A Crise Grega
Jorge Moreira [Ambientalista]
Muita tinta tem corrido à volta do problema grego. O que
mais me preocupa é a ...
4. Onde está a democracia?
a) "A alergia a um referendo sobre a austeridade, revela o verdadeiro rosto da atual eurocracia...
b) "A Islândia recusou proteger os credores dos seus bancos, que entraram em falência em 2008 depois
de as suas dívidas te...
8. Qual a ética e a solidariedade dos políticos relativamente ao caso?
a) Reuters: "Líderes do euro tentaram bloquear rela...
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A Crise Grega

  1. 1. A Crise Grega Jorge Moreira [Ambientalista] Muita tinta tem corrido à volta do problema grego. O que mais me preocupa é a dignidade das pessoas, em especial os mais desamparados, aqueles que estão a sofrer na pele devido aos interesses do sistema financeiro, aos erros de técnicos e à má escolha e corrupção dos políticos. A realidade atual mostra uma população empobrecida, desempregada e com imensa miséria. Quer queiramos ou não, este problema é muito mais grave do que a dívida financeira aos credores. Isto não quer dizer que a Grécia fez tudo bem e que vamos continuar a apoiar as políticas e as posturas que colocaram os gregos na situação atual. Para percebemos melhor o problema, vamos tentar responder a algumas perguntas através da análise das notícias: 1. Quem ganha com a crise? a) "A Alemanha está a ganhar qualquer coisa como 41 mil milhões de euros com a crise europeia graças à redução dos juros que lhe são cobrados." As conclusões são da revista alemã "Der Spiegel" Ver notícia completa em: http://www.ionline.pt/361587?fb_action_ids=633022240167450&fb_action_types=og.likes 2. Quem causou a crise e porquê mais austeridade? a) “Martin Schulz diz que Europa está a pedir sacrifícios às pessoas para salvar bancos - Presidente do Parlamento Europeu afirmou ainda que as "pessoas estão a pagar uma crise que não causaram" Ver mais em: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4435984 b) "Philippe Legrain, conselheiro económico independente de Durão Barroso até fevereiro deste ano, diz em entrevista que as ajudas a Portugal e à Grécia foram pensadas para resgatar os bancos franceses e alemães. "O sector bancário dominou os Governos dos países e as instituições da zona euro", por isso, diz, "quando a crise financeira rebentou, foram todos a correr salvar os bancos, sobretudo franceses e alemães, com condições muito severas para as finanças públicas", diz Legrain, considerando que "foi isso que provocou a crise do euro". Ver mais em: http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=3856276&especial=Revistas%20de%20Imprensa&seccao=TV% 20e%20MEDIA c) "Bancos receberam 1,3 biliões de euros de "auxílio" estatal não-escrito desde que a crise começou" Ver mais em: http://visao.sapo.pt/europa-gastou-um-decimo-da-sua-riqueza-para-salvar-bancos=f766758#ixzz3eiyghIkp 3. Para onde foi o dinheiro que a Grécia recebeu? a) “Apenas uma pequena fração dos 240 mil milhões de euros que fazem parte do resgate total da Grécia encontrou o seu caminho para os cofres do governo” Ver mais em: http://www.tvi24.iol.pt/economia/atenas/para-onde-foi-o-dinheiro-emprestado-a-grecia?utm_campaign=ed- tvi24&utm_source=facebook&utm_medium=social
  2. 2. 4. Onde está a democracia? a) "A alergia a um referendo sobre a austeridade, revela o verdadeiro rosto da atual eurocracia. As leis fundamentais da União Europeia e da Zona Euro (ZE) são hoje dois tratados intergovernamentais, entrados em vigor no dia 1 de Janeiro de 2013: o Tratado Orçamental, e o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE). A relação entre ambos faz da democracia uma paródia sinistra" Viriato Soromenho-Marques Ver mais em: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=4650160 b) "Comecemos pelos problemas de democracia na UE. É chocante ver, mais uma vez nesta crise, o grau em que autoridades não eleitas (desde as mais tecnocráticas, como o FMI e o BCE, até às mais políticas, como a Comissão Europeia), ou seja, sem legitimidade democrática, pretendem determinar as condições de governação dos governos nacionais, esses sim com legitimidade democrática resultante do voto popular. Entre parêntesis, e para os mais incautos, esclareça-se que também o executivo da UE não é eleito popularmente, nem sequer de forma indireta (...)." Ver mais em: http://www.publico.pt/mundo/noticia/o-novo-prometeu-agrilhoado-ou-a-tragedia-europeia-na-grecia-1700606 5. As políticas a troika são adequadas? a) "Os mesmos que falharam redondamente em prever os estragos que a austeridade causou – vejam o gráfico, que compara as previsões no memorando de 2010 com a realidade – estão agora a dar lições aos outros sobre crescimento? Mais ainda, as preocupações sobre crescimento estão todas do lado da oferta, numa economia a funcionar pelo menos 20% abaixo da sua capacidade." In: “O FMI está a gozar connosco?”, pergunta Paul Krugman Ver mais em: http://www.infogrecia.net/2015/06/o-fmi-esta-a-gozar-connosco-pergunta-paul-krugman b) "O atual presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, admitiu ontem que a troika "pecou contra a dignidade" dos gregos, dos portugueses e dos irlandeses, reiterando que é preciso rever o funcionamento deste trio de instituições quando for o momento apropriado." Ver notícia em: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4408162 c) "Segundo as fontes do FT, Poul Thomsen (FMI) referiu a necessidade de proceder a uma reestruturação de dívida e se a reestruturação de dívida não avançar, o FMI ameaçou os parceiros europeus que iria suspender o financiamento à Grécia" Ver mais em: http://economico.sapo.pt/noticias/fmi-quer-que-credores-europeus-aceitem-reestruturar-a-divida-grega_217535.html d) "Na hora final, um apelo à sanidade económica e à humanidade. É errado pedir à Grécia para se comprometer com um programa velho que manifestamente falhou, foi rejeitado pelos eleitores gregos e que muitos economistas (incluindo nós próprios) acreditam ter sido errado desde o início”, declaram os economistas" In: Stiglitz, Piketty e D’Alema encabeçam a lista de 26 economistas de vários países numa carta aberta publicada Financial Times. O texto intitula-se “Na hora final, um apelo à sanidade económica e à humanidade” e defende um acordo que ponha termo à austeridade na Grécia. Mais informação em: http://www.infogrecia.net/2015/06/economistas-apelam-a-sanidade-economica-da-europa/ https://observatoriogrecia.wordpress.com/2015/06/05/na-hora-final-um-apelo-a-sanidade-economica-e-a- humanidade/ 6. Como é que a Islândia saiu da crise? a) “O presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimsson, atribui parte do sucesso da recuperação da Islândia ao facto de o país não ter dado ouvidos aos organismos internacionais, especialmente a Comissão Europeia, que recomendavam a aplicação de medidas de austeridade.” Ver notícia em: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/islandia_saiu_da_crise_porque_nao_deu_ouvidos_a_ue_e_recusou _a_austeridade.html
  3. 3. b) "A Islândia recusou proteger os credores dos seus bancos, que entraram em falência em 2008 depois de as suas dívidas terem atingido 10 vezes mais do que a dimensão da economia. A decisão da ilha de se proteger de uma fuga de capitais, restringindo a circulação da moeda, permitiu ao Governo repelir um ataque especulativo, estancando a hemorragia da economia. Isso ajudou as autoridades a concentrarem-se no apoio às famílias e às empresas."O facto de a Islândia ter conseguido preservar um sistema de Estado social mesmo tendo de proceder a uma consolidação orçamental bastante considerável é uma das maiores conquistas do programa e do Governo da Islândia", afirmou Zakharova." Ler notícia completa em: http://www.publico.pt/economia/noticia/para-o-fmi-o-resgate-ao-estilo-islandes-e-uma-licao-a-reter-em-tempos-de- crise-1559284 7. Qual o impacto da austeridade na Grécia? a) Cinco números da crise e da austeridade na Grécia:  25% de queda do PIB;  52% dos jovens não têm emprego;  45% dos aposentados são pobres;  40% das crianças estão sob a linha de pobreza;  200 mil funcionários a menos. Ler artigo completo da BBC em: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/06/150625_grecia_5_numeros_pai b) Governo grego combate "crise humanitária" "O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, anunciou este domingo a criação de um programa de ajuda social aos que foram mais afetados pela crise no país e a recontratação dos trabalhadores da função pública que foram despedidos. Na apresentação do programa de Governo, Alexis Tsipras explicou que o plano de ajuda imediata pretende fazer face a uma "crise humanitária", atribuindo ajuda alimentar e eletricidade gratuitas, assim como acesso aos serviços de saúde para os que "foram mais castigados pela crise". Tsipras anunciou também que os trabalhadores cujos despedimentos violaram a lei vão ser recolocados nos postos de trabalho, entre os quais empregadas de limpeza, funcionários de universidades e seguranças das escolas." Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/mundo/detalhe/governo_grego_cria_plano_de_ajuda_aos_que_mais_sofreram_com_a_cris e.html
  4. 4. 8. Qual a ética e a solidariedade dos políticos relativamente ao caso? a) Reuters: "Líderes do euro tentaram bloquear relatório do FMI sobre Grécia" "Os líderes dos países da zona euro tentaram impedir que o FMI publicasse o relatório desta quinta-feira sobre a dívida grega, onde conclui que o país precisa de um corte na dívida de pelo menos 30% do PIB A publicação do relatório do FMI veio reforçar a posição do governo de Alexis Tsipras, que tem insistido na urgência de se avançar com uma reestruturação da dívida grega, caso contrário nenhum pacote de austeridade será viável - visão cada vez mais consensual, desde prémios Nobel da Economia, ao governo norte-americano e a várias instituições internacionais, como o FMI, agora." Ver notícia em: http://ionline.pt/400529?source=social b) França acusa os" países pequenos que fizeram esforços" de bloquearem a Grécia "O ministro francês das Finanças disse em entrevista que "os mais duros não são os alemães". Sobre a presumível intransigência de Berlim em relação à posição de Atenas, Michel Sapin afirmou que "os mais duros não são os alemães, mas os pequenos países que fizeram significativos esforços" [sem nunca referir claramente Portugal], que têm agora uma situação "melhor" e consideram que a Grécia não pode evitar passar pelo mesmo processo." Ler mais em: http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=4654978&seccao=Dinheiro%20Vivo Acho que não vai ser preciso continuar para percebemos o que realmente se passa. É nas mordomias dos gregos, que a troika tanto fala, que o Syriza quer tocar, especialmente no que toca ao mundo dos mais ricos que fogem aos impostos e às respon- sabilidades para com o país. Reformar o país para um sistema fiscal mais justo e menos corrupto, sem colocar em causa o estado social, apoiando os mais desfavorecios. Para isso, ele precisa de implementar medidas alternativas à troika, que vão mexer com muitos interesses instalados na velha e caquética postura europeia, nomeadamente no poder dos grupos financeiros, frios e autistas, que desvalorizam o povo, a natureza e a demo- cracia. Isto não quer dizer que o Sr. Tsipras está a fazer tudo bem e também não terá os seus interesses particulares, ofuscados por uma esquerda mais radical. Estas questãos fragmentárias de esquerda ou direita deixam-me com os cabelos em pé. O mais importante são as pessoas, independentemente da sua idiologia particular. Enquanto o Syriza defender o povo, acho que o povo deverá estar com ele. Paz a todos os seres

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