4. Onde está a democracia?
a) "A alergia a um referendo sobre a austeridade, revela o verdadeiro rosto da atual eurocracia. As leis
fundamentais da União Europeia e da Zona Euro (ZE) são hoje dois tratados intergovernamentais, entrados em vigor
no dia 1 de Janeiro de 2013: o Tratado Orçamental, e o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE). A relação entre
ambos faz da democracia uma paródia sinistra"
Viriato Soromenho-Marques
Ver mais em:
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=4650160
b) "Comecemos pelos problemas de democracia na UE. É chocante ver, mais uma vez nesta crise, o grau em
que autoridades não eleitas (desde as mais tecnocráticas, como o FMI e o BCE, até às mais políticas, como a
Comissão Europeia), ou seja, sem legitimidade democrática, pretendem determinar as condições de
governação dos governos nacionais, esses sim com legitimidade democrática resultante do voto popular.
Entre parêntesis, e para os mais incautos, esclareça-se que também o executivo da UE não é eleito popularmente, nem
sequer de forma indireta (...)."
Ver mais em:
http://www.publico.pt/mundo/noticia/o-novo-prometeu-agrilhoado-ou-a-tragedia-europeia-na-grecia-1700606
5. As políticas a troika são adequadas?
a) "Os mesmos que falharam redondamente em prever os estragos que a austeridade causou – vejam o
gráfico, que compara as previsões no memorando de 2010 com a realidade – estão agora a dar lições aos outros
sobre crescimento? Mais ainda, as preocupações sobre crescimento estão todas do lado da oferta, numa economia
a funcionar pelo menos 20% abaixo da sua capacidade."
In: “O FMI está a gozar connosco?”, pergunta Paul Krugman
Ver mais em:
http://www.infogrecia.net/2015/06/o-fmi-esta-a-gozar-connosco-pergunta-paul-krugman
b) "O atual presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, admitiu ontem que a troika "pecou
contra a dignidade" dos gregos, dos portugueses e dos irlandeses, reiterando que é preciso rever o
funcionamento deste trio de instituições quando for o momento apropriado."
Ver notícia em:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4408162
c) "Segundo as fontes do FT, Poul Thomsen (FMI) referiu a necessidade de proceder a uma reestruturação
de dívida e se a reestruturação de dívida não avançar, o FMI ameaçou os parceiros europeus que iria suspender o
financiamento à Grécia"
Ver mais em:
http://economico.sapo.pt/noticias/fmi-quer-que-credores-europeus-aceitem-reestruturar-a-divida-grega_217535.html
d) "Na hora final, um apelo à sanidade económica e à humanidade.
É errado pedir à Grécia para se comprometer com um programa velho que manifestamente falhou, foi rejeitado pelos
eleitores gregos e que muitos economistas (incluindo nós próprios) acreditam ter sido errado desde o início”, declaram
os economistas"
In: Stiglitz, Piketty e D’Alema encabeçam a lista de 26 economistas de vários países numa carta aberta publicada
Financial Times. O texto intitula-se “Na hora final, um apelo à sanidade económica e à humanidade” e defende um
acordo que ponha termo à austeridade na Grécia.
Mais informação em:
http://www.infogrecia.net/2015/06/economistas-apelam-a-sanidade-economica-da-europa/
https://observatoriogrecia.wordpress.com/2015/06/05/na-hora-final-um-apelo-a-sanidade-economica-e-a-
humanidade/
6. Como é que a Islândia saiu da crise?
a) “O presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimsson, atribui parte do sucesso da recuperação da Islândia ao facto
de o país não ter dado ouvidos aos organismos internacionais, especialmente a Comissão Europeia, que
recomendavam a aplicação de medidas de austeridade.”
Ver notícia em:
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/islandia_saiu_da_crise_porque_nao_deu_ouvidos_a_ue_e_recusou
_a_austeridade.html
b) "A Islândia recusou proteger os credores dos seus bancos, que entraram em falência em 2008 depois
de as suas dívidas terem atingido 10 vezes mais do que a dimensão da economia. A decisão da ilha de se
proteger de uma fuga de capitais, restringindo a circulação da moeda, permitiu ao Governo repelir um ataque
especulativo, estancando a hemorragia da economia. Isso ajudou as autoridades a concentrarem-se no apoio
às famílias e às empresas."O facto de a Islândia ter conseguido preservar um sistema de Estado social mesmo tendo
de proceder a uma consolidação orçamental bastante considerável é uma das maiores conquistas do programa e do
Governo da Islândia", afirmou Zakharova."
Ler notícia completa em:
http://www.publico.pt/economia/noticia/para-o-fmi-o-resgate-ao-estilo-islandes-e-uma-licao-a-reter-em-tempos-de-
crise-1559284
7. Qual o impacto da austeridade na Grécia?
a) Cinco números da crise e da austeridade na Grécia:
 25% de queda do PIB;
 52% dos jovens não têm emprego;
 45% dos aposentados são pobres;
 40% das crianças estão sob a linha de pobreza;
 200 mil funcionários a menos.
Ler artigo completo da BBC em:
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/06/150625_grecia_5_numeros_pai
b) Governo grego combate "crise humanitária"
"O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, anunciou este domingo a criação de um programa de ajuda social aos
que foram mais afetados pela crise no país e a recontratação dos trabalhadores da função pública que foram despedidos.
Na apresentação do programa de Governo, Alexis Tsipras explicou que o plano de ajuda imediata pretende fazer face
a uma "crise humanitária", atribuindo ajuda alimentar e eletricidade gratuitas, assim como acesso aos serviços de saúde
para os que "foram mais castigados pela crise". Tsipras anunciou também que os trabalhadores cujos despedimentos
violaram a lei vão ser recolocados nos postos de trabalho, entre os quais empregadas de limpeza, funcionários de
universidades e seguranças das escolas."
Ler mais em:
http://www.cmjornal.xl.pt/mundo/detalhe/governo_grego_cria_plano_de_ajuda_aos_que_mais_sofreram_com_a_cris
e.html
8. Qual a ética e a solidariedade dos políticos relativamente ao caso?
a) Reuters: "Líderes do euro tentaram bloquear relatório do FMI sobre Grécia"
"Os líderes dos países da zona euro tentaram impedir que o FMI publicasse o relatório desta quinta-feira sobre a dívida
grega, onde conclui que o país precisa de um corte na dívida de pelo menos 30% do PIB
A publicação do relatório do FMI veio reforçar a posição do governo de Alexis Tsipras, que tem insistido na urgência de
se avançar com uma reestruturação da dívida grega, caso contrário nenhum pacote de austeridade será viável - visão
cada vez mais consensual, desde prémios Nobel da Economia, ao governo norte-americano e a várias instituições
internacionais, como o FMI, agora."
Ver notícia em:
http://ionline.pt/400529?source=social
b) França acusa os" países pequenos que fizeram esforços" de bloquearem a Grécia
"O ministro francês das Finanças disse em entrevista que "os mais duros não são os alemães".
Sobre a presumível intransigência de Berlim em relação à posição de Atenas, Michel Sapin afirmou que "os mais duros
não são os alemães, mas os pequenos países que fizeram significativos esforços" [sem nunca referir claramente
Portugal], que têm agora uma situação "melhor" e consideram que a Grécia não pode evitar passar pelo mesmo
processo."
Ler mais em:
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Acho que não vai ser preciso continuar para percebemos o que realmente se passa.
É nas mordomias dos gregos, que
a troika tanto fala, que o Syriza
quer tocar, especialmente no que
toca ao mundo dos mais ricos que
fogem aos impostos e às respon-
sabilidades para com o país.
Reformar o país para um sistema
fiscal mais justo e menos
corrupto, sem colocar em causa o
estado social, apoiando os mais
desfavorecios. Para isso, ele
precisa de implementar medidas
alternativas à troika, que vão
mexer com muitos interesses
instalados na velha e caquética
postura europeia, nomeadamente
no poder dos grupos financeiros,
frios e autistas, que desvalorizam
o povo, a natureza e a demo-
cracia. Isto não quer dizer que o
Sr. Tsipras está a fazer tudo bem
e também não terá os seus
interesses particulares, ofuscados
por uma esquerda mais radical.
Estas questãos fragmentárias de
esquerda ou direita deixam-me
com os cabelos em pé. O mais
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Syriza defender o povo, acho que
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Paz a todos os seres

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A Crise Grega

  • 1. A Crise Grega Jorge Moreira [Ambientalista] Muita tinta tem corrido à volta do problema grego. O que mais me preocupa é a dignidade das pessoas, em especial os mais desamparados, aqueles que estão a sofrer na pele devido aos interesses do sistema financeiro, aos erros de técnicos e à má escolha e corrupção dos políticos. A realidade atual mostra uma população empobrecida, desempregada e com imensa miséria. Quer queiramos ou não, este problema é muito mais grave do que a dívida financeira aos credores. Isto não quer dizer que a Grécia fez tudo bem e que vamos continuar a apoiar as políticas e as posturas que colocaram os gregos na situação atual. Para percebemos melhor o problema, vamos tentar responder a algumas perguntas através da análise das notícias: 1. Quem ganha com a crise? a) "A Alemanha está a ganhar qualquer coisa como 41 mil milhões de euros com a crise europeia graças à redução dos juros que lhe são cobrados." As conclusões são da revista alemã "Der Spiegel" Ver notícia completa em: http://www.ionline.pt/361587?fb_action_ids=633022240167450&fb_action_types=og.likes 2. Quem causou a crise e porquê mais austeridade? a) “Martin Schulz diz que Europa está a pedir sacrifícios às pessoas para salvar bancos - Presidente do Parlamento Europeu afirmou ainda que as "pessoas estão a pagar uma crise que não causaram" Ver mais em: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4435984 b) "Philippe Legrain, conselheiro económico independente de Durão Barroso até fevereiro deste ano, diz em entrevista que as ajudas a Portugal e à Grécia foram pensadas para resgatar os bancos franceses e alemães. "O sector bancário dominou os Governos dos países e as instituições da zona euro", por isso, diz, "quando a crise financeira rebentou, foram todos a correr salvar os bancos, sobretudo franceses e alemães, com condições muito severas para as finanças públicas", diz Legrain, considerando que "foi isso que provocou a crise do euro". Ver mais em: http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=3856276&especial=Revistas%20de%20Imprensa&seccao=TV% 20e%20MEDIA c) "Bancos receberam 1,3 biliões de euros de "auxílio" estatal não-escrito desde que a crise começou" Ver mais em: http://visao.sapo.pt/europa-gastou-um-decimo-da-sua-riqueza-para-salvar-bancos=f766758#ixzz3eiyghIkp 3. Para onde foi o dinheiro que a Grécia recebeu? a) “Apenas uma pequena fração dos 240 mil milhões de euros que fazem parte do resgate total da Grécia encontrou o seu caminho para os cofres do governo” Ver mais em: http://www.tvi24.iol.pt/economia/atenas/para-onde-foi-o-dinheiro-emprestado-a-grecia?utm_campaign=ed- tvi24&utm_source=facebook&utm_medium=social
  • 2. 4. Onde está a democracia? a) "A alergia a um referendo sobre a austeridade, revela o verdadeiro rosto da atual eurocracia. As leis fundamentais da União Europeia e da Zona Euro (ZE) são hoje dois tratados intergovernamentais, entrados em vigor no dia 1 de Janeiro de 2013: o Tratado Orçamental, e o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE). A relação entre ambos faz da democracia uma paródia sinistra" Viriato Soromenho-Marques Ver mais em: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=4650160 b) "Comecemos pelos problemas de democracia na UE. É chocante ver, mais uma vez nesta crise, o grau em que autoridades não eleitas (desde as mais tecnocráticas, como o FMI e o BCE, até às mais políticas, como a Comissão Europeia), ou seja, sem legitimidade democrática, pretendem determinar as condições de governação dos governos nacionais, esses sim com legitimidade democrática resultante do voto popular. Entre parêntesis, e para os mais incautos, esclareça-se que também o executivo da UE não é eleito popularmente, nem sequer de forma indireta (...)." Ver mais em: http://www.publico.pt/mundo/noticia/o-novo-prometeu-agrilhoado-ou-a-tragedia-europeia-na-grecia-1700606 5. As políticas a troika são adequadas? a) "Os mesmos que falharam redondamente em prever os estragos que a austeridade causou – vejam o gráfico, que compara as previsões no memorando de 2010 com a realidade – estão agora a dar lições aos outros sobre crescimento? Mais ainda, as preocupações sobre crescimento estão todas do lado da oferta, numa economia a funcionar pelo menos 20% abaixo da sua capacidade." In: “O FMI está a gozar connosco?”, pergunta Paul Krugman Ver mais em: http://www.infogrecia.net/2015/06/o-fmi-esta-a-gozar-connosco-pergunta-paul-krugman b) "O atual presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, admitiu ontem que a troika "pecou contra a dignidade" dos gregos, dos portugueses e dos irlandeses, reiterando que é preciso rever o funcionamento deste trio de instituições quando for o momento apropriado." Ver notícia em: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4408162 c) "Segundo as fontes do FT, Poul Thomsen (FMI) referiu a necessidade de proceder a uma reestruturação de dívida e se a reestruturação de dívida não avançar, o FMI ameaçou os parceiros europeus que iria suspender o financiamento à Grécia" Ver mais em: http://economico.sapo.pt/noticias/fmi-quer-que-credores-europeus-aceitem-reestruturar-a-divida-grega_217535.html d) "Na hora final, um apelo à sanidade económica e à humanidade. É errado pedir à Grécia para se comprometer com um programa velho que manifestamente falhou, foi rejeitado pelos eleitores gregos e que muitos economistas (incluindo nós próprios) acreditam ter sido errado desde o início”, declaram os economistas" In: Stiglitz, Piketty e D’Alema encabeçam a lista de 26 economistas de vários países numa carta aberta publicada Financial Times. O texto intitula-se “Na hora final, um apelo à sanidade económica e à humanidade” e defende um acordo que ponha termo à austeridade na Grécia. Mais informação em: http://www.infogrecia.net/2015/06/economistas-apelam-a-sanidade-economica-da-europa/ https://observatoriogrecia.wordpress.com/2015/06/05/na-hora-final-um-apelo-a-sanidade-economica-e-a- humanidade/ 6. Como é que a Islândia saiu da crise? a) “O presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimsson, atribui parte do sucesso da recuperação da Islândia ao facto de o país não ter dado ouvidos aos organismos internacionais, especialmente a Comissão Europeia, que recomendavam a aplicação de medidas de austeridade.” Ver notícia em: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/islandia_saiu_da_crise_porque_nao_deu_ouvidos_a_ue_e_recusou _a_austeridade.html
  • 3. b) "A Islândia recusou proteger os credores dos seus bancos, que entraram em falência em 2008 depois de as suas dívidas terem atingido 10 vezes mais do que a dimensão da economia. A decisão da ilha de se proteger de uma fuga de capitais, restringindo a circulação da moeda, permitiu ao Governo repelir um ataque especulativo, estancando a hemorragia da economia. Isso ajudou as autoridades a concentrarem-se no apoio às famílias e às empresas."O facto de a Islândia ter conseguido preservar um sistema de Estado social mesmo tendo de proceder a uma consolidação orçamental bastante considerável é uma das maiores conquistas do programa e do Governo da Islândia", afirmou Zakharova." Ler notícia completa em: http://www.publico.pt/economia/noticia/para-o-fmi-o-resgate-ao-estilo-islandes-e-uma-licao-a-reter-em-tempos-de- crise-1559284 7. Qual o impacto da austeridade na Grécia? a) Cinco números da crise e da austeridade na Grécia:  25% de queda do PIB;  52% dos jovens não têm emprego;  45% dos aposentados são pobres;  40% das crianças estão sob a linha de pobreza;  200 mil funcionários a menos. Ler artigo completo da BBC em: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/06/150625_grecia_5_numeros_pai b) Governo grego combate "crise humanitária" "O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, anunciou este domingo a criação de um programa de ajuda social aos que foram mais afetados pela crise no país e a recontratação dos trabalhadores da função pública que foram despedidos. Na apresentação do programa de Governo, Alexis Tsipras explicou que o plano de ajuda imediata pretende fazer face a uma "crise humanitária", atribuindo ajuda alimentar e eletricidade gratuitas, assim como acesso aos serviços de saúde para os que "foram mais castigados pela crise". Tsipras anunciou também que os trabalhadores cujos despedimentos violaram a lei vão ser recolocados nos postos de trabalho, entre os quais empregadas de limpeza, funcionários de universidades e seguranças das escolas." Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mundo/detalhe/governo_grego_cria_plano_de_ajuda_aos_que_mais_sofreram_com_a_cris e.html
  • 4. 8. Qual a ética e a solidariedade dos políticos relativamente ao caso? a) Reuters: "Líderes do euro tentaram bloquear relatório do FMI sobre Grécia" "Os líderes dos países da zona euro tentaram impedir que o FMI publicasse o relatório desta quinta-feira sobre a dívida grega, onde conclui que o país precisa de um corte na dívida de pelo menos 30% do PIB A publicação do relatório do FMI veio reforçar a posição do governo de Alexis Tsipras, que tem insistido na urgência de se avançar com uma reestruturação da dívida grega, caso contrário nenhum pacote de austeridade será viável - visão cada vez mais consensual, desde prémios Nobel da Economia, ao governo norte-americano e a várias instituições internacionais, como o FMI, agora." Ver notícia em: http://ionline.pt/400529?source=social b) França acusa os" países pequenos que fizeram esforços" de bloquearem a Grécia "O ministro francês das Finanças disse em entrevista que "os mais duros não são os alemães". Sobre a presumível intransigência de Berlim em relação à posição de Atenas, Michel Sapin afirmou que "os mais duros não são os alemães, mas os pequenos países que fizeram significativos esforços" [sem nunca referir claramente Portugal], que têm agora uma situação "melhor" e consideram que a Grécia não pode evitar passar pelo mesmo processo." Ler mais em: http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=4654978&seccao=Dinheiro%20Vivo Acho que não vai ser preciso continuar para percebemos o que realmente se passa. É nas mordomias dos gregos, que a troika tanto fala, que o Syriza quer tocar, especialmente no que toca ao mundo dos mais ricos que fogem aos impostos e às respon- sabilidades para com o país. Reformar o país para um sistema fiscal mais justo e menos corrupto, sem colocar em causa o estado social, apoiando os mais desfavorecios. Para isso, ele precisa de implementar medidas alternativas à troika, que vão mexer com muitos interesses instalados na velha e caquética postura europeia, nomeadamente no poder dos grupos financeiros, frios e autistas, que desvalorizam o povo, a natureza e a demo- cracia. Isto não quer dizer que o Sr. Tsipras está a fazer tudo bem e também não terá os seus interesses particulares, ofuscados por uma esquerda mais radical. Estas questãos fragmentárias de esquerda ou direita deixam-me com os cabelos em pé. O mais importante são as pessoas, independentemente da sua idiologia particular. Enquanto o Syriza defender o povo, acho que o povo deverá estar com ele. Paz a todos os seres